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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Fapemig participa da FINIT 2017

Começou a Finit 2017 – Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia, considerada a maior do gênero na América Latina. O evento, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), tem a parceria da FAPEMIG. Até o dia 4 de novembro, a Feira vai reunir renomados profissionais da área da inovação e tecnologia em mais de 70 palestras diárias que, somadas, ultrapassarão 500 horas de conteúdo. A programação inclui atividades gratuitas e para todas as idades.



A solenidade de abertura aconteceu nesta terça (31), e marcou também a abertura da 16ª Conferência de Inovação da Anpei. Na ocasião, o titular da Sedectes Miguel Corrêa destacou a importância de reunir os principais eventos do país no setor em um mesmo local - além da Conferência da Anpei, diversas outras ações estão programadas para acontecer ao longo da Finit, como o 100 Open Startups e a Campus Party MG.

A Feira é dividida em quatro grandes áreas. Na arena de negócios acontecem atividades voltadas para empresas, startups e investidores. Diálogos, networking e palestras com grandes atores do ecossistema da inovação e tecnologia fazem parte da programação. A arena criativa é o espaço dedicado à criatividade e à cultura maker, com atrações para diversos tipos de público, desde crianças até adultos.

arena experience traz estandes de instituições ligadas à CT&I, como a FAPEMIG. Além de apresentar os programas da instituição e atender ao público, a equipe trouxe para a Finit o jogo de realidade virtual “Uma aventura no Rio Doce”, que busca divulgar as ações da Fundação em prol da recuperação do rio. Finalmente, a Campus Party MG irá receber cerca de 4 mil campuseiros para mais de 250 horas de atividades.

Lugar certo para inovar
Neste primeiro dia, o presidente da FAPEMIG, Evaldo Vilela, participou do painel “Por que Minas é o lugar certo para inovar”. Ele dividiu o palco com o secretário da Sedectes, Miguel Corrêa, e o presidente do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) do Senai, José Policarpo Gonçalves de Abreu. Os palestrantes destacaram o ecossistema de inovação favorável encontrado em Minas Gerais, com destaque para a participação do governo como indutor do processo. Para Evaldo Vilela, para manter esse crescimento, é necessário investir na manutenção da articulação entre os atores, com uma inteligência que vise ao futuro. “Temos que pensar os desafios de amanhã e buscar as soluções hoje”, conclui.

Para consultar a programação da Finit 2017 acesse: http://finitmg.com.br

Autora: Vanessa Fagundes
Fonte: Fapemig
Sítio Online da Publicação: Fapemig
Data de Publicação: 02/11/2017
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1152/fapemig-participa-da-finit-2017

Parques tecnológicos e universidades como parceiros

Como integrar os parques tecnológicos ao contexto e à vivência das universidades? A pergunta deu nome a um painel realizado nesta quinta (2) durante a Finit 2017 – Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia, evento que acontece até o dia 4 no Expominas, em Belo Horizonte. A proposta foi apresentar a experiência de parques tecnológicos brasileiros e de agências de fomento, discutindo os desafios que se colocam para incentivar a inovação no Brasil.




Painel durante a Finit 2017 discutiu os desafios para ambientes de inovação como os parques tecnológicos (foto: Rodrigo Patrício)

Participaram do debate Ronaldo Pena, diretor presidente do Parque Tecnológico BH-Tec; Jorge Audy, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec); Vanderli Fava de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge); Evaldo Vilela, presidente da FAPEMIG; e Mario Neto Borges, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


Os palestrantes apresentaram dados que contextualizam a situação do Brasil na área. Apesar de um aumento expressivo no número de doutores formados nos últimos anos e do aumento da contribuição brasileira para a produção científica mundial, os índices de inovação são ruins. Hoje, o país ocupa a 69ª posição no ranking global, sendo que há 6 anos ocupava a 64ª posição. Apesar do retrocesso, no quesito parques tecnológicos, estamos crescendo. Se em 2000 o Brasil tinha apenas 10 ambientes como esse em funcionamento, hoje são 94.

Mudança
Todos os palestrantes concordam em um ponto: é preciso mudança. Jorge Audy enxerga essa questão como o principal desafio para alavancar a inovação. “É preciso quebrar resistências e modelos mentais”, enfatiza. Ele acredita que a universidade deve enxergar a inovação como uma terceira missão, ao lado do ensino e da pesquisa. Audy destaca, também, a necessidade de agregar valor à sociedade. “A universidade precisa se aproximar da sociedade, da qual ela faz parte”, diz. O presidente da Abenge, por sua vez, destaca a importância da mudança dentro da sala de aula, na forma de ensino e na configuração dos espaços, especialmente nos cursos de Engenharia.

Evaldo Vilela falou sobre a importância de se renovar a cultura, que precisa ser mais favorável à CT&I. Investir em ambientes de inovação, como os parques tecnológicos (mas também incubadoras, aceleradoras, entre outros), seria um caminho necessário. “Esses locais contribuem para essa mudança de cultura, pois neles se aprendem atitudes, se aprende a empreender. O empreendedorismo independe de crenças e ideologias. Empreender é resolver problemas. E isso é essencial para convencer a sociedade de que CT&I é o futuro”.

Oportunidades
Para além dos desafios, que são muitos, foram destacadas as oportunidades. Mario Neto Borges, presidente do CNPq, apresentou alguns programas do órgão para incentivar a inovação. Ele destacou a modalidade Doutorado Acadêmico Industrial (DAI), que busca inserir doutores nas empresas; e a bolsa de atração de jovens talentos (BJT), uma forma de incentivar atividades tecnológicas, a pesquisa aplicada e o empreendedorismo. Ele destacou que o desenvolvimento pleno só é alcançado quando as três pontas – ciência, tecnologia e inovação – crescem em equilíbrio.

Finalizando o painel, o presidente da FAPEMIG fez uma provocação aos presentes. “Está claro que nós sabemos fazer. Mas, então, por que as coisas não acontecem? Elas acontecem, mas precisamos de quantidade e velocidade. Tenho a convicção de que o futuro está ligado à CT&I. Mas não acreditamos nisso como país. Por isso, é essencial que a ciência - e nós, cientistas – se aproxime do poder político, dos órgãos de controle e da sociedade. É difícil, mas é o único caminho”.




Autora: Vanessa Fagundes
Fonte: Fapemig
Sítio Online da Publicação: Fapemig
Data de Publicação: 02/11/2017
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1153/parques-tecnologicos-e-universidades-como-parceiros