A Fiocruz foi uma das nove instituições contempladas na cerimônia de Premiação de Projetos Emblemáticos promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizada nesta quinta-feira (24/9), na sede da instituição financeira. Com a iniciativa Fronteiras da biotecnologia e soberania em saúde: o Brasil entra na era do RNA, a Fundação foi selecionada pela década de 2020.

Os projetos emblemáticos foram definidos por meio de mais de 1.200 votos de funcionários do BNDES entre cerca de 50 iniciativas selecionadas (foto: Peter Ilicciev)
O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, participou da solenidade que teve abertura de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, reunindo representantes das organizações homenageadas e parceiros do banco. Ao receber o prêmio, Moreira descreveu a cerimônia como um espaço de preservação da memória e resgatou o histórico de cooperação da Fundação com o banco, que teve início nos anos 2000.
Ao abordar os avanços na área de RNA, foco da iniciativa da Fiocruz contemplada pela instituição financeira, Moreira citou a recente autorização para o início dos estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra Covid-19 da Fundação, a primeira produzida com a tecnologia no país. "O projeto já foi autorizado pela [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] Anvisa para iniciar os estudos clínicos. O objetivo é desenvolver esta plataforma tecnológica no Brasil, dado o seu potencial para enfrentar diversos desafios na área da saúde", comentou.
Os projetos emblemáticos foram definidos por meio de mais de 1.200 votos de funcionários do BNDES entre cerca de 50 iniciativas selecionadas. O processo de escolha abrangeu ações desenvolvidas ao longo dos 74 anos da instituição financeira, elegendo as mais representativas em áreas como infraestrutura, indústria, meio ambiente e saúde pública.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, participou da solenidade que teve abertura de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES (foto: Peter Ilicciev)
Durante a cerimônia, o projeto da Fiocruz premiado pelo BNDES foi contextualizado a partir dos desafios expostos durante a pandemia de Covid-19 na produção de vacinas de alta complexidade, como as de RNA mensageiro (mRNA). O recurso viabilizou o desenvolvimento de capacidades nacionais em tecnologia mRNA, que, com a plataforma em desenvolvimento, poderá ser aplicada a vacinas para doenças como influenza, zika e HIV, além de terapias para o tratamento de câncer e de doenças raras.
A iniciativa da Fundação concorreu com oito projetos para representar a década de 2020, sob a temática de crescimento com inclusão social: a expansão de energia eólica pelo Complexo Eólico Rio do Vento; o apoio à restauração do Museu Nacional; a expansão do saneamento pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae); a inclusão digital no Brasil por meio do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust); o desenvolvimento sustentável no Nordeste com o Sertão Vivo; a restauração do arco do desmatamento BNDES Florestas; o avanço da indústria de motores elétricos com a WEG; e a inovação na garantia para acesso ao crédito por micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) pelo Programa Emergencial de Acesso a Crédito com garantia do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI PEAC).
Também foram lembrados no evento a Estrada de Ferro Central do Brasil, pela década de 1950; a criação da Eletrobras, pela década de 1960; a Usina Hidrelétrica de Itaipu, pela década de 1970; o Projeto Carajás (Companhia Vale do Rio Doce), pela década de 1980; a Embraer, pela década de 1990; o Fundo Amazônia, pelos anos 2000; o Butantan, pela década de 2010; e a Concessionária Rodoviária Rio-SP, representando os projetos recentes. A instituição também concedeu menção honrosa ao apoio emergencial ao Rio Grande do Sul.
Período eleitoral
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Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 28/09/2026
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