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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Rede de pesquisadores estuda o conceito de propriedade para pensar políticas públicas para o País

Há algumas décadas, a professora do departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) Márcia Motta se dedica a estudar o conceito de propriedade. Algo que pode parecer abstrato, mas com reflexos bastante concretos em nossa sociedade. Um dos mais marcantes é um dado enfatizado pela pesquisadora: o Brasil é o país com maior concentração de terras do mundo, onde 1% da população detém 45% do território rural, de acordo com o levantamento da Oxfam. Márcia é coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de História social das propriedades e direito de acesso, gestado desde 2013, com o objetivo de problematizar o conceito e pensar formas de elaboração de políticas públicas que favoreçam a igualdade.

O estudo sobre propriedades territoriais foi o ponto de partida da rede de pesquisa. A historiadora se dedica a traçar paralelos entre a legislação em relação à propriedade em Portugal, Brasil e França. Este último país foi incluído devido ao Código Civil Napoleônico ter inspirado inúmeros outros no mundo ocidental. “De forma geral, esse código civil estabeleceu a ideia da propriedade absoluta, mas ela salvaguardou também algumas experiências de terras coletivas”, explica. No entanto, de acordo com a pesquisadora, ao contrário das experiências francesa e portuguesa, a função social da propriedade foi pouco respeitada no Brasil. Para exemplificar, Márcia cita o trabalho realizado pela pesquisadora Cláudia Santos na Universidade de Sorbonne, em Paris, na França. Nesse estudo, Cláudia identificou, ao analisar jornais e cartas de viajantes, a existência de discussões na sociedade francesa em relação a uma expectativa de que haveria uma reforma agrária no fim do século XIX no Brasil, o que não ocorreu. “Também nos anos 1930, quando Getúlio Vargas assume, se teve a ideia de que seria possível fazer uma reforma agrária. Ela não aconteceu. João Goulart caiu exatamente por isso. Então quase todos os momentos de crise da sociedade brasileira, crise econômica, crise social, está muito marcada pela visão que se tem de que há uma ameaça se você fizer alguma política mais generosa. Por isso, a experiência brasileira é uma experiência muito interessante, porque ela até o final jogou para o futuro uma política que devia ser feita naquela conjuntura”, avalia.

Na contramão do conservadorismo brasileiro, Portugal adotou, desde o século XIV, o sistema de sesmarias para ocupação da terra com a exigência de cultivo para que a concessão fosse efetivada. Já no Brasil, a distribuição de sesmarias não foi acompanhada dos procedimentos para sua regularização. “O sistema funcionou como porta de entrada para a concessão de enormes glebas de terra, sem que houvesse esforços para que se limitasse a expansão territorial de grandes potentados rurais”, comenta a pesquisadora. A criação das sesmarias também abriu caminho para inúmeros litígios que correram na Justiça ainda no século XXI, com base em documentos de séculos anteriores. Márcia relembra um dos casos mais emblemáticos em relação à fraude de terras que levou 20 anos para ser provado. Em 2005, o Estado conseguiu reaver nove milhões de hectares de terras localizadas em 32 municípios do Pará, o suficiente para abrigar a população inteira de Portugal. “O interessante e dramático dessa história era o fato de que a grilagem estava calcada na invenção de um ponto zero na história da ocupação daquela área: a existência de cartas de sesmarias, doadas pela Coroa a dois portugueses: Manoel Joaquim Pereira e Manoel Fernandes de Sousa”, escreve a pesquisadora em Direito à terra no Brasil (ed. Alameda, 2009, 286 p.), livro publicado com apoio da FAPERJ. Na entrevista, Márcia Motta retoma o caso e menciona a necessidade de capacitação aos juízes para lidar com documentos históricos, uma vez que a utilização de documentos históricos para forjar linhas sucessórias é recorrente.

Ainda na questão fundiária, a rede passou a mapear as propriedades “fantasmas” e as “coletivas”. As propriedades fantasmas são aquelas que deveriam ser tombadas pelo patrimônio histórico, mas acabaram abandonadas e ainda assim fazem parte da memória e identidade de determinada comunidade. Já as propriedades coletivas são entendidas como aquelas em que a terra é de todos e o privado é aquilo que é comercializado, como animais. O INCT, nomeado de Proprietas, tem se dedicado especialmente a dois tipos de propriedades coletivas, as quebradeiras de coco-babaçu, no Maranhão e os faxinais, no Paraná. As comunidades de faxinais foram reconhecidas em lei estadual de 1997. Nessas áreas a terra é de todos e o que é privado é a comercialização de porcos. Além destas, há muitos outros exemplos, sendo as primeiras terras coletivas as áreas ocupadas por populações indígenas. Apesar da Constituição de 1988 garantir a permanência dessas populações em suas terras, apenas em 2003, com sua regulamentação, a determinação ficou mais clara e permitiu, por exemplo, a demarcação de terras quilombolas. No entanto, a pesquisadora não deixa de registrar que mesmo com a legislação, a dos faxinais, por exemplo, é a mais antiga, mas não é suficiente. “É preciso uma cultura no país que desperte para a importância dos espaços coletivos”, enfatiza.


Márcia Motta pesquisa o conceito de propriedade desde a década de 1980 (Foto: Lécio Augusto Ramos)


Com o tempo, a rede de pesquisa se desdobrou para pesquisas na área de propriedades imateriais do direito autoral e do direito de patente. No caso das patentes, não há consenso no grupo quanto ao benefício da existência desse tipo de proteção. Para alguns, o registro pode ser motor de desenvolvimento econômico, enquanto para outros irá dificultar o acesso. Para Márcia, o que precisa ser pontuado é a barreira financeira criada pelas patentes e que limita o acesso a bens essenciais, principalmente na área da saúde.

Para a pesquisadora, uma das áreas mais instigantes dentro do estudo de propriedades no momento é trabalhar com o direito de autoria em tempos de tantas mudanças tecnológicas e uso intensivo de redes sociais. “Estamos vivendo em uma sociedade em que as pessoas constroem a autoria o tempo todo, no Youtube, no Facebook. As pessoas hoje não precisam mais das grandes gravadoras para fazer sucesso. A própria ideia de sucesso está mudando muito, então a gente não sabe muito como isso vai ficar nos próximos anos”, finaliza.




Autor: Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 14/02/2019
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3708.2.9

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A escola pela perspectiva dos alunos que insistem em perseguir o direito à educação



Clarice Santos, em cena do filme: a estudante conta que teve que abandonar a escola para trabalhar (Foto: Divulgação/Fora de série)


No depoimento de cada aluno, uma lição de vida e um recorte preciso da realidade social de jovens adultos que decidiram voltar a estudar, e da relação deles com a escola. Esse é o espírito do documentário Fora de série, longa-metragem produzido pelo Observatório Jovem do Rio de Janeiro, grupo de pesquisa coordenado pelo professor Paulo Carrano, da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Carrano é Cientista do Nosso Estado da FAPERJ. O filme é produto de uma pesquisa com estudantes do Ensino Médio na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) de 13 escolas públicas estaduais, localizadas no município do Rio.

O documentário foi denominado Fora de série em alusão à faixa etária dos alunos escolhidos como personagens. O nome do filme também funciona como um jogo de palavras que busca destacar o esforço extraordinário de jovens que insistem em perseguir o direito à educação. São pessoas que estão além da idade escolar convencional, pois tiveram que se afastar do colégio por diversas questões, como a imposição familiar para trocar os estudos pelo trabalho para ajudar no sustento da casa, o racismo, a gravidez na adolescência, o uso de drogas e a violência doméstica. “O filme reúne depoimentos de 13 jovens adultos no Ensino Médio, todos entre 23 e 29 anos”, diz Carrano. Como uma colcha de retalhos, o filme apresenta, a partir das subjetividades presentes nos relatos dos estudantes, um olhar nu e cru sobre a evasão escolar, e faz pensar sobre os processos de inclusão social que precisam ser construídos no País.

Os personagens são protagonistas de suas próprias histórias e revelam suas trajetórias de escolarização e seus percursos biográficos. “Eu fui engolido pelo mundo, pelos erros da vida, e o mundo te engole se você não souber andar”, pondera um deles, Jhonata Barbosa, ao lembrar como foi difícil superar os obstáculos que precisou enfrentar quando chegou do Nordeste no Rio e teve que largar a escola. Em outro trecho, o filme acompanha a rotina do estudante-trabalhador-pai, que ajuda a fechar a loja onde trabalha, durante o dia, e segue de metrô lotado para estudar à noite. “Estão vendo, esta é a vida do trabalhador brasileiro”, diz ele, assumindo o papel de um repórter.

Outra personagem, Clarice Santos, de 29 anos, conta como a necessidade de trabalhar na roça até os 15 anos para ajudar a sustentar a família foi o fator determinante para que ela deixasse os bancos escolares. “Teve um dia (...) que eu peguei minha mochila e botei nas costas. Quando botei o pé fora de casa meu padrasto veio. Ele disse ‘Tu vai pra onde?’ ‘Papai eu vou pro colégio, eu vou pra escola’. Ele falou ‘Pode tirar a bolsinha das costas, pode guardar a mochila e trabalhar'”, diz, em uma cena do documentário.

Para registrar essas experiências, o longa utiliza, além de entrevistas em profundidade, outros dispositivos: foram realizadas rodas de conversa; exercícios de análise fotográfica; diários de bordo visuais, os entrevistados receberam câmeras para contarem suas histórias; e seus cotidianos foram acompanhados. Segundo o professor, Fora de Série pode ser considerado um filme dentro de uma pesquisa (ou vice-versa), como destaca a sinopse do longa-metragem. A filmagem propriamente dita, que começou no final de 2014, foi a última etapa da pesquisa, que teve início em 2013, com a realização de uma pesquisa quantitativa. Um questionário foi aplicado junto a cerca de mil alunos de escolas públicas do Rio – jovens e adultos e da modalidade EJA. Depois dessa etapa, foi realizada uma pesquisa qualitativa, mais detalhada, com alguns estudantes, e só então foram escolhidos os personagens que entraram no filme.


Roda de conversa: jovens adultos que cursam o Ensino Médio discutem os desafios da educação (Foto: Divulgação/Fora de série)


"O filme revela narrativas de jovens que denunciam sistema escolar que pouco dialoga com seus desafios relacionados, por exemplo, com a falta de assistência com transporte escolar, a conciliação com estudos e trabalhos, a relação com professores desmotivados e escolas pouco democráticas. Mas, que também dão testemunho de que a escola e muitos professores podem ser porto seguro e suporte para a superação dos desafios que enfrentam na retomada da escolarização. São assim jovens que seguem apostando na escola e que resistem na busca de seus direitos a uma educação pública de qualidade”, destaca Carrano. “O projeto de pesquisa e a realização do documentário tiveram como base a ideia de que é indispensável escutar o jovem para que a escola melhore. Se a gente escutar mais os alunos, a escola pode melhorar”, conclui Carrano.

Uma das pesquisadoras que participaram da realização das entrevistas, Ana Karina Brenner, professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acrescenta: “Acho que o filme vai ajudar gestores e educadores a pensarem sobre a realidade da educação dos jovens e adultos. É importante enfrentar os desafios para a educação a partir dos depoimentos reunidos no filme. Muitos professores vão se reconhecer a partir das falas dos jovens e é possível elaborar políticas públicas a partir do que eles têm a dizer.”

O filme foi lançado em março, no CineArte da UFF, e está disponível para exibição mediante o preenchimento de um formulário (filmeforadeserie.com/organizar-exibicao) e o agendamento pelo site (filmeforadeserie.com) do documentário. “Estamos disponibilizando um formulário na nossa página para todos que quiserem programar uma exibição. Já temos 68 exibições programadas no Brasil todo”, conta Ana.

Além de Carrano e Ana Karina, o projeto contou com a participação de Marcio Amaral e Patrícia Abreu (realização das entrevistas); de Lucas Fixel e Thiago Sobral (trilha sonora); de Ana Karina Brenner e Raquel Stern (produção); de JV Santos e Luciano Dayrell (fotografia, câmeras e som direto); de Caio Miranda e Carolina R. Ussler (câmera de apoio); de Rodrigo Maia e Bruno Ramos (som direto de apoio); de Luciano Dayrell (edição); de Ana Karina Brenner, Luciano Dayrell, Marcela Betancourt, Paulo Carrano, Patricia Abreu, Taynã Ribeiro e Viviane de Oliveira (roteiro); e de Alexandre Nascimento Guimarães, Jhonata Franscisco Barbosa e Maria Cidicléia Silva Nunes (dispositivos de foto e vídeo).



Autor: Débora Motta
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data de Publicação: 12/04/2018
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3552.2.3

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Cerimônia marca o retorno da capacidade de fomento da FAPERJ à pesquisa fluminense

Por Ascom Faperj

 

O ministro Gilberto Kassab discursa durante a solenidade, na Sala Cecília Meireles:
comunidade acadêmica prestigiou o evento (Fotos: Lécio Augusto Ramos)


Em uma solenidade que representou o retorno da capacidade de investimento da FAPERJ às atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação no estado, a Fundação realizou, na manhã desta quarta-feira, 31 de janeiro, na Sala Cecília Meireles, a entrega dos termos de outorga aos pesquisadores contemplados por meio de quatro editais que contam com recursos da instituição. Foram 348 outorgados com bolsas do Cientista do Nosso Estado (CNE), 164 bolsistas do Jovem Cientista do Nosso Estado – ambos considerados os programas mais simbólicos da Fundação –, além de 47 grupos de pesquisa contemplados pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) e de 19 contemplados pelo edital de apoio aos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). Na ocasião, também ocorreu a assinatura do termo de cooperação entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a FAPERJ, relacionada com os Centros Nacionais de Equipamentos Multiusuários do estado do Rio de Janeiro.

Diante de uma plateia de cerca de 500 pesquisadores, o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, reconheceu as dificuldades vividas pela comunidade científica e tecnológica no decorrer da crise financeira, com os atrasos no pagamento de bolsas e repasses para pesquisas. “Peço desculpas a todos. Longe de mim querer atrasar uma bolsa, querer atrasar um repasse ou querer fazer que a gente perdesse cientistas ou pesquisadores. Peço desculpas pelos constrangimentos e transtornos”, disse o governador, que também destacou as dificuldades financeiras do estado, que chegou a perder 26% de sua arrecadação com a crise na Petrobras, a queda do barril de petróleo e o agravamento do cenário econômico em todo o País. "O Estado do Rio de Janeiro quase foi à falência”, completou, apontando a assinatura do acordo de responsabilidade fiscal com a União como uma saída para a crise estadual.

O ministro Gilberto Kassab acredita que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic) está em uma posição mais confortável que outras pastas, que chegaram a ter cortes de 30% a 50%. “Todos sabemos da conjuntura econômica do nosso País. Hoje, vivemos sob o limite do teto de gastos. Nossa situação orçamentária é difícil, mas o nosso processo de recuperação é melhor do que nas outras áreas. Comparando o nosso ministério com os outros, a nossa situação é mais confortável”, disse o ministro. “Começamos a criar um novo planejamento de ações, a nos conscientizar de que a luta da pesquisa e da ciência precisa ser suprapartidária”, afirmou. Kassab também mencionou o lançamento do programa Internet Para Todos, que vai disponibilizar acesso gratuito a banda larga para vários municípios. 


O ministro Gilberto Kassab e o governador Luiz Fernando
Pezão: cooperação visando à retomada dos investimentos


O presidente da FAPERJ, Ricardo Vieiralves de Castro, por sua vez, disse esperar que o evento seja um “rito de passagem”, considerando que o setor de Ciência, Tecnologia e Inovação foi afetado de forma dura pela crise enfrentada pelo estado. “Nós, pesquisadores, estamos acostumados a viver com a ‘política do serrote’. Em uma hora temos financiamento, em outra a miséria absoluta. A nossa única constância é a não-constância no repasse de investimentos e interromper um experimento científico, no meio, significa perder todo um trabalho de anos. Espero que o evento de hoje seja um marco de passagem para a FAPERJ, que é um bem importante para o desenvolvimento do estado”, ressaltou Vieiralves. “Investir em ciência é afirmação da soberania, da possibilidade de investir em bem-estar, e um ato de humanidade”, acrescentou.

Ao receber, das mãos de Vieiralves, o termo de outorga de uma bolsa do Cientista do Nosso Estado, a professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Elizabeth Macedo afirmou que não podia deixar de mencionar os problemas enfrentados nos últimos anos, apesar de o dia ser de festa. Ela defendeu que o modelo de pesquisa no Brasil depende especialmente das universidades públicas e agências de fomento para funcionar e criticou o corte no orçamento do Mctic em 2017. “Não podemos nos calar quando o financiamento da universidade e da ciência e tecnologia estão em risco”, disse. E alertou: “A redução de 19% do orçamento federal de 2018 em Ciência e Tecnologia vai nos cobrar em um futuro breve um preço muito alto, em termos econômicos, e principalmente no que tange às vidas humanas e às condições em que podem existir”, disse Elizabeth.

Durante a cerimônia, outros pesquisadores também subiram ao palco para receber seus termos de outorga. Também representando os outorgados com bolsas CNE, a pesquisadora Andrea Thompson da Poian, que coordena o Laboratório de Bioquímica de Vírus, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), recebeu a documentação das mãos do presidente em exercício da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Ronaldo Camargo. Para ela, ser Cientista do Nosso Estado tem sido um diferencial para dar continuidade ao seu projeto de pesquisa, sobre os mecanismos de interação entre os vírus e a células nas arboviroses (doenças transmitidas por insetos, como a Zika, a dengue, a Chikungunya e Mayaro).

“Tenho recebido apoio do CNE desde 2004 e ele tem sido fundamental para manter as pesquisas no laboratório, pelo fato de ser uma bolsa, com uma regularidade mensal de entrada de recursos. Por não ser fechado em uma só área de pesquisa, como um edital de fomento comum, o CNE permite uma flexibilidade ao pesquisador para desenvolver o tema de pesquisa em que ele acredita. Dessa forma, a ciência básica pode gerar diversos conhecimentos e trazer, no futuro, aplicações diretas à sociedade”, afirmou.

Também foram agraciados com os termos de outorga durante a solenidade os pesquisadores Fernando Cosme Rizzo Assunção (CNE), da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), que recebeu o termo das mãos do presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich; Roberto Kant de Lima (CNE), da UFF, agraciado pelo presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira; Hermínio Ismael de Araújo Júnior (JCNE), da Uerj, laureado por Pezão; Isabele da Costa Angelo, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), agraciada pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; Luiz Alberto Nicolaci da Costa, do Observatório Nacional, outorgado pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Gabriell Neves; e Evaldo Mendonça Fleury Curado, do CBPF, contemplado pelas mãos do presidente do CNPq, Marcelo Morales.


O presidente da FAPERJ, Vieiralves de Castro, entregou a outorga
a Elizabeth de Macedo, que discursou em nome dos contemplados

Centros Nacionais de Equipamentos Multiusuários, INCTs e Pronex

Os governos federal e do Rio de Janeiro também assinaram acordos de cooperação para o repasse de recursos para centros de pesquisa no estado. Um deles foi o que prevê novos investimentos nos Centros Nacionais de Equipamentos Multiusuários sediados em território fluminense. Com este acordo, o Rio de Janeiro contará com apoio financeiro em cinco centros nacionais, que operam no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), na UFRJ, na Universidade Federal Fluminense (UFF), na PUC-Rio e no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade Industrial e Tecnologia (Inmetro). Estes centros terão apoio no período de 2018 a 2022, envolvendo recursos globais de R$ 25,5 milhões, sendo R$ 17,5 milhões da Finep, via Fundo nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), e R$ 8 milhões da FAPERJ. Estes recursos vão se destinar à manutenção e modernização de equipamentos, além da compra de novos equipamentos e bolsas para técnicos.

O outro acordo foi o dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. Criado por meio de uma parceria entre o Mctic, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as Fundações de Amparo à Pesquisa, entre elas, a FAPERJ, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Ministério da Saúde, o programa selecionou, em novembro de 2008, 101 projetos, nacionalmente. O Programa INCT tem metas abrangentes em termos nacionais como possibilidade de mobilizar e agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do País. Em cinco anos, devem ser destinados R$ 100 milhões para os 19 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia no estado do Rio de Janeiro. Outro acordo assinado por Pezão e Kassab prevê que, em três anos, R$ 24 milhões serão repassados para a implementação do Programa de Núcleos de Excelência (Pronex).

Também estiveram presentes à cerimônia o deputado Gustavo Tutuca, o diretor técnico operacional da Telebras, Jarbas Valente – ambos convidados a compor a mesa –, o reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, o reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira, entre diversos outros reitores, gestores, pesquisadores e representantes da comunidade científica e tecnológica fluminense. Na abertura do evento, a pianista Erica Ribeiro, chefe do Departamento de Piano e Cordas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), se apresentou, tocando o hino nacional.


Autor: Ascom Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data de Publicação: 01/02/2018
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3520.2.3

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Curso de Atualização: Microbiologia e Parasitologia no Contexto Atual - Sexta Edição.



Onde: 
Rua Professor Hernani Melo, 101
São Domingos
Niterói - RJ
Quando: 
seg, 11/12/2017 - 08:00 até qui, 21/12/2017 - 08:00
Descrição: 
Curso oferecido pelo Departamento de Microbiologia e Parasitologia.
O curso é presencial e gratuito.
Perído: 11 a 21 de dezembro, entre 9:00 e 13:00h.
Carga horária total é de 45 horas.


MAIS INFORMAÇÕES
Estas são as informações de contato do setor da UFF responsável pelo evento:
Telefone de contato:
26292429
Email institucional:
ppgmpa@gmail.com



Autora: CMB
Fonte: UFF
Sítio Online da Publicação: UFF
Data de Publicação: 22/11/2017
Publicação Original: http://www.uff.br/?q=events/curso-de-atualizacao-microbiologia-e-parasitologia-no-contexto-atual-sexta-edicao#