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terça-feira, 6 de março de 2018

Springer lança livro sobre derivados de celulose com autor brasileiro

O livro Cellulose Derivatives Synthesis, Structure, and Properties, que acaba de ser lançado pela editora alemã Springer, tem como um de seus três autores o professor Omar Abou El Seoud, do Instituto de Química da USP e coordenador de Projeto Temático apoiado pela FAPESP.

No livro, que integra a coleção Springer Series on Polymer and Composite Materials, El Seoud e os pesquisadores alemães Thomas Heinze e Andreas Koschella reúnem em 523 páginas o tema da celulose e seus derivados, com textos dirigidos não somente para especialistas e pesquisadores iniciantes no tema, mas também para alunos de graduação e de pós-graduação.

A obra faz um resumo de progressos recentes na química de celulose, destacando importantes desenvolvimentos e a questão da sustentabilidade. São descritas conquistas recentes, como métodos não convencionais para a síntese de derivados, a introdução de novos solventes e o uso de nanopartículas para aplicações específicas.

“O tema do livro tem importante impacto socioeconômico no mundo. As fibras naturais como o algodão serão sempre procuradas pelo consumidor, em particular em países quentes e relativamente úmidos devido às propriedades excelentes dessas fibras, como a absorção da umidade e do suor do corpo. Entretanto, por volta de 2030 o mundo enfrentará o que se tem chamado de ‘lacuna de celulose’ devido ao aumento da demanda de fibras com base em celulose não acompanhada pela produção de algodão. Não há terra disponível para cultivar o algodão, uma planta que precisa de muita irrigação”, disse El Seoud à Agência FAPESP.

Uma solução seria aumentar a produção de fibras naturais modificadas. El Seoud explica que na fabricação da viscose, por exemplo, usa-se celulose com base em madeira, que é transformada em líquido viscoso (xantato de celulose, de onde veio a palavra viscose).

El Seoud ressalta que, embora o Brasil seja um dos maiores produtores da celulose com base em madeira (a chamada “pasta de celulose”), o país deixou de fabricar viscose em 2013.

“Outro derivado de celulose em que a produção brasileira é muito inferior à demanda é o carboximetil celulose, usado nas indústrias farmacêutica, de alimentos, de petróleo, tintas e outras. Ou seja, a situação não é diferente de outros setores, produzimos matéria-prima (pasta de celulose), mas não derivados de alto valor agregado”, disse.

O livro também trata de outros derivados da celulose, de uso especial e alto custo, como em medicina, caso de membranas de hemodiálise ou de suportes para enzimas usadas em análises clínicas.

El Seoud conta que há alguns grupos de pesquisa trabalhando sobre o tema dos derivados de celulose no Brasil, como na USP, em São Paulo e em São Carlos.

O livro, em inglês, pode ser comprado em versão digital no site da editora, em www.springer.com/br/book/9783319731674.



Obra destaca a síntese de fibras naturais modificadas, que podem solucionar o problema causado pelo aumento na demanda de fibras com base em celulose não acompanhada pela produção de algodão.


Autor: Agência FAPESP
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data de Publicação: 06/03/2018
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/springer_lanca_livro_sobre_derivados_de_celulose_com_autor_brasileiro/27256/

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Nova ferramenta digital do IBGE traz dados sobre uso da terra em cada quilômetro quadrado do país


ABr

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou ontem (18) uma plataforma digital com informações cartográficas sobre cada um dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados (km²) do território brasileiro.

Alimentada com dados do Monitoramento de Cobertura e Uso da Terra, a nova ferramenta permite o acompanhamento das mudanças na cobertura vegetal, na ocupação do território e nas atividades agropecuárias em todo o país entre os anos 2000 e 2014.


Dados do novo portal são do Monitoramento de Cobertura e Uso da Terra. Foto: Elza Fiúza/Arquivo/Agência Brasil

De acordo com o IBGE, esse monitoramento, feito a cada dois anos, cruza dados obtidos por satélites com levantamentos de campo, entre outras fontes, para cartografar as mudanças ocorridas na cobertura vegetal do país, analisando quais atividades agropecuárias estão relacionadas a essas mudanças.

Para o gerente responsável pelo portal, Maurício Zacharias Moreira, a vantagem da ferramenta é ser interativa e de fácil uso. Sua utilização não requer conhecimento de softwares especializados, o que a torna acessível tanto ao público técnico quanto à sociedade em geral.

“A proposta foi pegar todos os dados que já tínhamos de levantamento dos anos 2000, 2010, 2012 e 2014 e transformá-los numa plataforma amigável. A grande novidade é que os dados passam a conversar entre si e com dados de outros órgãos”, disse.

Segundo o IBGE, as informações da Cobertura e Uso da Terra estão disponíveis para os anos 2000, 2010, 2012 e 2014 e são atualizadas a cada dois anos, com base em 14 tipos de classificação, de acordo com os elementos encontrados na terra, como áreas de pastagens, vegetação florestal, silvicultura, corpos d’água e áreas agrícolas.

As informações levantadas vão mapear a utilização dos recursos naturais, além de ajudar no planejamento territorial, na recuperação de áreas degradadas, entre outros objetivos.

Análises

Entre 2000 e 2014, cerca de 13% do território nacional sofreu algum tipo de mudança na cobertura e uso da terra, o que representa mais de 1,1 milhão de km², segundo o IBGE.

As áreas agrícolas apresentaram uma expansão de 37% entre os anos 2000 e 2014. Em um período de apenas dois anos (2010-2012), houve uma expansão de 8,5%. Nos primeiros dez anos do levantamento (2000-2010), a expansão da área agrícola havia sido de 21%.

As pastagens com manejo também apresentaram significativos índices de expansão, superiores a 53% entre os anos de 2000 e 2014, sendo que a maior parte deste avanço ocorreu no período 2000-2012. As áreas dedicadas à silvicultura (florestas plantadas) cresceram quase 55% nos 14 anos de levantamento.



Por Ana Cristina Campos, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 19/12/2017




Autor: Ana Cristina Campos
Fonte: Agência Brasil
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 19/12/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/12/19/nova-ferramenta-digital-do-ibge-traz-dados-sobre-uso-da-terra-em-cada-quilometro-quadrado-do-pais/

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Biólogo brasileiro reúne imagens de todas as cobras já identificadas no Cerrado





Biólogo brasileiro reúne em livro ilustrado imagens de todas as cobras já identificadas no Cerrado | (Foto: Divulgação)



Nascido e criado no Cerrado brasileiro, o biólogo Cristiano de Campos Nogueira, do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências (IB) da USP, sempre se interessou pela região, principalmente pelas cobras que lá vivem. Na época de sua juventude, elas praticamente não eram estudadas.


Então, quando cursava Biologia, na mesma USP, em 1996, começou suas pesquisas sobre a diversidade de serpentes do bioma, o segundo maior do Brasil, com 22% do território nacional.


O resultado desse trabalho é o livro Serpentes do Cerrado - Guia Ilustrado, que registra em imagens todas as cobras identificadas até hoje na chamada savana brasileira.




Pesquisa sobre serpentes do bioma começou em 1996 (Foto: Divulgação)


A obra, produzida com seu colegas Otavio Augusto Violo Marques, do Instituto Butantan; André Eterifica, da Universidade Federal do ABC; e Ivan Ázima, da Unicamp, reúne 185 fotografias de 135 espécies de serpentes, muitas delas difíceis de serem encontradas e várias até mesmo na lista de espécies ameaçadas de extinção.


Algumas foram fotografadas no Instituto Butantan, mas a grande maioria foi mesmo capturadas no campo, em locais como o Parque Nacional das Emas e Chapada dos Veadeiros, em Goiás; no Jalapão, em Tocantins; na região de Brasília; na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso; e no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, na divisa entre Minas Gerais e Bahia, entre outras.




Jalapão, na serra do Espírito Santo é um dos pontos onde são encontradas espécies com frequência (Foto: Divulgação)


"Os maiores obstáculos foram a imensa extensão territorial do Cerrado, que cobre quase 2 milhões de quilômetros quadrados, e a extrema dificuldade me encontrar serpentes na natureza", conta Nogueira.


"Cobras são o grupo de vertebrados mais difícil de se amostrar em campo. Para um bom inventário desses animais, ainda mais em regiões ricas como o Cerrado, onde uma mesma localidade pode abrigar até cerca de 60 espécies diferentes, são necessários muitos anos para que haja uma boa amostragem."


Ele conta que em um mês em campo só é possível ver, em média, de cinco a 10 espécimes, número que, com muito trabalho e sorte, pode chegar a 20.





O objetivo do trabalho é ensinar as pessoas a reconhecer serpentes (Foto: Divulgação)



Segundo Nogueira, antes do seu trabalho, praticamente não se sabia nada sobre serpentes do Cerrado. Por isso, suas pesquisas procuraram determinar o número de espécies existentes, quais as mais comuns e as mais raras, em que ambiente vivem, quantas e quais são endêmicas (que só existem na região), qual a sua dieta e quando e como se reproduzem. "São questões básicas de História Natural, que não eram conhecidas", diz.


"Era como estudar dois temas cercados de total desconhecimento e muito preconceito. Primeiro, as próprias cobras, que por falta de conhecimento são tidas como animais perigosos e muitas vezes perseguidos. O segundo, o Cerrado, completamente desconhecido e desvalorizado dentro e fora do Brasil. Foi uma descoberta atrás da outra."


O objetivo do trabalho de Nogueira não é exclusivamente científico. "Também queremos ensinar as pessoas que encontram serpentes na natureza a identificá-las e conviver com elas", explica. "No nosso trabalho percebemos que a população tem um desconhecimento muito grande sobre as cobras, o que gera um preconceito contra elas. Como não sabem diferenciar as venenosas das que não são, acaba matando todas que encontram, até mesmo alguns lagartos que, por não terem patas, são confundidos com serpentes."


De acordo com Nogueira, a maior parte das cobras do cerrado não são venenosas, mas mesmo assim são perseguidas e mortas, indiscriminadamente, em todas as áreas rurais onde foram feitos os estudos. Nesse sentido, o seu trabalho já trouxe resultados. "Ao mostrar as espécies aos moradores locais, ao explicar sua relevância e que são, em geral inofensivas, muitas pessoas pararam de matá-las em fazendas e localidades de estudo por onde andei ao longo de meu mestrado e doutorado", conta.


No área científica propriamente dita, o trabalho de Nogueira também trouxe resultados significativos, como a descoberta de espécies já ameaçadas de extinção. É o caso da corre-campo (Philodryas lívida), registrada pelo pesquisador no Parque Nacional das Emas. Como seu nome popular sugere, essa serpente vive em regiões de campo, onde praticamente não há água e a vegetação se limita a gramíneas.



"Essas áreas são as primeiras a desaparecer, para dar espaço à agricultura mecanizada", diz. "São chapadas, planas, altas e fáceis de operar as máquinas, e, por isso, muito cobiçadas para produção de milho e soja, por exemplo."


A descoberta de novas espécies de cobras foi outro resultado dos estudos de Nogueira, muitas ainda não descritas, sem nome científico disponível. "Houve também o encontro de espécies do gênero Siagonodon, como S. acutirostris", diz. "Em geral são espécies fossórias, ou seja, que vivem a maior parte do tempo sob o solo, em galerias subterrâneas, onde se alimentam e evitam os efeitos de variação de umidade e de temperatura e da ação do fogo. É uma adaptação importante, e muitas novas espécies nestes grupos vêm sendo descobertas e depois descritas. A fauna fossorial é bastante rica no cerrado."




Parte das cobras foram fotografadas no Instituto Butantan, em São Paulo (Foto: Divulgação)


Segundo Nogueira, essas descobertas e os conhecimentos agregados ao longo deste trabalho serviram, por exemplo, para auxiliar a revisão da lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção. Além disso, integraram também um estudo mundial recente mapeando, pela primeira vez, todas as espécies de répteis do planeta. "Nesse trabalho, o cerrado surgiu como uma zona de alta riqueza e relevância", diz o pesquisador. "Sem os estudos de base, como o nosso, teria sido um grande vazio nos mapas, uma 'terra incógnita', como era até bem recentemente."



Os bons resultados e o livro não encerram o trabalho de Nogueira, no entanto. "Ele ainda está em andamento", diz. "Hoje passamos de uma fase de documentação básica da diversidade para estudar a conservação das serpentes, e para entender o papel delas e dos répteis em geral do cerrado no contexto de sua distribuição no planeta. No início era fazer o básico: quais são, onde estão. Hoje, é entender no contexto de conservação da diversidade global de répteis, e também divulgar as descobertas para fora do meio científico, para o público geral, que se mostra muito interessado, sempre, em cobras."


Seus estudo o levam a fazer um alerta: caso não sejam tomadas medidas mais efetivas e enérgicas para conservar o que restou do cerrado, hoje reduzido a menos de 30% de sua cobertura original nativa (tomada cada vez mais por monoculturas de grãos, como soja, milho e sorgo), em breve será perdida grande parte das espécies de flora e fauna endêmicas da região, incluindo boa parte de suas cobras.


"Isso será uma perda irreparável, e teremos destruído uma das regiões mais ricas e intrigantes do planeta", diz. "Como pesquisador desse bioma e de sua riquíssima diversidade biológica, me entristece muito ver que a savana mais biodiversa da Terra continua a ser desmatada em ritmo muito rápido, desaparecendo numa taxa de perda muito superior à verificada, por exemplo, na Amazônia."



Autor: BBC
Fonte: BBC
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 18/12/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/natureza/noticia/biologo-brasileiro-reune-imagens-de-todas-as-cobras-ja-identificadas-no-cerrado.ghtml

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Campo investe em tecnologia e já tem até rebanho em nuvem na internet

O agronegócio brasileiro aumenta a cada ano sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) graças, sobretudo, à pesquisa e aos investimentos em tecnologia. De uma participação de 21% no PIB de 2014, a fatia cresceu para 23% em 2015 e deve aumentar 2% este ano, com um Valor Bruto de Produção de R$ 548 bilhões.


O agronegócio já corresponde a 48% do total de exportações brasileiras. No cenário interno, tem produzido grandes safras, o que tem ajudado a derrubar os índices de inflação. Hoje, o campo utiliza pesquisas avançadas como o emprego da nanotecnologia no controle de alimentos, redes de satélites e drones para levantamento de dados de solo e clima e até o rastreamento de rebanhos já é feito em tempo real, com informações disponibilizadas na nuvem da internet.

Para falar sobre os avanços em tecnologia, a Sputnik Brasil conversou com exclusividade com o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, nesta segunda-feira, quando foi aberto, em São Paulo, o Agronegócio Brasil 2017, um dos maiores eventos do setor. Segundo Lopes, nas últimas quatro décadas, o Brasil teve um avanço extraordinário do agronegócio.

"Em quatro décadas fomos capazes de sair de uma situação de dependência e insegurança alimentar para conseguir alimentar nossa população e projetar o Brasil como um grande provedor de alimentos para o mundo. Vivemos agora o início de outra revolução: o avanço tecnológico em áreas como a transformação digital, em tecnologias novas como a internet de alta velocidade e drones. Daqui a pouco, virá a inteligência artificial e a era dos big daters com a possibilidade de acumularmos volumes extraordinários de dados e informações", exemplifica Lopes.

O presidente da Embrapa prevê que o uso de novas tecnologias vai impactar a produção, permitir a oferta de alimentos de forma cada vez mais segura a custos mais baixos de forma sustentável com atenção cada vez maior ao meio ambiente. Segundo ele, as novas tecnologias dos sensores estão mudando a capacidade de monitorar os sistemas de produção. Ele exemplifica com o trabalho dos tratores, que podem receber sensores avançados que permitem acompanhar em tempo real como as lavouras estão produzindo, ajudar a monitorar pragas e doenças, além de instalar chips em um drone com algoritmos muito sofisticados que podem capturar informações precisas nas plantações, reduzindo o emprego de defensivos.


© SPUTNIK/ A. SOLOMONOV
Projeto russo de nanotecnologia é considerado melhor na Europa



Outros aplicativos são capazes de reunir dados de até 1.600 estações meteorológicas no país, apontando a melhor época de plantio para cada espécie, aumentado a produtividade das colheitas. Outros programas preveem índices de secas e geadas, bem como a quantidade de água no solo e até outros que recomendam o volume de capim oferecido aos bois por hectare.

O presidente da Embrapa cita a nanotecnologia como outro aspecto importante no desenvolvimento de novos projetos. Em 2018, deve chegar ao mercado um desses produtos desenvolvidos pela Embrapa, os nanobiosnacks de frutas, uma espécie de chip de batata frita, embora sem fritura, e também filmes biodegradáveis feitos de alimentos. Nanosensores colocados em tintas de impressão podem ser colocados em etiquetas de frutas, medindo a concentração de gás etileno, permitindo assim o consumidor saber o ponto de maturação do produto.

"Esses novos materiais vão nos permitir produzir moléculas que podem ser usadas para proteger a superfície dos alimentos, aumentado a vida de prateleira. Com o surgimento de aplicativos que podem ser usados através dos celulares, hoje acessamos programas sofisticados de computadores na nuvem com informações sobre clima, mercado, acionamos equipamentos a distância, na chamada internet das coisa, que combina equipamentos e estratégias de monitoramento com a internet”, detalha o dirigente. O presidente da Embrapa diz que um dos desafios é fazer que as novas tecnologias gerem produtos a custos acessíveis. Segundo ele, o custo de equipamentos e sensores tende a cair. 


JONAS OLIVEIRA/AEPR/FOTOS PÚBLICAS
Campo fértil para o agronegócio brasileiro em 2017


"A Embrapa está desenvolvendo o conceito de sensores vestíveis. Por exemplo, um cabresto que você pode colocar na cabeça do animal. Ali existem sensores que permitem o monitoramento das condições fisiológicas do animal, batimentos cardíacos, movimentação, se ele está indo frequentemente beber água ou se alimentar.”

Lopes observa que a Embrapa, como empresa pública, tem feito nos últimos anos um grande esforço para reduzir sua dependência dos recursos do Tesouro Nacional e para isso vem procurando ampliar suas parcerias tanto com entidades do governo quanto da iniciativa privada, totalizando hoje cerca de 400 acordos nacionais e internacionais. Além disso, tramita no Congresso projeto de lei para a criação de um braço da Embrapa no mercado de inovações tecnológicas chamado Embrapa Tec. Essa empresa poderia receber o grande acervo de ativos e conhecimentos da Embrapa e se preparar para ir ao mercado buscar mais associações e parcerias no setor privado.


Autora: sputniknews
Fonte: sputniknews
Sítio Online da Publicação: sputniknews
Data de Publicação: 27/11/2017
Publicação Original: https://br.sputniknews.com/noticias/201711279941224-agronegocio-investimento-nanotecnologia-drones-alimentos-sociedade/