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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Fiocruz integra consórcio internacional para produção do Praziquantel Pediátrico




O consórcio internacional Praziquantel Pediátrico obtém um importante financiamento de 5,21 milhões de euros para os estudos clínicos de Fase 3. Os recursos serão co-financiados pela EDCTP (sigla em Inglês para Parceria de Ensaios Clínicos de Países Europeus e Países em Desenvolvimento) e o Fundo de Tecnologia Inovadora de Saúde Global (GHIT, na sigla em Inglês). Farmanguinhos será o parceiro responsável pela produção deste medicamento contra esquistossomose.

Este estudo tem como objetivo fornecer dados clínicos e suporte para o registro de uma nova formulação de comprimidos do Praziquantel para tratar a esquistossomose em crianças da África subsaariana com idade pré-escolar. O valor total das próximas fases do projeto está orçado em 12,10 milhões de euros.

Atualmente, está sendo realizado estudo cínico de Fase II, que se divide em duas partes. A primeira, prevista para ser concluída em janeiro próximo, refere-se aos testes em crianças da Costa do Marfim para definir a dose e o produto a ser utilizado na segunda parte e nos estudos de Fase 3. A previsão é de que o medicamento esteja disponível até o final de 2021.

Parceiros


O Consórcio Praziquantel Pediátrico foi estabelecido em julho de 2012 como a primeira parceria público-privada internacional sem fins lucrativos relacionada à luta contra a esquistossomose. O objetivo é elaborar uma formulação mais adequada para as crianças menores de seis anos de idade. A iniciativa é apoiada por líderes especializados mundialmente em doenças infecciosas parasitárias tropicais. Ao todo, o grupo é integrado por sete instituições:

Merck – A empresa lidera o programa e fornece competência e apoio relacionado ao PZQ, incluindo recursos internos de diferentes áreas necessárias para o desenvolvimento clínico – fabricação do fármaco, pré-clínico, clínico e regulatório. É também responsável pelo desenvolvimento e fabricação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) L-PZQ;

Astellas Pharma Inc. – A empresa farmacêutica desenvolveu as novas formulações pediátricas de PZQ e fornece aconselhamento especializado no desenvolvimento clínico para crianças e modelamento farmacocinético;

Swiss Tropical & Public Health Institute – O instituto sem fins lucrativos é internacionalmente reconhecido por suas pesquisas, serviços, ensinamentos e treinamentos em saúde global. Contribui com vasta experiência em pesquisa biológica e farmacológica, epidemiologia e pesquisa clínica relacionada a helmintos em regiões endêmicas;

Lygature – É uma fundação holandesa sem fins lucrativos, atua como um coordenador independente do Consórcio, fornecendo a gestão nos termos de progresso, finanças e colaboração. Desde 2006, a Lygature apoiou quase cem parcerias público-privadas no campo da ciência e saúde, incluindo doenças relacionadas à pobreza;

SimCYP – Baseada no Reino Unido, a empresa de pesquisa fornece capacidades e competência para o modelamento farmacocinético;

Schistosomiasis Control Initiative – A Iniciativa de Controle da Esquistossomose, do Imperial College London, tem como objetivo fornecer tratamento à população rural carente da África subsaariana e do Iêmen contra a esquistossomose e três outros helmintos transmitidos pelo solo. A SCI facilitará a preparação e a implementação do plano de Acesso e Distribuição;

Farmanguinhos – O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) é um laboratório farmacêutico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculado ao Ministério da Saúde do Brasil. A unidade fornece competência única para abordar a produção e distribuição das novas formulações pediátricas em países endêmicos.




Autor: Alexandre Matos (Farmanguinhos/Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 02/02/18
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/fiocruz-integra-consorcio-internacional-para-producao-do-praziquantel-pediatrico

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

HIV/Aids: Efavirenz pediátrico está sendo desenvolvido



Crianças que vivem com o vírus HIV da Aids, no Brasil, serão beneficiadas com a chegada de um medicamento fabricado com tecnologia inovadora. O remédio, conhecido como Efavirenz, já produzido na forma de comprimidos, indicados no coquetel de tratamento da Aids em adultos, foi incrementado a partir do uso da nanotecnologia ou pequenas partículas. O resultado é uma versão diferenciada menor, para melhorar a aceitação pelas crianças.

A tecnologia permite melhor aproveitamento do princípio ativo da substância pelo organismo, uma vez que as formulações líquidas existentes, além de não serem recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), têm sabor desagradável, curto prazo de validade e elevado custo para transporte. O produto está sendo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), principal instituição pública produtora de antirretrovirais no país para o Ministério da Saúde (MS).

O pesquisador Helvécio Rocha, coordenador do Laboratório de Sistemas Farmacêuticos Avançados, disse que a expectativa é de que o novo comprimido, que se dissolve na boca e na água, facilite a aceitação pelos pequenos pacientes. “A ideia do nosso produto é gerar para esses pacientes pediátricos uma formulação mais adequada à idade deles. A gente precisa dar uma apresentação boa porque é um tratamento de longo prazo. Aí, se o sabor for ruim, as crianças começam a rejeitar a medicação. Tem essa tentativa de melhorar o sabor e, ao mesmo tempo, adequar o produto nacional a recomendações do MS e da OMS”, enfatizou.

Segundo Rocha, o desafio maior foi colocar o princípio ativo em porções pequenas, para que o remédio chegasse à corrente sanguínea sem perder o efeito desejado. Ele disse ainda que esse tipo de medicamento pediátrico para tratamento da aids, com a tecnologia das nanopartículas, é inédito no mundo. A previsão é de que o produto passe por testes clínicos até o final do próximo ano e fique disponível no mercado em 2020. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 21 mil crianças no Brasil são soropositivas, isto é, portadoras do vírus HIV.




Autor: Márcia Wonghon
Fonte: EBC
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data de Publicação: 22/12/2017
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/seminario-discute-impacto-da-violencia-armada-nas-escolas