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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Ministério da Saúde lança campanha na Semana Nacional de Amamentação



- Foto: Walterson Rosa/MS

Com o tema “apoiar a amamentação é cuidar do futuro”, o Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (1º), em Brasília/DF, a Campanha Nacional de Amamentação 2022, em alusão à Semana Mundial da Amamentação. O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado por simbolizar o incentivo ao aleitamento materno – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite humano.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida da criança e sua continuidade até os dois anos ou mais, além dar suporte a mulheres e redes de apoio quanto a amamentação segura e seus benefícios. A meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde é de aumentar em 50% a taxa de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até 2025.

Os percentuais referentes ao aleitamento materno no Brasil são positivos, segundo Janini Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno da Secretaria de Atenção Primária à Saúde. “Dados recentes mostram que a prevalência de aleitamento materno na primeira hora de vida é de 62%. Esse primeiro contato é extremamente benéfico", explica. "Temos ainda uma prevalência de aleitamento materno de mais de 60% para crianças menores de dois anos”, acrescenta Janini.

Atualmente, no Brasil, a amamentação exclusiva alcança 45,8% dos bebês com até seis meses. Para as mulheres, amamentar reduz o risco de desenvolvimento do câncer de útero e câncer de mama. Para o bebê, fortalece o sistema imunológico, reduz os riscos de obesidade, desenvolvimento de diabetes, casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol alto, além de reduzir a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos.

O depoimento de Raquel Gomes Ferreira, mãe da Lara Nakamura, de 5 meses de idade, ressaltou a importância do aleitamento materno. “Eu reforço para todas as mães e até mesmo para as mulheres que querem ser mães um dia, que o aleitamento é a mais linda forma de amor e respeito com os nossos filhos. Enquanto ela quiser e eu puder, vou amamentar”, declarou.

De 2013 a 2021, mais de 60 mil profissionais da Atenção Primária à Saúde foram capacitados na Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. A portaria nº 13/2022 instituiu a Câmara Técnica de Aleitamento Materno. Em maio, a portaria 1.124 repassou R$ 2,7 milhões para o apoio às ações de aleitamento materno no âmbito da Atenção Primária.

Fran Martins
Ministério da Saúde

Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 05/08/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/agosto/ministerio-da-saude-lanca-campanha-na-semana-nacional-de-amamentacao

terça-feira, 6 de agosto de 2019

4 coisas que queria ter sabido sobre amamentação antes de virar mãe


Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionNão acredite apenas nas imagens: amamentar não é só carinhos e beijinhos

Fiz aulas de pré-natal, brinquei com seios de crochê, comprei sutiãs especiais - eu estava absolutamente pronta para ser a mãe que amamenta.

Mas dois dias depois do nascimento do meu bebê, meu leite ainda estava saindo em gotas preciosas. Tentei massagear, comi comidas gordurosas, bebi litros de leite de vaca. Mas, no terceiro dia, com a visita de uma parteira, ela me mandou de volta ao hospital: meu bebê estava morrendo de fome.

Descobri várias coisas sobre amamentação que gostaria que tivessem compartilhado comigo antes. Eu divido elas com você.
Não é fácil

Quando colocaram em mim uma bomba tira-leite no hospital, saiu sangue em vez de leite.

"O que há de errado comigo? Meu corpo está rejeitando fisicamente a ideia da maternidade?", eu me perguntava.
Acontece que meu bebezinho estava chupando tanto para tentar pegar um pouco de leite que meus mamilos racharam.

Gostaria de ter sabido antes que a amamentação não acontece naturalmente. É um processo de tentativa e erro. Você pode melhorar com a prática e não faltam truques para ajudar as coisas. Mas nem sempre é fácil e pode ser muito doloroso.


Direito de imagemGETTY IMAGESImage caption'Gostaria de ter sabido antes que a amamentação não acontece naturalmente'
É solitário

Uma vez que meu corpo passou a responder à nova realidade e meu bebê começou a mamar, me encontrei constantemente coberta de todos os tipos de fluidos corporais. Eu mal tinha tempo para dormir, quanto mais tomar banho ou olhar no espelho. Sair raramente parecia uma boa ideia: "O que os vizinhos pensariam? O que meus amigos pensariam?"

Meus lugares favoritos tornaram-se áreas a serem evitadas porque não me sentia confortável em amamentar em público.

Então lá estava eu, no meio da noite, sozinha com o bebê, me sentindo completamente isolada do resto do mundo. Eu estava à beira da depressão pós-parto, sem ninguém por perto para pedir ajuda.

Eu gostaria de ter sabido que cuidar de si é tão importante - se não mais - do que cuidar do bebê. Uma mãe saudável e descansada é muito melhor que ansiosa e deprimida.
A culpa não vai embora

Quando meu bebê recebeu fórmula pela primeira vez, no hospital, ela dormiu pelo que pareceram horas. Lembro-me de fazer uma anotação mental para mim mesma de que, se algum dia precisasse dormir, poderia dar-lhe uma fórmula em vez de amamentar.

Não demorou muito para que fosse afetada por uma enorme sensação de culpa. A fórmula deixava um resíduo branco na língua do meu bebê - cheirava a algo revoltante e não natural. Parecia que eu estava dando à minha filha comida processada e ruim em vez do delicioso e nutritivo leite materno.

Toda vez que eu me liberava, a culpa me assombrava: "Eu poderia ter tentado com mais afinco. Eu realmente não precisava daquela hora extra de sono".

Eu gostaria de ter sabido que a culpa não vai embora. Mas é também injustificada. Todo mundo vai desenvolver sua própria rotina e descobrir o que funciona melhor para a família - o leite materno ou não.

Você não vai deixar de se sentir culpada - é a maldição de uma mãe responsável, não uma mãe ruim.


Direito de imagemGETTY IMAGESImage caption'Você não vai deixar de se sentir culpada - é a maldição de uma mãe ou pai responsável'
Ter ajuda é importante

A amamentação é uma indústria multibilionária. Para quase todo pequeno soluço, há uma solução pronta para levar seu dinheiro em troca de algum alívio.

Descobri um corredor totalmente novo em meu supermercado local voltado para lactantes - com itens como aquecedores de seios (esquentados em micro-ondas) a cremes para mamilos.

Mas a ajuda mais importante para mim era ir a oficinas de amamentação e obter ajuda de pessoas com mais experiência e especialização.

Se eu pudesse, gostaria de ter sabido antes que não estava sozinha na luta para amamentar. Há suporte disponível e pedir ajuda quando você está precisando é a melhor coisa a fazer.


A amamentação é uma escolha. Eu acho que deveria ser a opção padrão, mas falhar ou mesmo não querer amamentar não faz de você uma mãe ruim.




Autor: Lu Yang
Fonte: BBC World Service
Sítio Online da Publicação: BBC
Data: 02/08/2019
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-49201622