Mostrando postagens com marcador Resíduos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resíduos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ibama pode embargar atividades da mineradora Hydro Alunorte, por vazamento de resíduos em Barcarena (PA)


Secretaria de Meio Ambiente do Pará monitora níveis das bacias do sistema de tratamento de rejeitos nas instalações da mineradora Hydro Alunorte, acusada de ser responsável por um vazamento em Barcarena Igor Brandão/Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, determinou ontem (26) que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) adote providências legais e administrativas para interromper os danos ambientais causados pela mineradora norueguesa Hydro Alunorte, responsável pelo vazamento de rejeitos tóxicos no município de Barcarena (PA), na região metropolitana de Belém.

Laudo do Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, apresentado na semana passada, comprovou que um depósito de resíduos da mineradora transbordou no fim de semana anterior despejando uma quantidade ainda incerta de efluentes tóxicos no meio ambiente. De acordo com o documento, o vazamento coloca em risco a saúde de moradores de pelo menos três comunidades da região: Bom Futuro, Vila Nova e Burajuba.

“Frente a essa comprovação, nós determinamos ao Ibama que tomasse todas as medidas legais possíveis, inclusive embargo [das atividades da empresa] e multas pesadas, para que fatos como esse não ocorram novamente”, declarou Sarney Filho em entrevista coletiva. O ministro destacou que o licenciamento ambiental para a operação da empresa foi concedido pelo governo do estado e não pelo governo federal.

Segundo Sarney Filho, por causa da contaminação por metais pesados, a população local está sem abastecimento de água potável. “A empresa vai ter que se explicar e responder pelos danos ambiental e social que está promovendo na região”, acrescentou o ministro, que afirmou ter “convicção pessoal” de que, pela gravidade do vazamento, o Ibama deverá embargar as atividades da empresa por prazo indeterminado. Sarney Filho disse que a autarquia ambiental federal deverá anunciar medidas nas próximas 48 horas.

As famílias atingidas pelo vazamento dos resíduos tóxicos em depósitos da mineradora começaram a receber água potável na noite de sexta-feira (23). A determinação havia sido dada pelo governo do estado.

A Hydro Alunorte é considerada a maior refinaria de alumina do mundo e opera em Barcarena desde 1995. Segundo a empresa, a maior parte de sua produção (86%) é destinada ao mercado internacional, abastecendo dez países.

Procurada pela Agência Brasil após as declarações do ministro do Meio Ambiente, a mineradora negou que tenha havido vazamento ou transbordamento de resíduos sólidos de sua produção e disse que está colaborando com as autoridades locais para distribuir água potável à população afetada por inundações na região.

Mudança na água de igarapés e rio

O vazamento dos rejeitos tóxicos foi denunciado por moradores da região, que notaram a alteração na cor da água de igarapés e de um rio. O Ministério Público do Estado do Pará instaurou dois inquéritos, um por meio da Promotoria de Justiça de Barcarena, que vai apurar o vazamento e seus impactos ao meio ambiente; e outro pela promotora Eliane Moreira, da 1ª Região Agrária, que vai apurar os possíveis impactos socioambientais do suposto vazamento, especialmente os que podem ter afetado comunidades rurais e ribeirinhas.

Sarney Filho informou também que o governo vai verificar a existência de outros empreendimentos da mineradora no país para fazer uma fiscalização “pente-fino”.

O ministro evitou comparar o vazamento em Barcarena com o desastre ocorrido em Mariana (MG), há dois anos, após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, que resultou na morte de 19 pessoas, na destruição completa de um vilarejo e na contaminação ambiental de toda a bacia do Rio Doce, com mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos despejados no meio ambiente. “Nesse vazamento do Pará não houve morte nem barragem rompida, mas não é por isso que deixa de ser grave, ainda mais sendo na Amazônia, que é um bioma sensível, que a gente tem que proteger.”



Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 27/02/2018

Autor: Pedro Rafael Vilela
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 27/02/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/02/27/ibama-pode-embargar-atividades-da-mineradora-hydro-alunorte-por-vazamento-de-residuos-em-barcarena-pa/

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

IFAT2018 Feira Internacional para Gestão da Água, Esgoto, Lixo e Resíduos








14 a 18 de maio de 2018 Munique, Alemanha
IFAT 2018-Feira Internacional para Gestão da Água, Esgoto, Lixo e Resíduos


A feira apresenta novas soluções e estratégias na utilização de recursos em ciclos
inteligentes na gestão de água, esgoto, resíduos e matérias-primas para assegu-
rar que sejam preservadas a longo prazo. Com números impressionantes, 96%
dos expositores classificam como excelente a qualidade e a diversidade
internacional dos visitantes e 97% dos visitantes






- Ponto de encontro para todas as empresas do setor de tecnologia ambiental.
- Plataforma de inovação mundial do setor.
- Presença das empresas principais com as propostas inovadoras que apre-
sentam soluções pioneiras e dinâmicas para o mercado.
- Temas abordados como: “Reciclagem de carros” (armazenamento, drenagem,
extração de poluentes e fracionamento de veículos em fim de vida para
recuperação de recursos) e materiais de construção ( máquinas, escavadeiras,
acessórios para asfalto, concreto e aço).
- Programação de várias atrações, palestras e demonstrações ao vivo de alto
padrão.







- 3097 expositores vindos de de 59 países
- 136.885 visitantes vindos de 168 países
- mais de 230.000m² de área de exposição











Maria Valle
Maria.valle@mmi-brasil.com
Tel. 11 3205-5025




Autor: Ambiental Mercantil
Fonte: Ambiental Mercantil
Sítio Online da Publicação: Ambiental Mercantil
Data de Publicação: 19/12/2017
Publicação Original: http://muek.trk.elasticemail.com/view?msgid=xyBoElOeu40axYTi-RiCdQ2

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Dinamarqueses constroem casa biológica com resíduos reciclados


Chamada “Casa Biológica”, projetado pelo estúdio dinamarquês Een til Een


A residência foi construída na Dinamarca em um município de 20 mil habitantes chamado Middelfart. Materiais provenientes da industria agropecuária local, que seriam queimados como grama e palha, foram transformados em matéria-prima para o projeto.
















Fonte: Escritório Een til Een

Leia também: Empresa cria casas sustentáveis feitas com PVC




Autora: ekkogreen
Fonte: ekkogreen
Sítio Online da Publicação: ekkogreen
Data de Publicação: 01/12/2017
Publicação Original: https://ekkogreen.com.br/arquitetura-sustentavel/dinamarqueses-constroem-casa-biologica-com-residuos-reciclados/

Novo marco legal esclarece como deve ser implantada a logística reversa


O mais importante instrumento de gestão de resíduos perigosos no Brasil, o sistema de logística reversa, foi criado no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que está em vigor desde 2010. Este sistema, aplicável aos consumidores, comerciantes, distribuidores, importadores, fabricantes e demais atores das cadeias produtivas de produtos perigosos como baterias, pilhas, lâmpadas, agrotóxicos, óleos lubrificantes, tem por objetivo fazer retornar os resíduos pós consumo destas cadeias ao processo produtivo para reaproveitamento.

A sua implantação vem ocorrendo por meio de acordos setoriais e termos de compromisso celebrados entre o setor produtivo e o poder público, onde são ajustadas obrigações e metas para os atores de cada cadeia produtiva. Durante esse processo, com base nas experiências bem-sucedidas de países da Europa, a exemplo da Espanha, iniciou-se um processo de indução, pelo poder público, à criação de uma entidade independente que fizesse a gestão do sistema. Esta entidade, com natureza jurídica de associação, sem fins econômicos, vem sendo criada com o propósito de servir de elo entre o poder público e o setor produtivo para atender aos objetivos de cumprimento dos termos de compromisso e acordo setorial firmado pelo setor.

Porém, por se tratar de uma exigência anacrônica, haja vista que não havia norma que sequer mencionasse a figura da entidade gestora, houve desconfiança quanto a necessidade de as empresas da cadeia se associarem, e mais, de demonstrar o cumprimento de suas obrigações mediante a comprovação de regularidade perante esta entidade.

Além disso, apesar de existirem vários termos de compromisso e acordos setoriais firmados no âmbito do governo federal e dos estados, as empresas participantes do setor precisavam aderir formalmente a estes termos para se tornarem obrigadas a cumprir as obrigações ajustadas naqueles instrumentos. Esse fato diminuiu a eficácia destes pactos na medida em que as empresas que voluntariamente manifestavam interesse em aderir aos sistemas passavam a ter mais obrigações do que as que simplesmente se negavam.

Desse modo, nos meses de setembro e de outubro foram editadas duas normas de notável relevância e que trazem mais clareza, para todos os atores envolvidos, sobre a forma como deve ser implantada a logística reversa no Brasil.

A primeira delas, a Deliberação 11 de 25 de setembro de 2017 do Comitê Interministerial da PNRS – CORI (órgão criado pelo Decreto que regulamentou a PNRS), com ineditismo, fez menção a figura jurídica da entidade gestora. Segundo a Deliberação, essas entidades teriam a função de administrar a implementação e a operação do sistema de logística reversa para garantir o atingimento das metas estabelecidas, a coleta e a destinação final ambientalmente adequada dos produtos e embalagens objeto de logística reversa.

Outra questão relevante trazida pela norma foi o tratamento igualitário dispensado as empresas signatárias e não signatárias destes instrumentos. Segundo o CORI, os atores da cadeia não signatários são obrigados a implementar e operacionalizar sistemas de logística reversa com as mesmas obrigações imputadas aos signatários.

Este dispositivo, diante da sua repercussão econômica e ambiental, foi replicado no âmbito da segunda norma ora analisada, o Decreto Federal 9.177 de 23 de outubro de 2017 que determinou ainda que, em caso de descumprimento das obrigações previstas nos termos de compromisso e acordos setoriais, serão aplicadas as penalidades previstas na legislação ambiental, do mesmo modo, aos signatários e aos não signatários.

Assim, em que pese nenhuma empresa ser obrigada a estruturar seus sistemas de logística reversa por meio das entidades gestoras, na prática, a adoção de um sistema de forma individual foi praticamente inviabilizada. Isso porque, o novo marco legal deixa claro que não basta à empresa apresentar informações referentes a produção de produtos novos e ao recolhimento dos produtos inservíveis.

Os órgãos ambientais passarão a exigir da cadeia a implementação de um sistema robusto, de âmbito nacional, com acesso franqueado aos órgãos ambientais, composto ainda por um plano de comunicação, por métodos de avaliação e de monitoramento, e com controle de metas e de registros com um grau de complexidade e confiabilidade que somente será possível se implantar de forma associada, ou seja, por meio das entidades gestoras, por conta dos expressivos custos para atender às exigências, que serão rateados por meio do associativismo. Desse modo, se uma empresa quiser implantar, de maneira individualizada, o seu sistema deverá atender a, no mínimo, as mesmas regras e controles executados pela entidade gestora.

Além disso, há um movimento dos órgãos ambientais estaduais no sentido de vincular a emissão da licença ambiental à comprovação da regularidade da empresa quanto à implantação do seu sistema de logística reversa, o que deve tornar obrigatória, em curto prazo, a comprovação do sistema sob pena de embargo da atividade empresarial.

Por parte do poder público, a criação destas obrigações se mostra necessária considerando o claro objetivo de controle mais efetivo da gestão dos resíduos perigosos no Brasil. No caso das empresas haverá um custo com a implantação da logística reversa que, maior ou menor, por meio de uma entidade gestora ou de forma individualizada deverá, em alguns setores, ser repassado aos consumidores, que por sua vez, deverão sentir em médio prazo a modificação do preço destes produtos, porém em benefício do ambiente e da coletividade.




Autora: Tiago Andrade Lima
Fonte: conjur
Sítio Online da Publicação: conjur
Data de Publicação: 01/12/2017
Publicação Original: https://www.conjur.com.br/2017-dez-01/tiago-lima-novas-normas-esclarecem-implantacao-logistica-reversa

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Os Resíduos Sólidos na Região Sudeste do Brasil em 2016, artigo de Antonio Silvio Hendges






[EcoDebate] A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe divulgou o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2016, obtidos com a soma das projeções de cada região do país em que está descrita a produção e destino final dos resíduos sólidos urbanos – RSU, resíduos de saúde – RSS, resíduos de construções e demolições – RCD e alguns dos previstos nos acordos de logística reversa.

Este conteúdo está descrito nos meus artigos anteriores no EcoDebate sobre o panorama nacional e Região Sul do Brasil. Neste artigo, estão informações específicas sobre os aspectos da geração de resíduos e sua destinação final em 2016 na Região Sudeste do Brasil com quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro com 1.668 municípios.

Em relação aos resíduos sólidos urbanos – RSU, a Região Sudeste produziu 104.790 toneladas/dia com 52,7% do total do país e queda de 2,4% em comparação com o panorama anterior de 2015. A produção per capita/habitante /dia foi de 1,21 Kg com queda de 3,1%. Os recursos financeiros aplicados pelos municípios da Região Sudeste foram de R$ 4,92 por habitante/mês na coleta dos RSU e 7,77 nos demais serviços de limpeza urbana, com total de R$ 12,69 por habitante/mês. Os serviços de limpeza urbana movimentaram 14,9 bilhões com queda de 0,3% em relação aos dados anteriores.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
107.375
1.252
2016
104.790 (-2,4%)
1.213 (-3,1%)


Tabela – Geração diária total e individual de RSU na Região Sudeste do Brasil em 2016.

Fonte: Abrelpe.

Quanto à coleta dos RSU, 98% foram recolhidos, mas houve queda de 1,9% no total e de 2,6% per capita e 27,3% correspondentes a 27.978 toneladas/dia foram destinados para lixões e aterros controlados sem tratamentos adequados.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
104.631
1.220
2016
102.620 (-1,9%)
1.188 (-2,6%)


Tabela 2 – Quantidade de RSU coletados na Região Sudeste do Brasil em 2016.

Fonte: Abrelpe.

Em relação à coleta seletiva, 1.454 dos 1.668 municípios da Região Sudeste declaram que possuem iniciativas, mas não há informações sobre os números desta atividade. Possivelmente em muitos destes municípios sejam iniciativas de pequeno porte, sem influência significativa no conjunto da gestão dos RSU. A disposição final sem tratamentos em aterros controlados e lixões aumentou 0,3% em relação ao panorama anterior.
Ano
Aterro sanitário (ton./dia)
Aterros controlados (ton./dia)
Lixões (ton./dia)
2015
76.345 = 73%
17.998 = 17,2%
10.288 = 9,8%
2016
74.642 = 72,7%
17.750 = 17,3%
10.228 = 10%


Tabela 3 – Disposição final dos RSU na Região Sudeste do Brasil em 2016.

Fonte: Abrelpe.

Resíduos de construções e demolições – RCD – coletaram-se 63.981 toneladas/dia com geração per capita de 0,741 Kg/habitante/dia. Houve uma pequena variação negativa no total coletado e na geração individual dos RCD na Região Sudeste.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
64.097
0,748
2016
63.981
0,741


Tabela 4 – Coleta de RCD na Região Sudeste do Brasil em 2016.

Fonte: Abrelpe.

Resíduos sólidos de saúde – RSS – Foram produzidos 178.033 toneladas de RSS na Região Sudeste em 2016, com geração per capita de 2,062 Kg/habitante. Os tratamentos utilizados foram autoclave em 17,6%, incineração em 34,7%, micro-ondas em 7,2%, com 40,5% tendo outros destinos não declarados, significando que este percentual de RSS, correspondentes a 72.103 toneladas possivelmente foram para lixões, aterros, valas sanitárias irregulares e o meio ambiente.
Estado
2015
(Ton./ano – Kg/habitante/ano)
2016
(Ton./ano – Kg/habitante/ano)
São Paulo
101.952 – 2.296
101.643 – 2.271
Minas Gerais
40.135 – 1.923
38.405 – 1.829
Rio de Janeiro
31.234 – 1.887
30.936 – 1.860
Espírito Santo
7.086 – 1.803
7,049 – 1.774
Total
180.407 – 2.104
178.033 – 2.062


Tabela 5 – Geração de RSS na Região Sudeste do Brasil em 2016.

Fonte – Abrelpe.

O panorama da Abrelpe não apresenta informações específicas sobre a reciclagem e a logística reversa na Região Sudeste.

No próximo artigo, os resíduos sólidos na Região Centro-Oeste do Brasil em 2016.

Antonio Silvio Hendges – Articulista no EcoDebate, professor de biologia e educação ambiental, pós graduação em auditorias ambientais, assessoria e consultoria em educação ambiental. Email: as.hendges@gmail.com – Blog:www.cenatecbrasil.blogspot.com.br



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/11/2017


Autora: Ecodebate
Fonte: Ecodebate
Sítio Online da Publicação: Ecodebate
Data de Publicação: 14/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/14/os-residuos-solidos-na-regiao-sudeste-do-brasil-em-2016-artigo-de-antonio-silvio-hendges/

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A redução da presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos só será feita por pressão do consumidor

A redução da presença de resíduos em alimentos só será feita por pressão do consumidor. Entrevista especial com Amir Bertoni Gebara

IHU

A pedido do Greenpeace, o Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico de São Paulo analisou a quantidade de resíduos de agrotóxicos presentes em uma série de alimentos à venda em São Paulo e Brasília. Sobre o resultado geral da análise, o pesquisador do Instituto, Amir Bertoni Gebara, é categórico: “Esperávamos que o número de alimentos com resíduos fosse menor, mas também não esperávamos que fosse zero. Aconteceu de em algumas amostras, como a do pimentão, encontrarmos sete diferentes produtos. Não que isso já não tenha acontecido antes, em outras ocasiões, mas continua acontecendo, e isso é ruim”.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, Gebara explica que os resultados dos alimentos são classificados em quatro grupos distintos. No primeiro grupo não há resíduos de pesticidas nos alimentos; no segundo, o percentual é baixo e está dentro das regras legais estabelecidas pelos órgãos fiscalizadores; no terceiro, foram encontrados resíduos de pesticidas não autorizados para as culturas analisadas; e no quarto grupo foram encontrados resíduos acima do permitido por lei.

“As amostras não vieram todas na mesma quantidade. As que chamaram mais atenção em função dos resultados foram o pimentão verde, onde em uma amostra foram encontrados sete produtos e em outra foram encontrados cinco produtos, sendo que alguns deles não eram permitidos para essa cultura. A laranja apresentou resíduos não permitidos e acima do limite. O mamão formosa também tinha resíduos acima do permitido e substâncias não permitidas; o resultado em mamão papaia não é muito diferente. Analisamos também muitas amostras de banana e em apenas uma delas apareceu resíduo de um agrotóxico. O tomate tinha menos substâncias do que o esperado, e a couve manteiga também tinha resíduos de produtos não permitidos. No café, no feijão carioca, no feijão preto e no arroz e arroz integral, encontramos um único caso em que havia um produto não permitido, mas no restante estava tudo bem. Nesse grupo, os piores foram pimentão, mamão, couve e laranja”, sintetiza.

Amir Bertoni Gebara também reflete sobre a necessidade de esse tipo de análise ter alguma incidência sobre ações de fiscalização, e afirma que o percentual de análise nos alimentos brasileiros ainda é baixo. “Infelizmente são poucos os laboratórios que fazem esse tipo de análise, mas isso não significa que eles estejam com muito trabalho; ao contrário, a demanda não é grande. Há um custo para fazer esse tipo de análise, mas não sei dizer se o custo é o fator limitante para que não sejam feitas mais análises; acho que a imagem negativa de quando se encontra resíduo em algum alimento pode ser uma das causas, porque gera uma repercussão para toda a cadeia produtiva, e inclui as esferas oficiais e governamentais”, diz.


Amir Gebara | Foto: Researchgate

Amir Bertoni Gebara é graduado em Biologia pela Universidade de Santo Amaro – UNISA, mestre em Ciências Biológicas pela Université du Québec à Montréal e doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo – USP. Atualmente é pesquisador científico do Instituto Biológico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como foi feita a análise realizada pelo Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico de São Paulo, a pedido do Greenpeace, a qual constatou que diversos alimentos à venda em São Paulo e Brasília contêm resíduos de agrotóxicos acima do permitido?

Amir Bertoni Gebara – O Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico de São Paulo existe há mais de 40 anos e iniciou o trabalho de monitoramento com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – Ceagesp em 1978. Então, o laboratório tem um histórico e executa periodicamente análises de resíduos de pesticidas em alimentos, e desenvolve e atualiza métodos. O monitoramento de resíduos de pesticidas em alimentos deveria ocorrer de forma perene, mas infelizmente o laboratório não participa de nenhum programa no âmbito federal e estadual de monitoramento de resíduos.

Essa análise foi feita a pedido do Greenpeace, que nos procurou e trouxe uma série de amostras de alimentos de diferentes origens, e nós as analisamos. Os resultados podem ser vistos de quatro diferentes maneiras. Na primeira delas não apresenta nenhum resíduo de agrotóxico. Na segunda, os alimentos tinham resíduos de pesticidas, mas com um percentual abaixo do número permitido. No terceiro grupo, encontramos resíduos de pesticidas que não são autorizados para as culturas analisadas, como, por exemplo, no caso da laranja. No quarto grupo encontramos resíduos de agrotóxicos em níveis acima do permitido pela Anvisa e órgãos reguladores.

A nossa responsabilidade começa quando chega a amostra no laboratório e termina quando emitimos o certificado de análise. A origem da amostra para nós é desconhecida, e o que é feito depois, em termos de fiscalização, também não sabemos, porque não somos um órgão de fiscalização, somos um instituto de pesquisa.

IHU On-Line – Considerando a regularidade com que você faz esse tipo de análise, diria que o resultado dessa análise encomendada pelo Greenpeace trouxe alguma novidade em relação ao que já se sabia sobre os índices de resíduos de agrotóxicos em alimentos?

Amir Bertoni Gebara – A respeito das amostras do Greenpeace, esperávamos que o número de alimentos com resíduos fosse menor, mas também não esperávamos que fosse zero. Aconteceu de em algumas amostras, como a do pimentão, encontrarmos sete diferentes produtos. Não que isso já não tenha acontecido antes, em outras ocasiões, mas continua acontecendo, e isso é ruim. Como consumidor, eu esperava encontrar menos resíduos, gostaria que os agricultores utilizassem menos produtos e da forma correta. Também gostaria que fossem disponibilizados para esses agricultores — porque afinal não sei se eles são os algozes desse sistema, talvez eles sejam vítimas também desse sistema maluco de consumo — produtos menos agressivos, que eles usassem menos variedades e quantidades de agrotóxicos, ou até que não usassem nada, e que existissem somente alimentos orgânicos, em grandes quantidades, a preços competitivos, mas isso é um tanto utópico.

IHU On-Line – Você comentou, em outras ocasiões, que em algumas análises já foram encontrados agrotóxicos em alimentos orgânicos. Com que frequência isso ocorre e em que tipos de alimentos orgânicos já foram encontrados agrotóxicos?

Amir Bertoni Gebara – Sim, em algumas análises já encontramos resíduos de agrotóxicos em alimentos orgânicos, mas o número é bem menor se comparado aos alimentos não orgânicos. A cada dez amostras de alimentos convencionais, três apresentam resíduos, e nos orgânicos, a cada dez, um apresenta. O ideal seria que não apresentasse nada.

Nós temos uma parceria de análise dos produtos orgânicos com o Ministério da Agricultura, porque eles trabalham muito com isso, para inclusive certificar os produtores. Então, em princípio, os produtores são orientados e treinados para não usar nenhum tipo de pesticida no manejo do solo, mas às vezes encontramos um ou outro alimento com agrotóxico em pequena quantidade. Não dá para culpar o agricultor sozinho quando encontramos agrotóxico num alimento orgânico, porque talvez ele não tenha usado nada de agrotóxico mesmo, mas até chegar na gôndola do supermercado o alimento passa por outros caminhos como, por exemplo, pelo caminhão que pode ter sido pulverizado contra pragas urbanas, e os resíduos desses pesticidas podem passar para o alimento.

De todo modo, não dá para fazer uma apologia negativa aos alimentos orgânicos, e os órgãos de fiscalização devem acompanhar as produções, fazer um trabalho de resíduos ou monitoramento, como deveria acontecer com todos os alimentos. Infelizmente são poucos os laboratórios que fazem esse tipo de análise, mas isso não significa que eles estejam com muito trabalho; ao contrário, a demanda não é grande. Há um custo para fazer esse tipo de análise, mas não sei dizer se o custo é o fator limitante para que não sejam feitas mais análises; acho que a imagem negativa de quando se encontra resíduo em algum alimento pode ser uma das causas, porque gera uma repercussão para toda a cadeia produtiva, e inclui as esferas oficiais e governamentais.

IHU On-Line – Você tem informações sobre como as análises feitas e os resultados obtidos repercutem nos órgãos de fiscalização?

Amir Bertoni Gebara – A única forma de divulgarmos nossos resultados para o grande público é via mídia, porque os demais estudos são divulgados nos meios científicos e o grande público não tem acesso ou não se interessa por eles. O estado de São Paulo tem órgãos de fiscalização, mas, por questões que não me sinto seguro em falar, ainda não viabilizou um monitoramento constante com desdobramento para ações pós-análise. Isso também não acontece no âmbito federal. O que ocorre são algumas parcerias com alguns municípios. Sei que existia o programa federal do Ministério da Saúde e da Anvisa, chamado Programa de Análise de Resíduos em Alimentos – PARA e, se não me engano, a última publicação deles foi em 2015, mas não lembro de ter visto um programa específico para tratar das consequências por conta dessas análises.

A redução da eventual presença de resíduos em alimentos só será feita por pressão do consumidor, porque é ele quem pode exigir alguns produtos e pode parar de comprar outros. Nós fizemos alguns trabalhos com grandes redes de supermercados no sentido de trazer um produto diferenciado para os consumidores, porque alguns mercados, como eram grandes compradores, poderiam exigir mais qualidade dos produtores. No entanto, parece que esse tipo de trabalho está morrendo à míngua, porque não existem grandes projetos de controle dos alimentos.

Nós temos uma parceria com uma empresa distribuidora de grãos, chamada Broto Legal, há mais de dez anos e já fizemos mais de cinco mil análises para ela. Essa empresa leva isso muito a sério e oferece seus produtos com um informativo, no qual consta que os produtos passaram por análise de resíduos de agrotóxicos, e os vende a preços competitivos. Não estou fazendo propaganda, mas o fato é que essa empresa não recebe feijão ou arroz de uma carga qualquer sem antes fazer análise de resíduo. Se houver contaminação, a empresa nem deixa descarregar a mercadoria. Mas ela paga para que isso seja feito, então deve ter avaliado que vale a pena.

IHU On-Line – O Brasil é considerado há alguns anos o país que mais consome agrotóxicos no mundo e há muitas críticas ao uso desses produtos nos cultivos. Apesar disso, a que atribui a falta de pressão social para que esse tipo de análise seja feito?

Amir Bertoni Gebara – É conhecido que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e essa é uma notícia muito ruim, mas há uma série de fatores que dificultam o barramento do uso. Um deles é o interesse comercial, antes de mais nada, e a questão econômica é a que mais pesa em qualquer negócio. Além disso, não existe um sistema organizado, perene, que favoreça esse tipo de coisa. As condições climáticas do país também são imprevisíveis; por exemplo, num dia está fazendo 32 graus e no outro está fazendo 14 graus. Essa falta de definição climática, por conta de o Brasil ser um país tropical, que tem uma série de pragas e insetos e ervas daninhas que atacam as plantações, exige uma carga de agrotóxicos. Além disso, há o despreparo do agricultor em alguns casos, a ganância dos vendedores de agrotóxico, o volume de comércio dos produtores de agrotóxicos e a falta de capacidade operacional e de interesse político dos órgãos públicos.

IHU On-Line – Pode nos dar alguns exemplos de quais alimentos foram analisados, que tipos de substâncias foram encontradas e quais as implicações delas para a saúde?

Amir Bertoni Gebara – As amostras não vieram todas na mesma quantidade. As que chamaram mais atenção em função dos resultados foram o pimentão verde, onde em uma amostra foram encontrados sete produtos e em outra foram encontrados cinco produtos, sendo que alguns deles não eram permitidos para essa cultura. A laranja apresentou resíduos não permitidos e acima do limite. O mamão formosa também tinha resíduos acima do permitido e substâncias não permitidas; o resultado em mamão papaia não é muito diferente. Analisamos também muitas amostras de banana e em apenas uma delas apareceu resíduo de um agrotóxico. O tomate tinha menos substâncias do que o esperado, e a couve manteiga também tinha resíduos de produtos não permitidos. No café, no feijão carioca, no feijão preto e no arroz earroz integral encontramos um único caso em que havia um produto não permitido, mas no restante estava tudo bem. Nesse grupo os piores foram pimentão, mamão, couve e laranja.

O problema é que não sabemos que tipo de dano as várias substâncias encontradas num único alimento podem causar para o consumidor. Não sabemos como a junção de várias moléculas vai agir no organismo. Bem elas não vão fazer, certamente, porque são substâncias estranhas ao corpo humano.

IHU On-Line – Está tramitando na Câmara dos Deputados o PL 6.299/2002, que sugere alterar as regras do uso, da pesquisa, da produção e da comercialização de agrotóxicos, e retirar do Ministério do Meio Ambiente e da Anvisa o processo de aprovação dos agrotóxicos, atribuindo a responsabilidade apenas ao Ministério da Agricultura. Como o senhor avalia esse tipo de proposta? Ela pode contribuir para o aumento do uso de agrotóxicos na agricultura?

Amir Bertoni Gebara – Eu não tenho conhecimento profundo de quais são os argumentos a favor e contra esse Projeto de Lei, mas como consumidor eu gostaria que os diferentes organismos continuassem atuando, inclusive que eles atuassem de forma mais contundente, e que dessem retorno para a sociedade com frequência.

IHU On-Line – A partir do seu conhecimento sobre os níveis de resíduos em alimentos, como você faz suas compras no supermercado ou nas feiras?

Amir Bertoni Gebara – Eu não compro exclusivamente alimentos orgânicos, mas aqueles que estão disponíveis. A aparência dos alimentos não me engana, e o preço é algo que eu considero. Se aquilo que quero comprar está disponível de forma orgânica, dou preferência para os orgânicos desde que o preço não seja exorbitante. Chegando em casa, eu lavo todos os alimentos na água corrente, mesmo aqueles que não vou consumir imediatamente. Os que eu vou consumir em seguida, lavo novamente e os descasco, mas alguns alimentos, como folhas, pimentão, morango, não tem como descascar. Eu sei que existem várias características nutritivas nas cascas de muitos alimentos, mas eu prefiro descascá-los. De todo modo, insisto que é preciso lavar muito bem os alimentos em água corrente. Inclusive, temos que lavar a laranja, por exemplo, mesmo depois de descascá-la, porque manipulamos a casca que está contaminada. Aliás, não sei se é comum as pessoas, logo após descascarem as frutas, lavarem as mãos antes de levar o alimento à boca.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?

Amir Bertoni Gebara – Seria interessante incentivar os estudantes a olharem com olhos mais atentos para esse tema, a terem interesse em desenvolver estudos e pesquisas para melhorar a qualidade do consumidor no que diz respeito a agrotóxicos. O nosso laboratório está à disposição e não somos limitados a fazer análises somente no estado de São Paulo. Sei que os custos de manter os laboratórios de análise são elevados, mas seria importante que houvesse mais laboratórios no país e que a sociedade como um todo estivesse mais atenta a esse tema.




Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 10/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/10/reducao-da-presenca-de-residuos-de-agrotoxicos-em-alimentos-so-sera-feita-por-pressao-do-consumidor/

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Resíduos Sólidos na Região Sul do Brasil em 2016, artigo de Antonio Silvio Hendges






[EcoDebate] A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe divulgou o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2016, obtidos com a soma das projeções de cada região do país e que descreve a produção e destino final dos resíduos sólidos urbanos – RSU, resíduos de saúde – RSS, resíduos de construções e demolições – RCD e os previstos nos acordos de logística reversa. Este conteúdo está descrito nos meus artigos anteriores publicados no Portal EcoDebate.

Nos próximos artigos e com base neste panorama da Abrelpe, estão as informações específicas sobre os aspectos regionais da geração de resíduos e sua destinação final no Brasil no ano de 2016. Iniciamos a série com as informações referentes à Região Sul com três Estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – e 1.191 municípios.

Em relação aos resíduos sólidos urbanos – RSU, a Região Sul produziu 22.581 toneladas/dia com 10,7% do total do país e queda de 2% em comparação com o panorama anterior de 2015. A produção per capita/habitante /dia foi de 0,752 Kg com queda de 2,7%. Os recursos financeiros aplicados pelos municípios da Região Sul foram de R$ 3,61 por habitante/mês na coleta dos RSU e 4,23 nos demais serviços de limpeza urbana, com total de R$ 7,84 por habitante/mês. Os serviços de limpeza urbana movimentaram 3,2 bilhões com queda de 0,8% em relação ao ano anterior.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
22.586
0,773
2016
22.127 (-2%)
0,752 (-2,7%)


Tabela – Geração diária total e individual de RSU na Região Sul do Brasil em 2016.

Fonte: Abrelpe.

Quanto à coleta dos RSU, 95% foram recolhidos, mas houve queda de 1,5% no total e de 2,2% per capita e 29,4% correspondentes a 6.163 toneladas/dia foram destinados para lixões e aterros controlados sem tratamentos adequados.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
21.316
0,729
2016
20.987 (-1,5%)
0,713 (-2,2%)


Tabela 2 – Quantidade de RSU coletados na Região Sul do Brasil em 2016.

Fonte: Abrelpe.

Em relação à coleta seletiva, 1070 dos 1191 municípios da Região Sul declaram que possuem iniciativas, mas não há informações sobre os números desta atividade. Na maioria destes municípios é provável que sejam iniciativas de pequeno porte que não tem uma influência significativa no conjunto da gestão dos RSU. A disposição final sem tratamentos em aterros controlados e lixões teve um pequeno aumento em relação ao panorama anterior.
Ano
Aterro sanitário (ton./dia)
Aterros controlados (ton./dia)
Lixões (ton./dia)
2015
15.105 = 70,9%
3.899 = 18,3%
2.312 = 10,8%
2016
14.824 = 70,6%
3.859 = 18,4%
2.304 = 11%


Tabela 3 – Disposição final dos RSU na Região Sul do Brasil em 2016.

Fonte: Abrelpe.

Resíduos de construções e demolições – RCD – coletaram-se 16.718 toneladas/dia com geração per capita de 0,568 Kg/habitante/dia. Houve aumento no total coletado, mas também uma pequena queda na geração individual dos RCD.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
16.662
0,570
2016
16.718
0,568


Tabela 4 – Coleta de RCD na Região Sul do Brasil em 2016.

Fonte: Abrelpe.

Resíduos sólidos de saúde – RSS – Foram produzidos 13.632 toneladas de RSS na Região Sul em 2016, com geração per capita média de 0,510 Kg/habitante. Os tratamentos utilizados foram autoclave em 52%, incineração em 43,6% e micro-ondas em 2,6%, com 1,8% tendo outros destinos, provavelmente com disposição inadequada em lixões, aterros e valas sanitárias.
Estado
2015
(Ton./ano – Kg/habitante/ano)
2016
(Ton./ano – Kg/habitante/ano)
Paraná
2.912 – 0,261
2.814 – 0,250
Rio Grande do Sul
5.217 – 0,464
5.061 – 0,448
Santa Catarina
5.794 – 0,850
5.757 – 0,833
Total
13.923 – 0,525
13.632 – 0,510


Tabela 5 – Geração de RSS na Região Sul do Brasil em 2016.

Fonte – Abrelpe.

Não há no documento da Abrelpe informações específicas sobre a reciclagem e a logística reversa na Região Sul.

No próximo artigo, os resíduos sólidos na Região Sudeste do Brasil em 2016.


Antonio Silvio Hendges – Articulista no EcoDebate, professor de biologia e educação ambiental, pós graduação em auditorias ambientais, assessoria e consultoria em educação ambiental. Email: as.hendges@gmail.com – Blog:www.cenatecbrasil.blogspot.com.br



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 09/11/2017
"Resíduos Sólidos na Região Sul do Brasil em 2016, artigo de Antonio Silvio Hendges," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 9/11/2017, https://www.ecodebate.com.br/2017/11/09/residuos-solidos-na-regiao-sul-do-brasil-em-2016-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate, ISSN 2446-9394,

Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate

Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 09/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/09/residuos-solidos-na-regiao-sul-do-brasil-em-2016-artigo-de-antonio-silvio-hendges/