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sexta-feira, 20 de julho de 2018

O mundo digital na infância: novas recomendações da SBP




No início deste ano, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou um novo documento sobre a relação das crianças de 0 a 3 anos de idade e o mundo digital. Esse tema ainda é um grande dilema para os pais, diante da nova era tecnológica em que vivemos e uma controvérsia entre os pediatras.

Podemos afirmar que os três primeiros anos de vida são considerados cruciais no neurodesenvolvimento, nesta fase há maior plasticidade cerebral, o que gera uma grande adaptação do cérebro em relação às experiências e descobertas vividas pelas crianças. Diante deste aspecto, algumas consequências do uso indiscriminado das tecnologias digitais devem ser abordados.

Nesta faixa etária é muito importante que a motricidade seja desenvolvida, e com o uso rotineiro de artifícios digitais a criança acaba perdendo o interesse em conhecer o mundo ao seu redor e, consequentemente, desenvolve menos os movimentos do corpo como engatinhar, andar e tocas objetos.

Quanto utilizamos as mídias digitais como forma de chamar a atenção das crianças, estas passam a focar apenas na visão e audição, que são as sensações mais utilizadas nesses momento, deixando um pouco de lado outras sensações como o tato, olfato e paladar, prejudicando de certa forma o desenvolvimento de um modo integral.

Hoje em dia, é rotineiro vermos as mídias digitais inseridas em atividades cotidianas como na hora da alimentação, um passeio de carrinho pelo parque ou dentro de um meio de transporte. Tais atitudes fazem com que a criança passe por esses momentos de forma despercebida, na relação com o alimento como o paladar, a sensação do alimento na boca, a sensação de saciedade e o cheiro dos alimento acabam sendo ofuscados. Assim como em uma simples fila de espera, na qual frequentemente observamos o uso das mídias digitais, a criança deixa de perceber sons e até mesmo passar por aquele momento de espera que faz com que ela compreenda outras emoções.

Outro fator fortemente influenciado pelas mídias digitais é o desenvolvimento da criatividade. Como a criança passa os momentos ociosos e de tédio em uso dessas tecnologias, acaba não desenvolvendo de forma satisfatória este aspecto.

A principal característica das mídias digitais é o seu poder de super estimulação visual em detrimento de todos os outros sentidos, levando a uma não experimentação, o que influenciará a percepção do seu próprio corpo. Como consequência, a criança poderá apresentar dificuldades de orientações espaciais, na realização de tarefas que necessitem de coordenações mais elaboradas (ex: calçar sapatos) e pode levar a inseguranças.

Outra característica que devemos abordar é o uso das telas para que os adultos não precisem dar limites ou dizer não para as crianças. Devemos sempre diferenciar uma criança que está quieta porque está distraída ou fascinada por uma imagem, o que não deve ser considerado como uma criança educada e sim passiva em frente a uma tela.

Portanto, sabendo que a faixa etária de 0 a 3 anos é a fase de maior desenvolvimento cerebral e mental, a Sociedade Brasileira de Pediatria, assim como a Academia Americana de Pediatria, não recomenda o uso de mídias digitais como forma de brinquedo ou distrações para crianças.




Autor: PebMed
Fonte: PebMed
Sítio Online da Publicação: PebMed
Data de Publicação: 17/07/2018
Publicação Original: https://pebmed.com.br/o-mundo-digital-na-infancia-novas-recomendacoes-da-sbb/

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Sintomas associados à enxaqueca na infância podem predizer risco de desenvolver doença na vida adulta

Quem sofre de enxaqueca (migranea) sabe que não é meramente uma dor de cabeça. Afinal, está associada a uma série de outros sintomas, como tonturas, torcicolo, alterações visuais, alterações sensório-motoras e distúrbios gastrointestinais, como anorexia (perda do apetite), dor abdominal, náuseas e vômitos.

O que poucas pessoas sabem é que estes sintomas podem ocorrer na infância, com ou sem a presença de dor de cabeça. E quando isso acontece pode ser um sinal da presença de um dos vários tipos das Síndromes Periódicas da Infância. A descrição desses quadros data de 1933, mas só recentemente houve a aceitação da existência das síndromes periódicas infantis como variantes da migranea em crianças.

Segundo a neuropediatra, Dra. Andrea Weinmann, normalmente as síndromes periódicas da infância coexistem com as enxaquecas, na maioria dos casos há histórico familiar de enxaqueca e a maior parte das síndromes periódicas da infância evoluem para enxaqueca na vida adulta.

“Uma outra característica é que são crianças completamente saudáveis fora da crise, mas que durante um episódio ficam bem prostradas e, muitas vezes, incapacitadas”, explica Dra. Andrea.

Tipos de Síndromes Periódicas da Infância
Há diferentes tipos de síndromes periódicas da infância, sendo que a maioria tem pontos em comum. Veja abaixo:



Vertigem Paroxística Benigna da Infância: esta é a principal causa de vertigem em crianças de 2 a 6 anos. Ocorre com ataques repentinos e curtos de vertigem e desequilíbrio. As crises são rápidas, durando segundos ou minutos. Normalmente, os episódios são acompanhados de sintomas como palidez, sudoreses, náuseas e vômitos, mas sem perda da consciência. Fora das crises, não há nenhum sintoma presente. Em geral, na adolescência as crises somem, dando lugar à enxaqueca. Portanto, o diagnóstico da vertigem paroxística benigna da infância é um fator de risco para a enxaqueca na vida adulta.



Torcicolo Paroxístico Benigno da Infância: a criança apresenta episódios recorrentes de rotação e inclinação anormal da cabeça (torcicolo). Aparece de forma repentina, podendo durar horas ou dias. Normalmente, os episódios são frequentes nos primeiros meses de vida em crianças saudáveis. Depois, há um intervalo maior entre as crises, que tendem a desaparecer entre 3 e 5 anos. Os episódios podem incluir sintomas como vômitos, palidez, irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de marcha. Em 70% dos casos, atinge as meninas.



Enxaqueca abdominal: Foi somente na década de 90 que houve o reconhecimento da enxaqueca abdominal como uma variante da enxaqueca tradicional. Trata-se de crises de dores no abdômen, acompanhadas de náuseas, vômitos, perda do apetite e palidez. Ela costuma durar dois dias, sendo mais prevalente em crianças entre 5 e 9 anos. Adultos também podem apresentar esse tipo de migranea. Em geral, há histórico familiar e costuma evoluir para enxaqueca na adolescência quando se manifesta na infância.



Síndrome dos vômitos cíclicos: É caracterizada por episódios recorrentes e intensos de vômitos, sem causa aparente. Fora da crise, o paciente não apresenta nenhum sintoma. Estima-se que esta síndrome afeta 2% das crianças em idade escolar, sendo que os sintomas costumam aparecer entre os 5 e os 10 anos de idade. A relação da síndrome dos vômitos cíclicos com a enxaqueca já foi estabelecida em alguns estudos. Sabe-se que em geral há histórico familiar de enxaqueca, sendo que as crianças com esta síndrome costumam apresentar migranea quando crescem. Chama a atenção a intensidade dos vômitos, que podem ocorrer várias vezes em uma hora, por exemplo. Podem durar de 24 a 48 horas e até uma semana para cessar. Há presença de outros sintomas, como dor no abdômen, dor de cabeça, sensibilidade à luz, tontura e diarreia.

Diagnóstico é um desafio
As síndromes periódicas da infância são de difícil diagnóstico, dada a ampla variedade de sintomas, que podem estar ligados a outros problemas, como erros inatos do metabolismo, epilepsia, distúrbios do sono, e outras síndromes genéticas.

Portanto, o médico neuropediatra precisa fazer o diagnóstico diferencial, descartando todas as outras possíveis causas. “É um diagnóstico por exclusão de outras doenças. Assim, só podemos fechar diagnóstico depois de ter feito uma anamnese cuidadosa, exame físico, exames de imagem e laboratoriais, além de ter descartado todas as causas possíveis”, diz Dra. Andrea.

Tratamento
O tratamento começa pela prevenção dos fatores desencadeantes, assim como é feito na enxaqueca tradicional. “Falta de sono, estresse, excesso de atividade física, ingestão de chocolate, queijos e de alimentos que contêm substâncias como nitritos e glutamato monossódico, são fatores que podem levar às crises”, explica a neuropediatra. Portanto, é preciso fazer mudanças no estilo de vida.

“Também usamos medicamentos para prevenir as crises e para tratá-las. Mas, cada síndrome demanda um tipo de tratamento, seja profilático ou para alívio das crises.

Prognóstico
Em geral, as síndromes periódicas da infância costumam ter um bom prognóstico. Entretanto, grande parte das crianças que apresentam um dos tipos destas síndromes acaba virando um adulto que sofrerá de enxaqueca ao longo da vida.

Colaboração de Leda Sangiorgio, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 02/05/2018


Autor: Leda Sangiorgio
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 27/05/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/05/02/sintomas-associados-a-enxaqueca-na-infancia-podem-predizer-risco-de-desenvolver-doenca-na-vida-adulta/

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Nutricionistas falam sobre sinais e sintomas da diabetes na infância

O diabetes é uma doença crônica, que atinge 382 milhões de pessoas em todo o planeta, de acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes. Ratificando esse número, o Ministério da Saúde (MS) aponta que 30% dos jovens consomem doces em demasia. E para conscientizar a população sobre o Diabetes Mellitus (DM), o dia 14 de novembro é considerado o Dia Mundial do Diabetes.


Fernanda Simões, nutricionista do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e Luiza Scancetti, nutricionista residente do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), explicam que a doença é causada pela ausência ou ineficiência da insulina, que é o hormônio responsável pelo controle da glicose no sangue. “As crianças brasileiras totalizam um milhão de registros da doença e o Diabetes Melitus tipo 1, também denominado infanto-juvenil, é mais frequentemente encontrado em crianças e adolescentes, sendo em 95% dos casos resultantes da destruição autoimune das células beta do pâncreas, que leva a deficiência absoluta de insulina”, ressalta a nutricionista. Após o diagnóstico, é necessário o monitoramento da glicose e o uso da insulina necessária, que será administrada via subcutânea, através de seringas, canetas aplicadoras ou bomba de infusão contínua.

As nutricionistas dão uma lista de sinais e sintomas, com os quais os pais e cuidadores precisam estar atentos. Notando a presença de algum deles é interessante consultar um médico e informar as suspeitas para que os exames adequados possam ser realizados. São eles:

- Aumento da sede: a criança passa a beber mais água que o normal e, mesmo assim, continua sedenta;
- Aumento da diurese: como consequência da ingestão excessiva de água, ocorre um aumento na quantidade de urina produzida pelo corpo, que se reflete em maior frequência ao banheiro;
- Perda de peso: apesar de um notório aumento de apetite, a criança não engorda e ainda passa a perder peso de forma repentina.

Segundo Fernanda Simões, o objetivo prioritário da conduta nutricional na criança e no adolescente é manter o crescimento e o desenvolvimento adequados e simultaneamente adequar os aspectos relacionados ao controle glicêmico. “A intervenção nutricional direcionada a crianças com Diabetes tipo 1 aponta a importância de integrar insulina, dieta e atividade física, reforçando o ajuste da terapia insulínica ao plano alimentar individualizado como a chave para o adequado controle metabólico. Uma das estratégias para individualizar, flexibilizar a ingestão alimentar e obter um controle glicêmico adequado é o método de contagem de carboidratos”, explicou ela.

As nutricionistas enfatizam que uma alimentação balanceada, com acompanhamento nutricional, uma rotina que envolva exercícios físicos regulares e acompanhamento médico, com o monitoramento das taxas glicêmicas, são as formas de se obter uma boa qualidade de vida mesmo desenvolvendo o diabetes na infância. “É recomendável evitar alimentos artificiais, ricos em açúcares, frituras e carboidratos simples, ao passo que se deve priorizar alimentos vegetais, legumes e frutas, ricos em fibras, peixe, carnes pouco gordurosas e com pouco sal. São medidas simples, para todos da família e que podem garantir uma vida mais saudável.

Uma alimentação desregrada e uma vida sedentária são fatores que podem desencadear diversos problemas no futuro, entre eles, a obesidade”, finalizam Fernanda Simões e Scancetti.


Autora: Juliana Xavier
Fonte: IFF/Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 14/11/2017
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/nutricionistas-falam-sobre-sinais-e-sintomas-da-diabetes-na-infancia

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Pesquisa observa associações que possam contribuir para identificar fatores causadores de neoplasias


Embora considerado raro, o câncer infantil tem se destacado como uma causa de óbito importante nos países em desenvolvimento. Por isso mesmo, ao observar algumas associações entre tumores na infância e adolescência e certas características gestacionais, perinatais e mesmo sociodemográficas maternas, os pesquisadores acreditam que é interessante investigar associações que possam ajudar a rastrear e identificar os fatores etiológicos causadores de neoplasias. “Tudo são hipóteses. Mas algumas dessas hipóteses deveriam ser mais bem investigadas”, diz a pesquisadora Beatriz de Camargo, do Instituto Nacional do Câncer (Inca).



Os números no Brasil seguem os parâmetros mundiais: de 150 novos casos por milhão para o câncer infantil (até 15 anos completos); e de 200 novos casos por milhão, em adolescentes e adultos jovens (de 15 a 29 anos). “Os sintomas de câncer em crianças são muito inespecíficos. Mas deve-se investigar se a criança é levada ao médico ao menos três vezes, com as mesmas queixas, em um curto espaço de tempo”, alerta a pesquisadora, que é oncologista pediátrica.

“O câncer infantil não tem causas conhecidas. Por isso é importante analisar os dados de incidência e mortalidade para se saber o que acontece no País, identificar quais são as regiões mais afetadas e quais os motivos para que isso ocorra. E também para comparar com a incidência em níveis mundiais. No caso brasileiro, esses números são semelhantes aos computados internacionalmente.”

Não há dados que mostrem que a incidência de câncer é maior nas camadas de nível socioeconômico mais alto ou mais baixo. “Observando-se o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), cujos dados são computados nas capitais do País, concluímos que há poucas diferenças entre eles. Na verdade, sua incidência é semelhante”, diz Beatriz.

No entanto, as diferenças entre pacientes adultos e crianças são bastante acentuadas nos casos de neoplasias. Se no adulto, os tumores costumam ter crescimento lento e ser mais localizados, tanto no adolescente quanto na criança, os tumores em geral têm crescimento rápido e costumam ser mais agressivos. “Isso acontece porque, em geral, são formados por células embrionárias que, por algum motivo, não se tornaram adultas, permanecendo imaturas. Por continuar se multiplicando, sem se diferenciarem para células adultas, terminam formando um tumor. Como, nessas células, a divisão celular é mais rápida, esses tumores também se desenvolvem rapidamente, o que os torna mais agressivos”, explica.

“Entretanto, isso também traz duas possibilidades positivas. A primeira é que exatamente esse rápido crescimento permite um diagnóstico mais rápido. E a segunda é que o mesmo motivo que o torna mais agressivo – a rápida expansão celular –, também o faz responder melhor ao tratamento”, esclarece Beatriz. Por outro lado, nos casos em que não se obtém boa resposta com o tratamento, esse câncer, mais agressivo, também terá maior letalidade.

Como cita Beatriz, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o tipo de câncer mais comum na infância é a leucemia. Seguem-se os tumores do sistema nervoso central, depois os linfomas, seguidos por vários tumores abdominais. São os chamados blastomas, que se subdividem em neuroblastomas, que atingem a glândula supra-renal; e os nefroblastomas, que atacam os rins. “Fruto de alteração genética, o neuroblastoma é um dos tipos de câncer de pior prognóstico: tem 50% de cura e é mais resistente ao tratamento. Já o nefroblastoma, ao contrário, é o de melhor prognóstico: suas chances de cura são de 90%”, cita.

Nos adolescentes, essa ordem de incidência é um pouco diferente. Embora o mais comum continue sendo a leucemia e linfomas, seguem-se os carcinomas, depois os tumores do sistema nervoso e tumores ósseos.

Observando certas associações, uma delas sugere que a exposição do bebê a infecções muito precocemente poderia estimular o funcionamento do sistema imune. “Isso termina tornando o sistema imune mais ativo, o que também pode contribuir para eliminar possíveis fatores genéticos predisponentes ao câncer. Por outro lado, quando o sistema imune não é estimulado a agir, pode acontecer que fatores genéticos pré-existentes, predisponentes a um câncer, se desenvolvam”, fala.

Também se observou que a ordem de nascimento dos filhos pode influir na formação de um câncer, o que levou os pesquisadores a uma possível especulação. “Poderia ser o fato de que o marcador de exposição hormonal é maior – ou seja, a mãe tem um maior percentual de hormônio na primeira gravidez. Isso pode estimular alguma alteração em fatores genéticos predisponentes e gerar um câncer”, sugere. Até mesmo o tipo de parto pode ter algum peso nessa conta. “Olhando-se para as regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde os partos por cesariana são mais frequentes, é interessante perceber que também é maior a incidência de neuroblastomas. Esta associação entre câncer e o grande número de cesáreas é outra especulação a ser estudada futuramente”, diz.

Com relação ao câncer de colo de útero, a incidência costuma ser maior em dois pontos opostos do País. “No Nordeste, particularmente em Recife, onde se registra o maior número de casos, também chama atenção outra particularidade. A de que a atividade sexual comece mais precocemente naquela capital. Pode haver uma relação entre esses dados. No Sul, por outro lado, é onde as mulheres mais fumam. Como o tabagismo é também um fator predisponente a esse tipo de câncer, pode ser que influencie essa alta incidência”, relata.

A notícia boa é que a mortalidade por neoplasia está diminuindo, embora timidamente no nosso País. “E se, ao contrário, em certas regiões, o número de letalidades pareça estar aumentando, isso pode ser apenas o reflexo de atestados de óbito mais bem feitos, mais detalhados”, afirma a pesquisadora.

“Prevenção para o câncer infantil não há, mas dependendo do tipo de tumor, vemos a importância de usar estudos como este para entender o que está acontecendo no País e traçar estratégias, políticas públicas de tratamento. O que poderia se traduzir, por exemplo, em ampliar a vacinação do HPV em certas regiões, como o Nordeste, como forma de evitar uma das causas para este tipo de câncer”, exemplifica.

Para Beatriz, é preciso não apenas melhorar o diagnóstico, tornando-o preciso e mais detalhado, como, nos casos detectados, fazer um rápido encaminhamento para os centros de tratamento. “É uma questão de melhorar o fluxo de tudo isso, de modo que não só o diagnóstico seja mais rápido, mas que o encaminhamento e a internação do paciente aconteça logo em seguida. Assim, estaremos ampliando as chances do tratamento e, por conseguinte, do paciente. Nesse sentido, é bom frisar que, apesar da falta de estrutura em algumas regiões, alguns estados do Norte e Nordeste estão se organizando para agilizar esse fluxo e o tratamento. O que já é um começo. Essas, afinal, são ótimas notícias”, conclui.

Autora: Vilma Homero
Fonte: F
aperj
Sítio Online da Publicação: 
Faperj

Data de Publicação: 19/10/2017
Publicação Original:
 
http://www.faperj.br/?id=3482.2.5