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sexta-feira, 17 de março de 2023

Morte, cegueira e perda de globo ocular levam a suspensão de colírios nos EUA



CRÉDITO,GETTY IMAGESArticle informationAuthor,Max Matza
Role,Da BBC News
Há 8 horas

As autoridades de saúde dos EUA dizem que colírios podem ter provocado a morte de uma pessoa e deixado diversas outras gravemente feridas devido a uma contaminação bacteriana resistente a medicamentos.


Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (a agência americana de saúde pública CDC, na sigla em inglês) identificaram 68 pacientes em 16 Estados americanos com uma cepa rara de Pseudomonas aeruginosa.


A cepa nunca havia sido encontrada nos EUA antes deste último surto.


Além de uma morte, oito pacientes sofreram perda de visão e quatro precisaram ter seus olhos removidos cirurgicamente.


A maioria dos pacientes diagnosticados com a infecção relataram o uso de colírios e lágrimas artificiais, de acordo com o CDC.


Dez marcas diferentes foram identificadas como possivelmente ligadas ao surto, disse o CDC. Colírios fabricados na Índia e importados para os EUA sob duas marcas foram retirados das prateleiras em janeiro e fevereiro.


Em janeiro, o CDC alertou as pessoas a pararem de usar as lágrimas artificiais EzriCare e da Delsam Pharma. No mês seguinte, a empresa proprietária das marcas — a Global Pharma — fez um recall voluntário seguindo uma recomendação da Food and Drug Administration (FDA), agência sanitária do governo americano.


Frascos abertos por pacientes foram submetidos a testes. O CDC detectou a bactéria nas amostras. Frascos fechados estão sendo examinados em laboratório para determinar se a contaminação ocorreu durante o processo de fabricação.


Na semana passada, uma mulher na Flórida processou a empresa farmacêutica, alegando que uma infecção que ela sofreu após usar o produto obrigou os médicos a remover um de seus olhos.


Um advogado da mulher atribuiu a contaminação à falta de conservantes no colírio.


"Provavelmente há muito mais pessoas que sofreram infecções que não sabem", disse a advogada Natasha Cortes à rede NBC News.



CRÉDITO,EZRICARE

Um representante da EzriCare disse que os testes até agora não comprovaram definitivamente uma relação entre o surto e os seus produtos.


"Na medida do possível, estamos entrando em contato com os clientes para aconselhá-los contra o uso contínuo do produto", disse um porta-voz.


"Também entramos em contato imediatamente com o CDC e o FDA e indicamos nossa disposição de cooperar com quaisquer solicitações que eles nos fizerem."


O CDC disse que qualquer pessoa que tenha usado os produtos recolhidos e agora esteja apresentando sintomas deve entrar em contato com um médico.


Os sintomas incluem secreção ocular amarela, verde ou clara, desconforto ou dor, vermelhidão, visão embaçada e aumento da sensibilidade à luz.


Na semana passada, o FDA publicou avisos de recall separados para alguns produtos colírios distribuídos pela Pharmedica e Apotex depois que as empresas disseram que os retiraram voluntariamente das prateleiras.


Colírios e produtos para lavagem dos olhos foram usados por aproximadamente 117 milhões de americanos em 2020, de acordo com a Statista, uma empresa de pesquisa de mercado.







Autor: Max Matza
Fonte: BBC News
Sítio Online da Publicação: BBC News
Data: 17/03/2023
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72184plxjpo

quinta-feira, 14 de julho de 2022

O que a Ciência diz sobre o que sentimos no instante da morte

 

CRÉDITO,GETTY IMAGES

Ah, a vida! Você nasce, cresce, se apaixona por alguém (ou algo), talvez gere outras pessoas e, antes que perceba, é hora da próxima parte: a morte. O inevitável desaparecimento do nosso ser.

Há uma variedade enorme de formas pelas quais você pode morrer. As mais comuns são doença cardíaca ou câncer, mas existem, por exemplo. 600 pessoas que morrem a cada ano por asfixia erótica.

Independente de como acontecerá, é certo em algum momento você experimentará a morte clínica — quando a respiração e a circulação sanguínea param.

Para a maioria das pessoas, a morte não é completamente instantânea. O que a Ciência moderna sabe sobre nossa experiência nestes momentos finais?

Qual é a sensação de morrer?


No último estágio da vida, quando a morte se aproxima, as pessoas geralmente ficam entorpecidas. Por isso, geralmente imaginamos a experiência como um desaparecimento sonolento e inconsciente da vida.

Mas alguns experimentos mostram uma história muito diferente.



CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,

Experimentos estão investigando os momentos finais da vida


Em 2013, cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, mediram em laboratório a atividade cerebral de camundongos moribundos. E algo interessante aconteceu.


Depois que os camundongos sofreram parada cardíaca — sem batimentos cardíacos ou respiração — seus cérebros mostraram um aumento na atividade global, com níveis de ondas gama baixas que eram mais sincronizadas em todo o cérebro do que nos estados normais de vigília.


E, incrivelmente, esse tipo específico de atividade cerebral foi associado à percepção consciente das pessoas em estudos anteriores.


O experimento desafia a noção de que o cérebro fica inativo durante a morte. Em outras palavras, os camundongos podem tido algum tipo de experiência enquanto estavam entre a morte clínica e a morte cerebral completa.


É possível que antes da inconsciência derradeira exista um período de maior consciência. Os cientistas se perguntaram: o que os camundongos experimentaram enquanto morriam? O mesmo poderia ser verdade para as pessoas?

Surpresas


Os seres humanos têm cérebros maiores e mais complexos do que os de camundongos, mas um experimento muito interessante realizado no Imperial College London, no Reino Unido, em 2018 lançou luz sobre como pode ser a morte em humanos.



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Legenda da foto,

A morte é psicodélica?


Os cientistas queriam investigar as semelhanças entre dois fenômenos muito diferentes.


Um deles são as experiências de quase morte (EQM) — as alucinações experimentadas por cerca de 20% das pessoas que foram ressuscitadas após a morte clínica.


O outro são as alucinações causadas pelo DMT, uma droga psicodélica que gera de forma confiável um amplo espectro de efeitos subjetivos nas funções do cérebro humano, incluindo percepção, afeto e cognição.

Os participantes do estudo receberam doses de DMT e, depois de voltarem à realidade, foi pedido que descrevessem suas experiências usando a lista de verificação comumente usada para avaliar experiências de quase morte. Os cientistas ficaram surpresos ao ver uma quantidade incrível de pontos em comum.


Ambas as experiências de EQM e DMT incluíram sensações como "transcendência de tempo e espaço" e "unidade com objetos e pessoas próximas".


A experiência de quase morte revelou-se surpreendentemente parecida com a de um poderoso alucinógeno.

Um final psicodélico?


Quando consideramos a morte, pensamos nela como um processo sombrio de incorporação. Mas a Ciência pergunta: e se esse processo for psicodélico?


Legenda da foto,

O neurocientista Chris Timmermann liderou pesquisas sobre a experiência da morte em 2018

Perguntamos a Chris Timmermann, que liderou a pesquisa no Imperial College London, o que esse experimento nos diz sobre a morte.


"Acho que a principal lição da pesquisa é que podemos encontrar a morte na vida e nas experiências de vida", disse ele.


"O que sabemos agora é que parece haver um aumento na atividade elétrica [cerebral]. Essas ondas gama parecem ser muito pronunciadas e podem ser responsáveis ​​por experiências de quase morte."


"Também existem regiões específicas no cérebro, como o que chamamos de lobos temporais — áreas que lidam com memória, sono e até aprendizado — que também podem estar relacionadas a essas experiências. De certa forma, nossos cérebros estão simulando uma forma de realidade."


Cerca de 20% das pessoas que foram declaradas clinicamente mortas e depois sobreviveram relatam EQMs. Será que todos as vivenciam e poucos se lembram delas ou será que essas experiências são raras?


"É grande a possibilidade de que haja falta de memória devido a diferentes motivos. Em nossa experiência com o DMT psicodélico, vimos que, quando damos altas doses, há uma parte da experiência que também é esquecida", explicou Timmermann.


"O que eu acho que acontece é que a experiência é tão nova que é difícil de descrever. Quando uma experiência transcende a capacidade de descrevê-la com linguagem, temos dificuldade em lembrá-la. Mas também pode ser que algumas pessoas simplesmente não as experimentem."


Que outras pesquisas podem ajudar nossa compreensão da morte?


"É muito interessante o que está acontecendo nos dias de hoje com exames cerebrais e como podemos descobrir o que está acontecendo no cérebro", diz ele.


"Para isso, é possível que, em algum momento, nossas técnicas de imagem cerebral se tornem tão avançadas que possamos ler a mente das pessoas para nos aproximar de entender quais são os mecanismos cerebrais que sustentam essas experiências extraordinárias e incomuns."

Otimismo


A Ciência da morte ainda produz uma paisagem muito obscura — mas o que já sabemos dá motivos para otimismo.



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Pessoas que tiveram experiências de quase morte frequentemente relatam sentimentos de calma e serenidade


Por exemplo, sabemos que pessoas que tiveram experiências de quase morte frequentemente relatam sentimentos de calma e serenidade, com redução do estresse associado à morte.


Também sabemos que as EQMs são predominantemente descritas como sem dor, o que significa que a consciência aumentada que podemos experimentar após a morte também pode ser indolor.


A pesquisa também mostra que as pessoas tendem a perder seus sentidos em uma ordem específica. Primeiro, fome e sede, depois fala e visão.


A audição e o toque parecem durar mais, o que significa que muitas pessoas podem ouvir e sentir os entes queridos em seus momentos finais, mesmo quando parecem inconscientes.


E uma scan cerebral recente de um paciente com epilepsia à beira da morte mostrou atividade relacionada à memória e sonhos, levando à especulação de que pode até haver alguma verdade na frase "você vê a vida passar diante de seus olhos".



CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,

Experimentos mostraram que transição entre vida e morte pode ser muito mais emocional do que poderíamos esperar


Finalmente, sabemos por esses experimentos que a experiência da morte pode envolver uma consciência elevada, possivelmente alucinatória. Uma última viagem psicodélica antes do nada derradeiro.


"Em uma sociedade como a nossa, onde tendemos a negar a morte e tentar varrê-la para debaixo do tapete, acho que essa é uma das grandes lições que a pesquisa psicodélica pode nos dar: como incorporá-la em nossas vidas", concluiu Timmermann.


Em última análise, todos nós vamos morrer. Mas esses experimentos mostraram que a transição entre a vida e a morte pode ser muito mais emocional e até psicodélica do que poderíamos esperar.


Somos programados como animais para temer nossa morte, mas entender a morte mais profundamente nos ajuda a relaxar um pouco.


Esses últimos momentos podem não ser assustadores. Eles são apenas parte de uma viagem inevitável para um destino desconhecido, provavelmente indolor e potencialmente psicodélico.




Autor: bbc
Fonte: bbc
Sítio Online da Publicação: bbc
Data: 14/07/2022
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-62147150

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

As dez principais causas de morte no mundo



À medida que a população mundial aumenta, a expectativa de vida acompanha esse aumento e os padrões de vida melhoram, mudando as principais causas de morte no planeta.

Publicado originalmente em 2017 e atualizado recentemente, o relatório produzido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), em parceria com a OPAS (Organização Pan Americana de Saúde), apresenta uma visão global das 10 principais causas de mortes no mundo.


Gráfico baseado no quadro com as principais causas de morte que estão aqui relacionadas.

Em 2017, cerca de 56 milhões de pessoas morreram – quase metade delas tinha 70 anos ou mais; 27% com idade entre 50 e 69 anos; 14% com idades entre 15 e 49 anos; apenas 1% com idades entre 5 e 14 anos; e cerca de 10% eram crianças com menos de cinco anos.

As principais causadoras de mortes mundiais em 2017 foram as doenças cardiovasculares (DCV). Elas são uma série de doenças que afeta o coração e os vasos sanguíneos, que inclui hipertensão, doença cardíaca coronária, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e outras doenças cardíacas. As doenças cardiovasculares foram responsáveis ​​por cerca de um terço de todas as mortes.

Os cânceres foram os segundos maiores, com 17%, ou a cada seis mortes, globalmente. Coletivamente, as doenças não transmissíveis (DNTs) juntas representaram mais de 41 milhões de mortes (mais de 73%) em 2017.

Há uma série de causas com altos índices de mortalidade que, se não é totalmente evitável, pode ser (e foi em muitos países) drasticamente reduzida.

Aproximadamente 1,8 milhão de recém-nascidos morreram devido a complicações no nascimento. As baixas taxas de mortalidade neonatal nos países de alta renda e o progresso significativo em todo o mundo nas últimas décadas são prova do fato de que é possível reduzir significativamente essas tragédias.

Da mesma forma, as doenças diarreicas, que atingiram 1,6 milhão de pessoas em 2017 também são evitáveis ​​e tratáveis através de higiene e saneamento. Essas doenças são uma das principais causas de morte em crianças menores de cinco anos.


A malária foi eliminada com sucesso em algumas regiões e deve ser possível com o tempo erradicar. No entanto, o estudo sobre Carga Global de Doença (GBD) do IHME estima que cerca de 620 mil pessoas ainda morreram de malária em 2017.

Acidentes rodoviários também estão incluídos entre as principais causas de morte, reivindicando 1,2 milhões em 2017.

Surpreendente para alguns é que o número de pessoas que morrem por suicídio é mais que o dobro do homicídio em nível global. De fato, o número de mortes por suicídio é maior do que o número de mortes por todas as formas de violência – incluindo homicídio, terrorismo, conflito e execuções – em todo o mundo e em muitos países do mundo.

Na parte inferior da lista, é possível observar mortes por desastres naturais e ataques terroristas. Embora o risco relativo de tais eventos seja tipicamente baixo, deve-se ter cuidado ao usar estatísticas anuais neste caso.

As taxas de mortalidade relacionadas a doenças e outros fatores de saúde tendem a mudar de forma relativamente lenta ao longo do tempo. O desastre natural e as mortes relacionadas ao terrorismo são diferentes: podem variar substancialmente de um ano para o outro. Isso pode tornar a comparação anual de mortes entre fatores relacionados à saúde e eventos voláteis mais desafiadores e avaliar o risco relativo desses eventos pode exigir uma visão geral de longo prazo dos anos de alta e baixa mortalidade.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED




Autor: PeMed
Fonte: PeMed
Sítio Online da Publicação: PeMed
Data: 03/09/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/as-dez-principais-causas-de-morte-no-mundo/

quarta-feira, 14 de março de 2018

'Pode continuar voando como Superman', diz Nasa sobre a morte de Stephen Hawking; veja a repercussão

A morte do físico e pesquisador britânico Stephen William Hawking, aos 76 anos, provocou reações por todo o planeta. Veja a repercussão.




Hawking experimenta zero gravidade durante um voo sobre o Oceano Atlântico. ‘Foi incrível ... eu poderia ter ido e continuar’, disse na ocasião (Foto: Zero G / AFP Photo)


Lucy, Robert e Tim, filhos de Hawking:


"Ele foi um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos. Sua coragem e persistência com seu brilho e humor inspiraram pessoas em todo o mundo. Ele disse uma vez: 'Não seria muito um universo se não fosse o lar das pessoas que você ama'. Nós vamos sentir falta dele para sempre".


NASA:


"Suas teorias desbloquearam um universo de possibilidades que nós e o mundo estamos explorando. Pode continuar voando como Superman em microgravidade, como você disse aos astronautas no @Space Station em 2014".




Theresa May, primeira-ministra britânica:



"O professor Stephen Hawking era uma mente brilhante e extraordinária – um dos grandes cientistas de sua geração. Sua coragem, humor e determinação para tirar o máximo proveito da vida foi uma inspiração. Seu legado não será esquecido".


Cambridge University


"Olhe para as estrelas e não nos seus pés" – professor Stephen Hawking 1942-2018


Eddie Redmayne, ator que viveu Hawking no cinema


O ator Eddie Redmayne, que interpretou Hawking no filme "A Teoria de Tudo", afirmou em um comunicado que o mundo perdeu a um "cientista surpreendente", com "uma mente bonita".


"Perdemos uma mente realmente bonita, um cientista surpreendente e o homem mais divertido que eu tive o prazer de conhecer. Meu amor e meus pensamentos estão com essa extraordinária família", afirmou o ator, que ganhou o Oscar pela sua interpretação do físico, em 2014.




Ator britânico Eddie Redmayne e o cientista na estreia do filme 'The theory of everything' em Londres, em 2014 (Foto: Justin Tallis / AFP Photo)


Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web:


“Nós perdemos uma mente colossal e um espírito maravilhoso. Descanse em paz, Stephen Hawking”.


Larry King, jornalista


“Uma vez perguntei a Stephen Hawking em uma entrevista o que mais o enlaça em todo o universo. ‘Mulheres’, ele respondeu. Ele fará falta. DESCANSE EM PAZ”.


Professor Stephen Toope, vice-reitor da Universidade de Cambridge:


“O professor Hawking foi um indivíduo único que será lembrado com calor e carinho, não só em Cambridge, mas em todo o mundo. Suas contribuições excepcionais para o conhecimento científico e a popularização da ciência e da matemática deixaram um legado indelével. Era uma inspiração para milhões. O mundo sentirá muita sua falta”.



Narendra Modi‏, primeiro-ministro da índia:


“O professor Stephen Hawking foi um excelente cientista e acadêmico. Sua força e tenacidade inspiraram pessoas em todo o mundo. A sua morte é angustiante. O trabalho pioneiro do professor Hawking tornou nosso mundo um lugar melhor. Que sua alma descanse em paz”.


Professor Lord Martin Rees, astrônomo e professor de Cosmologia e Astrofísica da Universidade de Cambridge:


“Logo depois de me inscrever como estudante de pós-graduação na Universidade de Cambridge, em 1964, encontrei um colega de estudo, dois anos antes ele estava inseguro e falou com grande dificuldade. Este era Stephen Hawking. Ele havia sido diagnosticado recentemente com uma doença degenerativa, e pensou-se que ele não poderia sobreviver o suficiente para terminar o seu doutorado. Mas, incrivelmente, ele viveu até a idade de 76 anos. Mesmo a mera sobrevivência teria sido uma maravilha médica, mas é claro que ele não apenas sobreviveu. Ele se tornou um dos cientistas mais famosos do mundo - aclamado como pesquisador líder mundial em física matemática, pelos seus livros sobre espaço, tempo e cosmos, e por seu surpreendente triunfo sobre a adversidade. A tragédia atingiu Stephen Hawking quando ele tinha apenas 22 anos. Ele foi diagnosticado com uma doença mortal, e suas expectativas caíram para zero. Ele mesmo disse que tudo o que aconteceu desde então foi um bônus. E qual é o triunfo de sua vida. Seu nome viverá nos anais da ciência, milhões de pessoas tiveram seus horizontes cósmicos ampliados por seus livros, e ainda mais, em todo o mundo, foram inspirados por um exemplo único de conquista contra todas as probabilidades - uma manifestação de vontade incrível - poder e determinação”.



Paul Nurse, diretor executivo e diretor do Francis Crick Institute:


“Stephen Hawking era um grande físico, um grande comunicador público e um ótimo ícone para a ciência em todo o mundo. Sentiremos muito sua falta”.


Matthew Colless, professor de astronomia e astrofísica na Universidade Nacional Australiana:


“Hawking era um grande cientista e uma figura inspiradora. O universo é melhor compreendido e mais interessante porque ele estava nisso”.


Neil deGrasse Tysson, astrofísico:


“Sua morte deixou um vácuo intelectual. Mas não está vazio. Pense nisso como uma espécie de energia de vácuo que permeia o tecido do espaço-tempo que desafia a medida”.


Tim Peake, astronauta


“Ele inspirou as gerações a olhar além do nosso planeta azul e expandir a nossa compreensão do universo. Sua personalidade e gentileza farão falta. Meus pensamentos estão com a família dele”.


Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data de Publicação: 14/03/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/pode-continuar-voando-como-superman-diz-nasa-sobre-a-morte-de-stephen-hawking-veja-a-repercussao.ghtml