A Diretoria de Vigilância em Saúde do estado do Pará (DVS/SESPA) publicou um comunicado nesta quarta-feira (05) no qual atesta resultado positivo para Poliovírus em uma criança de três anos.
Segundo as informações, o menino apresentou sintomas no dia 21 de agosto de 2022, com febre, dores musculares, mialgia e quadro de paralisia flácida aguda (PFA). Este é o primeiro caso no Brasil desde 1989.
A Vigilância Epidemiológica do município de Santo Antônio do Tauá, onde a criança reside, informou que realizou visita domiciliar e solicitou pesquisa de Poliovírus nas fezes do paciente. A criança não recebeu as doses da VIP previamente.
A coleta foi realizada no dia 16 de setembro e encaminhada ao laboratório, com laudo positivo no dia 4 de outubro para Sabin Like 3.
O caso segue em investigação, já que outros diagnósticos, como Síndrome de Guillain-Barré, não foram descartados.
Em 1994, o Brasil recebeu o certificado de área livre de circulação do Poliovírus selvagem (PVS) da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
É importante, para que a doença não volte a circular no território, manter as crianças com menos de cinco anos protegidas com a vacina e com uma vigilância ativa das PFA em menores de 15 anos.
Autor: pebmed
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 06/10/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/pela-primeira-vez-em-33-anos-virus-da-poliomielite-e-detectado-no-brasil/
Mostrando postagens com marcador Pará. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pará. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
quarta-feira, 17 de março de 2021
Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra no Brasil por estados de 2000 a 2018
Por Eduardo Peret / Arte: Brisa Gil / IBGE
Resumo
Pela primeira vez, o IBGE divulga o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra com estatísticas desagregadas por unidades da federação, com dados para os anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.
Os dados nacionais foram publicados em 2020.
O Monitoramento inclui mapas, gráficos e textos técnicos que apresentam a as mudanças que ocorreram na cobertura e uso da terra do território brasileiro em cada período.
De 2000 a 2018, o Pará teve a maior expansão de área de pastagem com manejo e a maior redução de área de vegetação florestal. O estado tinha a segunda maior área de pastagem do país em 2018.
No mesmo período, Mato Grosso apresentou a maior área de expansão agrícola e ficou em segundo lugar tanto no aumento da área de pastagem quanto nas reduções de áreas de vegetação florestal e campestre.
Bahia, Piauí e Maranhão responderam por 91,74% do aumento de áreas agrícolas no Nordeste entre 2000 e 2018, que ocorreu, principalmente, sobre áreas de vegetação campestre no Matopiba (região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Em 2018, Minas Gerais apresentava a maior área de silvicultura do país, representando 22,97% do total do território nacional ocupado por essa classe de atividade.
O IBGE divulgou hoje (17), pela primeira vez, o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra com estatísticas desagregadas por Estados e Distrito Federal, com dados para os anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.
A contabilidade de cobertura e uso da terra já era divulgada, em nível nacional, para estes mesmos anos de referência, sendo que os dados mais recentes, de 2018, foram divulgados no ano passado. Os produtos incluem mapas, gráficos e textos de análise.
Os resultados contábeis são apresentados no formato de planilhas, com tabelas de Estoques (adições e reduções, em termos de área, para os tipos de cobertura e uso durante um determinado período contábil) e Matrizes de Mudanças (conversões entre as diferentes classes ao longo de um período). Já os mapeamentos, que expressam o fenômeno de forma geoespacial, permitem a análise das conversões de uso da terra ao longo do tempo e do espaço, e podem ser avaliados de forma combinada com outras informações ambientais, para uma ampla compreensão dessa evolução. Os dados também estão disponíveis na Plataforma Geográfica Interativa.
“A contabilidade da cobertura e uso da terra por estados permite uma análise mais detalhada dessa dinâmica, tornando-se, assim, uma importante ferramenta, tanto para gestores estaduais, como para instituições de pesquisa com atuação local ou regional, já que revelam dinâmicas associadas ao avanço das fronteiras agrícolas, a demanda por matérias primas e a expansão da atividade pecuária, entre outras atividades correlatas”, explica Fernando Peres, Gerente de Recursos Naturais da Unidade Estadual do IBGE em Santa Catarina.

Resumo
Pela primeira vez, o IBGE divulga o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra com estatísticas desagregadas por unidades da federação, com dados para os anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.
Os dados nacionais foram publicados em 2020.
O Monitoramento inclui mapas, gráficos e textos técnicos que apresentam a as mudanças que ocorreram na cobertura e uso da terra do território brasileiro em cada período.
De 2000 a 2018, o Pará teve a maior expansão de área de pastagem com manejo e a maior redução de área de vegetação florestal. O estado tinha a segunda maior área de pastagem do país em 2018.
No mesmo período, Mato Grosso apresentou a maior área de expansão agrícola e ficou em segundo lugar tanto no aumento da área de pastagem quanto nas reduções de áreas de vegetação florestal e campestre.
Bahia, Piauí e Maranhão responderam por 91,74% do aumento de áreas agrícolas no Nordeste entre 2000 e 2018, que ocorreu, principalmente, sobre áreas de vegetação campestre no Matopiba (região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Em 2018, Minas Gerais apresentava a maior área de silvicultura do país, representando 22,97% do total do território nacional ocupado por essa classe de atividade.
O IBGE divulgou hoje (17), pela primeira vez, o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra com estatísticas desagregadas por Estados e Distrito Federal, com dados para os anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.
A contabilidade de cobertura e uso da terra já era divulgada, em nível nacional, para estes mesmos anos de referência, sendo que os dados mais recentes, de 2018, foram divulgados no ano passado. Os produtos incluem mapas, gráficos e textos de análise.
Os resultados contábeis são apresentados no formato de planilhas, com tabelas de Estoques (adições e reduções, em termos de área, para os tipos de cobertura e uso durante um determinado período contábil) e Matrizes de Mudanças (conversões entre as diferentes classes ao longo de um período). Já os mapeamentos, que expressam o fenômeno de forma geoespacial, permitem a análise das conversões de uso da terra ao longo do tempo e do espaço, e podem ser avaliados de forma combinada com outras informações ambientais, para uma ampla compreensão dessa evolução. Os dados também estão disponíveis na Plataforma Geográfica Interativa.
“A contabilidade da cobertura e uso da terra por estados permite uma análise mais detalhada dessa dinâmica, tornando-se, assim, uma importante ferramenta, tanto para gestores estaduais, como para instituições de pesquisa com atuação local ou regional, já que revelam dinâmicas associadas ao avanço das fronteiras agrícolas, a demanda por matérias primas e a expansão da atividade pecuária, entre outras atividades correlatas”, explica Fernando Peres, Gerente de Recursos Naturais da Unidade Estadual do IBGE em Santa Catarina.

Área de contato entre vegetação florestal e mosaico florestal no Pará – Foto: Fernando Peres Dias/IBGE
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/03/2021
Autor: Eduardo Peret
Fonte: Arte: Brisa Gil / IBGE
Sítio Online da Publicação: IBGE
Data: 18/03/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/03/17/monitoramento-da-cobertura-e-uso-da-terra-no-brasil-por-estados-de-2000-a-2018/
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/03/2021
Autor: Eduardo Peret
Fonte: Arte: Brisa Gil / IBGE
Sítio Online da Publicação: IBGE
Data: 18/03/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/03/17/monitoramento-da-cobertura-e-uso-da-terra-no-brasil-por-estados-de-2000-a-2018/
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Em livro, quilombolas e ribeirinhos denunciam os impactos da mineração em Oriximiná, Pará
Em livro lançado pela Comissão Pró-Índio de São Paulo na semana passada, quilombolas e ribeirinhos revelam as consequências socioambientais de 40 anos de extração de bauxita na Amazônia
Ribeirinhos realizaram a lavagem de uma das caixas d’água do microssistema implantado pela mineradora. Esgotada a água, procederam à limpeza da caixa – a cor da água que sai nesse processo é semelhante à da bauxita. Foto: Carlos Penteado (2018).
“A nossa comunidade, a gente não se sente seguro”
Outro motivo de preocupação para os moradores de Boa Vista, Boa Nova e Saracá são as barragens de rejeitos da Mineração Rio do Norte. Dados da Agência Nacional de Águas indicam que a MRN é a quarta mineradora em número de barragens no Brasil: são 25 barragens já implantadas e há previsão de construção de mais estruturas.
“A nossa comunidade, a gente não se sente seguro. As barragens são grandes, a gente tem medo de estourar”, Jones da Luz, Comunidade Boa Nova
“Eles dizem que Boa Vista está segura. Quem garante isso?”, Aildo Viana dos Santos, Quilombo Boa Vista.
As comunidades ribeirinhas Boa Nova e Saracá estão localizadas a jusante do sistema de disposição de rejeitos instalado no interior da Flona Saracá-Taquera que já conta com 23 barragens. O Quilombo Boa Vista encontra-se a 430 metros de outras duas barragens de contenção de sedimentos e clarificação de água situada às margens do Rio Trombetas.
Quilombolas e ribeirinhos ressentem-se da falta de transparência e diálogo por parte da empresa e dos órgãos de governo.
“Se romper alguma lá, a gente não sabe nem como fazer porque, até aqui, ela nunca deu palestra, nunca desenvolveu algum estudo sobre isso para dar um resultado positivo para nós comunitários” Ederson Seixas Santino, comunidade Saracá.

Comunidade quilombola Boa Vista. Foto: Carlos Penteado (2018).
O livro “Antes a água era cristalina, pura e sadia. Percepções quilombolas e ribeirinhas dos impactos e riscos da mineração em Oriximiná, Pará”, lançado em 21/11, discute as consequências da extração de bauxita a partir do ponto de vista da população impactada. O estudo reúne depoimentos selecionados a partir de 47 entrevistas com moradores do Quilombo Boa Vista e das comunidades ribeirinhas Boa Nova e Saracá que denunciam impactos sobre os cursos d’água e revelam um sentimento de insegurança frente aos riscos das barragens de rejeitos que a empresa tem instaladas na região.
A mineração ocorre em plena Amazônia, no interior de uma unidade de conservação federal (Floresta Nacional Saracá-Taquera), onde vivem comunidades quilombolas e ribeirinhas. A empresa, Mineração Rio do Norte, tem como acionistas as gigantes Vale, South32, Rio Tinto, Companhia Brasileira de Alumínio, Alcoa Alumínio S.A., Alcoa World Alumina, Hydro e Alcoa Awa Brasil Participações. A bauxita, matéria prima utilizada na produção de alumínio, é comercializada no mercado nacional e internacional.
“A água que nós temos não é uma água de qualidade”
Os quilombolas de Boa Vista e os ribeirinhos de Boa Nova e Saracá apontam como as principais consequências das alterações nos cursos d’água: a restrição de acesso a água potável, o surgimento de novas doenças (atingindo especialmente crianças e mulheres) e a diminuição do pescado.
“Antes a água era cristalina, pura e sadia. Hoje eu tenho medo, ela está poluída. Não é pavulagem, a bauxita polui a água” afirma Maria Zuleide Viana dos Santos, do Quilombo Boa Vista.
Jones da Luz, comunidade Boa Nova, em seu depoimento ao estudo também aponta a preocupação com as doenças: “A gente vê que as famílias, a maioria se queixa muito de diarreia, através da água poluída”. E sobre a diminuição do pescado, Jones afirma que “o peixe para a gente pescar aqui já não tem mais porque ele acha que não é bom estar aqui, porque a água está muito poluída”.
Quilombolas e ribeirinhos mostram-se céticos com as informações da Mineração Rio do Norte (MRN) de que a qualidade da água dos igarapés se mantém adequada.
“Sempre vem pesquisa de água, todo mês eles vêm fazer essa pesquisa, mas nunca dá nada. Eu não acredito que uma água que já está dessa forma não tenha nada” alega Maria de Fátima Viana Lopes, da comunidade Boa Nova.
O livro “Antes a água era cristalina, pura e sadia. Percepções quilombolas e ribeirinhas dos impactos e riscos da mineração em Oriximiná, Pará”, lançado em 21/11, discute as consequências da extração de bauxita a partir do ponto de vista da população impactada. O estudo reúne depoimentos selecionados a partir de 47 entrevistas com moradores do Quilombo Boa Vista e das comunidades ribeirinhas Boa Nova e Saracá que denunciam impactos sobre os cursos d’água e revelam um sentimento de insegurança frente aos riscos das barragens de rejeitos que a empresa tem instaladas na região.
A mineração ocorre em plena Amazônia, no interior de uma unidade de conservação federal (Floresta Nacional Saracá-Taquera), onde vivem comunidades quilombolas e ribeirinhas. A empresa, Mineração Rio do Norte, tem como acionistas as gigantes Vale, South32, Rio Tinto, Companhia Brasileira de Alumínio, Alcoa Alumínio S.A., Alcoa World Alumina, Hydro e Alcoa Awa Brasil Participações. A bauxita, matéria prima utilizada na produção de alumínio, é comercializada no mercado nacional e internacional.
“A água que nós temos não é uma água de qualidade”
Os quilombolas de Boa Vista e os ribeirinhos de Boa Nova e Saracá apontam como as principais consequências das alterações nos cursos d’água: a restrição de acesso a água potável, o surgimento de novas doenças (atingindo especialmente crianças e mulheres) e a diminuição do pescado.
“Antes a água era cristalina, pura e sadia. Hoje eu tenho medo, ela está poluída. Não é pavulagem, a bauxita polui a água” afirma Maria Zuleide Viana dos Santos, do Quilombo Boa Vista.
Jones da Luz, comunidade Boa Nova, em seu depoimento ao estudo também aponta a preocupação com as doenças: “A gente vê que as famílias, a maioria se queixa muito de diarreia, através da água poluída”. E sobre a diminuição do pescado, Jones afirma que “o peixe para a gente pescar aqui já não tem mais porque ele acha que não é bom estar aqui, porque a água está muito poluída”.
Quilombolas e ribeirinhos mostram-se céticos com as informações da Mineração Rio do Norte (MRN) de que a qualidade da água dos igarapés se mantém adequada.
“Sempre vem pesquisa de água, todo mês eles vêm fazer essa pesquisa, mas nunca dá nada. Eu não acredito que uma água que já está dessa forma não tenha nada” alega Maria de Fátima Viana Lopes, da comunidade Boa Nova.
Ribeirinhos realizaram a lavagem de uma das caixas d’água do microssistema implantado pela mineradora. Esgotada a água, procederam à limpeza da caixa – a cor da água que sai nesse processo é semelhante à da bauxita. Foto: Carlos Penteado (2018).
“A nossa comunidade, a gente não se sente seguro”
Outro motivo de preocupação para os moradores de Boa Vista, Boa Nova e Saracá são as barragens de rejeitos da Mineração Rio do Norte. Dados da Agência Nacional de Águas indicam que a MRN é a quarta mineradora em número de barragens no Brasil: são 25 barragens já implantadas e há previsão de construção de mais estruturas.
“A nossa comunidade, a gente não se sente seguro. As barragens são grandes, a gente tem medo de estourar”, Jones da Luz, Comunidade Boa Nova
“Eles dizem que Boa Vista está segura. Quem garante isso?”, Aildo Viana dos Santos, Quilombo Boa Vista.
As comunidades ribeirinhas Boa Nova e Saracá estão localizadas a jusante do sistema de disposição de rejeitos instalado no interior da Flona Saracá-Taquera que já conta com 23 barragens. O Quilombo Boa Vista encontra-se a 430 metros de outras duas barragens de contenção de sedimentos e clarificação de água situada às margens do Rio Trombetas.
Quilombolas e ribeirinhos ressentem-se da falta de transparência e diálogo por parte da empresa e dos órgãos de governo.
“Se romper alguma lá, a gente não sabe nem como fazer porque, até aqui, ela nunca deu palestra, nunca desenvolveu algum estudo sobre isso para dar um resultado positivo para nós comunitários” Ederson Seixas Santino, comunidade Saracá.
A barragem da mineração (curso de água avermelhada) está a 400 metros do Quilombo Boa Vista. Foto: Carlos Penteado.
No livro, são analisados os planos de ação emergência de barragens que a MRN concluiu no primeiro semestre de 2018. Os dois planos abrangem 4 das 25 barragens da empresa e indicam que uma eventual falha nas barragens poderia causar perdas de vidas humanas, impactos no fornecimento de água potável e para a prática da pesca e navegação.
A análise da Comissão Pró-Índio aponta que, embora os novos estudos da mineradora representem um avanço no reconhecimento dos riscos a que estão sujeitos quilombolas e ribeirinhos, são ainda insuficientes para permitir uma avaliação mais aprofundada dos impactos socioambientais de um eventual desastre e estabelecer ações de emergência efetivas.
Na elaboração dos planos de emergência da MRN, não houve diálogo ou consulta às comunidades da zona de risco.
“Eles só vêm dizer que tem os tanques sim, dos rejeitos da bauxita, mas que esses tanques são cuidados, é verificado direitinho que não leva o risco de acontecer nada para a comunidade, não vai prejudicar a comunidade em nada. Então, são esses os informes que vêm. E não dizendo que um dia leva o risco de dar um problema.
Seria muito importante se a mineradora assumisse um compromisso com nós, com os comunitários daqui. A gente, a comunidade, tem que estar assegurada em documento, ter assegurado algum benefício para que as pessoas não fiquem como ficou o pessoal de Mariana” Maria de Fátima Viana Lopes, comunidade Boa Nova.
Recomendações
O livro apresenta uma série de recomendações visando à promoção dos direitos de quilombolas e ribeirinhos à água, ao meio ambiente sadio e equilibrado, à segurança e ao controle social das atividades minerárias que impactam diretamente suas vidas. Veja os destaques abaixo.
Ao Ibama
Apurar os fatos relatados pelos quilombolas de Boa Vista e os ribeirinhos de Boa Nova e Saracá sobre os impactos da atividade minerária nos recursos hídricos e determinar aos responsáveis a imediata adoção de medidas para a solução dos problemas encontrados.
Condicionar a autorização para a Mineração Rio do Norte implantar novas barragens à realização de avaliação de impacto socioambiental específica para as novas estruturas e ao atendimento pelo empreendedor das Recomendações aqui indicadas.
À Agência Nacional de Mineração
Promover a reclassificação de Dano Potencial Associado das barragens A1 e Água Fria tendo em vista os potenciais impactos para os quilombolas de Boa Vista e a Reserva Biológica do Rio Trombetas.
Condicionar a autorização para a Mineração Rio do Norte implantar novas barragens ao atendimento pelo empreendedor das Recomendações aqui indicadas.
Assegurar ampla publicidade dos resultados das fiscalizações da Agência Nacional de Mineração nas barragens da Mineração Rio do Norte para a sociedade, em formato e conteúdo acessíveis às comunidades situadas a jusante das barragens.
À Mineração Rio do Norte
Apurar os fatos relatados pelos quilombolas de Boa Vista e os ribeirinhos de Boa Nova e Saracá sobre os impactos nos recursos hídricos e adotar em curto prazo as medidas para a solução dos problemas encontrados.
Acatar a determinação do Ibama e proceder a revisão da classificação de risco das barragens A1 e Água Fria passando para alto Dano Potencial Associado.
Promover adequações no Plano de Ação de Emergência das Barragens A1 e Água Fria a partir de consulta e diálogo com os quilombolas de Boa Vista e no Plano de Ação de Emergência das Barragens TP 01 e TP 02 a partir de consulta e diálogo com as comunidades ribeirinhas Boa Nova e Saracá.
Antes a Água era Cristalina, Pura e Sadia – Percepções quilombolas e ribeirinhas dos impactos e riscos da mineração em Oriximiná, Pará
Comissão Pró-Índio de São Paulo
96 páginas | 21 x 28 cm
Acesse o livro aqui

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/11/2018
Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 29/11/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/11/29/em-livro-quilombolas-e-ribeirinhos-denunciam-os-impactos-da-mineracao-em-oriximina-para/
No livro, são analisados os planos de ação emergência de barragens que a MRN concluiu no primeiro semestre de 2018. Os dois planos abrangem 4 das 25 barragens da empresa e indicam que uma eventual falha nas barragens poderia causar perdas de vidas humanas, impactos no fornecimento de água potável e para a prática da pesca e navegação.
A análise da Comissão Pró-Índio aponta que, embora os novos estudos da mineradora representem um avanço no reconhecimento dos riscos a que estão sujeitos quilombolas e ribeirinhos, são ainda insuficientes para permitir uma avaliação mais aprofundada dos impactos socioambientais de um eventual desastre e estabelecer ações de emergência efetivas.
Na elaboração dos planos de emergência da MRN, não houve diálogo ou consulta às comunidades da zona de risco.
“Eles só vêm dizer que tem os tanques sim, dos rejeitos da bauxita, mas que esses tanques são cuidados, é verificado direitinho que não leva o risco de acontecer nada para a comunidade, não vai prejudicar a comunidade em nada. Então, são esses os informes que vêm. E não dizendo que um dia leva o risco de dar um problema.
Seria muito importante se a mineradora assumisse um compromisso com nós, com os comunitários daqui. A gente, a comunidade, tem que estar assegurada em documento, ter assegurado algum benefício para que as pessoas não fiquem como ficou o pessoal de Mariana” Maria de Fátima Viana Lopes, comunidade Boa Nova.
Recomendações
O livro apresenta uma série de recomendações visando à promoção dos direitos de quilombolas e ribeirinhos à água, ao meio ambiente sadio e equilibrado, à segurança e ao controle social das atividades minerárias que impactam diretamente suas vidas. Veja os destaques abaixo.
Ao Ibama
Apurar os fatos relatados pelos quilombolas de Boa Vista e os ribeirinhos de Boa Nova e Saracá sobre os impactos da atividade minerária nos recursos hídricos e determinar aos responsáveis a imediata adoção de medidas para a solução dos problemas encontrados.
Condicionar a autorização para a Mineração Rio do Norte implantar novas barragens à realização de avaliação de impacto socioambiental específica para as novas estruturas e ao atendimento pelo empreendedor das Recomendações aqui indicadas.
À Agência Nacional de Mineração
Promover a reclassificação de Dano Potencial Associado das barragens A1 e Água Fria tendo em vista os potenciais impactos para os quilombolas de Boa Vista e a Reserva Biológica do Rio Trombetas.
Condicionar a autorização para a Mineração Rio do Norte implantar novas barragens ao atendimento pelo empreendedor das Recomendações aqui indicadas.
Assegurar ampla publicidade dos resultados das fiscalizações da Agência Nacional de Mineração nas barragens da Mineração Rio do Norte para a sociedade, em formato e conteúdo acessíveis às comunidades situadas a jusante das barragens.
À Mineração Rio do Norte
Apurar os fatos relatados pelos quilombolas de Boa Vista e os ribeirinhos de Boa Nova e Saracá sobre os impactos nos recursos hídricos e adotar em curto prazo as medidas para a solução dos problemas encontrados.
Acatar a determinação do Ibama e proceder a revisão da classificação de risco das barragens A1 e Água Fria passando para alto Dano Potencial Associado.
Promover adequações no Plano de Ação de Emergência das Barragens A1 e Água Fria a partir de consulta e diálogo com os quilombolas de Boa Vista e no Plano de Ação de Emergência das Barragens TP 01 e TP 02 a partir de consulta e diálogo com as comunidades ribeirinhas Boa Nova e Saracá.
Antes a Água era Cristalina, Pura e Sadia – Percepções quilombolas e ribeirinhas dos impactos e riscos da mineração em Oriximiná, Pará
Comissão Pró-Índio de São Paulo
96 páginas | 21 x 28 cm
Acesse o livro aqui
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/11/2018
Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 29/11/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/11/29/em-livro-quilombolas-e-ribeirinhos-denunciam-os-impactos-da-mineracao-em-oriximina-para/
Assinar:
Comentários (Atom)