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quarta-feira, 12 de junho de 2019

DETER/INPE registra em maio 1.102,57 km² de alertas de desmatamento e degradação na Amazônia Legal

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou em maio 1.102,57 km² de áreas de alerta de desmatamento e degradação na Amazônia Legal. As informações são do DETER, o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, que é baseado em imagens de satélites e destinado a orientar a fiscalização em campo, feita pelos órgãos competentes.

Considerando somente os alertas do tipo desmatamento, onde já houve a remoção completa da cobertura florestal (corte raso), as áreas mapeadas em maio somam 739,68 km². A distribuição das áreas de alertas por estado é mostrada na tabela a seguir.




Áreas de Alertas Deter Desmatamento + Degradação (km2) Áreas de Alertas Deter Desmatamento (km2)
Acre 10,25 9,25
Amapá 0 0
Amazonas 222,18 175,88
Maranhão 1,42 1,42
Mato Grosso 404,58 191,42
Pará 305,83 249,64
Rondônia 158,04 111,8
Roraima
Tocantins 0,27 0,27
TOTAL 1.102,57 739,68




As áreas de desmatamento por corte raso nos últimos três meses (março, abril e maio/2019) acumulam o total de 1.238,3 km2. No mesmo período do ano anterior, foram registrados 1.396,3 km2, ou seja, observa-se uma redução de 11,3%.



Já quando analisado o ano calendário do desmatamento – agosto/2018 a maio/2019 – o DETER aponta 3.654,7 km2, valor 4,8% superior ao do período de agosto/2017 a maio/2018, que foi de 3.487 km2. Estes comparativos são apresentados no gráfico a seguir.








Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE recomenda que a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema DETER seja feita com cautela.



Sistema de alerta

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra em conjunto com o Centro Regional da Amazônia (CRA), o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.

Os alertas produzidos pelo DETER servem para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta. Embora sejam divulgados relatórios que reúnem dados de um ou mais meses, os resultados do DETER são enviados quase que diariamente ao Ibama.

O DETER utiliza imagens dos sensores WFI/CBERS-4 e AWiFS/IRS que cobrem a Amazônia a cada 5 dias e possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que três hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens. A alta disponibilidade das imagens utilizadas pelo DETER torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a retirada da floresta nativa, quanto áreas com evidência de corte seletivo, mineração, degradação decorrente de extração de madeira ou incêndios florestais, casos que fazem parte do processo de desmatamento na região.

O INPE enfatiza que o DETER é um sistema expedito de Alerta desenvolvido metodologicamente para suporte à fiscalização. A informação sobre áreas é para priorização por parte das entidades responsáveis pela fiscalização e não deve ser entendida como taxa mensal de desmatamento. O número oficial do INPE sobre a taxa anual de desmatamento por corte raso na Amazônia Legal brasileira é fornecido, desde 1988, pelo projeto PRODES que trabalha com imagens de melhor resolução espacial.

Os dados do DETER podem ser consultados a partir da página www.terrabrasilis.dpi.inpe.br

Fonte: INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 12/06/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 12/06/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/06/12/deterinpe-registra-em-maio-1-10257-km2-de-alertas-de-desmatamento-e-degradacao-na-amazonia-legal/

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

INPE estima 7.900 km2 de desmatamento por corte raso na Amazônia em 2018, aumento de 13,72% em relação a 2017

A taxa estimada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), corresponde a 7.900 km2 de corte raso no período de agosto de 2017 a julho de 2018.

A estimativa do PRODES 2018 indica um aumento de 13,72% em relação a 2017, quando foram apurados 6.947 km2. Este valor é 71,6% menor que a taxa registrada em 2004, ano em que o Governo Federal lançou o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), atualmente coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat ou similares, para registrar e quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. O PRODES considera como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, independentemente da futura utilização destas áreas.

Com o PRODES, o INPE realiza o mapeamento sistemático na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento e ações voltadas a temática de REDD+. Os dados são importantes para toda a sociedade e embasam iniciativas bem-sucedidas como a Moratória da Soja e Termo de Ajuste de Conduta da cadeia produtiva de carne bovina.

A Tabela 1 mostra a distribuição do desmatamento para o ano de 2018 nos Estados que compõem a Amazônia Legal. A Tabela 2 mostra a comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2016.

Tabela 1 – Distribuição do desmatamento por estado.


* Nesta estimativa não foram observados dados do estado do AP.

Tabela 2 – Comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2017


Para gerar esta estimativa, o INPE analisou 93 imagens do satélite Landsat 8/OLI selecionadas considerando dois critérios: 1) cobrir regiões onde foram registrados aproximadamente 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2016 a julho/2017) e 2) cobrir os 39 municípios prioritários para fiscalização referidos no Decreto Federal 6.321/2007 e atualizado em 2017 pela portaria no. 360 do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A Figura 1 apresenta a localização das cenas Landsat utilizadas.


Figura 1 – Localização das imagens analisadas para cálculo da estimativa 2018. As áreas em amarelo indicam as 93 cenas Landsat selecionadas para a estimativa do PRODES 2018 e em azul os municípios prioritários.

A apresentação da taxa consolidada do PRODES 2018, a ser gerada após a análise das demais cenas que cobrem a Amazônia Legal, está prevista para o primeiro semestre de 2019. O resultado consolidado poderá variar em ±10% do valor estimado. A Tabela 3 apresenta as variações encontradas entre as taxas estimadas e as consolidadas desde 2005.

Tabela 3 – Variações encontradas entre as taxas estimadas e consolidadas desde 2005.



A Figura 2 mostra a série histórica do PRODES para a Amazônia Legal, enquanto a Figura 3 mostra a variação relativa anual das taxas de desmatamento.


Figura 2 – Série histórica do PRODES para a Amazônia Legal. Desmatamento anual em km2 (a) média entre 1977 e 1988, (b) média entre 1993 e 1994, (c) estimativa 2018.


Figura 3 – Variação relativa anual das taxas do PRODES no período 2001 a 2018



Mais informações: www.obt.inpe.br/prodes

Do INPE, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 26/11/2018






Autor: INPE
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 26/11/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/11/26/inpe-estima-7-900-km2-de-desmatamento-por-corte-raso-na-amazonia-em-2018-aumento-de-1372-em-relacao-a-2017/

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Dados do Inpe revelam que queimadas em áreas florestais e de lavoura aumentam 52% este ano

Desde o início do ano, foram registrados cerca de 216 mil focos de incêndios em áreas florestais e de lavoura em todo o país, de acordo com informação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com isso, o número de focos de incêndio entre janeiro e junho deste ano já é 52% maior do que o registrado no mesmo período de 2017.

Os três estados com o maior número de queimadas são Roraima, Mato Grosso e Tocantins. Juntos, eles somam cerca de 55% dos focos de incêndio registrados em todo o Brasil neste período.


Os incêndios em áreas florestais e de lavoura já são 216 mil em todo o país (Jose Cruz/Agência Brasil)

Uma das causas do aumento no número de queimadas em áreas florestais e de lavoura pode ser o maior tempo de estiagem em 2018. Mas bombeiros e especialistas também chamam a atenção para o desmatamento e para a degradação ambiental como fatores responsáveis pela ampliação dos focos de incêndio.

Rodrigo Maciel, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de Roraima, líder em número de incêndios florestais este ano, afirma que o estado agora passa por um período de chuvas, mas as consequências das queimadas ainda podem ser percebidas, especialmente nas áreas florestais.

“A vegetação florestal depois que você perde ela pela ação do fogo, demora alguns anos para se recuperar. A gente vê isso em algumas serras aqui próximo, que tem a vegetação de floresta densa e, por conta do fogo, parte dela que foi queimada destoa visualmente da parte que está conservada”, afirmou.

Para tirar Roraima do topo de lista dos focos de incêndio, o Corpo de Bombeiros faz agora uma campanha permanente de combate às queimadas. Já o Inpe investiga práticas que influenciam desmatamento na Amazônia. A Floresta Amazônica concentra mais da metade da biodiversidade da Terra, além de um terço das florestas tropicais do planeta.

Por Juliana Cézar Nunes, da Rádio Nacional, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 28/06/2018




Autor: Juliana Cézar Nunes
Fonte: Rádio Nacional
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 28/06/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/06/28/dados-do-inpe-revelam-que-queimadas-em-areas-florestais-e-de-lavoura-aumentam-52-este-ano/

INPE divulga dados sobre o desmatamento do bioma Cerrado

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresenta resultados do PRODES Cerrado, que mapeia o desmatamento em toda a extensão deste bioma. Este projeto construiu uma séria histórica bienal para o período de período 2000 a 2012 e anual para os anos de 2013 a 2017.

O PRODES Cerrado recebeu investimentos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Programa de Investimento Florestal (FIP), administrado pelo Banco Mundial, além das agências alemãs Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) administrado pela Caixa Econômica Federal. Além destas instituições, o projeto também se beneficiou de recursos do governo britânico através de sua agência Department of Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA).

Em particular, os dados produzidos do PRODES Cerrado nos anos de 2016 e 2017 são resultados do projeto “Desenvolvimento de Sistemas de Prevenção de Incêndios Florestais e Monitoramento da Cobertura Vegetal do Cerrado Brasileiro”, financiado pelo Programa de Investimento Florestal (FIP), administrado pelo Banco Mundial. O projeto é coordenado pelo MCTIC e o INPE é responsável pelas atividades de monitoramento da cobertura vegetal do Cerrado. Estão previstos também no projeto os mapeamentos anuais para os anos de 2018 e 2019.

O bioma Cerrado, definido pelo Mapa dos Biomas Brasileiros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2004, possui 2.036.448 km2 de extensão. Esse bioma corresponde a 24% do território brasileiro e abrange os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia Paraná e São Paulo. Somados aos dados já produzidos pelo INPE para a Amazônia, este novo monitoramento da cobertura do Cerrado, usando imagens de satélites de observação da Terra, garantirá uma base de informações sobre o desmatamento em áreas de vegetação natural de 73% do território brasileiro.

O PRODES Cerrado considera como desmatamento a remoção completa da cobertura vegetal natural do bioma, independentemente da utilização subsequente destas áreas. São cartografadas e quantificadas as áreas desmatadas maiores que um hectare, usando 118 imagens satélites da classe Landsat (resolução espacial de 30 metros) a cada ano do período analisado.

A tabela abaixo mostra a extensão da área desmatada no Bioma Cerrado, por ano, desde 2001 a 2017, ou seja, inclui toda a série histórica desse dado gerado pelo INPE. Os resultados do biênio 2016-2017 mostram uma redução de 38% na extensão da área desmatada em relação ao desmatamento medido no biênio 2014-2015. Na coluna “Polígonos > 6,25 ha” é mostrada a extensão da área desmatada por ano, considerando somente os polígonos de áreas maiores que 6,25 hectares, para manter uma consistência com a série histórica produzida pelo PRODES Amazônia que considera essa área mínima de mapeamento. Para os biênios 2001-2002, 2003-2004, 2005-2006, 2007-2008, 2009-2010 e 2011-2012, foi feito um mapeamento, e atribuiu-se a cada um dos anos a metade do incremento do respectivo biênio. Para o período compreendido entre 2013 e 2017 o mapeamento foi anual. A extensão do desmatamento para o ano de 2013 inclui resíduos de anos anteriores que somam 1928 km2 (menos de 1%). Posteriormente esses polígonos residuais serão reanalisados e atribuídos ao ano em que foram desmatados. A Tabela 2 mostra a extensão de área desmatada por ano e por estado.

Extensão da área desmatada no Bioma Cerrado de 2001 a 2017

Ano
Área (km2)
Todos polígonosPolígonos 6,25 ha
2001
2949527663
2002
2949527663
2003
2899226489
2004
2899226489
2005
1764415837
2006
1764415837
2007
1488513272
2008
1488513272
2009
100558765
2010
100558765
2011
94918710
2012
94918710
2013
1425011778
2014
107619003
2015
1188110064
2016
67775960
2017
74086397



A figura abaixo mostra uma comparação gráfica entre a extensão da área desmatada ao longo desse período, considerando a área calculada a partir de todos polígonos e a calculada considerando apenas os polígonos de área maior que 6,25 hectares.

Comparativo gráfico do desmatamento no Bioma Cerrado por ano

Incremento anual da área desmatada por estados (em km2)

BA
DF
GO
MA
MG
MS
ANO1ha6,25ha1ha6,25ha1ha6,25ha1ha6,25ha1ha6,25ha1ha6,25ha
200122882155121066126176230220286466603328272719
200222882155121066126176230220286466603328272719
200327132541827462175482240620714777425723672193
200427132541827462175482240620714777425723672193
200518061654272124652140231520572807243715931373
200618061654272124652140231520572807243715931373
200720191822108149812403813346721591837790679
200820191822108149812403813346721591837790679
2009121110881211145112111756146413581153517456
2010121110881211145112111756146413581153517456
201115191460649578361427123414651304392354
201215191460649578361427123414651304392354
2013164913732417192314491648136222321640610447
20141071962201311859141840140419661504281227
201513431206531240935175014271240895632526
2016781714326475471209961329260337284
20177767226483869714541116513378286254
MT
PI
PR
RO
SP
TO
ANO1ha6,25ha1ha6,25ha1ha6,25ha1ha6,25ha1ha6,25ha1ha6,25ha
2001534651914834212924383818413829092729
2002534651914834212924383818413829092729
200359755756112310531612434321316130592845
200459755756112310531612434321316130592845
20052769262197791928160021913826382460
20062769262197791928160021913826382460
2007213519846405833200564017621609
2008213519846405833200564017621609
20091002916832784211800793818171626
20101002916832784211800793818171626
201110289639389062111241517341633
201210289639389062111241517341633
201318911694120211206311864229782631
20141007938108710018700522622432008
2015174515548057427500281130862760
20161176110270466132103215841424
20171252118559154322004116861496

Além das tabelas que consolidam os valores de área desmatada, o INPE também disponibiliza os dados espacializados na página www.dpi.inpe.br/fipcerrado. Esse portal também apresenta um ambiente de consultas prontas sobre esses dados para internet. O portal permite ainda a descarga dos mapas e dos dados tabulares.

Em paralelo, o INPE trabalha no desenvolvimento e operacionalização de um sistema de produção de alertas diários de alteração na vegetação natural chamado de DETER Cerrado. Os alertas devem orientar a fiscalização e o controle do desmatamento nesse bioma. O DETER Cerrado usará imagens do sensor WFI a bordo do satélite sino-brasileiro CBERS-4 e fornecerá alertas de desmatamentos maiores que três hectares. Este sistema entrará em operação no início do segundo semestre de 2018.

Mais informações: www.dpi.inpe.br/fipcerrado

Do INPE, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 28/06/2018




Autor: INPE
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 28/06/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/06/28/inpe-divulga-dados-sobre-o-desmatamento-do-bioma-cerrado/