segunda-feira, 6 de julho de 2020

Oficina de Textos Acadêmicos


Inscrição

Inscrições até 22 de Julho. Inscreva-se aqui!
30/06/2020 a 22/07/2020.

Objetivo

Nossos objetivos são:
Geral – Capacitar estudantes de graduação e pós-graduação a desenvolver projetos e textos acadêmicos (Ciências Sociais e Humanas).
Específicos – Auxiliar, através de atividades práticas, na demarcação teórico-científica; nas delimitações de problemas e objetos e na indicação de procedimentos metodológicos em Ciências Sociais e Humanas; orientar a pesquisa em base de dados acadêmicos e auxiliar na elaboração de resumo, resenha e fichamento.  

Palavras-chave:
Metodologia de pesquisa; técnicas de estudo; prática acadêmica.

Público-Alvo e Pré-Requisito

1) Estudantes de graduação e pós-graduação; candidatos a cursos de pós-graduação; pesquisadores iniciantes;
2) Possuir computador e internet banda larga;
3) Ter ou criar conta de email do Gmail (Google);
4) Ter disponibilidade para participar das aulas sincrônicas.

Programa

Noções de pesquisa científico-acadêmica; noções de estrutura de textos acadêmicos (projetos, artigos e monografias de conclusão de curso); como, onde e o que pesquisar; como sistematizar suas leituras (fichamentos, resumos e resenhas) e como iniciar e desenvolver seu texto.

Metodologia e Avaliação
Objetivamos incentivar que o participante apreenda os conceitos ao desenvolver seu próprio trabalho. Como o formato de oficina preconiza, as exposições das características básicas da pesquisa científica em ciências sociais e humanas serão introdutórias e seguidas da realização de tarefas práticas de levantamento e tratamento de dados; leitura; redação e revisão de textos. Dinâmica, através da qual, pretendemos auxiliar o participante na realização de estudo e na redação de trabalhos monográficos, que atendam aos requisitos exigidos pelas instituições universitárias em níveis de graduação e pós-graduação. A avaliação levará em conta: frequência mínima em 12 horas; participação crítica e qualificada nas aulas e dinâmicas; a redação de um esboço de projeto ou artigo ou a revisão do trabalho que esteja desenvolvendo em seu curso de origem.  

Coordenação

Bruno Miranda Neves.

Instrutores

Bruno Miranda Neves , Michelle Pinto Paranhos, Jordan Rodrigues dos Santos e Carlos Alberto Gomes Pimentel Júnior.

Criterio de avaliação

A avaliação levará em conta: Frequência mínima em 12 horas; participação crítica e qualificada nas aulas e dinâmicas; a redação de um esboço de projeto ou artigo ou a revisão do trabalho que esteja desenvolvendo em seu curso de origem.

Local

Ambiente Virtual de Aprendizagem.

Carga Horária

60 horas.

Período de Realização

29/07, 03/08, 17/08 e 19/08/2020.

Horário

Segundas e Quartas, das 18h às 21h.

Valores

Matrícula online no valor de R$ 150,00. 


Autor: CEPUERJ
Fonte: CEPUERJ
Sítio Online da Publicação: CEPUERJ
Data: 06/07/2020
Publicação Original: https://www.cepuerj.uerj.br/cursos2.php?tipo=cursos&curso=E66158&ano=2020

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Estudo analisa a saúde mental dos profissionais em ambiente hospitalar durante a pandemia


Em reconhecimento ao trabalho dos profissionais da área de Saúde na pandemia, o Cristo Redentor recebeu uma iluminação especial e foi recoberto por um jaleco médico de luz, no mês de abril (Foto: Carl de Souza/AFP)


A pandemia causada pelo novo coronavírus impôs mudanças à rotina de toda a população, gerando uma onda de distúrbios psicológicos associados ao estresse, como depressão e ansiedade. No mês de março, cerca de 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo entraram em quarentena — o equivalente a aproximadamente um terço da população global. Até o momento, estima-se que houve 60.713 óbitos apenas no Brasil, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 1º de julho, fora os casos subnotificados. Para os profissionais da área de Saúde, que estão na linha de frente do combate à Covid-19, os impactos psicológicos podem ser ainda mais graves. Com o objetivo de analisar a ocorrência e predisposição desse grupo a desenvolver o transtorno de estresse pós-traumático, um grupo de pesquisa multidisciplinar coordenado pelas neurocientistas Leticia Oliveira e Mirtes Pereira, ambas da Universidade Federal Fluminense (UFF), está avaliando a saúde mental dos trabalhadores de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de todo o País, no projeto PSIcovidA (www.psicovida.org).

O contexto atual é especialmente difícil para os profissionais que lidam diretamente com a doença em ambiente hospitalar. “O testemunho de diversas mortes em um curto espaço de tempo, a dificuldade de acesso a Equipamentos para Proteção Individual (EPIs), o medo de contaminação pelo vírus e de sua transmissão aos familiares, o isolamento e o trabalho exaustivo fazem com que a saúde mental destes profissionais possa ser abalada de maneira grave e definitiva”, contextualiza Leticia. “Esse projeto de pesquisa propõe investigar, inicialmente por meio de um questionário disponível no site do projeto, a saúde mental dos profissionais que trabalham no ambiente hospitalar e nas UPAs, desde médicos, enfermeiros e técnicos, incluindo outras categorias, como recepcionistas e prestadores de serviço que vivem a rotina hospitalar”, acrescentou.

A partir da coleta de dados, a equipe do projeto — formada por neurocientistas, psiquiatras, epidemiologistas e psicólogos — espera gerar evidências científicas para auxiliar os gestores públicos na formulação de políticas de prevenção e acompanhamento da saúde mental dos profissionais de Saúde. “Precisamos elaborar políticas públicas que minimizem o sofrimento e reduzam o desenvolvimento de patologias graves nesse grupo de profissionais, especialmente o transtorno do estresse pós-traumático. Para isso, é importante termos um embasamento científico da situação”, justificou Mirtes, que coordena junto com as professoras Leticia e Isabel David o Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento (Labnec), do Instituto Biomédico da UFF. As três pesquisadoras receberam apoio da FAPERJ para a realização de suas pesquisas por meio do programa Cientista do Nosso Estado.

O trabalho envolve uma colaboração entre pesquisadores da UFF, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Antes da pandemia, o grupo já vinha há alguns anos trabalhando com a investigação dos sintomas do transtorno do estresse pós-traumático em decorrência de outras circunstâncias, como a violência urbana. “Esse transtorno pode ter como comorbidade a depressão, mas ele é diferente. Trata-se de uma doença psiquiátrica considerada uma sequela importante em pessoas expostas a situações de risco de vida, violência física ou sexual”, explicou o psiquiatra William Berger, coordenador na Pós-graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub). 
 

A equipe multidisciplinar do projeto PSIcovidA: expectativa é gerar dados que possam auxiliar na formulação de políticas públicas voltadas para a saúde mental dos profissionais em ambiente hospitalar (Foto: Divulgação)


De acordo com Berger, o transtorno do estresse pós-traumático tem quatro grupos de sintomas: a Revivência (a pessoa tem flashbacks da situação que gerou trauma); o Comportamento evitativo (o paciente não consegue voltar ao local onde ocorreu a situação em questão e, no caso do profissional de saúde que sofre dessa doença durante a pandemia, ele não consegue voltar ao hospital, apresentando sintomas físicos como tremores e angústia quando se aproxima do local de trabalho); as Cognições negativas (são o sentimento de culpa pelo fato ocorrido e, no caso, o profissional de Saúde se culpa porque perdeu um paciente com Covid-19); e a Hiperexcitabilidade (episódios de raiva intensa, preocupação, insônia, dificuldade de concentração e hipervigilância, nos quais a pessoa apresenta uma resposta de sobressalto exagerada, tem sintomas de noradrenalina no corpo o tempo todo, como se estivesse sempre reagindo a uma situação de perigo).

Leticia explica que nem todas as pessoas submetidas a situações traumáticas vão desenvolver esse transtorno, mas que é importante conhecer os fatores que favorecem o seu desenvolvimento e também os fatores que podem contribuir para que elas não desenvolvam essa doença psiquiátrica. “Sabemos que, entre as pessoas que passam por situações de trauma, cerca de 10% desenvolve esse transtorno. A pesquisa vai ajudar a entendermos, dentro da realidade dos profissionais de Saúde, qual a média daqueles que a desenvolvem e que fatores geram mais vulnerabilidade ou não. Como o isolamento social, vivido mais intensamente pelos profissionais de Saúde, que já trabalham em longas escalas de plantão, por exemplo, pode ser uma variável que se relaciona ao desenvolvimento do transtorno? Ou ainda, as pessoas que apresentam imobilidade tônica, ou seja, que ficam com o corpo literalmente paralisado, sem ação, diante de uma situação de risco, têm mais propensão a desenvolver o transtorno? Verificaremos essas e outras variáveis”, detalhou.

Um dado que reforça a importância do estudo é a experiência chinesa durante a pandemia. “Em diversos estudos publicados por pesquisadores chineses, divulgou-se que 70% dos profissionais de Saúde em atividade na China durante a pandemia apresentaram sintomas compatíveis aos do transtorno de estresse pós-traumático. No Brasil, ainda não temos conhecimento dessa estatística”, justificou Berger. “Estamos passando por uma situação nova na história da humanidade. Mesmo após o fim da pandemia de coronavírus, ainda teremos uma epidemia paralela de doenças mentais, não só pela insegurança de adquirir a doença, mas pela perda de amigos, familiares e efeitos da quarentena. Essa pesquisa vai gerar indicadores de como isso está afetando a população que lida diretamente com pacientes com Covid-19 e que medidas devem ser tomadas de saúde pública, suporte farmacológico e atendimento psicoterápico, agindo também de maneira preventiva”, completou Mirtes.

O projeto é tema da tese de doutorado em desenvolvimento por Camila Gama, orientanda de Leticia e Mirtes na UFF. Também participam do grupo: o psiquiatra Mauro Mendlowicz, professor da UFF; a professora Eliane Volchan, chefe do Laboratório de Neurobiologia do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ (IBCCF) e membro do Laboratório Integrado de Pesquisa do Estresse (Linpes/UFRJ) do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub); o professor Ivan Figueira, da Faculdade de Medicina da UFRJ; a médica Mariana da Luz, assistente e preceptora da residência médica da UFRJ; a médica psiquiatra Liliane Vilete, da UFRJ; Fátima Erthal, coordenadora do Programa de Neurobiologia do IBCCF/UFRJ; a professora Izabela Mocaiber, da UFF, campus Rio das Ostras; a professora Gabriela Souza, do Departamento de Ciências Biológicas na Ufop; a professora Roberta Benitez, da UniRio; Liana Portugal, bolsista pelo programa de pós-graduação em Ciências Biomédicas (Fisiologia/Farmacologia) e Honorary Research Associate na University College London; a pós-doutoranda Raquel Gonçalves, do Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento da UFF; a psicóloga Camila Gama, doutoranda do programa de pós-graduação em Neurologia e Neurociência do Hospital Universitário Antônio Pedro – Huap/UFF); a graduanda em Ciências Biológicas (Bacharelado) pela UFF Emmanuele Santos e o bolsista de Iniciação Científica Sérgio de Souza Júnior, graduando em Psicologia pela Faculdades Integradas Maria Thereza (Famath).

Pessoas que trabalham em ambiente hospitalar ou UPAs, independentemente da atividade que exerçam, e estejam interessadas em contribuir com informações para o projeto, podem preencher o formulário, disponível aqui.




Autor: Débora Motta
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 02/07/2020
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4012.2.0

Projeto integrará o estudo do coronavírus e seu hospedeiro

A geneticista Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), coordenará a Rede C1, formada a partir do edital de Ação Emergencial Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19, uma parceria entre a FAPERJ e a Secretaria Estadual de Saúde. O projeto, intitulado “Corona-ômica - RJ: Plataforma computacional integrativa para caracterização de determinantes virais e do hospedeiro na Covid-19 utilizando abordagens ÔMICAS no estado do Rio de Janeiro”(http://www.corona-omica.rj.lncc.br/ ), também agrega a “Rede One Health para o monitoramento genômico e análise da dispersão em tempo real de SARS-CoV-2 com acesso universal da informação”, liderada pela pesquisadora Marilda Agudo Mendonça Teixeira de Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) referência em coronavírus da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas.

“Esse apoio vem num momento perfeito, porque os recursos para os estudos com a Covid-19 não chegavam. E certamente a chamada da FAPERJ para a criação de redes é muito importante porque agrega instituições, amostras do vírus de diversas regiões do estado e pesquisadores com variadas formações, que poderão analisar os dados a partir de sua bagagem científica”, comemora Ana Tereza. Chefe do Laboratório de Bioinformática do LNCC – que tem sede localizada na cidade de Petrópolis, na Região Serrana –, ela liderou a equipe que realizou em tempo recorde (48 horas), em março passado, o sequenciamento do novo coronavírus. Mas, segundo a pesquisadora, o estudo vinha utilizando recursos de outros projetos em andamento. “Por isso, até mesmo para enfrentar as consequências dos cortes de verbas, que vêm ocorrendo desde 2016, a FAPERJ tem sido fundamental no fomento à pesquisa”, reconhece.


A pesquisa pretende realizar a vigilância genômica do coronavírus e preditores genéticos do hospedeiro que influenciam nos diferentes desfechos da doença.


A geneticista, que também recebe apoio da FAPERJ para suas pesquisas por meio do programa Cientista do Nosso Estado, diz que os recursos do edital serão extremamente importantes, não só para a realização da vigilância genômica do vírus, ou seja, para verificar como ele está se dispersando pelo estado do Rio, mas também para a realização de estudos do hospedeiro. Segundo ela, é importante verificar como acontece a interação do vírus com o ser humano, já que os danos provocados pelo vírus variam muito entre diferentes indivíduos. A pesquisa avaliará se preditores genéticos influenciam nos diferentes tipos de evolução da doença, além da idade, sexo e comorbidade dos pacientes. Um dos enigmas a serem esclarecidos é o fato de até mesmo pessoas sem comorbidade evoluírem para estágios graves da doença, incluindo o óbito. “O vírus é muito novo, teve contato com humano há apenas seis meses, por isso precisa ser bem estudado”, justifica Ana Tereza.

De acordo com a pesquisadora, a Corona-ônica é uma rede estadual que além do LNCC inclui o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o Departamento de Genética da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, e a Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A rede desenvolverá estudos a partir de três ômicas: a genômica viral, para entender como o vírus se dispersa geograficamente e se vem sofrendo mutações; o estudo da transcritômica, que permite verificar os diferentes desfechos da Covid-19 em pessoas assintomáticas e nas que desenvolvem sintomas moderados e agudos. “Dessa forma é possível se identificar quais os genes estão sendo modulados em cada indivíduo, fazendo com que a doença se desenvolva de modo distinto”, explica Ana.

O estudo ainda incluirá o sequenciamento do exoma, que é uma fração do genoma de indivíduos, para verificar as variantes genéticas que levam ao desenvolvimento de diferentes desfechos da doença. Além disso, a pesquisa também abrangerá estudos de metagenômica, que estudará a população de microrganismos em geral, a partir da análise de amostras de swab naso ou orofaríngeo ou de outras regiões e órgãos a fim de identificar a microbiota, ou seja, vírus e bactérias circulantes. “Assim, acredito que na parte de genoma viral e de seu hospedeiro teremos um estudo bem completo do Estado do Rio de Janeiro”, afirma a geneticista.


Ana Tereza (ao centro) e parte da sua equipe do LNCC e da UFRJ. Projeto liderado pela pesquisadora propõe a criação de uma plataforma computacional que pretende integrar os dados do vírus e do hospedeiro

Graduada em Biologia pela Uerj, Ana Tereza cursou mestrado em Biofísica e defendeu doutorado em Genética, na UFRJ. No LNCC, ela atua com análise de sequências de DNA, com a parte computacional da genética, no sequenciamento de genoma. “Trabalho com genoma de vírus, bactéria, fungo, humano, animais”, conta. Segundo ela, a partir do sequenciamento são gerados bancos de dados, programas, softwares e modelos matemáticos, processados no maior computador da América Latina, o supercomputador Santos Dumont, instalado no LNCC.

Não à toa, o título do projeto que ela lidera propõe a criação de uma plataforma computacional integrativa. “A plataforma pretende integrar os dados do vírus e do hospedeiro, por meio de técnicas computacionais, estatísticas, uso da inteligência artificial, que extrairão as informações para processá-las de forma rápida”, explica a geneticista. Ao longo dos anos, Ana Tereza já foi contemplada em diversos programas de fomento à pesquisa da FAPERJ, e, em 2019, teve uma proposta de pesquisa aprovada no Programa de Apoio a Projetos Temáticos no projeto “Inteligênciômica saúde: o uso de metodologias de inteligência artificial para identificação de preditores genéticos associados aos casos severos por arboviroses”, em colaboração com outros laboratórios. Prestes a completar 58 anos, mãe de dois filhos, a pesquisadora diz que trabalha em rede desde 2000, quando foi formalizado o Projeto Genoma Brasileiro.

Aprendiz de ceramista nas horas vagas (antes da pandemia, frisa ela), atividade que lhe permite relaxar e descarregar energias, Ana Tereza ainda encontra tempo – mesmo agora – para se engajar em defesa da ciência. Recentemente, auxiliou a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) a lançar a campanha “Democracia pela Vida”, movimento que reúne cerca de 70 organizações, entre entidades nacionais, centrais sindicais, movimentos sociais, articulações pró-democracia e organizações não-governamentais. “Precisamos nos unir em defesa da democracia, para enfrentar os ataques à ciência e às instituições de pesquisa”, defende.





Autor: Paula Guatimosim
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 02/07/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47158-saude-atua-para-regular-abastecimento-de-medicamentos-de-uti

Saúde atua para regular abastecimento de medicamentos de UTI

Medicamentos para tratamento de Covid-19 em pacientes de UTI estão ...

Anestésicos e relaxantes musculares utilizados para a intubação de pacientes que tiveram complicações da doença estavam com os estoques zerados em algumas localidades

Devido ao desabastecimento de medicamentos utilizados na intubação de pacientes que tiveram complicações pela infecção do coronavírus, o Ministério da Saúde está apoiando estados e municípios, em uma ação conjunta e coordenada com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), para que os estoques de anestésicos e relaxantes musculares nos hospitais seja normalizado o mais breve possível.

Diante do panorama emergencial, a pasta tem realizado diariamente um levantamento dos estados e municípios que estão com os níveis de estoques zerados ou muito baixos, para fazer a distribuição dos remédios, atendendo emergencialmente as necessidades de todas as localidades.

Para a aquisição dos medicamentos em falta, o Ministério da Saúde implementou três ações para mitigar o problema. A primeira foi uma cotação para realizar uma compra internacional, via Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que teve início em 18 de junho. A segunda ação foi uma requisição administrativa, iniciada em 22 de junho, que, de acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, já está possibilitando o atendimento emergencial das demandas de estados e municípios.

“Nós verificamos junto à indústria farmacêutica, aos produtores, o excedente de medicamentos. Isso para que pudéssemos requisitar sem desabastecer o mercado, sem comprometer os contratos já existentes, as compras já realizadas, tomando cuidado para não desabastecer a rede privada de saúde”, explicou Elcio Franco.

Até o momento foram requisitados administrativamente 21 medicamentos que estão sendo recebidos e distribuídos pelo Ministério da Saúde conforme o levantamento diário. Desta forma, os estados recebem e fazem a divisão para os seus municípios. Esse material está sendo entregue no depósito do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), e transportado até as capitais. Os Planos de Contingência dos estados deverão considerar as necessidades das cidades do interior, de forma que atendam a todos os hospitais na área do estado (interior e capital).

A terceira ação adotada pela pasta, que iniciou no dia 24 de junho, foi a abertura de processo de pregão via Sistema de Registro de Preços (SRP). A intenção é proporcionar uma economia em escala e, desta forma, possibilitar a adesão de estados e municípios. “Até esta quinta-feira (2/7), apenas o estado de Roraima e a cidade de Aracajú haviam aderido à intenção de registro de preços como coparticipantes. É importante que estados e municípios concordem com essa intenção de registro de preço para que possam se beneficiar do valor em escala, comprando por essa modalidade”, alertou o secretário-executivo.

Vale destacar que, desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde vem atuando no atendimento às demandas e necessidades dos estados e municípios, que são responsáveis pelo controle dos estoques e distribuição, bem como a programação, armazenamento e dispensação de medicamentos.


Por Luísa Schneiders, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa

(61) 3315-2535/2351





Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 02/07/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47158-saude-atua-para-regular-abastecimento-de-medicamentos-de-uti

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Aldeias Yanomami recebem reforço no combate à Covid-19

Governo Federal leva atendimento médico especializado, entrega insumos, materiais e testes para os polos bases das aldeias Waikás e Auaris, em Roraima



A missão conjunta de reforço no combate à Covid-19 em populações indígenas de Roraima chegou hoje (30/06) a duas aldeias Yanomami. Equipes do Ministério da Saúde, por meio da Secretária Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Defesa e da Fundação Nacional do Índio (Funai) levaram atendimento médico e insumos às comunidades do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, nas áreas de fronteira do país. As primeiras aldeias a receberem os insumos e serem atendidas foram Auaris e Waikás, cujos Polos Base atendem mais de 4 mil indígenas.

Além do atendimento com os profissionais de saúde, os Polos Base de Auaris, que atende 58 aldeias e uma população de 3.971 indígenas, e de Waikás, que atende 4 aldeias e uma população de 178 indígenas, também receberam insumos como máscaras cirúrgicas, álcool 70%, avental hospitalar, luvas, toucas e protetores faciais, medicamentos como cloroquina e azitromicina, além de testes rápidos.

Essa é a quinta missão interministerial para levar atendimento médico e reforçar o enfrentamento à covid-19 entre indígenas. De acordo com o secretário Especial de Saúde Indígena, Robson Santos da Silva, a previsão é atender pelo menos 1,5 mil pessoas no período da missão. “Além das quatro toneladas de equipamentos, estão indo equipes de profissionais para atender a população, particularmente na área de fronteira. São máscaras, aventais, luvas e outros itens importantes para o atendimento dos indígenas, que ficarão nessas localidades, incluindo também medicamentos”, destaco o secretário da SESAI.

Ao todo, 21 profissionais de saúde das Forças Armadas reforçaram o atendimento aos indígenas da região, trabalhando em parceria com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde. Atualmente, a região conta com 1.762 profissionais de saúde da SESAI realizando o atendimento de Atenção Primária aos indígenas nas aldeias, sendo 725 profissionais no DSEI Yanomami e 1.037 no DSEI Leste de Roraima. São agentes de saúde e saneamento, agentes de combate a endemias, médicos, farmacêuticos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, técnicos de enfermagem, entre os profissionais da área.

Os profissionais de saúde das Forças Armadas vão reforçar o atendimento a cerca de 3 mil indígenas em cinco Polos Base: Auaris, Waikás e Surucucu (Yanomami) e Frexal e Maturuca (Leste de Roraima). Como medida de segurança para os povos indígenas, toda a equipe que compõe a missão realizou o teste RT-PCR (molecular) para Covid-19. O embarque só foi permitido com o resultado negativo para a doença, após triagem realizada por profissionais de saúde.

INSUMOS

No total, foram entregues 87,6 mil máscaras cirúrgicas; 1,4 mil unidades de álcool 70%; 5,3 mil testes rápidos; mil aventais hospitalares; 300 protetores faciais; 87,6 mil toucas; 400 macacões; 1,6 mil máscaras de proteção respiratória; mil luvas e 297 mil comprimidos de medicamentos como cloroquina; azitromicina; prednisona e paracetamol.

No DSEI Yanomami a população indígena é de, aproximadamente, 28 mil pessoas. São duas etnias (Yanomami e Yekuana) e 366 aldeias em um território de 96,6 mil m². A população local conta com 78 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI); 37 Polos Base e 1 Casa de Saúde Indígena (CASAI). Já no DSEI Leste de Roraima são, aproximadamente, 52 mil indígenas de sete etnias em uma área de 69, 7 mil km². São 285 UBSI, 34 Polos Base e 1 CASAI prestando atendimento à população indígena.

O QUE JÁ TEM SIDO FEITO

Ao longo do período da pandemia, o Ministério da Saúde tem desenvolvido estratégias para aprimorar o atendimento e uma das mais recentes é a criação da Unidade de Atenção Primária Indígena (UAPI). As unidades vão fortalecer os serviços de atenção primária à saúde indígena no atendimento desta população proporcionando o acolhimento dos casos suspeitos de Síndrome Gripal (SG) e identificação precoce de casos de Covid-19. Além disso, já foram instaladas alas indígenas em hospitais de Manaus (AM) e Macapá (AP), Vale do Javari, Pará (Belém, Marabá, Santarém), Mato Grosso (Colíder, Cuiabá, Araguaia, Sinop, Barra do Garças), Mato Grosso do Sul (Dourados) e Roraima (Boa Vista).

Também foi elaborado um Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo coronavírus em Povos Indígenas que detalha como as equipes de saúde devem agir conforme cada caso. Os DSEI também elaboraram seus respectivos Planos de Contingência Distritais para as diferentes situações de enfrentamento da Covid-19, respeitando as características de cada povo e suas necessidades específicas. Todo esse planejamento e estudo antecipado resultam em atendimentos rápidos e eficientes executados diretamente nas aldeias.

Em todos os casos, as equipes dos DSEI têm agido dentro do previsto no planejamento e realizado o isolamento de infectados, casos suspeitos e a transferência para a rede pública estadual e municipal dos pacientes que necessitem de suporte especializado em hospitais. Para isso, a SESAI emprega uma grande frota de veículos, embarcações e aeronaves para levar os indígenas em segurança até as cidades mais próximas que ofereçam o atendimento necessário.

Para oferecer atendimento rápido em situações de emergência, a Secretaria autorizou a contratação de 34 equipes de resposta rápida para atuar em cada DSEI. As equipes compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem ficam disponíveis 24 horas para partir para o território indígena que apresentar, eventualmente, um aumento de casos repentino, reforçando assim o trabalho das equipes multidisciplinares de saúde indígena que já se encontram atuando normalmente nas aldeias.



Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 30/06/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47149-aldeias-yanomami-recebem-reforco-no-combate-a-covid-19

Ásia supera Europa na geração de energia solar flutuante, diz relatório


Energia solar flutuante na Hidrelétrica de Sobradinho
Primeira usina de energia solar flutuante no Brasil foi instalada há um ano na Hidrelétrica de Sobradinho

Por Cínthia Leone

Painéis solares instalados sobre a lâmina d’água de represas de hidrelétricas são a nova aposta da Ásia para expansão de sua oferta energética. A região aumentou em 900% a geração de eletricidade nessa modalidade somente em 2019, passando de 1 megawatt instalado para 51 megawatts e outros 858 megawatts planejados, superando o continente europeu.

É o que informa o relatório da IEEFA (Institute for Energy Economics and Financial Analysis) divulgado nesta quarta-feira (1/7). Sara Jane Ahmed e Elrika Hamdi, autoras do estudo, avaliam que as fazendas solares são melhores quando instaladas perto de hidrelétricas porque podem pegar carona nas conexões existentes com a rede de transmissão.

No Brasil, todos os investimentos nesse setor são recentes. A primeira e maior planta fotovoltaica flutuante em operação foi instalada em agosto de 2019, na Usina de Sobradinho (BA). Na etapa atual, a unidade gera 1 MWp, mas deve ampliar sua capacidade para 2,5 MWp até o final de 2020. Na Hidrelétrica de Balbina (AM), outra planta solar flutuante está em projeto e deverá ter a mesma capacidade.

Há iniciativas também na Hidrelétrica de Porto Primavera, em Rosana (SP), na Hidrelétrica de Itumbiara, a maior das Usina de Furnas, localizada entre os estados de Goiás e Minas Gerais, além de um projeto de microgeração na Usina de Aimorés (MG). Há quatro meses a cidade de São Paulo também iniciou o teste de uma planta solar de pequeno porte na represa Billings, junto à usina elevatória de Pedreira.

Segundo nota técnica publicada em fevereiro deste ano pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o potencial brasileiro é grande pela quantidade de lagos artificiais de hidrelétricas existentes. A energia solar flutuante ainda é incipiente no Brasil porque as regiões mais promissoras para a instalação de usinas fotovoltaicas estão em áreas pobres do semi-árido, onde a terra é barata e os equipamentos de flutuação ainda são caros. Mas os autores ressaltam que os custos de instalação devem cair porque o setor certamente viverá uma expansão em todo o mundo.

Nos países asiáticos, a situação é oposta: uma das principais razões para a expansão das usinas solares flutuantes é a escassez de terra, aponta o relatório da IEEFA. Ao aproveitar a área sobre a lâmina d’água dos reservatórios, os investidores eliminam o custo de obtenção de grandes terrenos e evitam desapropriações.

Isso ajuda a entender porque o Brasil está há pelo menos uma década atrás dos asiáticos nesse segmento. O primeiro sistema solar flutuante do mundo foi construído em 2007 em Aichi, no Japão, mas a China é a líder atual — os dois países tinham juntos uma capacidade instalada combinada de 1,3 GW até o fim de 2018. No ano passado, o Vietnã instalou 47MW de energia fotovoltaica flutuante. Mais recentemente, a maior empresa de geração de energia da Índia, a National Thermal Power Corporation (NTPC), confirmou a implantação de 200MW nessa modalidade em quatro locais, inserindo o país entre os maiores desenvolvedores do mundo no setor.

“Nossa pesquisa mostra que cada vez mais países asiáticos estão construindo fazendas solares que flutuam em rios, represas, lagos e reservatórios – e até no mar – para produzir eletricidade limpa a preços que podem competir com a energia de usinas a carvão poluentes”, afirmam as autoras. Outra vantagem destacada no documento é que as placas diminuem a evaporação, contribuindo para a manutenção do nível dos reservatórios em períodos secos e quentes.
Queda de demanda

Entre as vantagens das plantas fotovoltaicas flutuantes está a flexibilidade e a resiliência dos seus sistemas de geração em momentos de queda abrupta de demanda, como ocorre neste momento em todo o mundo por conta da pandemia de COVID-19. Segundo o documento, o consumo de energia nas Filipinas e na Malásia caiu 16% durante os bloqueios contra o novo coronavírus, causando um estresse extremo nas redes de eletricidade devido ao excesso de energia.

“Se o surto de COVID-19 puder ensinar uma lição, seria a de que as empresas de energia precisam de operações ágeis, e não de usinas desatualizadas que queimam carvão 24/7 e que não podem responder rapidamente a interrupções repentinas”, diz Ahmed.

Hamdi observa ainda que essas instalações solares são rápidas de construir. “Elas podem ficar prontas em questão de meses, enquanto os geradores de carvão, gás e hidrelétricas levam até três anos para entrar em operação, e as usinas nucleares demoram ainda mais tempo.”

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Para mais informações sobre o relatório do IEEFA — Volts from the Blue – Is Combined Floating Solar and Hydro the Energy Solution for ASEAN? — , entrar em contato com Kate Finlayson kfinlayson@ieefa.org +61 418 254 237

Sobre o IEEFA (Institute for Energy Economics and Financial Analysis): O instituto realiza pesquisas e análises globais sobre questões financeiras e econômicas relacionadas à energia e ao meio ambiente e tem como missão acelerar a transição para uma economia energética diversificada, sustentável e lucrativa.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 01/07/2020




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 01/07/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/07/01/asia-supera-europa-na-geracao-de-energia-solar-flutuante-diz-relatorio/

Manaus é a metáfora do saneamento privatizado, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)


Sem opção, moradores de palafitas de Manaus vivem expostos a doenças. Foto: EBC

Quer saber como será o futuro do saneamento privatizado do Brasil? É só ver os dados do saneamento de Manaus, o preço da água, a satisfação dos clientes, a abrangência do que foi feito até hoje. No ranking das dez piores cidades em coleta de esgoto, Manaus é a sexta colocada com apenas 12,43% da população beneficiada, dado do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – base 2018). A situação de Manaus é pior que Belém e Macapá. E é bom sempre lembrar que o saneamento básico envolve o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, manejo dos resíduos sólidos e a drenagem da água de chuva.

O serviço controlado pelo Grupo Aegea Saneamento e Participações, que atua na cidade através da concessionária Águas de Manaus, tem esse serviço público sob sua responsabilidade desde o ano 2000. Portanto, 20 anos para fazer o que fizeram em termos da tão propalada eficiência do setor privado. Bom observar que é uma Parceria Público Privada (PPP), não uma privatização como a proposta no projeto agora aprovado.

O velho discurso do capital nunca se faz de rogado. Anuncia que haverá bilhões de reais em investimentos, milhões de empregos serão gerados, que os índices nacionais de saneamento são uma vergonha e precisam ser melhorados. De fato, nossos índices são vergonhosos, mas a solução apontada é mais vergonhosa ainda.

O Brasil criou uma lei e uma política de saneamento básico (11.445/2007), criou um Ministério das Cidades depois desfeito, tem recursos do FGTS e outros para investir no setor. O que sempre faltou foi vontade política.

Se a privatização fosse a solução Paris e mais de 260 cidades do mundo não teriam desprivatizado seus serviços de água. E o argumento é bem simples, os serviços pioraram de qualidade e se tornaram muito mais caros. Então, o único remédio foi desprivatizar.

O capital vai seguir o roteiro das outras privatizações já tão óbvias, isto é, onde houver lucro, vai investir. Onde houver despesas deixará o osso para o Estado, como já disse claramente o senador Jaques Wagner da Bahia. Assim são as estradas, os aeroportos e demais serviços privatizados. Pior, se der errado, devolvem o bagaço para o Estado.

Sem ilusões, só restarão privatizados os serviços de saneamento lucrativos. Nosso povo empobrecido e periférico continuará na lama, no meio dos esgotos, nas inundações, no lixo e sem água potável para beber.

OBS: É preciso analisar melhor o projeto aprovado, já que parece estabelecer o mercado de outorgas de água, uma mercantilização dos mananciais que tínhamos derrotado até agora. o que seria o horror dos horrores. Mas, esse é assunto para outro texto.

[1] O saneamento privatizado de Manaus lidera o ranking de reclamações. https://amazonasatual.com.br/o-saneamento-privatizado-de-manaus-lidera-o-ranking-de-reclamacoes/

Roberto Malvezzi (Gogó)*, possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco. Membro da Equipe de Assessoria da REPAM (Rede Eclesial Pan Amazônica)
www.robertomalvezzi.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 01/07/2020




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 01/07/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/07/01/manaus-e-a-metafora-do-saneamento-privatizado-artigo-de-roberto-malvezzi-gogo/