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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Grupo da Unifesp desenvolve protocolo para impressão 3D de células cerebrais

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveu um protocolo para a impressão em três dimensões (3D) de células neurais. A chamada biotinta é composta de polímeros naturais que permitem aos astrócitos, um tipo de célula cerebral, sobreviver por pelo menos 14 dias em laboratório depois de passar por uma impressora 3D. O procedimento resulta num modelo mais parecido com o tecido neural do que os obtidos pelos protocolos atuais, em que as células são cultivadas em duas dimensões.

O estudo, apoiado pela FAPESP, foi publicado no Journal of Visualized Experiments (JoVE).

“No organismo, as células são tridimensionais. Mas quando cultivadas em laboratório têm plástico embaixo e meio de cultura em cima [conjunto de substâncias que permitem a sobrevivência e a proliferação celular]. Isso é muito distante da organização natural do tecido ou do órgão, em que elas estão arranjadas de maneira tridimensional. A biotinta que desenvolvemos tenta reproduzir a relação da célula com o microambiente e com outras células. É um sistema intermediário entre a cultura 2D e experimentos com animais”, explica Marimélia Porcionatto, professora da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e coordenadora do estudo.



Os astrócitos têm papel fundamental em diversos processos do cérebro, inclusive em doenças que afetam o sistema nervoso central. O procedimento padronizado pelas pesquisadoras da Unifesp pode ser adaptado para estudar outros tipos celulares e atualmente está sendo aplicado pelo grupo para analisar astrócitos e neurônios infectados com o vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, no âmbito de outro projeto financiado pela FAPESP.

“Estamos testando diferentes biomateriais que sejam compatíveis com células do tecido neural, não apenas astrócitos, mas neurônios e células-tronco neurais. A bioimpressão é uma técnica bastante recente na engenharia de tecidos e, ainda mais os neurais, compostos por células mais sensíveis. Por isso, esse protocolo será útil tanto para quem quer trabalhar com astrócitos e outras células do cérebro quanto com outros tipos celulares”, conta Bruna Alice Gomes de Melo, primeira autora do trabalho, realizado durante seu pós-doutorado na EPM-Unifesp (leia mais em: agencia.fapesp.br/32255).

O protocolo foi desenvolvido com células de camundongos, mas usa materiais biocompatíveis que podem ser adaptados para o estudo de células humanas. Além de estudar doenças do sistema nervoso central num formato mais próximo ao do cérebro, o grupo liderado por Porcionatto busca materiais que futuramente possam recuperar áreas cerebrais lesionadas por traumatismo cranioencefálico ou acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo (leia mais em: agencia.fapesp.br/29645).

Receita

A biotinta é composta de insumos disponíveis no mercado, como a laminina, extraída de bovinos, um componente da matriz extracelular (moléculas que se localizam entre as células). A receita inclui ainda fatores de crescimento para as células, compostos que permitem que sobrevivam em cultura.

Também conta com um produto conhecido como gelatina metacrilada. O insumo é vendido comercialmente no exterior, mas as pesquisadoras o produzem no laboratório a um custo muito inferior ao do importado. Melo recebeu treinamento para produzir a gelatina metacrilada no doutorado, conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mais especificamente durante estágio no Programa de Ciências da Saúde e Tecnologia das universidades Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, apoiado por bolsa da FAPESP.

“Em outras composições, uma boa parte das células sobrevivia ao estresse da impressão em 3D e até se tornavam viáveis por um tempo, mas a morfologia dos astrócitos não condizia com a que é vista no tecido vivo. A gelatina metacrilada e a laminina foram essenciais”, diz a pesquisadora.

Depois que passa pelo bico ejetor da impressora, a biotinta, que tem aspecto de um gel, é disposta em camadas. Em poucos dias, os astrócitos começam a se replicar e têm um comportamento similar ao que apresentam no tecido nervoso.

O objetivo agora é aumentar a complexidade do protocolo. Além dos astrócitos, o estudo com SARS-CoV-2 usou uma biotinta com neurônios e uma terceira que combina os dois tipos celulares. Em breve, as pesquisadoras devem incluir na mistura células-tronco neurais.

“A ideia é chegar o mais próximo possível da complexidade do tecido neural. Quando esses protocolos estiverem bem validados com células de camundongos, poderemos criar outros com células humanas. Isso vai servir para uma variedade de estudos, como testar novos fármacos, identificar genes que são expressos durante o desenvolvimento do cérebro, modelar doenças, entre outros”, completa Porcionatto.

O trabalho teve ainda como autoras mais três bolsistas FAPESP na EPM-Unifesp: Elisa M. Cruz, de doutorado; Taís N. Ribeiro, de mestrado, e Mayara Mundim, que realizou doutorado.

O artigo 3D Bioprinting of Murine Cortical Astrocytes for Engineering Neural-Like Tissue pode ser lido em: www.jove.com/t/62691/3d-bioprinting-murine-cortical-astrocytes-for-engineering-neural-like.







Autor: André Julião
Fonte: Agência FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 21/01/2022
Publicação Original: https://agencia.fapesp.br/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais/37767/

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Unifesp oferece mestrado em Ciência da Computação



















São 17 vagas para início no primeiro semestre de 2018 no Instituto de Ciência e Tecnologia. Inscrições até 2 de fevereiro.

Agência FAPESP – O Programa de Pós-Graduação em Ciência de Computação do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em São José dos Campos, está com inscrições abertas em processo seletivo para mestrado em Ciência da Computação, com início no primeiro semestre de 2018.

São oferecidas 17 vagas, não sendo obrigatório o preenchimento de todas elas. Os candidatos poderão se candidatar para três grandes linhas de pesquisa: 1) Linha de Otimização, 2) Linha de Sistemas Computacionais e 3) Linha de Sistemas Inteligentes.

As inscrições poderão ser feitas pela internet até 2 de fevereiro de 2018, por meio de formulário disponível no site da Unifesp. Os documentos necessários para inscrição são: ficha de inscrição preenchida, RG ou passaporte/RNE para candidatos estrangeiros, histórico escolar analítico, currículo Lattes atualizado, carta de apresentação, duas cartas de recomendação de professores. Não há taxa de inscrição.

O processo seletivo será composto por duas etapas. A primeira, de caráter eliminatório, consistirá na avaliação do histórico escolar completo (incluindo reprovações), do currículo Lattes, das duas cartas de recomendação e da carta de apresentação de cada candidato.

Na segunda etapa, será aplicada uma prova que avaliará os conhecimentos específicos na área de Fundamentos da Computação. A prova será realizada no dia 6 de fevereiro, das 9 às 12 horas, no ICT (av. Cesare Mansueto Giulio Lattes, 1201, Eugênio de Melo, São José dos Campos, SP).

A classificação final dos candidatos será divulgada no dia 9 de fevereiro. Os candidatos aprovados no processo seletivo deverão se matricular na Secretaria de Pós-Graduação, localizada no campus São José dos Campos da Unifesp (mesmo endereço do ICT).

Mais informações: https://goo.gl/1FGM3D ou pelo e-mail ppgcc@unifesp.br.


Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data de Publicação: 30/01/2018
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/unifesp_oferece_mestrado_em_ciencia_da_computacao/27053/

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Unifesp abre 20 vagas de mestrado em Alimentos, Nutrição e Saúde

O Programa de Pós-Graduação Alimentos, Nutrição e Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está com inscrições abertas até o dia 10 de novembro de 2017 para o seu curso de mestrado. Para o processo seletivo de 2018, foram abertas 20 vagas.



O objetivo do programa é formar profissionais capazes de atuar de forma interdisciplinar na área de Alimentos, Alimentação e Nutrição, tendo como foco principal, a saúde dos indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias e políticas de nutrição e saúde pública.

O curso é destinado a profissionais graduados (nível superior) em Nutrição e demais profissionais das áreas da Saúde, Humanas, Biológicas e Exatas, com interesse em temas relacionados a Alimentos, Nutrição e Saúde.

O processo seletivo compreenderá três fases, de caráter classificatório. A primeira fase constará de prova de conhecimentos sobre temas de destaque no cenário da Nutrição nacional e internacional. A prova será realizada no dia 27 de novembro nas dependências da unidade central da Unifesp, situada à rua Silva Jardim, 136, Santos, SP, com início às 14 horas e término às 17 horas.

Na segunda fase, o currículo Lattes dos candidatos será avaliado com ênfase em atividades acadêmicas, profissionais e científicas. Esta etapa será realizada pelos docentes orientadores do programa no mesmo período da terceira etapa da seleção, que consistirá de entrevista.

Será avaliado o pré-projeto de pesquisa apresentado pelo candidato no ato da inscrição, além dos seus objetivos acadêmicos com vistas ao ingresso no Programa de Pós-Graduação. As entrevistas serão conduzidas, no mínimo, por três docentes orientadores do programa e ocorrerão no período de 4 a 8 de dezembro. O cronograma das entrevistas será divulgado no dia 1º de dezembro.

Os resultados finais do processo de seleção serão divulgados no dia 15 de dezembro no site do programa. As inscrições deverão ser efetuadas por meio de formulário eletrônico.

Mais informações sobre o processo seletivo disponíveis no edital em:www.unifesp.br/campus/san7/images/ppgans/edital1_2018.pdf.


Autora: Agência FAPESP
Fonte: Agência FAPESP
Sítio Online da Publicação: Agência FAPESP
Data de Publicação: 07/11/2017
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/unifesp_abre_20_vagas_de_mestrado_em_alimentos_nutricao_e_saude/26577/