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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Semana de Combate ao Alcoolismo e Álcool: Cocaína e coração

Por conta do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo e Drogas, traremos uma série de artigos sobre o tema. Abordaremos agora a cocaína e suas complicações cardiológicas.


No verão de 1884, parecia que uma nova era começava na medicina: com a aplicação de cocaína dissolvida em pó na córnea de um sapo, o nascimento da anestesia local foi declarado. Na mesma década, foi lançada o xarope de coca e cola, que se tornou símbolo da cultura dos EUA no século XX. Seu uso foi publicamente defendido de forma rotineira por diversos médicos, inclusive Dr Freud. O resultado é visto até os dias atuais: em 2006 havia mais de dois milhões de usuários de cocaína nos EUA, e, em 2020, de acordo com dados do CDC americano, de 90 mil mortes por overdose, 19447 foram por overdose de cocaína.


Alterações cardíacas

A cocaína causa diversos sintomas agudos, sendo o principal a angina, que ocorre em 57% dos casos que procuram o hospital. Também são comuns palpitação, hipertensão e arritmias e podem ocorrer danos cardíacos estruturais irreversíveis, como progressão de aterosclerose, aneurisma e dissecção de aorta, endocardite, doenças valvares, infarto do miocárdio e até insuficiência cardíaca (IC). Em estudo com 94 usuários de longa data, 71% tiveram alterações na ressonância cardíaca: aumento de volume diastólico final, redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (VE) e direito e 30% apresentavam realce miocárdico tardio.

Sua ação predominante é a simpaticomimética, que bloqueia a ligação de norepinefrina e dopamina na pré sinapse de terminais adrenérgicos, possibilitando acúmulo de catecolaminas no receptor pós-sináptico. Logo, há estímulo simpático associado ao aumento de catecolaminas com consequentes aumento da frequência e contratilidade cardíacas, da pressão arterial e vasoconstrição, agregação plaquetária, formação de trombos e espasmo coronário, cuja ação combinada leva a redução da oferta de oxigênio.

Essa queda na oferta associada ao aumento de demanda gera isquemia e infarto do miocárdio. A cocaína estimula a liberação do potente vasoconstritor endotelina 1, além de inibir a síntese de óxido nítrico (que promoveria vasodilatação e efeitos opostos aos descritos previamente), gerando mais desbalanço e remodelamento vascular. Estudos mostram que usuários de cocaína tem risco sete vezes maior de infarto comparado a não usuários e o estudo CHOCHPA mostrou que 6% dos casos de angina em emergência eram resultantes do uso de cocaína. Além disso também parece haver relação com aneurismas de coronária, encontrados em 30,4% vs 7,6% em não usuários.

O efeito arrítmico parece estar relacionado ao bloqueio do transporte de sódio, com prolongamento do intervalo Qt e do QRS e disfunção sistólica. Já as alterações estruturais são ocasionadas por uso prolongado da droga e resultantes da hipertensão crônica e aumento da reatividade periférica, que ocasiona aumento compensatório da massa do VE. Em uma meta análise, o uso crônico de cocaína foi associado ao aumento de peso do coração e um estudo randomizado que comparou 20 usuários crônicos com indivíduos saudáveis mostrou aumento significativo da massa ventricular esquerda (18% com p=0.01). A cocaína pode ainda estar associada a redução do volume diastólico final do VE, por dano miocárdico direto ou disfunção de microcirculação.

Uso de beta-bloqueadores

Como já citado, a manifestação cardiovascular mais frequente é a angina, com possível ocorrência de infarto agudo do miocárdio, que é o que o emergencista mais vai encontrar em seu dia a dia. O tratamento destes pacientes tem algumas particularidades, principalmente em relação ao uso de beta bloqueadores.

Apesar de seu uso ser evitado pela maioria dos emergencistas, existe surpreendentemente pouquíssima evidência neste sentido. Esse cuidados vem de um estudo pequeno, com dez pacientes, que demonstrou vasoespasmo de coronária esquerda após 15 minutos de uso de cocaína intranasal e propranolol intracoronário. Esse foi o estudo que norteou a maioria das recomendações referentes a uso de beta-bloqueadores em intoxicações agudas e não há estudos grandes randomizados sobre o tema.

Um outro estudo pequeno de 2010, com 90 pacientes com síndrome coronária aguda que tinham exame de urina positivo para cocaína, comparou uso de labetalol ou diltiazem. Ambos os grupos tiveram redução dos níveis de pressão arterial em 48h, e após esse período os pacientes do grupo labetalol tiveram melhores parâmetros hemodinâmicos, mostrando que seu uso é seguro em quem fez uso de cocaína.

Metanálise de cinco estudos publicada em 2019 não mostrou diferença em relação ao risco de infarto (risco relativo {RR} 1.08, 95% intervalo de confiança {CI} 0.61-1.91) ou mortalidade geral (RR 0.75, 95% CI, 0.46-1.24) em pacientes com angina induzida por cocaína que usaram ou não betabloqueadores. Logo, betabloqueadores não foram associados com desfechos negativos em pacientes com dor torácica por cocaína.

Um estudo observacional com 2578 pacientes com IC, 503 tinham uso de cocaína como possível causa e carvedilol foi associado com melhores desfechos cardiovasculares e menor taxa de re-admissão por IC em 30 dias (34% vs 58% dos que não fizeram uso, com p=0.02). Logo, há benefício do carvedilol em pacientes com FE menor que 40%, mesmo que sejam usuários de cocaína.


Apesar desses novos estudos e de beta-bloqueadores terem benefício claro no tratamento de pacientes com infarto e IC, a American Heart Association e a American College of Cardiology recomendam contra o uso de betabloqueadores em intoxicações agudas devido ao risco de espasmo coronário, sendo preferível os bloqueadores de canal de cálcio com propriedades cronotrópicas e inotrópicas negativas (como verapamil e diltiazem).





Autor: Luiz Fernando Fonseca Vieira
Fonte: PEBMED
Sítio Online da Publicação: PEBMED
Data: 24/02/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/semana-de-combate-ao-alcoolismo-e-alcool-cocaina-e-coracao/

terça-feira, 7 de julho de 2020

Como a heroína, a cocaína e outras drogas surgiram a partir de remédios convencionais


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A cocaína foi comercializada como um medicamento nos Estados Unidos em 1882, principalmente para dores nos dentes de crianças

Muitas das drogas ilícitas começaram como medicamentos úteis e benéficos para a população. Entre essas substâncias hoje consideradas ilegais estão a maconha, a cocaína, a heroína e a anfetamina.

Embora amplamente usada desde a antiguidade em diversas culturas, a cannabis foi introduzida na medicina ocidental pelo médico irlandês William Brooke O'Shaughnessey, professor da Escola de Medicina de Calcutá, na Índia. Ele publicou, em 1839, um estudo sobre as propriedades anticonvulsivantes da maconha. Após voltar a Londres, em 1842, ele entrou em contato com o farmacêutico Peter Squire e conseguiu produzir o primeiro extrato comercial de cannabis.

Depois, em 1890, John Russel Reynolds, médico pessoal da rainha Vitoria da Inglaterra, publicou, no The Lancet, um artigo resumindo seus trinta anos de experiência clínica com haxixe no tratamento de insônia, neuralgia, enxaqueca, epilepsia, entre outros distúrbios.

No final do século 19, a maconha ou o haxixe, sob diferentes formas, eram amplamente utilizados em práticas médicas. Eles estavam presentes em todas as farmacopeias ocidentais — o código oficial de farmacêuticos. No entanto, houve declínio no uso dessas substâncias após elas serem eliminadas da Farmacopeia Britânica, em 1932.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a cannabis é hoje a droga mais consumida no mundo, com uma estimativa de 188 milhões de pessoas que a usaram em 2017, de acordo com as estimativas mais recentes.

Também segundo a organização, no relatório World Drug Report 2019, 35 milhões de pessoas sofrem atualmente no mundo de distúrbios provocados pelo uso de drogas e 585 mil pessoas morreram em 2017 por causas relacionadas a seu consumo.

"A prevenção e o tratamento continuam aquém em muitas partes do mundo, com apenas uma em cada sete pessoas com transtornos relacionados ao uso de drogas recebendo tratamento a cada ano", diz a ONU.
Freud, a cocaína e a depressão

A cocaína, um alcaloide da planta de coca (Erythroxylon coca), isolada em 1859 pelo químico alemão Albert Niemann, foi comercializada como medicamento nos Estados Unidos em 1882. A substância era usada, principalmente, para dores de dentes de crianças e para o tratamento da gota — doença que causa fortes dores nas articulações e pode causar artrite aguda.

Mas o verdadeiro responsável por descobrir as propriedades farmacológicas da coca foi o pai da psicanálise, Sigmund Freud. Em sua juventude, ele estava mais inclinado à pesquisa do que à prática da medicina, pela qual parecia sentir verdadeira aversão. Em 1884, um artigo de um médico militar com o título A importância e os efeitos psicológicos da cocaína chegou às mãos de Freud. E embora ele nunca tivesse ouvido falar da substância, acreditou que ela poderia ser usada para tratar algumas doenças mentais.


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O uso da maconha medicina é legal em 30 estados dos EUA e no distrito de Columbia. Alguns especialistas acreditam que a cannabis pode aliviar dores

A partir desse momento, Freud iniciou seus estudos sobre a cocaína. A princípio, ele mesmo provou a substância e comprovou uma melhora em seu estado depressivo. Ele atestou que sentiu uma maior segurança e conseguiu trabalhar mais. No percurso do estudo, comprovou que sua língua e seus lábios ficavam dessensibilizados após o uso da cocaína e as suas dores na mucosa bucal e na gengiva diminuíam.

Em 1884, ele escreveu seu famoso trabalho "Sobre a Coca" (Über coca, em alemão), no qual afirma que essa substância era um remédio muito eficaz para combater a depressão, eliminar o desconforto gástrico nervoso e aumentar a capacidade de rendimento físico e intelectual. Ele afirmava também que a substância não produzia vício, nem efeitos colaterais.

Depois de cinco artigos altamente proselitistas sobre a cocaína, Freud abandonou a defesa da substância e recusou que aquilo que havia escrito sobre o tema fosse incluído em suas obras completas. Isso porque ele verificou os efeitos indesejáveis da cocaína, principalmente após a morte de seu amigo Ernst Fleischl.

Apesar disso, ele recomendou a cocaína ao oftalmologista Karl Köller, que confirmou a grande eficácia da substância ao diluí-la em forma de colírio, como anestésico em cirurgia ocular, para intervenções como as de cataratas. Com essa descoberta, a medicina deu um passo importante, e nasceu a anestesia local.

O maior sucesso "terapêutico" da cocaína surgiu com uma inclusão em uma infinidade de "elixires milagrosos" que eram vendidos, na virada do século, por suas propriedades energizantes e revigorantes. O mais famoso de todos foi desenvolvido pelo químico e farmacêutico Angelo Mariani, que elaborou um vinho com extratos de folhas de coca, chamado de "Vin Mariani".

Mariani fundou, em 1863, a primeira grande indústria de coca. Ele até recebeu uma condecoração do Papa Leão 13 por seus méritos em prol da humanidade.


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A Coca-Cola eliminou a cocaína de suas bebidas em 1903

Nos Estados Unidos, John Styth Pemberton formulou em 1885 um substituto sem álcool para esse vinho, que chamou de "French Wine Coca". Esse tônico estimulante foi reformulado no ano seguinte e recebeu o nome de Coca-Cola.

A empresa Coca-Cola foi fundada em 1886 e, inicialmente, divulgou seu principal produto como um remédio para dor de cabeça e estimulante, além de ter um sabor agradável. Ela era divulgada como uma "bebida medicinal e intelectual".

Embora a empresa Coca-Cola tenha eliminado a cocaína de sua bebida em 1903, substituindo-a por cafeína e folhas de coca somente como aromatizantes, em 1909 havia cerca de 69 bebidas nos Estados Unidos que continham a cocaína como ingrediente.
Heroína contra dor e tosse

A heroína nasceu na tentativa de melhorar o perfil de segurança da morfina, um alcaloide do ópio, embora inicialmente não tenha sido desenvolvida como um analgésico.

A diacetilmorfina, nome técnico da heroína, foi sintetizada em 1874 pelo químico Alder Wright, no hospital universitário St. Mary's, em Londres.


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A heroína nasceu na intenção de ser um medicamento com melhor desempenho que a morfina

Para dar origem à heroína, o estudioso tratou a morfina com ácidos orgânicos. Apesar de provar a capacidade de diminuir a pressão arterial e respiratória, esse agente não despertou interesse clínico suficiente, nem nos anos seguintes, quando foi demonstrado que acalmava a tosse e facilitava o sono de pacientes com tuberculose.

Mas Heinrich Dreser, pesquisador da empresa farmacêutica Friedrich Bayer & Co., se interessou pela diacetilmorfina, que ele considerou mais potente no alívio da dor e com um perfil de segurança mais aceitável que a morfina.

Em 1895, a droga alcançou sua produção industrial, sendo comercializada em 1898 apenas para acalmar a tosse.

Dreser descreveu o medicamento como uma "droga heroica", então o nome comercial adotado pela Bayer era "Heroína". O remédio obteve rápido sucesso comercial, sendo amplamente utilizado em todo o mundo, principalmente como antitussígeno — os medicamentos que ajudam a aliviar a tosse.
Anfetaminas para congestão nasal

No fim da década de 1920, a monopolização do comércio de Ephedra vulgaris, planta da qual surgiu a efedrina, determinou que esse ingrediente ativo era escasso e por isso o preço deveria aumentar. Isso motivou o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas para o tratamento de asma e congestões de vias respiratórias.

Assim, a anfetamina, substância sintetizada em 1887 pelo químico japonês Nagayoshi Nagai, foi estudada. Os laboratórios Smith Kline e French a comercializaram para uso por inalação como descongestionante nasal.

Durante a década de 1960, ela foi muito utilizada em pacientes com problemas de congestão nasal. Na Grã-Bretanha, por exemplo, 2,5% de todas as prescrições oficial do ano de 1959 eram preparações contendo anfetaminas. Elas também eram recomendadas para emagrecimento e para tratamento de mazelas como a epilepsia, esquizofrenia, depressão, esclerose múltipla, lesões cerebrais e disfunção sexual.
O Ecstasy e a Marinha dos Estados Unidos

O metilenodioximetanfetamina, conhecido popularmente como "ecstasy", foi sintetizado em 1914 nos laboratórios alemães da Merck. Ele também tinha a função de moderador de apetite, embora nunca tenha sido comercializado.

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O GHB é uma droga usada para delitos sexuais atualmente, mas o seu uso inicial era completamente diferente

Ele foi usado para fins de pesquisa da Marinha Americana, nas décadas de 1950 e 1960, e como agente facilitador da comunicação entre psicoterapeutas e pacientes durante a década de 70, por meio de seu efeito entactógeno — usado na época para permitir que o paciente entrasse em contato "consigo mesmo".

Outras drogas introduzidas mais recentemente no arsenal recreativo vêm do mundo dos anestésicos, como a fenciclidina, chamada ilegalmente de "pó de anjo". Outro exemplo é a cetamina, outro anestésico geral dissociativo que era usado especialmente em crianças e idosos, além da cirurgia veterinária, que passou a ser usada para fins recreativos quando seus efeitos psicodélicos foram descobertos por acaso na década de 1990, após notarem os efeitos no período de anestesia.

Mais um exemplo é o gama-hidroxibutirato (GHB), comumente conhecido como "ecstasy líquido", outro anestésico também usado no tratamento de edema cerebral, no alcoolismo e como ingrediente de suplementos alimentares em academias.

Os fenômenos viciantes, associados ao uso da heroína e cocaína, já eram conhecidos nas primeiras décadas do século 20. A Lei de Alimentos e Medicamentos Puros de 1906 impôs as primeiras restrições à fabricação de ambas as substâncias. A cocaína foi proibida nos Estados unidos em 1914, sob a Lei Harrison de Controle de Narcóticos. Uma década depois, em 1924, a heroína foi proibida.

Em 1937, uma lei proibiu o consumo da cannabis nos Estados Unidos. Em 1961, a maconha foi incluída na lista de substâncias proibidas, após a Convenção sobre Narcóticos.

Todos eles são exemplos claros, na metáfora farmacêutica, da transição de heróis para vilões.

*Francisco López-Muñoz é professor titular de farmacologia e vice-reitor de pesquisa e ciência da Universidade Camilo José Cela. Cecilio Álamo González é professor universitário de Farmacologia na Universidade de Alcalá (Espanha).

Este artigo foi publicado originalmente na The Conversation e é reproduzido aqui sob a licença Creative Commons. Clique aqui para ler o artigo em sua versão original aqui.




Autor: Francisco
Fonte: BBC News
Sítio Online da Publicação: BBC News
Data: 05/07/2020
Publicação Original: bbc.com/portuguese/geral-53201079

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Topiramato auxilia no tratamento da dependência química por cocaína?

Segundo o relatório mundial sobre drogas lançado em 2018 pela Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 6 milhões de pessoas usam cocaína em todo mundo, sendo a 6ª droga mais consumida. A substância atua como um poderoso agente simpaticomimético e causa danos severos ao coração. Em artigo recente publicado no The American Journal on Addictions, pesquisadores analisaram o uso de topiramato na dependência química por cocaína.
Topiramato e cocaína

Através de uma análise post-hoc de um ensaio clínico randomizado, controlado por placebo, de 12 semanas, do topiramato, os autores examinaram a relação entre a resposta ao tratamento e a pontuação dos participantes na Escala de Impulsividade de Barratt (BIS-11). A administração do medicamento anticonvulsivante foi de até 300 mg / dia durante seis semanas e mantido durante seis semanas. Todos os 142 participantes receberam terapia comportamental cognitiva semanalmente.

Sertralina é eficaz no tratamento da dependência química de cocaína?

Indivíduos com escores no BIS‐11 acima da média tiveram 11,2% mais dias livres de cocaína com topiramato do que com placebo (p = 0,047). Já entre os participantes com escores abaixo da média, a porcentagem de dias livres de cocaína não diferiu entre o topiramato e o placebo.

Conclusões

Para os autores, os resultados indicam uma associação entre maior impulsividade (medida pela BIS-11) e maior resposta ao topiramato na dependência química por cocaína. Essa descoberta pode ajudar a orientar o tratamento.

Betabloqueadores são seguros na intoxicação por cocaína?
Topiramato

Atualmente no Brasil, o uso clínico do topiramato é indicado em monoterapia para epilepsia, como adjuvante no tratamento de crises epilépticas parciais, das crises associadas à Síndrome de Lennox-Gastaut e como tratamento profilático da da enxaqueca. Saiba mais sobre o uso do topiramato no bulário do Whitebook. Clique aqui e baixe grátis o aplicativo!

Referências:
Blevins, D. , Wang, X. , Sharma, S. and Ait‐Daoud, N. (2019), Impulsiveness as a predictor of topiramate response for cocaine use disorder. Am J Addict. doi:10.1111/ajad.12858
http://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/frontpage/2018/06/relatorio-mundial-drogas-2018.html






Autor: Vanessa Thees
Fonte: PEBMED
Sítio Online da Publicação: PEBMED
Data: 19/02/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/topiramato-auxilia-no-tratamento-da-dependencia-quimica-por-cocaina/