quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Equipes tentam salvar centenas de baleias encalhadas na Tasmânia; veja

 

Equipes tentam salvar centenas de baleias encalhadas na Tasmânia; veja
Cerca de 270 baleias-piloto encalharam na costa da Tasmânia, na Austrália.

Vários dos animais já morreram, mas numerosas equipes de resgate conseguiram salvar por volta de 25. Os trabalhos continuam.

Segundo a especialista em vida animal Vanessa Pirotta, pode ter ocorrido um erro de navegação por parte dos animais.

Trata-se de um esforço que pode levar dias. "E neste momento simplesmente não sabemos como isso vai terminar", diz ela.




Autor: BBC News Brasil
Fonte: BBC News Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data: 22/09/2020
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54260158

A mórbida coleção de cabeças humanas que museu no Reino Unido decidiu deixar de exibir



CRÉDITO,PITT RIVERS MUSEUM - UNIVERSITY OF OXFORD
Legenda da foto,

A retirada dos itens de exibição é parte do processo de descolonização do museu


Por 80 anos, os visitantes do museu Pitt Rivers em Oxford, no Reino Unido, podiam visitar uma parte da coleção que muitas pessoas descreveriam como chocante e macabra. Os itens em exibição incluíam crânios e cabeças humanas encolhidas coletados por 'exploradores' europeus em suas viagens às Américas e à Índia.


Mas a partir de terça (22/09), isso mudou. Como parte do "processo de descolonização" do museu, cerca de 120 restos mortais foram cuidadosamente removidos da exibição.


Eles incluem tsantsas, cabeças encolhidas feitas por tribos amazônicas com os corpos de seus inimigos derrotados, e crânios de prisioneiros capturados pelo povo Naga no norte da Índia.


"As cabeças eram uma das maiores atrações do museu, mas em vez de fornecer uma compreensão mais profunda sobre outras culturas, elas estavam reforçando estereótipos sobre esses povos serem 'selvagens', 'primitivos' ou 'horríveis'", diz Laura Van Broekhoven, diretora do museu.


"A questão é que muita coisa aconteceu aqui mesmo na nossa terra. Ingleses eram enforcados e esquartejados e nunca mostramos isso. Mulheres foram queimadas vivas e não mostramos isso. Então por que sempre estamos exibindo as chamadas atrocidades de outras culturas e muito pouco de nossas próprias atrocidades?" diz Van Broekhoven à BBC.





CRÉDITO,PITT RIVERS MUSEUM, UNIVERSITY OF OXFORD
Legenda da foto,

As tsantsas eram feitas por povos indígenas da Amazônia peruana e equatoriana

Caçadores de cabeças


A história das cabeças encolhidas é complexa — tanto quanto a decisão de parar de mostrá-las.


Tsantsas eram objetos feitos com cabeças de inimigos por alguns povos indígenas que viviam na Amazônia equatoriana e peruana, principalmente o povo Shuar. O crânio era removido e a pele fervida até encolher. O rosto era então moldado com pedras quentes e o cabelo era reimplantado.


Os exploradores europeus do século 19 que encontraram tsantsas as viram como "curiosidades exóticas" e as trocavam por objetos valiosos. Uma tsantsa valia uma arma: o preço mais alto que um objeto poderia obter em termos de troca.


Portanto, embora as cabeças encolhidas não fossem originalmente um sinal de riqueza, logo se tornaram mercadorias com valor monetário. E embora elas já existissem há muitos anos, foi o apetite dos colecionadores por eles na Europa que alimentou um comércio macabro dos itens.



CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,

O interesse dos europeus pelas cabeças alimentou guerras tribais na América


Com o tempo, a riqueza gerada por esse comércio tornou os Shuar muito mais poderosos do que seus inimigos, desencadeando guerras tribais e até episódios de caça de cabeças que levaram a mais mortes, de acordo com Van Broekhoven.


Também começaram a surgir tsantsas falsas, feitas de preguiças e macacos, conforme a demanda crescia na Europa.


"As pessoas começaram a fazer muitas falsificações. E não eram necessariamente [feitas pelos] Shuar, mas pessoas nas cidades que roubavam corpos de necrotérios e encolhiam essas cabeças", diz ela.



CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,

Colecionadores europeus acabaram comprando todas as tsantsas produzidas pelos Shuar

Práticas sagradas


Um dos problemas das falsificações é que tsantsas genuínas não eram de pessoas ou vizinhos assassinados ao caso, mas parte de práticas cerimoniais sagradas, com um significado mais profundo, diz Van Broekhoven.


Era um tratamento concedido apenas aos mais ferozes líderes inimigos. O grupo indígena acreditava que com a prática poderia capturar o poder de uma das múltiplas almas que acreditavam que as pessoas tinham. Os Shuar contemporâneos afirmam que seus ancestrais ocasionalmente encolhiam as cabeças de seus próprios líderes mortos como forma de homenageá-los.


Os mortos tinham as pálpebras e a boca costuradas com fios de algodão como forma de reter o espírito. Realizava-se então um ritual para pacificar o espírito da vítima e torná-la parte do grupo, "ligando assim os inimigos, os vivos e os mortos."


Mas na época em que o governo equatoriano proibiu o comércio do item na década de 1960, o significado das cabeças encolhidas na Europa já tinha uma conotação muito diferente.



CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,

A cultura europeia e norte-americana apresentava povos nativos como 'selvagens'

O estereótipo do 'selvagem'


A essa altura, os Shuar já haviam negociado todas as suas tsantsas em troca de mercadorias. Na cultura popular ocidental, filmes e livros retratavam tanto os Shuar quanto outros povos amazônicos como assassinos bárbaros e incivilizados.


Van Broekhoven diz que a coleta dos restos mortais pelos europeus pode ser vista como "parte importante do projeto de colonização", uma tentativa de mostrar superioridade sobre outros povos para justificar o colonialismo.


"As ideias da época giravam em torno de uma suposta 'evolução' de povos selvagens, para bárbaros, para civilizados. No topo disso estariam os colonizadores", diz ela.



CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,

O povo Naga acreditava que cabeças humanas eram fonte de poder

Troféus de guerra


Tsantsas não são os únicos objetos da coleção de Pitt Rivers que ilustram essa questão, diz a diretora do museu. Crânios capturados pelos povos Naga do norte da Índia durante guerras também foram levados ao Reino Unidos como exemplo de "barbárie" dos povos colonizados.


Os Nagas acreditavam no poder oculto da cabeça humana e os guerreiros Naga exibiam os crânios de seus inimigos caídos, acreditando que eles trariam prosperidade e abundância.


Acadêmicos coloniais britânicos descreveram os Nagas, que viviam em relativo isolamento, como "atrasados" e "muito abaixo na escala da civilização".


Mas Tezenlo Thong, um especialista com extensa pesquisa no assunto, diz que não havia evidências de que os Nagas realmente caçavam cabeças. A decapitação só era aplicada no contexto de rituais de guerra, e parecia ser mais a exceção do que a regra. E também não era algo definidor da cultura Naga.


A invasão colonial do território Naga foi "um dos capítulos mais violentos da história da conquista britânica do subcontinente [indiano]". Mas a percepção que sobreviveu nas extensas escrituras coloniais e nas coleções de objetos da época é o estereótipo dos "caçadores de cabeças" locais, que persiste até hoje.


"Há uma parte da sociedade que vê a história como um fato. Mas a história é escrita por indivíduos", afirma Van Broekhoven.


"A história das cabeças encolhidas, das cabeças de troféu Naga e de muitos objetos que temos em exibição foi escrita em nossos registros por colecionadores de elite, em sua maioria brancos, que queriam provar suas ideias de superioridade."



CRÉDITO,PITTS RIVER MUSEUM, UNIVERSITY OF OXFORD
Legenda da foto,

O museu Pitt Rivers tem uma coleção de cerca de 500 mil itens

Uma conversa difícil


Por enquanto, as tsantsas, os troféus Naga e outros restos mortais humanos presentes no museu serão trancados nos depósitos. A instituição afirma estar discutindo com representantes dos povos envolvidos que eles querem fazer uma curadoria dos objetos ou se seria o caso de repatriar as peças.


A polêmica é tanto sobre os itens em si quanto sobre a visão de outras culturas que os museus oferecem ao público.


Embora muitos museus ocidentais, como Auschwitz e Sobibor, tenham sido planejados como memoriais para lembrar atrocidades, diz Dr. Van Broekhoven "o Pitt Rivers não foi concebido dessa forma, com esse objetivo. Então há uma grande diferença."


O Pitt Rivers é um dos maiores museus de antropologia, etnografia e arqueologia do mundo, com mais de meio milhão de itens — cerca de 10% dos quais estão em exibição. A instituição recebe 500 mil visitantes por ano.


Mas com 130 anos de história e objetos intimamente ligados à expansão imperial britânica, Van Broekhoven diz que o museu não pode "fugir de conversas difíceis".


Ela diz que a decisão de remover os itens da exibição teve reações mistas nas redes sociais. As gerações mais velhas são mais propensas a reagir negativamente, diz ela.


"Por que algumas pessoas sentem como se tivessem 'o direito' de ver cabeças encolhidas em Oxford? E no direito de vê-las apenas como uma coisa bizarra?"



CRÉDITO,PITT RIVERS MUSEUM
Legenda da foto,

Grande parte dos itens está ligada à expansão colonial britânica





Autor: Pablo Uchoa Do Serviço Mundial da BBC
Fonte: BBC News Brasil
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 23/09/2020
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-54259767

Como são os planos da Nasa para levar a primeira mulher à Lua até 2024



CRÉDITO,NASA
Legenda da foto,

Ilustração: a Nasa quer voltar à Lua, e desta vez quer ficar


A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, traçou formalmente seu plano de US$ 28 bilhões (mais de R$ 150 bilhões) para retornar à Lua em 2024 — uma missão que deve contar com a primeira visita de uma mulher à superfície lunar.


Como parte de um programa chamado Artemis, a Nasa enviará um homem e uma mulher no primeiro pouso com humanos desde 1972.


O cronograma da agência depende, no entanto, de o Congresso liberar US$ 3,2 bilhões (R$ 17 bilhões) para a construção de um sistema de aterrissagem.


Os astronautas viajarão em uma cápsula parecida com a da missão Apollo, chamada Orion, que será lançada em um poderoso foguete chamado SLS.


"Os US$ 28 bilhões representam os custos associados aos próximos quatro anos no programa Artemis para pousar na Lua. Financiamento do SLS, financiamento da Orion, do sistema de pouso humano e, claro, dos trajes espaciais — todas as coisas que fazem parte do programa Artemis estão incluídas", disse nesta semana o administrador da Nasa, Jim Bridenstine.

Mas ele explicou: "O pedido de orçamento que temos diante da Câmara e do Senado agora inclui US$ 3,2 bilhões para o sistema de pouso humano em 2021. É extremamente importante que a gente consiga esses US$ 3,2 bilhões."



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Legenda da foto,

Nave espacial Orion vista durante evento Nasa Unveil


A Câmara dos Deputados dos EUA já aprovou um projeto de lei alocando US$ 600 milhões (R$ 3,2 bi) para o módulo lunar. Mas a Nasa precisará de mais fundos para desenvolver o veículo por completo.


Em julho de 2019, Bridenstine disse à emissora americana CNN que a primeira mulher astronauta a andar na Lua em 2024 seria alguém "que foi colocada à prova, alguém que voou, alguém que já esteve na Estação Espacial Internacional". Ele também disse que seria alguém já no corpo de astronautas.


No momento desta entrevista, havia 12 astronautas ativas. Desde então, juntaram-se a elas outras cinco astronautas da Nasa que se formaram no curso de treinamento no início deste ano. Mas ainda não está claro se elas poderiam cumprir os critérios a tempo de voar na primeira missão de pouso em 2024.



CRÉDITO,NASA
Legenda da foto,

Turma mais recente de astronautas graduados inclui seis mulheres — cinco da Nasa e uma da Agência Espacial Canadense


Questionado sobre o cronograma para a escolha de membros da tripulação da Artemis, o chefe da Nasa disse que esperava selecionar uma equipe pelo menos dois anos antes da primeira missão.


No entanto, ele disse: "Acho que é importante começarmos a identificar a equipe Artemis mais cedo... principalmente porque acho que vai servir como uma fonte de inspiração."


Ao enviar astronautas de volta à Lua, a Casa Branca quer renovar a liderança americana no espaço. Também há planos para extrair depósitos valiosos de gelo de água do Pólo Sul lunar. Eles poderiam ser usados ​​para fazer combustível para foguetes na Lua (a um custo menor do que transportá-los da Terra), servindo como base para uma economia lunar.


O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, também citou preocupações sobre as ambições de viagens espaciais da China. Em janeiro de 2019, a superpotência asiática se tornou a primeira nação a pousar suavemente um robô no outro lado da Lua. O país está se preparando para sua primeira missão de entregar amostras de solo lunar para laboratórios na Terra.

Legenda do vídeo,

Nasa testa foguete que ajudará a levar homem de volta à Lua


O país tem desenvolvido uma espaçonave de próxima geração para que astronautas chineses possam ir para destinos no espaço profundo, como a Lua. Embora a China não tenha um cronograma para chegar lá até 2024, ela pode fazer nesta década um progresso considerável em direção a essa meta.


O novo documento da Nasa descreve a Fase 1 do plano dos EUA, que inclui um voo de teste sem tripulação em torno da Lua (chamado Artemis-1) no outono de 2021.


A chefe de voo espacial humano da Nasa, Kathy Lueders, disse que a Artemis-1 duraria cerca de um mês para testar todos os sistemas críticos. Segundo ela, o voo de demonstração reduziria o risco para a Artemis-2, que repetirá a viagem ao redor da Lua com astronautas.


Um novo teste foi acrescentado a esta missão: uma demonstração de operações de proximidade. Logo após a Orion se separar do estágio superior do foguete SLS (conhecido como estágio de propulsão criogênica provisória), os astronautas pilotarão manualmente a espaçonave conforme se aproximam e se afastam do satélite da Terra.



CRÉDITO,NASA
Legenda da foto,

Ilustração: o foguete SLS fará seu voo inaugural no próximo ano


Isso permitirá avaliar as qualidades de manuseio da Orion, junto com o desempenho de hardware e software da espaçonave.


A Artemis-3 se tornará a primeira missão a enviar astronautas à superfície lunar desde a Apollo 17, há cerca de 48 anos.


A Nasa alocou US$ 967 milhões (R$ 5,3 bilhões) para contratar empresas que trabalhem em projetos do veículo de pouso que os levará até lá.


Mais para o fim da década, o plano prevê que a Nasa estabeleça uma base para humanos, chamada de acampamento-base de Artemis, que incluiria a infraestrutura necessária para a exploração da lua a longo prazo.


Em comparação com a Artemis, o programa Apollo nas décadas de 1960 e 1970 custou mais de US$ 250 bilhões (mais de R$ 1,3 trilhão) em valores ajustados pela inflação.


No entanto, os US$ 28 bilhões para este novo plano não incluem o dinheiro já gasto no desenvolvimento da espaçonave Orion e do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS).




Autor: Paul Rincon Editor de ciência - BBC News
Fonte: BBC News Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data: 23/09/2020
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54263706

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Ministério da Saúde amplia serviços de saúde mental no SUS




Reforço na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) contempla novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Serviços de Residência Terapêutica (SRT)

O Ministério da Saúde tem reforçado os serviços de atendimento à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir do incentivo à ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que oferta atendimento às pessoas com transtornos mentais de forma integral e gratuita. Neste mês, em que se comemora o Setembro Amarelo, foram habilitados mais seis Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e três Serviços de Residência Terapêutica (SRT). As unidades habilitadas foram publicadas em duas portarias e os serviços constarão em seis estados.

A portaria de Nº 2.452, habilita municípios dos estados da Bahia, Maranhão, Paraná e São Paulo a receberem incentivos para a implantação de CAPS. Os Centros têm caráter aberto e comunitário, e são constituídos por equipe multiprofissional, atuando de maneira interdisciplinar. As unidades são montadas para atender uma área territorial determinada, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. Os CAPS, em suas diferentes modalidades, são pontos de atenção estratégicos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). As unidades habilitadas têm gestão municipal. Neste âmbito, o Ministério destinou um aporte financeiro de R$ 260 mil aos seis municípios, são eles:

UF

Município

Tipo CAPS

Valor (parcela única)

BA

Nova Canaã

CAPS I

R$ 20.000,00

MA

Cidelândia

CAPS I

R$ 20.000,00

PR

Cornélio Procópio

CAPS AD III

R$ 150.000,00

SP

Caçapava

CAPS Infanto-juvenil

R$ 30.000,00

SP

Aguaí

CAPS I

R$ 20.000,00

SP

Riolândia

CAPS I

R$ 20.000,00

Já a portaria Nº 2.451 estabelece a implantação de Serviço Residencial Terapêutico (SRT) a três municípios dos estados de Roraima, Rio de Janeiro e São Paulo. A Residência Terapêutica tem o objetivo de responder à necessidade de moradia de pessoas em situação de vulnerabilidade que ficaram longo período internadas em Hospitais Psiquiátricos ou Hospitais de Custódia. Neste sentido, os SRTs garantem residência e ajudam na reinserção dos moradores na rede social existente (trabalho, lazer e educação). Para este serviço, o Ministério da Saúde fez um investimento de R$ 60 mil, destinados aos seguintes municípios:

UF

Município

Estabelecimento

Valor (parcela única)

RO

Ji-Paraná

SRT I

R$ 20.000,00

RJ

Vassouras

SRT II

R$ 20.000,00

SP

Ibiúna

SRT II

R$ 20.000,00


Ambas as portarias levam em conta a necessidade de aperfeiçoamento e adequação do modelo de atenção oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos usuários de álcool e outras drogas, além de estruturação e fortalecimento de uma rede de assistência centrada na atenção comunitária, associada à rede de serviços de saúde e sociais, com ênfase na reabilitação e reinserção social.
REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Atualmente, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS conta com 691 Residências Terapêuticas (SRT); 66 Unidades de Acolhimento (UA adulto e infantojuvenil); 1.641 leitos de saúde mental em hospitais gerais; 13.877 leitos em hospitais psiquiátricos e 50 equipes multiprofissionais de atenção especializada em saúde mental, e 144 Consultórios na Rua. O SUS também dispõe de, cerca de 42 mil Unidades Básica de Saúde (UBS), na Atenção Primária, que atendem 63% da população, e 2.657 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) que ofertam acolhimento e tratamento à pessoa em sofrimento e/ou com transtorno mental e seus familiares. Nesses serviços, o cidadão é atendido e, caso seja necessário, é encaminhado para outro serviço especializado RAPS.

Até o momento, foi investido R$ 1,1 milhão para implantação de 76 novos serviços de saúde mental em 2020, como CAPS, Residências Terapêuticas, Unidades de acolhimento e leitos especializados. Além disso, foram habilitadas 21 novas Equipes Multiprofissionais que atuam no cuidado e atendimento multiprofissional de pessoas que apresentam transtornos mentais, por meio de atendimento e cuidado com psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e outros profissionais, representando um investimento de R$ 10,4 milhões.

Por Karina Borges
Ministério da Saúde
(61) 3315-3580/ 3989




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 21/09/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47499-ministerio-da-saude-amplia-servicos-de-saude-mental-no-sus

Brasil registra 3.887.199 milhões de pessoas recuperadas




O Brasil alcançou a marca de 3.887.199 pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 17 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (533.597), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa mais da metade do total de casos acumulados (85,3%). As informações foram atualizadas às 17h30 de hoje (21/09) e enviadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

A doença está presente em 99,6% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.718) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.346 municípios tiveram registros (78%), sendo que 786 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já enviou mais de R$ 83,9 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 25,6 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos mais de 20,3 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 255,4 milhões de EPI, mais de 14,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus. O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 10.711 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil tem 4.558.068 casos confirmados da doença, sendo 13.439 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 137.272 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 377 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas neste período. Assim, 263 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.428 permanecem em investigação.

Ministério da Saúde
(61) 3315-3580 / 2351 / 3713




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 21/09/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47500-brasil-registra-3-887-199-milhoes-de-pessoas-recuperadas

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Brasil comemora a lei dos 30 anos da criação do SUS




Sistema público brasileiro de saúde completa 30 anos e demonstra sua força no meio da pandemia da Covid-19

O Sistema Único de Saúde é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Ele garante acesso integral, universal e gratuito para toda a população do Brasil, abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, até o transplante de órgãos. Esse complexo sistema está presente na vida de todos os brasileiros e completa, neste sábado (19/09), 30 anos da Lei 8080/1990 que o criou e levou a uma trajetória de muito esforço e desafios enfrentados, diariamente, para proporcionar e garantir o direito universal à saúde como dever do Estado.

Hoje, com a pandemia, é possível constatar a força e importância desse sistema de saúde, que atende cerca de 70% da população. Sob a gestão e união dos três entes – governo federal, estados e municípios – foi possível garantir assistência aos pacientes infectados pela Covid-19 e o atendimento daqueles que necessitam de tratamentos especializados.

"Não existe outra saída para o nosso país com relação a saúde, que não seja o Sistema Único de Saúde forte e eficiente", afirma o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Os próximos 20 anos já estão sendo elaborados pela atual equipe do Ministério da Saúde. "Estamos montando ações estruturantes com projetos estratégicos em todas as áreas, como Saúde Digital, Projeto Genoma entre outras que estão sendo finalizadas", aponta o ministro.

EVOLUÇÃO DO SISTEMA

O sistema público de saúde no Brasil antes de 1988 atendia a quem contribuía para a Previdência Social. A saúde era centralizada e de responsabilidade federal, sem a participação dos usuários. A população que poderia usar recebia apenas o serviço de assistência médico-hospitalar. Antes da implementação do SUS, saúde era vista como ausência de doenças. Na época, cerca de 30 milhões de pessoas tinham acesso aos serviços hospitalares. As pessoas que não tinham dinheiro dependiam da caridade e da filantropia.

Durante esses 30 anos, a evolução do sistema público de saúde foi importante para todos, sem discriminação. Atualmente, o sistema é descentralizado, municipalizado e participativo, com 100 mil conselheiros de saúde. Hoje, saúde é vista como qualidade de vida.

O SUS não é apenas assistência médico-hospitalar. Também desenvolve, nas cidades, no interior, nas fronteiras, portos e aeroportos, outras ações importantes. Realiza vigilância permanente nas condições sanitárias, no saneamento, nos ambientes, na segurança do trabalho, na higiene dos estabelecimentos e serviços. Regula o registro de medicamentos, insumos e equipamentos, controla a qualidade dos alimentos e sua manipulação. Normaliza serviços e define padrões para garantir maior proteção à saúde.

DESAFIOS DA SAÚDE

Os desafios de um sistema de saúde são constantes e novas demandas sempre surgem, seja em um enfrentamento de uma nova doença - como a Covid-19 - ou até mesmo na incorporação de novos medicamentos e de tecnologias de ponta.

O grande desafio, sobretudo, é a oferta de serviços. A demanda é sempre crescente, as mudanças tecnológicas são frequentes e a absorção disso no sistema sofre com duas consequências: a primeira é a oferta do serviço que precisa ser eficiente para atender em quantidade suficiente e em tempo oportuno todas essas demandas e necessidades, e a segunda é o desafio do financiamento, alocação de recursos para se ter uma base do melhor resultado possível.

"O sistema de saúde nunca está completo, sempre tendo demandas agudas, como por exemplo no caso da pandemia ou demandas que são cronicamente alimentadas por conta do envelhecimento populacional", pontua a médica oncologista e chefe de gabinete da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde, Maria Inês Gadelha.

FORTALECIMENTO

A participação de todos, inclusive da população, é fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento da saúde. O papel do Ministério da Saúde, além das pactuações com os estados e municípios - na tripartite - é desenhar tecnicamente critérios em todas as áreas para o fortalecimento da saúde do Brasil para os brasileiros.

A população brasileira deposita bilhões de reais para o SUS. São cerca de R$ 500 mi por dia. "Precisamos ter efetividade, transparência e responsabilidade pelo recurso público, pois não estamos falando de dinheiro, estamos falando da saúde das pessoas", defende o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.

Por Bruno Cassiano

Ministério da Saúde
(61) 3315-3580/ 2351




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 19/09/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47491-brasil-comemora-a-lei-dos-30-anos-da-criacao-do-sus




Brasil registra 3.851.227 milhões de pessoas recuperadas



Número é superior à quantidade de casos ativos, ou seja, pessoas que estão em acompanhamento médico. Informações foram atualizadas às 17h30 deste domingo (20/09)

O Brasil alcançou a marca de 3.851.227 pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 17 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (556.507), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa mais da metade do total de casos acumulados (84,7%). As informações foram atualizadas às 17h30 de hoje (20/09) e enviadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

A doença está presente em 99,6% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.718) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.346 municípios tiveram registros (78%), sendo que 786 deles apresentaram apenas um óbito confirmado.

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde já enviou mais de R$ 83,9 bilhões a estados e municípios para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, sendo R$ 25,6 bilhões voltados exclusivamente para combate ao coronavírus. Também já foram comprados e distribuídos mais de 20,3 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 255,4 milhões de EPI, mais de 14,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus.

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 10.711 equipamentos para todos os estados brasileiros.

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil tem 4.544.629. casos confirmados da doença, sendo 16.389 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 136.895 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registradas 363 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas neste período. Assim, 136 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.407 permanecem em investigação.

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Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 20/09/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47493-brasil-registra-3-851-227-milhoes-de-pessoas-recuperadas