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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Redecomep e Rede Rio: ligando a medicina ao futuro


Uma das enfermarias do Hospital da Lagoa: objetivo é treinar e capacitar funcionários por videoconferência (Foto: Divulgação/HFL)


Sabe a Internet que geralmente as pessoas acessam em suas casas? Imagina uma conexão 100 vezes mais rápida. É essa conexão, com linhas dedicadas de 1 gigabit por segundo de velocidade, que instituições de ensino e pesquisa do estado do Rio de Janeiro vêm tendo acesso gratuitamente à Internet. Esse trabalho faz parte do consórcio existente entre a Redecomep/RJ, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com a Rede Rio de Computadores/FAPERJ, instalada no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Segundo Sandro L. Silva, da equipe de engenharia da Rede Rio e da Redecomep, já foram contempladas mais de 100 instituições do Rio com essa Internet, que possui uma extensão de 300 km de fibra ótica própria em toda região metropolitana do estado, incluindo o Museu do Amanhã, na Zona Portuária do Rio, e a Fundação Cecierj/Consórcio Cederj.

A mais recente instituição a receber esse benefício foi o Hospital Federal da Lagoa (HFL), referência, principalmente, pelos tratamentos oncológicos infantis e pelas intervenções cirúrgicas. Segundo o diretor geral do hospital, o médico Pedro Cirillo, a implantação dessa Internet de alta velocidade será fundamental para o desenvolvimento dos projetos de capacitação dos funcionários e dos programas de residência médica, de enfermagem e de farmácia que incluem em torno de 200 residentes. “Vamos capacitar e treinar todos os funcionários do hospital, de enfermeiros a médicos, de fisioterapeutas a psicólogos. Todas as especialidades serão beneficiadas com esse projeto. Também iremos compartilhar informações valiosas, como aulas e conteúdo didático aplicados nos cursos de residência, além da filmagem de cirurgias importantes”, diz Cirillo.

“A Internet também será muito importante para os programas de residência médica”, afirma a a médica Angela Carrano, coordenadora do Centro de Estudos Oscar Niemeyer do HFL, denominado assim, pois o prédio do hospital, de dez andares, foi projetado pelo famoso arquiteto, com a participação de Helio Uchoa, o paisagista Roberto Burle Marx e o artista plástico Athos Bulcão, que confeccionou o mural de azulejos externo do hospital. O edifício, construído em 1952 e inaugurado em 1958, foi tombado em 1992 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). O centro de estudos dispõe de uma biblioteca equipada com terminais de computadores e dois auditórios, onde será instalada uma sala de videoconferências com câmeras de vídeo, alto-falantes e outros equipamentos ligados à Internet de alta velocidade.

De acordo com Angela, o mais importante a partir de agora é que, com essa Internet, o HFL poderá se beneficiar da conexão à Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), uma iniciativa do MCTIC, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), coordenada pela RNP que interliga hospitais e universidades federais em todo o Brasil. “Com a RUTE poderemos compartilhar arquivos e realizar videoconferências com Instituições de todo o Brasil e, para isso, precisávamos de uma Internet de altíssima qualidade”, destaca.

Ela ressalta que a chegada da rede viabilizará a possibilidade de os médicos contarem com outras opiniões para diagnósticos difíceis. “Se, por acaso, aparecer um caso raro em qualquer local do Brasil ligado à rede, médicos especialistas no assunto poderão se reunir on-line e decidir juntos um diagnóstico”, explica. Para Angela, essa possibilidade de colaboração conjunta e de compartilhamento de informações representa um grande avanço para a medicina. “Agora que fomos beneficiados por essa rede de Internet de altíssima qualidade e com todas as possibilidades de melhora para o hospital que a Rede Rio nos trouxe, posso dizer que estamos conectados ao futuro”, diz a médica.


Autor: Danielle Kiffer
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data de Publicação: 28/03/2018
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3545.2.3

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Rio já tem 131 macacos mortos em todo o estado; 69% foram vítimas de ação humana

ABr

O estado do Rio de Janeiro já contabiliza 131 macacos mortos desde o início do ano. No entanto, a maioria das mortes não deve ter relação com o vírus da febre amarela. Do total, 69% registram sinais de ataques humanos, seja por meio de espancamento ou de envenenamento. É o que aponta a Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) da prefeitura do Rio de Janeiro, órgão ao qual está vinculado o Instituto Jorge Vaitsman, que vem recebendo os animais recolhidos em todo o estado para necrópsia.







O balanço divulgado ontem (25) pelo órgão aponta ainda que 32 dos 131 macacos mortos foram encontrados na cidade do Rio de Janeiro. Os dados justificam a preocupação de órgãos ambientais com um desconhecimento de parte da população em relação à forma de transmissão da febre amarela. Na capital, o Parque Nacional da Tijuca vem realizando campanhas nas redes sociais para desmitificar a ideia de que, sacrificando os animais, pode-se evitar a doença em humanos.

Os macacos são aliados que ajudam a mapear a presença do vírus e não transmitem a febre amarela, que só é adquirida por meio da picada de um mosquito infectado. Segundo especialistas, a infecção nos animais dura entre três e cinco dias e, após esse período, eles morrem ou se tornam imunes. Dessa forma, as agressões atingem geralmente macacos sadios, que não tiveram contato com o vírus, ou que já estão imunizados.

Ante da situação, a Linha Verde, programa do Disque-Denúncia específico para delatar crimes ambientais no Rio de Janeiro, lançou uma campanha contra as agressões aos macacos. As denúncias podem ser feitas por meio dos telefones 2253-1177 (para chamadas na capital) e 0300-253-1177 (interior do estado, custo de ligação local) ou por aplicativo para celulares (https//play.google.com/store/apps/details?id=br.org.disquedenuncia&hl=pt_BR) . De acordo com a legislação ambiental, matar animal silvestre é crime e o autor pode ser condenado a uma pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

Transmissão

A febre amarela é uma doença de surto que atinge grupos de macacos e humanos e é causada por um vírus da família Flaviviridae. Em áreas rurais e silvestres, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Em área urbana, pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya. No entanto, não há registros no Brasil de transmissão da febre amarela em meios urbanos desde 1942.

De acordo com boletim divulgado hoje pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, casos já foram registrados em nove municípios fluminenses. Ao todo, 25 pessoas contraíram a doença no estado e oito morreram. A vacina, disponibilizada gratuitamente à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é o principal meio de combate à doença.

Por Léo Rodrigues, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 26/01/2018

Autor: Léo Rodrigues
Fonte: Agência Brasil
Sítio Online da Publicação: EcoDebate,
Data de Publicação: 26/01/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/01/26/rio-ja-tem-131-macacos-mortos-em-todo-o-estado-69-foram-vitimas-de-acao-humana/

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

UNIC Rio lança ‘Guia do Preguiçoso para Salvar o Mundo’ com dicas de pequenas atitudes para o dia a dia

Você quer ajudar a mudar e salvar o mundo mas tem preguiça até de levantar do sofá para pegar o controle remoto? Então confira o Guia do Preguiçoso para Salvar o Mundo, campanha digital que o Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) lança neste 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.



Guia do Preguiçoso para Salvar o Mundo

Você quer ajudar a mudar e salvar o mundo mas tem preguiça até de levantar do sofá para pegar o controle remoto? Então confira o Guia do Preguiçoso para Salvar o Mundo, campanha digital que o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) lança neste 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

O UNIC Rio produziu 42 postais em português adaptando o material criado em inglês que dá dicas de atitudes que podem ser tomadas para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento sustentável (ODS) da Agenda 2030.

A Agenda é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, com o objetivo de não deixar ninguém para trás. Os ODS buscam concretizar os direitos humanos de todos e são integrados e indivisíveis, equilibrando as três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental.

“Este guia nos lembra que os direitos humanos são exercidos dia após dia, por cada um de nós, e todos podemos fazer uma diferença. Os direitos humanos não são unicamente políticos ou civis, mas também econômicos, sociais e culturais, e a cada dia mais ambientais”, avalia o diretor do UNIC Rio, Maurizio Giuliano.





O Guia do Preguiçoso traz dicas divididas em categorias: Sofá Superstar, Heroína ou Herói da Família e Pessoa Legal do Bairro, de acordo com o grau de envolvimento e dificuldade da mudança de comportamento.

Alguns exemplos: pagar as contas online e cancelar extratos bancários em papel evita a destruição de florestas. Apagar as luzes – inclusive da sala, se a iluminação da TV ou do computador forem suficientes – economiza energia. Comprar produtos que usem pouca embalagem.

Reaproveitar a água da chuva para limpar calçadas e regar plantas. Comprar em lojas de segunda mão: produtos novos não são necessariamente melhores.

O diretor do UNIC Rio lembra que muitas das ações estão ligadas ao meio ambiente: “Isto nos lembra algo muito crítico, quase dramático: temos todos que trabalhar para que o planeta Terra siga sendo habitável”, afirma Maurizio Giuliano.

A campanha tem 42 dicas que podem ser aplicadas no dia a dia de qualquer pessoa e entra no ar das redes da ONU Brasil a partir de 10 de dezembro. A data marca o Dia Internacional dos Direitos Humanos, quando a Assembleia Geral da ONU adotou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos em 2018.




Autora: nacoesunidas
Fonte: nacoesunidas
Sítio Online da Publicação: nacoesunidas
Data de Publicação: 08/12/2017
Publicação Original: https://nacoesunidas.org/unic-rio-lanca-guia-do-preguicoso-para-salvar-o-mundo-com-dicas-de-pequenas-atitudes-para-o-dia-a-dia/

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Documentário “É rio ou valão?” é destaque na programação de dezembro da VideoSaúde




Degradação, iniquidades socioambientais e o acesso universal à água são enfocados em É rio ou valão, destaque da programação de dezembro da VideoSaúde no Canal Saúde. O documentário teve roteiro construído coletivamente por alunos da rede pública do Rio de Janeiro, pesquisadores e ativistas ambientais. Dezembro marca também o Dia Mundial de Luta contra o HIV/Aids e o tema é debatido por meio de duas produções que tratam de prevenção e sexualidade, entre outros enfoques: Depois de ontem e Fique sabendo. As opções da programação, contudo, vão além e t razem vídeos sobre hepatite C, saúde da população LGBT e um resgate da história de uma das mais importantes unidades de saúde coletiva do Rio de Janeiro: o Hospital dos Servidores do Estado. Boa programação!
Depois de ontem | Fique sabendo

04/12 (segunda-feira, às 22h30)
Canal Saúde | TV digital 2.4 Rio e Brasília | 62.4 São Paulo | on-line www.canal.fiocruz.br



Depois de ontem: A partir da história de um jovem casal, que decidiu ter uma relação sem camisinha, trata das descobertas, medos, angústias e esperanças de um casal de jovens frente ao viver com HIV/AIDS.



Fique sabendo: Vídeo produzido pelo Programa Nacional de DST e Aids para salas de espera, sobre o teste de aids. Especialistas explicam a importância dos testes na prevenção.

Reprises:
06/12, quarta-feira, às 22h30
08/12, sexta-feira, às 22h30
10/12, domingo, às 21h30
Hepatite C tem cura | Saúde da população LGBT

11/12 (segunda-feira, às 22h30)
Canal Saúde | TV digital 2.4 Rio e Brasília | 62.4 São Paulo | on-line www.canal.fiocruz.br


Hepatite C tem cura: O documentário apresenta relatos de pacientes curados da doença com novos medicamentos por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. A nova terapia está disponível na rede do SUS desde 2015 e diminuiu o tempo de tratamento e que aumenta as chances de cura. A equipe de gravação do Departamento de DST/Aids e Hepatites virais cruzou o Brasil para ouvir os pacientes. Que expressam alegria e gratidão, expressas em frases como: “Hepatite C tem cura”; “Por obra e graça, os remédios novos apareceram aqui no Brasil”; “Eu tenho de agradecer de joelho todo dia ao SUS”; “É como um milagre”.



Saúde da população LGBT: Este documentário, produzido para o curso de especialização em Saúde das Famílias e das Comunidades da UNA-SUS UFPE, aborda a importância da assistência integral à saúde da população LGBT no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) por diferentes pontos de vista. A médica Marialice Araújo fala sobre dificuldade de acesso aos serviços, enquanto Airles Fragoso, agente de direitos humanos, e Wellington Pastor, gestor em Recife, relatam lutas pela saúde da população LGBT.

Reprises:
13/12, quarta-feira, às 22h30
15/12, sexta-feira, às 22h30
17/12, domingo, às 21h30
Memórias do seu tempo - HFSE 70 anos

18/12 (segunda-feira, às 22h30) - Memórias do seu tempo - HFSE 70 anos
Canal Saúde|TV digital 2.4 Rio e Brasília|62.4 São Paulo|on-line www.canal.fiocruz.br



O filme evoca relatos de pessoas que têm suas vidas atreladas ao Hospital dos Servidores do Estado (RJ) e vivenciaram o período em que o hospital tinha como pacientes os presidentes do país e foi pioneiro na residência médica.

Reprises:
20/12, quarta-feira, às 22h30
22/12, sexta-feira, às 22h30
24/12, domingo, às 21h30
É rio ou valão?

25/12 (segunda-feira, às 22h30)
Canal Saúde|TV digital 2.4 Rio e Brasília|62.4 São Paulo|on-line www.canal.fiocruz.br



Em que condições as populações servidas pelas sub-bacias da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e outras igualmente degradadas, encontram a água para uso? Degradação, iniquidades socioambientais, e o [urgente] acesso universal à água são alguns dos temas problematizados pelo documentário. O vídeo investiga as dinâmicas e interações vivas estabelecidas entre população local, governança dos territórios, políticas públicas de saneamento (ou a ausência delas), passando pelo impacto provocado pela atividade de grandes indústrias, e pelos usos pop ulares dos recursos hídricos nessas nas sub-bacias hidrográficas. E também aborda temas e problemas relativos aos usos da água, aos cuidados com nascentes, rios e vegetação para a vida humana e sobre o desenvolvimento de tecnologias sociais em relação ao ambiente. Com roteiro construído coletivamente por alunos da rede pública do Rio de Janeiro, pesquisadores e ativistas ambientais, a produção foi realizada em parceria pela ONG Verdejar Socioambiental e a Fundação Oswaldo Cruz.

Reprises:
27/12, quarta-feira, às 22h30
29/12, sexta-feira, às 22h30
31/12, domingo, às 21h30


Autora: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data de Publicação: /12/2017
Publicação Original: https://www.icict.fiocruz.br/videosa%C3%BAde-programa%C3%A7%C3%A3o-dezembro-2017

Alunos da PUC-Rio desenvolvem app que lista a representação feminina no mercado cinematográfico






Um aplicativo gratuito para iPhone que lista a representação de mulheres no cinema mundial, envolvidas com obras de ficção, na frente ou por trás das câmeras, foi desenvolvido por alunos do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Catolica do Rio de Janeiro (CTC/PUC-Rio). Denominado Alice, em homenagem a a Alice Guy, primeira mulher da indústria cinematográfica a ser cineasta e roteirista de filmes de ficção, a partir de 1896, o app pode ser baixado no link http://apple.co/2zyYs6J. O trabalho foi desenvolvido pelos estudantes Ana Cardoso, Felipe Viberti, Gabriella Lopes e Guilherme Marques, no contexto do projeto Apple Developer Academy. Eles constataram que, segundo pesquisa do Instituto Geena Davis, dentre os filmes que ganharam notoriedade entre 2010 e 2013, apenas 23% tiveram protagonistas mulheres. Mulheres representam apenas 21% dos cineastas, 7% dos diretores, 20% dos roteiristas e 23% dos produtores. Quando os dados são referentes a personagens com fala, apenas 31% eram mulheres.



Autora: puc
Fonte: puc
Sítio Online da Publicação: puc
Data de Publicação: 8/12/2017
Publicação Original: http://www.ctc.puc-rio.br/noticias/