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segunda-feira, 3 de maio de 2021

IBGE preparado para o censo demográfico em 2021, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

A nova direção do IBGE considera que o IBGE está preparado para realizar o censo demográfico em 2021 se houver a recomposição dos recursos do orçamento. O censo demográfico é uma atividade essencial para a sociedade e a economia brasileira. Vivemos na sociedade da informação e do conhecimento e todas as políticas públicas e os planos de investimento da iniciativa privada precisam dos dados do censo para balizar e fundamentar suas ações. O censo é necessário para combater a pobreza, a fome, a desigualdade social, o desemprego e a pandemia. Infelizmente, o atual governo, boa parte do Congresso e algumas correntes políticas e sindicais equivocadas e míopes são contra a realização do recenseamento neste ano.

Mas reconhecendo a importância do censo demográfico, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Governo Federal tome as providências para realizar o Censo ainda em 2021. A decisão do ministro Marco Aurélio foi com base no Art. 21 da Constituição Federal e no inciso XV, além do estabelecido na Lei n. 8.184/1991 que obriga a realização do censo de 10 em 10 anos. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se pronunciará a partir de 7 de maio, referendando ou revogando a liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio.



O censo demográfico é a principal pesquisa do IBGE, sendo o único levantamento do país que tem como meta visitar todos os domicílios e registrar todos os habitantes do país. O objetivo é revelar o tamanho da população, a distribuição espacial e revelar a estrutura demográfica por idade e sexo, que são as variáveis básicas da estrutura populacional. O censo é a base para todas as demais pesquisas domiciliares, quer sejam dos órgãos públicos ou das instituições privadas. Sem o conhecimento desta base universal, todas as pesquisas amostrais probabilísticas ficam incapazes de retratar a realidade ou podem apresentam resultados enviesados.

O IBGE deve ser encarado como o SUS das estatísticas e todas as atividades do recenseamento devem ser classificadas como atividade essencial. Assim como um médico não abandona o seu paciente os funcionários do IBGE não podem abandonar a missão do Instituto que é: “Retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania”.

O censo demográfico é a coluna vertebral de todo o sistema estatístico nacional. Políticas educacionais, assim como de saúde, de emprego, de moradia, dentre outras, precisam das informações da base universal do censo. Não somente as políticas públicas, mas também os planos de investimento das empresas estatais ou privadas, necessitam de dados e informações que estão alicerçadas no censo demográfico. Da mesma forma, as projeções populacionais têm como referência básica os parâmetros censitários. Estas são usados para o cálculo das estimativas populacionais que servem de referência para a repartição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), fundamentais para a gestão das políticas municipais.

Por conta de tudo isto, a Comissão de Estatística da Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que o censo seja feito de 10 em 10 anos e que no meio deste período se realize uma contagem populacional para atualização das estatísticas nacionais. Para efeito de comparação, os Estados Unidos realizaram censos decenais desde 1790 e já concluíram 24 recenseamentos, inclusive no ano passado. Mas o Brasil, com somente 12 levantamentos, não fez a contagem de 2015 e tem enfrentado dificuldades desde 2019 – como mostrei no artigo “Bom-senso: a receita para um bom Censo em 2020” (Alves, 10/07/2019).

O cronograma inicial para 2021 está atrasado e as atividades preparatórias para o Censo foram interrompidas, como o treinamento das equipes que já estão trabalhando, a seleção para mais de 200 mil vagas temporárias de recenseadores e agentes censitários e o Censo Experimental 2, em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), que não foi concluído. Mas a despeito disto, muitas outras atividades foram realizadas e é possível recuperar o tempo perdido e realizar o censo ainda neste ano, mesmo que o início seja em setembro ou outubro.

Não realizar o censo em 2021 seria um tiro de morte no IBGE, pois todas as pesquisas domiciliares estão com amostras defasadas e estão tendo dificuldade para retratar a realidade com fidedignidade. Também seria um tiro de morte na população brasileira que não terá as informações necessárias para superar a pobreza, a fome, o desemprego e o exercício da cidadania. As eleições de 2022 necessitam de informações para fundamentar os debates democráticas na campanha presidencial, dos governadores e dos parlamentares.

A emergência sanitária requer o conhecimento sobre a saúde física e financeira das pessoas e das famílias. É inadiável saber o tamanho do estrago provocado pela pandemia da covid-19. Sem estas informações é quase impossível planejar todas as metas de vacinação e de atendimento do setor de saúde.

Seria um erro histórico se o sindicado do IBGE (ASSIBGE) permanecer contra a realização da pesquisa mais importante para o conhecimento da realidade brasileira ainda em 2021. Médicos, enfermeiros e profissionais de saúde estão trabalhando diariamente para salvar vidas. Milhões de trabalhadores estão na lida do dia a dia para levar água e comida para a casa das pessoas. Trabalhadores de delivery entregam as encomendas e os alimentos. Diversos policiais estão na rua garantindo a segurança pública. Não há motivo para que os trabalhadores do IBGE evitem realizar uma pesquisa tão importante como o censo demográfico. É claro que todas as pessoas envolvidas no recenseamento devem ser vacinadas e todos os protocolos de segurança devem ser respeitados.

Por conseguinte, a pandemia não pode ser desculpa para a não realização do censo, mas sim um motivo a mais que torna o censo demográfico imprescindível. Agora é hora de juntar força e fazer todo o possível para realizar um censo de qualidade para retratar a realidade brasileira, mostrando as fraquezas e as fortalezas da população, em benefício da economia do bem-estar social e ambiental e da democracia brasileira.

É compreensível a preocupação das pessoas que clamam pela qualidade do recenseamento. É claro que será muito difícil fazer o censo em 2021. O Brasil está vivendo um momento trágico como todos nós sabemos. Mas a situação não deve mudar muito com um possível adiamento do censo para 2022. Ao contrário, pode ser mais difícil fazer o censo em 2022 do que em 2021, pois ano que vem será um ano eleitoral e, ao contrário de 2010, será um ano com eleições gerais, crise fiscal do Estado e uma polarização política nunca vista na história brasileira. As pesquisas do IBGE estão perdendo a acurácia, pois a amostra mestra está desatualizada. Temos que fazer o censo urgentemente e mobilizar todos os recursos para fazer um levantamento de qualidade e com segurança. Não podemos jogar a toalha e temos que aproveitar o posicionamento do STF para conseguir os recursos necessários. Tudo na vida tem riscos, quer seja em 2021 ou 2022, o que não podemos é abandonar a batalha. No dia 30 de abril, o novo presidente do IBGE, Eduardo Rios-Neto, disse que há condições de fazer o censo ainda em 2021, se houver a recomposição dos recursos do orçamento.



Quem é a favor da Constituição Federal, quem é a favor da Lei 8.184/1991, quem é a favor de retratar a realidade brasileira para garantir ações em defesa dos trabalhadores, da cidadania e da democracia deve defender o censo demográfico ainda em 2021.

Assim, cabe às forças vivas da sociedade civil se mobilizar e atuar com ações “Amicus Curiae” no STF para garantir os recursos necessários para o fortalecimento do IBGE e de sua missão. À luta companheiros!
José Eustáquio Diniz Alves
Doutor em demografia, link do CV Lattes:
http://lattes.cnpq.br/2003298427606382

Referências:

ALVES, JED. Bom-senso: a receita para um bom Censo em 2020, # Colabora, 10/07/2019
https://projetocolabora.com.br/ods17/bom-senso-a-receita-para-um-bom-censo-em-2020/

ALVES, JED. Sem censo: falta do estudo estatístico prejudica a manutenção de políticas públicas no país, Entrevista à Márcia Dutra, TV Record de Santa Catarina, 26/04/2021
https://www.youtube.com/watch?v=xwshtVZBNew

ALVES, JED. Entrevista ao “Opinião Pernambuco – Judicialização do Censo Demográfico Brasileiro” (30/04/2021)
https://www.youtube.com/watch?v=TJ6D48ZknWM

ALVES, JED. O corte dos recursos para o Censo Demográfico, entrevista a Lucianne Carneiro em live do jornal O Valor, 06/04/2021
https://www.youtube.com/watch?v=U2k9XYcOUjg&t=2529s


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 03/05/2021






Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 03/05/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/05/03/ibge-preparado-para-o-censo-demografico-em-2021/

quarta-feira, 17 de março de 2021

Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra no Brasil por estados de 2000 a 2018

Por Eduardo Peret / Arte: Brisa Gil / IBGE

Resumo

Pela primeira vez, o IBGE divulga o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra com estatísticas desagregadas por unidades da federação, com dados para os anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.
Os dados nacionais foram publicados em 2020.
O Monitoramento inclui mapas, gráficos e textos técnicos que apresentam a as mudanças que ocorreram na cobertura e uso da terra do território brasileiro em cada período.
De 2000 a 2018, o Pará teve a maior expansão de área de pastagem com manejo e a maior redução de área de vegetação florestal. O estado tinha a segunda maior área de pastagem do país em 2018.
No mesmo período, Mato Grosso apresentou a maior área de expansão agrícola e ficou em segundo lugar tanto no aumento da área de pastagem quanto nas reduções de áreas de vegetação florestal e campestre.
Bahia, Piauí e Maranhão responderam por 91,74% do aumento de áreas agrícolas no Nordeste entre 2000 e 2018, que ocorreu, principalmente, sobre áreas de vegetação campestre no Matopiba (região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Em 2018, Minas Gerais apresentava a maior área de silvicultura do país, representando 22,97% do total do território nacional ocupado por essa classe de atividade.
O IBGE divulgou hoje (17), pela primeira vez, o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra com estatísticas desagregadas por Estados e Distrito Federal, com dados para os anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.

A contabilidade de cobertura e uso da terra já era divulgada, em nível nacional, para estes mesmos anos de referência, sendo que os dados mais recentes, de 2018, foram divulgados no ano passado. Os produtos incluem mapas, gráficos e textos de análise.

Os resultados contábeis são apresentados no formato de planilhas, com tabelas de Estoques (adições e reduções, em termos de área, para os tipos de cobertura e uso durante um determinado período contábil) e Matrizes de Mudanças (conversões entre as diferentes classes ao longo de um período). Já os mapeamentos, que expressam o fenômeno de forma geoespacial, permitem a análise das conversões de uso da terra ao longo do tempo e do espaço, e podem ser avaliados de forma combinada com outras informações ambientais, para uma ampla compreensão dessa evolução. Os dados também estão disponíveis na Plataforma Geográfica Interativa.

“A contabilidade da cobertura e uso da terra por estados permite uma análise mais detalhada dessa dinâmica, tornando-se, assim, uma importante ferramenta, tanto para gestores estaduais, como para instituições de pesquisa com atuação local ou regional, já que revelam dinâmicas associadas ao avanço das fronteiras agrícolas, a demanda por matérias primas e a expansão da atividade pecuária, entre outras atividades correlatas”, explica Fernando Peres, Gerente de Recursos Naturais da Unidade Estadual do IBGE em Santa Catarina.


Área de contato entre vegetação florestal e mosaico florestal no Pará – Foto: Fernando Peres Dias/IBGE

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/03/2021




Autor: Eduardo Peret
Fonte: Arte: Brisa Gil / IBGE
Sítio Online da Publicação: IBGE
Data: 18/03/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/03/17/monitoramento-da-cobertura-e-uso-da-terra-no-brasil-por-estados-de-2000-a-2018/

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Expectativa de vida do brasileiro ao nascer é de 76,3 anos em 2018, diz IBGE

Expectativa de vida do brasileiro ao nascer aumenta para 76,3 anos, diz IBGE


A expectativa de vida ao nascer dos brasileiros era de 76,3 em 2018, de acordo com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (28). São 3 meses e 4 dias a mais que a projeção feita em 2017, o que corresponde a uma alta de 0,4%.


Essa estimativa vem crescendo desde 1940. Naquele ano, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era de apenas 45,5 anos, ou seja, os brasileiros hoje vivem, em média, 30,8 anos a mais do que em meados do século passado.


“Esse aumento é justificado, principalmente da década de 1940 para cá, por uma série de fatores, com a queda da mortalidade, por uma série de fatores que chegaram no Brasil, principalmente o desenvolvimento da saúde, da medicina, a melhoria das condições de saneamento básico, de coleta de lixo”, apontou o demógrafo do IBGE Luciano Gonçalves.


(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o G1 errou ao informar que a expectativa de vida havia subido 3 meses e 19 dias em 2018. Na verdade, o crescimento foi de 3 meses e 4 dias. O cálculo feito pela reportagem havia levado em conta os números arredondados de expectativa de vida, como são divulgados no 'Diário Oficial da União'. A informação foi corrigida às 10h53.)
Expectativa de vida do brasileiro ao nascer (1940 - 2018)
Brasileiros nascidos em 2018 viverão, em média, quase 31 anos a mais do que os de 1940
45,545,5484852,552,557,657,662,562,566,966,969,869,873,973,975,875,8767676,376,319401950196019701980199120002010201620172018020406080100
Fonte: IBGE


Além da melhora das condições estruturais do país, o Gonçalves destacou que também houve melhorias dos hábitos de vida da população.


"[Outro fator] que a gente fala hoje em dia é que, principalmente, a pessoa passa a se cuidar mais. Então, é fato, é notório, que atividade física, uma alimentação balanceada, um sono que repõe as energias, consumo moderado de álcool, não fumar, são fatores que prolongam a vida dos indivíduos”, disse.


O IBGE destacou que essa expectativa de vida muda conforme o ano de nascimento da pessoa, ao que se dá o nome de "projeção de sobrevida". Por exemplo, quem tinha 30 anos completos em 2018 terá um tempo médio de vida diferente de quem nasceu naquele ano.



Aos 30 anos: 48,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 78,7 anos
Aos 40 anos: 39,5 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 79,5 anos
Aos 50 anos: 30,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 80,7 anos
Aos 60 anos: 22,6 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 82,6 anos
Aos 70 anos: 15,3 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 85,3 anos
Aos 80 anos ou mais: 9,6 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 89,6 anos ou mais



Maior longevidade feminina



Para as mulheres, que tendem a viver mais tempo que os homens, a expectativa aumentou de 79,6 anos em 2017 para 79,9 anos em 2018. Já para os homens aumentou de 72,5 para 72,8 anos no mesmo período.


O IBGE destacou, no entanto, que essa diferença da expectativa de vida entre homens e mulheres é mais acentuada conforme a faixa etária, fenômeno chamado de "sobremortalidade masculina”. Em 2018, um homem com idade entre 20 e 24 anos tinha 4,5 vezes menos chance de chegar aos 25 anos que uma mulher.



“Esse fenômeno pode ser explicado por causas externas, não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina”, explica o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi.




O pesquisador enfatizou que esse fenômeno não era observado em 1940 com tanta evidência. “A partir de meados da década de 80 as mortes associadas às causas externas passaram a desempenhar um papel de destaque. É um fenômeno proveniente da urbanização e inclui homicídios, acidentes de trânsito e quedas acidentais, entre outros”, disse.



Também conhecido como "esperança de vida", o dado informa quanto devem viver, aproximadamente, os indivíduos nascidos em um determinado ano – desde que mantidas as mesmas condições observadas no ano de seu nascimento.




Catarinenses vivem mais, maranhenses, menos





Fatores regionais também interferem na expectativa de vida, conforme apontou o IBGE. Para ambos os sexos, a maior estimativa ao nascer foi observada em Santa Catarina, onde chega a 79,7 anos - 3 anos e 4 meses a mais que a média nacional.


Outros estados com expectativa acima dos 78 anos são o Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.


No outro extremo, a população com menor expectativa de vida está o Maranhão, com 71,1 anos, seguido pelo o Piauí, com 71,4 anos.


Ou seja, para uma criança nascida no Maranhão espera-se que ela viva 8,6 anos a menos que uma criança nascida em Santa Catarina.
Expectativa de vida em cada estado brasileiro (em 2018)
Longevidade é maior em Santa Catarina e menor no Maranhão
71,171,171,471,471,771,772,172,172,372,372,472,472,572,573,273,273,873,873,973,973,973,974,374,374,474,474,574,574,574,574,674,674,774,776,176,176,276,276,376,376,876,877,777,777,777,778,378,378,678,678,678,678,878,879,779,7MaranhãoPiauíRondôniaRoraimaAlagoasAmazonasParáSergipeParaíbaTocantinsBahiaCearáAmapáGoiásAcrePernambucoMato GrossoMato Grosso do SulRio Grande do NorteBrasilRio de JaneiroParanáMinas GeraisRio Grande do SulDistrito FederalSão PauloEspírito SantoSanta Catarina020406080100
Fonte: IBGE



Mortalidade infantil segue em queda




De acordo com o IBGE, a mortalidade infantil manteve, em 2018, a tendência de queda observada desde. O número de mortes antes de completar 1 ano de idade caiu de 12,8 a cada mil nascidos vivos em 2017 para 12,4 por mil em 2018.


Em 1940, eram 146,6 mortes entre mil nascidos vivos, o que representa uma queda de 91,6%.


Já até os 5 anos de idade, o número de mortes caiu, entre 2017 e 2018, de 14,9 por mil para 14,4 por mil.


“A mortalidade infantil tem causas normalmente evitáveis e, principalmente nesses primeiros anos de vida, está muito relacionada às condições em que a criança vive. Conforme melhoram as condições de saneamento básico da população e o acesso a vacinas e atendimentos de saúde, diminuem os índices de morte infantil. Se conseguirmos reduzir a taxa atual pela metade, isso significará menos 15 a 20 mil mortes de crianças por ano”, comentou o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi.


Já o demógrafo do IBGE Luciano Gonçalves apontou que a maior escolarização das mulheres também contribui para reduzir a mortalidade infantil.


“Tem a ver com o aumento da escolaridade feminina, da mulher, da mãe, que é a pessoa que está no dia-a-dia com a criança e cada dia que passa começa a encontrar formas de cuidar melhor daquele ser vivo”, destacou.




Em 2018, brasileiros tinham, em média, uma expectativa de 30,8 a mais de vida que em 1940. — Foto: Caio Coutinho/G1



Autor: Felipe Gutierrez e Daniel Silveira, G1
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data: 29/11/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2019/11/28/expectativa-de-vida-do-brasileiro-ao-nascer-foi-de-763-anos-em-2018-diz-ibge.ghtml

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

O envelhecimento populacional segundo as novas projeções do IBGE, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

O IBGE divulgou as novas projeções da população brasileira, no final de julho, com a população estimada em 208,5 milhões de habitantes em 2018, de 233,2 milhões de pessoas em 2047 (pico populacional) e de 228,3 milhões de habitantes em 2060. Portanto, a população brasileira está a caminho da transição do crescimento para o decrescimento demográfico.

Outra transição confirmada pelas novas projeções é da estrutura etária, com a mudança de uma pirâmide populacional de base larga (rejuvenescida) para uma pirâmide de base estreita e de topo ampliado (envelhecida). O envelhecimento populacional é a transformação da estrutura etária que acontece em decorrência do aumento da proporção de idosos no conjunto da população e a consequente diminuição da proporção de jovens. Durante mais de 500 anos, o Brasil teve uma estrutura etária rejuvenescida. Mas isto vai mudar no decorrer do século XXI.

Uma maneira de medir o envelhecimento populacional é por meio do Índice de Envelhecimento (IE), que é a razão entre o número de pessoas idosas sobre os jovens (crianças e adolescentes). Trata-se de uma razão entre os componentes extremos da pirâmide etária. O IE pode ser medido pelo número de pessoas de 60 anos e mais para cada 100 pessoas menores de 15 anos de idade. Uma população é considerada idosa quando o topo da pirâmide é maior do que a sua base, ou seja, quando o Índice de Envelhecimento (IE) é igual ou superior a 100.

Segundo as projeções anteriores do IBGE (revisão 2013), o Brasil se tornaria um país idoso em 2029, quando haveria 39,7 milhões de jovens (0-14 anos) e 40,3 milhões de idosos (60 anos e mais). Nesta data, o IE seria maior do que 100, ou seja, haveria 101,6 idosos para cada 100 jovens (veja a coluna vermelha no gráfico 1).



Mas com as novas projeções do IBGE (revisão 2018), o envelhecimento vai ocorrer um pouquinho mais tarde, no ano de 2031. No ano 2010, havia 48,1 milhões de jovens de 0 a 14 anos e 20,9 milhões de idosos com 60 anos e mais. O Índice de Envelhecimento (IE) era de 43,4 idosos para cada 100 jovens, conforme mostra o gráfico 2. Em 2018, o número de jovens caiu para 44,5 milhões e o de idosos subiu para 28 milhões, ficando o IE em 63 idosos para cada 100 jovens.

O número de idosos vai ultrapassar o de jovens em 2031, quando haverá 42,3 milhões de jovens (0-14 anos) e 43,3 milhões de idosos (60 anos e mais). Nesta data, pela primeira vez, o IE será maior do que 100, ou seja, haverá 102,3 idosos para cada 100 jovens (veja a coluna vermelha no gráfico). Mas o envelhecimento populacional continuará sua marcha inexorável ao longo do século XXI. No ano de 2055, as projeções do IBGE indicam o montante de 34,8 milhões de jovens (0-14 anos) e de 70,3 milhões de idosos (60 anos e mais). O IE será de 202 idosos para cada 100 jovens. Ou seja, haverá mais do dobro de idosos em relação aos jovens.






Os gráficos de ambas as projeções não deixam dúvidas quanto à diminuição da população jovem (0 a 14 anos) e do aumento da população idosa (60 anos e mais) ao longo do século XXI. O Brasil jovem está ficando para trás e a partir da década de 2030 será um país com uma estrutura etária idosa e a cada dia mais idosa. E não haverá mais volta.
O futuro do Brasil é ser um país com alta proporção de pessoas idosas.

Referências:

IBGE: Projeção da População das Unidades da Federação por sexo e idade: 2000-2030, revisão 2013 http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/2013/default.shtm

IBGE: Projeção da População (revisão 2018), Rio de Janeiro, 25/07/2018
https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html?=&t=o-que-e



José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/08/2018





Autor: José Eustáquio Diniz Alves
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 31/08/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/08/31/o-envelhecimento-populacional-segundo-as-novas-projecoes-do-ibge-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Alta Fecundidade e Armadilha da Pobreza no Níger, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

O Níger é o país que tem a maior taxa de fecundidade total (TFT) e é um dos poucos países que não deu início à transição de um alto número para um baixo número médio de filhos por mulher. A TFT se mantém acima de 7 filhos por mulher entre 1950 e 2015. Uma TFT tão alta gera uma estrutura etária muito rejuvenescida e uma elevada razão de dependência (poucas pessoas, proporcionalmente, em idade produtiva), o que dificulta o aumento da taxa de investimento para a geração de empregos e de riqueza.

O gráfico acima mostra que a renda per capita (em dólares constantes, segundo a “Penn World Table”) do Níger estava em US$ 1.373 em 1960, subiu para o pico de US$ 1.630 em 1965 e caiu continuamente nas décadas seguintes até US$ 890 em 2015. Sem dúvida é impressionante que a renda per capita tenha caído ao longo de 55 anos. O Níger que é muito pobre, está mais pobre do que foi em 1960. Para efeito de comparação, a Tailândia tinha uma renda per capita menor do que a do Níger em 1960, no valor de US$ 1.159. Mas ao longo, dos 55 anos, a renda per capita da Tailândia passou para US$ 14.708 em 2015, dezessete vezes superior à renda do Níger.

Ou seja, o Níger está totalmente preso na “Armadilha da Pobreza”. Isto significa que a população cresce à taxa próxima de 4% ao ano, mas as pessoas não têm acesso à educação, à saúde e ao pleno emprego e trabalho decente. O desperdício do potencial produtivo impede o crescimento econômico e, desta forma, o país fica acorrentado ao ciclo intergeracional da pobreza. Sem crescimento da renda e do bem-estar a TFT não cai e o alto crescimento demográfico passa a demandar recursos que poderiam ir para o aumento do investimento e o “take off” do desenvolvimento.

A Conferência de Bucareste, em 1974, lançou a palavra de ordem: “O desenvolvimento é o melhor contraceptivo”. Mas no caso do Níger, não há desenvolvimento, portanto, não há queda da fecundidade e sem a redução da alta proporção de crianças e jovens não há bônus demográfico e nem a superação da pobreza extrema.

A população do Níger era de 2,5 milhões de habitantes em 1950, passou para 11,4 milhões no ano 2000 e chegou a 21,5 milhões em 2017. Pelas projeções da Divisão de População da ONU, na hipótese média, indicam uma população de 68,5 milhões em 2050 e de 192 milhões em 2100. Mas pela projeção alta, a população do Níger pode chegar a 300 milhões de habitantes, como mostra o gráfico abaixo.





A densidade demográfica era de 2 hab/km2 em 1950, passou para 9 hab/km2 em 2000, para 17 hab/km2 em 2017 e pode chegar a 52,4 hab/km2 em 2050 e a 151,7 hab/km2 em 2100 (para efeito de comparação a densidade demográfica do Brasil era de 25 hab/km2 em 2017 e pode cair para 23 hab/km2 em 2100). O Níger possui uma área de 1.270.000 km², mas cerca de 75% de sua área é composta pelo Deserto do Saara.

Evidentemente, a falta de terras agricultáveis é grave para um país que precisa alimentar sua população, com cerca de 80% vivendo em área rural. O Níger é um dos países mais pobres do mundo e possuía um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de somente 0,353, o penúltimo do ranking de 188 países, só perdendo para República Centro-Africana.

Segundo as projeções da ONU a pirâmide etária (como mostrado nos gráficos abaixo) vai engrossar durante o século XXI, mas mantendo uma estrutura etária jovem, mesmo na hipótese de que a TFT comece a cair no atual quinquênio.





O otimismo da ONU pode não se realizar, pois o Níger é um país sem litoral, situado na região do Sahel, que já enfrenta um grande déficit alimentar e o avanço do deserto. Mais de 1,5 milhão de pessoas no Níger foram afetadas pela fome em 2017. Estima-se que outros 1,5 milhão estejam com insegurança alimentar crônica e outros milhões sofrem de escassez transitória durante a época de escassez. Quase 20% da população não consegue satisfazer suas necessidades alimentares devido a fatores como produção agrícola inadequada e má distribuição.

Em um contexto de desigualdade de gênero generalizada e arraigada, a insegurança alimentar afeta as mulheres de maneira desproporcional, especialmente nas áreas rurais. As disparidades de gênero persistentes continuam a desafiar o desenvolvimento e têm impacto na segurança nutricional. Em torno de 42% das crianças menores de 5 anos sofrem de desnutrição crônica e 10,3% sofrem de desnutrição aguda. As dietas não possuem as vitaminas e minerais necessários. Como resultado, mais de 73% das crianças com menos de 5 anos e quase 46% das mulheres em idade reprodutiva são anêmicas. A situação é desesperadora. Só com ajuda internacional o Níger poderá superar a Armadilha da Pobreza e a queda da TFT é um passo essencial.


José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/06/2018



Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 29/06/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/06/29/alta-fecundidade-e-armadilha-da-pobreza-no-niger-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

segunda-feira, 21 de maio de 2018

IBGE: Número de jovens que não estudam nem trabalham ou se qualificam cresce 5,9% em um ano

Em 2017, das 48,5 milhões de pessoas com 15 a 29 anos de idade, 23,0% (11,2 milhões) não trabalhavam nem estudavam ou se qualificavam, contra 21,9% em 2016. De um ano para o outro, esse contingente cresceu 5,9%, o que equivale a mais 619 mil pessoas nessa condição.

Em 2017, a taxa de escolarização (proporção de estudantes em um grupo etário) das crianças de 0 a 5 anos aumentou em relação a 2016. Já na faixa de 6 a 14 anos a universalização já estava praticamente alcançada em 2016, com 99,2% de pessoas na escola. Apesar do amplo acesso à escola, a adequação entre a idade e a etapa de ensino frequentada, medida pela taxa ajustada de frequência escolar líquida (proporção de estudantes com idade prevista para uma determinada etapa de ensino em um grupo etário específico) mostra que o atraso escolar se inicia no ensino fundamental. Em 2017, 95,5% das crianças de 6 a 10 anos estavam nos anos inicias do fundamental, enquanto 85,6% das pessoas de 11 a 14 anos de idade frequentavam os anos finais. Nessa faixa etária, 1,3 milhão de pessoas estavam atrasadas e 113 mil estavam fora da escola. O atraso e a evasão se acentuam na etapa do ensino médio, que idealmente deveria ser cursada por pessoas de 15 a 17 anos. Para essa faixa de idade, a taxa de escolarização foi de 87,2%, porém a taxa ajustada de frequência escolar líquida foi de 68,4%, indicando quase 2 milhões de estudantes atrasados e 1,3 milhão fora da escola.

Entre as pessoas de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização foi de 31,7% em 2017, contra 32,8% em 2016. Nesse mesmo período, a taxa também recuou entre as mulheres (de 34,1% para 32,6%) e as pessoas de cor preta ou parda (de 29,4 para 28,4%).

A taxa ajustada de frequência escolar líquida no ensino superior foi de 23,2%, chegando a 26,8% para as mulheres, contra 27,9% em 2016. Entre as pessoas brancas a taxa foi 32,9%, alcançando a meta do Plano Nacional de Educação – PNE (33,0% até 2024), mas entre as pessoas pretas ou pardas ela ficou em 16,7%.

A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi 7,0% em 2017, e se manteve acima da meta intermediária do PNE, de 6,5% em 2015. As regiões Centro-Oeste (5,2%), Sudeste e Sul (ambas com 3,5%) já estavam abaixo da meta nacional, mas o Nordeste (14,5%) e o Norte (8,0%), não.

Cerca de 25,1 milhões de pessoas de 15 a 29 anos de idade, que não alcançaram o ensino superior completo, não estavam estudando ou se qualificando em 2017. Desse grupo, 52,5% eram homens e 64,2% eram pessoas de cor preta ou parda. De 2016 para 2017, foram 343 mil pessoas a mais nessa situação, equivalendo a um aumento de 1,4%. Os motivos mais frequentes alegadas foram: trabalhava, procurava trabalho ou conseguiu trabalho que iria começar em breve (39,7%); não tinha interesse em estudar (20,1%); e por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de pessoas (11,9%).

Essas informações são do módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2017, cujo material de apoio está à direita desta página.

De 2016 para 2017, contingente de pessoas com 15 a 29 anos que não trabalham nem estudam ou se qualificam cresceu 5,9%

No Brasil, em 2017, das 48,5 milhões de pessoas de 15 a 29 anos de idade, 23,0% (11,2 milhões) não estavam ocupadas nem estudando ou se qualificando. Em 2016, o percentual dos que não estudavam nem trabalhavam era de 21,8% (10,5 milhões). De um ano para o outro, houve um aumento de 5,9% nesse contingente, o que equivale a mais 619 mil pessoas nessa condição. Essa trajetória pode estar relacionada ao momento econômico vivido pelo país.

Na análise segundo sexo e cor ou raça, 17,4% dos homens e 28,7% das mulheres não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando. Entre as pessoas de cor branca, essa proporção foi 18,7% e entre as de cor preta ou parda foi 25,9%.

Entre as pessoas de 15 a 17 anos de idade, ainda em idade escolar obrigatória, 78,3% se dedicavam exclusivamente ao estudo, aumento de 1.5p.p. frente a 2016. No grupo das pessoas de 18 a 24 anos, a maior parte (34,7%) estava ocupada e não estudava, porém, o maior crescimento, de 2016 a 2017, se deu entre as pessoas não ocupadas nem estudando, 26,3% em 2016 para 28% em 2017. Já grupo das pessoas de 25 a 29 anos, 57,4% estava ocupada e não estudava, e 25,6% estava não ocupada e não estudava. Observa-se que, entre 2016 e 2017, cujo momento econômico foi de declínio da ocupação, a educação e a qualificação profissional não ganharam espaço entre as pessoas de 18 a 29 anos.

Analfabetismo diminui, mas ainda não bate a meta intermediária do PNE

A meta nº 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei n. 13.005, determinou a redução da taxa de analfabetismo para 6,5%, em 2015, e a sua erradicação até 2024. O país não cumpriu a primeira parte da meta. Em 2017, a taxa nacional de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7,0%, o equivalente a 11,5 milhões de analfabetos, ou 300 mil pessoas a menos do que em 2016 (7,2%). As regiões Centro-Oeste (5,2%), Sudeste e Sul (ambas com 3,5%) já estavam abaixo da meta nacional, enquanto que no Nordeste a taxa estava acima do dobro (14,5%) e no Norte era de 8,0%.

Em 2017, para as pessoas com 60 anos ou mais, a taxa foi 19,3%, contra 20,4% em 2016. Essa taxa caiu em todas as regiões, exceto o Sul. A taxa de analfabetismo dos idosos no Nordeste (38,6%) era quase quatro vezes a do Sudeste (10,6%).

Para as pessoas brancas de 15 anos ou mais de idade, a taxa nacional passou de 4,2% para 4,0%, enquanto que entre as pessoas pretas ou pardas, ela caiu de 9,9% para 9,3%.

Sul e Sudeste estão mais próximos da meta de escolarização de crianças de 0 a 3 anos

Para as crianças de 4 e 5 anos, faixa correspondente à pré-escola, a taxa foi 91,7% em 2017, frente aos 90,2% em 2016. A universalização da educação infantil na pré-escola até 2016, constante na meta 1 do PNE, não foi alcançada em nenhuma Grande Região. O Nordeste e o Sudeste tiveram taxas acima da média nacional, 94,8% e 93,0%, enquanto o Norte tinha 15,0% das crianças desse grupo etário fora da escola.

Estimou-se que 34,7% (897 mil) das crianças de 2 e 3 anos e 21,1% (903 mil) das crianças de 0 a 1 ano não frequentavam escola por dificuldade de acesso, seja por falta de vaga ou por falta de escola na localidade. Já entre as crianças de 4 e 5 anos, onde 8,3% não frequentavam escola, 44,4% (196 mil) não frequentavam ou por ausência de vaga (24,6%) ou por inexistência de escola na localidade de moradia (19,8%).



Defasagem da idade/etapa escolar ideal começa no ensino fundamental


Em 2017, 95,5% das pessoas de 6 a 10 anos estavam adequadamente frequentando os anos iniciais do ensino fundamental, com aumento de 0,5p.p. frente a 2016. Segundo sexo e cor ou raça, a taxa foi de 95,3% entre os homens, 95,7% entre as mulheres, 95,8% entre os de cor branca e 95,3% entre os de cor preta ou parda.

Para o grupo de 11 a 14 anos de idade que, idealmente, deveria cursar o segundo segmento do fundamental, a taxa foi de 83,3% para os homens e 88,0% para as mulheres, com avanços de 1,2 p.p e 1,3 p.p face a 2016, respectivamente. Das pessoas brancas, 89,1% estavam na idade/etapa adequada; já para as pretas ou pardas a taxa foi 83,4%. Assim, 10,9% das pessoas brancas e 16,6% das pretas ou pardas dessa idade estavam atrasadas em relação à etapa escolar adequada ou haviam evadido o sistema de ensino.

Média de anos de estudo na faixa de 25 anos ou mais de idade das pessoas brancas é dois anos mais alta do que a das pessoas pretas ou pardas

A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, em 2017, foi 9,1 anos, 0,2 ano maior que em 2016. Esse patamar de crescimento esteve presente em todas as Regiões, com Sudeste, Centro-Oeste e Sul apresentando valores acima da média nacional, respectivamente de 9,9, 9,5 e 9,4 anos, enquanto as Regiões Nordeste e Norte ficaram abaixo da média nacional, com 8,6 anos e 7,7 anos, respectivamente.

O número médio de anos de estudo foi de 9,3 anos para as mulheres e 8,9 para os homens, ambos 0,2 anos acima de 2016. Com relação à cor ou raça, mais uma vez a diferença foi considerável, registrando-se 10,1 anos de estudo para as pessoas brancas e 8,2 anos para as de cor preta ou parda, com uma diferença de quase 2 anos entre esses grupos.

Frequência escolar líquida ao ensino superior dos brancos (32,9%) é quase o dobro da dos pretos e pardos (16,7%)

A taxa ajustada de frequência escolar líquida ao ensino superior foi de 23,2% na população com 18 a 24 anos, mantendo-se estável em relação a 2016. Para as mulheres a taxa foi 26,8%, 1p.p. menor que a de 2016. Para as pessoas de cor branca a taxa foi 32,9%, e 16,7% para as pessoas pretas ou pardas, ambas estáveis frente a 2016. A taxa ajustada para as pessoas pretas ou pardas permaneceu quase a metade da taxa das pessoas brancas, que já alcançaram a meta 12 do PNE para esse grupo etário (de 33% até 2024).

Nível de instrução melhora, mas Norte e Nordeste permanecem abaixo da média

No Brasil, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade que finalizaram a educação básica obrigatória (concluíram, no mínimo, o ensino médio) passou de 45,0%, em 2016, para 46,1%, em 2017. Esse aumento foi acompanhado por uma redução de 0,6 p.p. tanto na proporção de pessoas sem instrução, quanto na de pessoas com o fundamental completo.

Com exceção do Sul, também foi observado, em todas as Grandes Regiões, o aumento da proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade que concluíram, ao menos, a educação básica obrigatória. O Nordeste tinha o menor percentual (37,2%), seguido pelo Norte, que apresentou o maior crescimento em termos percentuais (1,5 p.p.), com 42,1% em 2017.

As Regiões Norte e Nordeste, detentoras dos maiores percentuais de pessoas sem instrução, passaram de 9,9% e 14,9%, em 2016, para 8,8% e 14,3%, em 2017. Esses resultados condizem com a redução da taxa de analfabetismo dessas regiões.

Na análise por sexo e cor ou raça, 22,9% das pessoas de cor branca e 17,5% das mulheres, ambas com 25 anos ou mais de idade, possuíam o ensino superior completo em 2017. Dentre os homens, 42,6% eram sem instrução ou não chegaram a concluir o ensino fundamental (redução de 0,8 p.p. em relação a 2016) e 13,7% tinham o ensino superior completo. Entre as pessoas de cor preta ou parda, 47,4% não completaram nem a primeira etapa do ensino básico, uma proporção elevada, mas que obteve uma queda de 1,5 p.p. de 2016 para 2017. Por outro lado, o percentual de pessoas de cor preta ou parda com o ensino superior completo passou de 8,8%, em 2016, para 9,3% em 2017.

Trabalho é a razão mais comum para não estudar ou se qualificar entre as pessoas de 15 a 29 anos

Em 2017, 25,1 milhões das pessoas de 15 a 29 anos de idade não frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional e não haviam concluído uma graduação. Nesse grupo se caracterizava por 52,5% de homens e 64,2% de pessoas de cor preta ou parda. Em relação ao nível de instrução, 55,1% tinha o ensino médio completo ou superior incompleto, 23% o ensino fundamental completo ou médio incompleto e 21,9% era sem instrução ou com o fundamental completo. Esse perfil foi similar em 2016.

De 2016 para 2017, foram 343 mil pessoas a mais nessa situação, equivalendo a um aumento de 1,4% desse grupo. Dentre os motivos relacionados, as razões mais frequentes alegadas pelas pessoas foram: por motivo de trabalho, ou seja, trabalhava, procurava trabalho ou conseguiu trabalho que iria começar em breve (39,7%); não tinha interesse por estudar (20,1%); e por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de pessoas (11,9%).

Os motivos relacionados ao mercado de trabalho foram mais frequentes entre os homens (49,4%) do que entre as mulheres (28,9%) e ambos apresentaram queda frente a 2016 (50,6% entre os homens e 30,5% entre as mulheres). Além disso, 24,2% dos homens declararam não ter interesse em estudar ou se qualificar, percentagem que entre as mulheres foi 15,6%, ambos no mesmo patamar de 2016. Já a falta de dinheiro para pagar as despesas com o estudo foi alegada por 9% dos homens e por 12% das mulheres, e maior do que no ano anterior (6,9% entre os homens e 8,8% entre as mulheres).

Entre as mulheres, chama atenção o peso dos cuidados de pessoas e dos afazeres domésticos, visto que 24,2% delas disseram não estudar ou se qualificar por necessidade de realizar essas tarefas, valor mais baixo 1,9p.p. que em 2016. A realização de afazeres domésticos ou cuidados de pessoas foi mais frequente entre as duas categorias mais baixas de nível de instrução, em torno de 17%, do que entre as pessoas com o ensino médio completo ao superior incompleto, com 7,7%.

Do IBGE, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/05/2018



Autor: IBGE
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 21/05/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/05/21/ibge-numero-de-jovens-que-nao-estudam-nem-trabalham-ou-se-qualificam-cresce-59-em-um-ano/

segunda-feira, 30 de abril de 2018

IBGE/PNAD Contínua: Número de idosos cresce 18% em 5 anos e ultrapassa 30 milhões em 2017

A população brasileira manteve a tendência de envelhecimento dos últimos anos e ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012, superando a marca dos 30,2 milhões em 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características dos Moradores e Domicílios, divulgada hoje pelo IBGE.

Em 2012, a população com 60 anos ou mais era de 25,4 milhões. Os 4,8 milhões de novos idosos em cinco anos correspondem a um crescimento de 18% desse grupo etário, que tem se tornado cada vez mais representativo no Brasil. As mulheres são maioria expressiva nesse grupo, com 16,9 milhões (56% dos idosos), enquanto os homens idosos são 13,3 milhões (44% do grupo).

“Não só no Brasil, mas no mundo todo vem se observando essa tendência de envelhecimento da população nos últimos anos. Ela decorre tanto do aumento da expectativa de vida pela melhoria nas condições de saúde quanto pela questão da taxa de fecundidade, pois o número médio de filhos por mulher vem caindo. Esse é um fenômeno mundial, não só no Brasil. Aqui demorou até mais que no resto do mundo para acontecer”, explica a gerente da PNAD Contínua, Maria Lúcia Vieira.

Entre 2012 e 2017, a quantidade de idosos cresceu em todas as unidades da federação, sendo os estados com maior proporção de idosos o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, ambas com 18,6% de suas populações dentro do grupo de 60 anos ou mais. O Amapá, por sua vez, é o estado com menor percentual de idosos, com apenas 7,2% da população.



Autodeclaração de pretos e pardos aumenta

Outro fenômeno recente é o aumento na autodeclaração de pretos e pardos nos últimos anos. De 2012 a 2017, os dois grupos cresceram consistentemente: os pretos foram de 7,4% da população para 8,6%, enquanto os pardos saíram de 45,3% para 46,8%. Os que se dizem brancos, por outro lado, caíram de 46,6% para 43,6%.

Como são os próprios entrevistados que definem sua cor ou raça, esse fenômeno pode ser explicado em grande parte por uma mudança cultural nos últimos anos.

“Podemos explicar isso por duas hipóteses. A primeira é a miscigenação da população. A população vai casando e se reproduzindo fora de sua etnia. A segunda hipótese é a questão das políticas de afirmação, das pessoas entenderem a importância de se dizer de determinada cor e não mais dizer que é de outra. É entender a importância de sua própria origem, de sua cor ou raça”, conclui Maria Lúcia.

O estado com maior percentual de população parda é o Amazonas, com 76,7%, enquanto a Bahia é a unidade da federação com maior proporção de pretos (20,9%) e Santa Catarina é a que tem mais brancos (82,8%).


Repórter: Rodrigo Paradella
Imagem: Governo da Bahia
Arte: Marcelo Barroso


Do IBGE, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 27/04/2018



Autor: IBGE
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 27/04/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/04/27/ibgepnad-continua-numero-de-idosos-cresce-18-em-5-anos-e-ultrapassa-30-milhoes-em-2017/

quinta-feira, 8 de março de 2018

Mulher estuda mais, trabalha mais horas e ganha menos do que o homem

As mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto, elas ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens. Essas e outras informações estão no estudo de Estatísticas de Gênero, divulgado hoje pelo IBGE.

Mais horas de trabalho, menos remuneração

Vários fatores contribuem para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas). Essa diferença chegava a 80% no Nordeste (19 contra 10,5). Isso explica, em parte, a proporção de mulheres ocupadas em trabalhos por tempo parcial, de até 30 horas semanais, ser o dobro da de homens (28,2% das mulheres ocupadas, contra 14,1% dos homens).

“Em função da carga de afazeres e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível”, explica a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Barbara Cobo, complementando que “mesmo com trabalhos em tempo parcial, a mulher ainda trabalha mais. Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens”.




Mesmo trabalhando mais horas, a mulher segue ganhando menos. Apesar da diferença entre os rendimentos de homens e mulheres ter diminuído nos últimos anos, em 2016 elas ainda recebiam o equivalente a 76,5% dos rendimentos dos homens. Uma combinação de fatores pode explicar essa diferença. Por exemplo, apenas 37,8% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres; essa diferença aumentava com a faixa etária, indo de 43,4% de mulheres em cargos de chefia no grupo até 29 anos de idade até 31,3% no grupo de 60 anos ou mais.


Outros aspectos, como a segregação ocupacional e a discriminação salarial das mulheres no mercado de trabalho, podem contribuir para a diferença de rendimentos. “Observamos o que se chama de teto de vidro, ou glass ceiling”, explica Barbara Cobo: “A mulher tem a escolarização necessária ao exercício da função, consegue enxergar até onde poderia ir na carreira, mas se depara com uma ‘barreira invisível’ que a impede de alcançar seu potencial máximo”. Na categoria de ocupação com nível superior completo ou maior, a diferença era ainda mais evidente: as mulheres recebiam 63,4% do rendimento dos homens em 2016.

Mulheres têm maior escolarização

Em 2016, as mulheres de 15 a 17 anos de idade tinham frequência escolar líquida (proporção de pessoas que frequentam escola no nível de ensino adequado a sua faixa etária) de 73,5% para o ensino médio, contra 63,2% dos homens. Isso significa que 36,8% dos homens estavam em situação de atraso escolar. Na desagregação por cor ou raça, 30,7% das pretas ou pardas de 15 a 17 anos de idade apresentaram atraso escolar em relação ao ensino médio, face a 19,9% das mulheres brancas. Comparando-se gênero e cor ou raça, o atraso escolar das mulheres brancas estava mais distante do registrado entre os homens pretos ou pardos (42,7%).





Essa trajetória escolar desigual, relacionada a papéis de gênero e à entrada precoce dos homens no mercado de trabalho, faz com que as mulheres tenham um maior nível de instrução. Na faixa dos 25 a 44 anos de idade, 21,5% das mulheres tinham completado a graduação, contra 15,6% dos homens. Desagregando-se a população de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo por cor ou raça, as mulheres brancas estão à frente, com 23,5%, seguidas pelos homens brancos, com 20,7%; bem abaixo estão as mulheres pretas ou pardas, com 10,4% e, por fim, os homens pretos ou pardos, com 7,0%.


Repórter: Eduardo Peret
Imagem: Marina Cardoso (estagiária, sob supervisão de Licia Rubinstein)
Arte: Gráficos adaptados do informativo Estatísticas de Gênero – Indicadores sociais de mulheres no Brasil, produzido pelo IBGE/CDDI/GEDI



Do IBGE, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 08/03/2018

Autor: IBGE
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 08/03/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/03/08/mulher-estuda-mais-trabalha-mais-horas-e-ganha-menos-do-que-o-homem/

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Nova ferramenta digital do IBGE traz dados sobre uso da terra em cada quilômetro quadrado do país


ABr

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou ontem (18) uma plataforma digital com informações cartográficas sobre cada um dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados (km²) do território brasileiro.

Alimentada com dados do Monitoramento de Cobertura e Uso da Terra, a nova ferramenta permite o acompanhamento das mudanças na cobertura vegetal, na ocupação do território e nas atividades agropecuárias em todo o país entre os anos 2000 e 2014.


Dados do novo portal são do Monitoramento de Cobertura e Uso da Terra. Foto: Elza Fiúza/Arquivo/Agência Brasil

De acordo com o IBGE, esse monitoramento, feito a cada dois anos, cruza dados obtidos por satélites com levantamentos de campo, entre outras fontes, para cartografar as mudanças ocorridas na cobertura vegetal do país, analisando quais atividades agropecuárias estão relacionadas a essas mudanças.

Para o gerente responsável pelo portal, Maurício Zacharias Moreira, a vantagem da ferramenta é ser interativa e de fácil uso. Sua utilização não requer conhecimento de softwares especializados, o que a torna acessível tanto ao público técnico quanto à sociedade em geral.

“A proposta foi pegar todos os dados que já tínhamos de levantamento dos anos 2000, 2010, 2012 e 2014 e transformá-los numa plataforma amigável. A grande novidade é que os dados passam a conversar entre si e com dados de outros órgãos”, disse.

Segundo o IBGE, as informações da Cobertura e Uso da Terra estão disponíveis para os anos 2000, 2010, 2012 e 2014 e são atualizadas a cada dois anos, com base em 14 tipos de classificação, de acordo com os elementos encontrados na terra, como áreas de pastagens, vegetação florestal, silvicultura, corpos d’água e áreas agrícolas.

As informações levantadas vão mapear a utilização dos recursos naturais, além de ajudar no planejamento territorial, na recuperação de áreas degradadas, entre outros objetivos.

Análises

Entre 2000 e 2014, cerca de 13% do território nacional sofreu algum tipo de mudança na cobertura e uso da terra, o que representa mais de 1,1 milhão de km², segundo o IBGE.

As áreas agrícolas apresentaram uma expansão de 37% entre os anos 2000 e 2014. Em um período de apenas dois anos (2010-2012), houve uma expansão de 8,5%. Nos primeiros dez anos do levantamento (2000-2010), a expansão da área agrícola havia sido de 21%.

As pastagens com manejo também apresentaram significativos índices de expansão, superiores a 53% entre os anos de 2000 e 2014, sendo que a maior parte deste avanço ocorreu no período 2000-2012. As áreas dedicadas à silvicultura (florestas plantadas) cresceram quase 55% nos 14 anos de levantamento.



Por Ana Cristina Campos, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 19/12/2017




Autor: Ana Cristina Campos
Fonte: Agência Brasil
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 19/12/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/12/19/nova-ferramenta-digital-do-ibge-traz-dados-sobre-uso-da-terra-em-cada-quilometro-quadrado-do-pais/