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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Pesquisadores brasileiros revelam fatos inéditos sobre as figueiras pelo mundo

Um grupo de pesquisadores brasileiros surpreendeu a comunidade científica mundial no final de julho passado ao revelar fatos inéditos quanto à origem, rotas de migração e reprodução das figueiras (Ficus) pelo mundo. O reconhecimento do estudo, liderado pelos pesquisadores Leandro Cardoso Pederneiras e Vidal de Freitas Mansano, ambos do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em parceria do Instituto de Botânica de São Paulo, veio com a publicação do artigo no Botanical Journal, prestigiosa revista científica da Sociedade Linneana de Londres.

Doutor em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, Pederneiras explica que sua motivação para o desenvolvimento do trabalho, que ganhou o título “História da Diversificação da Flora Neotropical através de Gêneros Pantropicais: Evidências dos Padrões Biogeográficos e Filogenéticos em Ficus (Moraceae)”, foi o fato de que estudos anteriores, mesmo os mais recentes, de 2011 e 2015, superestimavam a idade da origem das figueiras e de seu grupo irmão (Castilleae), com intervalo entre 85 a 195 milhões de anos. De acordo com o pesquisador, esta data de origem possui limites que ultrapassam o surgimento das angiospermas (135 Ma) e das moráceas (75 Ma), que é um ramo do grupo das angiospermas. “Ficus não poderia ser tão antigo quanto às angiospermas, que é o grupo onde elas se encaixam”.

A investigação teve início há três anos, sendo os dois últimos com apoio do Programa Pós-Doutorado Nota 10, da FAPERJ. Especialista em filogenia e taxonomia vegetal, o pesquisador e sua equipe coletaram no Brasil e nas Américas diversas espécies de figueiras para a extração de DNA do tecido das folhas. Por meio dos avanços da metodologia de inferência bayesiana e de datação molecular, foi realizado o estudo filogenético, estimando a história evolutiva e da idade das linhagens. Por fim, com apoio de modernas técnicas biogeográficas, o gráfico filogenético final revelou as áreas geográficas das linhagens ancestrais e os prováveis eventos evolutivos geradores da biodiversidade de Ficus.





Na Praia de Botafogo, próximo à Praça da Marinha, é possível observar um conjunto de figueiras centenárias (Foto: Divulgação)

A filogenia, história evolutiva de uma espécie, relevou o ponto mais importante da pesquisa: uma origem do Ficus mais recente do que os estudos anteriores, entre 50 e 34 milhões de anos, possivelmente na Ásia e Europa (Eurásia), no período do Eoceno. Quanto às migrações, a pesquisa mostra que Ficus chegou às Américas através de duas rotas: da Europa para a América do Norte, no início do Eoceno, e da África para a América do Sul, no final do Eoceno, via rota transatlântica. Da América do Norte, Ficus migraram para a América do Sul, incluindo o Brasil; e outra linhagem surgiu no leste asiático.

“Entre os mistérios que intrigam muitas pessoas está o fato de parecer que as figueiras dão frutos sem antes produzir flores. Na verdade, suas flores – estaminadas (masculinas) e pistiladas (femininas) – estão protegidas dentro do que chamamos de figo (sicônio). Mas o comum entre elas é que todas dependem de uma vespa para que ocorra a polinização. É dentro do figo que a vespa polinizadora coloca seus ovos, morrendo, em seguida, para que sua prole se desenvolva e se liberte, levando pólen. Ou seja, é uma relação de fidelidade total, pois onde não há vespa-de-figo, as figueiras não se reproduzem e vice-versa; um não existe sem o outro”, esclarece o pesquisador.


Leandro Pederneiras: pesquisador no Instituto de Pesquisa Jardim Botânico, ele convive com figueiras em seu local de trabalho (Foto: Divulgação)


O estudo também revelou um fato ainda inédito sobre o mutualismo da figueira com as vespas. O conjunto dos Androstiole possui uma conformação diferente dentro dos figos, uma novidade evolutiva. Enquanto na maioria das figueiras as flores estaminadas e pistiladas estão misturadas dentro do figo, no grupo dos Androstiole as flores estaminadas se concentram ao redor do ostíolo, pequeno orifício por onde as vespas entram e saem. Outra novidade, diz o biólogo, é que em algum momento da história evolutiva uma espécie de Androstiole desenvolveu duas árvores com tipos de flores diferentes, uma só com as estaminadas e outra apenas com as pistiladas produtoras de sementes. “Este fato revela uma grande especialização na natureza, pois a vespa precisa entrar em dois sicônios para completar o ciclo e fazer a polinização. É um processo que traz possíveis vantagens ecológicas”.

Da família das moráceas, o Ficus é um dos maiores gêneros arbóreos do reino vegetal. Suas mais de 750 espécies, subdivididas em seis subgêneros e 19 seções, estão distribuídas por todos os continentes, menos na Antártica. Tanto no Brasil quanto em toda a América só existem dois grupos de linhagens, as vermífugas (Pharmacosycea) e os mata-paus (Spherosuke). As demais espécies são exóticas, posteriormente introduzidas. O Rio de Janeiro é uma das cidades com maior número de figueiras que se tem notícia. Na Praça da República, no Centro; na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão; na Praça da Marinha, em Botafogo; assim como às margens do canal da Rua Visconde de Albuquerque, no Leblon, é possível apreciar conjuntos de figueiras centenárias.

“Os mata-paus se diferenciam das demais porque desenvolveram uma novidade biológica incrível, que faz com que sejam uma das mais bem sucedidas. Em geral, sua semente cai entre os galhos de outra árvore, onde há alguma unidade e o mínimo de nutrientes, recebe calor e luz, brota, prospera e começa a lançar suas raízes rumo ao chão, até atingirem o solo. Ao longo do tempo, se desenvolvem, viram árvores e vão abraçando a sua ‘mãe’, até tomarem o lugar dela”, explica o taxonomista. “São hemi-epífitas, ou seja, metade da vida sobrevivem sobre outra planta e outra metade são independentes”. De acordo com Pederneiras, o outro grupo, a Pharmacosycea, também é conhecido como árvores vermífugas, pois seu látex é usado por tribos indígenas para controlar verminoses. Suas minúsculas sementes têm um enorme poder de germinação, produzindo árvores com quase 50 metros de altura, raízes enormes e muito resistentes, que vão tomando conta de tudo. Porém, diferentemente dos mata-paus, a semente desse grupo necessita cair no solo para germinar, competindo com os outros vegetais.

Um aspecto interessante, segundo o pesquisador, é a relação estreita entre esta árvore e as religiões. Consta que foi à sombra de uma bodhi – nome dado à Ficus religiosa na Índia - que Buda atingiu a iluminação. Acredita-se que a árvore mais antiga, plantada no ano 288 a.C. esteja no Sri Lanka. Acreditando que a madeira do Ficus sycomorus possuía poder sobre a vida e a morte, os egípcios a utilizavam para construção dos sarcófagos dos faraós. Maias e astecas produziam o papel utilizado em seus livros sagrados a partir da casca das figueiras e, no cristianismo, a figueira é citada na Bíblia, pois com suas folhas Adão e Eva cobriram sua nudez quando expulsos do paraíso. “Dentro de cada célula das figueiras de hoje há um DNA modelado há 60 milhões de anos, que sobreviveu a todos os percalços da história da terra. História esta que é sobre a biodiversidade, mas também climática, geológica, paleontológica, genética, ecológica, química, todos de suma importância para o desenvolvimento humano”, conclui o pesquisador.




Autor: Paula Guatimosim
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 11/10/2018
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3639.2.6

terça-feira, 10 de abril de 2018

Pesquisadores, gestores e sociedade debatem impactos sociais da zika (12/4)

Os impactos sociais da zika estarão em discussão durante o Seminário Pensando a Zika pelas lentes das Ciências Sociais: integrando ciência, políticas e sociedade civil. O evento, que será realizado na próxima quinta-feira (12/4), reúne pesquisadores, gestores de políticas públicas e serviços de saúde, bem como representantes da sociedade civil. Durante todo o dia, serão debatidos os diversos aspectos que envolvem a doença e as consequências dela para a sociedade. A abertura do evento contará com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade; da diretora da Fiocruz Minas, Zélia Profeta; do subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, Rodrigo Said; e do diretor da Escola de Saúde Pública de MG, Edvalth Pereira.

Um dos temas em destaque será a vivência das famílias de crianças com síndrome congênita do zika vírus e os desafios enfrentados por elas para ter acesso aos direitos sociais e de saúde. O debate promoverá um encontro inédito, já que, pela primeira vez, dividem a mesma mesa a presidente da Associação Mães de Anjos de Pernambuco, Germana Soares, e a representante da Associação Mães de Anjos de Minas Gerais – entidade ainda em fase de criação-, Jéssica Mesquita. Também estarão presentes representantes do movimento social feminista Mulheres do Campo, que falarão sobre a saúde da mulher em outros contextos para além dos centros urbanos.

Outro aspecto a ser abordado será o programa de extensão Ativando Redes de Solidariedade, criado pela Fiocruz Minas com o objetivo de oferecer apoio à Associação Mães de Anjos de Minas Gerais. Além de atuar na articulação junto ao poder público visando à garantia dos direitos sociais dessas famílias, o programa visa desenvolver ações em diferentes esferas, como cidadania, geração de renda, entre outras. Uma das atividades, Oficina de cadeirinhas, já está marcada para o próximo sábado, dia 14/4 (mais detalhes sobre o evento estão abaixo).

Durante o seminário, serão discutidos ainda os projetos de pesquisa desenvolvidos no âmbito da Rede Zika Ciências Sociais. Também será apresentado um panorama da zika no Brasil, sob a ótica dos serviços de saúde, além das controvérsias que envolvem a questão.

O seminário acontece no auditório da Fiocruz Minas (Avenida Augusto de Lima, 1715, Barro Preto), das 9h às 17h. O evento é promovido pela Fiocruz Minas e pela Rede Zika Ciências Sociais, espaço de articulação entre pesquisadores de diversas instituições nacionais e internacionais, dedicados à compreensão dos aspectos sociais, culturais, políticos e históricos relacionados à epidemia. A Fiocruz Minas irá transmitir o evento pela internet.



Oficina e roda de conversa

Já no próximo sábado (14/4), famílias de crianças com microcefalia participam de uma oficina para confecção de cadeiras adaptadas, visando oferecer melhor postura para as crianças que têm a síndrome. A atividade, promovida pela Fiocruz Minas, será conduzida por terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

Durante a oficina, acontece ainda uma roda de conversas, onde os familiares das crianças poderão compartilhar suas experiências e trocar informações de forma a contribuir na superação de desafios. Além das mães, também estarão presentes pesquisadores que desenvolvem projetos na área.

A oficina acontece das 13h às 18h, na Fiocruz Minas (Avenida Augusto de Lima, 1715, Barro Preto).

Programação:

9h às 9h40 - Mesa de abertura
Nísia Trindade Lima, Presidente da Fundação Oswaldo Cruz
Zélia Profeta, Diretora do Instituto René Rachou – Fiocruz Minas
Rodrigo Fabiano do Carmo Said Subsecretario de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais
Roberto do Nascimento Rodrigues, Presidente da Fundação João Pinheiro
Edvalth Rodrigues Pereira, Diretor da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais

9h50 às 11h30 - Roda de Conversa: voz e vivência das mulheres do campo e da cidade
Germana Soares, Presidente União de Mães de Anjos (UMA) de Pernanbuco
Jéssica Daniela Ferreira de Mesquita, Representante das Mães de Anjo de Minas Gerais
Maria Beatriz de Oliveira, Representante do Movimento Graal do Brasil, Articulação de Movimentos Sociais Feminista Mulheres do Campo

11h30 a 13h- Intervalo para almoço

13h às 14h- Palestra
Controvérsias e a Zika em contexto
Ilana Löwy, pesquisadora do Centre de recherche médecine, sciences, santé, santé mentale, société (Inserm-CNRS-EHESS /França)

14h às 15h - Palestra
A zika no Brasil
Wanderson Kleber de Oliveira, Fiocruz Brasília e Ministério da Saúde

15h às 15h30- Projetos no âmbito da Rede Zika Ciências Sociais
A Rede Zika Ciências Sociais: os Contextos da Epidemia de Zika no Brasil
Gustavo Correa Matta, Pesquisador da Ensp/Fiocruz – Coordenação da Rede Zika Ciências Sociais
Lenir Nasciemento da Silva – Pesquisadora da Fiocruz – Coordenação da Rede Zika Ciências Sociais

15h30 às 15h50- Intervalo para coffee-break

15h50 a 16h20 - Projetos no âmbito da Rede Zika Ciências Sociais
Movimentos Sociais Feministas e a resposta à Epidemia de Zika no Brasil
Denise Pimenta, Pesquisadora da Fiocruz Minas
João Nunes, Pesquisador e Professor da Universidade de York/Reino Unido
Maria José Nogueira, Pesquisadora da Fundação João Pinheiro

16h20 às 16h50- Projetos no âmbito da Rede Zika Ciências Sociais
Zika, Gênero e Cuidado
Camila Pimentel, Pesquisadora da Fiocruz Pernambuco

17h: Encerramento
No dia 14 de Abril de 2018, sábado, das 13h às 18h, será realizada uma oficina de produção de cadeirinhas deposicionamento com as mães de Anjo BH. Caso haja interesse em participação, entrar em contato com Berenice Freitas (berenice.diniz@minas.fiocruz.br).



Autor: IRR
Fonte: Fiocruz Minas
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 10/04/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisadores-gestores-e-sociedade-debatem-impactos-sociais-da-zika-12-4

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Pesquisadores identificam como as mudanças climáticas alteram o crescimento das plantas

O aquecimento global afeta mais do que apenas a biodiversidade vegetal – ele também altera a forma como as plantas crescem. Uma equipe de pesquisadores da Universidade Martin Luther Halle-Wittenberg (MLU) uniu forças com o Leibniz Institute for Plant Biochemistry (IPB) para descobrir quais processos moleculares estão envolvidos no crescimento da planta. Na edição atual da revista de renome internacional Current Biology , o grupo apresenta as últimas descobertas sobre o mecanismo que controla o crescimento em altas temperaturas. No futuro, isso poderia ajudar a criar plantas que se adaptem ao aquecimento global.

As plantas reagem muito mais sensivelmente às flutuações de temperatura do que os animais. Eles também não conseguem procurar locais mais quentes ou mais quentes. “Quando as temperaturas aumentam, as plantas crescem mais. Suas hastes se tornam mais altas e suas folhas se tornam mais estreitas e se afastam. No entanto, isso torna a planta mais instável em geral”, explica o professor Marcel Quint, cientista agrícola da MLU. Isso é notado, por exemplo, durante a colheita de grãos. As plantas instáveis dobram-se mais rapidamente na chuva e geralmente produzem menos biomassa. Existe também uma redução na proporção de substâncias-chave, como proteínas, que podem ser armazenadas na semente de grãos.

“Embora a correlação entre a temperatura e o crescimento da planta no nível macro seja relativamente bem compreendida, ainda há muitas questões abertas no nível molecular. Estamos apenas começando a entender como as plantas detectam as mudanças de temperatura e traduzem isso em reações específicas”, Quint continuou.

Estudos anteriores mostraram que a proteína PIF4 controla diretamente o crescimento da planta e que essa proteína também depende da temperatura. Quando está frio, a PIF4 é menos ativo – ou seja, a planta não cresce. Em temperaturas mais elevadas, a PIF4 ativa genes que promovem o crescimento e a planta cresce mais alto. “Até agora, não estava claro como a planta sabe quando ativar o PIF4 e quanto deve ser liberado. Houve grandes lacunas em nosso conhecimento sobre a via de sinalização exata do crescimento controlado por temperatura”

E é precisamente isso que o grupo de pesquisa em Halle descobriu. Eles investigaram o comportamento de crescimento das mudas da agulha de erva modelo (Arabidopsis thaliana). Normalmente, suas mudas formam hastes curtas a 20 graus Celsius (68 ° Fahrenheit). Essas hastes se tornam consideravelmente mais longas a 28 graus (82.4 ° F). No laboratório, os cientistas identificaram plantas com um defeito de gene que ainda só formou hastes curtas a 28 graus. Então eles procuraram por possíveis motivos dessa falta de crescimento. Eles descobriram um hormônio que ativa a PIF4 em altas temperaturas, produzindo assim a proteína. Esta reação não ocorreu nas plantas mutadas. “Descobrimos agora o papel deste hormônio especial na via de sinalização e descobrimos um mecanismo através do qual o processo de crescimento é positivamente regulado a altas temperaturas,

As descobertas do grupo de pesquisa da Halle podem ajudar a criar plantas no futuro que permanecem estáveis mesmo em altas temperaturas e são capazes de produzir rendimentos suficientes. Para conseguir isso, os resultados da pesquisa básica sobre plantas modelo devem ser transferidos para plantas cultivadas como cereais.




Figura 4

BZR1 Positivamente regula a expressão de PIF4 em temperaturas elevadas

(A) análise de qRT-PCR dos níveis de expressão de PIF4 . As mudas foram cultivadas durante 7 dias a 20 ° C. As plantas de controle foram deixadas a 20 ° C e as plantas induzidas pelo calor foram deslocadas para 28 ° C para as luzes apagadas (ZT16) e colhidas 4 horas mais tarde em ZT20. AT1G13320 ( PP2AA3 ) serviu como o gene de referência. As barras de erro representam SEM, n = 3 repetições biológicas. Em (A) – (D), as mudas foram cultivadas sob fotoperíodos LD e foram tratadas como na Figura 3 D.

(B) Ensaios de protoplastos de células de mesofila Col-0 em que um PIF4pro: LUC foi co-transfectado com uma construção CFP (controle negativo) ou BZR1 .

(C) Estrutura do gene PIF4 simplificado com caixas G e E no promotor.

(D) BZR1 liga-se diretamente ao promotor de PIF4 . O ChIP de BZR1 usando as mudas 35S :: BZR1-GFP (cultivadas a 20 ° C constante ou deslocado para 28 ° C) mostra enriquecimento em caixas G e E no promotor PIF4 em mudas de 28 ° C. O AT1G13320 ( PP2AA3 ) foi utilizado como um controle negativo. As barras de erro mostram SEM de replicações técnicas. As mudas foram tratadas como descrito na Figura 3 D. O experimento foi repetido de forma independente com resultados semelhantes.

(E) Modelo simplificado que integra o mecanismo identificado neste estudo na compreensão atual da sinalização de termomorfogênese de disparo dependente de PIF4. Neste modelo, os BRs atuam a jusante de PIF4 e auxina para regular o crescimento de alongamento através de BZR1 em resposta a temperaturas ambiente elevadas. Em um loop de amplificação avançada de resposta, o BZR1 pode induzir a transcrição de PIF4 , possivelmente em complexo com outros PIFs (não mostrados aqui), para (1) ativar a ativação cooperativa eficiente de genes promotores do crescimento e (2) aumentar a PF4> Auxina > BR parte do percurso.




Referência:

Brassinosteroids Dominate Hormonal Regulation of Plant Thermomorphogenesis via BZR1
Carla Ibañez, Carolin Delker, Cristina Martinez, Katharina Bürstenbinder, Philipp Janitza, Rebecca Lippmann, Wenke Ludwig, Hequan Sun, Geo Velikkakam James, Maria Klecker, Alexandra Grossjohann, Korbinian Schneeberger, Salome Prat, Marcel Quint
Current Biology – DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.cub.2017.11.077



* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 16/01/2018




Autor: Martin-Luther
Fonte: Universität Halle-Wittenberg
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 16/01/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/01/16/pesquisadores-identificam-como-as-mudancas-climaticas-alteram-o-crescimento-das-plantas/