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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

ANIMAIS QUE CURAM



Quem não tem medo de um escorpião amarelo enorme rodando pela casa? Sim, dá medo mesmo mas, apesar de ser perigoso, este animal é muito utilizado em estudos científicos e ajuda e muito a humanidade. É o que aponta pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o apoio da FAPEMIG. Coordenado pelo pesquisador Thiago Verano Braga, o estudo utilizou o veneno do escorpião amarelo, para os casos de infarto. “ O trabalho começou estudando a propriedade da toxina do veneno para baixar a pressão arterial, evoluiu e hoje utilizamos o peptídeo minimizado desta toxina para diminuir a arritmia cardíaca”, pontua. E o trabalho curativo dos animais peçonhentos não para por aí. Abelhas e serpentes também possuem um importante papel no que tange à utilização de suas toxinas para curar enfermidades humanas.

Realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), os estudos utilizam propriedades do veneno da serpente Surucucu, introduzindo uma proteína do veneno em células de insetos cultivadas em laboratório, para desenvolver um remédio que trata de doenças cardiovasculares. E por que é necessário produzir uma proteína do veneno da Surucucu em células de insetos? Ocorre que é preciso uma grande quantidade do veneno desta serpente para conseguir a toxina suficiente para continuar os estudos e, como esta cobra está em risco de extinção, a utilização dela é inviável em larga escala. Então, os pesquisadores descobriram que era possível inserir o DNA contendo a sequência da proteína Mutalisina –II em células de insetos. Assim, a célula produz a Mutalisina-II junto com as suas próprias proteínas. A pesquisa está na fase de ligação do DNA correspondente à Mutalisina-II com um DNA que permita a sua produção em uma bactéria ou célula de inseto. A partir deste momento, os pesquisadores realizam procedimentos para induzir a célula a produzir a proteína Mutalisina-II recombinante (modificada). “Após esta fase a proteína recombinante será isolada e caracterizada, ou seja, testes serão realizados para verificar se a proteína recombinante tem as mesmas funções que a proteína original”, pontua Valéria Alvarenga, pesquisadora da Funed.

Já a outra pesquisa, realizada pela Funed e coordenada por Esther Bastos, utiliza a apitoxina (propriedade do veneno da abelha) para desenvolver uma pomada para tratamento da artrite e assim diminuir a dor causada pela doença. O desafio maior, de acordo com os pesquisadores, foi fracionar esta apitoxina para retirar seus componentes alergênicos. Para isso, foi firmada uma parceria com a Escola de Engenharia Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para criar um equipamento que utiliza a fração da apitoxina em escala industrial, sendo possível lançá-la no mercado.

Pesquisadores conscientes geram pesquisas de resultado para a sociedade

Os testes realizados na pesquisa apoiada pela FAPEMIG, que utiliza o veneno do escorpião para diminuir a arritmia cardíaca, utiliza testes em animais. Entretanto, o coordenador do estudo, Thiago Braga, enfatiza o cuidado ao realizar os experimentos, sempre com ética e minimizando ao máximo o sofrimento dos animais “A grande maioria dos remédios que usamos precisam ser testados em modelos animais para se chegar nas prateleiras das farmácias. Por isso, a importância de pesquisas científicas sérias e amparadas por diretrizes das Comissões de Comissão de Ética no Uso em Animais (CEUA) ”, pontua.


Autor: Tatiana Nepomuceno
Fonte: Fapemig
Sítio Online da Publicação: Fapemig
Data de Publicação: 21/01/2018
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1214/animais-que-curam

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Fapemig participa da FINIT 2017

Começou a Finit 2017 – Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia, considerada a maior do gênero na América Latina. O evento, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), tem a parceria da FAPEMIG. Até o dia 4 de novembro, a Feira vai reunir renomados profissionais da área da inovação e tecnologia em mais de 70 palestras diárias que, somadas, ultrapassarão 500 horas de conteúdo. A programação inclui atividades gratuitas e para todas as idades.



A solenidade de abertura aconteceu nesta terça (31), e marcou também a abertura da 16ª Conferência de Inovação da Anpei. Na ocasião, o titular da Sedectes Miguel Corrêa destacou a importância de reunir os principais eventos do país no setor em um mesmo local - além da Conferência da Anpei, diversas outras ações estão programadas para acontecer ao longo da Finit, como o 100 Open Startups e a Campus Party MG.

A Feira é dividida em quatro grandes áreas. Na arena de negócios acontecem atividades voltadas para empresas, startups e investidores. Diálogos, networking e palestras com grandes atores do ecossistema da inovação e tecnologia fazem parte da programação. A arena criativa é o espaço dedicado à criatividade e à cultura maker, com atrações para diversos tipos de público, desde crianças até adultos.

arena experience traz estandes de instituições ligadas à CT&I, como a FAPEMIG. Além de apresentar os programas da instituição e atender ao público, a equipe trouxe para a Finit o jogo de realidade virtual “Uma aventura no Rio Doce”, que busca divulgar as ações da Fundação em prol da recuperação do rio. Finalmente, a Campus Party MG irá receber cerca de 4 mil campuseiros para mais de 250 horas de atividades.

Lugar certo para inovar
Neste primeiro dia, o presidente da FAPEMIG, Evaldo Vilela, participou do painel “Por que Minas é o lugar certo para inovar”. Ele dividiu o palco com o secretário da Sedectes, Miguel Corrêa, e o presidente do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) do Senai, José Policarpo Gonçalves de Abreu. Os palestrantes destacaram o ecossistema de inovação favorável encontrado em Minas Gerais, com destaque para a participação do governo como indutor do processo. Para Evaldo Vilela, para manter esse crescimento, é necessário investir na manutenção da articulação entre os atores, com uma inteligência que vise ao futuro. “Temos que pensar os desafios de amanhã e buscar as soluções hoje”, conclui.

Para consultar a programação da Finit 2017 acesse: http://finitmg.com.br

Autora: Vanessa Fagundes
Fonte: Fapemig
Sítio Online da Publicação: Fapemig
Data de Publicação: 02/11/2017
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1152/fapemig-participa-da-finit-2017