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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Dengue, chikungunya e zika: conheça as diferenças

O Brasil é um país que apresenta vários tipos de clima, com predominância dos quentes e úmidos, essa característica faz com que uma grande quantidade de insetos se estabeleça no território, como os mosquitos do gênero Aedes, que se desenvolvem, principalmente, em zonas tropicais e subtropicais. Esses mosquitos são importantes vetores de doenças, tais como: dengue, chikungunya e zika, sendo a espécie que merece maior atenção no Brasil.




Além de serem transmitidas pelo mesmo mosquito, essas doenças apresentam alguns sintomas semelhantes, o que pode dificultar o diagnóstico. Entretanto, pequenas diferenças existem e podem ser usadas como critério para o diagnóstico. A dengue, por exemplo, é a doença mais grave quando comparada à chikungunya e à zika, pois causa febre, dores no corpo, dores de cabeça e nos olhos, falta de ar, manchas na pele e indisposição. Em casos mais graves, pode provocar hemorragias, que podem ocasionar óbito.

Já a chikungunya também causa febre e dores no corpo, mas as dores se concentram principalmente nas articulações, diferentemente da dengue, que causa dores predominantemente musculares. Alguns sintomas da chikungunya duram em torno de duas semanas, contudo, as dores articulares podem permanecer por vários meses. Casos de morte são muito raros, mas a doença, em virtude da persistência da dor, afeta bastante a qualidade de vida do paciente.

Por fim, a zika é a doença que causa os sintomas mais leves. Pacientes com essa enfermidade apresentam febre mais baixa que as citadas anteriormente, olhos avermelhados e coceira característica. Em virtude desses sintomas, muitas vezes a doença é confundida com alergia. Normalmente a zika não causa morte e os sintomas não duram mais que sete dias. No entanto, é importante lembrar, que a doença causa sérios problemas em gestantes e seus bebês, tais como a microcefalia. Além disso, a zika de relaciona com uma síndrome neurológica que causa paralisia, chamada de Síndrome de Guillain-Barré.

O tratamento dessas doenças é praticamente o mesmo, uma vez que não existem medicamentos específicos para elas. Recomenda-se que o paciente, nos três casos, permaneça em repouso e beba bastante líquido. Alguns medicamentos são indicados para dor, mas não se deve recorrer a remédios que contenham ácido acetilsalicílico, pois, podem desencadear hemorragias.

A melhor forma de diagnóstico da doença é através do hemograma, que ajuda muito na diferenciação dos quadros, uma vez que a queda nas plaquetas e a leucopenia são mais significativas na Dengue e quase inexistente na zika. Além disso, Bio-Manguinhos possui cinco kits para diagnóstico que detectam essas doenças em seu portfólio, cinco deles são testes rápidos, cujos resultados saem em 20 minutos: DPP® Dengue IgM/IgG, TR DPP® DENGUE NS1 - Bio-Manguinhos, DPP® Chikungunya IgM/IgG, DPP® Zika IgM/IgG e DPP® ZDC, este último ajuda a detectar não só dengue como zika e chikungunya simultaneamente.

O portfólio do Instituto conta ainda com mais dois kits moleculares: Kit Molecular ZC D-Tipagem - Bio-Manguinhos e Kit ZDC (zika, dengue e chikungunya), que utiliza a plataforma de PCR em tempo real para detectar a infecção pelos vírus zika, dengue e chikungunya nos primeiros dias após a infecção. Funciona de maneira complementar aos testes sorológicos, que precisam de um período de aproximadamente 7 dias após o início dos sintomas para entregar um resultado positivo.

Não existem vacinas contra as doenças citadas, com exceção da dengue. Assim sendo, a melhor forma de prevenção é reduzir a infestação de mosquitos por meio da eliminação de criadouros, sempre que possível, ou manter os reservatórios e qualquer local que possa acumular água totalmente cobertos com telas/capas/tampas.





Autor: Juliana Xavier (Bio-Manguinhos/Fiocruz)*
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 31/01/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/dengue-chikungunya-e-zika-conheca-diferencas

terça-feira, 14 de abril de 2020

Combate ao Aedes Aegypti: prevenção e controle da Dengue, Chikungunya e Zika

Combate ao Aedes Aegypti: dengue, zika, febre amarela e chikungunya





























Ministério da Saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a 
mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o Aedes Aegypti.

O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano.

Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Essa é a única forma de prevenção. Faça a sua parte. #CombateAedes
DENUNCIE FOCOS DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI: Quando o foco do mosquito Aedes Aegypti é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores ou pela população, como em terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada para remover os possíveis focos/criadouros. Faça sua parte!



Autor: Ministerio da Saúde
Fonte: Ministerio da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministerio da Saúde
Data: 14/04/2020
Publicação Original: 
https://www.saude.gov.br/informes-de-arboviroses

quinta-feira, 12 de março de 2020

Casos de dengue, zika e chikungunya aumentam no verão



Por: Gabriella Ponte (Bio-Manguinhos/Fiocruz)*


Segundo o último Boletim Epidemiológico (fevereiro) do Ministério da Saúde, houve um número alarmante de casos de dengue, zika e chikungunya nas primeiras sete semanas de 2020, período de verão, com altas temperaturas e incidência de chuvas em todo o país. Só de dengue, foram notificados mais de 180 mil casos, enquanto que chikungunya foram quase seis mil e zika quase 580. O Ministério da Saúde alertou que a endemia de dengue é mais preocupante que a de coronavírus, por exemplo, e que a população deve continuar combatendo o mosquito transmissor, evitando a proliferação do Aedes aegypti.

Com relação a dengue, entre as semanas epidemiológicas 1 e 6 de 2020 (de 29 de dezembro de 2019 a 9 de fevereiro de 2020), 645 amostras foram positivas para detecção da dengue pelo método de biologia molecular (PCR). Até o momento, o sorotipo predominante no país é o DENV-2 com 517 (80,2%) amostras detectadas. O DENV-2 foi o sorotipo mais predominante nas regiões Sul (78,9%), Centro-Oeste (100%) e Sudeste (100%). Já o sorotipo DENV-1 foi predominante nas regiões Nordeste (80%) e Norte (66,7%). No entanto, existem diferenças da predominância dos sorotipos entre as unidades federadas, com destaque para o estado de Roraima onde foi possível detectar dois sorotipos (DENV 1 e 2), e o estado do Paraná que apresentou detecção viral de três sorotipos (DENV 1, 2 e 4).

Até o dia 16 de fevereiro, foram confirmados 111 casos de dengue grave (DG) e 1.371 casos de dengue com sinais de alarme (DSA), que são pacientes com sintomas preocupantes. Ressalta-se que 264 casos de DG e DSA permanecem em investigação. Até o momento, foram confirmados 32 óbitos por dengue, sendo 26 por critério laboratorial (nove no Paraná, sete em São Paulo, sete no Mato Grosso do Sul, dois no Distrito Federal e um no Acre,) e seis por clínico-epidemiológico (cinco no Paraná e um no Acre). Permanecem em investigação 115 óbitos. A faixa etária acima de 60 anos concentra 62,5% dos óbitos confirmados (20 óbitos) por dengue. Em relação à chikungunya, foram confirmados dois óbitos por critério laboratorial, um no estado do Rio de Janeiro (faixa etária: menor de um ano) e um no Mato Grosso (faixa etária: 20 a 29 anos).


Sobre os sorotipos da dengue

É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

Todos os quatro sorotipos de dengue (1, 2, 3 e 4) podem produzir formas assintomáticas, brandas e graves, incluindo fatais. Deve-se levar em consideração três aspectos:
1. Todos os quatro sorotipos podem levar à dengue grave na primeira infecção, porém com maior frequência após a segunda ou terceira;

2. Existe uma proporção de casos que têm a infecção subclínica, ou seja, são expostos à picada infectante do mosquito Aedes aegypti mas não apresentam a doença clinicamente, embora fiquem imunes ao sorotipo com o qual se infectaram; isso ocorre com 20 a 50% das pessoas infectadas;

3. A segunda infecção por qualquer sorotipo da dengue é predominantemente mais grave que a primeira, independentemente dos sorotipos e de sua sequência. No entanto, os sorotipos 2 e 3 são considerados mais virulentos.

É importante lembrar que muitas vezes a pessoa não sabe se já teve dengue por duas razões: uma é que pode ter tido a infecção subclínica (sem sinais e sem sintomas), e outra é pelo fato da facilidade com que a dengue, principalmente nas formas brandas, pode confundir-se com outras viroses febris agudas.

* Com informações da Biblioteca Virtual em Saúde




Autor: Gabriella Ponte (Bio-Manguinhos/Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 11/03/2020
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/casos-de-dengue-zika-e-chikungunya-aumentam-no-verao

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Aedes e Culex reagem de formas diferentes sob luz e calor

Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) aponta que mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus apresentam reações diferentes aos estímulos de luz e calor, fatores fundamentais na regulação do relógio biológico dos seres vivos. Enquanto o Culex – popularmente conhecido pernilongo ou muriçoca – guia seus ciclos de atividade e repouso principalmente pelas variações de luminosidade, o vetor da dengue, Zika e chikungunya sofre maior influência da temperatura. Publicado na revista científica Journal of Biological Rhythms, o achado pode ter impacto na disseminação de doenças, uma vez que os padrões de locomoção interferem em aspectos importantes da biologia dos insetos, incluindo metabolismo, gasto energético, bem-estar e eficiência para transmissão de patógenos.

À frente de um grupo de cientistas dedicados a estudar os ritmos circadianos de insetos vetores de doenças, a pesquisadora Rafaela Vieira Bruno, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos do IOC e coordenadora do estudo, afirma que comportamento do C. quinquefasciatus mostra-se semelhante ao de outros insetos já estudados. Já a reação do A. aegypti é inesperada. “A maioria das pesquisas relacionada ao ritmo circadiano dos mosquitos é realizada com ciclos de claro e escuro, para simular o dia e a noite, e temperatura constante de 25°C. Porém, na natureza, a temperatura varia juntamente com a luminosidade e esse é um fator importante para o ajuste do relógio biológico. No trabalho, simulamos diferentes condições de luz e calor. Observamos que os Culex mantêm seu padrão noturno de locomoção, independentemente das mudanças de temperatura. Por outro lado, os Aedes – que normalmente são diurnos – trocam o dia pela noite quando confrontados com um ‘dia frio’ e uma ‘noite quente’”, relata a bióloga.




A pesquisa contou com a colaboração dos Laboratórios de Biologia Molecular de Insetos, de Mosquitos Transmissores de Hematozoários e de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores do IOC, além do Instituto de Biologia do Exército (Ibex) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular (INCT-EM).





Autor: IOC/Fiocruz
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 29/01/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/aedes-e-culex-reagem-de-formas-diferentes-sob-luz-e-calor

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Chikungunya e febre amarela: evento debate desafios no verão


Com a chegada do verão, a Fiocruz e a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro - em parceria com o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems), a Associação dos Prefeitos e Municípios do Rio de Janeiro (Aemerj) e a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) - alertam para a possibilidade de uma epidemia de chikungunya e para o aumento de casos de febre amarela no verão de 2018 e 2019. De janeiro até outubro deste ano, já foram notificados cerca de 37 mil casos de chikungunya no estado, enquanto ao longo de 2017, no mesmo período, foram registradas 4.425 ocorrências. Quanto à febre amarela, este ano, foram 268 casos da doença.

Para analisar o atual cenário e debater estratégias contra essas doenças, a Fiocruz, a Secretaria de Estado de Saúde, o Cosems e a Aemerj promovem o encontro Febre Amarela e Chikungunya – Desafios e Perspectivas do Verão 2018 e 2019, nesta quarta-feira (12/12), das 8h30 às 16h, no Hotel Novo Mundo, no Flamengo. O encontro tem por objetivo fortalecer a capacidade de resposta da área de saúde diante do cenário epidemiológico de chikungunya e febre amarela no Rio de Janeiro.

O evento também será realizado em Salvador (BH), Fortaleza (CE), Mato Grosso do Sul (MS), Belo Horizonte (MG), Manaus (AL), Porto Velho (RO) e Teresina (PI).




Segundo dados da Secretária Estadual de Saúde, até dia 27 de novembro foram notificados16.157 casos de chikungunya na Região Metropolitana II do estado, com oito óbitos; no Norte Fluminense, 7.799; na Região da Baixada Litorânea, 1.140; e na Região Noroeste Fluminense 1.723. No município do Rio, foram registrados 8.997 casos.

“Temos que preparar o estado para enfrentar esse cenário epidemiológico. É preciso debater o que já foi feito e o que falta fazer. No caso da chikungunya, por exemplo, temos que pensar em um centro de hidratação com analgesia, em leitos em hospitais para casos graves, em especial para casos pediátricos”, observa o pesquisador e infectologista da Fiocruz, Rivaldo Venâncio da Cunha, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Instituição.

O seminário tem como público-alvo gestores e profissionais da área de saúde, além de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação. Todos os secretários municipais do estado foram convidados para debater estratégias em seus municípios, os quais estarão acompanhados de técnicos da área de vigilância e assistência. O encontro será dividido em duas mesas. Pela manhã, será discutido o cenário epidemiológico da febre amarela e chikungunya. Na parte da tarde, o foco será nas estratégias para o enfrentamento da epidemia.




“A chance de um mosquito infectado pelo vírus chikungunya encontrar uma pessoa sem anticorpos é gigantesca no atual cenário do Rio de Janeiro, onde a maioria da população não tem anticorpos contra essa doença”, afirmou Rivaldo Venâncio.

Para o secretário de Estado de Saúde, Sérgio Gama, o enfrentamento contra o Aedes, transmissor da dengue, zika e chikungunya e vacinação contra a febre amarela, doença transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes é um dever de toda a sociedade.

“Ao longo dos anos o estado criou diversas estratégias para o combate ao Aedes e mais recentemente tivemos êxito evitando uma epidemia de febre amarela. Nos dois casos precisamos do apoio irrestrito da população e é isso que estamos buscando com esse evento: criar novas estratégias para mobilizar as pessoas", disse o secretário.

O seminário contará com a presença de vários gestores em saúde de todo o Estado do Rio de Janeiro e isso legitima as medidas do encontro. Para Sérgio Gama é importante “atuar fortemente” para conter o avanço do mosquito, além de convocar a população para fazer parte das medidas de controle e se imunizar contra a febre amarela com as vacinas disponíveis nos postos de saúde.




Autor: Regina Castro
Fonte: COC/Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 11/12/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/chikungunya-e-febre-amarela-evento-debate-desafios-no-verao

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Identificado fármaco que elimina vírus da febre amarela e chikungunya


Mesmo fármaco utilizado no tratamento da hepatite C crônica é capaz de eliminar os vírus da chikungunya e da febre amarela – Foto: Fernanda Carvalho / Fotos Públicas

Estudo realizado no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP mostrou que o fármaco sofosbuvir, utilizado no tratamento da hepatite C crônica, é capaz de eliminar também os vírus da chikungunya e da febre amarela.

“Células humanas infectadas pelo vírus da chikungunya foram tratadas com sofosbuvir e o fármaco eliminou o vírus sem danificar as células. A droga se mostrou 11 vezes mais efetiva contra o vírus do que contra as células”, disse uma das autoras do estudo, Rafaela Milan Bonotto.

O estudo relativo à chikungunya foi realizado no âmbito do doutorado de Bonotto com Bolsa da FAPESP, com orientação do professor Lucio Freitas-Junior.

Artigo a respeito, assinado por Bonotto, Freitas-Junior e colaboradores, está disponível na plataforma aberta F1000Research. O artigo sobre a pesquisa relativa à febre amarela deverá ser publicado brevemente.

A descoberta tem enorme importância para a saúde pública, pois uma epidemia de chikungunya está prevista para os próximos dois anos no Brasil (leia em agencia.fapesp.br/27975).

“O processo para obtenção de um fármaco é extremamente demorado e caro. O tempo entre o início da pesquisa e a disponibilização do produto no mercado é, em média, de 12 anos. O custo é da ordem de US$ 1,5 bilhão ou mais. O sofosbuvir é uma droga que passou por todo o processo de aprovação para uso humano. Isso possibilita que ela possa vir a ser utilizada contra a chikungunya em um a três anos. O custo, estimado em cerca de US$ 500 mil, seria muito menor”, disse Freitas-Junior.

O pesquisador lembra que a chikungunya é uma doença grave não apenas pelo episódio agudo em si – que apresenta um quadro semelhante ao da dengue –, mas por poder deixar como sequela dores articulares altamente debilitantes, que se estendem por meses ou anos, e podem eventualmente incapacitar a pessoa a exercer sua atividade profissional e até mesmo a sair da cama.


Sofosbuvir já é utilizado no tratamento da hepatite C e passou por todos os testes para uso humano. Isso possibilita que venha a ser mais facilmente empregado em eventual epidemia de chikungunya prevista para os próximos dois anos (a imagem mostra hematócitos humanos obtidos do fígado. À esquerda, infectados pelo chikungunya. À direita, desinfectados por ação do sofosbuvir, cuja fórmula molecular está no meio da figura – Imagem: Divulgação via Agência Fapesp

“Não há vacina desenvolvida e as ferramentas para diagnóstico ainda precisam ser otimizadas. O sofosbuvir é algo concreto que pode se tornar uma ferramenta poderosa para lutar contra esse vírus. Os resultados de nossa pesquisa possibilitam que as instituições eventualmente interessadas deem início aos ensaios clínicos”, disse Freitas-Junior.

“Ainda não sabemos com precisão como a droga atua em termos moleculares. O que constamos foi o resultado macroscópico: a eliminação do vírus e a preservação das células. No tratamento da hepatite C, o sofosbuvir se mostrou efetivo por inibir a proteína que sintetiza o genoma viral. Pode ser que ocorra o mesmo no caso da chikungunya, mas o mecanismo de ação ainda precisa ser elucidado”, afirmou Bonotto.

O estudo foi conduzido na Phenotypic Screening Platform (PSP), uma nova iniciativa do Departamento de Microbiologia do ICBP. A PSP desenvolve ensaios de triagem fenotípica, utilizados com sucesso na descoberta de fármacos com novos mecanismos de ação.

A plataforma tem um portfólio com mais de 15 tipos diferentes de ensaios fenotípicos, conduzidos nos padrões preconizados pela indústria farmacêutica. Os ensaios têm sido empregados na estratégia de reposicionamento de fármacos para doenças infecciosas.

Além de Bonotto e de Freitas-Junior, participaram do estudo: Glaucia Souza-Almeida, Soraya Jabur Badra, Luiz Tadeu Figueiredo e Carolina Borsoi Moraes.

O artigo Evaluation of broad-spectrum antiviral compounds against chikungunya infection using a phenotypic screening strategy pode ser lido em https://f1000research.com/articles/7-1730/v1.



Autor: José Tadeu Arantes
Fonte: Agência Fapesp
Sítio Online da Publicação: Jornal da USP
Data: 12/11/2018
Publicação Original: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-biologicas/identificado-farmaco-que-elimina-virus-da-febre-amarela-e-chikungunya/

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Pesquisador alerta para aumento de casos de chikungunya no Rio de Janeiro




Por: Matheus Cruz (Agência Fiocruz de Notícias)

Apenas nos três meses primeiros meses deste ano, o número de casos de chikungunya registrado no estado do Rio de Janeiro é quase o mesmo notificado durante todo o ano de 2017. De janeiro a março de 2018, foram 4.262 notificações da doença, enquanto em 2017, 4.305. Na cidade do Rio de Janeiro, a região com maior número de notificações foi a zona Oeste, principalmente os bairros de Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz. Para o infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador e coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, não é surpresa o aumento de casos de doenças transmitidas por mosquitos durante o verão. Nos meses de março e abril, são registradas temperaturas ambiente mais elevadas e chuvas em abundância, que são dois fatores fundamentais para a proliferação dos mosquitos transmissores.

“Como é de conhecimento de todos, temos elevados índices de infestação domiciliar do mosquito transmissor do vírus. Por outro lado, por se tratar de uma doença nova no Rio de Janeiro, também temos uma população com pouco contato com esse vírus, ou seja, com poucos anticorpos, fatores importantes para o aumento no número de casos da doença. Nesse momento, não podemos afirmar que estamos caminhando para uma epidemia, muito menos descartar essa possibilidade”, destaca Rivaldo.

Segundo o pesquisador, os quatro mil casos de chikungunya nesse período (de janeiro a março de 2018) é um número pequeno quando comparado ao de outros estados como, por exemplo, o Ceará, onde em um ano foram registrados mais de 100 mil casos da doença. “Se de fato nós caminhamos para uma epidemia de chikungunya no estado do Rio, esses números iniciais não são suficientes para fazer tal afirmação. Há que se considerar, no entanto, a provável existência de um número razoável de casos que ainda não foram inseridos no sistema de notificação. Caso ocorra, de fato, uma epidemia, devemos esperar que até o final do ano tenhamos números aproximadamente 10 a 15 vezes maiores que os que foram registrados até agora”.

Doença relativamente nova

Como trata-se de uma doença relativamente nova e a população ainda não criou anticorpos contra ela, é mais provável que os casos aumentem, ressaltou Rivaldo. Diante da inexistência de uma vacina contra a chikungunya, afirmou, a única forma da pessoa criar anticorpos é sendo infectada pelo mosquito. Uma parcela das pessoas infectadas desenvolverá a doença e outra não apresentará manifestações clínicas.

“Nesse caso, a doença só poderá ser diagnosticada por meio de um exame específico. A chance de um mosquito infectado pelo vírus chikungunya encontrar uma pessoa sem anticorpos é gigantesca no atual cenário do Rio de Janeiro. Ao contrário da dengue, uma minoria da população do estado ainda não tem anticorpos contra algum dos quatro tipos do vírus”, explicou o pesquisador.

Curto prazo

A expectativa, de acordo com o pesquisador, é que com a redução das chuvas e da temperatura, os índices de infestação do mosquito não cresçam como no ritmo atual. “Mas quando voltarem as chuvas e também aumentar a temperatura, espera-se obviamente que os índices de infestação do mosquito voltem a se elevar, consequentemente, a intensidade da transmissão também tende a aumentar”, afirmou.

O pesquisador ressaltou ainda que a temperatura e as chuvas não são os únicos fatores da proliferação do mosquito. Ele explica que existem, também, condições macroambientais que favorecem o acúmulo de água em determinados locais: esse acúmulo vai servir como recipiente para a reprodução desses mosquitos.

“A dificuldade de manutenção do abastecimento de água para o uso doméstico de forma regular, em várias localidades do estado do Rio, faz com que a população não seja abastecida todos os dias. O problema é que no dia em que a água está disponível, as pessoas costumam acumular, muitas vezes, em locais inapropriados, criando potenciais focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Já em outras localidades, a coleta do lixo produzido pelos domicílios é muito deficiente, o que também faz com que os objetos que são descartados no meio desse lixo acumulem água, propiciando a reprodução do mosquito”, exemplifica.

Rivaldo comenta que não é possível podemos ignorar os elevados índices de desemprego registrados no Rio de Janeiro, contribuindo para que um percentual maior de pessoas permaneça em seus domicílios, tornando-se alvo dos vetores do vírus chikungunya. O pesquisador destacou ainda que o ambiente de violência existente em várias comunidades do estado do Rio de Janeiro é uma realidade que dificulta o desenvolvimento de das ações de controle do mosquito transmissor. O especialista conclui que há um conjunto de fatores, chamados de determinantes sociais, formadores de uma realidade epidemiológica que favorece a elevação dos índices desses mosquitos. “É o calor e a chuva, numa comunidade com enormes carências de infraestrutura urbana, na qual a coleta do lixo, os fornecimentos regulares de água para o uso doméstico são precários. Nessas condições, a fêmea do mosquito Aedes vem e deposita seus ovos”.



Autor: Matheus Cruz
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 03/05/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisador-alerta-para-aumento-de-casos-de-chikungunya-no-rio-de-janeiro

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Doenças transmitidas pelo Aedes causaram prejuízo de mais de R$ 2 bi em 2016, aponta estudo

O avanço pelo Brasil de três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2016 causaram ao País um prejuízo de pelo menos R$ 2,3 bilhões – um impacto de 2% no Produto Interno Bruto (PIB). Juntas, dengue, zika e chikungunya somaram naquele ano cerca de 2 milhões de casos, um drama para a saúde pública que trouxe também prejuízos econômicos. É o que aponta um estudo feito pela consultoria Sense Company, que faz análises econômicas para empresas farmacêuticas e realizou este trabalho sob encomenda da Oxitec, produtora de Aedes transgênicos.


O trabalho levou em conta os custos de combate ao mosquito (por repasse de recursos federais para larvicidas e inseticidas, por exemplo), os custos médicos para diagnóstico e tratamento das doenças e os custos indiretos, pela falta ao trabalho por causa da doença e consequente perda da produtividade.

O valor é considerado pelos próprios autores como conservador, uma vez que não levou em conta prejuízos de longo prazo com a microcefalia e outras doenças neurológicas, por exemplo, nem com a morte de alguns pacientes.


O trabalho levou em conta os custos de combate ao mosquito, os custos médicos para diagnóstico e tratamento das doenças e os custos indiretos Foto: REUTERS/Josue Decavele


O avanço pelo Brasil de três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2016 causaram ao País um prejuízo de pelo menos R$ 2,3 bilhões – um impacto de 2% no Produto Interno Bruto (PIB). Juntas, dengue, zika e chikungunya somaram naquele ano cerca de 2 milhões de casos, um drama para a saúde pública que trouxe também prejuízos econômicos. É o que aponta um estudo feito pela consultoria Sense Company, que faz análises econômicas para empresas farmacêuticas e realizou este trabalho sob encomenda da Oxitec, produtora de Aedes transgênicos.


O trabalho levou em conta os custos de combate ao mosquito (por repasse de recursos federais para larvicidas e inseticidas, por exemplo), os custos médicos para diagnóstico e tratamento das doenças e os custos indiretos, pela falta ao trabalho por causa da doença e consequente perda da produtividade.

O valor é considerado pelos próprios autores como conservador, uma vez que não levou em conta prejuízos de longo prazo com a microcefalia e outras doenças neurológicas, por exemplo, nem com a morte de alguns pacientes.


O trabalho levou em conta os custos de combate ao mosquito, os custos médicos para diagnóstico e tratamento das doenças e os custos indiretos Foto: REUTERS/Josue Decavele


"Representa o mínimo impacto que as doenças tiveram em 2016. É daí para cima", afirma Vanessa Teich, professora do Insper, fundadora da Sense Company e líder do estudo. "Se pensarmos que significa 2% do PIB, é um custo relevante de doenças que poderiam ser evitadas. É um gasto importante que poderia ser investido em outros fins, em outras áreas de saúde mesmo", defende.

+++ Governo de SP desafia empresas a desenvolver tecnologia contra 'Aedes'

O combate ao vetor representou a maior fatia dos custos – 64,6% (R$ 1,47 bilhão). Custos médicos diretos responderam por 16% do total (R$ 374 milhões) e os indiretos, por 19% (R$ 431 milhões). Os resultados, divulgados nesta terça-feira, 30, serão publicados no Jornal Brasileiro de Economia da Saúde.

Segundo Vanessa, os dados refletem ainda um outro complicador – os gastos não têm efeito de longo prazo, de modo a assegurar o País contra novos surtos das doenças. Foram todos emergenciais. "Não vimos nenhum custo estrutural, que pudesse ser categorizado como investimento. São gastos em larvicidas, nos agentes de combate às endemias. Houve investimento em criar os centros de reabilitação para quem teve complicações de zika. Mas ainda terá de ter manutenção. É tudo para ações emergenciais", explica.

+++ Paciente foi infectado com zika, dengue e chikungunya ao mesmo tempo na Colômbia

O trabalho considerou também os gastos por Estados. Minas Gerais foi o campeão, com perdas de R$ 323.937.946, seguido de São Paulo, com R$ 255.470.166. O Nordeste, região mais afetada pela zika, somou R$ 761 milhões.

"O impacto para cada lugar tem a ver com a ocorrência total de casos e também com a composição de casos, se de dengue, chikungunya ou de zika. Em 2016, em Minas foram notificados 528 mil casos só de dengue. Houve uma discrepância ali. Já o Nordeste apareceu com uma perda não tão alta, porque o custo tratamento agudo do zika não é dos mais caros e não conseguimos fazer uma estimativa de gastos futuros com a microcefalia. Se a gente incluísse os custos dessas complicações, certamente o peso desses Estados aumentaria também", afirma Vanessa.
Riscos futuros

Para Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, o número apresentado no estudo é importante e deveria servir como alerta para que se promova mudanças no panorama atual. “2016 foi um ano com um número muito grande de casos, mas as doenças continuam aí, a epidemia de zika ainda está acontecendo”, diz.

“Acredito que a tendência é piorar, porque não vamos erradicar o mosquito com o modelo de urbanização que temos, que concentra muita gente em grandes metrópoles, com problemas de saneamento básico, impermeabilização e menos áreas verdes”, complementa.

Timerman lembra que todas essas condições favorecem a proliferação dos mosquitos. “Chuvas como estão ocorrendo em São Paulo, que geram inundações, são propícias para a eclosão dos ovos de Aedes aegypti. O zika ainda não foi superado. Talvez não tenha o impacto que teve do Nordeste, mas ainda estamos por ver o que vai ocorrer no Sudeste e Centro-Oeste. A circulação dos vírus atinge o ápice em março e abril. Não sabemos o que vai acontecer neste ano”, alerta.

Ele comenta ainda que os gastos com combate ao mosquito são apenas emergenciais. “É preciso fazer o combate em termos estruturais, com investimento em saneamento básico. Do contrário, vai ficar se gastando emergencialmente com fumacê”, diz.
Outro lado

O Ministério da Saúde disse desconhecer a metodologia usada na pesquisa. Por meio de nota, afirmou que, "com relação aos investimentos, em 2017, o orçamento de vigilância em saúde aos estados foi de R$ 1,93 bilhão". Disse também que "o recurso é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015 foram repassados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias".

Autor: Giovana Girardi
Fonte: O Estado de S.Paulo
Sítio Online da Publicação: Estadão
Data de Publicação: 29/01/2018
Publicação Original: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,doencas-transmitidas-pelo-aedes-causaram-prejuizo-de-mais-de-r-2-bi-em-2016-aponta-estudo,70002170887

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Consultoria estima que Brasil perdeu R$ 2,3 bilhões em um ano com doenças do Aedes





Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, morto sobre o dedo de uma mulher. doença, vetor, inseto, transmissores, contágio, mosquitos. -HN- (Foto: Betina Carcuchinski/PMPA)


Um levantamento divulgado nesta terça-feira (30) estimou o prejuízo na economia brasileira devido à transmissão de zika, dengue e chikungunya em 2016. De acordo com a empresa de consultoria e pesquisa Sense Company, o impacto direto e indireto chegou a R$ 2,3 bilhões. Naquele ano, o Brasil teve quase 2 milhões de casos de doenças relacionadas ao Aedes aegypti.


Estimativa do impacto devido a dengue, zika e chikungunya por região

Região Combate ao vetor Custos médicos diretos Custos indiretos
Sudeste R$ 487 milhões R$ 110 milhões R$ 180 milhões
Nordeste R$ 477 milhões R$ 104,9 milhões R$ 178 milhões
Norte R$ 178,5 milhões R$ 8,2 milhões R$ 13,2 milhões
Centro-Oeste R$ 120,7 milhões R$ 26,7 milhões R$ 43,1 milhões
Sul R$ 128,2 milhões R$ 9,1 milhões R$ 15,1 milhões

Fonte: Sense Company


Os dados foram pedidos à consultoria pela empresa Oxitec, que trabalha com estratégias de controle a insetos transmissores de doenças. Os resultados mostram que o dinheiro investido no combate ao vetor – repasses federais e compra de pesticidas – representou 64,6% do valor total. Os custos médicos diretos, que estão relacionados ao tratamento das doenças nas fases agudas, são 16,4% dos gastos. Já os custos indiretos, que impactam devido às faltas dos trabalhadores e à perda da produtividade, significam 18,9% do prejuízo do país.


O Nordeste, apesar de concentrar mais casos de zika e chikungunya, perdeu menos dinheiro que o Sudeste, onde houve uma maior concentração de dengue. Os pesquisadores responsáveis dizem que o número total de R$ 761 milhões em perdas no Nordeste é "uma cifra conservadora", já que não leva em conta os custos dos tratamentos da síndrome congênita do vírus da zika, em que uma das consequências é a microcefalia.




"A gente incluiu os custos de tratamento agudo dos episódios de zika, mas a gente não incluiu os custos das complicações de longo prazo", disse a pesquisadora Vanessa Teich, autora do estudo.


Metodologia


A consultoria demorou cerca de cinco meses para conseguir as informações. Para levantar os repasses para o combate ao vetor, Vanessa disse que os valores foram retirados de fontes oficiais, de portarias do Ministério da Saúde que definem verbas para os estados e municípios.


"Existem alguns repasses, entre eles o Piso Fixo de Vigilância em Saúde. Essa é uma verba que é usada no combate para todas as doenças. Nós conseguimos algumas estimativas de que 60% a 70% desse dinheiro é usado no combate ao Aedes", explicou.
Estados com mais gastos referentes às doenças do Aedes
Valores em milhões de reais são apenas do ano de 2016
Estado323,9323,9255,4255,4192,4192,4157,3157,3128,2128,2Minas GeraisSão PauloBahiaRio de JaneiroPernambuco050100150200250300350

São Paulo
R$ 255,4

Fonte: Sense Company


Com base nessas estimativas de 60% a 70%, retiradas de reportagens, Vanessa e os pesquisadores somaram o total usado pelos órgãos públicos no combate aos vetores. O gasto com inseticidas e larvicidas, informado pelo governo federal, também está incluído neste número.


Já os custos médicos foram contabilizados de acordo com os números do Sistema Único de Saúde (SUS) disponíveis.


"Estamos considerando em nosso estudo todos os casos de arboviroses tratados pelo SUS, com os dados hospitalares disponíveis", informou Vanessa.



Já os custos indiretos, que representam o prejuízo devido às faltas dos pacientes infectados ao trabalho e a queda na produtividade, foram calculados de acordo com uma metologia usada em um estudo internacional.


"Inicialmente, fizemos uma estimativa de anos de vida perdidos. Mas isso traz muita incerteza. Então, fomos mais conservadores e consideramos o custo indireto apenas com relação aos dias que o indivíduo falta ao trabalho", completou.


Autor: Carolina Dantas, G1
Fonte: G1
Sítio Online da Publicação: G1
Data de Publicação: 26/01/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/aedes-aegypti/noticia/consultoria-estima-que-brasil-perdeu-r-23-bilhoes-em-um-ano-com-doencas-do-aedes.ghtml

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Projeto da Fiocruz PE sobre controle do Aedes é indicado para prêmio

O projeto Tecnologias integradas para controle biológico, mecânico e genético de Aedes aegypti, coordenado pela Fiocruz PE, foi indicado pela Facepe e Secretaria de Saúde do Estado (SES/PE) como o representante de Pernambuco para disputar o Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS – 2017. O trabalho, coordenado pela pesquisadora do departamento de Entomologia Alice Varjal, está classificado na categoria “Experiências exitosas do programa pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS”. Na próxima e última etapa os vencedores serão escolhidos por uma comissão julgadora.






















A coordenadora Alice Varjal, à frente, e a equipe envolvida na pesquisa (Foto: Fiocruz Pernambuco


O prêmio visa valorizar a comunidade científica que contribui para o desenvolvimento das políticas públicas de saúde no país. Em sua décima sexta edição, contou com 522 projetos inscritos em cinco categorias: Trabalho Científico Publicado; Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Produtos e Inovação em Saúde e Experiência Exitosa do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS. A divulgação dos premiados acontecerá durante o evento Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017: conectando pesquisas e soluções, no dia 29 de novembro, às 19h, em São Paulo. Acesse a lista completa dos classificados para a segunda etapa do prêmio, em todas as categorias.


Sobre o projeto - O objetivo do estudo Tecnologias integradas para controle biológico, mecânico e genético de Aedes aegypti é avaliar tecnologias inovadoras, mais seletivas e ambientalmente seguras, que possam ser integradas ao sistema de controle do Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya.




DADOS DA NOTÍCIA

Autora: Solange Argenta
Fonte: Fiocruz Pernambuco
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 19/10/2017
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/projeto-da-fiocruz-pe-sobre-controle-do-aedes-e-indicado-para-premio