terça-feira, 11 de agosto de 2026

Pesquisadores debatem a importância da internacionalização da ciência




A ampliação das parcerias internacionais, a formação de redes de pesquisa e os desafios da internacionalização da pós-graduação estiveram em pauta no painel Ciência sem fronteiras: como a cooperação internacional impulsiona soluções para grandes desafios globais, realizado na Rio Innovation Week, no Rio de Janeiro. O encontro discutiu como a atuação em redes colaborativas fortalece a produção científica e contribui para o desenvolvimento de soluções voltadas a desafios como as mudanças climáticas, as emergências em saúde, aquecimento global, desigualdades no acesso a sistemas de saúde entre as populações, entre outros.

Durante a atividade, os participantes destacaram que a internacionalização da pós-graduação vai além da mobilidade acadêmica, representando uma estratégia para fortalecer redes colaborativas de pesquisa e afinar laços de solidariedade entre países, ampliar a circulação do conhecimento e fomentar a construção de soluções inovadoras para problemas que ultrapassam fronteiras.

Os participantes abordaram a importância da Rede Capes Global para o Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Saúde, coordenada pela Fiocruz. A iniciativa reúne as universidades federais do Oeste do Pará (Ufopa), da Integração Latino-Americana (Unila), de Mato Grosso do Sul (UFMS), do Piauí (UFPI) e de Rondônia (Unir), promovendo a internacionalização da pós-graduação por meio da cooperação científica, da mobilidade acadêmica e da formação de redes de pesquisa.

Os participantes também enfatizaram que o fortalecimento das parcerias internacionais, especialmente entre países do Sul Global e do Brics, amplia a democratização das oportunidades de cooperação científica, valoriza diferentes experiências e fortalece a produção de conhecimento voltada às necessidades da sociedade. O debate foi realizado pelos pesquisadores André Périssé e Cristiani Vieira Machado, da Fiocruz, e pela professora Fernanda Mello, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Marques da Cruz, participou da atividade.

A iniciativa busca reduzir desigualdades históricas entre instituições e regiões do país. A gestão compartilhada é um dos pilares da iniciativa. Os debatedores observaram que a cooperação internacional deve ser compreendida como uma estratégia de fortalecimento da ciência, da soberania e do acesso à saúde das populações, da formação de profissionais com uma visão mais ampla e solidária em sua atuação na área e seu reflexo na política externa brasileira.

O debate enfatizou a importância da construção de parcerias internacionais sólidas, da preservação da memória institucional para garantir o legado das ações de cooperação e da responsabilidade do Brasil em compartilhar sua experiência em saúde pública. Os participantes destacaram que o Sistema Único de Saúde (SUS) representa uma referência para países que estruturam seus próprios sistemas nacionais de saúde.

Outro ponto ressaltado foi a escuta ativa. Ouvir experiências nascidas em diferentes realidades e aprender com elas é um dos aspectos mais ricos da internacionalização. A construção de redes de cooperação resilientes, capazes de enfrentar crises sanitárias, instabilidades econômicas e mudanças políticas, fortalece a produção científica, contribui para reduzir assimetrias e amplia a soberania sanitária e de saúde das populações.

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Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 07/08/2026

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