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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Com Parkinson há quase 10 anos, paciente ganha 1° marcapasso cerebral em Rondônia



Antônio Marques, sorridente, durante consulta em Porto Velho. — Foto: Ana Kézia Gomes/G1


Comer, caminhar e vestir-se são atividades rotineiras aparentemente fáceis, mas seu Antônio Marques, de 68 anos, não conseguia fazê-las sozinho há quase uma década. Ele é um dos 200 mil brasileiros que vivem com Parkinson. Uma doença ainda sem cura que causa tremor, lentidão e rigidez.

Para acabar com os tremores, neste mês de dezembro seu Antônio passou por uma cirurgia inédita em Rondônia: a implantação de um marcapasso cerebral através do Sistema Único de Saúde (SUS).


Os resultados da implantação do eletrodo foram quase instantâneos, como mostra o vídeo feito antes e depois da cirurgia em Porto Velho. No início Antônio mexe a mão lentamente com dificuldades; na sequência já mais veloz (assista abaixo).




Veja os movimentos de Antônio Marques antes e depois da cirurgia de marcapasso cerebral


O procedimento é conhecido como deep brain stimulation (DBS), isto é, uma estimulação cerebral profunda, considerada uma das melhores opções para quem sofre de Parkinson, pois controla os sintomas para devolver qualidade de vida ao paciente.



Dra. Rafaela Rezende, fazendo curativos em Antônio Marques, primeiro a fazer cirurgia de marca-passo cerebral em RO — Foto: Ana Kézia Gomes/G1


Uma semana depois de receber alta, Antônio voltou para consulta e desta vez não precisou da ajuda das filhas para sair do carro e caminhou pelos corredores do hospital com sorriso estampado no rosto. “Olha estou controlando o tremor”, foi a primeira frase que ele disse ao ver a dra. Rafaela Rezende, neurologista responsável pela cirurgia. Ela acompanha seu Antônio há mais de 1 ano.


"No caso dele o que mais melhorou foi a rigidez. Ele não conseguia colocar a bermuda, andava arrastando o pé. E agora já consegue comer com garfo", comemora a médica.



Convivendo com o Parkinson




Antônio Marques e a família durante consulta em Porto Velho — Foto: Ana Kézia Gomes/G1


Seu Antônio trabalhava em um restaurante, era muito ativo, casado e pai de três filhos. Há cerca de 10 anos, com a chegada da doença, a rotina da família mudou completamente.


"Quando recebi o diagnóstico fiquei muito preocupado porque o doutor falou que não tinha cura, mas graças a Deus agora estou me recuperando. Não tenho mais dor. Minha rotina antigamente era só comer e dormir porque o remédio era muito forte. Agora eu já consigo ficar acordado", diz.


Para a família a cirurgia foi um misto de esperança e apreensão. Há sete meses seu Antônio perdeu a esposa para o câncer e, com os riscos do procedimento, as oito horas de espera do lado de fora da sala de cirurgia foram "uma prova de fé".


"Deus levou minha mãe, mas devolveu a vida do meu pai", comenta Cristine, uma das filhas de Antônio.


O neto, Samuel, tem 10 anos e acompanha com orgulho a recuperação do avô.



"Antes a gente tinha que lembrar meu vô de tomar o remédio e agora ele mesmo lembra. Antes ele não saia de casa porque tinha vergonha da doença, agora ele sai de boa. Eu tô muito feliz", diz Samuel.




Antônio Marques chegando de carro na consulta em Porto Velho — Foto: Ana Kézia Gomes/G1



O procedimento



Segundo a neurologista Rafaela Rezende, a implantação do marcapasso cerebral é uma alternativa para outra cirurgia de Parkinson: a ablativa, já feita no estado. A principal diferença entre elas é que uma é reversível e a outra não.


"Uma eu entro e queimo [ablativa] e, mesmo sendo bem segura, se der complicação não tem como reverter. A outra [marcapasso] tem como ir ajustando, diminuir ou aumentar a terapia", explica a médica.


No caso de Antônio ele já era acompanhado por um neuroclínico, que o encaminhou à neurocirurgia.


Todo o procedimento durou 8 horas. Primeiro ele passou por um scalp block, que é um bloqueio da cabeça para não sentir dor. Então os médicos colocaram um arco e o levaram para tomografia.


Adiante a equipe fundiu a ressonância, feita anteriormente com a tomografia, para saber o tamanho real da cabeça. Após isso eles souberam as coordenadas que deveriam seguir durante a cirurgia.


Na primeira parte dela fixa-se a cabeça e coloca o eletrodo. Depois começam os testes para estímulo e mapeamento. Então aplica-se a anestesia geral e, por baixo da pele, coloca-se o gerador.


O mal de Parkinson




Lentidão dos movimentos é o sintoma principal do Parkinson — Foto: Arte/TV Globo


A doença não tem cura, mas tratamento. O sintoma principal do Parkinson, mais marcante, é a lentidão dos movimentos - a pessoa passa a ter lentidão para movimentar os braços, caminhar, levantar da cadeira, a voz também fica diferente. Além disso, também existe a rigidez muscular, o desequilíbrio e o sintoma mais famoso, que todo mundo associa ao Parkinson: tremor nos braços.


As principais causas podem ser desconhecidas, genéticas ou relacionadas a acidentes ou condições externas.

A doença de Parkinson não tem prevenção, mas algumas atitudes podem minimizar o risco, como a atividade física.





Autor: Ana Kézia Gomes, G1 RO
Fonte: G1 RO
Sítio Online da Publicação: G1 Globo Saúde
Data: 27/12/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2019/12/27/com-parkinson-ha-quase-10-anos-paciente-ganha-1-marcapasso-cerebral-em-rondonia.ghtml

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Parkinson: nova terapia é capaz de atenuar sintomas




Uma nova terapia capaz de amenizar os tremores, as dores e a rigidez dos músculos de pacientes com doença de Parkinson está sendo testada no Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF), situado no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

A metodologia envolve a aplicação simultânea de laser e de pressão negativa (sucção dos músculos), utilizando um equipamento desenvolvido primeiramente para procedimentos estéticos.

“Estamos muito surpresos com os resultados preliminares. Todos os dez pacientes submetidos ao procedimento tiveram melhora significativa nas dores, assim como diminuição da rigidez muscular e dos tremores. Embora as células cerebrais que comandam a parte motora continuem a fazer estragos, com a progressiva perda de comando, estamos conseguindo proporcionar um certo bem-estar a esses pacientes, permitindo que eles executem as atividades cotidianas graças a um processo de vascularização e estimulação muscular proporcionado pelo equipamento, na adequada combinação da mecânica de sucção e do bioestímulo do laser”, explicou Vanderlei Bagnato, coordenador do CEPOF, que ressaltou que a terapia ainda em teste não substitui a medicação regular.

Resultados preliminares foram divulgados recentemente no Journal of Alzheimer’s Disease & Parkinsonism.

O projeto é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pelo Centro Universitário Central Paulista (Unicep) e pela Universidade de Halle-Wittenberg, na Alemanha.
Nova terapia para Parkinson

O estudo de caso foi realizado com dez pacientes do sexo masculino, de 70 anos, com Parkinson nos estágios iniciais de doença. Foi avaliado o uso combinado e localizado de pressão negativa e fototerapia focada na melhoria das condições de saúde e bem-estar.
Resultados preliminares

O estudo demonstrou que após a intervenção com o tratamento usando fototerapia combinada e terapia com pressão negativa, os pacientes obtiveram uma redução na intensidade da dor muscular, de moderada pré-intervenção a leve pós-intervenção, analisada através de Escala Visual Analógica.

A melhora da dor muscular e na qualidade de vida também foi evidente na pós-intervenção, assim como as habilidades físicas, o sono e as reações emocionais.

Os resultados obtidos mostram que os fatores físicos são importantes e afetam a vida diária de pacientes com Parkinson.

A redução da dor evidenciada no estudo deve-se possivelmente aos efeitos fisiológicos da terapia combinada com pressão negativa com fototerapia no tecido muscular.

Observando esses benefícios, os pacientes relataram melhora de dor na região dorsal do tronco, na coluna cervical e no membro superior esquerdo, desde as primeiras aplicações do protocolo, sendo reduzidas até a sexta aplicação.

Além disso, a ausência do tremor em repouso durante a aplicação do protocolo foi observado, sendo evidente após o término da aplicação, permanecendo em repouso. Com base nesse resultado positivo para um caso controlado, um estudo mais completo está em preparação, com o cadastro de novos voluntários.

A hipótese dos pesquisadores é de que o uso combinado de pressão negativa e da fototerapia localizada contribuiu positivamente para a redução da dor muscular, para a melhoria do sangue circulante, permitindo um melhor suprimento sanguíneo ao metabolismo celular e, consequentemente, a melhoria das habilidades físicas, ajudando na melhor qualidade de vida dos parkinsonianos.

Pesquisadores procuram voluntários para o estudo

Pacientes portadores da doença de Parkinson interessados em participar do estudo podem se cadastrar na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) do IFSC-USP, que funciona na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, através do número de telefone (16) 3509-1351.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED




Autor: Úrsula Neves
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 01/10/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/parkinson-nova-terapia-e-capaz-de-atenuar-sintomas/

terça-feira, 23 de abril de 2019

Tratamento inovador devolve movimentos a pacientes crônicos de Parkinson

Um tratamento desenvolvido por pesquisadores canadenses se mostrou capaz de recuperar movimentos de pacientes com doença de Parkinson.


Pessoas que mal saiam de casa agora são capazes de caminhar com mais liberdade como resultado de uma estimulação elétrica na espinha dorsal.


Um quarto dos pacientes com Parkinson acaba desenvolvendo dificuldades para andar, conforme a doença avança.


O professor Mandar Jog, da Western University, em Ontário, no Canadá, disse à BBC News que os benefícios de seu novo tratamento foram "além de seus sonhos mais improváveis".


"Os nossos pacientes têm a doença há pelo menos 15 anos e não se sentiam seguros para caminhar havia muitos anos", disse.


"É incrível vê-los agora indo além dos limites de casa, sendo capazes de fazer passeios no shopping ou viagens de férias."


Uma caminhada comum envolve o envio de instruções do cérebro para as pernas se moverem. O cérebro, então, recebe sinais de volta, quando o movimento é concluído, para então enviar novas instruções para o próximo passo.



Partes do cérebro responsáveis pelos movimentos (em vermelho na imagem da esquerda) não estavam funcionando adequadamente. Após três meses de tratamento, essas regiões foram reativadas — Foto: BBC NEWS/WESTERN UNIVERSITY


O professor Jog acredita que a doença de Parkinson reduz os sinais que retornam ao cérebro, interrompendo o ciclo e fazendo com que os pacientes "congelem" no processo de movimentação.


O implante com eletrodos desenvolvido por sua equipe ajuda a fortalecer esses sinais, permitindo que os pacientes caminhem normalmente.


Mas Jog se surpreendeu com a duração dos efeitos do tratamento. Os pacientes conseguiam caminhar mesmo depois de o implante com eletrodos ser desligado.


Ele acredita que o estímulo elétrico desperta o mecanismo de feedback das pernas para o cérebro, que havia sido danificado pela doença de Parkinson.


"É um tratamento de reabilitação completamente diferente", diz.


"Antes, a gente pensava que os problemas de locomoção ocorriam em pacientes com Parkinson porque os sinais do cérebro para as pernas não chegavam até elas. Mas parece que o problema está nos sinais que retornam das pernas para o cérebro."




Caminhadas no parque




Tomografias mostram que, antes de os pacientes receberem o tratamento de estimulação elétrica, áreas do cérebro que controlam movimentos não estavam funcionando adequadamente. Alguns meses após o tratamento, essas regiões do cérebro haviam se reativado.


Gail Jardine, de 66 anos, está entre os pacientes que receberam o tratamento. Antes de passar a usar o implante com eletrodos, há dois meses, ela costumava congelar, de repente, no meio de um movimento, além de tropeçar e cair entre duas e três vezes por dia.


Gail passou a se sentir insegura e parou de fazer, com o marido, as caminhadas de que tanto gostava na região de Kitchener, em Ontário.


Agora, ela e o marido, Stan, voltaram a caminhar no parque pela primeira vez em mais de dois anos.


"Consigo andar muito melhor", diz. "Eu não caí desde que comecei o tratamento. Ele me deu mais segurança. Estou ansiosa para fazer mais caminhadas com o Stan e, quem sabe, sozinha também."


Outro paciente que passou pelo tratamento é Guy Alden, de 70 anos, diácono numa igreja católica de Ontário. Ele acabou tendo que se aposentar em 2012, em decorrência do Parkinson.



Guy Alden — Foto: Arquivo Pessoal


Guy lamenta que a doença o tenha forçado a interromper trabalhos comunitários, como visitas ao presídio da cidade.


"Eu congelava no meio de um movimento com frequência, no meio da multidão. Todos ficavam me olhando. Era constrangedor", disse.


"Agora eu posso andar no meio da multidão de novo. Minha esposa e eu até tiramos férias no Mauí, no Havaí, e eu não precisei usar minha cadeira de rodas em nenhum momento. Tinha várias ruas estreitas e desníveis e consegui fazer tudo muito bem."


Beckie Port, diretora de pesquisas do Parkinson's UK, entidade do Reino Unido dedicada a estudos sobre a doença de Parkinson, disse: "Os resultados vistos nesse piloto de pequena escala são promissores e o tratamento certamente merece mais investigação."




Autor: BBC
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 23/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/23/tratamento-inovador-devolve-movimentos-a-pacientes-cronicos-de-parkinson.ghtml

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Cientista recebe medalha por pesquisa sobre Alzheimer e Parkinson

A cientista Débora Foguel tem doutorado em bioquímica e é professora titular da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Membro da Academia Brasileira de Ciências e uma das coordenadoras da Rede Nacional de Ciência para a Educação, acaba de ser agraciada com a medalha Mietta Santiago, outorgada pela Câmara dos Deputados, junto com outras quatro personalidades. Seu campo de estudo é o enovelamento errado de proteínas, que tem despertado o interesse de pesquisadores no mundo todo, já que esse erro está associado a doenças como Alzheimer, Parkinson e a amiloidose senil, que pode afetar o coração de 15% dos indivíduos com mais de 80 anos.


A professora usa uma analogia para nós, leigos, entendermos seu trabalho: “em primeiro lugar, vale lembrar que as proteínas estão relacionadas a todas as atividades das nossas células. Da memória aos batimentos cardíacos, milhares delas estão por trás de cada função do nosso corpo. Cada proteína, quando é produzida dentro de uma célula, lembra o cadarço de um sapato, ou seja, é como um fio esticado. No entanto, para desempenhar sua função, ela precisa se dobrar com precisão sobre si mesma, como um cadarço quando se dá um nó e um laço. Nas doenças que estudo, determinadas proteínas não se dobram corretamente e acabam por se unir umas às outras, formando agregados, ou grumos, dentro ou fora das células. Com o envelhecimento, o que vemos é que aumenta a taxa de dobramento errado nas células e, por conseguinte, a quantidade de agregados que se formam e dão origem a doenças como o Alzheimer e o Parkinson”.



A cientista Débora Foguel, professora titular da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências, que acaba de ser agraciada com a medalha Mietta Santiago — Foto: Finep


Quando as proteínas formam os grumos, ou agregados, acabam provocando a morte da célula. Se isso acomete os neurônios relacionados à nossa memória, o que aparece é o Alzheimer; se acomete os neurônios motores que produzem dopamina, causa o descontrole motor do Parkinson. “Esse é um processo que leva muitos anos, mas, quando os sintomas se manifestam, já há comprometimento dessas regiões do cérebro e os medicamentos de que dispomos no momento são apenas paliativos, isto é, não impedem a formação da doença”, afirma. Para contextualizar o sentimento de urgência que envolve os cientistas, ela diz que apenas de 5% a 10% dos pacientes com Alzheimer apresentam alguma mutação que justifique a enfermidade: “em 90%, 95% dos casos, não se tem ideia do que está por trás desse processo de agregação de proteína que leva à doença”.


A doutora Débora Foguel se dedica justamente a desvendar os mecanismos que levam uma proteína a mudar sua estrutura. Já foram mapeadas cerca de 50 doenças causadas por esse enovelamento, ou dobramento incorreto, e a maioria está associada ao envelhecimento. Como estamos vivendo mais, essas enfermidades se tornarão cada vez menos raras, daí a necessidade do investimento em pesquisa: o objetivo é um dia descobrir como deter o processo.


Uma curiosidade sobre a medalha: Mietta Santiago é o pseudônimo de Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira. Nascida em Varginha, em Minas Gerais, ela questionou a proibição do voto feminino no Brasil em 1928, por meio de um mandado de segurança. Conseguiu o direito de votar e o de concorrer ao cargo de deputada federal. A condecoração foi criada no ano passado para homenagear iniciativas relacionadas aos direitos das mulheres.




Autor: Mariza Tavares
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 02/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2019/04/02/cientista-recebe-medalha-por-pesquisa-sobre-alzheimer-e-parkinson.ghtml

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Neuromodulação ajusta desequilíbrios no cérebro para tratar de Parkinson a depressão



Em Medicina, a fama da eletricidade não é das melhores. A relação mais evocada entre ambas é a eletroconvulsoterapia, que ficou popularmente conhecida como “terapia de choque”. O nome carrega o estigma gerado pelo uso excessivo da terapia, ocorrido durante décadas em instituições psiquiátricas do mundo todo, para “tratar” indiscriminadamente os mais diversos transtornos mentais. Hoje já se sabe que a eletricidade tem recomendação específica para o tratamento de várias doenças.

O conhecimento humano sobre o uso terapêutico da eletricidade é antigo. Egípcios sabiam que o rio Nilo abrigava peixes peculiares que davam choque, e os utilizavam para tratar dores milhares de anos antes de Cristo. Conforme dominamos a eletricidade, seu uso foi sendo refinado e experimentado para tratamentos médicos. No início do século 20, a eletricidade foi aplicada de modo indistinto em hospitais psiquiátricos, mas no começo dos anos 1960, estudos mais aprofundados sobre o funcionamento do cérebro serviram para repensar seu emprego na Medicina.

Em muitos livros didáticos, é clássica a explicação sobre os conceitos básicos do sistema nervoso, utilizando a dor como exemplo mais simples: ao sofrermos um corte no dedo, nervos da região reconhecem o estímulo e enviam sinais que sobem pela medula espinhal até o cérebro, que por sua vez dispara a sensação de dor e envia sinais para que nos afastemos do objeto cortante. Segundo esse modelo, imaginamos um sinal que simplesmente vai e volta. Nossa capacidade de interferir nesse quadro, portanto, seria somente por meio da extirpação das fibras relacionadas à dor, o que a cessaria por completo, mas deturparia ou mesmo eliminaria a sensibilidade e a motricidade.



Um estudo que contribuiu muito para entender melhor o processamento da dor foi publicado em 1965, na revista “Science”. Chamada de “Teoria da Comporta”, a abordagem propunha que o caminho de transmissão da dor não seria uma via expressa, como o exemplo do corte no dedo faz parecer. Para começar, fibras nervosas diferentes captam estímulos diferentes. Algumas percebem dor e calor, por exemplo, enquanto outras registram sensações como toque ou vibração. Quando estímulos chegam à medula, encontram outros tipos de neurônios que teriam a capacidade de liberar ou não a passagem dos estímulos para o cérebro (daí o nome da teoria). Se dois estímulos de naturezas diferentes (como um de dor e outro de vibração, por exemplo) chegassem simultaneamente a esse “neurônio portão”, o acesso seria liberado somente para o estímulo da vibração, inibindo o de dor.

É claro que esse modelo ainda é muito simplificado e foi revisado várias vezes posteriormente, mas ele abriu a possibilidade de atuar na transmissão da dor sem ser pelo simples corte da fibra nervosa. É possível agir no sistema nervoso de forma a ajustar desequilíbrios, como os que fazem uma pessoa sentir dor em um membro amputado, ou pacientes com Parkinson apresentarem tremores involuntariamente. É possível modular o impulso nervoso.


CENTRO DE CONTROLE



Costumamos pensar no cérebro como um órgão apenas relacionado a atividades intelectuais, mas essa é uma percepção equivocada. Em última instância, está no cérebro a origem de praticamente todas as funções fisiológicas do ser humano. A técnica de neuromodulação parte desse princípio para tratar doenças tão diferentes como epilepsia e depressão. “O cérebro humano corresponde a 1,5% do nosso peso, mas gasta 20% do oxigênio inalado e 25% da glicose circulante. Ele é uma usina que precisa estar funcionando a todo vapor, mas de forma ordenada, pois tem que não só exercer suas funções, mas também realizá-las no tempo certo”, afirma o neurocirurgião Erich Fonoff, diretor-técnico do Parkinson Hoje e professor livre-docente e associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

O sinal que percorre os neurônios não é elétrico do início ao fim. Na maioria das vezes, a eletricidade precisa de contato para ser conduzida. Quando o sinal chega à ponta de um neurônio, ele precisa “saltar” para o próximo, pois existe um espaço entre cada célula. Nesse espaço, chamado de sinapse, a informação é transmitida não por eletricidade, mas por meio de substâncias químicas chamadas neurotransmissores. “Esses neuroquímicos são os que modulam de forma geral a função cerebral em todas as direções possíveis. Na alegria, na depressão, nos movimentos e nas informações que damos a nós mesmos internamente. Quando os rins precisam filtrar mais, por exemplo, há uma contração de artérias controlada por um impulso nervoso”, explica o dr. Antonio De Salles, neurocirurgião, chefe do HCor Neuro (Hospital do Coração de São Paulo) e professor emérito de neurocirurgia e radiação oncológica da Universidade da Califórnia (UCLA).


O cérebro humano corresponde a 1,5% do nosso peso, mas gasta 20% do oxigênio inalado e 25% da glicose circulante. Ele é uma usina que precisa estar funcionando a todo vapor, mas de forma ordenada, pois tem que não só exercer suas funções, mas também realizá-las no tempo certo.

A neuromodulação é um termo que abrange uma série de técnicas de atuação no sistema nervoso, e nem todas são cirúrgicas. É possível, por exemplo, aplicar pulsos magnéticos que atravessam o crânio e atingem o córtex cerebral. Contudo, nem sempre é necessário um estímulo elétrico, pode-se injetar um agente químico localmente ou na medula espinhal para modular uma função. “A vantagem é que eu posso ir ao local e modificar a química de uma região específica de forma a melhorar o sintoma de um paciente, em vez de ele tomar uma pílula que vai ter ação no organismo todo, com possíveis efeitos colaterais”, explica o dr. De Salles.

Ao estimular eletricamente uma determinada região do cérebro pode-se obter, por exemplo, maior ou menor produção de determinados neurotransmissores. Sabendo-se a que condições ou doenças essas substâncias químicas estão relacionadas, é possível corrigir exageros ou deficiências. É simples entendermos que um acidente vascular cerebral (AVC), ao atingir uma região que controla o movimento do braço esquerdo, pode deixar como sequela a perda do movimento daquele braço. Mas a paralisia ocorre porque o AVC é um evento descontrolado que provoca a morte do tecido cerebral. Se agirmos delicadamente na região, podemos, em princípio, ajustar somente determinada “desorganização” (no exemplo citado, a que provoca dor crônica no braço comprometido).

A atuação da neuromodulação, porém, é limitada pela necessidade de existência dos neurônios sobre os quais se irá trabalhar. “Imagine que você quer atravessar a avenida Paulista de uma ponta a outra, mas o asfalto está todo destruído e você não consegue passar. É como uma doença estrutural da via, como o efeito de um AVC, em alguns lugares não há via em que você possa atuar. Existem outros tipos de doenças que seriam como uma doença dos semáforos. O trânsito está horroroso porque os semáforos estão dessincronizados, mas a via está íntegra. Essas a gente consegue tratar”, esclarece o dr. Fonoff.

Embora em tese seja possível modular qualquer função cerebral, a neuromodulação ainda não consegue atuar em qualquer doença, mesmo quando as fibras nervosas estão íntegras. O exemplo do corte no dedo é usado para explicar o funcionamento básico do sistema nervoso justamente porque é dos processos mais primitivos que realizamos: há um estímulo de dor, o cérebro comanda o movimento para nos afastarmos. Da mesma forma, o movimento é fácil de explicar: queremos coçar a cabeça, o cérebro envia o sinal para contrairmos o cotovelo. Porque essas são funções mais simples, a neuromodulação inicialmente se concentrou em enfermidades relacionadas ao universo das dores crônicas e dos distúrbios do movimento, como a doença de Parkinson e o tremor essencial.


TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON



Estima-se que haja cerca de 200 mil pessoas com Parkinson no Brasil. A doença causa uma série de sintomas, como lentificação e rigidez muscular, mas o mais associado à enfermidade são os tremores. Ela é mais incidente a partir dos 55 anos, mas pode surgir antes. O advogado Dilvio Martins tinha 40 anos quando começou a apresentar tremor no lado esquerdo do corpo. O sintoma era discreto, mas foi se intensificando no decorrer dos anos. “O diagnóstico é um tanto complexo porque o Parkinson pode ser confundido com outras doenças. Inicialmente, fui diagnosticado com tremor essencial, mas o quadro foi evoluindo até enfim eu ter o diagnóstico correto”, relata.


Em nossa experiência com estimulação de nervos periféricos para tratar depressão, conseguimos melhora em aproximadamente 95% dos pacientes. São pessoas que mudam a vida após a cirurgia.

A primeira linha de tratamento para Parkinson consiste em medicamentos, sendo a levodopa uma droga comumente usada. A medicação é eficaz e consegue retardar muito a progressão dos sintomas, mas não interrompê-los. Para alguém que começou a apresentar tremores cedo, como Dilvio, a perspectiva é que em algum momento os medicamentos não farão mais efeito. “Após dez anos tomando os medicamentos, eles praticamente deixaram de fazer efeito. Eu tomava a dose máxima para obter efeito mínimo. Não conseguia pegar minha filha no colo, dava passos curtos, não tinha força muscular. Eu tomava para atender um cliente, uma hora depois começava a passar o efeito. Aí você não pode deixar o cliente perceber, tinha contrações, câimbras, precisava ficar suportando a dor. Era um tormento, só quem tem pode imaginar”, recorda.

Ao chegar nesse ponto, Dilvio teve a indicação de fazer a cirurgia de neuromodulação. Recebeu sedação e anestesia local para que fosse fixado o arco metálico que garantiria que sua cabeça permanecesse imóvel, algo essencial para uma cirurgia tão precisa. Exames combinados geram imagens do cérebro do paciente, com coordenadas que mapeiam cada milímetro cúbico e permitem analisar o caminho que será percorrido pelos eletrodos. No caso de Dilvio, eram dois, um em cada hemisfério. “A abertura no crânio tem de seis a oito milímetros. Por ela passamos um eletrodo que capta a atividade cerebral, e por meio da leitura desse sinal nós conseguimos saber onde estamos no cérebro. É um controle fino. A parte de implantação dos eletrodos é a mais importante, dura cerca de 2h30”, afirma o dr. Fonoff.

Na última etapa, que leva de 40 minutos a uma hora, é implantado o marca-passo, dispositivo que emite os pulsos elétricos e permite o ajuste de acordo com as necessidades do paciente. Nessa fase é usada anestesia geral, pois o aparelho – e os fios que o conectam aos eletrodos – é implantado sob a pele no tórax, logo abaixo da altura da clavícula. Existe uma série de parâmetros que definem como serão o pulso elétricos, mas não é preciso tentativa e erro para encontrar o melhor ajuste em cada caso. “Frequência, largura do pulso, intensidade, combinação entre os contatos. Multiplicando tudo, a probabilidade de acertar seria quase a de ganhar na Mega Sena. Existem protocolos bem conhecidos sobre o quanto se precisa modular de acordo com o quadro do paciente”, diz o dr. Fonoff.

Cirurgias no cérebro sempre causam certo temor, mas uma operação desse tipo é considerada bastante segura. “Se havia um risco de sangramento de 2% a 3% nos anos 1960, hoje esse risco caiu para 0,4% ou 0,3%. Porque conseguimos fazer a trajetória do eletrodo de forma precisa, sem passar por nenhum vaso. O outro risco é de infecção, mas esse também hoje é de cerca de 2% a 3%. É bem mais segura que uma cirurgia aberta de abdômen, por exemplo”, afirma o dr. De Salles.

“Você acorda praticamente curado. Acordei já pedindo para a enfermeira deixar eu ir para o quarto”, lembra o advogado, hoje com 55 anos. “A cada três ou quatro meses eu retorno só para checar o ajuste do aparelho, mas é coisa simples”, completa. Além dos retornos de rotina, são necessários cuidados com a bateria do aparelho. Existem modelos não recarregáveis que duram por volta de cinco anos. Os recarregáveis podem durar mais, até 25 anos, mas precisam de recargas semanais utilizando um aparelho externo que é carregado na tomada e colocado sobre a pele, próximo do marca-passo. A escolha é feita juntamente com o médico.

Os índices de melhora são bastante altos. Cerca de 95% dos parkinsonianos têm melhora significativa da qualidade de vida. Para portadores de epilepsia, há de 60% a 70% de melhora no número de crises. “Em nossa experiência com estimulação de nervos periféricos para tratar depressão, conseguimos melhora em aproximadamente 95% dos pacientes. São pessoas que mudam a vida após a cirurgia”, afirma o dr. De Salles.


LIMITAÇÕES



Por mais que a neuromodulação seja capaz de minimizar ou até fazer os sintomas desaparecerem, ela não constitui uma cura. “Essa técnica permite a modulação de um cérebro que sofre com uma doença de base. Essa doença pode ter contribuição de fatores genéticos e de outras naturezas que em conjunto provocam os sintomas. Não é uma panaceia que cura tudo com estímulo. É preciso um tratamento contínuo”, esclarece o médico do HCor.

Embora seja extremamente eficaz, a cirurgia só é indicada mediante alguns critérios. Geralmente, seus resultados são melhores após cinco anos do diagnóstico, quando os medicamentos também podem passar a não dar conta de controlar os sintomas. Má tolerância aos efeitos colaterais da medicação, que incluem principalmente náuseas e sonolência, também pode sinalizar encaminhamento para a cirurgia de neuromodulação. Porém, mesmo em casos como esses ainda há uma série de desafios para ampliar a oferta do procedimento.

No Brasil, a cirurgia é usada mais frequentemente para tratar Parkinson, que seguido do tremor essencial. Somente os aparelhos para tais operações custam cerca de 100 mil reais. Tudo o que envolve a cirurgia pode sair por cerca de 150 mil. No SUS, há uma cota limitada de dispositivos, mas essa não é a principal limitação. Mesmo para os tratamentos melhor estabelecidos, como os de Parkinson, tremor essencial e dores crônicas, é necessário um médico que está entre os que exigem maior tempo de formação e treinamento. Um neurocirurgião habilitado para realizar uma cirurgia de neuromodulação pode demorar de 15 a 20 anos para ser formado.

Além do custo e da especialização dos profissionais, a neuromodulação enfrenta seus próprios desafios. Expandir a técnica para outras doenças esbarra na complexidade de enfermidades que vão além dos distúrbios de movimento ou de desequilíbrios químicos mais simples, como é o caso da depressão. Ainda assim, a área caminha para ultrapassar essas barreiras. “Estamos aumentando conhecimento para a atuar cada vez mais em zumbido, anorexia nervosa, TOC e controle do apetite”, afirma o dr. Fonoff.

Entre os novos campos de estudo, o da obesidade é um dos que mais vem recebendo atenção. A primeira dificuldade é a multiplicidade de causas possíveis. Ela pode ser fruto de um problema endócrino, caso em que a neuroestimulação pode ajudar bastante. Contudo, há casos em que também há um componente comportamental, e aí a forma de atuação fica mais complexa. “Em um estudo, conseguimos pegar um paciente com 160 kg e fazê-lo chegar a 100 kg. Porém, outros pacientes não apresentaram a mesma resposta justamente porque tinham um fator emocional. Então, se você aumenta o metabolismo deles para gastar mais energia, eles podem comer mais e compensar. Esse fator constitui um sistema extremamente complexo, mas cada vez mais aprendemos onde atuar no cérebro para tratar também esse tipo de problema”, afirma De Salles.

Os estudos na área avançam para ampliar o leque de distúrbios que possam se beneficiar da técnica. Resta saber quantas pessoas terão acesso a ela.


O site Parkinson Hoje disponibiliza uma série de cartilhas úteis e gratuitas para pacientes com Parkinson ou tremor essencial. Uma delas é específica sobre a cirurgia descrita nesta matéria. Consulte clicando aqui.


Sobre o autor: Luiz Fujita Jr
Jornalista, editor do Portal Drauzio Varella e criador do podcast Entrementes, sobre saúde mental. @luizfujitajr




Autor: Luiz Fujita Jr
Fonte: Drauzio Varella
Sítio Online da Publicação: Drauzio Varella
Data: 21/08/2018
Publicação Original: https://drauziovarella.uol.com.br/reportagens/neuromodulacao-ajusta-desequilibrios-no-cerebro-para-tratar-de-parkinson-a-depressao/

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Cálcio está envolvido no surgimento da doença de Parkinson, diz estudo




Marcador de sinapse em neurônio. Cálcio "chama" substância tóxica para processo de comunicação entre células nervosas (Foto: Janin Lautenschläger)


Excesso de cálcio nos neurônios também pode contribuir para o surgimento da doença de Parkinson, mostra estudo publicado na "Nature Communications" nesta segunda-feira (19).


Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, demonstraram que o mineral permite que células neuronais se ligue à uma substância tóxica, a alfa-sinucleína.


A hipótese é que a relação entre esses dois compostos provoque a morte dos neurônios.


A alfa-sinucleína é uma proteína que, em excesso, está associada ao desenvolvimento da doença de Parkinson.


Com técnicas de microscopia de alta resolução, cientistas também conseguiram entender um pouco melhor o papel dessa substância.


Ela está envolvida nas ligações químicas que fazem com quê um neurônio se comunique com outro, já que eles não se tocam.


A proteína também influencia o movimento de moléculas dentro e fora das terminações nervosas dos neurônios.


A doença de Parkinson

A condição faz parte do grupo das doenças neurodegenerativas. Com isso, a morte dos neurônios explica em parte a doença, assim como o Alzheimer.
No caso do Parkinson, a morte de neurônios ocorre em uma região que produz altas quantidades de dopamina. A substância comunica o cérebro sobre as necessidades de movimento do corpo.
Tremores são os sintomas mais visíveis, mas há também dificuldades de movimento e de fala. Não há cura, mas medicamentos amenizam o desconforto.

Fonte: National Institute of Neurological Disorders and Stroke (Estados Unidos)



A descoberta do papel do cálcio



Com a microscopia, cientistas conseguiram isolar um tipo de bolsa "sináptica".


São nessas bolsas que os neurônios armazenam substâncias que vão permitir a comunicação entre uma célula e outra.


Esses "comunicadores" são conhecidos como neurotransmissores. Nos neurônios, o cálcio desempenha um papel de liberação desses compostos.


No entanto, o que os pesquisadores observaram é que, quando elevados, os níveis de cálcio acabam por puxar a "a alfa-sinucleína" para perto dessas bolsas de compostos.


"Esta é a primeira vez que vimos que o cálcio influencia a forma como a alfa-sinucleína interage com as vesículas sinápticas", afirma Janin Lautenschl, primeiro autor do estudo e professor do Departamento de Biotecnologia de Cambridge, em nota.


"Há um equilíbrio fino de cálcio e da alfa-sinucleína na célula, e quando há muito de um ou outro, o equilíbrio é quebrado, levando à doença de Parkinson", disse Amberley Stephens, coautor do estudo, em nota.


Eles acreditam que esse desequilíbrio ocorre por causas genéticas ou pelo uso de medicamentos que alteram os níveis de cálcio no organismo.

Cientistas não testaram se um aumento no consumo de cálcio necessariamente pode levar à condição.

O que conseguiram verificar até agora é que o processo ocorre quando neurônios ficam mais sensíveis ao mineral: não se sabe ainda se pela maior concentração de cálcio ou se por uma alteração no funcionamento das células neuronais.


Autor: G1 Globo Saúde
Fonte: G1 Globo Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Globo Saúde
Data de Publicação: 19/02/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/calcio-esta-envolvido-no-surgimento-da-doenca-de-parkinson-diz-estudo.ghtml