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terça-feira, 17 de julho de 2018

Pesquisa do IF/USP mostra que caminhão e ônibus são responsáveis por metade da poluição do ar em SP

Estudo em condições reais usou medida de etanol na atmosfera para diferenciar emissões por tipos de veículos

Por Júlio Bernardes, do Jornal da USP


Para Paulo Artaxo, um dos autores do estudo, pelos resultados obtidos, “uma redução de uso de veículos na cidade de São Paulo, aliada à expansão das linhas de metrô, por exemplo, é o primeiro e mais eficaz modo de minimizar a poluição na cidade. Um ótimo custo-benefício pode também ser obtido diminuindo as emissões de poluentes pelos ônibus” – Foto: Wikimedia Commons via Agência Fapesp

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Pesquisa coordenada pelo Instituto de Física (IF) da USP calculou que veículos movidos a diesel, como caminhões e ônibus, são responsáveis por cerca da metade da concentração de compostos tóxicos na atmosfera, tais como benzeno, tolueno e material particulado. É um valor muito alto, segundo os pesquisadores, considerando-se que ônibus e caminhões representam somente 5% da frota veicular. A região metropolitana de São Paulo tem mais de 7 milhões de veículos.

O trabalho, realizado em condições reais, utilizou a medida da quantidade de etanol na atmosfera para diferenciar as emissões geradas por veículos leves (carros e motos), das produzidas por veículos pesados (caminhões e ônibus).

O estudo foi publicado nesta segunda, 16 de julho, na revista Scientific Reports, do grupo Nature.“A estimativa da emissão de poluentes de cada tipo de veículo é feita geralmente baseada em valores medidos em laboratório e multiplicado pelo número de veículos nas ruas”, diz o professor Paulo Artaxo, do IF, e um dos autores do estudo. O problema dessa metodologia, segundo ele, é que não leva em conta necessariamente condições reais de condução e manutenção dos veículos, aspectos “chave” para emissão de poluentes. O estudo publicado agora foi realizado em condições reais.


“Um dos aspectos inovadores desse estudo foi utilizar o etanol na atmosfera, emitido somente por carros e motos, para separar a contribuição real de veículos leves, que emitem etanol, e pesados, movidos a diesel e que não emitem etanol”, complementa Artaxo.

Outros estudos ao redor do mundo têm focado no papel do uso de biocombustíveis como etanol, na redução de emissão de poluentes. “O grande diferencial desta análise foi o foco não no efeito do etanol em si, mas no seu uso como um traçador de poluentes, permitindo separar pela primeira vez fontes veiculares distintas”, explica o pesquisador Joel Ferreira de Brito, líder do estudo e cujo pós-doutorado no IF levou a esses resultados.


Joel de Brito, líder do estudo, explica que “o diferencial desta análise foi o foco não no efeito do etanol em si, mas no seu uso como um traçador de poluentes, permitindo separar pela primeira vez fontes veiculares distintas” – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Impacto dos poluentes

A professora Luciana Rizzo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que também integrou a equipe, ressalta que uma das forças do estudo foi conseguir incluir um grande conjunto de poluentes, inclusive de reconhecido impacto na saúde humana e no clima, atualmente não regulamentados. É o caso de partículas de escalas nanométricas, ozônio, acetaldeído, benzeno, tolueno e o “black carbon”, composto emitido por combustão e responsável pela fumaça preta que pode ser observada em escapamentos.

Embora os veículos pesados representem apenas 5% da frota em circulação, o estudo demonstra que eles emitem cerca de 30% do monóxido de carbono (CO), entre 40% e 45% do benzeno e do tolueno, e 50% do “black carbon”. Esses resultados foram obtidos durante três meses de medida no centro de São Paulo, na primavera, um período relativamente chuvoso e de pouca poluição. “Outros estudos mais extensos, inclusive no inverno, com acúmulo de poluentes na atmosfera, deve ampliar nossa compreensão do impacto dos veículos na atmosfera de São Paulo e na sua população”, afirma Ferreira de Brito.

“Pelos resultados obtidos, certamente uma redução de uso de veículos na cidade de São Paulo, aliada à expansão das linhas de metrô, por exemplo, é o primeiro e mais eficaz modo de minimizar a poluição na cidade. Um ótimo custo-benefício pode também ser obtido diminuindo as emissões de poluentes pelos ônibus”, ressalta o pesquisador. O professor Artaxo aponta que na Europa são utilizados filtros que eliminam 95% das emissões dos veículos a diesel, inclusive os ônibus. “É muito importante que estas novas tecnologias, que são baratas e podem ser adotadas a curto prazo, sejam efetivamente implementadas em São Paulo e nas grandes cidades brasileiras”, diz.


Para Luciana Rizzo, integrante da equipe, uma das forças do estudo foi conseguir incluir um grande conjunto de poluentes, inclusive de reconhecido impacto na saúde humana e no clima, atualmente não regulamentados – Gráfico: Reprodução Scientific Reports

O artigo Disentangling vehicular emission impact in urban air pollution using etanol as a tracer foi publicado nesta segunda-feira, 16 de julho, pela revista Scientific Reports, do grupo Nature. Ferreira de Brito é o autor correspondente, e teve um pós-doutorado financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Com informações dos pesquisadores


Do Jornal da USP, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/07/2018




Autor: Jornal da USP
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 17/07/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/07/17/pesquisa-do-ifusp-mostra-que-caminhao-e-onibus-sao-responsaveis-por-metade-da-poluicao-do-ar-em-sp/

sexta-feira, 13 de abril de 2018

SP, BA e RJ têm vacinação contra febre amarela 'bem abaixo da meta' da campanha, diz ministério



Moradores de Itu, no interior de São Paulo, esperam por vacina contra a febre amarela; para o Ministério da Saúde, é necessário aumentar a procura (Foto: TV TEM/Reprodução)


O Rio de Janeiro atingiu meta de 40,9% dos vacinados contra a febre amarela durante a campanha de vacinação; São Paulo chegou a 52,4% da população-alvo e Bahia vacinou 55%. Esses dados estão "bem abaixo" da vacinação ideal para o controle da doença em áreas que historicamente não tinham a circulação do vírus, mas que agora estão sob maior risco, diz o Ministério da Saúde. Segundo dados da literatura científica sobre o tema, é necessário vacinar 95% da população-alvo para se ter um maior controle sob o surto.


Os números são do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde e de nota de alerta da pasta sobre a baixa imunização contra a febre amarela. A pasta disse ainda que, nesses três estados, 10 milhões de pessoas ainda precisam ser vacinadas contra a doença. A meta de imunização é de 23,8 milhões nessas regiões. O Brasil tem 331 mortes por febre amarela desde julho de 2017 e 1.127 casos confirmados.


Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde (PNI), explica que o principal gargalo está na vacinação do adulto. "Na criança, a mãe leva para o posto e vacina". Ela afirma que o ministério está em diversas reuniões com os estados e municípios para tentar coordenar uma "vacinação ativa", com profissionais de saúde disponíveis em terminais de transporte público, por exemplo.



"Para atingir a meta, talvez seja necessário uma vacinação extra-muro, fora dos serviços de saúde. Estamos tentando coordenar isso com os estados e municípios em reuniões estratégicas. Minas Gerais fez isso e as metas melhoraram muito. Espírito Santo vacinou em campo de futebol", explica Carla.


Os estados de Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo possuem uma circulação emergente do vírus e, por isso, foram alvos de campanhas de vacinação contra a doença esse ano. Embora a ideia do governo seja expandir a vacinação para todo o país e nesses três estados; a prioridade nesse momento são áreas de maior circulação do vírus.


Por esse motivo, os dados apresentados se referem às 77 cidades que fizeram parte da estratégia de fracionamento da dose da vacina (quando uma vacina "inteira" é dividida em cinco) e aos 52 municípios de São Paulo que posteriormente foram integrados à campanha. Quando o ministério fala de população-alvo, assim, a referência é aos residentes dessas regiões.


Segundo o infectologista e pediatra Renato Kfouri, o ideal para a febre amarela ainda é que 100% da população-alvo seja vacinada. "A febre amarela tem um perfil diferente de outras doenças. Não é como outras infecções que, se muitas pessoas estão vacinadas, você impede a circulação do vírus porque há uma imunização na maioria", diz.



"Se alguém que não tomou a vacina for para a mata, ela está sim com risco de infecção; então, há uma proteção aí que é individual e independente das metas nacionais", completa o especialista.




De fato, Carla Domingues explica que a meta para a população sem contraindicação para a vacina (alergia a ovo, por exemplo) é de 100%. "O dado de 95% conta com o fato de que algumas pessoas não podem tomar o imunizante", diz. Afora as pessoas que não podem tomar a vacina, a dose é indicada para todos entre 9 meses e 59 anos.


"A febre amarela não tem o que chamamos de imunidade de rebanho, uma proteção indireta que ocorre quando a doença é transmitida de pessoa para a pessoa. Cada um tem que tomar a vacina", explica Carla.



A coordenadora do Programa de Imunização do ministério explica que cada estado também terá que olhar no seu "microdado" para ver quais regiões ou bairros estão com baixa cobertura vacinal. "Não é possível saber, em nível nacional, qual bairro não aderiu à ação", diz.


Estratégias para imunização nacional e situação atual


Até abril de 2019, o Ministério da Saúde espera ter a vacina disponível em todos os municípios brasileiros. Hoje, 65% do Brasil tem a vacina com aplicação de rotina. Atualmente, diz a pasta, a vacina só não está disponível em alguns estados do Nordeste e da região Sul. Em julho, devem entrar os estados do Sul e em janeiro as regiões do Nordeste.


"A vacina da febre amarela ficará disponível o ano inteiro em todos os postos de saúde do Brasil. Não é uma vacina sazonal, como a da gripe, que entra e sai do calendário. As campanhas são apenas de mobilização", explica.






Febre amarela circula com mais força até maio



O ministério diz ainda que a alta de transmissão da febre amarela deve ir até maio. A febre amarela, como dengue, zika e chikungunya -- outras doenças também transmitidas por mosquito --possuem uma característica de sazonalidade e são mais frequentes no verão.


A pasta informa que, nessa temporada, o vírus da febre atinge 35,6 milhões de pessoas em áreas que anteriormente não pertenciam ao ciclo de recomendação da vacina. No verão passado, o surto atingiu 11,2 milhões de pessoas. Portanto, há um aumento de mais de 200% nas pessoas que hoje estão mais suscetíveis à febre amarela.



"A vacinação é a única proteção contra a doença. O Ministério da Saúde chama a população para se proteger contra a febre amarela indo aos postos de vacinação e garantir a sua imunização", disse a pasta.



A vacina é direcionada a todas as pessoas entre nove meses de idade e 59 anos. Há algumas restrições, como pessoas com doenças relacionadas à imunidade e com alergia a ovo.


Passada a alta da febre amarela (mais frequente no verão), o próximo-alvo do Ministério da Saúde será a vacina da gripe, com campanha nacional que deve começar ainda esse mês para população específica (idosos, gestantes, entre outros). A circulação do vírus influenza começa a ser mais frequente em junho, durante o inverno.



Autor: Monique Oliveira
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 13/04/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/sp-ba-e-rj-tem-vacinacao-contra-febre-amarela-bem-abaixo-da-meta-diz-ministerio.ghtml

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Medicação que previne contágio por HIV passa a ser oferecida em SP

A partir desta quinta-feira (18) o sistema público de saúde da cidade de São Paulo passa a oferecer gratuitamente um medicamento que previne a infecção pelo vírus HIV. Batizado de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), ele evita que pessoas expostas ao vírus desenvolvam Aids.



Num primeiro momento, o PrEP só vai ser oferecido para grupos considerados de risco: profissionais do sexo, homens e mulheres transexuais, casais sorodiferentes (quando um tem HIV e o outro não) e homens gays - independentemente de terem parceiro fixo ou não.




Medicação que previne o contágio por HIV, distribuído pelo governo federal (Foto: Reprodução/TV Globo)


Veja onde encontrar o PrEP em São Paulo



“A profilaxia pré-exposição ao HIV é uma combinação de duas drogas que são drogas da terapia que compõe a antirretroviral”, explica Adélia Swartz, diretora do Departamento Nacional de DST/Aids.


“Essas drogas inibem na genitália masculina e feminina entrada do vírus porque ela age numa determinada enzima que o vírus têm e o torna inativo”, diz, reforçando que a prevenção consiste em tomar a pílula diariamente. Mulheres passam a estar prevenidas a partir de 20 dias após o início da medicação, e homens, a partir de 7 dias.


Para todo o estado de São Paulo, foram 1.200 doses distribuídas pelo governo federal, 660 dos quais para a capital. A promessa do Ministério da Saúde é ajustar a distribuição conforme a demanda da medicação.



Um grupo experimental de 400 pessoas no estado já fazem tratamento experimental com a PrEP. Quem é soropositivo não deve tomar a PrEP, já que a medicação pode interferir no tratamento.



Autor: Natália Ariede
Fonte: SP1, São Paulo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 18/01/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/medicacao-que-previne-contagio-por-hiv-passa-a-ser-oferecida-em-sp.ghtml

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Condenada por trabalho escravo, M.Officer pode ser proibida de vender em SP por 10 anos




TRT-SP manteve a decisão de pagamento de R$ 6 milhões por essa prática e o cumprimento de várias obrigações trabalhistas

A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, em sessão realizada nesta terça-feira (7), manteve a condenação de primeira instância da M5 Indústria e Comércio, dona da marca M. Officer, por submeter trabalhadores a condições análogas à de escravidão em ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT). Com isso, a grife de roupa terá que pagar R$ 4 milhões por danos morais coletivos e mais R$ 2 milhões por dumping social (quando uma empresa se beneficia dos custos baixos resultantes da precarização do trabalho para praticar a concorrência desleal). Além disso, terá que cumprir uma série de obrigações trabalhistas.

O coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT, procurador do Trabalho Muniz Cavalcanti, destacou que a decisão confirma que a M.Officer foi a responsável pelo trabalho escravo. “Com essa decisão, vamos oficiar ao governo de São Paulo para aplicar a lei estadual, que determina a cassação da inscrição no cadastro de contribuintes de ICMS pelo prazo de 10 anos de quem foi condenado por trabalho escravo em segunda instância”.

A lei é a 14.946/2013, que prevê que será cassada a inscrição no cadastro de ICMS das empresas “que comercializarem produtos em cuja fabricação tenha havido, em qualquer de suas etapas de industrialização, condutas que configurem redução de pessoa a condição análoga à de escravo”. Regulamentada pelo Decreto nº 59.170/2013, a cassação ocorrerá quando a empresa for condenada em decisão colegiada, independente da instância ou do tribunal. A cassação abrangerá os sócios, pessoas físicas ou jurídicas, que ficam impedidos de entrar com pedido de nova inscrição por 10 anos.

Atual responsável pelo caso no MPT em São Paulo, o procurador Rodrigo Castilho reforçou que o acórdão traz dois pontos importantes. O primeiro é reconhecer que a M.Officer é responsável pelo trabalho escravo na cadeia produtiva. “A empresa se valia de oficinas clandestinas com trabalhadores brasileiros e estrangeiros utilizando dessa prática”. O segundo ponto, foi reconhecer o trabalho em condições análogas à de escravidão. “Em um momento em que o combate ao trabalho escravo é atacado com tentativas de mudar a fiscalização e a punição, o acórdão fortalece a luta para coibir a essa prática”, explicou o procurador.

Acórdão – Para o relator do recurso ordinário, desembargador Ricardo Artur Costa e Trigueiros, a atividade desenvolvida pelos trabalhadores as empresas interpostas era a própria finalidade da M.Officer. “O labor desenvolvimento pelos trabalhadores era essencial na cadeia produtiva da ré. De modo que sem ele não se poderia comercializar o produto específico. Não se trata, portanto, de simples ingerência na qualidade e no controle de produção da prestadora de serviços, nos moldes do contrato de facção, e sim, de modalidade inaceitável de terceirização”.

Foi mantida a sentença da juíza do Trabalho Adriana Prado Lima, da 54ª Vara de Trabalho de São Paulo. Além do pagamento de R$ 6 milhoes, ela determinou que a empresa cumpra uma série de obrigações como: garantir meio de ambiente de trabalho seguro e saudável, condições dignas de alojamento e acesso a direitos trabalhistas como piso salarial e anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social, respeitar normas trabalhistas referentes a jornada de trabalho, não permitir a exploração do trabalho de crianças e adolescentes, retenção de documentos e trabalhos forçados e não se aproveitar da vulnerabilidade social e econômica dos trabalhadores para reduzir custos com mão de obra, entre outras.

Histórico – A ação foi movida em 2014 pelos procuradores do Trabalho Christiane Vieira Nogueira, Tatiana Leal Bivar Simonetti e Tiago Cavalcanti Muniz, que argumentaram que peças da M. Officer eram produzidas por trabalhadores que realizavam jornadas exaustivas em ambiente degradante (com risco à saúde, à segurança e à vida), além de relacionarem o caso ao tráfico de pessoas. Para os procuradores, esse tipo de exploração é um “modelo consagrado de produção da ré, como forma de diminuição de custos, através da exploração dos trabalhadores em condições de vulnerabilidade econômica e social”.

Segundo o MPT, a M5 utilizava empresas intermediárias para subcontratar o serviço de costura, realizado em grande parte por imigrantes em oficinas clandestinas submetidos a jornadas excessivas em condições precárias, sem qualquer direito trabalhista.

Em um desses locais, descoberto em diligência conduzida no dia 6 de maio de 2014 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em atuação conjunta com MPT, Defensoria Pública da União (DPU) e Receita Federal, constatou-se que os trabalhadores ganhavam de R$ 3 a R$ 6 por peça produzida e cumpriam jornadas médias de 14 horas (bem mais do que o limite legal de 8 horas). Os seis bolivianos resgatados pouco falavam português e viviam com suas famílias no mesmo local de trabalho, costurando em máquinas próximas a fiação exposta, botijões de gás e pilhas de roupas (representando grave risco de incêndio). Alguns afirmaram ainda estar pagando pela passagem ao Brasil com o “salário” recebido pelas peças costuradas, o que, segundo o MPT, poderia ser indício de tráfico de pessoas para fins de trabalho.

Fonte: Procuradoria-Geral do Trabalho

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 09/11/2017


Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 09/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/09/condenada-por-trabalho-escravo-m-officer-pode-ser-proibida-de-vender-em-sp-por-10-anos/

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pós-doutorado em cardiologia com Bolsa da FAPESP

O Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) oferece uma oportunidade de pós-doutorado em cardiologia com Bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição termina no dia 6 de novembro de 2017.


Oportunidade está vinculada a Projeto Temático no Instituto do Coração, em São Paulo. Inscrição até dia 6 de novembro (imagem: Wikimedia)

A oportunidade está vinculada ao Projeto Temático “Agregação e Antiagregação Plaquetária em Pacientes com Doença Arterial Coronária”, com coordenação do professor José Carlos Nicolau.

O bolsista selecionado estará envolvido em diversos projetos, nos quais estão sendo analisados mecanismos de agregação e de antiagregação plaquetária em diferentes cenários e populações portadoras de doença coronária aterosclerótica: aterosclerose subclínica, doença coronária estável e síndromes coronárias agudas.

O candidato deve demonstrar experiência prévia em: Biologia, Fisiologia e Fisiopatologia da plaqueta; vias de ativação plaquetária; diferentes métodos de avaliação da função plaquetária, principalmente tecnologias point of care por bioimpedância elétrica e agregometria óptica; metodologia de dosagem de adenosina e de sua recaptação eritrocitária em laboratório de análises clínicas.

Além disso, é desejável que o candidato tenha noções sobre função endotelial, atividade inflamatória, atividade do sistema nervoso autônomo, método de tonometria arterial periférica para avaliação da função endotelial.

A seleção será por meio de análise de currículo e entrevista, que poderá ser realizada por teleconferência. Os candidatos interessados deverão enviar e-mail para talia.dalcoquio@hc.fm.usp.br, com curriculum vitae atualizado, carta de recomendação e carta de apresentação indicando a razão de interesse no grupo e com breve relato de sua experiência.

Mais informações sobre a vaga estão disponíveis em www.fapesp.br/oportunidades/1636.

A oportunidade está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.174,80 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em fapesp.br/oportunidades.


Autora: Agência FAPESP
Fonte: Agência FAPESP
Sítio Online da Publicação: Agência FAPESP
Data de Publicação: 31/10/2017
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/posdoutorado_em_cardiologia_com_bolsa_da_fapesp/26533/