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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Bactérias agem de forma diferente no corpo humano e no laboratório





Micrografia de um biofilme bacteriano de espécies mistas observada em um modelo de infecção crônica. Bactérias Staphylococcus aureus (amarelo) e Pseudomonas aeruginosa (púrpura) organizam-se em aglomerados pequenos e densos de células, chamados agregados.
[Imagem: Sophie Darch/Whiteley Lab/Rumbaugh Lab]


Corpo humano é diferente de laboratório

A maior parte do que sabemos hoje sobre bactérias mortais, como a Pseudomonas aeruginosa, foi obtido a partir de estudos feitos em laboratório.

Mas estas informações baseadas em laboratório podem ter sérios limites quanto à capacidade para prever como esses patógenos se comportam quando invadem nosso corpo.

"As bactérias nas infecções humanas são frequentemente tolerantes aos antibióticos, mas quando as cultivamos fora do ser humano elas são altamente suscetíveis," contra o professor Marvin Whiteley, do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA). "Nós demonstramos que vários genes importantes para a tolerância aos antibióticos são altamente induzidos em humanos em comparação com nossos sistemas de modelagem em laboratório e em camundongos."

"Parece haver algo único no ser humano que está promovendo resistência [aos antibióticos]," acrescentou ele.

Comportamento das bactérias

O que pode estar causando essa diferença ainda é um mistério, embora se saiba que as bactérias são afetadas por seu ambiente.

Entender como os genes bacterianos e seus níveis de expressão diferem nos seres humanos poderia permitir que os pesquisadores procurassem condições laboratoriais que imitassem melhor as condições no corpo humano - e fornecessem uma melhor orientação para o uso dos antibióticos.

Quando se conseguir identificar em detalhes como as bactérias se comportam no corpo humano, em comparação com as configurações padrão de laboratório, estudos adicionais poderão esclarecer se de fato o caso constatado é parte de um quadro mais geral, que cobre diferentes tipos de infecção.

Embora os experimentos tenham focado em um único patógeno problemático, Whiteley acredita que os resultados podem ter implicações mais amplas. "Na verdade, sabemos muito pouco sobre o comportamento das bactérias durante a infecção humana, e a maioria dos sistemas modelo não consegue reproduzir a maioria dos aspectos da infecção humana. Espero que este trabalho seja generalizável para outras bactérias," afirmou ele.




Autor: Diário da Saúde
Fonte: Diário da Saúde
Sítio Online da Publicação: Diário da Saúde
Data de Publicação: 08/06/2018
Publicação Original: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=bacterias-agem-forma-diferente-corpo-humano-laboratorio&id=12830&nl=nlds

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Laboratório Multiusuário de Nanofabricaçao e Caracterizaçao de Nanomateriais, NANOFAB

Laboratório Multiusuário de Nanofabricaçao e Caracterizaçao de Nanomateriais, NANOFAB, foi criado no Departamento de Engenharia Mecânica da UERJ e está vinculado ao Programa de Pós-graduaçao em Engenharia Mecânica (PPG-EM/UERJ) através da proposta aprovada para a aquisiçao de um microscópio eletrônico de alta resoluçao do tipo MEV-FEG no Edital Pró-Equipamentos CAPES 2013. Este projeto partiu de uma demanda científica e tecnológica na área de microscopia eletrônica e em nanotecnologia, a partir da existencia de grupos de pesquisa em nanomateriais e nanodispositivos, organizados em redes de cooperaçao. Neste contexto, o NANOFAB estuda materiais cujas dimensőes estăo abaixo da faixa micrométrica. Além disso, o NANOFAB atenderá demandas na área de nanofabricaçao com a aquisiçao de um microscópio FIB (Focused Ion Beam), a partir de recursos aprovados no Edital FAPERJ 2015, Grandes Equipamentos.

O NANOFAB pode caracterizar materiais nanoestruturados na forma de pós, filmes finos e agregados depositados sobre substratos e usa um sistema capaz de análises em materiais năo condutores. O sistema permite análise simultânea de topografia e composiçăo química do material. O microscópio FIB também permitirá a preparaçao de amostras para microscopia eletrônica de transmissao

O NANOFAB dá suporte a projetos estratégicos em diversas áreas de atuação do Estado e do País, tais como materiais para indústrias no setores de óleo e gás, metal-mecânicas, nas indústrias de fármacos e saúde, na geração de hidrogênio, revestimentos de aços e compósitos.


Coordenaçao e Comite Gestor

O NANOFAB é coordenado pelo prof. Norberto Mangiavacchi (UERJ) e tem como vice-coordenador o prof. Eduardo de Albuquerque Brocchi (PUC-Rio). O Comitę Gestor do NANOFAB, é composto por tres membros eleitos a cada dois anos. Para o Bienio 2016-2018, o Comite Gestor do NANOFAB é formado pelos prof. José Brant de Campos (UERJ), Hector Reynaldo Meneses da Costa (CEFET) e Rogério Navarro Correia de Siqueira (PUC-Rio).

Unidades e Programas Envolvidos / Projetos de Pesquisa

Algumas unidades estăo diretamente ligadas ao NANOFAB: A Faculdade de Engenharia da UERJ (cursos de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica), o Instituto de Química da UERJ (Química da UERJ) e Instituto de Física da UERJ.

Parceiros do NANOFAB:




         

Autor: Laboratório Multiusuário de Nanofabricaçao e Caracterizaçao de Nanomateriais
Fonte: Laboratório 
Sítio Online da Publicação: Laboratório 
Data de Publicação: 19/12/2017
 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Cepel inaugura Laboratório de Ultra-Alta Tensão Externo





O novo Laboratório de Ultra-Alta Tensão Externo (LabUAT Externo) do Cepel iniciou sua operação em 2016, na Unidade Adrianópolis, e destina-se à realização de ensaios dielétricos para pesquisa experimental, desenvolvimento e avaliação de desempenho, em Corrente Alternada (CA) e Corrente Contínua (CC), de configurações de linhas de transmissão, cadeias de isoladores e demais componentes de linhas até classes de tensão em 1.200 kV CA e ± 1.000 kV CC.


Equipamentos de uso geral em usinas e subestações (tais como transformadores, indutores, disjuntores, chaves etc.) também podem ser avaliados, desde que em ensaios que não requeiram ambiente eletromagneticamente blindado e/ou condições atmosféricas controladas.

Esta nova infraestrutura laboratorial, pioneira no continente americano, terá papel essencial no apoio às atividades de pesquisa aplicada do Cepel, objetivando vencer os desafios tecnológicos do desenvolvimento de novas concepções de linhas de transmissão de alta capacidade. Estas linhas são vitais para a transferência de grandes blocos de energia produzidos longe dos centros consumidores, tais como aqueles associados aos aproveitamentos hidroelétricos da região amazônica.

A introdução de inovações tecnológicas em empreendimentos de transmissão requer o desenvolvimento permanente de estudos, a construção de protótipos e a realização de pesquisa experimental em instalações laboratoriais e em linhas piloto. Um exemplo desse tipo de inovação são as Linhas de Potência Natural Elevada (LPNE) desenvolvidas no Cepel, que detém relevante acervo metodológico e computacional a respeito desse desenvolvimento, com resultados práticos no Sistema Interligado Nacional obtidos em parceria com empresas do Sistema Eletrobras.

O laboratório UAT Externo tem capacidade para realizar avaliações de desempenho, tais como:

• arranjos de linhas de transmissão e cadeias de isoladores em CA, monofásicos ou trifásicos;

• arranjos de linhas de transmissão e cadeias de isoladores em CC, monopolares ou bipolares;

• ensaios de tensão suportável em CA, monofásicos ou trifásicos;

• ensaios de tensão suportável em CC, monopolares ou bipolares;

• ensaios de tensão suportável a impulsos atmosféricos e de manobra em configurações CA e CC;

• ensaios compostos ou combinados: fontes CA ou CC e gerador de impulsos;

• ensaios de isolamento fase-fase em configurações CA;

• ensaios de isolamento polo-polo em configurações CC;

• avaliações do efeito corona em configurações CA e CC;

Infraestrutura

O Laboratório UAT Externo conta com a seguinte infraestrutura de equipamentos para ensaios e de estruturas suporte:

• Pórticos para montagem de configurações de linhas de transmissão trifásicas ou bipolares;

• 3 transformadores de tensão nominal 750 kV, 1,0 A cada, que podem ser combinados para montagem monofásica com tensão nominal de 2.250 kV CA;

• 2 retificadores de tensão nominal 1.000 kV, 50 mA cada, que podem ser combinados para montagem monopolar com tensão nominal de 1.600 kV CC;

• gerador de impulso de tensão nominal 6,4 MV, 640 kJ;

• gerador de impulso de tensão nominal 2,0 MV, 100 kJ;

• sistemas de medição de tensão CA, CC e impulsiva;

• instrumentos para medição do efeito corona;

• estação meteorológica para medição das condições ambientais (vento, temperatura, pressão, radiação solar, etc).

• plataforma com 43 m de lança;

• guindaste com lança de 17 m e capacidade de carga de 2 t;

• trator para movimentação das carretas que suportam os equipamentos de ensaio.




Autora: cepel
Fonte: cepel
Sítio Online da Publicação: cepel
Data de Publicação: 08/12/2017
Publicação Original: http://www.cepel.br/

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Palestra aborda desempenho do MALDI-TOF na rotina do Laboratório de Microbiologia Clínica



No dia 29 de novembro, a partir das 10h30, no auditório do Hospital de Clínicas (HC), acontece a palestra "Desempenho do MALDI-TOF na rotina do Laboratório de Microbiologia Clínica". A palestrante é Marinês Dalla Valle Martino, professora adjunta da disciplina de Microbiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa-SP, coordenadora médica do setor de Microbiologia, Departamento de Patologia Clínica e Anatomia Patológica do Hospital Albert Einstein.



Com base na larga experiência como Microbiologista Clínica e com o equipamento de MALDI-TOF na rotina laboratorial, o objetivo é relatar as vantagens, recursos e limitações desta nova metodologia na identificação de microorganismos em isolados microbianos, diretamente em amostras clínicas, na investigação de mecanismos de resistência, etc. Para participar, basta preencher o formulário de inscrição online. Mais informações no site do evento.




Autora: unicamp
Fonte: unicamp
Sítio Online da Publicação: unicamp
Data de Publicação: 29/11/2017
Publicação Original: http://www.unicamp.br/unicamp/index.php/eventos/2017/11/23/palestra-aborda-desempenho-do-maldi-tof-na-rotina-do-laboratorio-de

Aché e Ferring inauguram laboratório de pesquisa em Nanotecnologia




Salvador, 29/11/2017 - O Aché e a Ferring inauguram o NILE - Nanotechnology Innovation Laboratory Enterprise, laboratório exclusivo de pesquisa e desenvolvimento de novas plataformas tecnológicas baseadas em Nanotecnologia para aplicação no desenvolvimento de medicamentos, cosméticos e alimentos. Resultado da parceria firmada entre a farmacêutica brasileira Aché e a empresa global Ferring Pharmaceuticals, o NILE está alocado dentro no Innovatech Solutions, o ICT (Instituto de Ciências e Tecnologia) do Aché, em sua sede, em Guarulhos (SP).

Iniciativa pioneira no Brasil, o novo laboratório recebeu R$ 7 milhões em investimentos em equipamentos e infraestrutura e tem como objetivo o desenvolvimento de plataformas tecnológicas e transferência de tecnologia para aplicação em produtos. É a primeira iniciativa da Ferring em pesquisa no Hemisfério Sul e, apesar de a empresa possuir 10 centros de P&D em inovação ao redor mundo em países como Alemanha, EUA, Índia e China, o Brasil será o primeiro em nanotech.

A parceria ressalta o interesse e investimento das duas empresas na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias disruptivas, que colocam as necessidades do paciente no centro de partida das pesquisas. "Estamos muito satisfeitos em ver este projeto sair do papel, pois ele está fincado nos pilares inovação, foco no cliente e crescimento de nosso planejamento estratégico, com objetivos claros que irão, em poucos anos, melhorar efetivamente a vida de milhares de pessoas no Brasil e no mundo", afirma Vânia Nogueira de Alcantara Machado, presidente do Aché Laboratórios Farmacêuticos.
Linhas de pesquisa

O NILE tem como foco a pesquisa em novas tecnologias farmacêuticas em diversas áreas, incluindo moléculas como hormônios, peptídeos, anti-inflamatórios, medicamentos para doenças cardiovasculares, inibidores de bombas de prótons (que diminuem a secreção de ácido gástrico e acidez estomacal) entre outras moléculas e áreas.

A parceria é destinada ao desenvolvimento de plataformas tecnológicas que buscam melhorar a disponibilidade dos medicamentos no organismo, transformando, por exemplo, princípios ativos que hoje são apresentados na forma de injetáveis em formulações que poderão ser administradas por via oral, de forma mais prática e indolor. "As pesquisas nesta área proporcionam a redução de efeitos adversos, o aumento da aderência do paciente ao tratamento e a comodidade na administração posológica", esclarece Stephani Saverio, diretor do Núcleo de Inovação do Aché.

Com a inauguração deste laboratório, começa a ser explorada a nanotecnologia para sistemas de liberação de fármaco, que é o mecanismo pelo qual o medicamento é disponibilizado no organismo. "Um exemplo é a insulina que, por meio de pesquisas em nanotecnologia, poderá se tornar um medicamento de administração via oral, poupando o paciente do desconforto diário das agulhadas", explica Edson Bernes, diretor de Inovação Incremental do Aché. "A via oral é a mais aceita e, na maioria dos casos, a mais confortável para os pacientes", conclui.
Hub com reconhecimento mundial em nanotecnologia

Um marco no modelo de parcerias entre a universidade e a indústria farmacêutica, o NILE tem como foco a pesquisa com iniciativas mútuas e colaborativas. O novo laboratório irá criar tecnologias exclusivas para o Aché e a Ferring Pharmaceuticals e contribuirá para desenvolver e fomentar a ciência no Brasil, bem como a projeção mundial das pesquisas realizadas aqui.

O laboratório conta com uma equipe de doutores especialistas em Nanotecnologia, que se dedicarão exclusivamente às pesquisas nesta área. Além dos projetos realizados na estrutura alocada na sede do Aché, o laboratório passa a atuar em colaboração com os melhores centros de pesquisa no Brasil e no mundo.

"Queremos ser um hub de pesquisa em novas plataformas tecnológicas, com o foco de aumentar a biodisponibilidade de moléculas, desenvolvendo novas tecnologias que poderão ser aplicadas a medicamentos, cosméticos e produtos nutricionais, trazendo comodidade ao paciente", resume Bernes sobre as expectativas em relação ao NILE.

Além disso, o modelo de "open innovation" será implementado para permitir que ideias e propostas vindas de pesquisadores externos ao projeto possam ser desenvolvidas. Estas plataformas serão transferidas para as empresas parceiras, que criarão os seus próprios produtos.

Para o Aché, a plataforma é estratégica para acelerar o desenvolvimento de novas entidades terapêuticas, com o objetivo de desenvolver melhores alternativas tecnológicas para produtos existentes. Para a Ferring, a plataforma poderá ser aplicada para formulações baseadas em peptídeos e proteínas de administradas por via oral, sendo aplicadas pela empresa em soluções para Medicina Reprodutiva, Gastroenterologia e Urologia.

"O desenvolvimento de novas formulações terapêuticas melhorará as características de liberação de drogas. Isso representa uma forte ferramenta estratégica para proporcionar mais vida às pessoas, onde quer que elas estejam", afirma Robert Woolley, líder de Inovação da Ferring. "Nossa colaboração está focada no desenvolvimento de novos tratamentos farmacêuticos baseados em Nanotecnologia para resolver desafios de biodisponibilidade e atender melhor às necessidades de nossos pacientes, além de ser um laboratório estratégico e de referência de P&D em Nanotecnologia", afirma Dr. Alan Harris, Sr. vice-presidente global de Pesquisa & Desenvolvimento da Ferring.
Sobre a Nanotecnologia

Nanotecnologia é a capacidade de compreender e controlar a matéria em escalas muito reduzidas, chegando a dimensões de átomos individuais. Nesta escala, as propriedades podem ser muito diferentes quando comparadas àquelas com as quais estamos familiarizados. Essas novas propriedades significam que a Nanotecnologia tem o potencial de revolucionar nossas atuais tecnologias de entrega de fármacos e oferecer muitas oportunidades para criar novos sistemas de liberação para substâncias.

Além das vantagens de aumentar o potencial para administração, os sistemas de liberação de fármaco em escala nano podem também ser utilizados para promover a entrega da droga ao alvo especifico, aliviando, assim, a toxicidade indesejada, o que melhora a adesão do paciente e proporciona resultados clínicos favoráveis.




Autora: tibahia
Fonte: tibahia
Sítio Online da Publicação: tibahia
Data de Publicação: 30/11/2017
Publicação Original: http://www.tibahia.com/tecnologia_informacao/conteudo_unico.aspxc=NOT_TECH&fb=B_FULL&hb=B_CENTRA&bl=LAT1&r=NOT_TECH&nid=48433

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

MALDI-TOF: nova tecnologia no laboratório de microbiologia clínica

O MALDI-TOF é uma tecnologia recente empregada nos setores de Microbiologia, cujo nome significa Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization – Time of Flight. Trata-se de um método de identificação bastante rápido e preciso em relação a outros métodos de automação tradicionais que se tem no mercado.




Muitas das técnicas convencionais se baseiam na identificação dos microrganismos através de provas bioquímicas, analisando o seu fenótipo. O resultado destes métodos se dá entre 12 e 24 horas, o que atrasa a liberação do laudo e terapia antimicrobiana dos pacientes.

O MALDI-TOF é uma técnica de espectrofotometria de massa nova, que detecta moléculas de massa maior, como as proteínas. O teste então baseia-se na detecção de um grande espectro de proteínas, podendo então discriminar melhor as espécies. A espectrofotometria de massa é largamente utilizada em outras áreas, como a toxicologia, mas até então não era uma realidade na rotina dos laboratórios de microbiologia. “A evolução ocorreu quando a matriz utilizada para ionizar as proteínas foi mudada para que pudesse ionizar as proteínas ribossomais – estas bem mais conservadas do que as proteínas de superfície – o que levou à identificação de espécies e até subespécies de muitos microrganismos”. 

Koichi Tanaka (Shimadzu Corporation - Kyoto/Japão) ganhou o Prêmio Nobel 2002 em Química por desenvolver o método de ionização/dessorção para análises de espectrometria de massa em macromoléculas biológicas. O princípio tornou-se fundamental nos métodos padrões (MALDI, SELDI e DIOS) para análise estrutural de peptídeos, proteínas e carboidratos que torna possível a determinação rápida do conteúdo da proteína da célula intacta e do tecido vivo.

No teste, é necessário escolher a colônia a ser analisada, e posteriormente a amostra é dissolvida e colocada em uma placa contendo uma matriz polimérica. A placa é então irradiada com um laser de nitrogênio que vaporiza a amostra ionizando as moléculas que serão aspiradas e elevadas a um detector. Dependendo da molécula, o tempo de chegada será diferente (time of flight). Os dados obtidos através de gráficos que representam estas leituras serão comparados a uma base algorítmica de um site que contém um grande número de espécies de relevância clínica – incluindo microrganismos aeróbios, anaeróbios, microbactérias, leveduras e fungos filamentosos.


Preparação da amostra até a apresentação do gráfico. 



Maldi-Tof: como ocorre a espectrofotometria no aparelho. 

O procedimento é muito rápido, e diferente dos métodos convencionais, os resultados são dados em minutos, o que agiliza a liberação do laudo. Embora um dos pontos negativos seja o fato de o MALDI-TOF não obter parâmetros para antibiograma e este deva ser feito manualmente ou por outro método automatizado, o novo método de espectrofotometria dá indicações e diretrizes ao microbiologista referentes a resistências intrínsecas da bactéria.


Fontes:
Richet Laboratório.
Faculdade de Ciência e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa.
Schimatzu.
Biomériux.


Autora: biomedicinaemacao
Fonte: biomedicinaemacao
Sítio Online da Publicação: biomedicinaemacao
Publicação Original: http://www.biomedicinaemacao.com.br/2013/11/maldi-tof-nova-tecnologia-no.html

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Roche abre as portas da sede em São Paulo para mostrar o laboratório do futuro

Reforçando seu compromisso em ampliar o acesso à inovação e estar à frente das tendências de mercado de tecnologias e soluções para diagnóstico in vitro, a Roche Diagnóstica Brasilabre as portas de sua sede no Jaguaré, em São Paulo, para apresentar o laboratório do futuro. A empresa, que faz parte do Grupo Roche e é líder mundial em soluções para diagnóstico in vitro, investiu mais de R$5 milhões na reestruturação de suas instalações para aproximar seus clientes, profissionais de saúde e população de suas soluções proporcionando uma experiência única ao expor seu mais amplo portfólio de maneira inovadora.



Ao todo, estarão expostos mais de 40 equipamentos automatizados instalados de forma integrada para simular um laboratório de análises clínicas moderno, eficiente e com a excelência da marca Roche. Fotos: Wagner Wada


O RocheXPERIENCE, como é chamado, é o primeiro showroom integrado da América Latina e o terceiro do mundo. Com ele, a Roche Diagnóstica pretende ampliar cada vez mais o acesso a tecnologias e testes inovadores de alta qualidade oferecendo aos visitantes a oportunidade de interação com equipamentos de última geração que são lançados globalmente.

Ao todo, estarão expostos mais de 40 equipamentos automatizados instalados de forma integrada para simular um laboratório de análises clínicas moderno, eficiente e com a excelência da marca Roche. O visitante também terá a oportunidade de interagir e entender o funcionamento de diferentes laboratórios e equipamentos por meio de tecnologias de realidade virtual, adaptados desde pequeno porte até um espaço completo para locais com grande demanda de exames.

“Este é o primeiro showroom da Roche na América Latina dedicado a apresentar o que há de melhor e mais eficiente para aprimorar as análises clínicas, oferecendo tecnologias e soluções que tornam o laboratório do futuro uma realidade para o país”, reforça Christian Paetzke, presidente da Roche Diagnóstica Brasil. “É um grande passo para nos aproximar de nossos clientes, profissionais de saúde e população, reforçando o potencial da Roche em promover acesso ao que há de mais inovador no mercado de diagnóstico in vitro. Todas as nossas soluções oferecem a excelência da marca seguindo as necessidades de cada local e buscam aprimorar a saúde em nosso país”, reforça Ana Grubba, diretora de marketing da Roche Diagnóstica Brasil.

Além de tornar real o laboratório do futuro, o espaço funcionará como um centro de treinamento técnico e, futuramente, poderá receber projetos especiais ligados à capacitação de jovens estudantes e futuros profissionais da saúde.


Autora: LabNetwork
Fonte: LabNetwork
Sítio Online da Publicação: LabNetwork
Data de Publicação: 07/11/2017
Publicação Original: http://www.labnetwork.com.br/noticias/roche-abre-as-portas-da-sede-em-sao-paulo-para-mostrar-o-laboratorio-do-futuro/