sexta-feira, 8 de dezembro de 2023
Bióloga apoiada pelo ‘Doutor Empreendedor' desenvolve Florais de Bach em creme
Hospital Universitário Pedro Ernesto inaugura angiógrafo e conclui remodelação do Banco de Sangue
Vinculado à área de Cardiologia, o setor de Hemodinâmica do hospital já contava com um outro angiógrafo, em funcionamento há um ano e meio, no qual são realizados cerca de 400 procedimentos por mês. Com a chegada do novo aparelho, a expectativa é ampliar o atendimento. “Temos uma perspectiva muito boa de aumentar, de imediato, em pelo menos 30% o número de procedimentos. Sem dúvida nenhuma a capacidade produtiva do serviço é ainda maior. Poderia até dobrar. Mas a gente fica na dependência de leitos disponíveis para internação”, explicou o coordenador do setor de Hemodinâmica, o professor Esmeralci Ferreira.
Atendendo exclusivamente a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), encaminhados por meio do Sistema Estadual de Regulação (SER), o setor de Hemodinâmica funciona 24 horas, sete dias por semana, sempre com a presença de um médico disponível. “A nossa vantagem em relação às instituições particulares é o fato de termos o médico intervencionista disponível a qualquer hora do dia no hospital”, explicou Ferreira. Segundo ele, o novo angiógrafo, de última geração, possui um software especial que permite à equipe médica ver todos os vasos sanguíneos de forma tridimensional.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2023
COP28 pode renovar a esperança nos objetivos do Acordo de Paris
Estão a chamar-lhe “a cimeira da ação”, em que temos de pôr mãos à obra para acabar com a nossa dependência dos combustíveis fósseis. Temos assistido a um avanço nessa direção com o novo objetivo de triplicar a capacidade de produção de energia renovável até 2030, o que, segundo analistas especializados, fará uma grande diferença. Mas o que dizer de sectores dos quais quase nunca ouvimos falar, como a produção de cimento, que representa 8% das emissões de gases com efeito de estufa neste momento? Conheci uma empresa sueca que diz ter encontrado a solução."
Oscar Hållén, diretor-executivo da Cemvision explica: "Conseguimos fazê-lo, antes de mais, substituindo o calcário virgem como ingrediente principal. O calcário virgem é responsável por 60% das emissões de CO2 na produção de cimento. Os restantes 40% estão a ser eliminados pela nossa química única, o que nos permite ter um processo muito mais eficiente em termos energéticos, em que eletrificamos a produção, passando assim de 850 kg de emissões de CO2 por tonelada para perto de zero".
Este novo cimento pode ser utilizado em edifícios novos, assim que se consiga aumentar a produção. Mas, e os edifícios antigos em que muitos de nós vivemos e trabalhamos na Europa? Podem ser transformados em edifícios neutros em termos de carbono? De acordo com uma especialista belga com quem falei, sim, podem".
Leen Govaerts, especialista em Energia: "Vai depender do contexto, claro. É muito fácil construir um edifício com energia positiva neste momento, a tecnologia existe, mas trata-se de renovar o ambiente de construção existente. Aí, sim, vejo possibilidades, a curto prazo, de tentarmos a eletrificação em grande escala, a integração de energias renováveis, mas também o aumento da eficiência energética".
As possibilidades existem. Cortar nas emissões poluentes é possível. Por isso, esse compromisso com as energias renováveis está a dar alguma força à esperança de que podemos inovar e renovar o nosso caminho para reduzir as nossas emissões, finalmente, até 2030.
Autor: euronews
Fonte: euronews
Sítio Online da Publicação: euronews
Data: 04/12/2023
Publicação Original: https://pt.euronews.com/green/2023/12/04/cop28-pode-renovar-a-esperanca-nos-objetivos-do-acordo-de-paris
domingo, 3 de dezembro de 2023
Cimeira do clima da ONU decorre num dos maiores produtores mundiais de petróleo até 12 de dezembro
Bruxelas prolonga a utilização do glifosato apesar de ser considerado perigoso
sábado, 2 de dezembro de 2023
FAPERJ se prepara para lançar editais inéditos em 2024
serão definidos de acordo com o número de escolas públicas da Educação Básica participantes.
Confira aqui outros detalhes dos programas inéditos:
Apoio às Cientistas Mães
O edital de “Apoio às Cientistas Mães, com vínculo em Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do estado do Rio de Janeiro” será voltado a pesquisadoras que se tornaram mães nos últimos seis anos, incluindo aquelas com filhos adotivos. O apoio será na forma de auxílio à pesquisa no valor de R$ 120 mil.
Serão contempladas, ao menos, 21 propostas, distribuídas para cada um dos Colégios estabelecidos pela Capes: Ciências da Vida, Humanidades e Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar.
Apoio ao Cientista com Deficiência
Já o “Programa de Apoio ao Cientista com Deficiência” terá como foco os pesquisadores, com título de doutor, que apresentem condição de deficiência, congênita ou adquirida, e tenham vínculo empregatício ou funcional (docentes ou técnicos-administrativos) com instituições públicas ou privadas de ensino e/ou pesquisa do estado do Rio de Janeiro.
A chamada prevê a oferta de auxílio no valor de R$ 120 mil. Os recursos poderão ser utilizados para o estabelecimento e melhoria de infraestrutura, para despesas de custeio e capital previstas nos projetos apresentados.
Serão contempladas, ao menos, 15 propostas, distribuídas para cada um dos Colégios estabelecidos pela Capes: Ciências da Vida, Humanidades e Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar.
O pesquisador proponente poderá solicitar, ainda, uma bolsa de Iniciação Científica (IC) para estudantes pertencentes a Instituições de Ciência e Tecnologia, onde será desenvolvido o projeto, ou uma bolsa de Treinamento e Capacitação Técnica (TCT).
Autor: Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: https://www.faperj.br/?id=450.7.8
Data: 02/12/2023
Estudo abre caminho para o desenvolvimento de redes quânticas avançadas
Artigo a respeito foi publicado pelo grupo na revista Nature Communications.
“Os ressoadores nanomecânicos atuam como pontes entre circuitos supercondutores e fibras ópticas. Os circuitos supercondutores são, hoje, uma das tecnologias mais promissoras para a computação quântica, enquanto as fibras ópticas já estão consagradas como transmissoras de informação por longas distâncias, com pouco ruído e sem perda de sinal”, diz Thiago Alegre, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW-Unicamp) e coordenador do estudo.
O pesquisador informa que uma das inovações centrais do estudo é a introdução da optomecânica dissipativa. Os dispositivos optomecânicos tradicionais dependem de interações puramente dispersivas. Nestas, apenas os fótons confinados na cavidade são eficientemente dispersos. Já na abordagem dissipativa, os fótons podem ser espalhados diretamente da guia de onda para o ressoador. “Isso possibilita maior controle da interação optoacústica”, explica Alegre.
Até o presente estudo, a interação optomecânica dissipativa só havia sido demonstrada em baixas frequências mecânicas, impedindo aplicações importantes como a transferência de estado quântico entre domínios fotônicos (ópticos) e fonônicos (mecânicos). O estudo mostrou o primeiro sistema optomecânico dissipativo operando em um regime no qual a frequência mecânica supera a taxa de dissipação óptica. “Conseguimos elevar em duas ordens de magnitude a frequência mecânica e aumentar em dez vezes a taxa de acoplamento optomecânico. Isso oferece perspectivas muito promissoras para o desenvolvimento de dispositivos ainda mais eficazes”, sublinha o pesquisador.
Redes quânticas
Os dispositivos, fabricados em colaboração com a TU Delft, empregam tecnologias bem estabelecidas na indústria de semicondutores em seu design. Vigas nanométricas de silício suspensas e livres para vibrarem permitem o confinamento da luz infravermelha e de vibrações mecânicas simultaneamente. Ao lado, um guia de onda, posicionado para permitir o acoplamento da fibra óptica à cavidade, dá origem ao acoplamento dissipativo, ingrediente fundamental para os resultados apresentados pelos pesquisadores.
O estudo oferece novas possibilidades para a construção de redes quânticas. E, além desse horizonte imediato de aplicação, estabelece também uma base para futuras pesquisas fundamentais. “Nossa expectativa é conseguir manipular individualmente os modos mecânicos e mitigar não linearidades ópticas em dispositivos optomecânicos”, conclui o professor da Unicamp.
Além de Alegre, o estudo teve a participação de André Garcia Primo, Pedro Vinícius Pinho e Gustavo Silva Wiederhecker, da Unicamp; de Rodrigo da Silva Benevides, da ETH Zürich; e Simon Gröblacher, da TU Delft. O trabalho recebeu financiamento da FAPESP por meio de sete projetos (19/09738-9, 20/15786-3, 19/01402-1, 18/15577-5, 18/15580-6, 18/25339-4 e 22/07719-0).
O artigo Dissipative Optomechanics in High-Frequency Nanomechanical Resonators pode ser acessado na íntegra em: www.nature.com/articles/s41467-023-41127-7.
Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: https://agencia.fapesp.br/estudo-abre-caminho-para-o-desenvolvimento-de-redes-quanticas-avancadas/50354
Data: 02/12/2023