segunda-feira, 23 de maio de 2022

Catarata: 'Achei que ficaria cega, mas cirurgia no SUS devolveu minha visão'



CRÉDITO,CLAUDIO CRUZ/GETTY IMAGES
Legenda da foto,

Mais comum na população idosa, doença é uma das principais causas de cegueira no mundo


Aos 80 anos, a mineira Ana de Oliveira já tinha "aceitado" que as alterações que vinha percebendo na visão eram sinal de que o tempo estava passando. Até que um dia chegou à conclusão de que tudo tinha ficado embaçado demais.


"Eu fechava e abria os olhos para conferir, e era como se visse as figuras 'amolecendo', não reconhecia nada. Fiquei assustada", lembra.


Eram os efeitos da catarata, doença ocular que torna opaca a lente transparente que permite a entrada de raios de luz para a formação de imagem, que já estava em estágio avançado em seus olhos.


Preocupada com a tia, que não conseguia mais costurar nem cozinhar - suas atividades favoritas -, Viviane, sobrinha de dona Ana, procurou ajuda do SUS (Sistema Único de Saúde).


"Desde o primeiro processo até conseguirmos reverter o problema, ela foi piorando. Eu ia ao posto de saúde e até ligava para a prefeitura pedindo pra dar prioridade aos exames dela, que já estava quase perdendo a visão", conta.

Quando dona Ana, que mora em Santa Luzia (MG), foi finalmente encaminhada para a cirurgia, uma espera de mais de um ano, ela estava quase cega.


"Embora seja reversível na maioria dos casos, se progride demais a catarata pode causar complicações que levam à cegueira", explica o oftalmologista Tiago Cesar, que realizou a operação na aposentada, que hoje tem 82 anos.

A equipe da BBC News Brasil lê para você algumas de suas melhores reportagens

Episódios

Fim do Podcast


O último levantamento feito pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), em 2019, mostra que a catarata responde por 49% da cegueira no país, embora o número de cirurgias tenha dobrado entre 2009 e 2019. A pesquisa também motra que 74,8% das pessoas cegas no Brasil poderiam ter curado ou prevenido a condição se tivessem recebido tratamento apropriado a tempo.


Entre 2019 e 2021, somando todas as regiões do Brasil, houve uma queda de 35% nos principais exames para detecção de catarata, mostram dados do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). De acordo com Cristiano Caixeta, oftalmologista e presidente do Conselho, a queda era esperada, já que a doença, apesar de progressiva, costuma ser reversível.


"Como a maioria dos pacientes com o quadro é idoso, não valia o risco de expô-los ao risco apresentado pela pandemia. Em 2021, começamos a voltar à normalidade na taxa de exames."


"Quando o médico me disse que eu poderia ficar cega, me desesperei. Já tenho problema na coluna e no joelho, ando de bengala, então, sem visão, eu faria o quê?", diz ela.


Dona Ana conseguiu, com a cirurgia em um olho de cada vez, recuperar completamente a visão.


"Foi um alívio. Cheguei a achar que ficaria cega, mas consegui a cirurgia pelo SUS e não paguei nada. Voltei para casa e fiquei vendo as coisas, olhando para os cantinhos que estavam sujos e antes eu não enxergava. O médico só me pediu uns dias longe do fogão, e eu fiquei."



CRÉDITO,ARQUIVO PESSOAL
Legenda da foto,

Dona Ana voltou a costurar após cirurgias de catarata nos dois olhos

Diagnóstico e tratamento da catarata


Os sinais encontrados no exame oftalmológico de rotina são perda da percepção visual e alteração da transparência do cristalino.


De acordo com Tiago Cesar, professor de cirurgia oftalmológica na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, a cirurgia para a correção da catarata, único tratamento possível para doença, é complexa do ponto de vista técnico, mas simples para o paciente.


Com um bisturi, o cirurgião faz pequenas incisões na córnea, a primeira estrutura do globo ocular. Depois, com uma espécie de caneta bem fina, através de um equipamento ultrassônico, ele faz a remoção do cristalino, "lente natural" dos olhos e parte na qual a doença está presente. Por fim, coloca-se uma lente intraocular no mesmo local.



CRÉDITO,FG TRADE/GETTY IMAGES


"A pessoa dorme e a equipe médica, formada por cirurgião, anestesista, instrumentador e enfermeiro realiza o procedimento em um tempo de 20 a 30 minutos. A recuperação é rápida e os pacientes não costumam ter queixas de dor no pós-operatório. Não tem pontos ou suturas e já no primeiro dia a pessoa sente uma melhora significativa."


"Quando a gente tira o tampão, geralmente a pessoa chora. É reabilitar um dos principais sentidos, ainda mais para um idoso que já perdeu outras funções do corpo. É comum, inclusive, antes do tratamento, que esses pacientes desenvolvam depressão associada", conta o médico.


As causas da catarata não estão bem definidas, mas estudos epidemiológicos associam à idade. Não é possível prevenir a catarata com uma única ação ou tratamento específico. Além de influência genética, há fatores ambientais que podem contribuir com o aparecimento do quadro, como exposição a luz solar excessiva sem proteção, má alimentação e tabagismo.







Autor: Giulia Granchi
Fonte: BBC News Brasil em São Paulo
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data: 23/05/2022
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61415980

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Resultados da denervação seletiva para rizartrose

A rizartrose é extremamente comum, com prevalência estimada em 15% dos pacientes acima de 30 anos e 85% em pacientes entre 71 e 80 anos. Isso se deve às cargas repetitivas que a articulação é submetida com atividades da vida diária e o diagnóstico é feito baseado em sintomas, exame físico e radiografias. O tratamento inicial dessa patologia é conservador, com analgésicos, anti-inflamatórios, ortetização e até infiltração com corticoesteroides.

Entretanto, muitas das vezes o tratamento cirúrgico é necessário e pode ser realizado de uma série de maneiras diferentes (artroscopia, trapeziectomia, suspensoplastia, interposição de tendão, artrodese…) que estão associadas à melhora da dor e função, além de possíveis complicações como ruptura tendinosa, afrouxamento, falha de implante e instabilidade carpal. Somado a isso, esses pacientes são submetidos a um período de imobilização e recuperação prolongados, que pode atrasar o retorno ao trabalho e atrapalhar nas atividades diárias.


O estudo

Foi publicado recentemente no Journal of Hand Surgery Global Online um estudo desenvolvido no Johns Hopkins Hospital que avalia os resultados após 5 a 7 anos de follow-up da denervação seletiva (cutâneo lateral do antebraço, cutâneo palmar do mediano e ramo sensitivo radial para articulação CMC do polegar).

Foram encontrados retrospectivamente 12 pacientes submetidos à denervação seletiva entre abril de 2015 e janeiro de 2017 e avaliados com 3 semanas, 6 meses, 1, 2 e 5 anos de pós-operatório. Os pacientes submetidos aos procedimentos foram imobilizados por apenas 3 dias. Os desfechos de interesse foram resolução da dor, escore de Kapandji de mobilidade da CMC e presença ou ausência pós-operatórias de hipoestesia, parestesia ou dor neuropática.

A denervação foi segura, com menor tempo de inatividade do que a trapeziectomia com reconstrução ligamentar com interposição de tendão e proporcionou alívio completo ou parcial da dor após 5 anos em 5 de 9 pacientes. Quatro dos 9 pacientes tiveram recorrência da dor em 5 anos. Daqueles com dor recorrente, 3 de 5 acabaram sendo submetidos a trapeziectomia com reconstrução ligamentar e interposição de tendão; a cirurgia secundária ocorreu entre 17 e 66 meses após a denervação.

Conclusões

Há várias limitações no estudo. É uma pequena série de casos com seguimento de longo prazo, há inconsistências entre os pacientes nos pontos de dados pré e pós-operatórios que foram medidos e em como os dados foram obtidos. Além disso, os resultados de interesse no estudo original, ou seja, a resolução da dor e dormência, não foram medidos usando medidas de resultados validadas relatadas pelo paciente.

No entanto, os resultados limitados deste estudo mostram que muitos pacientes que foram submetidos a denervação CMC para osteoartrite CMC sintomática do polegar ainda experimentaram resolução quase completa ou completa da dor até 5 anos de pós-operatório sem perda notável de funcionalidade relatada pelo paciente. Futuros estudos prospectivos com medidas de resultados objetivas e relatadas pelo paciente validadas entre diferentes braços de tratamento, como denervação versus LRTI, são necessários para estabelecer firmemente o papel da denervação de CMC para pacientes com osteoartrite de CMC do polegar sintomática.




Autor: Giovanni Vilardo Cerqueira Guedes
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 19/05/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/resultados-da-denervacao-seletiva-para-rizartrose/

Doação de leite humano é impactada negativamente pela Covid-19, segundo estudo

 O Dia Nacional de Doação de Leite Humano é celebrado todo dia 19 de maio, desde o ano de 2015, data oportuna para promover e proteger o aleitamento materno, bem como incentivar o ato de doação de leite humano. Doar leite está estreitamente relacionado à redução da mortalidade neonatal de recém nascidos prematuros hospitalizados, uma vez que lhes confere benefícios nutricionais e de proteção contra inúmeras doenças. Atualmente, o Brasil tem a maior e mais bem estruturada rede de bancos de leite do mundo. Mais de 70% de todos os bancos de leite estão localizados em território nacional, e contam com cerca de 1,1 milhão de doadoras de leite, sendo portanto o país com maior número de mulheres que doam leite materno.


Entretanto, diante dos impactos provocados pela pandemia de Covid-19 no mundo nos diversos setores, um estudo buscou analisar quantitativamente a doação de leite entre os anos de 2019 e 2020, e compará-los com o período anterior à pandemia. A metodologia do estudo contou com a utilização da estatística inferencial (Excel 2019), mediante a aplicação do Teste t de Student, com alfa = 0,05. Os dados utilizados para análise, foram os dados

disponíveis no site da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano, do Brasil. A Covid-19 provocou muitas inseguranças em mulheres lactantes, principalmente acerca do risco de transmissão do vírus para o bebê através do leite materno. Entretanto, a orientação foi a manutenção do aleitamento materno, diante dos seus inúmeros benefícios, associada à medidas de segurança contra a doença, mesmo nos casos em que a mãe esteja infectada.

Cordeiro et al 2022, evidenciou que a doação de leite materno também sofreu impactos negativos no período pandêmico. Lactantes com sintomas gripais ou que entrarem em contato recente com pessoas infectadas pela Covid-19, não estão aptas à doar leite. Somente após a restauração do quadro de saúde que poderão retornar as atividades de doação. As medidas de isolamento social e/ou quarentena para pessoas do grupo de risco, incluindo lactantes, também reduziram a procura pelos serviços do banco de leite. Dessa forma, no ano de 2020, houve uma queda significativa no número de doadoras de leite de mais de 560 mulheres.

Segundo o estudo, o volume de leite coletado foi maior em 2020, se comparado com 2019. Entretanto, a quantidade de leite humano distribuído teve uma queda de 895 litros/mês decorrente de descartes diante de contaminação do leite, provavelmente por coleta inadequada.

Os autores reforçam as necessidades de educação em saúde quanto a técnica correta para coleta de leite materno, bem como os cuidados com o leite em todas as etapas, incluindo armazenamento, estoque e transporte, para que sejam mantidas a qualidade e as propriedades biológicas do leite.

Guia Prático

Nesse sentido, nós da equipe no Nursebook elaboramos um guia prático ilustrado muito especial sobre Doação de Leite Humano. Você poderá utilizá-lo para esclarecer de forma objetiva e ilustrada as lactantes sobre os benefícios da doação de leite humano, bem como os cuidados que ela precisa ter para que o leite dela chegue com segurança aos bancos de leite e beneficie dezenas de bebês recém nascidos prematuros hospitalizados em UTIneonatais!





Autor: Nathalia Schuengue
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 19/05/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/doacao-de-leite-humano-e-impactada-negativamente-pela-covid-19-segundo-estudo/

A gripe é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório.

 

A gripe é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. Ela é provocada pelo vírus da influenza e tem grande potencial de transmissão. O vírus se propaga facilmente, levando a casos leves, mas, também, a casos graves, que aumentam as taxas de hospitalização e provocam a morte de pessoas mais vulneráveis à doença.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a gripe e proteger as pessoas com maior risco de desenvolver complicações. A vacina é segura, evita casos graves e óbitos por gripe.

O sarampo é uma doença viral aguda altamente transmissível que pode apresentar complicações, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Para evitar surtos da doença, a campanha de vacinação em 2022 será focada em crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade e trabalhadores da saúde.






Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 20/05/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo



quarta-feira, 18 de maio de 2022

Projeto: Diagnóstico da Geração e Tratamento do Lixiviado de Aterros Sanitários do Estado do Rio de Janeiro (PIC UVA)

Justificativa:

Segundo Weetman (2019, p. 31), a população mundial cresceu exponencialmente nas últimas décadas, saltando de 3,3 bilhões de habitantes para 7,2 bilhões em 2015. Este crescimento impulsionou o comércio global, o processo de urbanização, o processo de industrialização e a degradação ambiental. A concentração de capital acirrou pressões ambientais e as injustiças sociais. A lógica da economia linear, “extrair, produzir, comercializar e descartar” vem gerando sobrecargas ecológicas sem precedentes, levando ao cenário de caos ambientais que se vive hoje em uma nova era geológica, o antropoceno.

A destinação final ambientalmente adequada de resíduos figura como uma importante ação para mudanças deste paradigma ambiental. O tema é pauta prioritária para empresas, governos e sociedade que almejam contribuir para a mudança deste status e para o desenvolvimento de uma economia circular, que ressignifique os resíduos e consequentemente a lógica do descarte.


Em outubro de 2010 foi sancionada a Lei 12.305 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Brasil. Desta forma, as diversas esferas governamentais deram início a um processo de articulação política, técnica e legal a fim de reverter o cenário da gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no País, até então, marcado pela disposição final inadequada em vazadouros. Infelizmente, apesar dos esforços, ainda restam traços de medievalidade nas práticas de gestão resíduos no País. Esta cultura baseada no descaso ambiental sistemático desvia do olhar ambiental necessário à manutenção do equilíbrio ecológico.

Considerando este cenário, vale destacar a relevância da correta drenagem e tratamento do chorume/lixiviado para a manutenção da qualidade ambiental. O chorume, assim como o biogás, é um dos subprodutos da degradação da fração orgânica dos resíduos sólidos urbanos nas áreas de disposição final (vazadouros, aterros controlados e aterros sanitários).

Segundo Vilhena (2010), “[...] chorume é um líquido de composição bastante variável que adquiriu características poluentes devido ao seu contato com uma massa de resíduo sólido em decomposição” A NBR 8419/92 esclarece que a “lixiviação” é o deslocamento ou arraste, por meio líquido, de certas substâncias contidas nos resíduos.

Uma série de fatores contribuem para a geração de chorume e para as suas características físicas e químicas durante a operação de um aterro sanitário, aterro controlado ou lixão. Dentre eles, destacam-se três: 1) Clima (chuvas, escoamento superficial, infiltração, evapotranspiração e temperatura); 2) Resíduos Sólidos (tipologia, composição, densidade e teor de umidade inicial) e; 3) Disposição (permeabilidade, idade do aterro e profundidade).

Desta forma, entende-se ser relevante a realização de levantamento diagnóstico para verificar as condições de geração, armazenamento e tratamento de chorume no Estado do Rio de Janeiro.

Objetivos:

Objetivo Geral:

Realizar o diagnóstico o diagnóstico da geração e tratamento de lixiviado de aterros sanitários do Estado do Rio de Janeiro: Cenário 2022

Objetivos específicos:

Quantificar o lixiviado gerado e a forma de tratamento adotada nos aterros sanitários ativos e inativos do Estado do Rio de Janeiro;

Quantificar o lixiviado gerado e a forma de tratamento adotada nos aterros controlados ativos e inativos do Estado do Rio de Janeiro;

Quantificar o lixiviado gerado e a forma de tratamento adotada nos vazadouros ativos e inativos do Estado do Rio de Janeiro;

Mapear as diferentes tecnologias de tratamento de lixiviado adotadas pelos locais de destinação final de RSU do Estado do Rio Janeiro;

Produzir o inventário de lixiviado do Estado do Rio de Janeiro a partir de estimativas

Produzir o mapa de armazenamento e tratamento de lixiviado do Estado do Rio de Janeiro, cenário 2022.

Metodologia:

A primeira etapa metodológica deste projeto de pesquisa será a realização de revisão bibliográfica com o fito de estabelecer um denso referencial teórico, direcionado para a busca de conceitos, legislações, normas, diretrizes e procedimentos, nacionais e internacionais de destinação final de resíduos. Para a uniformização de sinônimos no processo de pesquisa e localização de dados, serão utilizados os seguintes descritores: Aterros Sanitários; Aterros Controlados; Vazadouros; Estado do Rio de Janeiro; Lixiviado/ Tratamento de Lixiviado. As principais bases de dados a serem utilizadase serão a SciELO (Scientific Electronic Library Online), ERIC (Educational Resources Information Center), Portal Periódicos Capes e Google Acadêmico.

A segunda etapa metodológica será a internalização das informações obtidas na revisão supracitada, composição de referências consultadas, análise crítica das informações obtidas e criação da planilha de Controle de Geração e Tratamento de Lixiviado, por município do Estado do Rio de Janeiro, identificado município gerador, volume de armazenamento em lagoas e solução tecnológica adotada para o tratamento do lixiviado. Para tal ação será utilizado o Software Excel. Posteriormente, será elaborado um mapa diagnóstico da situação de geração, armazenamento e tratamento de lixiviado do Estado do Rio de Janeiro, a partir do uso da ferramenta ArcGis, ou similar.

A terceira etapa metodológica será a produção de artigo científico derivado da Pesquisa de Iniciação Científica em questão, com vistas submissão na revista “Engenharia Sanitária e Ambiental” da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES).

Resultados Esperados (Metas):

Este projeto terá como resultado a produção e atualização de dados sobre a geração, armazenamento e tratamento de lixiviado no Estado do Rio de Janeiro, cenário 2022, bem como a produção de mapas diagnósticos em ArcGis (ou similar) e artigo científico a ser submetido para à Revista Engenharia Sanitária e Ambiental.

Equipe de Pesquisa:


Coordenador: Carlos Eduardo S. C. P. da Cunha (carlos.pinheiro@uva.br)

Pesquisador Focal: Larissa Stankevicius (larissastankevicius@hotmail.com)

Pesquisador: Pablo Gino Vimercati Simas (pablovimercati@gmail.com)

Colaborador 1: Rafaela Naegele Alvernaz (rafaela.naegele@gmail.com)

Colaborador 2: Ricardo Soares (ricardo.soares@uva.br)





Autor: observatoriodosresiduosrj
Fonte: observatoriodosresiduosrj
Sítio Online da Publicação: observatoriodosresiduosrj
Data: 17/05/2022
Publicação Original: https://www.observatoriodosresiduosrj.com/diagn%C3%B3stico-da-gera%C3%A7%C3%A3o-e-tratamento-do-lixiviado-de-aterros-sanit%C3%A1rios-do-e

Projeto: Diagnóstico da Disposição Final de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no Estado

Justificativa:

Segundo Weetman (2019, p. 31), a população mundial cresceu exponencialmente nas últimas décadas, saltando de 3,3 bilhões de habitantes para 7,2 bilhões em 2015. Este crescimento impulsionou o comércio global, o processo de urbanização, o processo de industrialização e a degradação ambiental. A concentração de capital acirrou pressões ambientais e as injustiças sociais. A lógica da economia linear, “extrair, produzir, comercializar e descartar” vem gerando sobrecargas ecológicas sem precedentes, levando ao cenário de caos ambientais que se vive hoje em uma nova era geológica, o antropoceno.

A destinação final ambientalmente adequada de resíduos figura como uma importante ação para mudanças deste paradigma ambiental. O tema é pauta prioritária para empresas, governos e sociedade que almejam contribuir para a mudança deste status e para o desenvolvimento de uma economia circular, que ressignifique os resíduos e consequentemente a lógica do descarte.


Em outubro de 2010 foi sancionada a Lei 12.305 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Brasil. Desta forma, as diversas esferas governamentais deram início a um processo de articulação política, técnica e legal a fim de reverter o cenário da gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no País, até então, marcado pela disposição final inadequada em vazadouros.

Apesar dos esforços públicos e privados, em todos os estados Brasileiros ainda há vazadouros operando sem qualquer controle, causando alterações na qualidade ambiental através da contaminação de solo, água subterrânea e água superficial, propiciando a proliferação de vetores e deflagrando doenças. Infelizmente, ainda restam tais traços de medievalidade nas práticas de gestão resíduos no País. Esta cultura baseada no descaso ambiental sistemático desvia do olhar ambiental necessário à manutenção do equilíbrio ecológico.

A necessária alteração deste status traz novos desafios à gestores públicos, privados e para a própria sociedade. Não se trata apenas de encerrar vazadouros, mas sim, remediar os mesmos e propor uma solução ambientalmente adequada ao descarte, ainda, dos resíduos.

Os aterros sanitários figuram como uma solução que atende aos requisitos de viabilidade para disposição adequada dos resíduos. Entretanto, esta solução também acaba por representar uma nova problemática a ser enfrentada. A pulverização de áreas de disposição final, mesmo que construídas atendendo aos mais rigorosos padrões normativos e legais, representa novos riscos ao meio ambiente e à saúde pública, em especial, devido à hipótese de operação deficiente e pouco harmônica à comunidade de entorno.

Objetivos:

Objetivo Geral:

Realizar o diagnóstico do cenário da disposição final de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) no Estado do Rio de janeiro, no ano de 2022


Objetivos específicos:

Identificar os aterros sanitários ativos e inativos do Estado do Rio de Janeiro;


Identificar os aterros controlados ativos e inativos do Estado do Rio de Janeiro;


Identificar os vazadouros ativos e inativos do Estado do Rio de Janeiro;


Mapear os fluxos municipais de destinação final de RSU no Estado do Rio Janeiro;


Produzir o inventário de RSU do Estado do Rio de Janeiro a partir de estimativas


Produzir o mapa de destinação final de RSU do Estado do Rio de Janeiro, cenário 2022.


Metodologia:

A primeira etapa metodológica deste projeto de pesquisa será a realização de revisão bibliográfica com o fito de estabelecer um denso referencial teórico, direcionado para a busca de conceitos, legislações, normas, diretrizes e procedimentos, nacionais e internacionais de destinação final de resíduos. Para a uniformização de sinônimos no processo de pesquisa e localização de dados, serão utilizados os seguintes descritores: Aterros Sanitários; Aterros Controlados; Vazadouros; Estado do Rio de Janeiro; Licenciamento Ambiental. As principais bases de dados a serem utilizadase serão a SciELO (Scientific Electronic Library Online), ERIC (Educational Resources Information Center), Portal Periódicos Capes e Google Acadêmico.

A segunda etapa metodológica será a internalização das informações obtidas na revisão supracitada, composição de referências consultadas, análise crítica das informações obtidas e criação da planilha de Controle de Destinação final, por município do Estado do Rio de Janeiro, identificado município gerador e solução de destinação final de RSU. Para tal ação será utilizado o Software Excel. Posteriormente, será elaborado um mapa diagnóstico da situação de disposição final de resíduos do Estado do Rio de Janeiro, a partir do uso da ferramenta ArcGis, ou similar.

A terceira etapa metodológica será a produção de artigo científico derivado da Pesquisa de Iniciação Científica em questão, com vistas submissão na revista “Engenharia Sanitária e Ambiental” da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES)

Resultados Esperados (Metas):

Este projeto terá como resultado a produção e atualização de dados sobre a destinação final de RSU no Estado do Rio de Janeiro, cenário 2022, bem como a produção de mapa diagnóstico em ArcGis (ou similar) e artigo científico a ser submetido para à Revista Engenharia Sanitária e Ambiental.

Equipe de Pesquisa:


Coordenador: Carlos Eduardo S. C. P. da Cunha (carlos.pinheiro@uva.br)

Pesquisador Focal: Larissa Stankevicius (larissastankevicius@hotmail.com)

Pesquisador: Fernanda Heringer de Souza (nanda_heringer@hotmail.com)

Colaborador 1: Jacqueline Lobo Pereira (jacquelinelobo7@hotmail.com)

Colaborador 2: Ricardo Soares (ricardo.soares@uva.br)







Autor: observatoriodosresiduosrj
Fonte: observatoriodosresiduosrj
Sítio Online da Publicação: observatoriodosresiduosrj
Data: 17/05/2022
Publicação Original: https://www.observatoriodosresiduosrj.com/diagn%C3%B3stico-da-disposi%C3%A7%C3%A3o-final-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos-urbanos-rsu-no-estado

Observatório da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro

 No dia 19 de maio de 2022, das 18h às 21h, no Auditório do Campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida (UVA) será realizado o “IV Simpósio de Planejamento e Gestão Ambiental da UVA”. Nesta edição serão abordadas diferentes "Perspectivas do Novo Plano Nacional de Resíduos Sólidos".


 

A programação do evento incluirá:


Palestra 1: “O Novo Plano Nacional de Resíduos” a ser proferida pelo Dr. André França, Secretário Nacional de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.


Palestra 2: “Desafios do Novo Plano Nacional de Resíduos” a ser proferida pelo Dr. Rodrigo Silva, consultor ambiental experiente com ampla atuação empresarial no estado do Rio de Janeiro.


Lançamento do “Grupo de Pesquisa Tratamento, Destinação e Disposição Final de Resíduos da UVA”, coordenados pelo Dr. Carlos Canejo e pelo Dr. Ricardo Soares, divulgando a inauguração do "Observatório da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro" (https://www.observatoriodosresiduosrj.com/).


Lançamento do Livro "Gestão Integrada de Resíduos Sólidos: Múltiplas Perspectivas para um gerenciamento sustentável e circular" pela editora Freitas Bastos Shopping Escolar.


Será um prazer enorme receber a todos!


Entretanto, para garantir o seu lugar no evento será necessário realizar inscrição prévia no link abaixo:


https://forms.gle/cFTw2QqKSA4KxuMP6


ATENÇÃO: Evento com vagas limitadas, auditório sujeito à lotação. Não deixe para a última hora!!!


OBS: Em função das questões sanitárias, recomendamos fortemente o uso de máscaras durante a realização do evento.


Vemos vocês na #UVA


Autor: observatoriodosresiduosrj
Fonte: observatoriodosresiduosrj
Sítio Online da Publicação: observatoriodosresiduosrj
Data: 18/05/2022
Publicação Original: https://www.observatoriodosresiduosrj.com/