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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Árvore coberta por teias de lagartas surpreende na Inglaterra


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RICH SUTCLIFFE
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Policial afirmou que árvore foi uma das coisas mais estranhas que já testemunhou durante a carreira

Era para ser apenas mais um passeio comum às margens do rio Wharfe, no condado de North Yorkshire, na Inglaterra, mas a natureza revelou ao policial Rich Sutcliffe uma de suas faces esquisitas.

Um árvore, toda coberta por teias brancas, estava tão infestada por lagartas que, para Sutcliffe, "parecia estar se mexendo".

"Eu já vi algumas coisas misteriosas, mas isso me surpreendeu hoje", escreveu o policial no Twitter.

Ele afirmou nunca ter visto nada do tipo em 45 anos vivendo na região.

"As lagartas estavam literalmente cobrindo todos os galhos e o tronco da árvore".


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RICH SUTCLIFFE
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Segundo a organização Butterfly Conservation, teias podem esconder centenas e até milhares de lagartas

O fenômeno é causado por pequenas lagartas do tipo das traças, que se abrigam sob as teias para se alimentar e se proteger de pássaros e vespas - até deixarem de ser lagartas para virarem mariposas.

O professor David Chesmore, da União de Ciência Natural de Yorkshire, diz que estes insetos vivem em ninhos feitos de seda, mas que podem se expandir de tal forma a cobrir árvores.

Já houve relatos de até mesmo carros serem cobertos por elas.

Segundo a organização pela conservação da biodiversidade Butterfly Conservation, as teias podem abrigar centenas e até milhares de lagartas.

Elas podem chegar a cobrir também objetos próximos, como cercas e bicicletas.

No Hemisfério Norte, as teias e suas "moradoras" costumam durar de maio a junho.



Autor: BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC Brasil
Data de Publicação: 15/06/2018
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44492193

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Comércio viking de esquilos pode ter espalhado hanseníase

O comércio de esquilos feito por Vikings pode ter levado hanseníase para a Inglaterra durante a era pré-medieval, indicam arqueólogos.










Uma pesquisa revelou que um crânio humano encontrado em Suffok, na Inglaterra, tinha marcas bastante semelhantes a um tipo da doença conhecida por afetar esquilos.


Testes de radiocarbono dataram o crânio feminino encontrado em Suffok entre os anos 885 e 1015.


A mesma variante da doença também foi identificada em restos mortais datados da Idade Média e encontrados na Dinamarca e também na Suécia - países naturais dos Vikings.


Sarah Inskip, da Universidade de Cambridge, afirmou que o contato com a "pele e carne de esquilo, muito apreciadas, podem ter espalhado a doença."


O sequenciamento de DNA da bactéria Mycobacterium leprae, responsável pela hanseníase e encontrada animais "modernos", mostrou que ela está relacionada com o tipo encontrado no esqueleto achado em Suffok.


Essa bactéria também é semelhante à identificada em tatus, que posteriormente foi transmitida a seres humanos na Flórida, nos Estados Unidos.


"A ideia de que a hanseníase possa ter vindo dos esquilos é bastante interessante", diz Inskip. Os portos de King's Lynn e de Yarmouth, na Inglaterra, eram importantes importadores de pede de esquilos vindos da Dinamarca e da Suécia, ela acrescenta.


Na época, esses animais também eram domesticados.


A hanseníase foi anteriormente encontrada no esqueleto de um homem em Chesterford, na Inglaterra, que datava entre os séculos 5 e 6 a.C., sugerindo que a doença persistiu por centenas de anos no Sudeste da Inglaterra.


"Esta nova evidência, juntamente com a existência de 'leprosários' em East Anglia (no Leste da Inglaterra), a partir do século 11, contribui para a ideia de que a doença era endêmica nesta região antes de outras partes do país".



Autora: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 06/11/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/comercio-viking-de-esquilos-pode-ter-espalhado-hanseniase.ghtml