Mostrando postagens com marcador glicemia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador glicemia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Novidades no tratamento do diabetes: monitorização contínua da glicemia

A diabetes é um dos maiores problemas de saúde mundiais, em função das diversas consequências advindas do seu controle inadequado, como eventos cardiovasculares, renais e cerebrovasculares. Em função disso, essa é uma área de intenso estudo, para avaliação de novas tecnologias para auxiliar no controle da doença, inclusive com redução no custo do tratamento. Uma novidade nesse tema são os métodos de monitorização contínua da glicemia, como o Libre®, fabricado pela Abbott.


Nesse episódio, o Vinicius Zofoli, intensivista e editor do portal PEBMED e Whitebook, convida o médico Luiz Fernando Vieira (Endocrinologista pela USP), para discutirem sobre novas tecnologias para monitorização contínua da glicemia.

São abordados tópicos como: funcionamento da tecnologia, quais os benefícios esperados e que pacientes são os melhores candidatos. Além de limitações e os aspectos que ainda devem ser melhor estudados.

Confira outros podcasts na área de endocrinologia 

Para mais conteúdos como esse, acompanhe nosso canal no Spotify!

Tópicos abordados no episódio


Como funciona o  Libre® (Abbott)

Como essa ferramenta pode auxiliar no controle do diabetes

Quais pacientes podem se beneficiar?

Quais aspectos dessa tecnologia ainda devem ser melhor estudados?






Autor: Vinícius Zofoli de Oliveira
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 23/11/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/novidades-no-tratamento-do-diabetes-monitorizacao-continua-da-glicemia/

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Pandemia impactou no aumento de peso e controle da glicemia dos portadores de diabetes tipo 2

A pandemia de Covid-19 teve um impacto bastante negativo no aumento de peso e controle da glicemia dos portadores de diabetes tipo 2, segundo dados de uma pesquisa internacional realizada por pesquisadores da Universidade Fulda de Ciências Aplicadas, na Alemanha e publicada pela revista científica BMC Public Health. Curiosamente, entre os pacientes com diabetes tipo 1 avaliados pela pesquisa, o efeito foi o oposto.

Trata-se de uma revisão e meta-análise de 33 trabalhos que cobrem dez países e 4.700 pessoas e que foi apresentada no encontro anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD em inglês), no final de setembro. De acordo com o estudo, os valores glicêmicos em indivíduos com diabetes tipo 1 melhoraram significativamente durante o isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, o que pode estar associado a mudanças positivas no autocuidado e no controle digital do diabetes.


No entanto, esse isolamento social corroborou para a piora em curto prazo nos parâmetros glicêmicos em pacientes com diabetes tipo 2.

Para os autores do estudo, o período de quarentena pode ter levado pacientes com o tipo 1, a maioria convivendo com o diabetes desde a infância, a aprofundar a consciência sobre sua condição. Em compensação, os do tipo 2, que em grande parte desenvolveram o quadro já adultos, podem ter sido afetados mais fortemente pelo estresse, alimentando-se mal e deixando de lado a atividade física.

No entanto, mais pesquisas serão necessárias, particularmente sobre as causas e o gerenciamento eficaz desse tipo da doença durante a pandemia.



Mudança foi sentida nos consultórios médicos

Esse cenário preocupante já vinha sendo percebido pelos médicos em seus consultórios com o avanço da vacinação e a gradual retomada das consultas presenciais, como foi o caso do endocrinologista Fadlo Fraige Filho, especialista em diabetes, tireoide, obesidade, crescimento e doenças hormonais, e professor titular da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e Presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD).

“Na verdade, há uma diferença cultural entre os dois tipos de diabetes. A do tipo 1 já vem de uma forma impositiva, fazendo com que a pessoa tenha que fazer seus controles diários. Já em relação ao tipo 2, o que ocorre é que ainda existe uma falta de conscientização da necessidade do tratamento adequado. A grande maioria das pessoas, por não sentir nenhum sintoma, negligencia o tratamento. E ainda há um ponto importante: enquanto o tipo 1 atinge mais crianças e adolescentes, que costumam ter uma prática de atividade física razoável — mesmo durante a pandemia — os adultos e mais idosos com diabetes tipo 2 restringiram muito suas atividades físicas durante o isolamento social e, claro, ganharam mais peso. É fato que o descontrole alimentar aliado com o sedentarismo descontrola o diabetes”, esclareceu o presidente da ANAD em entrevista ao Portal de Notícias da PEBMED.
Mulheres com diabetes têm menos probabilidade de receber prevenção cardiovascular abrangente do que os homens?

Vale ainda registrar um segundo estudo, também divulgado no encontro anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes, que mostra que mulheres com diabetes não recebem o mesmo cuidado de prevenção de doenças cardiovasculares (DC) que os homens.

A pesquisa contou com quase 10 mil adultos portadores do tipo 2, com ou sem DC preexistente. Os pesquisadores descobriram que a prescrição de estatinas, aspirinas ou medicamentos para pressão arterial era menor no caso delas. No entanto, pacientes do sexo feminino são menos propensas a experimentar resultados adversos de DC, além de acidente vascular cerebral (AVC).

Os autores afirmam que uma melhor compreensão das disparidades de gênero é necessária para melhorar a implementação dos cuidados recomendados para a prevenção de DC em mulheres com diabetes tipo 2.

“Apesar das evidências sobre os benefícios de controlar fatores de risco, baixando os níveis de pressão e colesterol, uma proporção inaceitável de mulheres não recebe o tratamento recomendado, e a DC é a principal causa de mortes femininas”, enfatizou Giulia Ferrannini, médica do Karolinska Institutet, na Suécia, e uma das autoras do estudo.







Autor: Úrsula Neves
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 28/10/2021
Publicação Original: https://pebmed.com.br/pandemia-impactou-no-aumento-de-peso-e-controle-da-glicemia-dos-portadores-de-diabetes-tipo-2/

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Substância utilizada em produtos para pele pode interferir em resultados de exames de glicemia




O monitoramento do índice glicêmico é fundamental no controle da glicemia e da diabetes, impactando diretamente no tratamento dos pacientes que lidam diariamente com essa condição.

Entretanto, um estudo realizado em pacientes da República dos Camarões, em 2018, que avaliou o impacto de loções e cremes para o corpo no exame de glicose apontou que o uso tópico da hidroquinona, muito utilizada em produtos voltados ao clareamento de manchas na pele, pode interferir no resultado final. A diferença foi significativa e persistiu após 60 minutos da aplicação inicial do produto.

“Neste caso, os índices glicêmicos podem apresentar níveis falsamente elevados, interferindo no diagnóstico e levando ao monitoramento errôneo da condição”, ressalta a química Maria Inês Harris, diretora executiva do Instituto Harris, com Ph.D. em Química (UNICAMP) e Pós-Doutorado em Toxicologia Celular e Molecular de Radicais Livres (UNICAMP) e em Lesões de Ácidos Nucleicos (CNRS, França).
Mais sobre o estudo

Apesar de o estudo ter sido realizado somente com amostras de 16 pacientes, a especialista afirma que esse resultado deve servir de alerta para médicos e os pacientes que devem fazer o controle da glicemia.

“O estudo sugere essa forte correlação entre o uso deste componente e a adulteração dos resultados glicêmicos no momento do exame. Embora mais estudos sejam necessários para corroborar esse resultado, é muito mais seguro que tenhamos o devido cuidado com prevenção do que arriscar a vida dos pacientes. Como já é sabido que a hidroquinona tem alguns aspectos tóxicos, esse pode ser mais um efeito adverso ocasionado pelo ingrediente”, esclarece Maria Inês Harris.

A pesquisa utilizou loções corporais que continham um dos três ingredientes a seguir: óleo de amêndoa, corticoide ou hidroquinona. Não foram observadas diferenças significativas nas medições de glicemia com os dois primeiros ingredientes. Porém, a hidroquinona demonstrou interferir na medição de glicose. Esse erro na medição pode ocasionar problemas sérios. Principalmente para pacientes com diabetes, que monitoram os níveis de glicemia de forma rigorosa, uma vez que um erro na leitura de glicose no sangue pode levar esses pacientes a injetarem doses desnecessárias de insulina no corpo e gerar quadros de hipoglicemia, que podem ser fatais.

Na visão do dermatologista Egon Daxbacher, titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e colunista médico da PEBMED, esse estudo não pode ser usado como resultado definitivo por ter uma amostra de pacientes muito pequena.

“Outra questão muito importante é destacar que o estudo não fala sobre alteração no exame de glicemia com coleta do sangue na veia. Fala apenas de glicemia capilar. É diferente. Glicemia capilar é colhida na ponta do dedo e foi o objeto do estudo porque as pessoas usam a ponta do dedo para aplicar os tópicos. O uso de produtos com hidroquinona foi sugerido como podendo atrapalhar a leitura do teste de glicemia capilar e não a glicose medida no sangue retirado diretamente da veia”, alerta o dermatologista Egon Daxbacher.

Sobre a hidroquinona

A hidroquinona é utilizada como principal ativo para o uso profissional de tratamentos estéticos de clareamento gradativo de manchas como melasmas e melanoses solares.

Apesar de ser proibida em produtos cosméticos na Europa, na Austrália e em algumas localidades da Ásia, essa substância é comercializada e utilizada no Brasil, sob prescrição médica.

“É importante frisar que não é o uso do produto na pele do rosto ou do corpo que pode interferir no resultado do exame de glicemia sanguínea, e sim a presença do ativo na região em que se vai fazer o exame, geralmente nos dedos. A contaminação pode ocorrer quando a pessoa usa as mãos para passar o creme no corpo e não as lava bem antes do exame”, explica Maria Inês Harris.

Para a especialista, os médicos devem fazer um acompanhamento completo sobre o estilo de vida de seus pacientes, sobretudo em relação ao uso de produtos que possam conter hidroquinona e solicitar que o uso destes seja interrompido antes da realização de exames de glicemia.

No caso de pacientes com diabetes, que fazem um controle mais rigoroso das taxas de glicose, os médicos devem sugerir que o uso de tais produtos sejam substituídos por componentes similares, de forma a evitar resultados falsos nos níveis de glicemia, que podem ocasionar problemas mais sérios à saúde de diabéticos.

A segunda recomendação importante é alertar aos pacientes para realizar o teste de glicemia capilar antes do uso de algum produto com a substância ou aplicá-lo com uma mão diferente da que faz a medição ou ainda usar luvas para a aplicação.




Autor: Úrsula Neves
Fonte: Pebmed
Sítio Online da Publicação: Pebmed
Data: 17/10/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/substancia-utilizada-em-produtos-para-pele-pode-interferir-em-resultados-de-exames-de-glicemia/