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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Aedes e Culex reagem de formas diferentes sob luz e calor

Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) aponta que mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus apresentam reações diferentes aos estímulos de luz e calor, fatores fundamentais na regulação do relógio biológico dos seres vivos. Enquanto o Culex – popularmente conhecido pernilongo ou muriçoca – guia seus ciclos de atividade e repouso principalmente pelas variações de luminosidade, o vetor da dengue, Zika e chikungunya sofre maior influência da temperatura. Publicado na revista científica Journal of Biological Rhythms, o achado pode ter impacto na disseminação de doenças, uma vez que os padrões de locomoção interferem em aspectos importantes da biologia dos insetos, incluindo metabolismo, gasto energético, bem-estar e eficiência para transmissão de patógenos.

À frente de um grupo de cientistas dedicados a estudar os ritmos circadianos de insetos vetores de doenças, a pesquisadora Rafaela Vieira Bruno, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos do IOC e coordenadora do estudo, afirma que comportamento do C. quinquefasciatus mostra-se semelhante ao de outros insetos já estudados. Já a reação do A. aegypti é inesperada. “A maioria das pesquisas relacionada ao ritmo circadiano dos mosquitos é realizada com ciclos de claro e escuro, para simular o dia e a noite, e temperatura constante de 25°C. Porém, na natureza, a temperatura varia juntamente com a luminosidade e esse é um fator importante para o ajuste do relógio biológico. No trabalho, simulamos diferentes condições de luz e calor. Observamos que os Culex mantêm seu padrão noturno de locomoção, independentemente das mudanças de temperatura. Por outro lado, os Aedes – que normalmente são diurnos – trocam o dia pela noite quando confrontados com um ‘dia frio’ e uma ‘noite quente’”, relata a bióloga.




A pesquisa contou com a colaboração dos Laboratórios de Biologia Molecular de Insetos, de Mosquitos Transmissores de Hematozoários e de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores do IOC, além do Instituto de Biologia do Exército (Ibex) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular (INCT-EM).





Autor: IOC/Fiocruz
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 29/01/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/aedes-e-culex-reagem-de-formas-diferentes-sob-luz-e-calor

terça-feira, 5 de junho de 2018

Risco de transmissão de dengue é medido com base no número de fêmeas do Aedes



Índice desenvolvido por pesquisadores da Famerp e da USP também está sendo testado para medir risco de Zika e chikungunya (foto: Muhammad Mahdi Karim / Wikipedia)

Um novo índice que permite medir o risco de transmissão de dengue em uma cidade ou região com base no nível de infestação por fêmeas adultas do mosquito Aedes aegyptifoi descrito por pesquisadores brasileiros na revista Acta Tropica.

A metodologia foi desenvolvida por Maisa Carla Pereira Parra e colaboradores, sob a supervisão de Maurício Lacerda Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), e Francisco Chiaravalloti-Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

O estudo faz parte do Projeto Temático “Epidemiological study of dengue (serotypes1-4) in a cohort of São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil, during 2014-2018”, apoiado pela FAPESP.

Na avaliação dos pesquisadores, o novo método seria mais prático e confiável do que o chamado Índice de Breteau – valor numérico que corresponde à razão entre o número de larvas de Aedes encontrado e a quantidade total de residências inspecionadas por agentes de saúde. Esse é o sistema atualmente usado pela vigilância epidemiológica para determinar o nível de infestação pelo mosquito transmissor da dengue.

“O Índice de Breteau calculado em São José do Rio Preto no início de 2018 foi o maior de todos os tempos. Foi superior inclusive ao índice de 2013, quando a região passou pela pior epidemia de dengue de sua história, com 18 mil casos. No entanto, em 2018 foram notificados apenas 44 casos da doença até o momento. Ou seja, pelo menos em nossa região, o Índice de Breteau não guarda mais relação com a prevenção da dengue”, disse Nogueira.

A explicação para tamanha disparidade, na avaliação do pesquisador, pode estar relacionada com a imunidade adquirida por parte da população durante as epidemias recentes.

“O problema do Índice de Breteau é que ele é uma medida da quantidade de larvas do mosquito, fase em que esse inseto vive na água. Mas o que realmente interessa é a fase adulta. Somente as fêmeas adultas transmitem o vírus após o acasalamento, quando buscam sangue humano para produzir e botar ovos”, explicou Chiaravalloti-Neto.

Foi a partir dessa constatação que surgiu a ideia de desenvolver um novo índice que levasse em conta apenas o número de fêmeas adultas. “Achávamos que seria mais fidedigno e mais fácil de calcular. A lógica por trás é que, quanto maior a quantidade de fêmeas adultas no ambiente, maior será a quantidade de pessoas infectadas”, disse Nogueira.

Metodologia

No caso do Índice de Breteau, agentes de saúde precisam visitar todas as casas da região que se quer aferir, verificar todos os reservatórios em busca de larvas de mosquito e somar o total encontrado. O trabalho tem que ser repetido com regularidade, mobilizando uma grande força de trabalho a um custo elevado.

Já para calcular o novo índice foram espalhadas em São José do Rio Preto 56 armadilhas especiais, que liberam no ambiente um odor semelhante ao da pele humana – capaz de atrair as fêmeas de mosquito sedentas por sangue. Ao entrar no dispositivo, ficam aprisionadas e morrem.

“As armadilhas eram posicionadas com um espaçamento de 200 a 400 metros, que é a metade do raio de voo do mosquito. Recolhíamos no dia seguinte para a contagem das fêmeas adultas”, contou Nogueira.

O experimento foi feito duas vezes por semana, permitindo reunir dados de até 62 residências por semana, ao longo de um ano – entre a 36ª semana de 2012 e a 19ª semana de 2013.

“Ao final do trabalho de campo, reunimos dados de mais de 1,5 mil armadilhas. Além de coletar as fêmeas, também verificamos via análise molecular quais eram positivas ou negativas para dengue", contou Chiaravalloti-Neto.

Com base no número de fêmeas adultas capturadas por armadilha foi calculado um índice entomológico, que corresponde ao número de fêmeas de Aedes aegypti por 100 residências (aquelas vizinhas ao local da armadilha) ao longo de uma semana.

"A quantidade de fêmeas coletadas em uma única armadilha em uma residência pode ser pequena, mas serve de amostragem para calcularmos o tamanho da infestação na vizinhança", disse Chiaravalloti-Neto.

Desse modo, o grupo construiu um mapa da região de São José do Rio Preto, com índices da quantidade de fêmeas adultas por bairro durante as 52 semanas do ano. Ao todo, as armadilhas capturaram 1.333 mosquitos do gênero Aedes (536 machos e 797 fêmeas) e 4.691 do gênero Culex (3.325 machos e 1.366 fêmeas) – somando 6.024 insetos.

Os espécimes de Aedes foram agrupados em 893 tubos e testados para a presença do vírus da dengue. O sorotipo 4 do patógeno (DENV-4) foi encontrado em 25 mosquitos (ou 2,8% dos tubos), dos quais 19 eram fêmeas e seis machos.

“Criamos bancos de dados com informações sobre a armadilha e sobre os casos de dengue: endereço, data de instalação, data de coleta, número de espécimes, espécies de mosquitos e resultado da análise molecular. O banco de dados de casos de dengue incluiu os endereços das notificações de dengue, a data de início dos sintomas, tipo e resultados de análises laboratoriais”, explicou Nogueira.

Por fim, o resultado do índice entomológico foi confrontado com os dados da vigilância epidemiológica para casos de dengue na cidade entre a 36a semana de 2012 e a 19a semana de 2013.

“Ao obter todos os casos notificados, fizemos uma modelagem para verificar se haveria uma relação entre o número de casos e a quantidade maior ou menor de fêmeas", disse Chiaravalloti-Neto.

Mais de 2,5 mil casos suspeitos de dengue foram relatados na área de estudo. Destes, 1.137 casos foram registrados como confirmados. Houve 820 casos que testaram positivo para DENV (72,1%) e 317 que combinaram com critérios epidemiológicos clínicos (27,9%). Como controle, foram usados 1.450 casos que testaram negativo para DENV.

Segundo Chiaravalloti-Neto, o resultado da modelagem não poderia ter sido melhor. “Quando aumentou o número de fêmeas, observou-se um correspondente aumento no risco de incidência de dengue”, contou.

“Nosso índice entomológico correlaciona-se positivamente com a incidência de dengue, particularmente durante os intervalos em que as medidas de controle de vetores foram aplicadas de forma menos intensiva”, disse Nogueira.

Os pesquisadores estão agora repetindo o experimento em uma outra vizinhança com o objetivo de validar os resultados do primeiro trabalho e mostrar que, de fato, o novo método é uma alternativa confiável ao Índice de Breteau.

“O estudo atual é mais amplo que o primeiro. Além de dengue, estamos testando o novo método para medir o risco de transmissão de Zika e chikungunya. Mas os resultados ainda devem demorar”, disse Nogueira.

O artigo Using adult Aedes aegypti females to predict areas at risk for dengue transmission: A spatial case-control study, de Maisa Carla Pereira Parra, Eliane Aparecida Fávaro, Margareth Regina Dibo, Adriano Mondini, Álvaro Eduardo Eiras, Erna Geessien Kroon, Mauro Martins Teixeira, Mauricio Lacerda Nogueira e Francisco Chiaravalloti-Neto, pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0001706X17312020?via%3Dihub.



Autor: Peter Moon
Fonte: Agência FAPESP
Sítio Online da Publicação: Agência FAPESP
Data de Publicação: 28/05/2018
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/risco_de_transmissao_de_dengue_e_medido_com_base_no_numero_de_femeas_do_aedes/27896/

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Doenças transmitidas pelo Aedes causaram prejuízo de mais de R$ 2 bi em 2016, aponta estudo

O avanço pelo Brasil de três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2016 causaram ao País um prejuízo de pelo menos R$ 2,3 bilhões – um impacto de 2% no Produto Interno Bruto (PIB). Juntas, dengue, zika e chikungunya somaram naquele ano cerca de 2 milhões de casos, um drama para a saúde pública que trouxe também prejuízos econômicos. É o que aponta um estudo feito pela consultoria Sense Company, que faz análises econômicas para empresas farmacêuticas e realizou este trabalho sob encomenda da Oxitec, produtora de Aedes transgênicos.


O trabalho levou em conta os custos de combate ao mosquito (por repasse de recursos federais para larvicidas e inseticidas, por exemplo), os custos médicos para diagnóstico e tratamento das doenças e os custos indiretos, pela falta ao trabalho por causa da doença e consequente perda da produtividade.

O valor é considerado pelos próprios autores como conservador, uma vez que não levou em conta prejuízos de longo prazo com a microcefalia e outras doenças neurológicas, por exemplo, nem com a morte de alguns pacientes.


O trabalho levou em conta os custos de combate ao mosquito, os custos médicos para diagnóstico e tratamento das doenças e os custos indiretos Foto: REUTERS/Josue Decavele


O avanço pelo Brasil de três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2016 causaram ao País um prejuízo de pelo menos R$ 2,3 bilhões – um impacto de 2% no Produto Interno Bruto (PIB). Juntas, dengue, zika e chikungunya somaram naquele ano cerca de 2 milhões de casos, um drama para a saúde pública que trouxe também prejuízos econômicos. É o que aponta um estudo feito pela consultoria Sense Company, que faz análises econômicas para empresas farmacêuticas e realizou este trabalho sob encomenda da Oxitec, produtora de Aedes transgênicos.


O trabalho levou em conta os custos de combate ao mosquito (por repasse de recursos federais para larvicidas e inseticidas, por exemplo), os custos médicos para diagnóstico e tratamento das doenças e os custos indiretos, pela falta ao trabalho por causa da doença e consequente perda da produtividade.

O valor é considerado pelos próprios autores como conservador, uma vez que não levou em conta prejuízos de longo prazo com a microcefalia e outras doenças neurológicas, por exemplo, nem com a morte de alguns pacientes.


O trabalho levou em conta os custos de combate ao mosquito, os custos médicos para diagnóstico e tratamento das doenças e os custos indiretos Foto: REUTERS/Josue Decavele


"Representa o mínimo impacto que as doenças tiveram em 2016. É daí para cima", afirma Vanessa Teich, professora do Insper, fundadora da Sense Company e líder do estudo. "Se pensarmos que significa 2% do PIB, é um custo relevante de doenças que poderiam ser evitadas. É um gasto importante que poderia ser investido em outros fins, em outras áreas de saúde mesmo", defende.

+++ Governo de SP desafia empresas a desenvolver tecnologia contra 'Aedes'

O combate ao vetor representou a maior fatia dos custos – 64,6% (R$ 1,47 bilhão). Custos médicos diretos responderam por 16% do total (R$ 374 milhões) e os indiretos, por 19% (R$ 431 milhões). Os resultados, divulgados nesta terça-feira, 30, serão publicados no Jornal Brasileiro de Economia da Saúde.

Segundo Vanessa, os dados refletem ainda um outro complicador – os gastos não têm efeito de longo prazo, de modo a assegurar o País contra novos surtos das doenças. Foram todos emergenciais. "Não vimos nenhum custo estrutural, que pudesse ser categorizado como investimento. São gastos em larvicidas, nos agentes de combate às endemias. Houve investimento em criar os centros de reabilitação para quem teve complicações de zika. Mas ainda terá de ter manutenção. É tudo para ações emergenciais", explica.

+++ Paciente foi infectado com zika, dengue e chikungunya ao mesmo tempo na Colômbia

O trabalho considerou também os gastos por Estados. Minas Gerais foi o campeão, com perdas de R$ 323.937.946, seguido de São Paulo, com R$ 255.470.166. O Nordeste, região mais afetada pela zika, somou R$ 761 milhões.

"O impacto para cada lugar tem a ver com a ocorrência total de casos e também com a composição de casos, se de dengue, chikungunya ou de zika. Em 2016, em Minas foram notificados 528 mil casos só de dengue. Houve uma discrepância ali. Já o Nordeste apareceu com uma perda não tão alta, porque o custo tratamento agudo do zika não é dos mais caros e não conseguimos fazer uma estimativa de gastos futuros com a microcefalia. Se a gente incluísse os custos dessas complicações, certamente o peso desses Estados aumentaria também", afirma Vanessa.
Riscos futuros

Para Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, o número apresentado no estudo é importante e deveria servir como alerta para que se promova mudanças no panorama atual. “2016 foi um ano com um número muito grande de casos, mas as doenças continuam aí, a epidemia de zika ainda está acontecendo”, diz.

“Acredito que a tendência é piorar, porque não vamos erradicar o mosquito com o modelo de urbanização que temos, que concentra muita gente em grandes metrópoles, com problemas de saneamento básico, impermeabilização e menos áreas verdes”, complementa.

Timerman lembra que todas essas condições favorecem a proliferação dos mosquitos. “Chuvas como estão ocorrendo em São Paulo, que geram inundações, são propícias para a eclosão dos ovos de Aedes aegypti. O zika ainda não foi superado. Talvez não tenha o impacto que teve do Nordeste, mas ainda estamos por ver o que vai ocorrer no Sudeste e Centro-Oeste. A circulação dos vírus atinge o ápice em março e abril. Não sabemos o que vai acontecer neste ano”, alerta.

Ele comenta ainda que os gastos com combate ao mosquito são apenas emergenciais. “É preciso fazer o combate em termos estruturais, com investimento em saneamento básico. Do contrário, vai ficar se gastando emergencialmente com fumacê”, diz.
Outro lado

O Ministério da Saúde disse desconhecer a metodologia usada na pesquisa. Por meio de nota, afirmou que, "com relação aos investimentos, em 2017, o orçamento de vigilância em saúde aos estados foi de R$ 1,93 bilhão". Disse também que "o recurso é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015 foram repassados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias".

Autor: Giovana Girardi
Fonte: O Estado de S.Paulo
Sítio Online da Publicação: Estadão
Data de Publicação: 29/01/2018
Publicação Original: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,doencas-transmitidas-pelo-aedes-causaram-prejuizo-de-mais-de-r-2-bi-em-2016-aponta-estudo,70002170887

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Exposição “Aedes: que mosquito é esse?” chega ao Sesc São Paulo



Fonte: Museu da Vida/Fiocruz


Buscar, identificar e capturar o mosquito Aedes aegypti numa espécie de caça ao inseto. Acompanhar o voo do mosquito dentro de um apartamento por meio de óculos Virtual Reality (VR). Esses jogos e outras atividades compõem a exposição Aedes: que mosquito é esse?, produzida pelo Museu da Vida com patrocínio da Sanofi que está em cartaz até 15 de dezembro no Sesc São Paulo, unidade Florêncio de Abreu.

Dividida em seis módulos - como “Dengue”; “Zika”; “Chikungunya”; “Os vírus - por dentro dos vírus" e "Um mosquito doméstico – o zumzumzum da questão" -, a mostra passeia pelo universo do inseto e usa tecnologia de última geração e material multimídia. A iniciativa é apoiada pela Rede Dengue, Zika e Chikungunya da Fiocruz, que coordena diversas ações integradas para o controle do Aedes na instituição.

Uma escultura de mosquito fêmea com mais de dois metros – criação do artista plástico Ricardo Fernandes – recepciona o visitante para estimulá-lo a explorar diferentes partes do Aedes. Sensores de proximidade distribuídos pelo modelo 3D, ao serem acionados pelo público, projetam informações em uma tela sobre a anatomia e outros detalhes do mosquito.



Passeando pela mostra, o público encontrará diversas atividades interativas, entre elas o “Quintal Interativo”, em que é possível observar, com lupas, o ciclo de vida do mosquito, desde o ovo até a fase adulta. Além disso, a ideia é encontrar potenciais criadouros do vetor, como pneus, caixas d’água destampadas e garrafas armazenadas de maneira incorreta.

Já o jogo “Detetive da Dengue” apresenta cenários com possíveis criadouros: o participante deve identificá-los e tocá-los para eliminar a ameaça. Quem encontrar e bloquear mais focos ganha a partida e acumula pontos para a próxima fase, com nova missão. Ainda na exposição, o público poderá assistir aos documentários "O mundo macro e micro do mosquito Aedes aegypti – para combatê-lo é preciso conhecê-lo" e "Aedes aegypti e Aedes albopictus: uma ameaça nos trópicos", dirigidos por Genilton José Vieira, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
Serviço

Aedes: que mosquito é esse?
Entrada gratuita
Local: Sesc Florêncio de Abreu. Rua Florêncio de Abreu, 305/315 – Centro - São Paulo
Abertura para o público: 5 de outubro a 15 de dezembro
Atendimento: segunda a sexta, das 10 às 19h
Informações: (11) 3329-2800 e sescsp.org.br/florenciodeabreu
Agendamento de grupos monitorado – Inscricoes@florenciodeabreu.sescsp.org.br




Autora: Museu da Vida/Fiocruz
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 16/11/2017
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/exposicao-aedes-que-mosquito-e-esse-chega-ao-sesc-sao-paulo

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Projeto da Fiocruz PE sobre controle do Aedes é indicado para prêmio

O projeto Tecnologias integradas para controle biológico, mecânico e genético de Aedes aegypti, coordenado pela Fiocruz PE, foi indicado pela Facepe e Secretaria de Saúde do Estado (SES/PE) como o representante de Pernambuco para disputar o Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS – 2017. O trabalho, coordenado pela pesquisadora do departamento de Entomologia Alice Varjal, está classificado na categoria “Experiências exitosas do programa pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS”. Na próxima e última etapa os vencedores serão escolhidos por uma comissão julgadora.






















A coordenadora Alice Varjal, à frente, e a equipe envolvida na pesquisa (Foto: Fiocruz Pernambuco


O prêmio visa valorizar a comunidade científica que contribui para o desenvolvimento das políticas públicas de saúde no país. Em sua décima sexta edição, contou com 522 projetos inscritos em cinco categorias: Trabalho Científico Publicado; Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Produtos e Inovação em Saúde e Experiência Exitosa do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS. A divulgação dos premiados acontecerá durante o evento Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017: conectando pesquisas e soluções, no dia 29 de novembro, às 19h, em São Paulo. Acesse a lista completa dos classificados para a segunda etapa do prêmio, em todas as categorias.


Sobre o projeto - O objetivo do estudo Tecnologias integradas para controle biológico, mecânico e genético de Aedes aegypti é avaliar tecnologias inovadoras, mais seletivas e ambientalmente seguras, que possam ser integradas ao sistema de controle do Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya.




DADOS DA NOTÍCIA

Autora: Solange Argenta
Fonte: Fiocruz Pernambuco
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 19/10/2017
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/projeto-da-fiocruz-pe-sobre-controle-do-aedes-e-indicado-para-premio