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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Zika: seminário discute os impactos sociais e econômicos

O seminário da pesquisa Impactos Sociais e Econômicos da Infecção pelo Vírus Zika no Brasil será realizado nesta sexta-feira (30/11), a partir das 8h30, no auditório da Fiocruz Pernambuco. Trata-se da devolutiva do estudo, com a participação de profissionais da Fiocruz PE, Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Universidade Federal de Pernambuco e London School of Hygiene and Tropical Medicine.

O encontro é aberto a todos os interessados na temática e trará dados sobre os impactos provocados pela zika em quatro áreas: econômica, no acesso às ações e serviços de saúde, na saúde reprodutiva e nas vidas das famílias nas quais nasceram bebês com a síndrome congênita da zika.

Programação

Abertura: 8h30
Hannah Kuper, Tereza Lyra, Elisabethe Moreira

Mesa 1 – Sindrome Congênita da Zika e Serviços de Saúde: 9h30 às12h
Impactos Econômicos - Márcia Pinto - IFF
Impactos no Acesso às ações e Serviços de Saúde - Socorro Veloso - UFPE
Debate: SES – Atenção à Saúde

Almoço: 12h às 14h

Mesa 2 – 14h às 17h
Impactos para a Saúde Reprodutiva - Camila Pimentel – Fiocruz Pernambuco
Impacto social sobre a vida das famílias - Ana Paula Melo – UFPE
Debate: Integrantes da União de Mães de Anjos (UMA) e Movimento de Mulheres (MM)

Lanche de encerramento: 17h30



Autor: Fabíola Tavres (Fiocruz Pernambuco)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 28/11/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/zika-seminario-discute-os-impactos-sociais-e-economicos

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Mudanças Climáticas: Ciclones extratropicais, com o potencial de causar estragos sociais e econômicos, podem triplicar até o final do século

Aumento significativo da precipitação extrema é projetado para a Europa e a América do Norte a partir de ciclones extratropicais

University of Exeter*


Imagem: Nasa


Uma pesquisa pioneira, liderada pelo Dr. Matt Hawcroft, da Universidade de Exeter, mostrou informações novas e detalhadas sobre as projeções da freqüência de ciclones extratropicais.

A pesquisa mostra que, a menos que haja uma redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa, haverá um grande aumento em sua frequência em grandes áreas do hemisfério norte.

Crucialmente, o impacto nas comunidades locais pode ser severo, com tempestades mais intensas e extremas, levando a maiores eventos de enchentes em grande escala – similares aos experimentados em Somerset em 2013/14, Cumbria em 2015 e Gloucestershire em 2007.

A pesquisa ‘Significantly increased extreme precipitation expected in Europe and North America from extratropical cyclones‘ foi publicada na revista Environmental Research Letters na terça-feira, 27 de novembro de 2018.

Hawcroft, pesquisador do Departamento de Matemática da Exeter, disse: “Espera-se que os extremos de precipitação aumentem em intensidade e freqüência em um clima mais quente. Neste trabalho, atribuímos essas mudanças aos eventos que trazem muito de nossas chuvas e inundações em larga escala. Essa informação adicional, sobre a natureza dinâmica das mudanças, é importante, pois fornece informações claras sobre a natureza e o impacto das mudanças na precipitação que podem ser usadas, por exemplo, na formulação de políticas e no planejamento da adaptação. ”

Os ciclones extratropicais desempenham um papel fundamental na variabilidade climática do dia-a-dia em grandes partes da América do Norte e da Europa. Eles são caracterizados por áreas de baixa pressão atmosférica no centro da tempestade, com o ar puxado ciclicamente (anti-horário) em torno da baixa pressão.

Isso leva ao ar quente sendo extraído do sul e ao ar frio do norte. Na interface do ar frio e quente, formam-se frentes que podem induzir chuvas fortes. As tempestades mais extremas são responsáveis por inundações em grande escala na América do Norte e na Europa.

Uma informação fundamental para os formuladores de políticas e governos que buscam mitigar essas condições climáticas extremas é a capacidade de projetar onde e com que freqüência essas tempestades podem ocorrer no futuro. No entanto, as atuais projeções do modelo climático são afetadas por enormes incertezas.

Neste novo estudo, os pesquisadores analisaram o comportamento das tempestades atuais e futuras usando técnicas modernas de modelagem e rastreamento de tempestades. Ao abordar a análise em uma estrutura “centrada na tempestade”, a equipe foi capaz de avaliar as mudanças na frequência e intensidade desses ciclones extratropicais com mais consistência do que os estudos anteriores sugeriram.

É importante ressaltar que a equipe de pesquisa foi capaz de mostrar que os modelos projetam que haveria um aumento de três vezes no número dos ciclones extratropicais que mais intensamente precipitam na Europa e na América do Norte até o final do século.

Hawcroft acrescentou: “Devido à complexidade da resposta de circulação ao aquecimento, há muita incerteza nos padrões regionais de mudança climática. Dada essa incerteza, é importante ser capaz de destilar informações claras onde elas estão disponíveis. Aqui mostramos que, apesar dessas complexidades, ainda somos capazes de fornecer projeções grandes e consistentes de mudança nesses eventos de grande impacto ”.


Referência:

Significantly increased extreme precipitation expected in Europe and North America from extratropical cyclones
Matt Hawcroft, Ella Walsh, Kevin Hodges and Giuseppe Zappa
Published 27 November 2018 • © 2018 The Author(s). Published by IOP Publishing Ltd
Environmental Research Letters, Volume 13, Number 12
DOI https://doi.org/10.1088/1748-9326/aaed59



* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 28/11/2018




Autor: Henrique Cortez
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 28/11/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/11/28/mudancas-climaticas-ciclones-extratropicais-com-o-potencial-de-causar-estragos-sociais-e-economicos-podem-triplicar-ate-o-final-do-seculo/