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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Toneladas de alimentos das feiras livres de São Paulo vão para o lixo





Do total de desperdício de frutas, verduras e legumes que acontece nas feiras livres de São Paulo, as maiores perdas estão relacionadas às folhas. Além dos alimentos, também há perdas de recursos naturais. A pesquisa de Sylmara Lopes, da EACH, avalia o impacto ambiental e apresenta informações sobre o quanto se perde em nutrientes, água, energia e área agricultável. Confira no segundo vídeo:
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Das 33 mil toneladas de alimentos descartadas anualmente nas feiras livres de São Paulo, uma grande parcela, que tem ótima qualidade, poderia ser reaproveitada e ter uma finalidade social como o suprimento de alimentos em instituições que atendem pessoas em vulnerabilidade. Além do consumo humano, pesquisa da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP propõe outras rotas de reaproveitamento: ração animal, geração de energia e compostagem. Veja neste terceiro vídeo:
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Autor: Jornal da USP
Fonte: Jornal da USP
Sítio Online da Publicação: Jornal da USP
Data: 25/09/2018
Publicação Original: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-ambientais/toneladas-de-alimentos-das-feiras-de-sp-vao-para-o-lixo/

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Chamada seleciona propostas em Ciência de Materiais e Engenharia



FAPESP e M-ERA.NET, rede ligada à União Europeia, apoiarão colaborações em pesquisa e inovação (foto: FAPESP)

A FAPESP e a M-ERA.NET anunciam o lançamento de uma nova chamada de propostas no âmbito do acordo de cooperação mantido entre as instituições.

A M-ERA.NET é uma rede financiada pela União Europeia, criada para apoiar e incrementar a coordenação dos programas europeus de fomento à pesquisa em Ciências e Engenharia de Materiais.

O objetivo específico da chamada M-ERA.NET 2018 (https://m-era.net/joint-calls/joint-call-2018/2018-guideforproposers-1.pdf) é financiar projetos transnacionais ambiciosos em pesquisa e inovação de materiais, incluindo materiais para tecnologias de energia de baixo carbono e tecnologias de produção relacionadas.

Serão recebidas propostas em seis tópicos: “Multiscale modeling for materials engineering and processing (M3EP)”, “Innovative surfaces, coatings and interfaces”, “High performance composites”, “Functional materials”, “New strategies for advanced material-based technologies in health applications” e “Materials for additive manufacturing”.

Na FAPESP, as submissões deverão seguir as normas e orientações, inclusive as relacionadas à elegibilidade, das modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular ou Programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas – PIPE Fase II. Exceções às normas estão indicadas no texto da chamada.

Pesquisadores do Estado de São Paulo interessados em submeter propostas devem, obrigatoriamente, consultar a FAPESP a respeito da sua elegibilidade, antes de iniciar a elaboração do projeto conjunto.

Considerando que 12 de junho de 2018 é o prazo final para o envio de pré-propostas ao Consórcio M-ERA.NET, consultas de elegibilidade recebidas pela FAPESP depois de 24 de maio podem não ser respondidas em tempo hábil.

Cada proposta deverá ter um pesquisador responsável no Estado de São Paulo e envolver no mínimo três pesquisadores de pelo menos dois países diferentes, também participantes da chamada.

A chamada de propostas está publicada em: www.fapesp.br/11673.


Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data de Publicação: 13/04/2018
Publicação Original: http://www.fapesp.br/11675

terça-feira, 6 de março de 2018

Marco legal da inovação estreita relação entre instituições científicas e empresas

Marco legal da inovação estreita relação entre instituições científicas e empresas

Decreto que regulamenta lei nº 13.243 reconhece CT&I como atividade de risco e tem foco em resultados

O Decreto Federal nº 9.283, de 7 de fevereiro de 2018, que regulamentou a lei nº 13.243, de 11 de janeiro de 2016, foi recebido pela comunidade acadêmica e empresarial como “um passo importante” para aproximar instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e o setor produtivo, aumentar as chances de o conhecimento chegar às empresas e alavancar o desenvolvimento econômico e social.

“O novo marco legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) reconhece que ciência e tecnologia são atividades de risco e foca nos resultados, não nos procedimentos”, afirma Helena Nader, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “O decreto é relevante, com o melhor formato possível”, diz Zaira Turchi, presidente do Conselho das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás.

“Os atores do ecossistema de inovação terão mais segurança jurídica porque a regulamentação definiu orientações mínimas para a cooperação entre ICTs e o setor produtivo”, comenta Gianna Sagazio, superintendente nacional e diretora de Inovação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“O decreto desburocratiza o ambiente de pesquisa e, no âmbito dos estados, tem interface com as encomendas tecnológicas”, observa Francilene Garcia, presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e secretária executiva de Ciência e Tecnologia do Estado da Paraíba.

O decreto que regulamenta a lei dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento científico e tecnológico e altera artigos de outras quatro, incluindo a Lei nº 8.666: em seu artigo nº 61, por exemplo, dispensa de licitação a contratação de obras e serviços de engenharia enquadrados como produtos para pesquisa e desenvolvimento.

“O novo marco legal é o resultado de uma criação coletiva, que levou dois anos para ser confeccionado. Enquanto a lei nº 13.243 tem 18 artigos, o decreto que a regulamenta tem 86, com o objetivo de clarear e oferecer segurança jurídica aos atores do sistema”, afirma Alvaro Prata, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O decreto autoriza, por exemplo, as instituições públicas a ceder diretamente a empresas o uso de imóveis para a instalação de “ambientes promotores da inovação” – parques tecnológicos, aceleradoras, entre outros –; flexibiliza as regras de transferência de tecnologia de ICTs para o setor privado; e possibilita que as instituições públicas participem minoritariamente do capital da empresa, de forma direta ou indireta, por meio de fundos de investimentos constituídos com recursos próprios ou de terceiros, entre outras medidas.

“Se uma universidade tem determinada tecnologia, pode entrar como sócia de um empreendimento disposto a levá-la ao mercado”, exemplifica Jorge Campagnolo, diretor do Departamento de Políticas e Programas de Apoio à Inovação do MCTIC.

Também amplia mecanismos de subvenção a micro, pequena e média empresas, implantando, entre outras medidas, o bônus tecnológico, destinado ao pagamento de contratação de serviços tecnológicos; além de autorizar que a subvenção econômica possa ser utilizada pelas empresas tanto para o financiamento de atividades de pesquisa como para despesas de capital.

“Alguns entraves foram solucionados pelo marco legal e ratificados pela regulamentação”, afirma a diretora de Inovação do IEL/CNI, citando a possibilidade de o Estado contratar diretamente ICTs ou empresas para a realização de atividades de pesquisas, desenvolvimento e inovação (P,D&I).

“Outro ganho importante é a isenção ou redução do imposto de importação para empresas na execução de projetos”, disse Sagazio, embora lamente o veto presidencial ao artigo da lei nº 13.243 que previa a igualdade entre ICTs e empresas no que diz respeito a essa questão.

Francilene Garcia, presidente do Consecti, espera que o governo reexamine alguns dos oito vetos à lei nº 13.243, demonstrando assim a mesma disposição “ao diálogo propositivo” que pautou os debates sobre o decreto. Um desses vetos, ela menciona, distinguiu instituições privadas e públicas no que diz respeito à concessão e isenção de impostos sobre bolsas. “Bolsas são um direito de qualquer cidadão, esteja ele vinculado a instituições públicas ou privadas”, argumenta.

Representantes da academia, do setor público e das empresas temem, no entanto, que a “burocracia” coloque entraves que, na avaliação de Sagazio, “só serão notados no dia a dia da aplicação da nova lei”.

Turchi preocupa-se com a “interpretação” que os órgãos de controle farão da nova lei. “Há questões que constam em lei há 10 anos. Se os tribunais e órgãos de controle não entenderem e não assimilarem as mudanças, as instituições ficarão reféns de interpretações. E esse é um ponto crucial. O rigorismo do controle contamina também as universidades, e os pesquisadores acabam tendo que dedicar parte do tempo de pesquisa para lidar com questões que não são de fundo”, disse.

Órgãos de controle

“É preciso tempo para assimilar tudo”, avalia Prata. O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC adianta que uma série de providências está em curso para dar suporte ao novo marco legal de CT&I, envolvendo os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Planejamento e Gestão.

Ele cita o exemplo do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), iniciativa do Governo Federal responsável por todo o ciclo de vida dos convênios, contratos de repasse e termos de parceria, no qual são registrados os atos, desde a formalização da proposta até a prestação de contas final. “O sistema terá um módulo especial para CT&I. A lei e o decreto permitem isso”, disse.

Prata também conta que estão sendo elaborados guias para esclarecer os atores envolvidos. “A própria Advocacia Geral da União e procuradores com atuação na área de CT&I precisam estar preparados para defender as medidas previstas no novo marco legal”, afirma. E adianta que as consultorias jurídicas do MCTIC e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) já estão trabalhando na elaboração de documento para municiar os procuradores de forma a “fazer valer o decreto em sua plenitude”.

Há um guia também para os setores industriais, envolvendo a CNI, Movimento Empresarial pela Inovação (MEI) e a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). “A indústria precisa saber que pode fazer parcerias com as ICTs, criar startups públicas e privadas”, exemplifica Prata. “O setor empresarial precisa perceber a dimensão dada pelo decreto.”

A recomendação vale para as ICTs, que, segundo ele, precisam saber que podem convidar empresas para compartilhar espaço público, e para os pesquisadores, que “têm que ter conhecimento de que podem transferir despesas de custeio para capital” em percentual correspondente a 20% do valor contratado sem autorização da concedente. “Na hora da prestação de contas o importante é o resultado.”

Prata recomenda ainda que as agências de fomento “cobrem” das instituições de pesquisa e de pesquisadores uma maior atenção às iniciativas autorizadas pelo decreto de forma a ampliar o escopo do projeto na perspectiva do resultado.

A especificidade da CT&I

Helena Nader – que, ao longo de três mandatos (2011-2017) à frente da SBPC, participou ativamente das negociações para o estabelecimento do novo marco legal – reconhece que os avanços da legislação traduzem um novo entendimento da “especificidade” das atividades de C,T&I. “O ponto crucial é o reconhecimento de que se trata de atividades diferentes de qualquer outra: envolvem risco e, portanto, exigem uma avaliação diferente de resultados”, disse.

A rigor, ela sublinha, o caráter particular das pesquisas voltadas à inovação foi reconhecido em 2015, quando a Emenda Constitucional nº 85, de 26 de fevereiro, atualizou o “tratamento” das atividades de C,T&I, reconhecimento consubstanciado na Lei 13.243, de 11 janeiro de 2016, que alterou nove leis nos termos da Emenda 85.

“A Lei reuniu orientações até então dispersas, com a perspectiva de que C,T&I envolve risco e é diferente, por exemplo, da construção de uma estrada”, comparou a ex-presidente da SBPC. “O Decreto nº 9.283, ao regulamentar a Lei de 2016, entre outras leis, reflete isso.”

Nessa perspectiva, o novo marco legal da C,T&I, por exemplo, não prevê ressarcimento quando as metas de P&D não são atingidas “em razão do risco tecnológico, desde que fundamentadas e aceitas pela concedente”, de acordo com o artigo 47. E se, ao longo do andamento da pesquisa, houver a necessidade de adquirir um equipamento ou contratar um serviço, não previstos no plano original, “o pesquisador pode remanejar recursos de uma rubrica para outra até o limite estabelecido pela legislação”, acrescenta Turchi.

De acordo com a presidente do Consitec, Francilene Garcia, a nova legislação define claramente o conceito de ecossistema e entende que o fluxo de iniciativas em CT&I precisa de uma trilha diferente. “Experimentos com organismos vivos para o desenvolvimento de vacinas, por exemplo, não devem seguir as mesmas regras utilizadas para a importação de commodities”, disse.

Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, observa que a preocupação com os recursos para a CT&I é, em geral, o foco das atenções, já que são essenciais, “ainda mais nos dias de hoje”. Mas ressalta que “o ambiente institucional é um aspecto central de qualquer sistema de inovação. O exemplo norte-americano revela isto com clareza, no incentivo às parcerias e à comercialização dos resultados da pesquisa, ou ainda na natureza privada não lucrativa de suas melhores universidades e laboratórios. A Lei Francesa de inovação é outro exemplo. Tudo isto inspirou inovações institucionais pelo mundo inteiro”.

E continua: “Em 2001, na Conferência Nacional de CT&I fizemos uma primeira discussão organizada desta questão e debatemos a primeira versão da Lei de Inovação que finalmente foi aprovada em 2004. Agora damos mais um passo importante para modernizar nosso sistema de inovação. O fundamental daqui para frente será exercitar as possibilidades abertas pelo novo marco legal. Estas coisas não são automáticas”.

Na avaliação de Pacheco, o marco legal cria “possibilidades” que têm de ser postas em práticas pelos atores e que precisam ser fomentadas pelas agências. “Com o tempo vamos poder experimentar essas novas soluções, testá-las e verificar sua eficácia. E ter sempre em mente que isto é uma construção, que de tempos em tempos tem de ser revisitada. O essencial é ir em frente.”

Marcos regulatórios estaduais

O novo marco legal da pesquisa científica e tecnológica e inovação está na pauta da próxima reunião do Confap, de 7 a 9 de março, em Santa Catarina. “Vamos discutir os desdobramentos da legislação nos estados, afirma Turchi. “Com exceção de São Paulo e Minas Gerais, que já reviram os seus marcos regulatórios à luz da Lei 13.243, os marcos regulatórios dos demais terão que ser revistos”, afirma a presidente do Conselho das FAPs.

“Em grande parte dos estados, a lei de inovação precisa ser atualizada e, em alguns deles, precisa ser criada, incorporando aspectos do novo marco legal”, acrescenta a presidente do Consecti, Francilene Garcia, que, junto com o Confap, atua para a sua implementação em todo o território nacional.

“O decreto abre inúmeras possiblidades que precisam ser implementadas”, reitera Prata. “Os estados mais conservadores serão pressionados pelas instituições para que avancem utilizando o decreto. Do mesmo modo que foram forçados a criar FAPs e as Secretarias de Ciência e Tecnologia, serão levados a utilizar elementos do novo marco legal para fazer avançar a CT&I”, ele prevê.

As atividades de C,T&I em São Paulo foram regulamentadas pelo Decreto nº 62.817, de 4 de setembro de 2017. O texto foi elaborado por um grupo de trabalho formado por 14 especialistas e representantes das Instituições Científicas e Tecnológicas do Estado (ICTESPs), entre eles um representante da FAPESP, o diretor administrativo Fernando Menezes, que participou na condição de membro designado.

“O decreto paulista já prevê a dispensa de licitação para compra de insumos para projetos de pesquisa científica e tecnológica e a possibilidade de as universidades e instituições de pesquisa compartilharem o uso de laboratórios, equipamentos e demais instalações com empresas para a realização de pesquisa”, afirma Menezes.

A legislação paulista também proporciona maior segurança jurídica aos pesquisadores de instituições de pesquisa do estado ao estabelecer parcerias de P&D com o setor privado. Permite, por exemplo, que pesquisadores tenham participação nos ganhos econômicos dos licenciamentos de tecnologias e que tenham a possibilidade de se licenciar para constituir empresas ou prestar consultoria técnico-científica, por exemplo.

O decreto paulista contempla, ainda, a internacionalização das ICTs públicas que estão autorizadas a executar atividades, a alocar recursos humanos e enviar equipamentos para o exterior, entre outras iniciativas.

Autor: Claudia Izique
Fonte: Agência FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data de Publicação: 02/03/2018
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/marco_legal_da_inovacao_estreita_relacao_entre_instituicoes_cientificas_e_empresas/27239/

Springer lança livro sobre derivados de celulose com autor brasileiro

O livro Cellulose Derivatives Synthesis, Structure, and Properties, que acaba de ser lançado pela editora alemã Springer, tem como um de seus três autores o professor Omar Abou El Seoud, do Instituto de Química da USP e coordenador de Projeto Temático apoiado pela FAPESP.

No livro, que integra a coleção Springer Series on Polymer and Composite Materials, El Seoud e os pesquisadores alemães Thomas Heinze e Andreas Koschella reúnem em 523 páginas o tema da celulose e seus derivados, com textos dirigidos não somente para especialistas e pesquisadores iniciantes no tema, mas também para alunos de graduação e de pós-graduação.

A obra faz um resumo de progressos recentes na química de celulose, destacando importantes desenvolvimentos e a questão da sustentabilidade. São descritas conquistas recentes, como métodos não convencionais para a síntese de derivados, a introdução de novos solventes e o uso de nanopartículas para aplicações específicas.

“O tema do livro tem importante impacto socioeconômico no mundo. As fibras naturais como o algodão serão sempre procuradas pelo consumidor, em particular em países quentes e relativamente úmidos devido às propriedades excelentes dessas fibras, como a absorção da umidade e do suor do corpo. Entretanto, por volta de 2030 o mundo enfrentará o que se tem chamado de ‘lacuna de celulose’ devido ao aumento da demanda de fibras com base em celulose não acompanhada pela produção de algodão. Não há terra disponível para cultivar o algodão, uma planta que precisa de muita irrigação”, disse El Seoud à Agência FAPESP.

Uma solução seria aumentar a produção de fibras naturais modificadas. El Seoud explica que na fabricação da viscose, por exemplo, usa-se celulose com base em madeira, que é transformada em líquido viscoso (xantato de celulose, de onde veio a palavra viscose).

El Seoud ressalta que, embora o Brasil seja um dos maiores produtores da celulose com base em madeira (a chamada “pasta de celulose”), o país deixou de fabricar viscose em 2013.

“Outro derivado de celulose em que a produção brasileira é muito inferior à demanda é o carboximetil celulose, usado nas indústrias farmacêutica, de alimentos, de petróleo, tintas e outras. Ou seja, a situação não é diferente de outros setores, produzimos matéria-prima (pasta de celulose), mas não derivados de alto valor agregado”, disse.

O livro também trata de outros derivados da celulose, de uso especial e alto custo, como em medicina, caso de membranas de hemodiálise ou de suportes para enzimas usadas em análises clínicas.

El Seoud conta que há alguns grupos de pesquisa trabalhando sobre o tema dos derivados de celulose no Brasil, como na USP, em São Paulo e em São Carlos.

O livro, em inglês, pode ser comprado em versão digital no site da editora, em www.springer.com/br/book/9783319731674.



Obra destaca a síntese de fibras naturais modificadas, que podem solucionar o problema causado pelo aumento na demanda de fibras com base em celulose não acompanhada pela produção de algodão.


Autor: Agência FAPESP
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data de Publicação: 06/03/2018
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/springer_lanca_livro_sobre_derivados_de_celulose_com_autor_brasileiro/27256/

sexta-feira, 2 de março de 2018

Febre amarela: país tem 723 casos confirmados e 237 mortes desde julho, diz ministério




Imunização contra febre amarela em Lauro de Freitas, Bahia (Foto: Lucas Lins/ Prefeitura de Lauro de Freitas)


O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (1º) que no período de 1º de julho do ano passado a até 28 de fevereiro deste ano foram confirmados 723 casos de febre amarela no país, com 237 mortes.


Ao todo, foram notificados 2.867 casos suspeitos, sendo que 1.359 foram descartados e 785 permanecem em investigação no mesmo período. No ano passado, de julho de 2016 até 28 fevereiro de 2017, eram 576 casos confirmados e 184 óbitos confirmados.


O boletim anterior, divulgado em 25 de fevereiro, tinha 130 casos confirmados e 53 mortes. Mas isso não significa que as mortes e novos casos ocorreram na última semana -- apenas que novos dados foram enviados pelas secretarias estaduais ao ministério, mesmo que de semanas e meses anteriores.


Estados com casos confirmados de febre amarela

Estado Casos Mortes
Minas Gerais 314 103
São Paulo 307 95
Rio de Janeiro 96 38
Espírito Santo 5 -
Distrito Federal 1 1

Fonte: Ministério da Saúde


Casos absolutos e incidência


O ministério aponta que os casos absolutos do atual período de monitoramento são superiores ao do ano anterior, mas o vírus da febre amarela hoje circula em regiões metropolitanas do país onde vivem 32,3 milhões de pessoas que moram, inclusive, em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina. No ano anterior, o surto atingiu uma população de 8 milhões de pessoas, menor que a atual. Desta maneira, considera-se que a incidência da doença no atual período é menor que no período passado.


A incidência da doença no período de monitoramento 2017/2018, até 28 de fevereiro, é de 2,2 casos para 100 mil/habitantes. Já no ano anterior, no período 2016/2017, a incidência foi de 7,1/100 mil habitantes.


Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.




Entenda como ocorre a infecção e quais são os sintomas da febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)




Devo me vacinar agora? (Foto: Infografia: Roberta Jaworski/G1)

Autor: G1 Globo Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 01/03/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/febre-amarela-pais-tem-723-casos-confirmados-e-237-mortes-desde-julho.ghtml

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Ministério da Saúde alerta para ampliação de cobertura vacinal

O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação da população dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo durante a campanha contra febre amarela. Dados preliminares dos dois estados apontam que, até a última quinta-feira (15/2), 3,95 milhões de pessoas foram vacinadas, sendo 3,6 milhões com doses fracionadas e 356,8 mil com doses padrão. O número corresponde a 19,3% do público-alvo previsto no Sudeste. A recomendação é que os estados continuem vacinando até atingir alta cobertura. Confira apresentação.

“A vacina é a medida mais eficaz para combater a doença e evitar casos e mortes. Por isso é necessário que toda a população que vive nos municípios onde a campanha está ocorrendo procure se vacinar. O vírus da febre amarela tem acometido pessoas que vivem em regiões próximas a matas e que nunca se vacinaram contra a febre amarela, ou seja, suscetíveis para a doença”, alertou o ministro da Saúde Ricardo Barros.

A previsão é que sejam vacinadas 20,5 milhões de pessoas no Sudeste, sendo 10,3 milhões em 54 municípios de São Paulo e 10 milhões em 15 municípios do Rio de Janeiro. Devido à baixa procura da população para a vacinação contra a febre amarela, o estado do Rio prorrogou a campanha. No estado, 1,22 milhão de pessoas foram vacinadas (12%), sendo 963,5 mil com a fracionada e 257 mil com a padrão. Em São Paulo, a previsão para o término da campanha é neste sábado (17/2), quando acontece o Dia D de Mobilização. O estado vai avaliar a necessidade de prorrogação da campanha após essa data. No total, 2,7 milhões de paulistas foram vacinados, o que representa 26% do público-alvo, sendo 2,6 milhões de pessoas com a fracionada e 99,8 mil com a padrão.

Na Bahia, a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela terá início na próxima segunda-feira (19). O estado pretende vacinar 3,3 milhões de pessoas em 8 municípios. Para auxiliar os estados e municípios na realização da campanha, o Ministério da Saúde repassou aos estados R$ 54 milhões. Desse total, R$ 15,8 milhões para São Paulo; R$ 30 milhões para Rio de Janeiro e R$ 8,2 milhões para a Bahia. Para atender exclusivamente à demanda da campanha de fracionamento, o Ministério da Saúde distribuiu 14,9 milhões de doses da vacina de febre amarela aos estados do Rio de Janeiro (4,7 milhões), Bahia (300 mil) e São Paulo (9,9milhões). Também foram enviadas 15 milhões de seringas aos estados, sendo 5,2 milhões para o Rio de Janeiro, 500 mil para a Bahia e 9,3 milhões para São Paulo.

Para a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Ana Goretti, as pessoas que mais precisam da vacina são as que acabam não procurando as unidades de saúde. “O que percebemos em relação à resistência na vacinação é o que acontece com outras vacinas que é a dificuldade do homem, adulto jovem, que mora perto de matas, em buscar uma unidade de saúde para se vacinar. É fundamental que essas pessoas, que são mais vulneráveis, se vacinem para aumentar as coberturas vacinais e garantir uma população devidamente protegida contra o vírus da febre amarela”, concluiu Ana Goretti.

A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou às Unidades da Federação o quantitativo de aproximadamente 64,5 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 54,3 milhões de doses, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação, sendo 22,7 milhões (SP), 12 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,9 milhões (BA).

Pesquisa

O Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Ministério da Saúde, conseguiu detectar o vírus da febre amarela em mosquitos Aedes albopictus(popularmente conhecido como Tigre Asiático). Os mosquitos, que vivem em áreas rurais e urbanas, foram capturados em 2017, em áreas rurais próximas dos municípios de Itueta e Alvarenga, em Minas Gerais. Novos estudos são necessários para confirmar agora a capacidade vetorial (transmissão) do Aedes albopictus, pois o encontro do vírus no mosquito não significa necessariamente que ele adquiriu o papel de transmissor da doença.

O Ministério da Saúde está apoiando o IEC e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que também participou da pesquisa, na nova fase do estudo que culminará em novas capturas de mosquitos e avaliação do potencial de transmissão da doença.

“O encontro do vírus no mosquito Aedes albopictus não significa necessariamente que ele adquiriu o papel de transmissor da febre amarela. Por isso é preciso voltar a essas áreas para uma nova coleta de mosquitos e avaliar a capacidade de transmissão deles”, explicou o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos, que concluiu descrevendo o cenário do Brasil com a febre amarela. “O que está ocorrendo no Brasil é que os casos de febre amarela estão ocorrendo em áreas onde não era recomendada a vacinação, portanto as pessoas estão suscetíveis porque não eram vacinadas. Por isso a importância de se vacinarem nessa campanha e evitarem casos e mortes pela doença”, concluiu.

O Ministério da Saúde reitera que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país e também não há registro de mosquitos Aedes aegypti infectados com o vírus da febre amarela. Todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais, ou seja, a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.

A probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima por uma série de fatores: todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos, também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes; já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela. Além disso, há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas para adotar a vacinação oportunamente.

Casos

De 1º de julho de 2017 a 15 de fevereiro deste ano foram confirmados 407 casos de febre amarela no país, sendo 183 em São Paulo, 157 em Minas Gerais, 68 no Rio de Janeiro e 1 caso no Distrito Federal. Também foram registrados 118 óbitos em todo o país, 44 em Minas Gerais, 46 em São Paulo, 27 no Rio de Janeiro e uma morte no Distrito Federal. No mesmo período do ano passado, 532 casos e 166 óbitos foram confirmados. Os dados são preliminares e um novo boletim será divulgado nesta sexta-feira (16/2).

Autor: Amanda Mendes
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 16/02/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/ministerio-da-saude-alerta-para-ampliacao-de-cobertura-vacinal

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Workshops em São Paulo e na Alemanha recebem submissão de trabalhos


















Eventos em São Paulo e em Eichstätt têm apoio da FAPESP e do Centro Universitário da Baviera para América Latina. Envio de resumos até 15 de junho (foto: KU)

Dois workshops com o tema “Bavaria and São Paulo: the making of knowledge, science, arts – an entanglement perspective” reunirão pesquisadores de instituições do Estado de São Paulo e da Baviera.

O primeiro será realizado em São Paulo, na USP, de 8 a 11 de outubro de 2018. O segundo ocorrerá na Katholische Universität Eichstätt-Ingolstatt (KU), em Eichstätt, Alemanha, de 7 a 10 de outubro de 2019.

Os eventos foram selecionados em chamada de propostas conjunta entre a FAPESP e o Ministério de Estado de Ciências, Pesquisa e das Artes do Estado Livre da Baviera (StMBW) – representado pelo Centro Universitário da Baviera para América Latina (Baylat).

Segundo os organizadores, o ponto de partida dos workshops está representado pelas expedições científicas na primeira metade do século 19, como as conduzidas por Johann Moritz Rugendas, Friedrich Sellow, Johann Baptist von Spix, Carl Friedrich Philipp von Martius, Johann Emanuel Pohl, Georg Heinrich von Langsdorff e Thomas Ender.

O projeto dos workshops está recebendo resumos de trabalhos para os interessados em participar dos eventos. Pesquisadores do Estado de São Paulo poderão se candidatar a terem as despesas pagas para participar do evento na Alemanha.

Os interessados em São Paulo deverão enviar resumos em inglês de trabalhos a serem apresentados nos dois workshops, juntamente com seus currículos, até 15 de junho de 2018, para o e-mail do professor Gildo Magalhães (gildomssantos@hotmail.com), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, coordenador dos eventos. Na Baviera, os resumos devem ser encaminhados ao professor Thomas Fischer, da KU (th.fischer@ku.de), que também coordena os workshops.

Os trabalhos poderão ser de diversas áreas, incluindo história, geografia, literatura, filosofia, estudos culturais, artes, etnologia, antropologia, biologia, linguística, arquitetura e economia. Os workshops serão conduzidos em inglês.

Entre os temas que poderão ser abordados pelos trabalhos estão “Analysis of political, social, economic contexts in Bavaria / Germany / Europe and São Paulo / Brazil / Americas”, “Cultural, scientific, and artistic interchanges; epistemological changes”, “Representations and images”, “The role of Bavaria and São Paulo in the scientific landscape in the 19th and 20th centuries” e “Travel and Migration: everyday life and material culture; visual culture; social interactions”.

Mais informações: www.agencia.fapesp.br/2018/workshopbaylat.pdf.

Autor: Fapesp
Fonte: Fapesp
Sítio Online da Publicação: Fapesp
Data de Publicação: 09/02/2017
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/workshops_em_sao_paulo_e_na_alemanha_recebem_submissao_de_trabalhos/27120/

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dose de vacina de febre amarela será fracionada em três estados





Entre fevereiro e março deste ano, 75 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. A iniciativa é do Ministério da Saúde em conjunto com os três estados e municípios e tem caráter excepcional. O Objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 19,7 milhões de pessoas destes municípios nos três estados deverão ser vacinadas na campanha, sendo 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias, pelos estados para evitar a circulação e expansão da doença. O anúncio da campanha foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros e pelos secretários estaduais de saúde de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, em Brasília, nesta terça-feira (09).

A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. O fracionamento da vacina da febre amarela é seguro, pois a mesma vacina é utilizada, só que em dose menor. A única diferença está no volume e no tempo de proteção. A dose padrão é de 0,5 Ml, enquanto a dose fracionada é de 0,1 Ml e protege por oito anos, segundo os últimos estudos realizados pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

ESTUDO DOCE FRACIONADA - Estudo recente feito pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) comprovou que a dose fracionada da vacina de febre amarela é eficaz por, pelo menos, 8 anos. O estudo de dose resposta avaliou 315 militares vacinados com a dose fracionada em 2009 e, após 8 anos, verificou-se a presença de anticorpos contra a doença em 85,3% dos participantes, semelhantes ao observado com a dose padrão neste mesmo período (88%).

Dessa forma, os resultados dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. O controle da epidemia na República Democrática do Congo pela OMS também utilizou 1/5 da dose Padrão da Vacina de Febre Amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz.

No estado de São Paulo, 4,9 milhões de pessoas receberão a dose fracionada e 1,4 milhão a dose padrão em 52 municípios. Já no Rio de Janeiro, 2,4 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 7,7 milhões a padrão em 15 municípios. Por fim, na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão em oito municípios. O período da campanha em São Paulo será de 03 a 24 de fevereiro, sendo os dias 03 e 24 (sábados) os dias D de mobilização da campanha. Já no Rio de Janeiro e Bahia, devido ao período do carnaval, as campanhas ocorrerão do dia 19 de fevereiro a 09 de março, sendo o dia 24/02 o dia D de mobilização.

AÇÕES - No estado de São Paulo, 4,9 milhões de pessoas receberão a dose fracionada e 1,4 milhão a dose padrão em 52 municípios. Já no Rio de Janeiro, 2,4 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 7,7 milhões a padrão em 15 municípios. Por fim, na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão em oito municípios. O período da campanha em São Paulo será de 03 a 24 de fevereiro, sendo os dias 3 e 24 (sábados) os dias D de mobilização da campanha. Já no Rio de Janeiro e Bahia, devido ao período do carnaval, as campanhas ocorrerão do dia 19 de fevereiro a 09 de março, sendo o dia 24/02 o dia D de mobilização.

Neste mês de janeiro, os estados e municípios irão treinar os profissionais de saúde e adequar a logística para realização do fracionamento. Para isso, o Ministério da Saúde deve repassar aos estados R$ 54 milhões do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra para auxiliar os estados na realização da campanha. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo e, até o fim deste mês, serão destinados R$ 30 milhões para o Rio de Janeiro e R$ 8,2 milhões para a Bahia.

PADRÃO E FRACIONADA - Alguns públicos não são indicados para receber a dose fracionada, portanto irão participar da campanha recebendo a dose padrão: crianças de 9 meses a menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia, pacientes com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajante internacional (devem apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação).

A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos de idade O público vacinado com a dose fracionada da vacina de febre amarela deverá retornar aos serviços de saúde após oito anos para receber uma dose de reforço. O Ministério da Saúde continuará realizando estudos na área para atualizar a validade da vacina fracionada. É importante informar que a vacina febre amarela é segura e que eventos adversos são extremamente raros, não havendo evidências de aumento dos eventos adversos graves quando se utiliza uma dose fracionada.

A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas. As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.

Para a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela, o Ministério da Saúde vai repassar aos estados 15 milhões de doses fracionadas e 4,7 milhões de doses padrão, que será suficiente para vacinar 19,7 milhões de pessoas. Ao longo de todo o ano de 2017, o Ministério da Saúde enviou aos estados 45 milhões de doses da vacina, tanto para a rotina de vacinação como para o reforço nos estados afetados pelo surto. Somente para MG, RJ, SP, ES e BA foram distribuídas 32,8 milhões de doses extras. Além disso, foram distribuídas 12,2 milhões de doses da vacina de febre amarela na rotina para todos os estados da federação.

O Plano Estratégico de Vacinação contra a Febre Amarela foi elaborado com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (CDC), e aprovado pelo grupo de trabalho do Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI) e especialistas.

DOSE FRACIONADA - Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a dose padrão da vacina de febre amarela, com 0,5 mL. Já para a dose fracionada são aplicados 0,1 mL, o que representa 1/5 da dose padrão. Um frasco com 5 doses da vacina de febre amarela, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50 pessoas.

O Ministério da Saúde distribuirá aos três estados 17,4 milhões de seringas para administração da dose fracionada (1 Ml) e etiquetas adesivas para serem fixadas nas cadernetas de vacinação com a informação de dose fracionada da vacina de febre amarela.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA – Com o slogan “Informação para todos, vacina para quem precisa”, a campanha publicitária do Ministério da Saúde, em parceria com os estados pretende chamar a atenção da população para a importância da vacinação em locais com risco de transmissão da doença. Neste ano, o enfoque também será dado para a segurança e eficácia da vacina de febre amarela fracionada.

A campanha será veiculada em TV, rádio, internet e mídia exterior segmentada em cada praça. Em São Paulo, a previsão de início da campanha é no dia 29 de janeiro. Já na Bahia e Rio de Janeiro, a campanha passará a ser transmitida no dia 14 de fevereiro.

CASOS - Os informes de febre amarela seguem a sazonalidade da doença que acontece, em sua maioria, no verão, sendo realizados de julho a junho de cada ano. No período de monitoramento (julho/2017 a junho/2018), até o dia 08 de janeiro deste ano, foram confirmados 11 casos de febre amarela, sendo oito no estado de São Paulo, um (01) no Rio de Janeiro, um (01) em Minas Gerais e um (01) no Distrito Federal. Quatro casos evoluíram para óbito, sendo dois em São Paulo, um (01) em Minas Gerais e um (01) no Distrito Federal. Ao todo, foram notificados 381 casos suspeitos de febre amarela em todo o país no período, sendo que 278 foram descartados e 92 permanecem em investigação.

Em relação ao surto que ocorreu no primeiro semestre de 2017, entre dezembro de 2016 e junho de 2017, foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela, o que representou a maior transmissão da doença das últimas décadas. A região Sudeste concentrou a grande maioria das notificações, com 764 casos confirmados, seguida das regiões Norte (10 casos confirmados) e Centro-Oeste (3 casos). As regiões Sul e Nordeste não tiveram confirmações.

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 08/01/2018




Autor: Amanda Mendes, da Agência Saúde / Ministério da Saúde
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data de Publicação: 09/01/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/dose-de-vacina-de-febre-amarela-sera-fracionada-em-tres-estados

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Especialistas identificam 142 lugares de importância geológica em 81 municípios do estado de São Paulo


Começou a circular uma lista de 142 sítios geológicos em 81 municípios do estado de São Paulo, organizada por um grupo de 30 especialistas de universidades, institutos de pesquisa e empresas, para incentivar sua preservação. Com o mesmo propósito, a Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (Sigep) apresentou em 2012 um levantamento nacional, com 116 sítios de relevância geológica, dos quais 16 em São Paulo.


O novo inventário contempla uma área com vestígios da exploração de ouro nos séculos XVI e XVII em uma mata na periferia do município de Guarulhos, na Grande São Paulo. “Neste local havia um veio de quartzo, com o qual o ouro estava associado”, descreve o geólogo Edson Barros, da prefeitura de Guarulhos, indicando o fundo de uma cavidade. Muros de pedras em meio à mata e túneis de escoamento de água constituem outros vestígios das primeiras minas de ouro abertas pelos portugueses no Brasil, no final do século XVI, 100 anos antes do início da mineração em Minas Gerais.

Descritos em um artigo publicado em janeiro deste ano na revista Geoheritage ,os sítios – ou geossítios – constituem lugares cientificamente relevantes. “Devem ser conservados pelos órgãos responsáveis de modo a preservar a história geológica do estado”, observa a geóloga Maria da Glória Motta Garcia, professora do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc-USP) e coordenadora do trabalho. “Na Europa, inventários desse tipo fundamentaram a criação ou adequação de leis para a proteção do patrimônio geológico.” Um dos autores do levantamento, o geólogo José Brilha, professor da Universidade do Minho, coordenou um inventário similar, concluído em 2010, que apresentou 320 geossítios em Portugal.

Com base no valor científico e nas políticas de conservação, sete geossítios já foram reconhecidos pelo governo do estado de São Paulo como monumentos geológicos do estado e estão abertos à visitação. Monumentos geológicos são geossítios que impressionam pela beleza ou pela importância cultural, como o Corcovado, no Rio de Janeiro, ou a Foz do Iguaçu, no Paraná. Rochas com sinais de geleiras de 260 milhões de anos estão conservadas em dois parques nos municípios de Itu e Salto. O morro do Diabo, com depósitos de arenitos formados há cerca de 80 milhões de anos, integra um parque estadual no município de Teodoro Sampaio, a 660 quilômetros (km) da capital.

Outros lugares, porém, estão bastante vulneráveis, como as rochas com icnofósseis – pegadas fósseis – no município de Rosana, que correm o risco de ser decompostas em razão da variação do nível da água em consequência da operação da Usina de Porto Primavera. “Os icnofósseis de Porto Primavera estão em antigos depósitos de areia, no interior de um grande deserto que existiu ali entre 90 milhões e 65 milhões de anos”, diz o geólogo Luiz Fernandes, professor da Universidade Federal do Paraná que participou do levantamento.

O geógrafo Rogério Rodrigues, diretor técnico do Núcleo de Monumentos Geológicos do Instituto Geológico de São Paulo, recomenda: “As equipes das prefeituras e os proprietários das áreas com sítios geológicos primeiramente devem adotar medidas de segurança e conservação, instalando cercas, portarias e infraestrutura para visitantes, antes de explorar o potencial turístico dos lugares”.

“No Brasil, falta uma legislação específica para a preservação dos patrimônios geológico e da geodiversidade”, afirma o geólogo Gustavo Beuttenmuller, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Mesmo assim, há avanços. Segundo o geólogo Oswaldo Landgraf Júnior, também da Secretaria do Verde, a prefeitura prevê a expansão do parque municipal cratera de Colônia, no bairro de Parelheiros, na capital, criado em 2007, para proteger as encostas e o interior de uma concavidade criada pelo impacto de um corpo celeste há cerca de 35 milhões de anos. Barros, com sua equipe e outros grupos, trabalha para preservar e dar visibilidade às estruturas geológicas e construções ligadas à mineração em Guarulhos.

O passado gravado nas rochas
Os geossítios representam a história geológica do estado de São Paulo

Clique nas imagens para ver as legendas






Clique para acessar a lista completa dos geossítios do estado de São Paulo.

Artigo científico
GARCIA, M. G. M. et al. The inventory of geological heritage of the state of São Paulo, Brazil: Methodological basis, results and perspectives. Geoheritage. No prelo. 2017.




Autor: CARLOS FIORAVANTI | ED. 257 |
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data de Publicação: JULHO 2017
Publicação Original: http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/07/18/patrimonio-de-bilhoes-de-anos/?cat=ciencia

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Campo investe em tecnologia e já tem até rebanho em nuvem na internet

O agronegócio brasileiro aumenta a cada ano sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) graças, sobretudo, à pesquisa e aos investimentos em tecnologia. De uma participação de 21% no PIB de 2014, a fatia cresceu para 23% em 2015 e deve aumentar 2% este ano, com um Valor Bruto de Produção de R$ 548 bilhões.


O agronegócio já corresponde a 48% do total de exportações brasileiras. No cenário interno, tem produzido grandes safras, o que tem ajudado a derrubar os índices de inflação. Hoje, o campo utiliza pesquisas avançadas como o emprego da nanotecnologia no controle de alimentos, redes de satélites e drones para levantamento de dados de solo e clima e até o rastreamento de rebanhos já é feito em tempo real, com informações disponibilizadas na nuvem da internet.

Para falar sobre os avanços em tecnologia, a Sputnik Brasil conversou com exclusividade com o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, nesta segunda-feira, quando foi aberto, em São Paulo, o Agronegócio Brasil 2017, um dos maiores eventos do setor. Segundo Lopes, nas últimas quatro décadas, o Brasil teve um avanço extraordinário do agronegócio.

"Em quatro décadas fomos capazes de sair de uma situação de dependência e insegurança alimentar para conseguir alimentar nossa população e projetar o Brasil como um grande provedor de alimentos para o mundo. Vivemos agora o início de outra revolução: o avanço tecnológico em áreas como a transformação digital, em tecnologias novas como a internet de alta velocidade e drones. Daqui a pouco, virá a inteligência artificial e a era dos big daters com a possibilidade de acumularmos volumes extraordinários de dados e informações", exemplifica Lopes.

O presidente da Embrapa prevê que o uso de novas tecnologias vai impactar a produção, permitir a oferta de alimentos de forma cada vez mais segura a custos mais baixos de forma sustentável com atenção cada vez maior ao meio ambiente. Segundo ele, as novas tecnologias dos sensores estão mudando a capacidade de monitorar os sistemas de produção. Ele exemplifica com o trabalho dos tratores, que podem receber sensores avançados que permitem acompanhar em tempo real como as lavouras estão produzindo, ajudar a monitorar pragas e doenças, além de instalar chips em um drone com algoritmos muito sofisticados que podem capturar informações precisas nas plantações, reduzindo o emprego de defensivos.


© SPUTNIK/ A. SOLOMONOV
Projeto russo de nanotecnologia é considerado melhor na Europa



Outros aplicativos são capazes de reunir dados de até 1.600 estações meteorológicas no país, apontando a melhor época de plantio para cada espécie, aumentado a produtividade das colheitas. Outros programas preveem índices de secas e geadas, bem como a quantidade de água no solo e até outros que recomendam o volume de capim oferecido aos bois por hectare.

O presidente da Embrapa cita a nanotecnologia como outro aspecto importante no desenvolvimento de novos projetos. Em 2018, deve chegar ao mercado um desses produtos desenvolvidos pela Embrapa, os nanobiosnacks de frutas, uma espécie de chip de batata frita, embora sem fritura, e também filmes biodegradáveis feitos de alimentos. Nanosensores colocados em tintas de impressão podem ser colocados em etiquetas de frutas, medindo a concentração de gás etileno, permitindo assim o consumidor saber o ponto de maturação do produto.

"Esses novos materiais vão nos permitir produzir moléculas que podem ser usadas para proteger a superfície dos alimentos, aumentado a vida de prateleira. Com o surgimento de aplicativos que podem ser usados através dos celulares, hoje acessamos programas sofisticados de computadores na nuvem com informações sobre clima, mercado, acionamos equipamentos a distância, na chamada internet das coisa, que combina equipamentos e estratégias de monitoramento com a internet”, detalha o dirigente. O presidente da Embrapa diz que um dos desafios é fazer que as novas tecnologias gerem produtos a custos acessíveis. Segundo ele, o custo de equipamentos e sensores tende a cair. 


JONAS OLIVEIRA/AEPR/FOTOS PÚBLICAS
Campo fértil para o agronegócio brasileiro em 2017


"A Embrapa está desenvolvendo o conceito de sensores vestíveis. Por exemplo, um cabresto que você pode colocar na cabeça do animal. Ali existem sensores que permitem o monitoramento das condições fisiológicas do animal, batimentos cardíacos, movimentação, se ele está indo frequentemente beber água ou se alimentar.”

Lopes observa que a Embrapa, como empresa pública, tem feito nos últimos anos um grande esforço para reduzir sua dependência dos recursos do Tesouro Nacional e para isso vem procurando ampliar suas parcerias tanto com entidades do governo quanto da iniciativa privada, totalizando hoje cerca de 400 acordos nacionais e internacionais. Além disso, tramita no Congresso projeto de lei para a criação de um braço da Embrapa no mercado de inovações tecnológicas chamado Embrapa Tec. Essa empresa poderia receber o grande acervo de ativos e conhecimentos da Embrapa e se preparar para ir ao mercado buscar mais associações e parcerias no setor privado.


Autora: sputniknews
Fonte: sputniknews
Sítio Online da Publicação: sputniknews
Data de Publicação: 27/11/2017
Publicação Original: https://br.sputniknews.com/noticias/201711279941224-agronegocio-investimento-nanotecnologia-drones-alimentos-sociedade/

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Áreas de expansão de cultivo da cana podem sofrer impactos das mudanças climáticas


As áreas de expansão de cultivo de cana-de-açúcar no país – compreendidas pelo extremo oeste do Estado de São Paulo e sul de Goiás – podem sofrer os impactos das mudanças climáticas previstos para essas regiões do Brasil, como o aumento da temperatura e da duração de períodos secos. A estimativa é de uma pesquisa feita na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).




Crises hídricas e aumento da disputa pela água podem dificultar a irrigação em períodos de estiagem, aponta estudo feito por pesquisadores da Unicamp (foto: CTBE / CNPEM)

Os principais resultados do trabalho, apoiado pela FAPESP, foram reunidos no livro Planejamento da produção de cana-de-açúcar no contexto das mudanças climáticas globais, lançado em agosto pela Editora Unicamp.

“O estudo envolveu pesquisadores não só da área agrícola, como também de demografia, saúde, política científica e tecnológica, engenharia genética e divulgação científica, uma vez que as mudanças climáticas representam um problema que precisa ser abordado de formas multi e interdisciplinar”, disse Jurandir Zullo Junior, pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

Os pesquisadores do Cepagri, em colaboração com colegas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade de São Paulo (USP), têm gerado nos últimos anos cenários de possíveis impactos das mudanças climáticas na agricultura brasileira para diferentes culturas, como o café, o milho e a soja.

Por meio do projeto apoiado pela FAPESP eles se propuseram a gerar cenários para a cana-de-açúcar, uma vez que há interesse na ampliação das áreas de plantio da cultura no país com o intuito de atender à demanda por etanol. “A cana sempre aparecia como a única cultura agrícola no Brasil que apresentava vantagens em um cenário de mudanças climáticas. Por isso, decidimos confirmar ou refutar essa hipótese ao gerar cenários que envolvessem não só a parte agrícola, mas também outras áreas, e que fossem úteis aos tomadores de decisão sobre políticas públicas voltadas à adaptação do setor sucroalcooleiro nacional às mudanças climáticas”, disse Zullo.

Os pesquisadores estimaram os possíveis impactos das mudanças no clima na produtividade da cana em três áreas: na região de Ribeirão Preto – considerada uma área tradicional de plantio da cultura –, no extremo oeste de São Paulo e no sul de Goiás, denominadas regiões de expansão de produção da cana.

Segundo Zullo, nessas regiões de expansão tem sido observado um aumento da produção de cana em comparação com outras culturas agrícolas, principalmente em áreas antes destinadas à pecuária.

“Constatamos que tem ocorrido uma expansão da produção de cana nessas regiões, especialmente no sul de Goiás, que tem sido muito incentivada pelos próprios governos municipais, porque é uma forma de captarem um volume significativo de recursos para suas cidades”, disse.

As análises das simulações de cenários indicaram que a região tradicional de cultivo de cana não deve ter problemas relacionados a mudanças climáticas.

O problema maior nessa região, segundo os pesquisadores, é o de planejamento e escoamento da produção. “Há áreas produtivas de cana naquela região onde estão concentradas 14 usinas produzindo e competindo pela venda de etanol. Isso é prejudicial porque acaba tendo impacto no preço do produto”, disse Zullo.

Já as áreas de expansão da cana devem sofrer os impactos das mudanças climáticas, uma vez que necessitam da chamada “irrigação de salvamento” durante o período de estiagem, indicam os pesquisadores.

“Considerando o atual cenário de crises hídricas no país e de disputa pela água, essas regiões enfrentarão o desafio de assegurar água para irrigação de lavouras de cana e de outras culturas e, ao mesmo tempo, manter o abastecimento residencial e industrial”, disse Zullo.

Os pesquisadores também observaram que não tem havido uma preocupação dos programas de melhoramento genético da cana em desenvolver variedades mais bem adaptadas às mudanças climáticas.

“Os programas de melhoramento genético têm pensado mais em curto prazo, em questões como melhorias da produtividade, resistência a pragas ou adaptar uma variedade para uma região nova de cultivo. Mas nós não observamos uma preocupação de mais longo prazo, como desenvolver uma variedade mais adaptada aos estresses hídrico e térmico”, disse Zullo.

Planejamento da produção de cana-de-açúcar no contexto das mudanças climáticas globais
Organizadores: Jurandir Zullo Junior, André Furtado e Claudia Castellanos Pfeiffer
Lançamento: 2017
Preço: R$ 68,00
Páginas: 392
Mais informações: www.editoraunicamp.com.br/produto_detalhe.asp?id=1114




Autora: Elton Alisson
Fonte: Agência FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data de Publicação: 14/11/2017
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/reas_de_expansao_de_cultivo_da_cana_podem_sofrer_impactos_das_mudancas_climaticas/26631/

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Exposição “Aedes: que mosquito é esse?” chega ao Sesc São Paulo



Fonte: Museu da Vida/Fiocruz


Buscar, identificar e capturar o mosquito Aedes aegypti numa espécie de caça ao inseto. Acompanhar o voo do mosquito dentro de um apartamento por meio de óculos Virtual Reality (VR). Esses jogos e outras atividades compõem a exposição Aedes: que mosquito é esse?, produzida pelo Museu da Vida com patrocínio da Sanofi que está em cartaz até 15 de dezembro no Sesc São Paulo, unidade Florêncio de Abreu.

Dividida em seis módulos - como “Dengue”; “Zika”; “Chikungunya”; “Os vírus - por dentro dos vírus" e "Um mosquito doméstico – o zumzumzum da questão" -, a mostra passeia pelo universo do inseto e usa tecnologia de última geração e material multimídia. A iniciativa é apoiada pela Rede Dengue, Zika e Chikungunya da Fiocruz, que coordena diversas ações integradas para o controle do Aedes na instituição.

Uma escultura de mosquito fêmea com mais de dois metros – criação do artista plástico Ricardo Fernandes – recepciona o visitante para estimulá-lo a explorar diferentes partes do Aedes. Sensores de proximidade distribuídos pelo modelo 3D, ao serem acionados pelo público, projetam informações em uma tela sobre a anatomia e outros detalhes do mosquito.



Passeando pela mostra, o público encontrará diversas atividades interativas, entre elas o “Quintal Interativo”, em que é possível observar, com lupas, o ciclo de vida do mosquito, desde o ovo até a fase adulta. Além disso, a ideia é encontrar potenciais criadouros do vetor, como pneus, caixas d’água destampadas e garrafas armazenadas de maneira incorreta.

Já o jogo “Detetive da Dengue” apresenta cenários com possíveis criadouros: o participante deve identificá-los e tocá-los para eliminar a ameaça. Quem encontrar e bloquear mais focos ganha a partida e acumula pontos para a próxima fase, com nova missão. Ainda na exposição, o público poderá assistir aos documentários "O mundo macro e micro do mosquito Aedes aegypti – para combatê-lo é preciso conhecê-lo" e "Aedes aegypti e Aedes albopictus: uma ameaça nos trópicos", dirigidos por Genilton José Vieira, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
Serviço

Aedes: que mosquito é esse?
Entrada gratuita
Local: Sesc Florêncio de Abreu. Rua Florêncio de Abreu, 305/315 – Centro - São Paulo
Abertura para o público: 5 de outubro a 15 de dezembro
Atendimento: segunda a sexta, das 10 às 19h
Informações: (11) 3329-2800 e sescsp.org.br/florenciodeabreu
Agendamento de grupos monitorado – Inscricoes@florenciodeabreu.sescsp.org.br




Autora: Museu da Vida/Fiocruz
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 16/11/2017
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/exposicao-aedes-que-mosquito-e-esse-chega-ao-sesc-sao-paulo

terça-feira, 14 de novembro de 2017

FAPESP tem nova chamada com BBSRC

A FAPESP e o Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), um dos Conselhos de Pesquisa britânicos, anunciam oportunidade de financiamento para projetos colaborativos entre pesquisadores do Estado de São Paulo e do Reino Unido.


Instituições recebem propostas de pesquisas em resistência microbiana e resistência de pragas a inseticidas na agricultura. Consulta de eligibilidade foi prorrogada para até 15/11


Na chamada “BBSRC-FAPESP Anti-Microbial Resistance - AMR and Insect Pest Resistance in Agriculture”, o foco está em pesquisas sobre resistência microbiana e resistência de pragas a inseticidas na agricultura. A oportunidade conta com apoio do Newton Fund.

A chamada está organizada em duas fases, sendo a primeira voltada a propostas para auxílios de curto prazo (até 12 meses). FAPESP e BBSRC pretendem selecionar em torno de 10 propostas nesta primeira fase, cujo objetivo é formar novas colaborações e/ou fortalecer colaborações existentes e relacionadas ao tema.

Espera-se que os pesquisadores selecionados na primeira fase visem a elaboração de propostas completas de pesquisa (com duração de dois anos), a serem submetidas na segunda fase da chamada, em 2018. Para submissão à FAPESP, serão considerados elegíveis os pesquisadores formalmente vinculados a instituições de ensino superior ou pesquisa no Estado de São Paulo e que atendam os critérios de elegibilidade da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

A submissão das propostas deverá ser realizada pelos dois pesquisadores envolvidos como pesquisadores responsáveis (em São Paulo e no Reino Unido).

Para participação na chamada, é necessário consultar a FAPESP sobre a elegibilidade até o dia 15 de novembro. O prazo original terminaria em 6 de novembro, mas, devido a um erro no item 5, subitem 5.1 – o orçamento total solicitado à FAPESP no Estágio I não poderá ser superior a R$ 140.000,00 por projeto e não R$ 40.000,00, como constava inicialmente –, foi prorrogado para 15 de novembro. Os pesquisadores que já consultaram a elegibilidade poderão ajustar o orçamento solicitado no momento da submissão.

O prazo final para submissão na primeira etapa é 6 de dezembro de 2017.

Instruções detalhadas sobre escopo científico das propostas, submissão de projetos e cronograma estão disponíveis (em inglês) na página da chamada: www.fapesp.br/en/11275.

Orientações específicas sobre a chamada, para pesquisadores do Estado de São Paulo, estão disponíveis em www.fapesp.br/11284.




Autora: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data de Publicação: 10/11/2017
Publicação Original: http://www.fapesp.br/11298

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Roche abre as portas da sede em São Paulo para mostrar o laboratório do futuro

Reforçando seu compromisso em ampliar o acesso à inovação e estar à frente das tendências de mercado de tecnologias e soluções para diagnóstico in vitro, a Roche Diagnóstica Brasilabre as portas de sua sede no Jaguaré, em São Paulo, para apresentar o laboratório do futuro. A empresa, que faz parte do Grupo Roche e é líder mundial em soluções para diagnóstico in vitro, investiu mais de R$5 milhões na reestruturação de suas instalações para aproximar seus clientes, profissionais de saúde e população de suas soluções proporcionando uma experiência única ao expor seu mais amplo portfólio de maneira inovadora.



Ao todo, estarão expostos mais de 40 equipamentos automatizados instalados de forma integrada para simular um laboratório de análises clínicas moderno, eficiente e com a excelência da marca Roche. Fotos: Wagner Wada


O RocheXPERIENCE, como é chamado, é o primeiro showroom integrado da América Latina e o terceiro do mundo. Com ele, a Roche Diagnóstica pretende ampliar cada vez mais o acesso a tecnologias e testes inovadores de alta qualidade oferecendo aos visitantes a oportunidade de interação com equipamentos de última geração que são lançados globalmente.

Ao todo, estarão expostos mais de 40 equipamentos automatizados instalados de forma integrada para simular um laboratório de análises clínicas moderno, eficiente e com a excelência da marca Roche. O visitante também terá a oportunidade de interagir e entender o funcionamento de diferentes laboratórios e equipamentos por meio de tecnologias de realidade virtual, adaptados desde pequeno porte até um espaço completo para locais com grande demanda de exames.

“Este é o primeiro showroom da Roche na América Latina dedicado a apresentar o que há de melhor e mais eficiente para aprimorar as análises clínicas, oferecendo tecnologias e soluções que tornam o laboratório do futuro uma realidade para o país”, reforça Christian Paetzke, presidente da Roche Diagnóstica Brasil. “É um grande passo para nos aproximar de nossos clientes, profissionais de saúde e população, reforçando o potencial da Roche em promover acesso ao que há de mais inovador no mercado de diagnóstico in vitro. Todas as nossas soluções oferecem a excelência da marca seguindo as necessidades de cada local e buscam aprimorar a saúde em nosso país”, reforça Ana Grubba, diretora de marketing da Roche Diagnóstica Brasil.

Além de tornar real o laboratório do futuro, o espaço funcionará como um centro de treinamento técnico e, futuramente, poderá receber projetos especiais ligados à capacitação de jovens estudantes e futuros profissionais da saúde.


Autora: LabNetwork
Fonte: LabNetwork
Sítio Online da Publicação: LabNetwork
Data de Publicação: 07/11/2017
Publicação Original: http://www.labnetwork.com.br/noticias/roche-abre-as-portas-da-sede-em-sao-paulo-para-mostrar-o-laboratorio-do-futuro/

terça-feira, 7 de novembro de 2017

FAPESP abre quarta chamada de propostas do SPRINT em 2017

A FAPESP anuncia a quarta chamada de propostas de 2017 da modalidade SPRINT – São Paulo Researchers in International Collaboration.



A chamada visa promover o engajamento de pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e pesquisa no Estado de São Paulo com pesquisadores parceiros no exterior, para avançarem qualitativamente em projetos em andamento e trabalharem cooperativamente visando à elaboração de projetos conjuntos de médio e longo prazo.

A nova chamada estabelece condições para a submissão de propostas de mobilidade entre pesquisadores do Estado de São Paulo e de 10 instituições de ensino e pesquisa no exterior, com as quais a FAPESP mantém acordo de cooperação:

- Australian Technology Network of Universities, Austrália

- Caldo Consortium, Canadá

- Cognitive Science and Technology Council of Iran, Irã

- Emory University, Estados Unidos

- Texas Tech University, Estados Unidos

- Universidad de Magallanes, Chile

- University of Illinois, Estados Unidos

- University of Miami, Estados Unidos

- University of Missouri, Estados Unidos

- West Virginia University, Estados Unidos

Podem submeter propostas pesquisadores responsáveis por auxílios FAPESP vigentes nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular ou Projeto Temático ou nos programas Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), Programa de Melhoria do Ensino Público, Programa de Pesquisa em Políticas Públicas e Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). Pesquisadores principais de Projetos Temáticos, CEPIDs e PITEs vigentes também são elegíveis para a submissão de propostas.

O prazo final para o envio de projetos é dia 29 de janeiro de 2018.

A chamada também poderá receber propostas de pesquisadores cujos parceiros sejam vinculados a instituições com as quais a FAPESP não tem acordo vigente ou com acordo vigente, mas que não estejam participando desta edição do SPRINT.

A chamada de propostas SPRINT 04/2017 está publicada em: www.fapesp.br/sprint/chamada42017.




Autora: Agência FAPESP
Fonte: Agência FAPESP
Sítio Online da Publicação: Agência FAPESP
Data de Publicação: 07/11/2017
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/fapesp_abre_quarta_chamada_de_propostas_do_sprint_em_2017/26571/

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

FAPESP anuncia apoio do PIPE a mais 49 empresas

O Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) deverá fechar 2017 com um desempenho semelhante – ou ainda melhor – ao de 2016, quando foram contratados 220 projetos, “praticamente um por dia útil do ano”, como destacou José Goldemberg, presidente da FAPESP, em cerimônia de anúncio dos 49 projetos aprovados no 2º Ciclo de Análises de 2017, realizada no auditório da Fundação nesta terça-feira (31/10).


Com quatro chamadas regulares e sete editais para temas específicos, números de contratos firmados em 2017 poderá superar os resultados de 2016 (foto: Felipe Maeda / Agência FAPESP)


A projeção de Goldemberg se justifica: além de quatro ciclos anuais, a FAPESP seleciona propostas apresentadas por pequenas empresas no âmbito do PIPE em chamadas relacionadas a temas específicos, em parceria com outras instituições. “Só neste ano foram sete editais”, disse o diretor científico Carlos Henrique de Brito Cruz.

Os sete editais incluem: a chamada PIPE e Pitch Gov.SP, junto com a Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, com prazo de submissão até o dia 4 de dezembro; e o edital PIPE/PAPPE Subvenção, para projetos em manufatura avançada, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e prazo de inscrição até 11 de dezembro.

As iniciativas voltadas ao apoio a pequenas empresas, mencionadas por Brito Cruz, incluem também dois editais em conjunto com instituições empresariais: o edital em parceria com o Canada Cooperation in Industrial Research and Innovation Projects, para a seleção de projetos a serem desenvolvidos por empresas paulistas e canadenses, com submissão até o dia 8 de dezembro; e o segundo ciclo de chamada conjunta com o Centro para el Desarrollo Tecnológico Industrial (CDTI), da Espanha, que termina em 31 de maio de 2018 e tem como objetivo promover e facilitar a realização de projetos de pesquisas bilaterais, envolvendo empresas dos dois países.

Somam-se a essa lista três chamadas já encerradas: a 5ª rodada do PIPE/PAPPE Subvenção para a Fase 3 do PIPE – de comercialização de produtos resultantes de projetos de pesquisa – e duas chamadas conjuntas da FAPESP e Finep: a primeira, para seleção de propostas de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de produtos ou processos tecnológicos para o combate a arboviroses – como a febre amarela, a Zika, a dengue e a chikungunya – e seus insetos vetores, particularmente o Aedes aegypti, e a segunda, de apoio ao desenvolvimento de aplicativos que aumentem a produtividade e a eficiência do setor agropecuário.

Círculo virtuoso de investimento

Além de Goldemberg e de Brito Cruz, participaram do evento Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente do Conselho Superior da FAPESP, Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo, e Fernando Menezes, diretor administrativo da Fundação, e Marco Antonio Zago, reitor da Universidade de São Paulo (USP).

Empresários e pesquisadores de empresas que tiveram projetos selecionados no 2º Ciclo de 2017 lotaram o auditório da FAPESP. Instaladas nas cidades de São Paulo, Campinas, São Carlos, São José dos Campos, Araraquara, São José do Rio Preto, Santos, Araçatuba, Sorocaba, Santa Bárbara D´Oeste e em Pompeia – no oeste de São Paulo, com 21 mil habitantes –, muitas das empresas se abrigam em incubadoras e parques tecnológicos.

A startup dirigida por Ana Rita de Toledo Piza – que estará formalmente constituída por ocasião da assinatura do termo de outorga com a FAPESP – está instalada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), incubadora de empresas de base tecnológica sediada no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na Cidade Universitária da USP, em São Paulo. A empresa terá o apoio do PIPE para desenvolver um antiviral de baixo custo contra infecção por vírus Zika.

A empresa Centro de Serviços em Materiais Cerâmicos, instalada no Parque Tecnológico de São Carlos, vai desenvolver um aditivo para a indústria de porcelanato que pretende evitar a deformação do produto no processo de queima. E a startup dirigida por Fernanda Mansano Carbinatto, também em fase de constituição, instalada na incubadora municipal de Araraquara, terá apoio da Fundação para desenvolver biocurativos à base de curcumina para o tratamento tópico de leishmaniose tegumentar.

Algumas das empresas selecionadas já tiveram projetos apoiados pelo PIPE. É o caso da Oralls, de São José dos Campos – com filial em Bauru – que testará um dentifrício ultrafuncional, associado a um agente fluoretado e inibidor de protease (leia mais em: http://pesquisaparainovacao.fapesp.br/166).

“O PIPE é o maior programa brasileiro de apoio à inovação e pretendemos ampliá-lo”, destacou Goldemberg. O presidente da FAPESP contou que, em apresentação na Assembleia Legislativa de São Paulo, no dia anterior (30/10), empresas apoiadas pelo PIPE e com produtos no mercado, mostraram ter devolvido ao Estado de São Paulo, na forma de imposto, valores superiores aos investimentos públicos na fase de consolidação.


Autora: Claudia Izique
Fonte: Elton Alisson
Sítio Online da Publicação: Agência FAPESP
Data de Publicação: 01/11/2017
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/fapesp_anuncia_apoio_do_pipe_a_mais_49_empresas/26553/