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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Doutorando da USP São Carlos vence Prêmio Jovem Químico Cientista


O pedido de patente da nova técnica está sendo conduzido pela Agência USP de Inovação – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

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O pesquisador Lucyano Jefferson Alves de Macedo, doutorando no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi o ganhador do Prêmio Jovem Químico Cientista de 2018.

Este é o primeiro ano que a Metrohm Brasil concede o prêmio, com valor de R$ 5 mil. A premiação foi realizada na cerimônia de abertura do 19° Encontro Nacional de Química Analítica, em 16 de setembro, em Caldas Novas (GO).

Lucyano desenvolve desde o mestrado – no qual teve bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – estudos sob supervisão do professor Frank Nelson Crespilho, coordenador do Grupo de Bioeletroquímica e Interface do IQSC.

Segundo os organizadores do prêmio, o estudo de Lucyano consiste em uma nova técnica que monitora, em tempo real e por meio de imagens, como as reações químicas ocorrem em superfícies.


Lucyano Jefferson Alves de Macedo (à esq.) – Foto: Divulgação

Com a técnica é possível identificar, por exemplo, a transformação de um fármaco dentro de uma célula viva, ver a oxidação de compostos químicos relevantes para a indústria, observar como o DNA, as membranas lipídicas e as proteínas respondem ao ambiente químico, entre outras aplicações.

Empregando um método chamado de análise espectromicroscópica multiplex, o pesquisador desenvolveu um sistema capaz de construir mapas de infravermelho para monitorar um conjunto de reações eletroquímicas induzidas por eletrodos. A técnica foi batizada de EVSM (sigla em inglês para Eletroquímica Acoplada com a Espectromicroscopia de Infravermelho) e o pedido de patente está sendo conduzido pela Agência USP de Inovação.

“Sentimo-nos honrados em apoiar a próxima geração de cientistas. Fomentar o novo, reconhecer o jovem pesquisador, é uma forma de ajudar a comunidade científica”, disse Rogerio Telles, CEO da Metrohm Brasil.

O Prêmio Jovem Químico é aberto a estudantes de graduação, pós-graduação e doutorado que residem e estudam no Brasil e que realizam pesquisas e inovações na área de eletroquímica.

(Texto da Agência Fapesp disponível na íntegra neste link)

Autor: Jornal da USP
Fonte: Jornal da USP
Sítio Online da Publicação: Jornal da USP
Data: 03/10/2018
Publicação Original: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-exatas-e-da-terra/doutorando-da-usp-sao-carlos-vence-premio-jovem-quimico-cientista/

terça-feira, 6 de março de 2018

Springer lança livro sobre derivados de celulose com autor brasileiro

O livro Cellulose Derivatives Synthesis, Structure, and Properties, que acaba de ser lançado pela editora alemã Springer, tem como um de seus três autores o professor Omar Abou El Seoud, do Instituto de Química da USP e coordenador de Projeto Temático apoiado pela FAPESP.

No livro, que integra a coleção Springer Series on Polymer and Composite Materials, El Seoud e os pesquisadores alemães Thomas Heinze e Andreas Koschella reúnem em 523 páginas o tema da celulose e seus derivados, com textos dirigidos não somente para especialistas e pesquisadores iniciantes no tema, mas também para alunos de graduação e de pós-graduação.

A obra faz um resumo de progressos recentes na química de celulose, destacando importantes desenvolvimentos e a questão da sustentabilidade. São descritas conquistas recentes, como métodos não convencionais para a síntese de derivados, a introdução de novos solventes e o uso de nanopartículas para aplicações específicas.

“O tema do livro tem importante impacto socioeconômico no mundo. As fibras naturais como o algodão serão sempre procuradas pelo consumidor, em particular em países quentes e relativamente úmidos devido às propriedades excelentes dessas fibras, como a absorção da umidade e do suor do corpo. Entretanto, por volta de 2030 o mundo enfrentará o que se tem chamado de ‘lacuna de celulose’ devido ao aumento da demanda de fibras com base em celulose não acompanhada pela produção de algodão. Não há terra disponível para cultivar o algodão, uma planta que precisa de muita irrigação”, disse El Seoud à Agência FAPESP.

Uma solução seria aumentar a produção de fibras naturais modificadas. El Seoud explica que na fabricação da viscose, por exemplo, usa-se celulose com base em madeira, que é transformada em líquido viscoso (xantato de celulose, de onde veio a palavra viscose).

El Seoud ressalta que, embora o Brasil seja um dos maiores produtores da celulose com base em madeira (a chamada “pasta de celulose”), o país deixou de fabricar viscose em 2013.

“Outro derivado de celulose em que a produção brasileira é muito inferior à demanda é o carboximetil celulose, usado nas indústrias farmacêutica, de alimentos, de petróleo, tintas e outras. Ou seja, a situação não é diferente de outros setores, produzimos matéria-prima (pasta de celulose), mas não derivados de alto valor agregado”, disse.

O livro também trata de outros derivados da celulose, de uso especial e alto custo, como em medicina, caso de membranas de hemodiálise ou de suportes para enzimas usadas em análises clínicas.

El Seoud conta que há alguns grupos de pesquisa trabalhando sobre o tema dos derivados de celulose no Brasil, como na USP, em São Paulo e em São Carlos.

O livro, em inglês, pode ser comprado em versão digital no site da editora, em www.springer.com/br/book/9783319731674.



Obra destaca a síntese de fibras naturais modificadas, que podem solucionar o problema causado pelo aumento na demanda de fibras com base em celulose não acompanhada pela produção de algodão.


Autor: Agência FAPESP
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data de Publicação: 06/03/2018
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/springer_lanca_livro_sobre_derivados_de_celulose_com_autor_brasileiro/27256/

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

FAPESP anuncia apoio do PIPE a mais 49 empresas

O Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) deverá fechar 2017 com um desempenho semelhante – ou ainda melhor – ao de 2016, quando foram contratados 220 projetos, “praticamente um por dia útil do ano”, como destacou José Goldemberg, presidente da FAPESP, em cerimônia de anúncio dos 49 projetos aprovados no 2º Ciclo de Análises de 2017, realizada no auditório da Fundação nesta terça-feira (31/10).


Com quatro chamadas regulares e sete editais para temas específicos, números de contratos firmados em 2017 poderá superar os resultados de 2016 (foto: Felipe Maeda / Agência FAPESP)


A projeção de Goldemberg se justifica: além de quatro ciclos anuais, a FAPESP seleciona propostas apresentadas por pequenas empresas no âmbito do PIPE em chamadas relacionadas a temas específicos, em parceria com outras instituições. “Só neste ano foram sete editais”, disse o diretor científico Carlos Henrique de Brito Cruz.

Os sete editais incluem: a chamada PIPE e Pitch Gov.SP, junto com a Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, com prazo de submissão até o dia 4 de dezembro; e o edital PIPE/PAPPE Subvenção, para projetos em manufatura avançada, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e prazo de inscrição até 11 de dezembro.

As iniciativas voltadas ao apoio a pequenas empresas, mencionadas por Brito Cruz, incluem também dois editais em conjunto com instituições empresariais: o edital em parceria com o Canada Cooperation in Industrial Research and Innovation Projects, para a seleção de projetos a serem desenvolvidos por empresas paulistas e canadenses, com submissão até o dia 8 de dezembro; e o segundo ciclo de chamada conjunta com o Centro para el Desarrollo Tecnológico Industrial (CDTI), da Espanha, que termina em 31 de maio de 2018 e tem como objetivo promover e facilitar a realização de projetos de pesquisas bilaterais, envolvendo empresas dos dois países.

Somam-se a essa lista três chamadas já encerradas: a 5ª rodada do PIPE/PAPPE Subvenção para a Fase 3 do PIPE – de comercialização de produtos resultantes de projetos de pesquisa – e duas chamadas conjuntas da FAPESP e Finep: a primeira, para seleção de propostas de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de produtos ou processos tecnológicos para o combate a arboviroses – como a febre amarela, a Zika, a dengue e a chikungunya – e seus insetos vetores, particularmente o Aedes aegypti, e a segunda, de apoio ao desenvolvimento de aplicativos que aumentem a produtividade e a eficiência do setor agropecuário.

Círculo virtuoso de investimento

Além de Goldemberg e de Brito Cruz, participaram do evento Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente do Conselho Superior da FAPESP, Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo, e Fernando Menezes, diretor administrativo da Fundação, e Marco Antonio Zago, reitor da Universidade de São Paulo (USP).

Empresários e pesquisadores de empresas que tiveram projetos selecionados no 2º Ciclo de 2017 lotaram o auditório da FAPESP. Instaladas nas cidades de São Paulo, Campinas, São Carlos, São José dos Campos, Araraquara, São José do Rio Preto, Santos, Araçatuba, Sorocaba, Santa Bárbara D´Oeste e em Pompeia – no oeste de São Paulo, com 21 mil habitantes –, muitas das empresas se abrigam em incubadoras e parques tecnológicos.

A startup dirigida por Ana Rita de Toledo Piza – que estará formalmente constituída por ocasião da assinatura do termo de outorga com a FAPESP – está instalada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), incubadora de empresas de base tecnológica sediada no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na Cidade Universitária da USP, em São Paulo. A empresa terá o apoio do PIPE para desenvolver um antiviral de baixo custo contra infecção por vírus Zika.

A empresa Centro de Serviços em Materiais Cerâmicos, instalada no Parque Tecnológico de São Carlos, vai desenvolver um aditivo para a indústria de porcelanato que pretende evitar a deformação do produto no processo de queima. E a startup dirigida por Fernanda Mansano Carbinatto, também em fase de constituição, instalada na incubadora municipal de Araraquara, terá apoio da Fundação para desenvolver biocurativos à base de curcumina para o tratamento tópico de leishmaniose tegumentar.

Algumas das empresas selecionadas já tiveram projetos apoiados pelo PIPE. É o caso da Oralls, de São José dos Campos – com filial em Bauru – que testará um dentifrício ultrafuncional, associado a um agente fluoretado e inibidor de protease (leia mais em: http://pesquisaparainovacao.fapesp.br/166).

“O PIPE é o maior programa brasileiro de apoio à inovação e pretendemos ampliá-lo”, destacou Goldemberg. O presidente da FAPESP contou que, em apresentação na Assembleia Legislativa de São Paulo, no dia anterior (30/10), empresas apoiadas pelo PIPE e com produtos no mercado, mostraram ter devolvido ao Estado de São Paulo, na forma de imposto, valores superiores aos investimentos públicos na fase de consolidação.


Autora: Claudia Izique
Fonte: Elton Alisson
Sítio Online da Publicação: Agência FAPESP
Data de Publicação: 01/11/2017
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/fapesp_anuncia_apoio_do_pipe_a_mais_49_empresas/26553/