sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Bióloga apoiada pelo ‘Doutor Empreendedor' desenvolve Florais de Bach em creme


O programa Doutor Empreendedor: Transformando Conhecimento em Inovação, da FAPERJ, busca fomentar a criação de empresas com base no conhecimento científico e/ou tecnológico por doutores residentes no Estado do Rio de Janeiro. Podem submeter propostas ao edital pesquisadores com grau de doutor em programas de pós-graduação stricto sensu reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ou doutorandos que já estejam qualificados.

Foi com seu inovador projeto intitulado "Ciência e inovação unidas pela saúde mental: o produto que faltava para posicionar a Terapia Floral de Bach como líder no mercado de saúde e bem-estar” que a bióloga e terapeuta floral Simone Dealtry, doutora em Microbiologia pela Universidade Técnica de Brausnchweig, na Alemanha, obteve apoio da FAPERJ e fundou a Lokram.

Simone foi uma das 50 contempladas nos editais de 2019, 2021 e 2022 convidadas a participar do evento promovido pela Diretoria de Tecnologia da FAPERJ para fazer um balanço do programa. O encontro, que aconteceu nos dias 24 e 25 de outubro, teve o objetivo de reunir críticas e sugestões dos Doutores Empreendedores, além de ideias que possam ajudar a construir as futuras edições do programa. 

Simone também estava entre os 22 favorecidos na última edição do edital, que apresentaram seus projetos no demoday durante a Rio Innovation Week, maior feira de tecnologia da América Latina, que aconteceu de 3 e 6 de outubro no Rio de Janeiro. “O encontro promovido pela Faperj proporcionou muita troca entre os participantes. Ao final, criamos até um grupo de mensagens”, conta Simone. Ela comemorou muito sua participação no evento de inovação, onde o ambiente era propício ao networking.

A ideia do produto inovador – os florais de Bach em creme – surgiu a partir de uma situação vivida por Simone. “Acredito que as dificuldades acontecem na nossa vida para revelar nossa verdadeira missão”, diz a empreendedora. Especializada em Microbiologia vinculada a aspectos ambientais, como biorremediação de biofiltros contaminados por pesticidas, ou na compostagem e tratamento mecânico-biológico para a biodigestão de resíduos sólidos urbanos para geração de biofertilizantes e de biogás, Simone mudou seu foco para a área de Ciências da Saúde a partir do nascimento de seu segundo filho.

Ao regressar do doutorado em Microbiologia na Universidade Técnica de Braunschweig, Alemanha, em 2014, ela iniciou o pós-doutorado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). “Achava que a vivência acadêmica, a publicação de artigos, não era suficiente para mim. Eu queria que meus estudos gerassem algo de concreto para a sociedade”, explica Simone.

No ano de 2019, nasceu seu segundo filho, Lorenzo, com um intervalo de apenas 2,5 anos do primogênito, Arthur. “Foi um momento difícil para mim, com duas crianças pequenas para cuidar, e, para evitar uma depressão pós-parto, comecei a me tratar com os florais de Bach”, revela. No ano seguinte, Simone concluiu sua formação como Terapeuta Floral de Bach, unindo ciência e terapias integrativas, com o objetivo de fornecer dados científicos que demonstrem a eficácia da terapia floral de Bach na saúde física, mental e emocional.


Autor: Faperj 
Fonte: Faperj 
Sítio Online da Publicação: Faperj 
Data: 07/12/2023
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=441.7.7

Hospital Universitário Pedro Ernesto inaugura angiógrafo e conclui remodelação do Banco de Sangue


Vinculado à área de Cardiologia, o setor de Hemodinâmica do hospital já contava com um outro angiógrafo, em funcionamento há um ano e meio, no qual são realizados cerca de 400 procedimentos por mês. Com a chegada do novo aparelho, a expectativa é ampliar o atendimento. “Temos uma perspectiva muito boa de aumentar, de imediato, em pelo menos 30% o número de procedimentos. Sem dúvida nenhuma a capacidade produtiva do serviço é ainda maior. Poderia até dobrar. Mas a gente fica na dependência de leitos disponíveis para internação”, explicou o coordenador do setor de Hemodinâmica, o professor Esmeralci Ferreira.

Atendendo exclusivamente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), encaminhados por meio do Sistema Estadual de Regulação (SER), o setor de Hemodinâmica funciona 24 horas, sete dias por semana, sempre com a presença de um médico disponível. “A nossa vantagem em relação às instituições particulares é o fato de termos o médico intervencionista disponível a qualquer hora do dia no hospital”, explicou Ferreira. Segundo ele, o novo angiógrafo, de última geração, possui um software especial que permite à equipe médica ver todos os vasos sanguíneos de forma tridimensional.


Autor: Faperj 
Fonte: Faperj 
Sítio Online da Publicação: Faperj 
Data: 01/12/2023
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=462.7.8

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

COP28 pode renovar a esperança nos objetivos do Acordo de Paris


Estão a chamar-lhe “a cimeira da ação”, em que temos de pôr mãos à obra para acabar com a nossa dependência dos combustíveis fósseis. Temos assistido a um avanço nessa direção com o novo objetivo de triplicar a capacidade de produção de energia renovável até 2030, o que, segundo analistas especializados, fará uma grande diferença. Mas o que dizer de sectores dos quais quase nunca ouvimos falar, como a produção de cimento, que representa 8% das emissões de gases com efeito de estufa neste momento? Conheci uma empresa sueca que diz ter encontrado a solução."

Oscar Hållén, diretor-executivo da Cemvision explica: "Conseguimos fazê-lo, antes de mais, substituindo o calcário virgem como ingrediente principal. O calcário virgem é responsável por 60% das emissões de CO2 na produção de cimento. Os restantes 40% estão a ser eliminados pela nossa química única, o que nos permite ter um processo muito mais eficiente em termos energéticos, em que eletrificamos a produção, passando assim de 850 kg de emissões de CO2 por tonelada para perto de zero".

Este novo cimento pode ser utilizado em edifícios novos, assim que se consiga aumentar a produção. Mas, e os edifícios antigos em que muitos de nós vivemos e trabalhamos na Europa? Podem ser transformados em edifícios neutros em termos de carbono? De acordo com uma especialista belga com quem falei, sim, podem".

Leen Govaerts, especialista em Energia: "Vai depender do contexto, claro. É muito fácil construir um edifício com energia positiva neste momento, a tecnologia existe, mas trata-se de renovar o ambiente de construção existente. Aí, sim, vejo possibilidades, a curto prazo, de tentarmos a eletrificação em grande escala, a integração de energias renováveis, mas também o aumento da eficiência energética".

As possibilidades existem. Cortar nas emissões poluentes é possível. Por isso, esse compromisso com as energias renováveis está a dar alguma força à esperança de que podemos inovar e renovar o nosso caminho para reduzir as nossas emissões, finalmente, até 2030.


Autor: euronews 

Fonte: euronews

Sítio Online da Publicação: euronews

Data: 04/12/2023

Publicação Original: https://pt.euronews.com/green/2023/12/04/cop28-pode-renovar-a-esperanca-nos-objetivos-do-acordo-de-paris

domingo, 3 de dezembro de 2023

Cimeira do clima da ONU decorre num dos maiores produtores mundiais de petróleo até 12 de dezembro


Está aberta a COP28, a vigésima oitava cimeira do clima das Nações Unidas onde se espera que António Guterres surja com uma mensagem de urgência e uma proposta.

Em entrevista à France Press, o secretário-geral da ONU disse que o tempo de abrandar terminou. É preciso mesmo parar de usar combustíveis fósseis para evitar um aquecimento desastroso do planeta:

"A única coisa que continua a faltar é vontade política. É por isso que a COP é importante, para que as pessoas compreendam que continuamos a avançar numa direção muito errada. Se nada acontecer, estamos a caminhar para [um aquecimento] de 3 graus. E 3 graus será um desastre total."

Esta semana, António Guterres participou na conferência anual da ONU com a União Africana. O líder das Nações Unidas ficou com uma proposta para apresentar na Cop28:

"Precisamos de um apoio maciço a África. É um absurdo: África tem 60% da capacidade solar e tem 2% do investimento solar. Por isso, temos de criar uma aliança solar global para África."

Na expectativa de um reforço no investimento na produção de energia solar em África, António Guterres será uma das ilustres presenças nesta cimeira do clima, realizada nos Emirados Árabes Unidos, um dos maiores produtores de combustíveis fósseis do mundo.


Autor: euronews 
Fonte: euronews
Sítio Online da Publicação: euronews
Data: 30/11/2023

Bruxelas prolonga a utilização do glifosato apesar de ser considerado perigoso


O glifosato, um herbicida altamente eficaz, foi introduzido no mercado em 1974. Nessa altura, não se suspeitava dos seus efeitos na saúde.

A União Europeia (UE) acaba de renovar a sua autorização por 10 anos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o glifosato como provável agente cancerígeno para o ser humano em 2015.

"Viemos a Quiberon (Bretanha) para falar com Ludovic. Ele tem 52 anos. Era paisagista e o glifosato destruiu-lhe literalmente a vida", explica Mathieu Orcel, repórter da Euronews.

Eu sou Ludovic Maugé, era paisagista e tenho cancro, que contraí devido aos pesticidas enquanto trabalhava, o meu filho, ensinei-o a nadar nesta praia. São recordações que me vêm à memória. É comovente...".

Ludovic Maugé, vítima do glifosato.
Ludovic Maugé, vítima do glifosato.Ludovic Maugé
Desde 2020, a vida de Ludovic tornou-se numa luta diária. Passou seis meses nos cuidados intensivos e teve de se submeter a doze quimioterapias sucessivas.

"A doença foi muito complicada de diagnosticar, porque é um linfoma muito raro, por isso foram quase seis ou sete meses de investigação médica", diz Ludovic.

Euronews: Como é que trabalhavam na altura, como é que trabalhavam com o glifosato?


"Estamos a falar de há 20 anos... Já o encontrávamos em quase todo o lado, não havia nenhuma isenção como há agora.... Trabalhávamos simplesmente com um pulverizador às costas, com uma t-shirt por baixo. E fazíamo-lo manualmente, sem máscara, sem luvas, sem nada...", explica Ludovic Maugé.

Ao longo dos anos, pesticidas como o glifosato têm-se revelado perigosos.
Ao longo dos anos, pesticidas como o glifosato têm-se revelado perigosos.euronews
Roundup, Gallup, Clipper e outros... Estes herbicidas à base de glifosato eram considerados inofensivos na altura, com algumas precauções de utilização.

Em busca de justiça
Atualmente, Ludovic já não tem forças para perseguir a Monsanto. No entanto, numerosas acções judiciais foram levantadas em todo o mundo contra o gigante alemão Bayer, que comprou a Monsanto em 2018.

Temos um encontro marcado com o Sr. Lafforgue. É um advogado especializado nestas questões. Foi o primeiro a conseguir estabelecer a relação entre a patologia dos seus clientes e a utilização de herbicidas e pesticidas. Foi ele que ganhou o primeiro processo contra a Monsanto.

Enfrentamos um verdadeiro lobby de pesticidas que tenta esconder os perigos dos pesticidas para que os agricultores e os seus empregados continuem a utilizá-los", afirma. Os estudos que foram tidos em conta para esta renovação da aprovação são inconclusivos e, sobretudo, os estudos que deveriam ter sido tidos em conta, que demonstram a perigosidade destas substâncias ativas, foram excluídos por razões erradas pelas autoridades europeias", afirma Maître Lafforgue.


Autor: euronews 
Fonte: euronews
Sítio Online da Publicação: euronews
Data: 01/12/2023

sábado, 2 de dezembro de 2023

FAPERJ se prepara para lançar editais inéditos em 2024


serão definidos de acordo com o número de escolas públicas da Educação Básica participantes.

Confira aqui outros detalhes dos programas inéditos:

Apoio às Cientistas Mães

O edital de “Apoio às Cientistas Mães, com vínculo em Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do estado do Rio de Janeiro” será voltado a pesquisadoras que se tornaram mães nos últimos seis anos, incluindo aquelas com filhos adotivos. O apoio será na forma de auxílio à pesquisa no valor de R$ 120 mil.

Serão contempladas, ao menos, 21 propostas, distribuídas para cada um dos Colégios estabelecidos pela Capes: Ciências da Vida, Humanidades e Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar.

Apoio ao Cientista com Deficiência

Já o “Programa de Apoio ao Cientista com Deficiência” terá como foco os pesquisadores, com título de doutor, que apresentem condição de deficiência, congênita ou adquirida, e tenham vínculo empregatício ou funcional (docentes ou técnicos-administrativos) com instituições públicas ou privadas de ensino e/ou pesquisa do estado do Rio de Janeiro.

A chamada prevê a oferta de auxílio no valor de R$ 120 mil. Os recursos poderão ser utilizados para o estabelecimento e melhoria de infraestrutura, para despesas de custeio e capital previstas nos projetos apresentados.

Serão contempladas, ao menos, 15 propostas, distribuídas para cada um dos Colégios estabelecidos pela Capes: Ciências da Vida, Humanidades e Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar.

O pesquisador proponente poderá solicitar, ainda, uma bolsa de Iniciação Científica (IC) para estudantes pertencentes a Instituições de Ciência e Tecnologia, onde será desenvolvido o projeto, ou uma bolsa de Treinamento e Capacitação Técnica (TCT).

Autor: Faperj 

Fonte: Faperj 

Sítio Online da Publicação: https://www.faperj.br/?id=450.7.8

Data: 02/12/2023

Estudo abre caminho para o desenvolvimento de redes quânticas avançadas

Transmitir informações de forma coerente, na banda do espectro eletromagnético compreendido entre micro-ondas e luz infravermelha, é fundamental para o desenvolvimento de redes quânticas avançadas empregadas em computação e comunicação. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em colaboração com colegas da ETH Zürich, na Suíça, e da TU Delft, nos Países Baixos, enfocou o uso de cavidades optomecânicas nanométricas com essa finalidade. Esses ressonadores na escala do nanômetro promovem a interação de vibrações mecânicas de alta frequência com luz infravermelha, em comprimentos de onda utilizados pela indústria de telecomunicações.

Artigo a respeito foi publicado pelo grupo na revista Nature Communications.

“Os ressoadores nanomecânicos atuam como pontes entre circuitos supercondutores e fibras ópticas. Os circuitos supercondutores são, hoje, uma das tecnologias mais promissoras para a computação quântica, enquanto as fibras ópticas já estão consagradas como transmissoras de informação por longas distâncias, com pouco ruído e sem perda de sinal”, diz Thiago Alegre, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW-Unicamp) e coordenador do estudo.

O pesquisador informa que uma das inovações centrais do estudo é a introdução da optomecânica dissipativa. Os dispositivos optomecânicos tradicionais dependem de interações puramente dispersivas. Nestas, apenas os fótons confinados na cavidade são eficientemente dispersos. Já na abordagem dissipativa, os fótons podem ser espalhados diretamente da guia de onda para o ressoador. “Isso possibilita maior controle da interação optoacústica”, explica Alegre.

Até o presente estudo, a interação optomecânica dissipativa só havia sido demonstrada em baixas frequências mecânicas, impedindo aplicações importantes como a transferência de estado quântico entre domínios fotônicos (ópticos) e fonônicos (mecânicos). O estudo mostrou o primeiro sistema optomecânico dissipativo operando em um regime no qual a frequência mecânica supera a taxa de dissipação óptica. “Conseguimos elevar em duas ordens de magnitude a frequência mecânica e aumentar em dez vezes a taxa de acoplamento optomecânico. Isso oferece perspectivas muito promissoras para o desenvolvimento de dispositivos ainda mais eficazes”, sublinha o pesquisador.

Redes quânticas

Os dispositivos, fabricados em colaboração com a TU Delft, empregam tecnologias bem estabelecidas na indústria de semicondutores em seu design. Vigas nanométricas de silício suspensas e livres para vibrarem permitem o confinamento da luz infravermelha e de vibrações mecânicas simultaneamente. Ao lado, um guia de onda, posicionado para permitir o acoplamento da fibra óptica à cavidade, dá origem ao acoplamento dissipativo, ingrediente fundamental para os resultados apresentados pelos pesquisadores.

O estudo oferece novas possibilidades para a construção de redes quânticas. E, além desse horizonte imediato de aplicação, estabelece também uma base para futuras pesquisas fundamentais. “Nossa expectativa é conseguir manipular individualmente os modos mecânicos e mitigar não linearidades ópticas em dispositivos optomecânicos”, conclui o professor da Unicamp.

Além de Alegre, o estudo teve a participação de André Garcia Primo, Pedro Vinícius Pinho e Gustavo Silva Wiederhecker, da Unicamp; de Rodrigo da Silva Benevides, da ETH Zürich; e Simon Gröblacher, da TU Delft. O trabalho recebeu financiamento da FAPESP por meio de sete projetos (19/09738-9, 20/15786-3, 19/01402-1, 18/15577-5, 18/15580-6, 18/25339-4 e 22/07719-0).

O artigo Dissipative Optomechanics in High-Frequency Nanomechanical Resonators pode ser acessado na íntegra em: www.nature.com/articles/s41467-023-41127-7.

Autor: FAPESP 

Fonte: FAPESP 

Sítio Online da Publicação: https://agencia.fapesp.br/estudo-abre-caminho-para-o-desenvolvimento-de-redes-quanticas-avancadas/50354

Data: 02/12/2023