Mostrando postagens com marcador Meteorológica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meteorológica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima que 2017 deve ser um dos três anos mais quentes já registrados


É muito provável que 2017 seja um dos três anos mais quentes já registrados, com diversos episódios de efeitos devastadores, como furacões e inundações, ondas de calor e secas. A conclusão é da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As temperaturas de 2016 e, em certa medida, de 2015, foram mais altas devido ao fenômeno do El Niño excepcionalmente intenso. O ano de 2017 vai ser o mais quente jamais registrado sem a influência desse fenômeno.







É muito provável que 2017 seja um dos três anos mais quentes já registrados, com diversos episódios de efeitos devastadores, como furacões e inundações, ondas de calor e secas.

Os indicadores da mudança climática no longo prazo, como o aumento das concentrações de dióxido de carbono, o aumento do nível do mar e a acidificação dos oceanos, continuam sem dar trégua.

A cobertura de gelo marinho do Ártico permanece abaixo da média, e a extensão do gelo marinho da Antártida, que antes era estável, alcançou níveis mínimos jamais registrados até a data.

Em uma versão provisória de sua declaração sobre o estado do clima mundial, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que de janeiro a setembro deste ano registrou-se uma temperatura média global de aproximadamente 1,1° Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Como consequência da intensa ocorrência do El Niño, é provável que o ano de 2016 continue sendo o mais quente já registrado, com 2017 e 2015 em segundo e terceiro lugar, respectivamente. O período de 2013 a 2017 será o quinquênio mais quente jamais registrado.

A declaração da OMM, que abarca o período compreendido entre janeiro e setembro, foi publicada no dia da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, que ocorre em Bonn, na Alemanha.

“Os últimos três anos estiveram entre os três mais quentes já registrados. É parte da tendência para o aquecimento de longo prazo”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

“Fomos testemunhas de fenômenos meteorológicos extraordinários, temperaturas que chegaram a 50° Celsius na Ásia, furacões sem precedentes no Caribe e no Atlântico que alcançaram a Irlanda, devastadoras inundações que afetaram milhões de pessoas e uma seca implacável na África oriental”, completou.

Patrícia Espinosa, secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que acolhe a Conferência em Bonn, disse: “esses resultados colocam em evidência os crescentes riscos para as pessoas, as economias e o próprio tecido da vida na Terra se não conseguirmos alcançar os objetivos e ambições do Acordo de Paris”.
Temperaturas globais em 2017

A temperatura média global para o período compreendido entre janeiro e setembro de 2017 foi 0,47° Celsius mais quente que a média de 1981-2010 (estimada em 14,31° Celsius), o que representa um aumento de aproximadamente 1,1° desde o período pré-industrial.

Determinadas partes do sul da Europa, como Itália e Norte da África, algumas regiões do leste e do sul da África e a parte asiática da Rússia alcançaram temperaturas máximas sem precedentes, e na China as temperaturas se igualaram ao registro mais quente. O noroeste dos Estados Unidos e o oeste do Canadá tiveram temperaturas mais frias que a média de 1981-2010.

As temperaturas de 2016 e, em certa medida, de 2015, foram mais altas devido ao fenômeno El Niño excepcionalmente intenso. O ano de 2017 vai ser o mais quente jamais registrado sem a influência desse fenômeno.
Chuvas

Na zona meridional da América do Sul (especialmente na Argentina), no oeste da China e em algumas partes do sudeste da Ásia, o total de chuvas foi superior à média.

O período de janeiro a setembro foi o mais úmido jamais registrado nos territórios adjacentes dos Estados Unidos. As chuvas, em geral, alcançaram níveis próximos à média no Brasil e níveis perto da média ou superiores no noroeste da América do Sul e América Central, o que atenuou as secas associadas ao fenômeno El Niño de 2015-2016.

A estação chuvosa registrou chuvas superiores à média em muitas partes do Sahel, com inundações em algumas regiões (especialmente no Níger).
Ondas de calor intensas

Em janeiro, uma onda de calor extremo afetou algumas regiões da América do Sul. No Chile, foram registradas temperaturas máximas sem precedentes em diversos lugares, entre eles Santiago (37,4°C). Na Argentina, em 27 de janeiro se alcançou uma temperatura de 43,5°C em Puerto Madryn, que foi a mais alta já registrada tão ao Sul (43°S) no mundo.

Em grande parte do Leste da Austrália ocorreu um calor extremo em janeiro e fevereiro, que alcançou seus níveis máximos nos dias 11 e 12 de fevereiro, quando as temperaturas chegaram a 47°C.

No final de maio, um calor excepcional afetou algumas zonas do sudoeste da Ásia. Em 28 de maio, as temperaturas alcançaram os 54°C em Turbat, no extremo ocidental do Paquistão, perto da fronteira iraniana, e também superaram os 50°C no Irã e em Omã. Em 29 de junho, registrou-se 53,7°C em Ahwaz (Irã) e no Bahrein registrou-se o mês de agosto mais quente até a data.

Clique aqui para acessar o release completo.




Autora: ONU Brasil
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 07/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/07/organizacao-meteorologica-mundial-omm-estima-que-2017-deve-ser-um-dos-tres-anos-mais-quentes-ja-registrados/

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

'2017 será um dos anos mais quentes da história', diz ONU

O ano de 2017 será um dos anos mais quentes já registrados, disse Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, braço das Nações Unidas para o clima. O anúncio foi feito na abertura da COP 23, a conferência da ONU para o clima que começou nesta segunda-feira (6) em Bonn, na Alemanha.




Esse ano, continuou Taalas, deve figurar entre os três anos mais quentes da história, desde que se começaram os registros, no século XIX. "Os últimos três anos estiveram entre os três primeiros lugares em termos de registros de temperatura. Isso faz parte de uma tendência de aquecimento de longo prazo ", disse.


"Tivemos um clima fora do comum, incluindo temperaturas superiores a 50ºC na Ásia, furacões recorde no Caribe e no Atlântico e uma seca implacável na África Oriental", disse.


O ano de 2017 será o ano mais quente sem a influência do El Niño. As temperaturas em 2016 e, até certo ponto, 2015, também foram muito altas, mas foram impulsionadas por um El Niño excepcionalmente forte, diz a ONU.


Segundo a OMM, a temperatura média global de janeiro a setembro de 2017 foi de aproximadamente 1,1 °C acima da era pré-industrial. A entidade diz ainda que, embora os dados globais sobre a emissão de CO2 esse ano só vão estar disponíveis até o final de 2018, informações em tempo real indicam que os níveis de CO2, metano e óxido nitroso continuaram a aumentar em 2017.


Já o nível médio global do mar (GMSL), um dos melhores indicadores de mudanças climáticas, tem se mantido relativamente estável em 2017, semelhante aos níveis alcançados no final de 2015, diz a ONU. Essa mesma estabilidade não tem sido registrada com a temperatura, no entanto: segundo a OMM, elas estão a caminho de estar entre as três maiores registradas.




Pressão para novo acordo



A entidade espera que o anúncio sirva de incentivo para que se acelerem as negociações sobre a redução dos níveis de emissões de gases na COP 23.



"Essas descobertas destacam os riscos crescentes para as pessoas, as economias e o próprio tecido da vida na Terra se não conseguimos seguir os objetivos e as ambições do Acordo de Paris ", diz Patricia Espinosa, secretária executiva da ONU sobre Mudanças Climáticas.




Patrícia salienta que uma das missões da COP será aumentar o nível de ambições para que novas metas sejam acordadas, para além do Acordo de Paris, acordado na COP 21, em 2015. Na ocasião, 195 países ratificaram o acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. O objetivo é que o aumento da temperatura não chegue a 2ºC em 2030, com esforços para que não se ultrapasse 1,5°C.


O desafio agora, no entanto, é o estabelecimento de medidas concretas para chegar até as metas; por isso, um dos objetivos da COP será finalizar o "Livro de Regras", com maiores detalhamentos sobre como países podem orquestrar maiores comprometimentos para reduzir as emissões de gases.


Também o primeiro-ministro do arquipélago Fiji, Frank Bainimarama, país que preside a conferência, disse à Reuters que vai pressionar para que países se comprometam com metas mais ambiciosas para combater o aquecimento global.





Os efeitos do aquecimento




De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pesquisas recentes mostram que o risco geral de doença ou morte relacionada ao calor subiu de forma constante desde 1980, com cerca de 30% da população mundial vivendo agora em condições climáticas que produzem ondas de calor extremas prolongadas.


Entre 2000 e 2016, o número de pessoas vulneráveis expostas a eventos de ondas de calor aumentou aproximadamente 125 milhões, diz a entidade.


Em 2016, 23,5 milhões de pessoas foram deslocadas durante desastres relacionados ao clima. Em consonância com os anos anteriores, a maioria desses deslocamentos internos foi associada a inundações ou tempestades e ocorreu na região da Ásia-Pacífico.


Na Somália, foram relatados mais de 760 mil deslocamentos internos, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Autora: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 06/11/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2017-sera-um-dos-anos-mais-quentes-da-historia-diz-onu.ghtml