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quinta-feira, 26 de maio de 2022

UENF se destaca na pesquisa de materiais que reaproveitam resíduos

Pesquisadores brasileiros vêm colaborando cada vez mais no desenvolvimento de materiais para utilização na construção civil a partir de resíduos sólidos. Essa nomenclatura serve para todos os materiais descartados que chegaram ao fim da sua vida útil, produzidos por residências, comércio, indústria, entre outros. Devido às limitações, principalmente de espaço, e de destinação final para os resíduos, as campanhas e iniciativas visando reduzir a quantidade de lixo produzido, estimular a reutilização e a reciclagem, vêm crescendo em todo o mundo. A iniciativa vem sendo considerada fundamental diante das consequências decorrentes do descarte inadequado, como as poluições do solo, água e ar, além da possibilidade de atrair vetores de doenças e afetar a saúde da população.

O Laboratório de Materiais Avançados do Centro de Ciência e Tecnologia (Lamav) da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) há anos vem se dedicando às pesquisas de materiais que utilizam resíduos em sua composição. O coordenador do Programa de Pós-Graduação e doutor em Engenharia e Ciência dos Materiais da Uenf, Carlos Mauricio Fontes Vieira, e sua equipe de mais de 20 pesquisadores e discentes, incluindo pesquisador visitante emérito, pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos, alunos de iniciação científica e técnico de nível médio, muitos deles apoiados pela FAPERJ, vêm desenvolvendo pesquisas em rochas artificiais ou engenheiradas, cerâmica vermelha e compósitos poliméricos reforçados por fibras naturais e materiais álcali-ativados, como os geopolímeros.

Fontes Vieira e sua bolsista de pós-doutorado sênior da Fundação, Elaine Aparecida Santos Carvalho Costa, vêm se dedicando ao projeto “Influência da resina epóxi sintetizada a partir de óleo vegetal residual e resina poliuretano comercial no desenvolvimento de rocha artificial sustentável”. O objetivo do estudo é oferecer mais uma alternativa para o aproveitamento e redução do impacto dos resíduos sólidos no meio ambiente. O engenheiro de materiais explica que a rocha artificial pode substituir várias rochas naturais, entre elas granito, mármore, quartizito e ardósia, entre outras, com a vantagem de possibilitar maior variedade de design e colorações, oferecer maior resistência ao desgaste, às manchas e ao ataque químico, bem como menor porosidade e consequente menor absorção de água.


Em um dos experimentos, a rocha artificial foi produzida com escama de Pirarucu, carga mineral e resina.

Na produção da rocha engenheirada (nomenclatura técnica), segundo o pesquisador, podem ser utilizados vários tipos de resíduos, como pó de brita resultante das pedreiras e resíduos de siderúrgicas como escórias, pó de balão (retido no filtro da chaminé) e a lama do alto-forno (materiais mais finos que são obtidos quando misturados à água). “O aço é um dos materiais mais utilizados em todo o mundo, mas na produção de uma tonelada de aço são gerados cerca de 600 kg de resíduos sólidos”, esclarece Fontes Vieira. O Brasil produz cerca de 36 milhões de toneladas de aço por ano, gerando cerca de 20 milhões de toneladas de resíduos, e a China, maior produtor mundial, produziu em 2021 mais de um bilhão de toneladas, informa o pesquisador.

Elaine Carvalho, que também contou com bolsa da FAPERJ no pós-doutorado nota 10, trabalha no setor de materiais e meio ambiente do LAMAV. Orienta alunos de Iniciação Científica e colabora na orientação de alunos de mestrado e doutorado. “Junto com alunos da pós-graduação venho trabalhando na síntese de resina à base de óleo de cozinha e resíduos de borracha de pneu, vidro de garrafa, quartzito, também utilizando a resina poliuretano derivada de óleo de mamona, na busca de um trabalho com apelo sustentável para o desenvolvimento da rocha artificial”, esclarece a doutora em Engenharia e Ciência dos Materiais. O estudo já rendeu alguns artigos em revistas internacionais, capítulos de livro e participações em vários congressos, incluindo um congresso internacional nos Estados Unidos, no qual ela mesma participou.

Em mais uma frente de pesquisa, ela e os alunos de IC e pós-graduação trabalham com outros tipos de resíduo, como siderúrgico, finos de brita e de beneficiamento de rocha natural, utilizando o método que a indústria de rocha artificial adota, vibração, compressão e vácuo, mas em escala laboratorial. “Buscamos adotar todos os tipos de resíduos que possam ser utilizados em rocha artificial e que tragam propriedades que sejam superiores às rochas naturais, com mármore e granito”, explica Elaine.
 

Parte da equipe do Lamav, que por meio de parcerias com siderúrgicas e indústrias, desenvolve novos materiais.

Logística reversa e parceria com os geradores de resíduo são fundamentais para viabilizar os projetos e fazer com que os produtos cheguem ao mercado. “Muito importante também são as políticas públicas visando a coleta seletiva de lixo, a fim de facilitar o recolhimento e a reciclagem dos diversos materiais”, enfatiza o pesquisador.

No caso do Lamav, foi firmada parceria com a ArcelorMital, siderúrgica localizada em Tubarão, na Grande Vitória (ES), para o fornecimento dos resíduos da siderúrgica. Há também uma parceria com uma fabricante de rochas artificiais para o fornecimento da carga mineral industrial. O pesquisador explica que a substituição da carga mineral na produção da rocha artificial pode chegar a 100%, acrescida de 15 a 20% de resina.

Atualmente o Lamav vem testando o uso de 100% de resíduo de vidro como carga particulada para a obtenção da rocha artificial. O grupo de pesquisa também vem atuando também no desenvolvimento de resinas naturais a partir de biomassas renováveis e de resíduos como a mamona e óleo de cozinha usado. Fontes Vieira destaca ainda o potencial dos materiais álcali-ativados como os geopolímeros, obtidos a partir de resíduos como cinzas, dentre outros e materiais naturais como rochas e minerais, em substituição do cimento. Com a utilização de técnicas de reações álcali-ativadas obtêm-se materiais com propriedades semelhantes aos materiais tradicionais sem a necessidade de processamento térmico em alta temperatura ou menos poluentes que os materiais cimentícios, o que pode acarretar uma melhor eficiência energética do processo de produção, além de minimizar os impactos ambientais. As pesquisas com materiais álcali-ativados visam o desenvolvimento de materiais de construção como blocos, telhas e pavimentos, além de materiais ligantes. O engenheiro conta que o material remonta à antiguidade, e foi usado, inclusive, na construção do Coliseu de Roma como ligante, dentre muitas outras construções. “A redescoberta desses materiais com propriedades cimentícias pode acarretar no desenvolvimento de materiais muito mais sustentáveis que os cimentos convencionais”, diz o pesquisador.

Um projeto anterior, e por isso mais consolidado, é o da produção de cerâmica vermelha (tijolos, telhas, pavimentos intertravados e revestimentos rústicos) a partir de resíduos. Nesse caso, podem entrar na composição do produto diferentes resíduos, preferencialmente na forma de pós ou lamas (para redução do custo), com destaque para lama de alto-forno, lodo da indústria de papel, vidros triturados em geral, além de subprodutos da produção ou de origem agrícola como bagaço de cana, borra de café, resíduo de vinícolas, esterco de vaca; e até bituca de cigarro.


Elaine, ao lado de Fontes Vieira, vem trabalhando com resina à base de óleo de cozinha e resíduos de borracha de pneu e vidro.

O pesquisador explica que, no caso da cerâmica vermelha, mais que substituir a argila, que é um recurso natural não renovável, resíduos orgânicos proporcionam grande economia de combustível na etapa de queima – que para algumas cerâmicas corresponde ao segundo maior item do custo de produção. No município de Campos dos Goytacazes algumas cerâmicas utilizam resíduo da indústria de papel. O reaproveitamento desse resíduo acarretou uma redução aproximada de 2/3 no custo de disposição para o gerador, além de proporcionar aproximadamente uma economia de combustível para as cerâmicas de cerca de 10% na etapa de queima com incorporações na massa argilosa em teores de cerca de 5% em massa. “Está aí um exemplo da pesquisa aplicada”, ressalta o pesquisador.

Já as mais de 20 cerâmicas que utilizam lama de alto-forno estão localizadas, em maioria, no estado do Espírito Santo, o que facilita a logística, devido à proximidade com as siderúrgicas. Mas Fontes Vieira destaca o potencial de uso desse resíduo também no Estado do Rio, onde se localizam a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), em Itaguaí, e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda. O pesquisador ressalta uma importante vantagem da lama de alto-forno: seu alto teor de carbono (de 25% a 30%), com poder calorífico capaz de reduzir em até 15% o custo na etapa da queima da cerâmica com incorporações máximas também de 5% em massa.

Outro produto inovador para uso urbano são os pavimentos intertravados (também conhecidos como bloquetes no caso de materiais cimentícios) de argila, que podem ganhar a coloração natural da argila, passando dos tons de ocre e mostarda aos tons terracotas e esverdeados. A manufatura aditiva, impressão 3D, também está presente nas pesquisas de cerâmica vermelha do grupo, possibilitando a obtenção de uma diversidade de geometrias e de combinação de cores, além do desenvolvimento de cerâmicas com porosidade controlada para o cultivo de gramídias e plantas decorativas por hidroponia.





Autor: Paula Guatimosim
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 26/05/2022
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=95.7.5

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Pesquisadores da Uenf colaboram na expedição 'Captain Darwin'

A viagem de cinco anos de Charles Darwin, 1831 a 1836, a bordo do navio HMS Beagle, que desde 2021 está sendo reescrita pelas lentes do cineasta francês – e agora também navegador – Victor Rault, contou com a colaboração de pesquisadores Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf). Na primeira quinzena de abril, depois de aportar no Rio a bordo do veleiro “Captain Darwin”, o realizador francês seguiu para Campos, onde filmou, com a ajuda do professor Richard Ian Samuels, do Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Uenf, as formigas cortadeiras, que tanto interessou Charles Darwin em sua passagem pelo Brasil.
 

Richard Ian Samuels: professor da Uenf faz pesquisa com as formigas cortadeiras, que despertaram o interesse de Darwin em sua passagem pelo Brasil no século XIX

“As formigas cortadeiras são insetos realmente fascinantes. Os comportamentos complexos e altamente organizados das operárias, para cuidar da rainha e da prole, cultivando cuidadosamente o jardim de fungo mutualístico, que é a principal fonte de alimento da colônia, é algo impressionante”, conta Samuels. “Trabalhos como o do Victor Rault são importantes para mostrar as formigas cortadeiras por uma outra perspectiva, para além de pragas agrícolas. Nesse contexto, pesquisamos no laboratório formas alternativas de controlar a população desses insetos quando afetam nossa agricultura”, acrescenta o zoólogo. “Temos muito a aprender com as formigas cortadeiras, que desenvolveram a agricultura há 50 milhões de anos atrás e até conseguem controlar infecções nas suas colônias aplicando antibióticos naturais”.

O cineasta convidou Samuels para ajudar a trilhar a expedição, já que o zoólogo possui em sua linha de pesquisa, estudos sobre o controle biológico de formigas cortadeiras. A exploração se iniciou na Reserva Biológica União (ICMBio), onde foram filmadas as colônias de formigas cortadeiras em ambiente natural e preservado. Lá, Rault pôde ver como as formigas são herbívoros dominantes. Em seguida, a expedição subiu a serra para coletar colônias de formigas em Bom Jardim, contando com a colaboração do professor Milton Erthal Jr., do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF, Campus Guarus), e da doutora Thais Berçot, da Uenf, que trabalharam, em suas teses de doutorado, novas estratégias para o controle desses insetos.


O cineasta francês Victor Rault (à esq.), idealizador da expedição 'Captain Darwin', durante sua visita a Campos, onde foi gravar documentário sobre as formigas cortadeiras

As colônias foram escavadas e as formigas coletadas, juntamente com a formiga rainha e o jardim de fungos que as formigas cultivam. As colônias coletadas foram transportadas até a cidade de Campos dos Goytacazes para serem mantidas na Unidade de Mirmecologia da Uenf, onde o cineasta pôde filmar todo o processo de estabelecimento e manutenção das colônias, para que elas possam ser utilizadas nos experimentos de controle biológico. “Participar desta parte da expedição foi uma grande satisfação para toda a equipe”, diz Richard. Além do Milton e Thais, o aluno de doutorado Raymyson Queiroz e a bióloga Aline Teixeira (ambos da Uenf) participaram nessa etapa.

O cineasta francês decidiu refazer a rota da viagem de Darwin em 4 anos, passando pelos lugares mais importantes visitados pelo naturalista, explorando, com outras perspectivas, as características da paisagem e dos seres vivos que mais chamaram a sua atenção durante a viagem pelo mundo. Todos os registros da viagem irão se tornar documentários, relatando como a natureza, em toda a sua diversidade, se alterou desde a viagem de Darwin até agora e como será a perspectiva pelos próximos 200 anos. Para isso, Rault partiu de Plymouth, Inglaterra, cruzou o oceano atlântico, parando em Cabo Verde e aportou em Recife. Após, continuou a viagem passando pela Bahia, onde filmou o bicho preguiça. Aqui no Estado do Rio de Janeiro, o foco central do cineasta foi fazer o documentário sobre as formigas cortadeiras.

Atualmente, a viagem segue seu percurso, em direção à bacia de Santos, onde Victor e sua equipe continuarão a trilhar os caminhos de Darwin, seguindo pela América do Sul, em direção à Oceania, à África, antes de retornar à Europa com muitas filmagens, imagens e histórias para contar, sob outra perspectiva, 200 anos após a viagem original de Darwin a bordo do HMS Beagle. Os registros das etapas da expedição estão disponíveis no canal Navegando na Esteira de Darwin, 200 Anos Depois. Desde a segunda quinzena de fevereiro, a FAPERJ conta com um canal próprio na plataforma YouTube, onde são exibidas videorreportagens sobre projetos de pesquisa que receberam fomento da Fundação para o seu desenvolvimento. Acesse o canal da FAPERJ em faperj oficial na plataforma.





Autor: Ascom Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 28/04/2022
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=88.7.9

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Projeto integrará informações dos bancos de dados de coleções zoológicas e herbário da Uenf



Uma das coleções zoológicas da Uenf possui mais de 15.000 exemplares de insetos, a maioria abelhas (Fotos: Uenf)


Por mais difícil que pareça, abelhas e morcegos têm uma característica importante em comum. São prestadores de serviços ecossistêmicos. Ambos exercem um papel ecológico fundamental na transferência do pólen entre flores, a polinização. É exatamente essa interação entre animais e plantas que motiva pesquisadores a realizarem projetos em taxonomia, ecologia e evolução de plantas e animais, utilizando material preservado nas coleções. A professora Maria Cristina Gaglianone foi uma dos três docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) contemplados no edital do Programa Apoio à Conservação da Biodiversidade: Coleções Biológicas do Estado do Rio de Janeiro – 2020 da FAPERJ. Ela coordena o projeto “Integrando coleções Zoológicas e Botânicas da Uenf sob a perspectiva de serviços ecossistêmicos”.

Doutora em Entomologia, Maria Cristina diz que as coleções zoológicas e botânicas da Uenf reúnem atualmente mais de 15.000 exemplares de insetos, sendo a maioria abelhas; e a coleção de mamíferos guarda 420 exemplares, a maioria da ordem Chiroptera (morcegos). Já o herbário possui atualmente 12.000 exsicatas. “Todo este material é proveniente principalmente de áreas de restinga, florestas, afloramento rochoso, áreas urbanas e agrícolas da região Norte-Noroeste do Estado do Rio de Janeiro”, esclarece a bióloga. De acordo com ela, as coleções alvo deste projeto estão organizadas de maneira adequada, porém, não integrada. Isso significa que os acervos estão registrados em bancos de dados separados e sem integração entre eles e o projeto pretende iniciar essa integração.

Segundo a bióloga, a manutenção do material das coleções é constante e necessita de investimento e recursos humanos para a sua preservação em condições ideais para estudos, por atuais e futuros pesquisadores. Por isso, o apoio da FAPERJ irá ajudar a manter as coleções em perfeito estado, além de viabilizar sua organização de forma que as informações possam ser rapidamente obtidas, de maneira mais integrada, e disponibilizadas em sistemas nacionais de coleções biológicas, como o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SIBBR - http://www.sibbr.gov.br). Ela esclarece que os recursos serão utilizados para a compra e conserto de equipamentos e materiais de consumo que servem à organização e manutenção dos acervos e para bolsas de apoio técnico para graduados que possam auxiliar na organização das informações associadas às coleções.


Apesar da má reputação dos morcegos, as espécies frugívoras, além de polinizadoras, dispersam sementes e controlam insetos


Atual assessora da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e Coordenadora Institucional do Programa de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica da Uenf, Maria Cristina está certa de que o projeto, uma fonte de material para pesquisas e para formação de estudantes de graduação e pós-graduação, ampliará as possibilidades de pesquisadores e estudantes realizarem projetos utilizando este material preservado nas coleções. Para ela, o projeto é importante para apoiar a manutenção e ampliação destas coleções e dar maior visibilidade das coleções dentro e fora da UENF.

Maria Cristina explica que o processo de polinização é uma consequência da visita das abelhas e morcegos às flores para coletar recursos que servem à sua alimentação e da sua prole ou ainda na construção de ninhos ou outros comportamentos, no caso das abelhas (além do néctar e pólen, abelhas utilizam resinas, óleos e aromas florais). Segundo a professora, muitas espécies vegetais dependem destes polinizadores e não produzem frutos e sementes na sua ausência. Espécies frugívoras de morcegos têm ainda outro tipo de interação mutualística com a flora, através da dispersão de sementes. “Após consumir os frutos, as sementes excretadas podem germinar, contribuindo para o estabelecimento de novas plantas em diversos locais. Indiretamente, espécies de morcegos insetívoros podem também beneficiar as plantas, pois se alimentam de insetos herbívoros que agem negativamente nas suas populações”, esclarece. Tais processos são considerados serviços ecossistêmicos porque também beneficiam as pessoas, já que além de auxiliarem na produção de alimentos também ajudam na manutenção da biodiversidade.


Com recursos da FAPERJ, Maria Cristina iniciará a integração das coleções de animais e plantas


Apesar da má reputação dos morcegos na maioria das sociedades, em algumas, como a chinesa, por exemplo, eles são símbolos associados à boa sorte. “A representação negativa de morcegos no folclore decorre em grande parte da falta de conhecimento, já que grande parte da sua atividade acontece à noite ou longe dos olhos da maioria das pessoas”, explica o professor Leandro Rabello Monteiro, pesquisador participante do projeto e especialista em morcegos. Ele também atribui a imagem negativa dos morcegos junto à população devido à associação de sua imagem à de vampiros em livros e filmes de horror. Ele esclarece que os morcegos que se alimentam de sangue são apenas três espécies entre mais de 1400 que se alimentam de frutos, insetos e néctar. “Os serviços ecológicos prestados por estas espécies trazem benefícios diretos para o homem, como na polinização, na dispersão de sementes e no controle de populações de insetos indesejáveis”, diz Leandro.

Maria Cristina acha fundamental a ampliação e divulgação de informações sobre a diversidade de espécies e dos serviços prestados por elas para fomentar uma mudança de atitude relativa aos morcegos e às abelhas; muitas pessoas conhecem uma única espécie de abelha, que produz o mel mais consumido e que pode provocar acidentes graves pelas ferroadas. Mas, apenas no Brasil, existem mais de 1.500 espécies de abelhas, incluindo as sem ferrão. Além disso, a maioria das abelhas (cerca de 75% de todas as espécies) não tem comportamento social e constrói ninhos no solo; isso é totalmente desconhecido da maioria das pessoas.

“As coleções são uma ferramenta importante para essa conscientização. Junto com as coleções de pesquisa, pretendemos fortalecer nossas coleções didáticas, que têm o papel de mostrar a nossa biodiversidade aos alunos nas escolas e ao público em geral. Os exemplares das coleções têm um papel central nas ações de popularização da ciência, que está relacionado como um dos objetivos do nosso projeto”, conclui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Uenf faz pesquisa para produzir mamão sem caroços





Mamão é fruta que todo mundo conhece e a maioria gosta. Ovalado, tenro, doce, mas com o interior cheio de sementes. Características que podem mudar, quando, atendendo a tendências futuras do mercado, ele começar a chegar às feiras livres e supermercados sem as sementes, mas mantendo consistência e sabor originais. É nesse sentido que trabalha a professora Telma Nair Santana Pereira, que no Laboratório de Melhoramento Genético Vegetal, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), em Campos, vem fazendo pesquisas com híbridos de mamoeiro (Carica papaya L.) via triploidia.

A idéia é que o cultivo dessas frutas seja introduzido e adaptado na região do norte e noroeste fluminense, como uma das alternativas para a agricultura local.


A opção pelo mamoeiro não aconteceu por acaso. Desde 1995, o Laboratório de Melhoramento Genético Vegetal da Uenf desenvolve, sob a coordenação do professor Messias Gonzaga Pereira e em parceria com a produtora e exportadora capixaba Caliman, apoio da FAPERJ e da Finep, um projeto de introdução, adaptação e desenvolvimento de tecnologias para esta cultura. Como resultado, nove híbridos de mamão já foram registrados, o que pode levar a uma economia de cerca de dois milhões de dólares por ano, que é o valor atualmente gasto no país apenas com a importação de sementes da Ásia.


“Seguramente, como os primeiros híbridos nacionais de mamão, estes resultados constituem excelente contribuição aos agricultores e ao nosso país”, entusiasma-se a pesquisadora. Mas se estes híbridos nacionais têm melhor sabor, maior teor de sólidos solúveis (20% a mais que o importado) e maior uniformidade de frutos, o que permite maior produtividade para exportação, pode-se dizer que a pesquisa da professora Telma Nair é uma complementação a esse projeto. Pesquisadora de Produtividade do CNPq e contemplada pelo programa Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, ela trabalha para conseguir híbridos sem caroços.


“O mercado no futuro tenderá para as frutas sem sementes, pela facilidade de preparo e consumo. Assim, se conseguirmos, será mais uma alternativa para o mercado consumidor”, explica a professora. Agrônoma com mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa e Ph.D em Melhoramento de Plantas pela Iowa State University, nos Estados Unidos, ela atualmente coordena o Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas, criado na Uenf em 2004 e credenciado pela Capes. “Não creio que em outras instituições nacionais haja alguém nessa mesma linha de pesquisa com o mamão. Pode haver em outras culturas, como é o caso do que vem sendo realizado pela Embrapa no semi-árido brasileiro, que desenvolveu, ou está desenvolvendo, a melancia sem sementes”, fala.

De um modo geral, a semente é resultado da fertilização que ocorre quando o grão de pólen fecunda o órgão feminino de uma planta. “Os materiais sem sementes podem surgir naturalmente, sem a interferência do homem, como em alguns cultivares de uva. Mas podem surgir também pela manipulação humana, como é o caso da melancia sem sementes e da banana comestível. Em mamão, a literatura reporta a ocorrência de partenocarpia, formação do fruto sem sementes. Mas trata-se de um evento raro e há alguns inconvenientes, como por exemplo a manutenção da planta, considerando que ela não produz sementes e o método de propagação do mamoeiro é, preferencialmente, via sementes. No caso da nossa pesquisa esse inconveniente poderá ser superado, pois teremos o material genético original”, explica a pesquisadora.


A área de atuação da professora Telma tem sido principalmente a citogenética, no estudo dos diferentes aspectos da reprodução de plantas (mamão e maracujá), e na caracterização e avaliação de recursos genéticos vegetais (pimentas e pimentões). Ela explica que até conseguir chegar ao fruto sem sementes, há cinco etapas durante o processo. Ainda em fase inicial, o projeto conta com uma equipe de dez estudantes, de graduação e de pós-graduação, e com os recursos da FAPERJ, do CNPq e da Finep, que lhe permitiram a aquisição de equipamento e material de consumo para as pesquisas.



“Estamos desenvolvendo um protocolo para induzir poliploidia em mamoeiro a partir de genótipos diplóides”, diz. Primeiramente, os genótipos da planta, que são diplóides (2n=2x=18 cromossomos), serão submetidos a um agente poliploidizante que provocará alterações no número de cromossomos. Num segundo momento, identificam-se e selecionam-se genótipos tetraplóides (com quatro vezes o número de cromossomos característico da espécie ou 2n=4x=36 cromossomos), que após avaliação agronômica, serão cruzados, na fase seguinte, com os diplóides. O resultado serão genótipos triplóides (com três vezes o número de cromossomos característicos da espécie ou 2n=3x=27 cromossomos).



“Por apresentar um número ímpar de cromossomos, esse material triplóide tem a divisão meiótica irregular, gerando gametas desbalanceados e inviáveis. Quando frutifica, seus frutos não apresentam sementes devido a esse desbalanço dos cromossomos nos gametas”, explica a pesquisadora. A última fase é de avaliação do comportamento agronômico desses triplóides. Pesquisas desse tipo normalmente envolvem o uso de colchicina, um alcalóide muito utilizado em plantas justamente com o objetivo de obter poliplóides do tipo tetraplóide e triplóide.


Depois de haver testado várias concentrações de colchicina e tempos diferentes de exposição, o protocolo começa a ser definido. “Esta é a fase mais crítica do projeto, e a que leva mais tempo, uma vez que não há um protocolo definido para essa cultura. Preliminarmente, entretanto, já chegamos a uma concentração que aparentemente provoca uma desordem mitótica nas pontas das raízes e no colo da plântula”, diz a professora.

São ainda resultados iniciais, obtidos no primeiro ano de trabalho. E ainda é possível encontrar problemas pela frente, como os riscos de que, inicialmente, os frutos sem semente percam em forma e sabor, já que o genoma da espécie está sendo manipulado. A solução será testar os materiais obtidos quanto à qualidade dos frutos, que serão o produto final. ”Por isso, a partir da terceira fase do projeto, todas as características importantes para a cultura serão avaliadas, para que seja selecionado o que for o melhor em termos de produção e qualidade de fruto”, diz.


O provável é que dentro de mais algum tempo e com a continuidade da pesquisa, os agricultores passem a contar com novas alternativas para complementar a tradição fluminense de cultivo da cana-de-açúcar. O que pode ser especialmente importante quando cresce no mercado mundial a demanda pelo mamão, apoiada nas descobertas dos benefícios da papaína para a saúde humana. Quarta fruta mais cultivada no país atrás apenas da banana, do abacaxi e da melancia, e a terceira mais consumida, sua produção vem progressivamente aumentando. Atualmente, o maior produtor e exportador é o Espírito Santo, mas espera-se que o estado do Rio possa ocupar uma boa posição entre os estados produtores de frutas, inclusive o mamoeiro.

“Em termos de fruteiras, no estado, os agricultores já cultivam o maracujá amarelo, o abacaxi e o coco. Conseguindo sucesso com o projeto, e desde que devidamente testado, o material poderá ser cultivado em todas as regiões do país que plantam o mamoeiro, e não apenas na região fluminense”, conclui a professora.





Autor: Vilma Homero
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 29/03/2006
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=710.2.6




sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Pesquisadores da Uenf desenvolvem repelente contra Aedes aegypti



Um repelente em barra de baixo custo desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado do Norte Fluminense (Uenf) poderá ser uma alternativa ao combate do Aedes Aegypti no próximo verão, estação em que o número de casos das doenças transmitidas pelo mosquito aumenta. De solução artesanal, o produto, chamado de Barrepel, está em fase avançada de testes em laboratórios independentes, certificadores para a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), e em negociação com a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, visando a sua distribuição à população.


A ideia do desenvolvimento do repelente em barra surgiu através de um projeto de extensão do Laboratório de Ciências Químicas, em 2008, voltado para coleta e reutilização do óleo de fritura usado em estabelecimentos comerciais e residências, para suprir uma planta de Biodiesel da universidade e produzir materiais de limpeza. “Como naquela época o Estado do Rio de Janeiro estava passando por uma epidemia de dengue, idealizamos a possibilidade de incorporar óleos essenciais ao sabonete produzido com reaproveitamento do óleo de fritura, primeiramente para lavagem de roupas e posteriormente para o banho”, conta o coordenador da equipe, Edmilson José Maria. Depois de outros testes, ele e o também pesquisador Rodrigo Rodrigues de Oliveira perceberam que um repelente em forma de sabonete teria sua eficácia diminuída após o banho.

Para Edmilson, a principal vantagem da distribuição do repelente é a redução do custo em comparação às internações realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O repelente tem custo entre 8 e 10 reais por barra. Já uma pessoa com dengue clássica internada para tomar soro custa R$ 750 por dia para o sistema de saúde. Em caso de dengue hemorrágica, o custo sobe para R$ 1.800. Isso sem contar as horas não trabalhadas”, avalia. Atualmente, a capacidade de produção do laboratório é de 1.200 unidades por semana.

Neste ano, o Barrepel passou por uma série de testes. Em fevereiro, foi realizado um estudo de comparação do preço versus durabilidade em dias, envolvendo as formulações de repelentes comerciais em creme, aerossol e o Barrepel. O resultado deste estudo demonstrou o tempo de duração em dias de uso total de cada embalagem de repelente, com os seguintes resultados: a formulação em creme teve duração de 14 dias de uso, a formulação em aerossol, 12 dias de uso; e o Barrepel, 29 dias de uso. O estudo mostrou que o Barrepel dura, em média, duas vezes mais que as formulações comerciais, sendo assim viável economicamente a sua produção.

Em junho, 25 amostras foram doadas para a Organização Não-Governamental Ecoanzol para ações experimentais na bacia do Rio Paraíba do Sul, em pesquisas sobre peixes ameaçados de extinção em lugares com grande incidência de dengue e chikungunya, e foram bem avaliadas pela equipe. Nesta mesma época, 30 amostras do Barrepel foram doadas ao professor Richard Ian Samuels do Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Uenf para testes contra o mosquito Culicoides paraensis, conhecido popularmente como mosquito pólvora ou maruins, que são vetores do vírus Oropouche (causa febre aguda, eventualmente meningite e meningoencefalite), presente no Sul Capixaba em regiões de produção agrícola de banana. Os resultados se mostraram promissores contra este tipo de mosquito, que resiste bem aos repelentes comerciais.

Os testes realizados em laboratórios particulares certificadores da Anvisa demonstraram que o Barrepel foi classificado como "dermatologicamente testado", "hipoalergênico" e com repelência mínima de 4 horas para os mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus. Os pesquisadores aguardam, ainda em 2019, o teste de tempo de prateleira para avaliação final do Barrepel.

Conscientização e criação de armadilhas


Os pesquisadores Edmilson Maria (centro) e Rodrigo Oliveira em reunião com o diretor do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura de Campos dos Goytacazes, Marcelos Sales (dir.)

Financiado pela Rede Zika por meio de edital lançado em 2015 pela FAPERJ, o trabalho do químico também incluiu novas formas de controle e monitoramento do Aedes Aegypti. A GrudAedes é um protótipo de armadilha para mosquitos, que foi elaborada em uma base de papelão, pintada na cor preta na parte central. Sobre esta área pintada foi adicionada uma camada espessa de uma cola de longa duração e, sobre essa cola, foi adicionado um pequeno disco de espuma vinílica acetinada (EVA) contendo semioquímicos, substâncias químicas envolvidas na comunicação entre seres vivos, neste caso, sinais químicos que os mosquitos utilizam para localizar suas presas. Os melhores semioquímicos para as armadilhas GrudAedes foram as substâncias 1-octen-3-ol, ácido lático e nonanal.

Para realizar testes de captura e de aceitação quanto à utilização das armadilhas pelos agentes públicos de endemia, foram produzidas pela Uenf 2.500 armadilhas, sendo 1.800 distribuídas pela parceria estabelecida com a Prefeitura de Campos dos Goytacazes, através do Centro de Controle de Zoonoses, nos bairros periféricos do município, em Beira do Taí, São Sebastião e Bela Vista, que apresentaram um alto índice de infestação do Aedes aegypti. A armadilha diminuiu em 10 minutos o tempo médio de visita aos domicílios. Este tempo é contabilizado desde o momento em que o agente de endemia entra no recinto para fazer a inspeção, colocar larvicida e anotar dados da sua presença na ficha sanitária, onde o tempo gasto é em média de 20 minutos por residência.

Além da armadilha está sendo desenvolvido o aplicativo Rede Zika, já disponível para o sistema Android. O objetivo deste aplicativo é permitir aos usuários cadastrados acessar a rede e visualizar os registros sobre monitoramento dos mosquitos capturados pelas armadilhas. Esses dados serão transmitidos em tempo real mostrando as áreas de alta incidência do Aedes aegypti e as medidas para sua mitigação.

Para além de soluções pontuais como o repelente, o pesquisador também associa a persistência das doenças provocadas pelo mosquito à gestão governamental. “A conscientização da população e a grande adesão dos órgãos governamentais nas três esferas do poder são fundamentais para o sucesso na diminuição do número de casos das arboviroses transmitidas por mosquitos. Em caso específico, o Aedes aegypti se aproveita da falta de políticas públicas associadas ao saneamento básico, a coleta de lixo, a crise hídrica e a diminuição de investimentos em pesquisa básica”, avalia.




Autor: Juliana Passos
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 19/09/2019
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3842.2.9

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Notas – Semana de 1º a 7 de fevereiro de 2018

Emenda que dá autonomia financeira para as universidades estaduais foi promulgada
A Emenda Constitucional 71/17, que garante o repasse mensal das verbas para as universidades estaduais – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) –, na forma de duodécimos, foi promulgada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) no dia 22 de dezembro. A Assembleia havia aprovado a medida, em segunda discussão, no dia 21 de dezembro, com 55 votos favoráveis. O texto é de autoria de 43 deputados. A emenda, que já está em vigor, determina que o Executivo transfira no mínimo 25% do orçamento aprovado para as universidades em 2018 por meio de duodécimos. O percentual sobe para 50% em 2019, e atinge 100% a partir do ano de 2020. Os autores da proposta afirmam que ela representará a verdadeira autonomia para as instituições, já que os duodécimos são repasses obrigatórios e diretos do Tesouro Estadual. O mecanismo é o mesmo que garante o orçamento dos poderes Legislativo, Judiciário e do Ministério Público, por exemplo. Alunos, professores e funcionários das universidades acompanharam a votação nas galerias do plenário. Mais informações: http://www.alerj.rj.gov.br/Visualizar/Noticia/42124

UFF realiza concurso para docentes em 35 áreas
Estão abertas as inscrições para concursos para carreira do magistério superior da Universidade Federal Fluminense (UFF), de acordo com o edital. São, ao todo, 35 áreas de conhecimento. As inscrições tiveram início em 29 de janeiro e vão até o dia 28 de fevereiro. Mais informações: https://app.uff.br/cpd


Inscrições abertas para processo seletivo de professores da Coppe/UFRJ
Estão abertas as inscrições para a seleção de professores da Coppe – o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao todo, estão sendo oferecidas 18 vagas para os 13 programas da instituição. A seleção será feita por meio de concurso público de provas e títulos. As inscrições deverão ser realizadas até o dia 6 de fevereiro, às 23h59, considerando-se o horário oficial de Brasília. Elas deverão ser feitas exclusivamente, via Internet, pelo site da Pró-Reitoria de Pessoal da UFRJ (PR4): https://concursos.pr4.ufrj.br/index.php/43-concursos/concursos-em-andamento/edital-n-860-de-20-de-dezembro-de-2017. O concurso também abrange outras unidades da UFRJ, que ao todo está oferecendo 284 vagas para docentes. Nas áreas de engenharia estão sendo disponibilizadas 37 vagas: 18 para a Coppe, e 19 para a Escola Politécnica. Outros detalhes podem ser obtidos pelo e-mail docente@concursos.pr4.ufrj.br ou pelo Serviço de suporte ao Candidato: (21) 3938-3196. Mais informações: http://www.coppe.ufrj.br


Está aberto o envio de propostas para compor a próxima reunião anual da FeSBE
Fica aberta até 18 de fevereiro a chamada para envio de propostas científicas para compor o programa científico da XXXIII Reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE). A FeSBE deste ano acontecerá em Campos do Jordão, São Paulo, entre os dias 3 e 6 de setembro de 2018. Criada em 1986, a FeSBE congrega 13 sociedades científica e tem como objetivo, além de difundir conhecimentos, a defesa de temas relevantes dentro da política científica e tecnológica no país. Os congressos da FeSBE visam abordar temas desde a aplicação potencial ou direta dos conhecimentos obtidos na área de saúde humana e animal, incluindo contribuições para a educação, proteção ambiental, medicina esportiva, e áreas tecnológicas como a de produção de medicamentos ou a inteligência artificial. As sugestões poderão ser encaminhadas pelas sociedades federadas/associadas e pelos seus sócios através de link na página da instituição. Mais informações:
http://fmsys.com.br/fmsys/fesbe/2018/propostas/propostas.php

Uenf realiza matrículas dos aprovados pelo Sisu de 5 a 7 de fevereiro
A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realiza a partir desta segunda-feira, dia 5 de fevereiro, as matrículas da primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu 2018). As matrículas podem ser feitas até quarta-feira, dia 7, das 9h às 17h, no Centro de Convenções do Campus Leonel Brizola (Avenida Alberto Lamego, 2000, Parque Califórnia, Campos dos Goytacazes-RJ). São oferecidas 528 vagas, distribuídas entre os seguintes cursos: Administração Pública (20 vagas), Agronomia (50), Biologia-licenciatura (40), Ciência da Computação (25), Pedagogia-licenciatura (30), Ciências Biológicas-bacharelado (80), Ciências Sociais (30), Engenharia Civil (30), Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo (25), Engenharia de Produção (28), Engenharia Metalúrgica (30), Física-licenciatura (30), Matemática-licenciatura (30), Medicina Veterinária (40) e Zootecnia (40). Em conformidade com a Lei Estadual 5.346/2008, válida para as universidades estaduais do Rio de Janeiro, a Uenf reserva 45% de suas vagas em cada curso para candidatos carentes que sejam negros, indígenas, ex-alunos de escolas públicas, portadores de necessidades especiais ou ainda filhos de policiais civis ou militares, bombeiros militares ou inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço. Ainda de acordo com a lei, o parâmetro de carência socioeconômica é definido pelas universidades. Mais informações: www.uenf.br

Site do Icict/Fiocruz lança reportagem sobre a série Clima e Saúde
O Amapá, estado da região norte do Brasil que faz fronteira com a Guiana Francesa, vem recebendo pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da França para ajudar no combate à malária. É sobre esse tema a terceira matéria da série Clima e Saúde – “Sítio sentinela transfronteiriço no combate à malária”, produzida pelo Icict –o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fiocruz –, a partir dos dados preliminares colhidos e analisados pelo Sítio Sentinela Transfronteiriço (ainda em fase de implantação), uma parceria entre o Observatório Nacional de Clima e Saúde (LIS/Icict)/Fiocruz, e do Institut de Recherche pour Le Développement – IRD, da França. Artigos em português, francês e inglês sobre a malária, notas técnicas e notícias da grande mídia são alguns links disponíveis na matéria para consulta. Mais informações: https://www.icict.fiocruz.br/content/s%C3%ADtio-sentinela-transfronteiri%C3%A7o-no-combate-%C3%A0-mal%C3%A1ria

UniCarioca inaugura uma nova unidade no Méier
O Centro Universitário UniCarioca inaugura em fevereiro uma nova unidade no Méier, ampliando para cinco edifícios da instituição no bairro. A expansão do centro universitário na região vem atender a uma forte demanda de alunos que buscam cursar o ensino superior de qualidade próximo às suas residências. Com mais espaço, as novas instalações, na Rua Venceslau, nº192, reúnem salas de aula, biblioteca aberta ao público, um novo espaço integrado de atendimento e uma ampla área de convivência, proporcionando maior integração entre os alunos. No bairro, a UniCarioca inaugura ainda um polo de ensino a distância, na Rua Magalhães Couto, nº112. O início das aulas está marcado para o dia 5 de fevereiro, quando será inaugurado oficialmente o novo espaço pelo reitor Celso Niskier, em cerimônia reservada a convidados. A expectativa da diretoria acadêmica é lançar no Méier os cursos de Engenharia e Direito, além dos dez cursos já oferecidos nas unidades – Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Gestão de RH, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e Redes de Computadores. Mais informações: https://www.unicarioca.edu.br

Projeto do IBqM lança animação de prevenção ao câncer
O Programa de Oncobiologia, vinculado ao Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lançou, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), a animação Cem Anos de Intoxicação. Esse é o quinto vídeo do projeto que visa à educação e prevenção contra o câncer. A série de animações disponibilizadas na internet trata de temas sensíveis relacionados à doença, como o câncer de pele, o HPV, o uso de álcool e, no vídeo mais recente, os alimentos ultraprocessados. Financiado pela Fundação do Câncer e com o apoio de pesquisadores da UFF, o vídeo mostra como os alimentos passaram da produção doméstica para produtos ultraprocessados com uma série de componentes cancerígenos. As pesquisas buscaram o que o público ainda não sabia ou não estava em seu dia a dia, como a necessidade da leitura dos rótulos e quais substâncias são nocivas. Assista ao vídeo Cem Anos de Intoxicação no canal do programa.

CTC/PUC-Rio lança curso de capacitação em inovação digital
Focado nos avanços tecnológicos que mudam as relações de trabalho, o Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC-Rio) promove o curso DX Professional, com o objetivo de desenvolver a fluência digital de profissionais que participem ativamente da transformação tecnológica em suas áreas, como marketing, vendas, financeiro, jurídico, recursos humanos, atendimento ao cliente, logística, comunicação etc. A proposta do curso é apresentar os fenômenos de cada transformação para que estudantes solucionem problemas de maneira estratégica. Não é necessário ter conhecimento prévio em tecnologias digitais, computação ou matemática. O curso tem duração de seis meses, sendo 72 horas a distância e 72 horas presenciais, uma vez por semana, com práticas e discussões entre professores, monitores e colegas. Também é possível esclarecer dúvidas por meio da plataforma de ensino Google for Education e Google hangouts, as quais os professores utilizam para realizar vídeo chamadas em horários pré-estabelecidos – ‘talks’. O programa engloba Inovação e Transformação Digital, Estratégias de Negócios Digitais, Comunicação Digital e Mídia Social. Coordenado pelo professor Marco Aurélio Cavalcanti Pacheco, mestre em Engenharia Elétrica e PhD em Computer Science, o corpo docente do curso é composto por doutores da área de tecnologia. As inscrições estarão abertas até o dia 2 de abril e deverão ser realizadas online. Os inscritos passarão por um processo seletivo com base no Currículo Vitae e no histórico escolar mais recente. Ao final do curso, se obtiver aproveitamento superior a 70%, o aluno receberá o certificado de conclusão do DX Professional da PUC-Rio. Mais informações: https://cceweb.adm.cce.puc-rio.br/sitecce/academico.dll/matricula?curso=47&periodo=181&orcamento=13355




Autor: Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data de Publicação: 01/02/2018
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3519.2.6