quinta-feira, 2 de abril de 2020

Começa hoje a distribuição de 500 mil testes rápidos para todo o país

Os testes rápidos vão atender profissionais que atuam nos serviços de saúde e segurança do país. Outros 4,5 milhões de testes rápidos chegarão ao Brasil nas próximas semanas



Foto: Divulgação / FAB

O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (1º), a distribuição dos 500 mil testes rápidos para diagnóstico de coronavírus (Covid-19) no país. Os testes irão atender os profissionais que atuam nos serviços de saúde de todo o país, além de agentes de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis com sintomas de síndrome gripal. Este é o primeiro lote de um total de 5 milhões de testes rápidos adquiridos pela Vale e doados ao Ministério da Saúde.

A logística de distribuição dos testes para a região Nordeste contará com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB). O mesmo avião utilizado para envio dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os estados da região levará também 120,2 mil testes para o Nordeste. A carga já saiu da Coordenação de Armazenagem e Distribuição Logística de Insumos Estratégicos para a Saúde (COADI) do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).


Paralelamente, o Norte, Sudeste, Sul e Centro-Oeste receberão os materiais por voos comerciais, cargueiros ou ainda por rodovias. Dos 500 mil testes rápidos, serão enviados 204,3 mil testes para o Sudeste, 71,8 mil para o Sul, 35,5 mil para o Centro-Oeste e 36,9 mil para a região Norte. A expectativa é de que todos os estados estejam abastecidos com essa primeira remessa dos testes rápidos até o fim da semana.

“Os testes rápidos devem ser feitos somente após o sétimo dia do início dos sintomas. Ele serve apenas para marcar se a pessoa tem ou não o anticorpo que combate o vírus. Vai mostrar se você já teve no passado, e nesse caso está imune, ou se tem o vírus no período latente da doença”, explicou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Muita gente vai ganhar imunidade grátis, não vão ter nem sintomas”, completou.

Os testes estão em análise pelo INCQS e o Ministério da Saúde está ajustando as instruções e elaborando uma nota informativa com recomendações e orientando o uso para garantir a adequada utilização pelos Estados e Municípios. O teste rápido será usado como uma ferramenta para auxílio complementar no diagnóstico da COVID 19.

O restante dos testes rápidos doados pela Vale (4,5 milhões) deve chegar ao Brasil ainda no mês de abril. A previsão é de entrega de 1 milhão de testes por semana. Do montante de 500 mil testes já recebidos, parte vão compor uma reserva técnica do Ministério da Saúde e os demais estão sendo utilizados pelo INCQS na avaliação de qualidade.
PARA QUEM OS TESTES RÁPIDOS SÃO INDICADOS

Com resultado em até 20 minutos, os testes rápidos são indicados apenas para os profissionais dos serviços de saúde e da segurança. Os testes são feitos apenas após o sétimo dia do início dos sintomas de síndrome respiratória, como tosse, dificuldade para respirar, congestão nasal e dor de garganta, para detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são defesas produzidas pelo corpo humano contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19. Vale lembrar, que esse é um teste qualitativo para triagem e auxílio diagnóstico. Portanto, o teste deve ser usado como uma ferramenta para auxílio no diagnóstico do COVID 19. Resultados negativos não excluem a infecção por SARS CoV 2.
TESTES RT-PCR - BIOLOGIA MOLECULAR

Além dos testes rápidos, o Ministério da Saúde já distribuiu também 54 mil testes de biologia molecular (RT-PCR), que identifica o Coronavírus logo no início da doença. O teste é usado para diagnosticar casos graves internados com o Covid-19. O objetivo do ministério é entregar, somando todos os testes rápidos e RT-PCR, quase 23 milhões de testes para diagnosticar a doença, seja por aquisição direta ou por meio de doações.


UNIDADE DA FEDERAÇÃO
Distribuição dos Testes rápidos
RT-PCR
ACRE
2.012
120
ALAGOAS
6.986
888
AMAPA
1.854
840
AMAZONAS
8.586
1.872
BAHIA
31.634
2.640
CEARA
18.057
2.280
DISTRITO FEDERAL
7.492
4.272
ESPIRITO SANTO
9.010
2.232
GOIAS
13.717
2.064
MARANHAO
14.381
600
MATO GROSSO
7.245
624
MATO GROSSO DO SUL
7.047
1.776
MINAS GERAIS
50.920
4.584
PARA
14.806
3.384
PARAIBA
8.870
1.032
PARANA
26.199
2.832
PERNAMBUCO
20.049
2.208
PIAUI
7.260
672
RIO DE JANEIRO
37.636
5.040
RIO GRANDE DO NORTE
7.729
768
RIO GRANDE DO SUL
28.941
3.384
RONDONIA
3.921
984
RORAIMA
1.459
864
SANTA CATARINA
16.679
2.712
SAO PAULO
106.787
4.592
SERGIPE
5.258
936
TOCANTINS
4.268
624
TOTAL
468.802
54.824

Por Tatiana Alarcon, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa

(61) 3315-3580 / 2351 / 3713


Autor: Ministerio da Saúde
Fonte: Ministerio da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministerio da Saúde
Data: 01/04/2020
Publicação Original: 
https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46632-comeca-hoje-a-distribuicao-de-500-mil-testes-rapidos-para-todo-o-pais

Governo do Brasil destina R$ 50 milhões para pesquisas sobre coronavírus

Coronavírus: Brasil registra 92 mortes e 3.417 infectados

Chamada Pública será lançada ainda nesta semana pelos ministérios da Saúde e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Podem participar pesquisadores de instituições públicas ou privadas

O Governo do Brasil vai financiar pesquisas sobre novos métodos de diagnóstico, tratamento e interrupção da transmissão no país do coronavírus (Convid-19). Serão destinados R$ 50 milhões pelos ministérios da Saúde e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Podem participar pesquisadores vinculados a instituições científicas, tecnológicas ou de inovação tanto públicas quanto privadas. A Chamada Pública Nacional de Pesquisa em Saúde sobre o Coronavírus será publicada ainda nesta semana na plataforma do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Confira a apresentação

A iniciativa englobará pesquisas relacionadas a história natural da doença; desenvolvimento e avaliação de testes, de alternativas terapêuticas e de vacinas contra à Covid-19; avaliação da atenção à saúde nos três níveis de complexidade frente à epidemia; uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) nas ações de prevenção, controle e manejo; adesão e cumprimento das medidas de prevenção e controle, entre outros temas relacionados à doença.
Itens relacionados

Brasil registra 6.836 casos confirmados de coronavírus e 241 mortes

As linhas de pesquisa foram definidas a partir de diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), alinhadas às prioridades nacionais em discussão entre o Ministério da Saúde e especialistas de todo o país, considerando a necessidade de resposta rápida e investimentos em estudos mais promissores.

Além disso, o Ministério da Saúde criou e-mail para receber contribuições externas de pesquisa e inovação por meio do e-mail pesquisacovid19@saude.gov.br. Nesta quarta-feira (1º) serão definidos os fluxos de funcionamento deste canal.

Desde o final de janeiro, após declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os protocolos de pesquisas relacionados ao coronavírus submetidos à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) estão sendo analisados em caráter de urgência. Desde então, foram submetidos na Plataforma Brasil aproximadamente 100 projetos de pesquisa no Brasil relacionados ao coronavírus.
ENSAIO CLÍNICO SOLIDARITY DA OMS

O Ministério da Saúde está participando do “ensaio clínico Solidarity”, da Organização Mundial da Saúde (OMS) para investigar a eficácia de quatro medicamentos no tratamento da Covid-19. O ministério convidou o Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para coordenar o ensaio clínico. Desde a última segunda-feira (30), pacientes diagnosticados e hospitalizados em 18 hospitais de 12 estados do país já começaram a fazer uso de um dos quatro medicamentos que fazem parte da pesquisa.

"Essa pandemia, mais do que nunca, reforça a importância das pesquisas e da tomada de decisão informada por evidências científicas. Esse estudo, um mega trial multicêntrico, irá trazer informações robustas que resultarão em uma maior segurança sobre o tratamento da COVID-19. O Ministério da Saúde reconhece e valoriza a comunidade científica, que está engajada no enfrentamento a essa pandemia, atendendo prontamente as prioridades do SUS com rapidez e qualidade", afirma Camile Giaretta, diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Os medicamentos que terão a sua eficácia testada no tratamento de coronavírus são: Cloroquina e a Hidroxicloroquina, usadas contra a malária e doenças autoimunes; Combinação de remédios contra HIV, formada por Lopinavir e Ritonavir; Combinação de Lopinavir e Ritonavir em conjunto com a substância Interferon beta-1b, usada no tratamento de esclerose múltipla; Antiviral Remdesivir, desenvolvido para casos de ebola, sendo este último o único a não possuir registro no Brasil.

Além do Brasil, participam da iniciativa da OMS outros 45 países, como Argentina, França, Noruega, Espanha e Suíça. Os dados coletados de milhares de pacientes serão centralizados em uma plataforma única, gerenciada pela OMS.

Amanda Costa, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa

(61) 3315-3580 / 2351 / 2745



Autor: Ministerio da Saúde
Fonte: Ministerio da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministerio da Saúde
Data: 01/04/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46634-governo-do-brasil-destina-r-50-milhoes-para-pesquisas-sobre-coronavirus

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Vitamina D: para que serve e benefícios

A vitamina D é sintetizada pelo organismo com a influência da luz solar. Saiba por que ela é importante e veja como adquiri-la

vitamina D

Imagem de Natalie Grainger em Unsplash

O que é vitamina D
vitamina D é um importante nutriente para nosso organismo. Conhecida como a "vitamina do sol", ela tem como sua principal função a absorção de cálcio pelo organismo, que é determinante para o desenvolvimento saudável dos ossos e dentes. É também um nutriente que atua no sistema imunológico, protegendo órgãos como coração e o cérebro, e age como hormônio, mantendo em quantidades adequadas o cálcio e fósforo presentes no sangue.

Deficiência de vitamina D

A falta de vitamina D no organismo pode trazer várias complicações para a saúde, como problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripe e resfriado, e doenças autoimunes como esclerose múltipla e diabetes tipo 1. Em mulheres grávidas, a deficiência de vitamina D eleva o risco de aborto, as chances de pré-eclâmpsia e a probabilidade da criança nascer autista.
Dessa maneira, é muito importante atentar-se ao nível de vitamina D presente no organismo. Fraqueza muscular, doença renal crônica, diabetes e asma são alguns dos sintomas que podem indicar a deficiência da vitamina.
De acordo com a Food and Nutrition Board do Institute of Medicine, dos Estados Unidos, é recomendado que o consumo diário de vitamina D seja de 600 IU/dia e 800 IU/dia em pessoas com mais de 70 anos.

Onde encontrar

A luz solar é a melhor forma de se obter vitamina D. Isso porque 80% da formação de vitamina D provém dos raios solares, pois os raios ultra-violetas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese dessa substância em nosso organismo por meio da exposição solar. Porém, o uso de protetor solar bloqueia a síntese de vitamina D no organismo, sendo necessário ficar atento ao horário exato de exposição para evitar problemas futuros. Sol intenso não é muito indicado para sintetizar vitamina D - uma caminhada no fim da tarde ao ar livre, com duração entre 15 a 20 minutos, com braços e pernas expostos e sem bloqueador solar já é suficiente.
Caso o nível mínimo diário necessário de vitamina D não consiga ser atingido apenas com exposição solar, deve-se recorrer ao uso de suplementos. Mas é imprescindível obter orientação médica ou de um nutricionista para o consumo de doses exatas, pois o uso incorreto de suplementos pode causar ainda mais problemas, como excesso de vitamina D, que pode elevar a concentração de cálcio no sangue, podendo levar à calcificação de vários tecidos, como o rim. Falta de apetite, muita sede, vômitos e diarreia, perda de peso, dores nos ossos e problemas musculares são alguns dos sintomas que podem indicar excesso de vitamina D. Vale ressaltar que o excesso desse nutriente se dá devido ao uso incorreto de suplementação. O consumo de alimentos e exposição ao sol excessiva não é o suficiente para tal fato.
Instituto Nacional da Saúde, dos Estados Unidos, diz que a máxima quantidade tolerada de vitamina D no organismo não deve ultrapassar 4000 IU/dia, mas essa quantidade pode variar de pessoa para pessoa, conforme idade ou tipo sanguíneo. Cabe ao médico avaliar a quantidade exata.

Autor: Ecycle
Fonte: Ecycle
Sítio Online da Publicação: Ecycle
Data: 01/04/2020
Publicação Original: https://www.ecycle.com.br/2499-vitamina-d.html

11 benefícios do óleo essencial de capim-limão

Óleo essencial de capim-limão tem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias, relaxantes e mais

óleo essencial de capim limão

Imagem editada e redimensionada de Kelly Sikkema, está disponível no Unsplash

O óleo essencial de capim-limão é extraído da gramínea tropical do gênero Cymbopogon, muito usada na culinária, fitoterapia e cosmetologia. Extraído das folhas e caules do capim-limão, o óleo essencial tem um poderoso aroma cítrico.


Embora o capim-limão tenha sido tradicionalmente usado para tratar problemas digestivos e pressão alta, o seu óleo essencial tem muitos outros benefícios potenciais à saúde. Por isso está se tornando uma alternativa natural na aromaterapia para ajudar a aliviar o estresse, a ansiedade e a depressão. Confira seus benefícios:

1. Propriedades antibacterianas

capim-limão é usado como remédio natural para curar feridas e ajudar a prevenir infecções. Uma pesquisa descobriu que o óleo essencial de capim-limão é eficaz contra uma variedade de bactérias resistentes a medicamentos, incluindo aquelas que causam:
  • Infecções de pele
  • Pneumonia
  • Infecções de sangue
  • Infecções intestinais graves

2. Antifúngico

De acordo com um estudo, o óleo essencial de capim-limão ajuda a combater certos tipos de fungos nocivos que causam micose. Os pesquisadores descobriram que, para ser eficaz, a solução de óleo essencial de capim-limão na solução deve ser s 2,5%.

3. Anti-inflamatório

A inflamação crônica causa muitos problemas de saúde, incluindo artrite, doenças cardiovasculares e até câncer. O capim-limão contém citral, um composto anti-inflamatório.
De acordo com um estudo, o óleo essencial de capim-limão mostrou poderosas habilidades anti-inflamatórias em edemas.

4. Antioxidante

Antioxidantes ajudam o organismo a combater os radicais livres que danificam as células. Uma pesquisa mostrou que o óleo essencial de capim-limão ajuda a eliminar os radicais livres.
De acordo com um estudo, o enxaguante bucal contendo óleo de capim-limão apresentou significativa atividade antioxidante. Os pesquisadores sugerem que é uma terapia complementar em potencial para procedimentos odontológicos não cirúrgicos e gengivite.

5. Previne úlcera gástrica e alivia náusea

capim-limão é usado como remédio popular para uma série de problemas digestivos, que variam de dores de estômago a úlceras gástricas. De acordo com um estudo, o óleo essencial de capim-limão ajuda a prevenir úlceras gástricas, uma causa comum de dor de estômago. Ele também é um ingrediente comum em chás de ervas e suplementos para náusea. Embora a maioria dos produtos à base de plantas use folhas secas de capim-limão, o uso do óleo essencial para aromaterapia pode proporcionar benefícios semelhantes.

6. Faz bem para diarreia

A diarreia geralmente é apenas um incômodo, mas também pode causar desidratação. Alguns remédios para diarreia podem ter efeitos colaterais desagradáveis ​​- como constipação - levando algumas pessoas a procurar alternativas.
De acordo com um estudo, o capim-limão pode ajudar a diminuir a diarreia. O estudo mostrou que o óleo reduziu a produção fecal induzida por óleo de rícino.

7. Pode ajudar a reduzir o colesterol

capim-limão é tradicionalmente usado para tratar colesterol alto e controlar doenças cardíacas. Um estudo descobriu que o óleo essencial de capim-limão reduziu significativamente o colesterol em ratos que receberam uma dieta rica em colesterol por 14 dias. A reação positiva foi dependente da dose, o que significa que seus efeitos foram alterados quando a dose foi alterada.

8. Ajuda a regular o açúcar e a gordura no sangue

óleo essencial de capim-limão pode ajudar a reduzir o açúcar no sangue em pessoas com diabetes tipo 2, de acordo com um estudo. Os resultados também mostraram que ele alterou os parâmetros lipídicos (de gordura) enquanto aumentava os chamados bons níveis de colesterol (HDL).

9. Pode atuar como um analgésico

O citral presente no óleo essencial de capim-limão pode ajudar a aliviar a dor, pois alivia a inflamação. De acordo com um estudo realizado em pessoas com artrite reumatoide, o uso tópico de óleo essencial de capim-limão diminui a dor de artrite. Em média, os níveis de dor foram gradualmente reduzidos de 80 para 50% em 30 dias.

10. Alivia estresse e a ansiedade

A pressão alta é um efeito colateral comum do estresse. Muitos estudos mostraram que a aromaterapia alivia o estresse e a ansiedade. Combinar aromaterapia com massagem pode trazer ainda mais benefícios.
Um estudo que avaliou os efeitos do capim-limão e óleo de massagem com amêndoas doces mostrou que os participantes que receberam massagem usando o óleo uma vez por semana durante três semanas apresentaram pressão arterial diastólica mais baixa do que os do grupo controle. A pressão arterial sistólica e a pulsação não foram afetadas.

11. Alivia dores de cabeça e enxaquecas

De acordo com pesquisadores o capim-limão australiano nativo pode aliviar a dor causada por dores de cabeça e enxaquecas. Os pesquisadores acreditam que um composto chamado eugenol tem propriedades semelhantes à aspirina.
O eugenol evita a acumulação de plaquetas no sangue e também libera serotonina. A serotonina é um hormônio que regula o humor, sono, apetite e funções cognitivas.

Como usar

A maioria das pesquisas científicas sobre o óleo essencial de capim-limão foi realizada em animais ou in vitro - e não em humanos. Como resultado, não há dose padronizada para tratar qualquer condição. Não está claro se as doses em animais teriam os mesmos efeitos nos seres humanos.
Para usar o capim-limão na aromaterapia, adicione até 12 gotas de óleo essencial a 1 colher de chá de óleo transportador, como óleo de coco, óleo de amêndoa doce ou óleo de jojoba. Faça um teste em um pequena região na parte interior do cotovelo e espere 24h. Se não ocorrer nenhuma reação adversa, utilize em outras áreas desejadas. Misture em um banho quente ou massageie a pele. Nunca aplique óleos essenciais diretamente na sua pele.
Você também pode inalar o óleo de capim-limão usando um difusor, uma bola de algodão ou lenço. Algumas pessoas massageiam o óleo essencial diluído nas têmporas para ajudar a aliviar dores de cabeça.

Possíveis efeitos colaterais e riscos

óleo essencial de capim-limão é altamente concentrado. Seus efeitos colaterais não são bem estudados. Em algumas pessoas, eles podem ser mais fortes que os efeitos colaterais da planta do capim-limão.
capim-limão pode causar uma reação alérgica ou irritação da pele quando usado topicamente.
Outros efeitos colaterais relatados do capim-limão incluem:
  • Tontura
  • Sonolência
  • Aumento do apetite
  • Aumento da micção
Os óleos essenciais podem ser tóxicos quando ingeridos. Não ingira óleo essencial de capim-limão.
Na forma de planta, o capim-limão geralmente é seguro para uso em alimentos e bebidas. Quantidades mais altas podem aumentar seu risco de desenvolver efeitos colaterais.
Você também deve procurar orientação médica antes de usar se:
  • Tem diabetes ou baixo nível de açúcar no sangue;
  • Tem uma condição respiratória, como asma;
  • Tem doença hepática;
  • Faz quimioterapia;
  • Está gestante;
  • Amamenta.
Não use capim-limão como terapia complementar ou no lugar de seu tratamento regular para qualquer condição, a menos que esteja sob a supervisão médica.

Autor: Ecycle
Fonte: Ecycle
Sítio Online da Publicação: Ecycle
Data: 01/04/2020
Publicação Original: https://www.ecycle.com.br/7911-oleo-essencial-de-capim-limao.html

Animais silvestres em cidades, canais cristalinos e ar límpido; confira o impacto do isolamento social na natureza


Canais de Veneza ficam limpos durante a quarentena. Foto: MSN


Isolamento social ajuda na recuperação ambiental

Por Ana Paula Scorsin

Várias medidas de isolamento social estão sendo tomadas mundo afora para conter a expansão do novo coronavírus e isso tem mudado o comportamento de alguns animais e até mesmo da paisagem. A desaceleração da produção industrial, entre outras medidas, contribui sensivelmente com a diminuição de fluxo de pessoas em vários lugares antes movimentados.

Sandra Maria Lopes de Souza, mestre em Gestão Ambiental e coordenadora dos cursos de Pós-Graduação em Meio Ambiente do Centro Universitário Internacional Uninter, explica que “a diminuição da interferência do homem no meio tende a ajudar na recuperação ambiental, seja na qualidade do ar, no habitat dos animais silvestres e urbanos e na diminuição dos impactos ambientais”.

No início de março foi registrado que os canais de Veneza, na Itália, voltaram a ter água clara e nítida. Em entrevista para a o canal norte-americano CNN, um porta-voz da prefeitura da cidade afirmou que isso aconteceu devido à diminuição do movimento dos barcos que, ao fazer o transporte de pessoas, agitam os sedimentos e os trazem para a camada mais superficial, para depois retornar ao fundo.

“Os sedimentos são resultantes da erosão de rochas, da precipitação química a partir de oceanos, vales ou rios. Também podem ter uma origem biológica, por organismos vivos ou mortos depositados na superfície da Terra ou nos corpos hídricos”, explica Sandra. Segundo a professora, sempre que se reduz ações do homem, a tendência é melhorar o habitat natural — no caso dos canais, o aparecimento da vida marinha.

Com a reclusão, os animais silvestres também passaram a ocupar os espaços urbanos. Um grupo de veados, por exemplo, apareceu circulando pelas ruas de Nara, no Japão. Na Itália, vários animais como ovelhas, javalis e até um cavalo caminharam tranquilamente pelas ruas vazias. Já na Tailândia, foram os macacos que dominaram as ruas devido à ausência humana.

“Não é de hoje que estamos percebendo que a fauna está cada dia com menos espaços apropriados para abrigo. O crescimento das cidades contribui muito para este processo. A pandemia colabora para que algumas espécies adentrem as cidades em busca de comida, uma vez que não há predadores. Outros fatores também contribuem para esse movimento, como a caça predatória, o tráfego ilegal de espécies e o desmatamento desenfreado”, comenta a professora.

Outro fator que pode ser observado na natureza é o ar mais puro nos países que adotaram o confinamento. Segundo registros realizados por satélite da Nasa, em fevereiro, a concentração de dióxido de nitrogênio (NO2) caiu drasticamente em Wuhan, cidade chinesa epicentro da pandemia de Covid-19. De vermelho/laranja, o mapa ficou azul. O mesmo fenômeno foi registrado pela Agência Espacial Europeia no norte da Itália, em uma área confinada há várias semanas para combater a propagação da doença.

“A crise de pandemia que estamos vivendo, não é e nunca será algo bom para a humanidade. Porém, podemos aprender que o ser humano não vive isolado e que precisa de toda a cadeia de produção. O momento é de repensar estilo de vida, necessidade de consumo, importância do trabalho e senso de cidadania e comunidade”, finaliza a especialista.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 01/04/2020





Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 01/04/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/04/01/animais-silvestres-em-cidades-canais-cristalinos-e-ar-limpido-confira-o-impacto-do-isolamento-social-na-natureza/

Menos gelo e mais emissões de metano nos lagos boreais: resultado do aquecimento global


Indicadores das Mudanças Climáticas

Invernos mais curtos e mais quentes levam a um aumento nas emissões de metano dos lagos do norte, de acordo com um novo estudo realizado por cientistas da Finlândia e dos EUA.

University of Eastern Finland*

Períodos mais longos sem gelo contribuem para o aumento das emissões de metano. Na Finlândia, as emissões de metano dos lagos podem aumentar em até 60%.

Um estudo internacional realizado por cientistas da Universidade Purdue, nos EUA, da Universidade do Leste da Finlândia, do Instituto Finlandês do Meio Ambiente e da Universidade de Helsinque, publicado na Environmental Research Letters, aprimora significativamente nosso conhecimento atual das emissões de metano dos lagos boreais.

A espinha dorsal do estudo é um grande conjunto de dados sobre a distribuição e as características dos lagos e suas emissões de metano na Finlândia. Usando esse conjunto de dados e ferramentas de modelagem, os cientistas procuraram descobrir como as emissões de metano dos lagos do norte mudarão no final deste século, como resultado do aquecimento global.

Os lagos representam cerca de 10% da paisagem boreal e são, globalmente, responsáveis por aproximadamente 30% das emissões biogênicas de metano que se constatou aumentar sob as mudanças nas condições climáticas. No entanto, a quantificação dessa fonte de metano sensível ao clima está repleta de grandes incertezas sob as condições climáticas mais quentes. Apenas alguns estudos abordaram os mecanismos de impacto climático sobre as emissões de metano dos lagos do norte.

Os autores estimaram que a emissão difusiva total atual dos lagos finlandeses é de 0,12 ± 0,03 Tg CH4 ano- 1 e aumentará 26-59% até o final deste século, dependendo do cenário de aquecimento utilizado. O estudo mostrou que, embora o aquecimento da água e dos sedimentos do lago tenha um papel vital, o aumento da duração do período sem gelo é um fator-chave no aumento das emissões de metano no futuro.

“Os lagos boreais continuam sendo uma fonte significativa de metano sob o clima quente neste século, e o aumento nas emissões de metano depende da latitude: o aumento é maior a partir dos lagos do norte com menor latitude”, Dr. Narasinha Shurpali, da Universidade do Leste da Finlândia e Dr. Pirkko Kortelainendo Instituto Finlandês do Meio Ambiente.

“O estudo mostra a importância da cooperação entre modeladores e experimentalistas. Aqui, o conjunto de dados representativo dos lagos e suas emissões de metano foi produzido pelo Instituto Finlandês do Meio Ambiente e pelas universidades, permitindo a modelagem biogeoquímica para estimar as emissões atuais e futuras de metano dos lagos ”, observa o professor Pertti Martikainen, da Universidade do Leste da Finlândia.


Referência:

Rising methane emissions from boreal lakes due to increasing ice-free days
Environmental Research Letters
DOI https://doi.org/10.1088/1748-9326/ab8254


* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 01/04/2020




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 01/04/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/04/01/menos-gelo-e-mais-emissoes-de-metano-nos-lagos-boreais-resultado-do-aquecimento-global/