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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Startup desenvolve aplicativo para gestão inteligente de preços nas farmácias

Qual a forma mais justa de mensurar os preços dos remédios de uma farmácia, tanto para os consumidores como para o empresário? Uma jovem empresa de base tecnológica que se estruturou com apoio do programa Startup Rio, parceria entre a FAPERJ e a Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia (Secti), inova ao desenvolver um aplicativo específico para a precificação de produtos farmacêuticos. Criada em junho de 2021, a Proffer, startup especializada na gestão online de preços para o varejo, já está presente em cerca de 1,2 mil farmácias, entre as maiores redes nacionais, e se prepara para ampliar sua atuação em lojas de pequeno e médio porte.



Startup Proffer inova no mercado brasileiro ao apostar na precificação de produtos farmacêuticos com auxílio da inteligência artificial (Foto: Freepik)
Normalmente, a gestão de preços de uma farmácia é feita manualmente, pelo analista de precificação, que observa a concorrência do seu ponto de venda, ou seja, o preço praticado nas outras farmácias mais próximas. Porém, a proposta da Proffer é utilizar a inteligência artificial para ir além. “Fazemos pesquisas de preço entre as farmácias concorrentes e, por meio de nossos modelos econômicos, com técnicas de big data, conseguimos saber, em cada loja, o quanto o consumidor está disposto a pagar por cada produto, analisando a demanda, além da oferta. A inovação maior é incluir na análise o ponto de vista do consumidor para chegarmos ao preço mais justo para os dois lados. Cada produto tem uma sensibilidade e o preço também varia de acordo com a localização da loja”, resumiu o empreendedor Edmilson Varejão Neto.

Economista e doutor formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele e seu sócio, Vinicius Pantoja, criaram a Proffer, que oferece o serviço de precificação calculado pelo software desenvolvido por eles. “O algoritmo é cem por cento nosso. Combinamos modelos microeconômicos com otimização matemática para entender a dinâmica do mercado em termos de oferta e demanda, com modelos desenvolvidos em parte durante a minha tese de doutorado, em parceria com o Vinicius, que é mestre em Economia e cursou Ciência de Dados pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)”, detalhou.

Outro ponto importante da iniciativa é a fixação de doutores recém-formados no estado do Rio Janeiro, que foram contratados como mão de obra na empresa. “Estamos empregando dois doutores em Economia e dois doutorandos, um em Administração e outro em Ciência de Dados. Temos também dois mestres em Matemática da FGV e dois mestres em Economia. Ao todo, somos 23 pessoas na equipe, que trabalha remotamente”, disse.


Edmilson Varejão: CEO da Proffer, ele destaca a importância de se considerar a sensibilidade da demanda ao precificar produtos (Foto: Divulgação)


Varejão destaca que não há no Brasil outras empresas voltadas ao oferecimento desse serviço de precificação dinâmica no ramo farmacêutico. “Estamos suprindo uma lacuna de mercado. Não temos competidores no Brasil. No exterior, há empresas que já fazem isso, mas vendendo licenças de softwares, e nós oferecemos como SaaS (Software as a Service), ou o software como um serviço. Isso é mais comum em alguns setores, como na hotelaria, passagens aéreas e transporte, como no caso da Uber”, explicou.

As perspectivas de crescimento são positivas para o recém-criado negócio. A empresa iniciou, em junho de 2021, como uma consultoria focada em precificação. Em seis meses o faturamento chegava a R$ 300 mil e a projeção é terminar 2022 com 60% de crescimento. Já para 2023, a meta é chegar a R$ 2,5 milhões. “Em 2023, pretendemos crescer em cinco vezes nosso faturamento no setor farmacêutico. No Rio de Janeiro não temos nenhum cliente ainda, mas temos mais de mil lojas no nosso portifólio nos estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo”, adiantou.

O jovem empreendedor ressaltou ainda a importância de ter alicerçado as bases de crescimento da empresa durante o programa Startup Rio. “Foi fundamental nosso aprendizado com as diversas mentorias que recebemos durante a edição 2020 do Startup Rio. Com o apoio do programa, conseguimos criar uma solução deep tech (de tecnologia profunda) e aplicar técnicas de fronteira dos campos da Economia e da Matemática para solucionar um problema real das empresas”, concluiu.







Autor: Débora Motta
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 08/12/2022
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=246.7.2

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Prefeito do Rio de Janeiro regulamenta vacinação em farmácias



Inspeção de estabelecimentos será feita por Vigilância Sanitária

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, assinou um decreto que regulamenta o serviço de vacinação em farmácias na cidade. As lojas precisarão de licença da Vigilância Sanitária para fazer a imunização.

“Nós temos quatro grandes hospitais, 120 Clínicas da Família e duas mil farmácias na cidade. O benefício é esse: em cada esquina, praticamente, existe uma farmácia onde as pessoas vão poder receber a vacina. Isso é um lucro enorme para a população, as pessoas não vão precisar entrar em fila, não vão precisar perder um dia de trabalho. Eu tenho certeza de que a rede de farmácia do Rio de Janeiro vai estar à altura desse desafio”, afirmou o prefeito.

A inspeção será feita pela Vigilância Sanitária do município, que verificará se o estabelecimento possui licença sanitária, inscrição no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, responsável técnico, profissional legalmente habilitado para a atividade de vacinação, capacitação permanente dos profissionais do estabelecimento, instalações físicas adequadas e logísticas de transportes das vacinas, entre outros pré-requisitos.

“A nossa estimativa é que de 10% a 20% das farmácias hoje licenciadas pela Vigilância devam requerer essa adequação do licenciamento sanitário, que é incluir a atividade econômica de serviços de farmácia, dentre os quais, por exemplo, a vacinação. Isso as farmácias já podem fazer, a partir de amanhã: dar entrada nessa adequação. O segundo momento é a capacitação dos responsáveis técnicos para a vacinação. O terceiro momento é a rede de frios e a infraestrutura da farmácia”, disse a subsecretária municipal de Vigilância Sanitária, Márcia Rolim.

Fonte: O Dia
Foto: Shutterstock


Autor: Guia da Farmácia
Fonte: Guia da Farmácia
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data de Publicação: 29/05/2018
Publicação Original: https://guiadafarmacia.com.br/prefeito-do-rio-de-janeiro-regulamenta-vacinacao-em-farmacias/

terça-feira, 10 de abril de 2018

Conheça o projeto que prevê que farmácias brasileiras prestem assistência avançada



Da revisão da medicação à imunização: conheça o projeto ‘Assistência Farmacêutica Avançada’, que situará as farmácias no mapa como uma das soluções para problemas do setor da saúde

O Ibope revelou em pesquisa recente que estabelecimentos e farmacêuticos podem ser protagonistas na prevenção e manutenção da boa saúde. O estudo conversou com 2.002 pessoas em 143 municípios. De acordo com os resultados, esses novos serviços serão muito bem recebidos pela população.

Para 53% dos entrevistados, a farmácia seria um local ideal para esclarecer dúvidas e se aconselhar sobre os medicamentos que estão utilizando; 51% realizariam exames preventivos para várias doenças e 48% aceitariam receber um programa de tratamento e acompanhamento para parar de fumar. Em relação ao uso de vários medicamentos, 48% dos entrevistados pediriam ajuda do farmacêutico sobre a melhor forma de organizar todo o tratamento.

Diante de dados como este, surge a necessidade de fazer uma evolução no papel nas farmácias. A Abrafarma desenvolveu o projeto de Assistência Farmacêutica Avançada, que situará as farmácias no mapa como uma das soluções para os principais problemas do setor da saúde.

O projeto contempla oito serviços para atender uma ampla gama de necessidades de saúde dos pacientes: hipertensão em dia, diabetes em dia, colesterol em dia, revisão da medicação, autocuidado, imunização, parar de fumar e perda de peso.

A possibilidade para oferta desses novos serviços farmacêuticos, abrangendo testes rápidos de saúde e aplicação de vacinas, estabeleceu-se no ano passado com a publicação da Lei n° 13.021, que ampliou o papel dos estabelecimentos no acesso da população aos cuidados de saúde. Outra abertura dada pela Lei n° 13.021/14 é a atuação do farmacêutico como agente de saúde, ou seja, como prestador de serviços contemplados no projeto da Abrafarma.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Anvisa aprova vacinação em farmácias




Nova resolução permite a aplicação de vacinas em farmácias (Foto: Fred Tanneau/AFP)



AAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (12) uma nova resolução que permite que qualquer estabelecimento de saúde faça vacinação, incluindo farmácias e drogarias. A regulamentação da medida deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.


A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada da instituição. Segundo nota publicada pela agência, "a norma dá ao setor mais clareza e segurança jurídica". A fiscalização ficará a cargo das vigilâncias sanitárias das secretarias estaduais e municipais de saúde.


Ainda segundo a Anvisa, haverá uma identificação clara dos locais que oferecem a vacinação de acordo com os requisitos de qualidade e segurança exigidos.


A proposta passou por uma consulta pública, em maio deste ano. Na época, o texto submetido à consulta não mencionava as farmácias especificamente, mas abria a possibilidade ao não limitar o serviço de aplicação de vacinas às clínicas.


A nova regra estabelece como deve ser a estrutura física do estabelecimento que aplicará a vacina e determina que as vacinas que não estão contempladas pelo Programa Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) somente poderão ser aplicadas mediante prescrição médica.


Veja alguns dos requisitos para os estabelecimentos que querem oferecer a vacinação:



Licenciamento e inscrição
Responsável técnico no local
Ter um profissional legalmente habilitado para o procedimento
Capacitação permanente dos profissionais
Ter instalações adequadas para atendimento e conservação das vacinas
Garantia dos procedimentos de transporte para preservar a qualidade das vacinas
Veja aqui a lista de todas as exigências divulgadas até agora




O serviço já era regulamentado em alguns estados, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, além da cidade de Brasília.


Autora: G1
Fonte: G1
Sítio Online da Publicação: G1
Data de Publicação: 12/12/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/anvisa-libera-vacinacao-em-farmacias-no-brasil.ghtml