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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Estudo aponta potencial de cura para diabetes tipo 1; droga experimental regenera células produtoras de insulina



No canto acima à esquerda, célula sem tratamento é infiltrada por células do sistema imune; já a célula do lado direito, está sob ação do fármaco e tem diminuída as células do sistema imune (pontos escuros). Abaixo, no canto inferior esquerdo, está célula sem a terapia; já no lado inferior à direita, nota-se maior presença de células produtoras de insulina ( pontos em vermelho) (Foto: NADIA COBO-VUILLEUMIER ET AL)

A diabetes tipo 1 é uma forma genética de diabetes que tem uma causa curiosa: o sistema imunológico entende células do pâncreas como "invasoras" e, por isso, as ataca. Um dos grandes desafios da ciência na área, assim, é tentar descobrir que tipo de tratamento pode prevenir esse ataque indevido.

Muitas iniciativas estão em curso. Uma delas foi publicada na "Nature Communications" nesta segunda-feira (16) e mostrou potencial para, de fato, prevenir os sintomas da doença em cobaias e apontar para uma possível cura da condição. O estudo teve a coordenação do Centro Andaluz de Biologia Molecular e Medicina Regenerativa, em Sevilha (Espanha).

Pesquisadores desenvolveram uma droga que impede que o sistema imune ataque as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. A insulina, por sua vez, é um hormônio envolvido no aproveitamento da glicose pelas células. Sem a insulina, pacientes ficam com muito açúcar no sangue, condição tóxica para o organismo, que pode levar à cegueira e a amputação das pernas.

Trata-se de uma pesquisa experimental, feita em animais. A chegada desse tratamento aos pacientes pode levar alguns anos e é possível também que cientistas não observe os mesmos efeitos benéficos em pessoas.



Pacientes com diabetes devem acompanhar níveis de glicose no sangue para uso de medicamento ou insulina. Com nova droga em testes, insulina poderia ser secretada naturalmente (Foto: Reprodução/TV TEM)

A droga usada pelos cientistas utiliza a BL001, uma substância similar a outra do fígado que combate a inflamação em órgãos digestivos e protege células de morte precoce. Em cobaias, a droga foi capaz de impedir a hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue) e regenerar as células beta do pâncreas -- aumentando, assim, a secreção de insulina.

Isso significa que, em vez de de injetar insulina constantemente, pacientes que utilizarem a droga no futuro poderiam secretar insulina naturalmente, já que a substância impede a morte de células que produzem o hormônio.

A pesquisa pontua que a maioria das iniciativas que tentaram tratamentos do tipo não sustentaram a produção de insulina ao longo do tempo - mas que, agora, cientistas conseguiram "reverter" a diabetes tipo 1 em ratos.

"Nós mostramos que, com a BL001, prevenimos e revertemos a diabetes em três tipos diferentes de modelos animais com diabetes tipo 1", escreveram os autores no estudo.


Os cientistas acompanharam as cobaias e demonstraram que os exames de sangue não apontavam substâncias consistentes com a presença da diabetes tipo 1. Agora, o próximo passo da pesquisa é o desenvolvimento de uma molécula mais estável da BL001, que poderá ser testada em seres humanos.



Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 16/04/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/estudo-aponta-potencial-de-cura-para-diabetes-tipo-1-droga-experimental-regenera-celulas-produtoras-de-insulina.ghtml

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Células modificadas podem beneficiar pacientes do SUS com leucemia


Células T modificadas têm maior capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas – Foto: NIAID/NIH via Flickr

Pesquisadores do Hemocentro de Ribeirão Preto estão desenvolvendo uma plataforma de expansão de células T geneticamente modificadas para tratamento de pacientes com leucemias e linfomas. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que foram registrados mais de 23 mil novos casos dessas doenças em 2016.

Essa terapia poderá beneficiar pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hemocentro de Ribeirão Preto sedia o Centro de Terapia Celular (CTC) da USP, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Instituto Nacional de Células-Tronco e Terapia Celular no Câncer (INCTC) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que têm aporte financeiro de R$ 7 milhões para pesquisas em terapias celulares e genéticas do câncer. A equipe também possui parceria com a GE Healthcare Life Sciences para o desenvolvimento do projeto.

Esse tipo de imunoterapia foi desenvolvida por pesquisadores pioneiros da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e posteriormente licenciada à indústria farmacêutica Novartis. Conhecida como CAR-T cell therapy, a terapia é totalmente personalizada e associa a imunoterapia celular à engenharia genética e biotecnologia.


Apesar de promissora, terapia com células T ainda tem custos altos e pode ter efeitos colaterais – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O estudo americano, conduzido com essa terapia, mostrou que uma dose única de células T geneticamente modificadas fez desaparecer por completo as células cancerígenas em 83% dos pacientes com leucemia linfoide aguda tratados. Os resultados foram considerados impressionantes pelos oncologistas e um grande avanço para esses pacientes que não tinham mais opções terapêuticas.

As células T são coletadas do próprio paciente e modificadas em laboratório para atacar suas células cancerígenas. Uma vez modificadas, as células T tornam-se mais “potentes”, ou seja, mais capazes de reconhecer e destruir as células cancerígenas. Após a modificação e expansão em laboratório, as células T geneticamente modificadas são reintroduzidas na corrente sanguínea, onde se multiplicam e começam a combater as células cancerígenas.


Dimas Tadeu Covas – Foto: Divulgação/ Centro de Terapia Celular (CTC-USP)

Uma única célula T modificada é capaz de destruir até 100 mil células cancerígenas. Ao contrário dos medicamentos disponíveis atualmente, cada dose é customizada para o paciente e, para isso, há uma logística complexa e elevado custo. Apesar de promissora, a nova terapia pode ter efeitos colaterais graves. O mais frequente é a resposta exacerbada do sistema imunológico, que causa febre muito alta e queda súbita de pressão arterial.

Até o fim deste ano, está prevista a submissão de um estudo clínico experimental para apreciação pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa e aprovação das agências reguladoras brasileiras.


Rodrigo Calado – Foto: Divulgação / Centro de Terapia Celular (CTC-USP)


O projeto é liderado pelos professores Dimas Tadeu Covas e Rodrigo Calado, ambos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. A equipe é formada pelas pesquisadoras Virginia Picanço e Castro, Kamilla Switch e Kelen Malmegrim de Farias, também do campus da USP em Ribeirão Preto.


Marcos de Assis / Assessoria de Imprensa do Hemocentro de Ribeirão Preto


Autora: Jornal USP
Fonte: Jornal USP
Sítio Online da Publicação: Jornal USP
Data de Publicação: 08/11/2017
Publicação Original: http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/celulas-modificadas-podem-beneficiar-pacientes-do-sus-com-leucemia/

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Câncer intestinal poderá ser detectado por uma gota de sangue



O novo teste procura certas moléculas no sangue, conhecidas como biomarcadores, que são liberadas por células cancerígenas (iStock/Getty Images)



Um furinho no dedo, uma gota de sangue e pronto: tem-se o resultado preciso se o paciente com suspeita de câncer de intestino está, de fato, doente.


Tal teste é foco de um estudo britânico pioneiro e que poderá revolucionar o diagnóstico da condição. Além da facilidade, através de material sanguíneo também poderá detectar com mais precisão condições pré-cancerígenas como pólipos.

Além disso, alguns pacientes poderão ser poupados do exame de colonoscopia — de imagem que permite a exploração e a visualização do cólon, para detectar lesões no interior do órgão, realizada com o auxílio de uma sonda, chamada colonoscópio. Caro, em torno de 1500 reais, é considerado desconfortável e invasivo.

Para se ter uma ideia, apenas na Inglaterra são diagnosticados 41 mil casos de câncer de intestino por ano, tornando-se o segundo com maior probabilidade de morte no Reino Unidos. De acordo com dados da instituição Cancer Research UK, cerca de 10% dos casos são detectados através dos programas nacionais de triagem.

Por haver uma resistência natural, muitos casos de pacientes são detectados apenas após apresentarem sangue nas fezes — o que pode indicar doença em estágio avançado.

O novo teste em estudo procura certas moléculas no sangue, conhecidas como biomarcadores, que são liberadas por células cancerígenas. Além disso, os tumores podem produzir substância químicas que alteram a forma como o corpo utiliza ou absorve certos nutrientes dos alimentos no intestino.

O teste, criado pela empresa de biomedicina Universal Diagnostics, mede de 30 a 40 marcadores que são mais propensos a detectar câncer de intestino. Os resultados são devolvidos no prazo de 24 horas.

Estudos anteriores mostram que sua precisão é comparável ao teste de fezes, detectando 87 % dos cânceres colorretais. Os pesquisadores explicaram que também rastreia 83 % dos pólipos que podem se transformar em câncer e precisam ser removidos, em comparação com uma taxa de detecção de apenas 42 %, por meio de exames comuns de fezes.

Isso significa que os médicos podem identificar potenciais cânceres em um estágio muito anterior, removendo pólipos e prevenindo o câncer antes de a doença ser deflagrada.

A triagem pelo Imperial College Healthcare irá coletar 660 amostras de sangue de pacientes encaminhados para colonoscopia, após um resultado positivo sobre alterações. Todos receberão colonoscopia, bem como o exame de sangue. Após o teste, o novo exame de sangue pode ser usado em programas de rastreio generalizados.

“Detectar câncer colorretal precocemente é vital para proporcionar uma maior chance de sobrevivência”, diz o Dr. James Kinross, consultor cirurgião colorretal da Imperial College Healthcare NHS Trust, que lidera os estudos. “Existe uma grande necessidade de um teste simples, não invasivo e preciso.”

Ainda não há data de quando estará disponível no mercado e, tampouco de quando chegará na América Latina.



Autora: Redação
Fonte: Veja Abril
Sítio Online da Publicação: 
Veja Abril
Data de Publicação: 21/11/2017
Publicação Original: http://veja.abril.com.br/saude/cancer-intestinal-podera-ser-detectado-por-uma-gota-de-sangue/

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Abertas as inscrições para workshop sobre motilidade das células imunes



Estão abertas, até 25 de novembro, as inscrições para a edição 2018 do International Workshop on Immune Cell Motility (Workshop Internacional sobre Motilidade das Células Imunes). No encontro, pesquisadores e pós-graduandos terão a oportunidade de trocar conhecimentos em relação à movimentação dessas células, um tipo de célula de defesa do organismo. Este conhecimento é fundamental para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas do conhecimento, como imunologia, oncologia, hematologia e infectologia. A iniciativa acontece de 2 a 8 de fevereiro de 2018, no campus da Fiocruz, em Manguinhos (Av. Brasil, 4.365 – RJ).


A iniciativa será dividida em três partes. A primeira, no dia 5, será marcada por seminários ministrados por Ana-Maria Lennon Dumenil, do Institut Curie/INSERM, de Paris, na França, e por Hugo Caire Castro Faria Neto, pesquisador do Laboratório de Imunofarmacologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Neste dia, 12 estudantes terão a oportunidade de apresentar seus resultados de pesquisa.

O dia 5 será dedicado em sessões com atividades práticas, por meio de experimentos de mobilidade e produção de imagens e vídeos de leucócitos ‘em movimento’. Já os dias 6, 7 e 8 serão dedicados à análise das imagens e vídeos produzidos e à resolução de casos com base em questões levantadas pelos alunos.

O workshop é indicado, especialmente, a estudantes de doutorado que tenham interesse específico em projetar e analisar ensaios de motilidade de leucócitos. As palestras serão ministradas apenas no idioma inglês. Acesse o site do evento para conferir a programação e se inscrever.

O encontro é promovido pelo Laboratório de Pesquisas sobre o Timo e pelo Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular, ambos do IOC, e conta com o apoio da empresa Ibidi, do Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM) e do Consulado Francês do Rio de Janeiro.


Autora: Vinícius Ferreira
Fonte: IOC/Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 13/11/2017
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/abertas-inscricoes-para-workshop-sobre-motilidade-das-celulas-imunes