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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

250 organizações firmam compromisso global para eliminar a poluição por plásticos em sua origem




Um compromisso global para erradicar o desperdício e a poluição por plásticos em sua origem foi assinado por 250 organizações incluindo alguns dos maiores fabricantes, marcas, varejistas e recicladores de embalagens do mundo, além de governos e ONGs.

ONU

O Compromisso Global por uma Nova Economia do Plástico (fruto da iniciativa New Plastics Economy) é liderado pela Ellen MacArthur Foundation, em colaboração com a ONU Meio Ambiente, e será oficialmente lançado na Our Ocean Conference hoje em Bali (segundafeira, 29 de outubro).

Seus signatários incluem empresas que juntas representam 20% de todas as embalagens plásticas produzidas globalmente. Entre elas, estão empresas de bens de consumo conhecidas, como: Danone, grupo H&M, L’Óréal, Mars, Incorporated, Natura Cosmetics, PepsiCo, The Coca-Cola Company e Unilever, além de importantes fabricantes de embalagens como Amcor, fabricantes de plásticos incluindo a Novamont, e a especialista em gestão de recursos Veolia (lista completa em anexo).

O Compromisso Global e sua visão para uma economia circular do plástico são apoiados pelo World Wide Fund for Nature (WWF), e foram endossados pelo Fórum Econômico Mundial, The Consumer Goods Forum (uma organização liderada por CEOs representando cerca de 400 varejistas e fabricantes de 70 países), e 40 universidades, instituições e acadêmicos. Mais de quinze instituições financeiras com mais de $2.5 trilhões em ativos sob gestão também endossaram o Compromisso Global, e mais de $200 milhões foram assegurados por cinco fundos de investimento para criar uma economia circular para o plástico.

O Compromisso Global tem como objetivo criar uma nova realidade para as embalagens plásticas. As metas serão revisadas a cada 18 meses, e se tornarão ainda mais ambiciosas nos próximos anos. As empresas que

assinarem o compromisso publicarão anualmente dados indicativos do seu progresso a fim de gerar impulso e garantir transparência.

As metas incluem:

• Eliminar embalagens plásticas problemáticas ou desnecessárias e migrar de modelos de uso único para modelos de reuso

• Inovar para garantir que 100% das embalagens plásticas possam ser reutilizadas, recicladas ou compostadas com facilidade e segurança até 2025

• Circular o plástico produzido, aumentando consideravelmente a quantidade de plásticos reutilizados ou reciclados e transformados em novas embalagens ou produtos

Eliminar os plásticos desnecessários ou problemáticos é uma parte essencial da visão do Compromisso Global, e facilitará a manutenção dos plásticos remanescentes na economia e fora do meio ambiente.

Dame Ellen MacArthur, fundadora da Ellen MacArthur Foundation, declarou: “Sabemos que limpar as nossas praias e oceanos é essencial, mas isso não impede a maré de plásticos que invade os oceanos todo ano. Nós precisamos redirecionar o nosso olhar para a origem desse fluxo. O Compromisso Global por uma Nova Economia do Plástico é um divisor de águas, com empresas, governos e outros ao redor do mundo se unindo em torno de uma visão clara do que precisamos para criar uma economia circular do plástico. Esse é apenas um passo no que será uma jornada desafiadora, mas um que poderá gerar grandes benefícios para a sociedade, a economia e o meio ambiente. Eu encorajo todas as empresas e governos a irem além e embarcarem em uma trajetória de inovação na criação de uma economia circular do plástico. Uma em que esse material nunca se torne resíduo ou poluição.”

Pavan Sukhdev, Presidente da WWF International, afirmou: “A crise do plástico só poderá ser solucionada com o esforço conjunto de todos os atores chave do sistema. A estratégia do World Wide Fund for Nature (WWF) para os plásticos é de promover, ampliar e acelerar um conjunto interligado de iniciativas pela mudança; por isso estamos trabalhando com outras organizações chave, como a Ellen MacArthur Foundation, para transmitir uma mensagem conjunta sobre os nossos ambiciosos compromissos compartilhados, e para

desenvolver as ferramentas necessárias para cumprí-los em parceria com empresas, a sociedade civil, os governos e os cidadãos. A WWF portanto apoia o Compromisso Global por uma Nova Economia do Plástico, por considerar que é um importante passo para unir os esforços de empresas e governos ao redor do mundo em prol de soluções sistêmicas.”

A ONU Meio Ambiente, que lidera a Global Partnership on Marine Litter e sua Campanha Mares Limpos, também lançou no mês passado a Global Plastics Platform para apoiar esforços internacionais tratando da poluição por plásticos. A organização declarou que usaria seu poder de mobilização para promover o engajamento de governos e outros atores chave com o Compromisso Global. Os governos que assinam o Compromisso Global se comprometem a estabelecer políticas públicas e condições viabilizadoras para apoiar as suas metas e visão.

Dito por Erik Solheim, Diretor Executivo: “O plástico nos oceanos é um dos exemplos mais visíveis e perturbadores da crise da poluição por plásticos. O Compromisso Global da Nova Economia do Plástico é um dos conjuntos de metas mais ambiciosos que já vimos até hoje na luta para combater a poluição por plásticos. Ele define os passos a serem dados por empresas e governos a fim de encontrar uma solução para a origem da poluição por plásticos e nós urgimos a todos os que trabalham para endereçar esse problema global que o assinem.”



Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/10/2018




Autor: EcoDebate
Fonte: ONU News
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 31/10/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/10/31/250-organizacoes-firmam-compromisso-global-para-eliminar-a-poluicao-por-plasticos-em-sua-origem/

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Novos dados de satélite confirmam o aumento acelerado do nível do mar


Topografia da superfície do oceano a partir do espaço. Representação do artista do satélite Jason-3 | Imagem cortesia da NASA


Vinte e cinco anos de dados de satélites provam que os modelos climáticos estão corretos na previsão de que o nível do mar aumentará a uma taxa crescente.

Em um novo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores descobriram que, desde 1993, as águas oceânicas subiram a costa em quase 1 milímetro por década. Isso está em cima do aumento anual constante de 3 milímetros. Essa aceleração significa que ganhamos um milímetro adicional por ano para cada uma das próximas décadas, potencialmente dobrando o que aconteceria ao nível do mar até 2100 se a taxa de aumento fosse constante.

“A aceleração prevista pelos modelos já foi detectada diretamente das observações. Eu acho que isso é um trocador de jogo até a discussão sobre mudanças climáticas “, disse o co-autor Gary Mitchum, doutorado , decano e professor da University of South Florida College of Marine Science. “Por exemplo, a área de Tampa Bay foi identificada como uma das 10 áreas mais vulneráveis do mundo ao aumento do nível do mar e a crescente taxa de aumento é uma grande preocupação”.

O Dr. Mitchum é parte de uma equipe liderada pelo professor de Boulder da Universidade do Colorado Steve Nerem, PhD, que usou análises estatísticas para aprimorar estudos anteriores com base em dados de marés, o que também sugeriu aceleração ao longo do século passado. No entanto, os satélites dão uma visão melhor do aumento do nível do mar, porque as amostras são coletadas ao longo do oceano aberto, ao invés de apenas ao longo do litoral.

Como continua, a próxima geração experimentará uma paisagem muito diferente do que hoje.


Referência:

R. S. Nerem, B. D. Beckley, J. T. Fasullo, B. D. Hamlington, D. Masters and G. T. Mitchum. Climate-change–driven accelerated sea-level rise detected in the altimeter era. PNAS, 2018 DOI: 10.1073/pnas.1717312115
http://www.pnas.org/content/early/2018/02/06/1717312115



* Tradução e edição de Henrique Cortez

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/02/2018

Autor: Henrique Cortez
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 14/02/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/02/14/novos-dados-de-satelite-confirmam-o-aumento-acelerado-do-nivel-do-mar/

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Visualizing a Rapidly Changing Global Diet


Visualizing a Rapidly Changing Global Diet


Visualizing a Rapidly Changing Global Diet

By 2050, there will be two billion more mouths to feed than today.
The increase in food supply required to feed this many people is difficult to fathom, but even that would just be scratching the surface of our future food needs.
Today’s infographic, which comes from Raconteur, makes it clear that the challenge of feeding the global population is actually magnitudes greater. The global diet is changing rapidly in both size and composition, especially in developing countries in Africa and Asia.

THE GLOBAL DIET

Right now, the average person consumes close to 3,000 calories per day – with the lion’s share coming from grains such as wheat, corn, or rice.
FoodAvg. Daily Calories per Person (Global, 2011)% of Diet
Total Diet2,870100%
Grain1,29645.2%
Sugar & Fat57019.9%
Produce32711.4%
Meat2729.5%
Dairy & Eggs2358.2%
Other1705.9%


However, the amount of food consumed by each person is growing around the world.

Between 2015 and 2030, it’s estimated that on a global basis, each person will be consuming an extra 110 calories per day.
MEAT AS A STAPLE

Increasing wealth and rising populations are key drivers for meat consumption in developing countries.

In China, which is already the world’s largest pork market, consumption of beef is expected to nearly double in the period between 2000 and 2026. In Sub-Saharan Africa, numbers are similar.

While beef is already extremely popular in many high-income economies, it is not the most sustainable food to produce. Beef needs more water and land per pound than almost any other protein source – but that’s not stopping people around the world in developing economies from eating it in greater amounts.

Meanwhile, in India, about one-third of the population is vegetarian – yet the country is turning into a major driver of new meat demand.


Since 2009, India’s annual disposable income has improved by 95 percent and meat consumption has increased by nearly 50 percent during the same time period.

– Anastasia Alieva, Head of Fresh Food Research at Euromonitor International
OUTSIDE THE BOX

To meet new demand for food, scientists are starting to think outside the box.

For an in-depth look at new technology envisioned for food production – including automated vertical farms, aquaponics, in vitro meats, and artificial animal products – make sure to visit the following infographic on the future of food.

Autora: JEFF DESJARDINS
Fonte: Visual Capitalist
Sítio Online da Publicação: Visual Capitalist
Data de Publicação: 15/11/2017
Publicação Original: http://www.visualcapitalist.com/visualizing-rapidly-changing-global-diet/