Mostrando postagens com marcador poliomielite. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poliomielite. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Feriado nacional reuniu crianças para vacinação contra a poliomielite em Aparecida (SP)



- Foto: Walterson Rosa/MS

Na data em que se comemora o Dia de Nossa Senhora Aparecida e também o Dia das Crianças, o Ministério da Saúde promoveu mais um ato de vacinação contra a poliomielite e multivacinação, desta vez, na cidade de Aparecida, interior do estado de São Paulo. Nesta quarta-feira (12), crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade puderam atualizar a caderneta e garantir proteção contra diversas doenças na Unidade Básica de Saúde (UBS) do centro da cidade.

Com o objetivo de manter o Brasil livre da poliomielite, o ato teve início às 9 horas e contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, além de autoridades locais. “Hoje é um dia duplamente especial. As crianças que são o futuro do nosso país e cabe a nós protegê-las com vacinas”, frisou.

Pelo menos 14,3 milhões de crianças menores de cinco anos de idade fazem parte do público-alvo da imunização contra a pólio. Com mais de 18 milhões de doses da vacina contra a doença distribuídas para todo o Brasil, o ministro Queiroga reforçou a importância de ampliar a cobertura vacinal. “A meta é vacinar 95% das nossas crianças abaixo de cinco anos. Se os pais não trouxerem as crianças para a sala de vacinação, vamos buscá-las com os nossos Agentes de Saúde e a nossa estrutura de enfermagem”, declarou.

As crianças menores de 1 ano deverão ser imunizadas conforme a situação vacinal para o esquema primário. As crianças de 1 a 4 anos deverão tomar uma dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico.

A atualização vacinal aumenta a proteção contra as doenças imunopreveníveis, evitando a ocorrência de surtos e hospitalizações, além de sequelas e até mesmo óbitos. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza, durante o ano todo, mais 15 vacinas para crianças e adolescentes. Todos os imunizantes integrados ao programa são seguros e estão aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Algumas doenças estão eliminadas devido à vacinação, mas a ocorrência de baixas coberturas vacinais pode causar a reintrodução dessas doenças no País, voltando a ser um problema de saúde pública. O Brasil já eliminou cinco doenças com a imunização:Poliomielite (paralisia infantil);
Síndrome da Rubéola Congênita;
Rubéola;
Tétano Materno e Neonatal;
Varíola.

Giurla Martins
Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária



Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 12/10/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/outubro/feriado-nacional-reuniu-criancas-para-vacinacao-contra-a-poliomielite-em-aparecida-sp

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Vírus da poliomielite é detectado em fezes no Pará

A Diretoria de Vigilância em Saúde do estado do Pará (DVS/SESPA) publicou um comunicado nesta quarta-feira (05) no qual atesta resultado positivo para Poliovírus em uma criança de três anos.

Segundo as informações, o menino apresentou sintomas no dia 21 de agosto de 2022, com febre, dores musculares, mialgia e quadro de paralisia flácida aguda (PFA). Este é o primeiro caso no Brasil desde 1989.

A Vigilância Epidemiológica do município de Santo Antônio do Tauá, onde a criança reside, informou que realizou visita domiciliar e solicitou pesquisa de Poliovírus nas fezes do paciente. A criança não recebeu as doses da VIP previamente.

A coleta foi realizada no dia 16 de setembro e encaminhada ao laboratório, com laudo positivo no dia 4 de outubro para Sabin Like 3.

O caso segue em investigação, já que outros diagnósticos, como Síndrome de Guillain-Barré, não foram descartados.

Em 1994, o Brasil recebeu o certificado de área livre de circulação do Poliovírus selvagem (PVS) da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

É importante, para que a doença não volte a circular no território, manter as crianças com menos de cinco anos protegidas com a vacina e com uma vigilância ativa das PFA em menores de 15 anos.







Autor: pebmed
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 06/10/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/pela-primeira-vez-em-33-anos-virus-da-poliomielite-e-detectado-no-brasil/

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Ministério da Saúde prorroga Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e Multivacinação até 30 de setembro



- Foto: Marcos Lopes/MG

OMinistério da Saúde prorrogou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação de 2022 até o dia 30 de setembro. A ampliação do prazo, divulgada nesta terça-feira (6), tem o objetivo de aumentar as coberturas vacinais e a adesão da população a vacinação. Até o momento, 35% das crianças na faixa etária de 1 a menores de 5 anos de idade foram imunizadas contra a poliomielite e cerca de 4 milhões de doses foram aplicadas desde o início da mobilização.

O objetivo da campanha, que inicialmente iria até esta sexta-feira (9), é alcançar cobertura vacinal igual ou maior que 95% para a vacina poliomielite neste público, além de reduzir o número de não vacinados de crianças e adolescentes menores de 15 anos e aumentar as coberturas vacinais, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Para a campanha contra a poliomielite, o grupo-alvo são as mais de 14,3 milhões de crianças menores de cinco anos de idade, sendo que as crianças menores de 1 ano deverão ser imunizadas conforme a situação vacinal para o esquema primário. As crianças de 1 a 4 anos deverão tomar uma dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) alerta sobre a importância e o benefício da vacinação, para evitar a reintrodução do vírus da poliomielite, uma vez que o Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença em 1994.
Multivacinação

Para a campanha de multivacinação as vacinas disponíveis são: Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba), Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).

Estarão disponíveis para os adolescentes, as vacinas HPV, dT (dupla adulto), Febre amarela, Tríplice viral, Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada). Todos os imunizantes que integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguros e estão aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As campanhas de vacinação vão coincidir com a imunização contra a Covid-19 em andamento. As vacinas Covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais vacinas do Calendário Nacional, na população a partir de três anos de idade.

A atualização da situação vacinal aumenta a proteção contra as doenças imunopreveníveis, evitando a ocorrência de surtos e hospitalizações, sequelas, tratamentos de reabilitação e óbitos. A mobilização nacional é uma estratégia adotada pelo Ministério da Saúde e realizada com sucesso desde 1980.

Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária





Autor: gov
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: gov
Data: 06/09/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/ministerio-da-saude-prorroga-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-poliomielite-e-multivacinacao-ate-30-de-setembro

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Ministério da Saúde promove "Dia D" contra Poliomielite e Multivacinação



- Foto: Marcos Lopes/MS

Opequeno Eduardo, de 4 anos, compareceu ao Dia “D” da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação, em Ouro Preto (MG), para reforçar a proteção contra a paralisia infantil. A mãe, Tâmara Marques, defende que atualizar a caderneta dos filhos é uma responsabilidade que garante que eles tenham a imunização necessária para evitar a reintrodução doenças no País. A campanha disponibiliza 18 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.

Com mais de 14 milhões de crianças entre um e menores de 5 anos aptas a receber a vacina contra a poliomielite, a campanha se estende até o dia 9 de setembro para alcançar cobertura vacinal igual ou maior que 95% desse público, além de reafirmar o compromisso internacional assumido de manter o Brasil livre da doença. Os pequenos menores de um ano deverão ser vacinados conforme a situação vacinal encontrada para esquema primário. “É inaceitável que doenças tão antigas, como é o caso da poliomielite, ainda possam ameaçar as crianças do Brasil”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Os mais de 5 mil municípios brasileiros estão mobilizados para o Dia “D” de vacinação, segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros. “Independente da data final da campanha, as vacinas estão disponíveis o ano inteiro. Nós não podemos permitir que doenças absolutamente imunopreviníveis retornem para atingir a população”, explica.

As vacinas disponíveis para a atualização são:Hepatite A e B;
Penta (DTP/Hib/Hep B);
Pneumocócica 10-valente;
VIP (Vacina Inativada Poliomielite);
VOP (Vacina Oral Poliomielite);
VRH (Vacina Rotavírus Humano);
Meningocócica C (conjugada);
Meningocócica ACWY (conjugada);
Febre amarela;
Tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba);
Tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba, varicela);
DTP (tríplice bacteriana);
dT/ Dupla Adulto (difteria e tétano);
dTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche);
Varicela;
Pneumocócica 23-valente – Pneumo 23v;
HPV quadrivalente (papilomavírus humano);
BCG.

As campanhas vão coincidir com a vacinação contra Covid-19, que está em andamento. As vacinas Covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, na população a partir de três anos de idade.

Giurla Martins e Karol Ribeiro
Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária





Autor: gov
Fonte: gov
Sítio Online da Publicação: gov
Data: 20/08/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/agosto/ministerio-da-saude-promove-dia-d-contra-poliomielite-e-multivacinacao

quarta-feira, 9 de março de 2022

Casos de poliomielite ressurgem em Israel e Malawi

Apesar de ser uma doença imunoprevenível e de estar controlada na maioria dos países, o relato recente de casos de poliomielite no Malawi e em Israel chamou a atenção da comunidade internacional. A detecção de novos casos em países que eram considerados livres da doença demonstra a possibilidade de reintrodução quando a cobertura vacinal não é adequada.

Poliomielite: o que é e qual sua importância?

A poliomielite é uma doença causada por enterovírus capazes de causar comprometimento neurológico em humanos, podendo evoluir para quadriplegia permanente, insuficiência respiratória e morte. É considerada uma doença altamente contagiosa, com transmissão pessoa-a-pessoa por via fecal-oral ou, de forma menos frequente, por fonte comum, como água ou comida contaminada.


Dos 3 tipos de poliovírus selvagem, os tipos 2 e 3 foram erradicados globalmente, mas o tipo 1 selvagem continua a causar infecções, permanecendo endêmico no Paquistão e Afeganistão. O tipo 2 é associado à doença vacinal.

Caso no Malawi

Em 17 de fevereiro de 2022, autoridades sanitárias do Malawi comunicaram um surto de poliomielite à Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de uma criança abaixo de 5 anos que desenvolveu paralisia flácida aguda. Inicialmente, o caso foi associado ao tipo 2, mas sequenciamento posterior de vírus isolados em amostras de fezes confirmou infecção por poliovírus tipo 1. A análise do vírus isolado evidenciou ligação genética com uma cepa circulante no Paquistão, detectada em 2020.

Segundo comunicado da OMS, o risco de surto a nível nacional no Malawi é considerado alto no momento, principalmente devido à alta densidade populacional, à baixa cobertura vacinal (<80%), ao elevado número de indivíduos suscetíveis e ausência de vigilância ambiental e vigilância subótima de casos de paralisia flácida aguda. A nível regional, o risco é considerado moderado devido ao significativo movimento populacional entre Malawi e Moçambique, à cobertura vacinal abaixo do ideal nos países adjacentes e vigilância subótima de casos de paralisia flácida aguda. O risco a nível global permanece baixo.

Trata-se do primeiro caso de poliomielite por vírus selvagem no país desde 1992. O último caso de pólio selvagem na África foi detectado em 2016, na Nigéria, e o continente foi declarado como região livre de pólio em agosto de 2020. Por ser considerado como caso importado do Paquistão, a detecção dessa infecção não afeta no momento o status da África em relação à doença.

Caso em Israel

Em março de 2022, o Ministério da Saúde de Israel também divulgou a detecção de um caso de poliomielite selvagem. Trata-se de uma criança de 4 anos, não vacinada, em Jerusalém. O último caso de pólio no país foi notificado em 1989. Acredita-se que a cepa relacionada seja decorrente de uma mutação, mas investigação epidemiológica ainda está em andamento.

A situação no Brasil

O Brasil recebeu o certificado de eliminação da poliomielite em 1994, com o último caso de doença por vírus selvagem em 1989, na Paraíba.

Em relação aos índices de vacinação contra a doença, nota-se que as taxas vêm caindo a níveis alarmantes nos últimos anos. Segundo anúncio do Ministério da Saúde, em 2019 a cobertura vacinal era de aproximadamente 84%. Já em 2020, esse número caiu para 76%, e em 2021, para 59,82%.

O que esses casos representam?

Apesar de serem somente 2 casos notificados, o que chama atenção é sua ocorrência em áreas consideradas livres da doença, sem casos por vírus selvagem há décadas. Em comum, destaca-se a ausência de cobertura vacinal adequada.

A detecção desses casos demonstra que, enquanto houver vírus selvagem em circulação — como ocorre no Paquistão e no Afeganistão —, é necessário manter uma alta cobertura vacinal na população, mesmo em regiões em que há não relatos de infecção. A grande mobilidade populacional e fluxo migratório do mundo globalizado torna essa questão ainda mais importante.

As infecções divulgadas no Malawi e em Israel mostram a possibilidade de reintrodução da poliomielite em regiões consideradas livres de circulação do vírus. Considerando que não há tratamento específico para a doença, a melhor estratégia de controle é a prevenção por meio da vacinação





Autor: Isabel Cristina Melo Mendes
Fonte: PEBMED
Sítio Online da Publicação: PEBMED
Data: 09/03/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/casos-de-poliomielite-ressurgem-em-israel-e-malawi/

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Poliomielite no século 21: onde estamos?

O dia 24 de outubro é marcado como o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. Apesar de controlada no Brasil, a ocorrência de casos em outros países mantém a possibilidade de reintrodução da doença.

A erradicação da poliomielite é um projeto mundial, com programas coordenados pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Organização Mundial da Saúde (OMS) e United Nations Children’s Fund (UNICEF), focando especialmente na imunização.

A comemoração do Dia Mundial de Combate à Pólio é uma boa oportunidade para rever alguns pontos em relação a essa doença.



Características clínicas da poliomielite

Causada por um vírus de RNA fita-simples, os poliovirus são enterovírus capazes de causar doença neurológica em humanos. A transmissão é pessoa a pessoa pelas vias oral ou fecal-oral e mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir o vírus.

Três sorotipos foram identificados até o momento, sendo que atualmente somente o tipo 1 está relacionado aos casos de doença selvagem. O tipo 2 está associado ao desenvolvimento de doença vacinal, sendo considerado erradicado em sua forma selvagem.

Em sua maioria, indivíduos infectados são assintomáticos, mas cerca de 25% desenvolvem sintomas. Entre esses, a maior parte apresenta doença leve, com recuperação total posterior. Entretanto, 0,5% podem desenvolver quadros de paralisia flácida aguda que, em casos graves, pode resultar em quadriplegia, insuficiência respiratória ou morte. Nos que se recuperam, alguns podem apresentar uma síndrome pós-pólio, com piora de paresia ou paralisia 20 a 30 após a infecção.
Epidemiologia atual

Antes da disponibilidade de vacinas, a poliomielite tinha distribuição mundial, mas sua incidência vem diminuindo ao longo das décadas, com redução de mais de 99% nos casos estimados.

No Brasil, os últimos casos de pólio ocorreram em 1989, quando 25 casos foram notificados. Em 1994, o país recebeu o certificado de eliminação da pólio, permanecendo sem casos notificados de doença selvagem desde então.

Desde 2016, os casos de vírus selvagem têm sido identificados somente no Afeganistão e no Paquistão. Dos 179 casos notificados em 2019, 29 foram no Afeganistão e 174 no Paquistão, o que representa 16% e 84%, respectivamente. No ano de 2020, foi identificado um aumento dos casos no Afeganistão e uma diminuição no Paquistão, porém a pandemia de Covid-19 interferiu com as redes de vigilância de paralisia flácida aguda, o que, por sua vez, pode ter comprometido a rede de vigilância epidemiológica de pólio.

Surtos causados pelo vírus vacinal também aumentaram nos últimos anos, incluindo outros países que não os que já foram citados. Somente em 2021, 195 casos foram identificados, sendo 144, fora do Afeganistão ou Paquistão.
Epidemiologia atual

Antes da disponibilidade de vacinas, a poliomielite tinha distribuição mundial, mas sua incidência vem diminuindo ao longo das décadas, com redução de mais de 99% nos casos estimados.

No Brasil, os últimos casos de pólio ocorreram em 1989, quando 25 casos foram notificados. Em 1994, o país recebeu o certificado de eliminação da poliomielite, permanecendo sem casos notificados de doença selvagem desde então.

Desde 2016, os casos de vírus selvagem têm sido identificados somente no Afeganistão e no Paquistão. Dos 179 casos notificados em 2019, 29 foram no Afeganistão e 174 no Paquistão, o que representa 16% e 84%, respectivamente. No ano de 2020, foi identificado um aumento dos casos no Afeganistão e uma diminuição no Paquistão, porém a pandemia de Covid-19 interferiu com as redes de vigilância de paralisia flácida aguda, o que, por sua vez, pode ter comprometido a rede de vigilância epidemiológica de pólio.

Surtos causados pelo vírus vacinal também aumentaram nos últimos anos, incluindo outros países que não os que já foram citados. Somente em 2021, 195 casos foram identificados, sendo 144, fora do Afeganistão ou Paquistão.
Tratamento, prevenção e vigilância

Não existe tratamento específico para a poliomielite. Por esse motivo, a melhor estratégia para o controle da doença é a vacinação como forma de prevenção.

Atualmente no Brasil, a vacinação contra pólio está incluída no calendário de imunização infantil, nas formas de vacinas inativada e ativada. Pela associação com doença vacinal, a vacina ativada não contém o tipo 2 do vírus.

A recomendação é a administração da vacina inativada (VIP), por via IM, aos dois, quatro e seis meses de idade e reforço com a vacina ativada (VOP), por via oral, aos 15 meses e aos quatro anos.

Manter uma cobertura vacinal adequada é essencial para a erradicação da doença no mundo, controle dos casos de doença vacinal e manutenção do status de eliminação nos países em que casos não são registrados.

Casos de paralisia flácida aguda são considerados como agravos de notificação compulsória, devendo ser notificados ao Serviço de Vigilância responsável para que a investigação ocorra em tempo oportuno.

Para efeitos de notificação, consideram-se como casos suspeitos de paralisia flácida aguda:
Todo caso de deficiência motora flácida, de início súbito em pessoas menores de 15 anos, independente da hipótese diagnóstica de
poliomielite.
Caso de deficiência motora flácida, de início súbito, em indivíduo de qualquer idade, com história de viagem a países com circulação do poliovírus nos últimos 30 dias, que antecederam o início do déficit motor, ou contato no mesmo período com pessoas que viajaram para esses países que
apresentem suspeita diagnóstica de poliomielite.






Autor: Isabel Cristina Melo Mendes
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 26/10/2021
Publicação Original: https://pebmed.com.br/poliomielite-no-seculo-21-onde-estamos/

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Campanha contra a poliomielite ainda precisa vacinar 6 milhões de crianças para bater a meta

 

Campanha de multivacinação é prorrogada em vários estados
--:--/--:--

Campanha de multivacinação é prorrogada em vários estados


A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite ainda precisa imunizar 6,3 milhões de crianças, de acordo com balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (29). O número equivale a 56% do público-alvo.

Mais de 6 milhões de crianças deixam de ser vacinadas contra a pólio

--:--/--:--

Mais de 6 milhões de crianças deixam de ser vacinadas contra a pólio



Apesar de a mobilização nacional terminar nesta sexta-feira, os estados têm liberdade para ampliar o prazo da campanha contra a paralisia infantil. Ao menos 6 estados já informaram que vão estender a vacinação: Pernambuco, São Paulo, Paraná, Sergipe, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.



QUEDA: Metade das crianças brasileiras não recebeu todas as vacinas que deveria em 2020, apontam dados do Ministério da Saúde
CALENDÁRIO: Veja o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde




Lançada no dia 5, a campanha tem o objetivo de vacinar cerca de 11 milhões de crianças de 1 até 5 anos de idade incompletos.


No primeiro ano de vida, a criança deve receber três doses da vacina contra a pólio (aos 2, 4 e 6 meses). Depois, precisam do reforço aos 15 meses e 4 anos. Aplicada na forma oral, cada dose é composta por duas gotinhas do imunizante.


A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que afeta o sistema nervoso, podendo provocar paralisia permanente ou transitória dos membros inferiores. Não existe tratamento e a única forma de prevenção é a vacinação.




Sarampo: baixa procura pela vacina




O Ministério da Saúde está ainda promovendo uma mobilização nacional para imunizar a população de 20 a 49 anos contra o sarampo. De acordo com o ministério, dados preliminares das secretarias estaduais de saúde apontam que, desde março até 29 de outubro, foram vacinadas 11,7 milhões de pessoas nessa faixa etária, o que corresponde a 13% do público-alvo.




Vacinas gratuitas contra 20 doenças




Além da pólio e do sarampo, a campanha nacional também oferece todas as outras vacinas do Calendário Nacional de Imunização, que protegem contra cerca de 20 doenças.


Crianças menores de 1 ano e com 5 anos ou mais e adolescentes de até 15 anos também podem ser imunizados, conforme as doses previstas no calendário.


Cobertura baixa


Segundo os dados mais recentes do DataSUS, atualizados até a quinta-feira (29), a cobertura vacinal das imunizações infantis estava em 65,8%. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e a pólio.


A vacina com cobertura mais alta, a pneumocócica, tinha alcançado apenas 76,51%.

Cobertura vacinal infantil no Brasil até 29/10
VACINACoberturas Vacinais (%)
Total65,80
Pneumocócica76,51
Tríplice Viral D175,67
Tríplice Bacteriana(DTP)(1º ref)74,23
Meningococo C73,22
Rotavírus Humano72,75
Meningococo C (1º ref)72,24
Hepatite B71,01
Penta71,01
Hepatite A70,20
Poliomielite70,05
Pneumocócica(1º ref)67,82
BCG67,79
DTP REF (4 e 6 anos)67,09
Poliomielite(1º ref)63,69
Poliomielite 4 anos59,99
Tríplice Viral D259,52
Hepatite B em crianças até 30 dias57,68
Febre Amarela53,34
Tetra Viral(SRC+VZ)22,26


Os índices de imunização no Brasil vêm caindo desde 2013, segundo dados do DataSUS.


E as taxas baixas já têm consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o dia 26 de setembro, foram confirmados 8.169 casos de sarampo no país. Outros 456 estavam em investigação. Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentravam o maior número de casos, com 7.912 no total.


No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença.


Autor: G1
Fonte: G1
Sítio Online da Publicação: G1
Data: 30/10/20
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/10/30/ate-a-vespera-do-fim-da-campanha-67-milhoes-de-criancas-ainda-precisavam-ser-imunizadas-contra-a-polio-diz-ministerio-da-saude.ghtml