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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Surto de Infecções por Salmonella em vários estados associados a ouriços

Resultado de imagem para Salmonella

Uma atualização de investigação do CDC sobre um surto multirata de infecções por Salmonella ligadas ao contato com ouriços de animais foi publicada: https://www.cdc.gov/salmonella/typhimurium-01-19/index.html.


Atualizações:


Mais dez pessoas infectadas com a cepa de surto de salmonela foram relatadas, elevando o total para 27 pessoas.

Mais seis estados estão incluídos nesta investigação (CA, IN, KS, MI, OR, TN).

Duas pessoas foram hospitalizadas. Nenhuma morte foi relatada.

Quarenta e dois por cento das pessoas doentes são crianças de 12 anos ou menos.

Um fornecedor comum de ouriços neste surto não foi identificado. Pessoas doentes relataram comprar ouriços de várias fontes, incluindo lojas de animais, criadores ou on-line.

As doenças começaram de 22 de outubro de 2018 a 8 de abril de 2019.

O CDC continua a monitorar o PulseNet para identificar doenças que podem fazer parte desse surto.

Esta investigação está em andamento e o CDC fornecerá atualizações quando mais informações estiverem disponíveis.

Conselho geral sobre ouriços de estimação:


Ouriços podem transportar germes de Salmonella em seus excrementos, enquanto parece saudável e limpo. Os germes podem facilmente se espalhar para seus corpos e qualquer coisa na área em que vivem.

Escolha o animal certo para sua família. As pessoas com maior probabilidade de contrair uma doença grave são crianças menores de 5 anos, adultos com mais de 65 anos e pessoas com problemas de saúde ou que tomam medicamentos que diminuem a capacidade do organismo de combater germes e doenças. Famílias com esses indivíduos podem considerar um animal de estimação diferente.

Sempre lave bem as mãos com sabão e água logo após tocar, alimentar ou cuidar de um ouriço ou limpar seu habitat. Os adultos devem supervisionar a lavagem das mãos para crianças pequenas.

Não beije ou aconchegue-se com ouriços, pois isso pode espalhar os germes de salmonela no rosto e na boca e deixá-lo doente.

Não deixe os ouriços vagarem livremente em áreas onde os alimentos são preparados ou armazenados, como em cozinhas.

Limpe habitats, brinquedos e suprimentos de ouriços fora de casa quando possível.

A maioria das pessoas infectadas com Salmonella desenvolve diarréia, febre e cólicas estomacais 12-72 horas depois de ser exposta à bactéria. A doença geralmente dura de 4 a 7 dias e a maioria das pessoas se recupera sem tratamento.


Se você tiver dúvidas sobre casos em um determinado estado, ligue para o departamento de saúde desse estado.




Autor: CDC investigation
Fonte: CDC investigation
Sítio Online da Publicação: CDC investigation
Data: 31/05/2019
Publicação Original: https://www.cdc.gov/media/releases/2019/s0531-salmonella-hedgehogs.html

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Especialistas investigam relação entre o surto de febre amarela e degradação ambiental



Foto EBC



ABr

Um grupo de especialistas de diferentes estados do Brasil está se articulando para investigar a relação entre o surto de febre amarela e a degradação do meio ambiente. Eles acreditam que se houvesse mais conhecimento sobre o assunto, a propagação repentina do vírus de tempos em tempos poderia ser prevenida.

O surto de febre amarela em Minas Gerais já provocou 38 mortes confirmadas em 2017, segundo o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), divulgado na quinta-feira (24). Outros 45 óbitos estão em análise.

Causada por um vírus da família Flaviviridae, a febre amarela é uma doença de surtos que atinge, repentinamente, grupos de macacos e humanos. As razões deste comportamento da doença ainda não são bem conhecidas. Mas os especialistas dão como certa a influência do meio ambiente. Segundo Sérgio Lucena, primatólogo e professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o surto de febre amarela é um fenômeno ecológico.

A doença é transmitida em áreas rurais e silvestres pelo mosquito Haemagogus. Em área urbana, ela pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus Zika e da febre chikungunya. No entanto, não há registros no Brasil de transmissão da febre amarela em meios urbanos desde 1942. No surto atual, nenhum dos casos confirmados e suspeitos em Minas Gerais são urbanos.

Sérgio Lucena explica que o vírus da febre amarela está estabelecido em algumas matas e regiões silvestres com baixa ocorrência. De repente, por algum motivo ainda a ser desvendado, ele se propaga rapidamente, atingindo macacos e humanos. Os animais começam a morrer primeiro. “São sentinelas. Se o vírus começa a se propagar em determinada área, a morte dos macacos nos enviará um alerta”, explica.

Para o primatólogo, o Brasil poderia ter um sistema bem articulado para se antecipar aos surtos, mas não há investimentos neste sentido. Se houvesse mais conhecimento, Minas Gerais poderia, por exemplo, ter dado início mais cedo à campanha de vacinação nos municípios da área de risco, reduzindo a disseminação da doença. A vacina é a principal medida de combate à febre amarela.

Florestas

Na semana passada, especialistas que estudam a febre amarela sob a ótica do ecossistema se reuniram em Belo Horizonte em um seminário organizado pela Fundação Renova, ligada à mineradora Samarco. Na ocasião, eles fizeram uma revisão de tudo o que se sabe até o momento acerca do tema, com o objetivo de dar um primeiro passo para mudar o panorama.

Uma das hipóteses dos pesquisadores é que o desmatamento ao longo dos anos deixou as espécies de macacos em fragmentos muito pequenos de florestas, o que traz diversos desdobramentos. “Sistemas ecológicos empobrecidos podem favorecer o crescimento das populações de mosquitos. Mosquitos infectados encontrando populações grandes de macacos em pedaços de mata atlântica isolados podem ser a origem destes surtos”, alerta Sérgio Lucena.

Evidências científicas também dão a entender que florestas saudáveis, com elevada biodiversidade, dificultariam a proliferação dos vírus. Embora o surto não deixe de ocorrer, sua intensidade pode ser menor em um meio ambiente preservado. É o que explica Servio Ribeiro, biólogo e professor de ecologia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Segundo o pesquisador, a cada surto, a população de macacos se reduz bastante e vai se recuperando devagar nos anos seguintes. “Um novo surto provavelmente acontece naquele momento em que o vírus encontra na natureza macacos com quantidade, condições e características genéticas favoráveis. E quando há muitos animais infectados, é fácil que a doença chegue aos humanos”, explica.

Uma floresta onde há maior disponibilidade de frutos e sombras e onde não há poluição faz com que os macacos se desenvolvam mais saudáveis e sem estresses, com um sistema imunológico mais eficiente, oferecendo mais resistência à doença. Servio Ribeira destaca que a genética também influencia.

“No período quando o vírus é raro, as populações de macacos se reproduzem sem essa pressão seletiva. Significa que, por um intervalo de anos, ser ou não ser resistente ao vírus da febre amarela, não é um fator que muda o sucesso reprodutivo dos macacos. Acontece que vivendo em pequenos fragmentos de florestas, sem corredores interligando as matas, essas populações crescem com parentes cruzando entre si. Desta forma, os indivíduos são muito parecidos geneticamente. Quando um vírus alcança um macaco de uma população sem diversidade genética ele rapidamente se dissemina.”

Por esta razão, a existência de corredores interligando as matas pode ajudar a conter a febre amarela. Através desses corredores, grupos de macacos podem se misturar. Os cruzamentos entre grupos distintos levariam à troca de genes e criariam populações com mais diversidade genética. Neste contexto, uma disseminação do vírus teria menor probabilidade de causar febre amarela em muitos macacos de uma só vez.

Tragédia de Mariana

Outras linhas de estudos voltadas para elucidar os motivos que levam ao início de cada surto buscam entender se as alterações nas áreas das florestas estão expondo as pessoas aos mosquitos infectados e se fatores climáticos favorecem o crescimento da população de mosquitos.

Por outro lado, Servio Ribeiro considera remota a possibilidade de influência da tragédia de Mariana (MG) neste surto de febre amarela em Minas Gerais. Alguns dos municípios afetados pela circulação da doença se localizam no Vale do Rio Doce. Uma parcela dos 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos que foram liberados no rompimento da barragem da mineradora Samarco, em novembro de 2015, escoou por todo o Rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo.

“A febre amarela é uma doença de interior de floresta. O mosquito que a transmite põe ovos em cavidades de árvores e em bromélias. É um mosquito da estrutura da floresta. Ele não se relaciona muito com grandes corpos d’água e com rios. As cidades afetados pela doença estão em uma região onde os rejeitos não chegaram com força para derrubar a floresta”, diz o biólogo.

Para Servio Ribeiro, a hipótese teria mais força caso o surto tivesse ocorrido próximo à Mariana (MG) onde o impacto da tragédia foi mais agressivo e levou ao desmatamento. “No Vale do Rio Doce, esse rejeito se acumulou nas margens. Claro que há uma degradação. Mas esta degradação, pelos conhecimentos que temos, não deve estar afetando a relação entre os vetores e os macacos no interior da floresta”, acrescentou.

Espécies ameaçadas

De acordo com o boletim epidemiológico SES-MG, há 18 municípios com mortes de macacos em análise. Outros 70 registram rumores de óbitos entre os primatas. Para Sérgio Lucena, estes dados não dão a dimensão da mortandade dos animais. “Macacos estão morrendo em grande quantidade. Estive com uma equipe de pesquisadores na zona rural de Caratinga (MG). Andamos na mata, conversamos com pessoas e constatamos a alta mortalidade”, conta.

De acordo com o primatólogo, o fenômeno teve início em Minas Gerais, mas já ocorre com intensidade no Espírito Santo. A situação põe em risco espécies ameaçadas de extinção, como o muriqui. Os mais afetados, porém, são os bugios. Segundo Sérgio Lucena, estudos realizados durante o surto de 2009 no Rio Grande do Sul mostraram que populações de bugios foram reduzidas a 20%. “Enquanto sete pessoas faleceram naquele ano, cerca de 2 mil macacos foram a óbito”, afirma.

O pesquisador destaca que os bugios são justamente as maiores vítimas da febre amarela. “Eles são altamente suscetíveis à doença, diferente dos humanos. Na população humana, poucas pessoas desenvolvem um quadro grave e muitas infecções são assintomáticas. A pessoa nem fica sabendo que contraiu o vírus”, explica.

Uma preocupação que vem sendo apresentada pela secretaria de Saúde do estado diz respeito à violência contra macacos, registrada em alguns municípios. Isso porque há pessoas que acreditam que sacrificar os animais pode ajudar a evitar a doença em humanos. O órgão publicou em seu blog uma postagem para desmistificar essa ideia e esclarecer que os animais são, na verdade, aliados que ajudam a mapear a doença. “A infecção viral dura apenas três ou cinco dias. Depois os macacos morrem ou se tornam imunes. Sendo assim, as agressões atingem geralmente os animais sadios que não tiveram contato com o vírus ou que já estão imunizados e não oferecem risco”, acrescenta o texto.

Por Léo Rodrigues, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 26/01/2018

Autor: Léo Rodrigues
Fonte: Agência Brasil
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 26/01/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/01/26/especialistas-investigam-relacao-entre-o-surto-de-febre-amarela-e-degradacao-ambiental-2/

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

IOC/Fiocruz atua no esclarecimento de surto de hepatite A no Rio de Janeiro








O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) integra, por demanda da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o esforço para esclarecimento do surto de hepatite A na comunidade do Vidigal, na Zona Sul da cidade. De acordo com a secretaria, 75 casos da doença foram confirmados. O Instituto concluiu a análise de amostras de água coletadas na comunidade. De acordo com os laudos informados à secretaria de saúde, e tornados públicos pela instância no dia de hoje (10/01), três das 10 amostras recebidas foram positivas. A atividade foi conduzida pelo Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental e pelo Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico em Virologia do IOC.

As amostras foram processadas para concentração viral utilizando-se o método de filtração por membrana, de acordo com o protocolo descrito na ISO 15216-1:2017. Em seguida, as análises foram realizadas por meio da técnica de PCR em Tempo Real, que permite identificar a presença de material genético do vírus no material. Adicionalmente, os pesquisadores realizarão a técnica de sequenciamento genético, com o objetivo de identificar a linhagem do vírus presente nas amostras.

Sobre a hepatite A
A hepatite A é causada por um vírus de transmissão oral-fecal. A doença consiste em inflamação do fígado e os sintomas incluem cansaço, febre baixa e dor de cabeça. Nos casos em que há avanço da doença, pode haver coceira, escurecimento da urina e amarelamento da pele. De forma geral, a doença se encaminha para cura espontânea. Porém, os casos graves podem evoluir para falência fulminante do fígado – um quadro que pode ser fatal e pode exigir transplante do órgão. A lavagem de mãos e de alimentos estão entre as principais medidas de controle. A vacinação está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de um ano a dois anos incompletos.




Autor: IOC/Fiocruz
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 10/01/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/iocfiocruz-atua-no-esclarecimento-de-surto-de-hepatite-no-rio-de-janeiro

Surto de vírus provocou morte de botos na Baía de Sepetiba, RJ, diz laudo





Mortandade de botos assusta pesquisadores em Sepetiba (Foto: Instituto Boto Cinza)



Um boletim técnico indicou que um surto de mobilivírus provocou a mortandade de cerca de 170 botos cinza na Baía de Sepetiba desde o fim de novembro. O documento foi preparado por pesquisadores do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (MAQUA/UERJ) e do Laboratório de Patologia Comparada de Animais Selvagens da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (LAPCOM/FMVZ/USP).


Segundo o documento, os vírus dessa família não costumam ser transmitidos dos animais para os humanos, ou seja, cada um tem seu grupo próprio de hospedeiros. É a primeira vez que um surto causado por morbilivírus dos cetáceos é detectado na América do Sul.


Ainda de acordo com o boletim, não se sabe quanto tempo o surto pode durar. Tipicamente os surtos duram enquanto houver animais suscetíveis. Os fatores que contribuíram para o início do surto ainda são desconhecidos e estão sendo investigados.


Morbilivírus (Morbillivirus) é o gênero de um vírus da família Paramyxoviridae. Algumas espécies de morbilivírus são muito estudadas por causar doenças conhecidas, como o sarampo (nos humanos), a cinomose (nos cães e focas) e a peste dos pequenos ruminantes (em cabras e ovelhas). Recentemente, o morbilivírus também foi associado à doença renal em gatos. O morbilivírus dos cetáceos afeta botos, golfinhos e baleias. No Brasil, o vírus foi detectado em golfinhos da espécie boto-cinza (Sotalia guianensis).



Autor: G1 Rio
Fonte: G1 Rio
Sítio Online da Publicação: G1 Rio
Data de Publicação: 10/01/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/surto-de-virus-provocou-morte-de-botos-na-baia-de-sepetiba-rj-diz-laudo.ghtml