Estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o desafio futuro das economias será alimentar a população mundial, que deverá atingir de 10 bilhões de pessoas em 2050. Para atender à crescente demanda por alimentos frente ao aumento da população mundial, não basta o emprego de tecnologias de ponta e o aumento da produtividade das lavouras. Dados do Banco Mundial mostram que a proporção de terras agricultáveis em 1960 era de 38 hectares por pessoa, frente a uma população de 3 bilhões de habitantes. Em 2019, com a população mundial de 7,6 bilhões, essa relação caiu para 19,6 hectares por pessoa.
Especialistas acreditam que para vencer esse desafio é necessário um modelo que priorize não só a produção, mas também a utilização de alimentos orientadas pelo conhecimento científico acerca dos recursos biológicos disponíveis, bioprocessos e princípios inovadores que forneçam, de forma sustentável, alternativas para a alimentação humana. Várias áreas da ciência relacionadas à saúde, alimentação, nutrição, tecnologias e sustentabilidade vêm se dedicando ao estudo dos compostos bioativos em alimentos funcionais para a promoção da melhoria da qualidade nutricional dos alimentos. Isso porque fibras alimentares, antioxidantes, peptídeos, probióticos, isoflavonas, entre outros, são capazes de prevenir e reduzir o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer, além de promoverem o aumento da imunidade.
Docente do Departamento de Ciência de Alimentos da Escola de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição (PPGAN) da universidade, Mariana Simões Larraz Ferreira vem se dedicando ao estudo sobre alimentos funcionais, liderando ou colaborando com diferentes grupos de pesquisa. Dentre os diversos núcleos e laboratórios da UniRio, ela integra o Núcleo de Bioquímica Nutricional, onde coordena o Laboratório de Cromatografia e o Laboratório de Química e Composição de Alimentos. Suas duas principais linhas de pesquisa se inserem no contexto da Bioeconomia, com a temática da “Valorização de resíduos agroindustriais para o desenvolvimento de biomateriais e de ingredientes para alimentos” e “Análise proteômica e metabolômica de alimentos, coprodutos e resíduos”, estudos desenvolvidos com apoio de diversos programas de fomento à pesquisa da FAPERJ, tais como Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE), Apoio a Instituições Sediadas no Estado do Rio de Janeiro, além de programas de bolsas para o grupo de pesquisa como Treinamento e Capacitação Técnica (TCT), Iniciação Científica (IC) e Doutorado Sanduíche.
Pesquisadoras preparam amostras para experimentos no Laboratório de Bioativos do Centro de Espectometria de Massas
Formada em Engenharia de Alimentos pela Universidade de São Paulo (USP), em seu último ano de faculdade teve a oportunidade de fazer um estágio supervisionado na École Montpellier SupAgro, na França, onde foi aprovada para o doutorado em Química, Bioquímica e Tecnologia de Alimentos no Instituto Francês de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente, ou Institut National de Recherchepour l’Agriculture, l’Alimentation et l’Environment (INRAE). Ao retornar ao Brasil, em 2011, aprimorou suas habilidades em um pós-doutorado na UniRio, na área de desenvolvimento de alimentos funcionais e embalagens à base de resíduos agroindustriais. Após passar em concurso para a Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), retornou definitivamente para a UniRio, onde é docente desde 2013.
Vivendo as emoções intensas após o nascimento do primeiro filho, há menos de um mês, a pesquisadora, entre uma mamada e outra do recém-nascido, explica que a aplicação de ferramentas como a espectrometria de massas e a cromatografia líquida na análise de alimentos permite o estudo detalhado da qualidade nutricional e tecnológica dos alimentos para a caracterização e obtenção de compostos bioativos de interesse econômico e sua aplicação biotecnológica na indústria de alimentos, farmacêutica e de cosméticos.
Atualmente, seu principal foco de pesquisa são os cereais. A aplicação dessas tecnologias de ponta no estudo das proteínas de cereais, permitem, por exemplo, melhor compreender a alergenicidade, principalmente relacionada à doença celíaca. Com a espectrometria de massas é possível caracterizar o conjunto de proteínas e peptídeos que podem desencadear alergia em portadores da doença celíaca. Mariana explica que o estudo de diferentes genótipos de cereais e da aplicação de processamentos como a extrusão termoplástica, permite avaliar o efeito na digestibilidade das proteínas e até mesmo na obtenção de variedades ou de produtos alimentícios – como macarrão e biscoitos – de menor toxicidade para pacientes celíacos. O objetivo da pesquisa, que conta com a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é investigar se o processamento do alimento é capaz de diminuir – ou até eliminar – o potencial alergênico do trigo, por meio da reorganização das proteínas.
“A espectrometria de massas é a tecnologia mais avançada que existe para este tipo de estudo. É uma pesquisa bastante pioneira, poucas pessoas no mundo se dedicam a esse tipo de análise, que conta ainda com a parceria de pesquisadores da Alemanha”, conta a engenheira de alimentos. Ela destaca que o Centro de Inovação em Espectrometria de Massas do Laboratório de Bioquímica de Proteínas (IMasS-LBP), criado em junho de 2013, é reconhecido internacionalmente pela Waters, uma das maiores companhias mundiais no ramo científico de equipamentos analíticos. É um dos 21 Centros de Inovação Waters no mundo, com excelência na área de espectrometria de massas. “O Centro de Inovação em Espectrometria de Massas da UniRio é dotado de um conjunto de equipamentos que compõem uma plataforma analítica robusta que permite todo o tipo de análise para estudo da qualidade nutricional, funcional e tecnológica de qualquer tipo de alimento. E o apoio da FAPERJ tem sido fundamental para manter esta estrutura funcionando”, afirma a pesquisadora.
Grupo de pesquisadoras durante o IV Simpósio de Alimentos e Nutrição, promovido pelo PPGAN-UniRio em 2019
Mariana e sua equipe pesquisam, além do trigo, outros cereais como arroz, sorgo, aveia, cevada e centeio, incluindo o estudo dos metabólitos dessas plantas, principalmente os compostos fenólicos, presentes nas diferentes frações dos cereais, tais como o farelo, a farinha integral ou refinada. A pesquisadora destaca o potencial bioativo do sorgo. Bastante usado para a alimentação animal no Brasil, este cereal é não alergênico e se apresenta como um excelente substituto para o trigo, além de possuir, em média, 10 vezes mais compostos bioativos que os demais cereais. Tais compostos contribuem para reduzir o risco de desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas, como citado anteriormente. Ao valorizar esse cereal para uso na alimentação humana, a pesquisa também contribuirá para a segurança alimentar e nutricional.
“Com o uso da espectrometria de massas é possível mapear e estudar diferentes genótipos do sorgo e caracterizar o perfil dos compostos bioativos para a obtenção de genótipos com maior potencial funcional para ser usado como alimento”, esclarece Mariana. Ela também ressalta o fato de o sorgo contribuir para a superação de desafios ambientais, por ser uma planta que tolera o calor e a seca, e que por isso requer menos água, além de não ser exigente em recursos agronômicos, como fertilizantes. “Por tudo isso é uma alternativa de cultivo mais sustentável para a alimentação humana, com a vantagem de agregar propriedades funcionais benéficas à saúde”, resume. A pesquisadora aponta que a desvantagem do sorgo é sua baixa digestibilidade. Mas ressalta que o laboratório já vem se dedicando, em parceria com o INRAE da França, ao estudo proteômico (análise do conjunto de proteínas) por espectrometria de massas, no qual são aplicados processamentos como a germinação do grão para avaliar a capacidade de hidrólise das proteínas para torná-las mais digeríveis, além do uso da extrusão para avaliar a solubilidade das proteínas nos extrudados.
“Os resultados são bem promissores, alguns genótipos – brasileiros e franceses – apresentam excelente potencial para serem usados na alimentação humana”, revela Mariana sobre a pesquisa, que conta com a parceria da Embrapa Milho e Sorgo, localizada em Sete Lagoas (MG), e da Embrapa Agroindústria de Alimentos, com sede em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Mariana Ferreira: para a pesquisadora, resultados da pesquisa são promissores e alguns genótipos apresentam potencial para serem usados na alimentação humana
Outra linha de pesquisa conduzida no laboratório visa ao aproveitamento de resíduos agroindustriais. Em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi conduzido um projeto na área de filmes biodegradáveis, para aproveitamento de resíduo do óleo de café verde (torta e borra), cujos compostos bioativos produziram um filme biodegradável capaz de proteger contra os raios ultravioleta (UV). O artigo, em fase de revisão para ser publicado, aborda a aplicação do material desenvolvido para a proteção contra oxidação de óleos comestíveis e aponta também para uma possível aplicação cosmética. Ainda nesta linha, o laboratório possui projetos que objetivam o aproveitamento de resíduos de cervejarias, como bagaço de malte, além de outros resíduos vegetais decorrentes do preparo de alimentos em unidades de alimentação e do processamento de frutas e verduras em supermercados e hortifrutis do Rio. Após a coleta, estes resíduos são transformados em farinha, a partir da qual são extraídos os compostos bioativos que, após caracterização, podem ser aplicados como aditivos naturais em alimentos, como por exemplo uma alternativa aos antioxidantes sintéticos.
Na entrevista concedida para a produção dessa reportagem, Mariana, já preocupada com o momento de o bebê acordar, explica que só conseguirá dar continuidade às pesquisas em andamento porque conta com uma rede de apoio familiar e profissional. “Além de contar com colegas parceiras que se dispuseram a assumir algumas de minhas funções e dar andamento a alguns projetos enquanto estou de licença maternidade, conto também, com um grupo grande de pesquisadoras em formação, que vão desde bolsistas de iniciação científica até o pós-doutorado, que são muito dedicadas e ajudarão muito na continuidade da pesquisa”, finaliza.
Autor: Paula Guatimosim
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 27/05/2021
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4226.2.2
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segunda-feira, 31 de maio de 2021
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
A FAO reuniu cinco ações que podemos adotar para combater o aquecimento global
5 atitudes que você pode tomar para combater o aquecimento global
ONU
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reuniu cinco ações que você pode adotar para combater o aquecimento global. Entre as recomendações, está a redução do consumo de carne e a compra de alimentos de produtores locais.
As variações e fenômenos climáticos extremos são umas das principais causas do aumento da fome no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Com o crescimento da população mundial, a produção de comida enfrenta o desafio de alimentar mais pessoas em meio a condições ambientais imprevisíveis.
Mas é possível combater as mudanças climáticas e garantir que todos tenham uma alimentação saudável, inclusive por meio de pequenas ações rotineiras. Confira as cinco dicas da FAO e participe da luta contra o aquecimento global:
1. Tenha uma dieta mais sustentável e diversificada

Cardápio com menos carne é mais sustentável, segundo a FAO. Foto: PEXELS (CC)/Ella Olsson
Uma vez por semana, tente comer uma refeição 100% vegetariana (contendo leguminosas como as lentilhas, os feijões, as ervilhas e grão de bico) no lugar de uma refeição à base de carne. São necessários mais recursos naturais para produzir carne, principalmente água. Milhões de acres de floresta tropical úmida também são derrubados e queimados para transformar as terras em pastos para o gado.
Diversificando a sua alimentação, você poderá descobrir cereais “ancestrais”, como a quinoa. Existem, por exemplo, mais de 200 variedades de quinoa, adaptadas a diferentes tipos de clima.
2. Reduza o desperdício de comida

Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBC
Por ano, um terço dos alimentos produzidos é desperdiçado. Isso quer dizer também que são desperdiçados os recursos — como água, mão de obra, transportes — usados na produção. Quando for ao mercado, compre apenas o que precisar, fazendo uma lista e estabelecendo as receitas e cardápios com antecedência, a fim de evitar as compras impulsivas.
Lembre-se que também é possível aproveitar as sobras e restos, que podem ser facilmente jogados fora, mas também podem servir de ingredientes para outras receitas ou ser congelados para consumo futuro.
Compre frutas e legumes “feios”, que são frequentemente desperdiçados porque não têm uma aparência perfeita. Não se deixe enganar: eles têm o mesmo gosto.
3. Use menos água

Escovar os dentes com a torneira fechada evita o desperdício de água. Foto: PEXELS (CC)/Moose Photos
A água é o elemento fundamental da vida e, sem ela, não é possível produzir comida. Os agricultores precisam aprender a utilizar menos água para o crescimento das suas culturas. Mas você também pode proteger os recursos hídricos do planeta reduzindo o desperdício alimentar. Quando você joga fora a sua comida, você desperdiça a água necessária para a sua produção. Você sabia que são necessários 50 litros de água para produzir uma laranja?
Você também pode reduzir o desperdício de água tomando banhos mais curtos e fechando a torneira ao escovar os dentes.
4. Conserve os solos e a água

Aterro sanitário em Payson, no Arizona, Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/Alan Levine
Alguns resíduos domésticos são potencialmente perigosos e não devem nunca ser jogados fora numa lixeira comum. São itens como pilhas, tintas, celulares, remédios, produtos químicos, fertilizantes, cartuchos. Eles podem infiltrar o solo e acabar em reservas de água, contaminando recursos naturais que possibilitam a produção de comida.
Isso sem falar no plástico — estima-se que um terço do plástico produzido no mundo está no solo. Reduza a utilização de plástico para manter os solos limpos.
5. Apoie os produtores locais

A cambojana Thoeun faz a colheita do milho na sua propriedade rural, em Kampong Cham, Camboja. Foto: Banco Mundial/Chhor Sokunthea
Os agricultores são os mais duramente afetados pelas mudanças climáticas. Mais do que nunca, eles precisam de apoio. Comprando produtos locais, você ajuda os agricultores familiares e as pequenas empresas do lugar onde vive. Você também contribui para a luta contra a poluição, reduzindo as distâncias de frete percorridas por caminhões e outros veículos.
A segurança alimentar e as mudanças climáticas estão ligadas. As escolhas feitas hoje são vitais para um futuro alimentar mais seguro.
Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/01/2019
Autor: ONU Brasil
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 25/01/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/01/25/a-fao-reuniu-cinco-acoes-que-podemos-adotar-para-combater-o-aquecimento-global/
ONU
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reuniu cinco ações que você pode adotar para combater o aquecimento global. Entre as recomendações, está a redução do consumo de carne e a compra de alimentos de produtores locais.
As variações e fenômenos climáticos extremos são umas das principais causas do aumento da fome no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Com o crescimento da população mundial, a produção de comida enfrenta o desafio de alimentar mais pessoas em meio a condições ambientais imprevisíveis.
Mas é possível combater as mudanças climáticas e garantir que todos tenham uma alimentação saudável, inclusive por meio de pequenas ações rotineiras. Confira as cinco dicas da FAO e participe da luta contra o aquecimento global:
1. Tenha uma dieta mais sustentável e diversificada

Cardápio com menos carne é mais sustentável, segundo a FAO. Foto: PEXELS (CC)/Ella Olsson
Uma vez por semana, tente comer uma refeição 100% vegetariana (contendo leguminosas como as lentilhas, os feijões, as ervilhas e grão de bico) no lugar de uma refeição à base de carne. São necessários mais recursos naturais para produzir carne, principalmente água. Milhões de acres de floresta tropical úmida também são derrubados e queimados para transformar as terras em pastos para o gado.
Diversificando a sua alimentação, você poderá descobrir cereais “ancestrais”, como a quinoa. Existem, por exemplo, mais de 200 variedades de quinoa, adaptadas a diferentes tipos de clima.
2. Reduza o desperdício de comida

Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBC
Por ano, um terço dos alimentos produzidos é desperdiçado. Isso quer dizer também que são desperdiçados os recursos — como água, mão de obra, transportes — usados na produção. Quando for ao mercado, compre apenas o que precisar, fazendo uma lista e estabelecendo as receitas e cardápios com antecedência, a fim de evitar as compras impulsivas.
Lembre-se que também é possível aproveitar as sobras e restos, que podem ser facilmente jogados fora, mas também podem servir de ingredientes para outras receitas ou ser congelados para consumo futuro.
Compre frutas e legumes “feios”, que são frequentemente desperdiçados porque não têm uma aparência perfeita. Não se deixe enganar: eles têm o mesmo gosto.
3. Use menos água

Escovar os dentes com a torneira fechada evita o desperdício de água. Foto: PEXELS (CC)/Moose Photos
A água é o elemento fundamental da vida e, sem ela, não é possível produzir comida. Os agricultores precisam aprender a utilizar menos água para o crescimento das suas culturas. Mas você também pode proteger os recursos hídricos do planeta reduzindo o desperdício alimentar. Quando você joga fora a sua comida, você desperdiça a água necessária para a sua produção. Você sabia que são necessários 50 litros de água para produzir uma laranja?
Você também pode reduzir o desperdício de água tomando banhos mais curtos e fechando a torneira ao escovar os dentes.
4. Conserve os solos e a água

Aterro sanitário em Payson, no Arizona, Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/Alan Levine
Alguns resíduos domésticos são potencialmente perigosos e não devem nunca ser jogados fora numa lixeira comum. São itens como pilhas, tintas, celulares, remédios, produtos químicos, fertilizantes, cartuchos. Eles podem infiltrar o solo e acabar em reservas de água, contaminando recursos naturais que possibilitam a produção de comida.
Isso sem falar no plástico — estima-se que um terço do plástico produzido no mundo está no solo. Reduza a utilização de plástico para manter os solos limpos.
5. Apoie os produtores locais

A cambojana Thoeun faz a colheita do milho na sua propriedade rural, em Kampong Cham, Camboja. Foto: Banco Mundial/Chhor Sokunthea
Os agricultores são os mais duramente afetados pelas mudanças climáticas. Mais do que nunca, eles precisam de apoio. Comprando produtos locais, você ajuda os agricultores familiares e as pequenas empresas do lugar onde vive. Você também contribui para a luta contra a poluição, reduzindo as distâncias de frete percorridas por caminhões e outros veículos.
A segurança alimentar e as mudanças climáticas estão ligadas. As escolhas feitas hoje são vitais para um futuro alimentar mais seguro.
Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/01/2019
Autor: ONU Brasil
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 25/01/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/01/25/a-fao-reuniu-cinco-acoes-que-podemos-adotar-para-combater-o-aquecimento-global/
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
FAO alerta que 30% de toda a comida produzida no mundo vai parar no lixo
ONU
Em seminário online promovido na segunda-feira (13), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos.
Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBC
Em seminário online promovido na segunda-feira (13), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos. Volume representa 30% de toda a comida produzida por ano no planeta.
De acordo com Juliana Dei Svaldi Rossetto, responsável pelo tema junto à FAO no Brasil, a Agenda 2030 da ONU conta com um item específico para enfrentar o problema. A mete nº 3 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 12 prevê a redução pela metade do desperdício per capita mundial até 2030, bem como diminuições das perdas nos sistemas de produção e abastecimento, incluindo no momento pós-colheita.
Segundo o organismo internacional, o desperdício responde por 46% da quantidade de comida que vai parar no lixo. Já as perdas — que ocorrem sobretudo nas fases de produção, armazenamento e transporte — correspondem a 54% do total.
No Brasil, a FAO apoiou, a partir de setembro de 2016, a criação do Comitê Técnico da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). O objetivo do organismo foi desenvolver uma estratégia comum para enfrentar o problema, além de estabelecer diretrizes gerais para mensurar os desperdícios e perdas no país. A agência da ONU também apoiou a elaboração de um diagnóstico nacional sobre a questão.
Também participando do seminário, Kathleen Sousa Oliveira Machado, coordenadora-geral de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), lembrou que o Comitê Técnico do Brasil conseguiu unir para o debate governo, sociedade civil e o setor produtivo.
“Reunir os três setores discutindo e propondo soluções foi um grande avanço. Agora, a gente espera ter essa estratégia aprovada em novembro pela CAISAN para poder divulgar à população como o Estado brasileiro está atuando e pretende atuar para conseguir atingir o ODS 12”, destacou.
Sobre a atividade promovida pela FAO, a gestora acrescentou que foi importante ouvir as experiências de outros países, que podem inspirar iniciativas brasileiras.
“A partir disso, vamos reunir os especialistas brasileiros para começar a pensar uma proposta e apoiar o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quantificação das perdas e desperdício de alimentos no país. Primeiro temos que saber o quanto é perdido e desperdiçado para depois conseguirmos dizer se nós alcançaremos esse objetivo até 2030”, salientou.
Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/11/2017
Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 17/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/17/fao-alerta-que-30-de-toda-comida-produzida-no-mundo-vai-parar-no-lixo/
Em seminário online promovido na segunda-feira (13), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos.
Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBCEm seminário online promovido na segunda-feira (13), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos. Volume representa 30% de toda a comida produzida por ano no planeta.
De acordo com Juliana Dei Svaldi Rossetto, responsável pelo tema junto à FAO no Brasil, a Agenda 2030 da ONU conta com um item específico para enfrentar o problema. A mete nº 3 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 12 prevê a redução pela metade do desperdício per capita mundial até 2030, bem como diminuições das perdas nos sistemas de produção e abastecimento, incluindo no momento pós-colheita.
Segundo o organismo internacional, o desperdício responde por 46% da quantidade de comida que vai parar no lixo. Já as perdas — que ocorrem sobretudo nas fases de produção, armazenamento e transporte — correspondem a 54% do total.
No Brasil, a FAO apoiou, a partir de setembro de 2016, a criação do Comitê Técnico da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). O objetivo do organismo foi desenvolver uma estratégia comum para enfrentar o problema, além de estabelecer diretrizes gerais para mensurar os desperdícios e perdas no país. A agência da ONU também apoiou a elaboração de um diagnóstico nacional sobre a questão.
Também participando do seminário, Kathleen Sousa Oliveira Machado, coordenadora-geral de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), lembrou que o Comitê Técnico do Brasil conseguiu unir para o debate governo, sociedade civil e o setor produtivo.
“Reunir os três setores discutindo e propondo soluções foi um grande avanço. Agora, a gente espera ter essa estratégia aprovada em novembro pela CAISAN para poder divulgar à população como o Estado brasileiro está atuando e pretende atuar para conseguir atingir o ODS 12”, destacou.
Sobre a atividade promovida pela FAO, a gestora acrescentou que foi importante ouvir as experiências de outros países, que podem inspirar iniciativas brasileiras.
“A partir disso, vamos reunir os especialistas brasileiros para começar a pensar uma proposta e apoiar o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quantificação das perdas e desperdício de alimentos no país. Primeiro temos que saber o quanto é perdido e desperdiçado para depois conseguirmos dizer se nós alcançaremos esse objetivo até 2030”, salientou.
Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/11/2017
Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 17/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/17/fao-alerta-que-30-de-toda-comida-produzida-no-mundo-vai-parar-no-lixo/
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