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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Análise de processos de ensino-aprendizagem de temas nutrição em salas de espera

O local Sala de Espera assume uma posição sui generis na condição de espaço de educação não formal: justamente por agregar pacientes com problemas de saúde semelhantes ou não, que aguardam atendimento médico, assistem a televisão, falam ao celular e com outros pacientes, transitam com carrinho de bebê e, geralmente, aguardam atendimento onde há fluxo de pessoas (TEIXEIRA, VELOSO, 2006). A cacofonia do local, geralmente, é interrompida pela chamada da senha ou do nome do próximo paciente da fila a ser atendido.

É neste lugar, aparentemente caótico, que os profissionais da saúde ensinam conteúdos com temáticas diversas. No ensino destes temas existe a intencionalidade, o planejamento e a organização das ações ali desenvolvidas, além da estruturação dos processos de aprendizagem (GOHN, 2008, p.101). O trabalho de Educação em Saúde realizado nas salas de espera está fora do marco oficial da Educação Formal – fora da Escola e fora do currículo – e tem por objetivo central atender a grupos específicos (idosos, gestantes, nutrizes, crianças, diabéticos, etc.) ou pacientes em geral. Nesta condição, este trabalho integra a chamada Educação Não-Formal (ENF), que é entendida como “toda atividade organizada, sistemática, educativa, realizada fora do espaço do sistema oficial” (COOMBS, AHMED, 1975, p.27, grifos nossos).

Segundo Trilha (2008), esta modalidade de Educação surgiu no último terço do Século XX para suprir carências e deficiências presentes nas escolas. A ENF, por congregar metodologias e recursos diversos que, em algumas vezes, são distintos daqueles utilizados pelo professor em sala de aula e podem possibilitar a aprendizagem de temáticas específicas de modo a “sensibilizar” os aprendizes para modificar suas “atitudes”. De tal modo, que promovam mudanças comportamentais benéficas para a própria saúde e de outrem. A ENF é “um espaço concreto de formação com a aprendizagem de saberes para a vida em coletivos” (GOHN, 2009, p.32, grifos nossos). Neste espaço, cabe a utilização de quaisquer metodologias educacionais, mesmo as provenientes da educação formal (TRILLA, 2008, p.42). Destacou Gohn (2006) que devido às contínuas mudanças, ao dinamismo e ao constante movimento da realidade nos espaços não formais, as metodologias de ensino utilizadas nestes locais assumem um alto grau de provisoriedade.

Segundo esta autora, o aspecto metodológico é um dos pontos mais frágeis da ENF, justamente porque se origina da cultura de grupos e indivíduos, os métodos são originários da problematização da vida cotidiana, a partir de carências, obstáculos e necessidades destes mesmos grupos (GOHN, 2006, p. 31-32). Ao considerar o espaço Sala de Espera, este artigo propõe uma ruptura como os modelos de investigação pautados em aspectos mentalistas mencionados até aqui.

Assim, na contramão das orientações teóricas cognitivistas (ou mentalistas), que usualmente sustentam as investigações em espaços não formais de divulgação científica em Sala de Espera, esta pesquisa fundamentou-se na filosofia da ciência do comportamento denominada Behaviorismo Radical, de B.F. Skinner (1967; 1982); e em seus fundamentos metodológicos, com ênfase na Análise Aplicada do Comportamento, especificamente, a Avaliação Funcional Descritiva ou do inglês Functional Descriptive Assessment. Esta ferramenta é amplamente aplicada no tratamento de transtornos de comportamento autolesivos (CARSON, 2012; DIDDEN, 2007; CUNNINGHANM, O’NEILL, 2000; VOLLMER et al, 1995; LERMAN e IWATA, 1993), mas também com aplicação na formação de professores (GOMES, 2010; LOPES et al, 2009;LOPES, SPARVOLI, 2009) com resultados significativos na identificação de comportamentos-alvo e suas variáveis.


Autor: Paulo César Gomes, Sílvia Justina Papini e Luiza Cristina Godim Domingues Dias
Fonte: Sustinere
Sítio Online da Publicação: e-publicacoes UERJ
Data de Publicação: Janeiro a Junho de 2018
Publicação Original: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/article/view/31602/25721

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Contaminação além do garimpo

As comunidades indígenas e ribeirinhas que vivem em áreas próximas a usinas hidrelétricas na Amazônia podem estar expostas a altos níveis de mercúrio. A suspeita é de um grupo de pesquisadores brasileiros e espanhóis coordenado pela bioquímica María Elena López, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará (UFPA). Eles analisaram amostras de fios de cabelo de 37 ribeirinhos que vivem em ilhas na região de Caraipé, no lago Tucuruí, nos arredores da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, a segunda maior do Brasil. Verificaram que mais da metade dos moradores apresentava níveis de contaminação até sete vezes superior ao limite de 10 microgramas de mercúrio por grama de fio de cabelo tolerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Mais de 80% do metal identificado estava em sua forma orgânica, o metilmercúrio”, afirma María Elena. Essa é a forma mais tóxica de mercúrio, capaz de driblar o sistema de defesa do organismo e atingir o cérebro. Nesses casos, pode causar uma síndrome neurodegenerativa grave chamada doença de Minamata, caracterizada por tremores, problemas de coordenação, distúrbios sensoriais, comprometimento da visão e da audição e, em casos extremos, morte. Apesar de apresentarem altos níveis de metilmercúrio no organismo, nenhum dos ribeirinhos havia sido diagnosticado com qualquer problema de saúde, o que já era esperado pelos pesquisadores. Sinais clínicos associados à contaminação por esse metal levam anos para se manifestar.


No estudo, publicado em janeiro na revista Ecotoxicology and Environmental Safety, os pesquisadores argumentam que os ribeirinhos de Tucuruí estão se contaminando a partir da ingestão de peixes. A primeira suspeita era de que o envenenamento pudesse ser uma consequência da atividade garimpeira. Isso porque os casos de contaminação por mercúrio na Amazônia quase sempre estão associados à extração de ouro. É comum os mineiros despejarem mercúrio em sua forma líquida à mistura de areia e cascalho extraída dos rios para atrair o metal precioso. Ao fazerem isso, liberam grandes quantidades de mercúrio no ambiente.

Mas, ao analisar o histórico da região, os pesquisadores constataram a existência de vários pontos de mineração, nenhum deles ligado à extração de ouro. Por isso, sugerem que a principal fonte de contaminação por mercúrio seria decorrente de um efeito indireto provocado pelo funcionamento da hidrelétrica de Tucuruí, construída entre 1974 e 1985.

Efeitos da barragem
María Elena explica que a construção da barragem criou ecossistemas fechados que periodicamente são inundados. “O tempo de retenção de água em algumas áreas do reservatório chega a 130 dias por ano”, diz a bioquímica. Assim, todos os anos, na época chuvosa, quando o rio transborda e invade a floresta, suas águas ricas em matéria orgânica em decomposição misturam-se à grande quantidade de matéria orgânica jovem. Com o tempo, sob a ação da luz solar, esses compostos produzem peróxido de hidrogênio (água oxigenada), que ajuda a liberar o mercúrio inorgânico estocado no solo. Em seguida, bactérias anaeróbicas convertem a substância em metilmercúrio, que entra na cadeia alimentar aquática.

A possibilidade de essa dinâmica se tornar um problema na região já havia sido apresentada há quase 20 anos pelo biólogo norte-americano Philip Fearnside, hoje no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em artigos publicados na revista Environmental Management. Em agosto do ano passado, um estudo publicado na PLOS ONE também destacou o risco de contaminação por metilmercúrio decorrente da construção de barragens na Amazônia.



Tucuruí é apenas uma das mais de 400 usinas em operação ou em construção atualmente na região amazônicaImagem: Sócrates Arantes / Eletronorte

“O solo amazônico é naturalmente rico em mercúrio em sua forma inorgânica, menos agressiva”, comenta María Elena. Em algumas regiões, as próprias características do solo e da água favorecem a concentração elevada do metal. É o caso da bacia do rio Negro, onde cada quilo de solo contém em média 172 microgramas de mercúrio, quase quatro vezes mais do que os níveis considerados normais para os solos em outras regiões (ver Pesquisa FAPESP nº 143). “O problema é que qualquer alteração ambiental pode fazer com que o mercúrio inorgânico seja liberado e convertido em metilmercúrio”, ela afirma.

Ao ser liberado no meio ambiente, o metal é absorvido por algas, alimento de pequenos peixes, que são consumidos por peixes maiores. “Os peixes que estão no topo da cadeia alimentar têm maior risco de acumular o mercúrio ao se alimentar de organismos menores contaminados”, explica María Elena. É o caso do tucunaré (Cichla sp.), uma das espécies mais consumidas na região e amplamente comercializada em Belém. “As amostras de tucunaré que avaliamos apresentaram níveis de mercúrio semelhantes aos encontrados em peixes da bacia do rio Tapajós, onde está a maior área de garimpos ativos do Brasil.” Um estudo publicado na revista Science of the Total Environment em 1995 já havia identificado a presença de metilmercúrio em outro peixe na região da hidrelétrica de Tucuruí, a pescada-amazônica (Plagioscion squamosissimus).

A Eletrobras Eletronorte, administradora da Hidrelétrica de Tucuruí, reconhece a complexidade e a importância da questão. Em nota, a empresa afirma que “promove e apoia estudos que contribuam para um melhor entendimento das origens do mercúrio em ambientes naturais e antropizados [alterados pelo ser humano] da região amazônica, bem como os mecanismos biogeoquímicos que contribuem para sua mobilização, acumulação e transferência entre diferentes compartimentos ambientais”. Também destaca que atualmente desenvolve uma pesquisa sobre o papel de microrganismos na mobilização e na acumulação de mercúrio no reservatório da usina, em parceria com a UFPA.

Riscos estendidos
Episódios de contaminação por mercúrio também ocorrem em outros pontos da Amazônia. É o caso de tribos do estado de Roraima. Em 2016, ao analisar amostras de fios de cabelo de 239 índios dos grupos yanomami e ye’kuana, de 19 aldeias, pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) verificaram que em algumas regiões até 92% dos indígenas apresentavam contaminação por mercúrio. Nesse caso, no entanto, o metal fora liberado no ambiente pela atividade garimpeira. “As crianças e mulheres em idade reprodutiva foram as mais afetadas”, explica o médico Paulo Cesar Basta, coordenador do estudo da Fiocruz.

Para ele, é importante estabelecer um plano de monitoramento ambiental para identificar as possíveis fontes de exposição ao mercúrio na Amazônia, que parecem extrapolar a atividade garimpeira. Mais de 400 hidrelétricas estão em operação ou em construção na região, sobretudo na bacia do Tapajós. “Outra estratégia seria aprofundar as análises dos corpos d’água na região e montar um mapa de risco de contaminação que pudesse ser usado para orientar as populações locais”, sugere. “Estamos falando de comunidades isoladas e pobres que dependem da pesca para sobreviver”, destaca María Elena. “Muitos sequer sabem que estão se contaminando.”

Artigos científicos
ARRIFANO, G. P. F. et al. Large-scale projects in the amazon and human exposure to mercury: The case-study of the Tucuruí Dam. Ecotoxicology and Environmental Safety. v. 147, p. 299-305. jan. 2018.
FORSBERG, B. R. et al. The potential impact of new Andean dams on Amazon fluvial ecosystems. PLOS ONE. v. 12, n. 8, p. 1-35. ago. 2017.

Versão atualizada em 09/03/2018



Autor: Revista Pesquisa FAPERJ
Fonte: Revista Pesquisa FAPERJ
Sítio Online da Publicação: Revista Pesquisa FAPERJ
Data de Publicação: 10/04/2018
Publicação Original: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/03/08/contaminacao-alem-do-garimpo/

quarta-feira, 11 de julho de 2018

A idade do leite



Ossos e dentes encontrados em sítios arqueológicos podem guardar informações importantes sobre os indivíduos a que pertenceram, como traços anatômicos, idade aproximada e presença de doenças. A reconstituição dos hábitos alimentares, ainda que de forma parcial, também é possível por meio da análise da concentração de diferentes isótopos estáveis de dois elementos químicos que se preservam no esqueleto humano: carbono e nitrogênio. Um trio de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) usou essa abordagem para analisar fragmentos de 60 indivíduos, adultos e crianças, que viveram, entre 3.100 e 1.500 anos atrás, na área hoje ocupada pelo sambaqui Jabuticabeira II, sítio arqueológico localizado no município litorâneo de Laguna, cerca de 100 quilômetros ao sul de Florianópolis, em Santa Catarina. O trabalho reuniu evidências de como deve ter sido o padrão de amamentação adotado pelas mulheres da população de pescadores-coletores que habitou a região.

Segundo o estudo, publicado em 10 de maio no Journal of Archaeological Science: Reports, os recém-nascidos alimentavam-se exclusivamente de leite materno até por volta dos 6 meses de idade, quando outros tipos de comida, ricos em proteínas ou carboidratos, começavam a ser introduzidos progressivamente em sua dieta. O desmame total ocorria entre o segundo e o terceiro ano da criança, em média aos 2,3 anos de idade. “Não constatamos diferenças significativas no tempo de amamentação e no perfil da dieta após o desmame em função do sexo dos bebês”, comenta o bioarqueólogo peruano Luis Pezo-Lanfranco, do Instituto de Biociências (IB) da USP, principal autor do trabalho. “Mas esse tópico ainda precisa ser estudado em detalhe.” Aparentemente, os sambaquieiros de Jabuticabeira II não privilegiavam os meninos na hora de repartir a comida, prática às vezes verificada em algumas culturas.


Ossos da costela de crianças, foram usados para reconstituir a dieta do antigo povo do sambaquiImagem: Léo Ramos Chaves

A partir da quantidade de carbono e de nitrogênio extraídos da proteína colágeno e do mineral apatita, ambos encontrados em ossos e dentes, as técnicas usadas no trabalho permitem inferir o peso dos principais grupos de alimentos – proteínas animais, gorduras e carboidratos – na dieta consumida por uma pessoa em diferentes fases da vida. “Com elas, simulamos um estudo longitudinal na antiga população de Jabuticabeira II e determinamos a idade em que as crianças eram exclusivamente amamentadas, quando passaram a receber alimentação complementar e foram totalmente desmamadas”, comenta a bioarqueóloga Sabine Eggers, professora licenciada do IB e atualmente curadora do Museu de História Natural de Viena, outra autora do estudo. “Também comparamos a dieta das crianças com a dos adultos.” No total, o estudo analisou 106 segmentos de dentes ou ossos (quase sempre costelas), de 39 adultos e de 21 jovens de até 18 anos, entre os quais seis bebês. Da amostra, 20 eram homens, 13 mulheres e 27 de sexo indeterminado.

Dentes e ossos são estruturas valiosas para inferir por quanto tempo um recém-nascido recebeu leite materno, além de outros aspectos da dieta. A estrutura de dentes sadios conserva os elementos químicos armazenados no momento de sua formação. Diferentes segmentos de um mesmo dente se originam em idades distintas do desenvolvimento humano. O primeiro molar permanente, por exemplo, começa a formar sua coroa aproximadamente entre os 6 meses de idade e 2 anos e meio e conserva, como uma cápsula de tempo, elementos da dieta consumida pelo indivíduo quando bebê. Como esse dente se conserva por décadas, é possível comparar suas diferentes partes em busca de registros de mudanças alimentares ao longo do tempo. Já as costelas guardam a assinatura química dos ingredientes que entraram no cardápio dos últimos seis meses da vida de um indivíduo.


Controlar o tempo de amamentação era uma forma de os povos antigos modular seu crescimento demográfico

Além de fornecer informação sobre práticas alimentares e culturais, o tempo de lactação é uma ferramenta para estimar a taxa de crescimento de grupos pré-históricos. Como mulheres que amamentam têm menos chance de engravidar, dar o peito para os bebês é uma forma natural de controlar a natalidade. Populações sedentárias, que têm mais recursos em sua área de moradia e geralmente praticam agricultura, tendem a desmamar os filhos mais cedo, entre o primeiro e o segundo ano de idade. Seu crescimento demográfico é mais acelerado. Nas culturas nômades, sem local fixo de moradia, as populações costumam ser menores. Há menos alimentos à disposição e a fase de lactação pode se prolongar até os 3 anos de idade como forma de espaçar os nascimentos.

O cenário populacional no sambaqui Jabuticabeira II não se encaixa nos modelos mais esquemáticos e pode ser interpretado como um caso intermediário ou de transição. O tempo médio de amamentação das crianças, superior aos dois anos, sinaliza um crescimento demográfico significativo, ainda que com uma intensidade menor do que a associada a grupos totalmente sedentários. “Os sambaquieiros de Laguna eram vistos como caçadores-coletores nômades, mas tinham muitos recursos marinhos à disposição e cultivavam algumas plantas”, pondera Paulo DeBlasis, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, que escavou Jabuticabeira II e outros sítios na região de Laguna e também é coautor do estudo sobre lactação. “Tinham uma economia estável e uma boa densidade populacional, como apontam vários estudos que fizemos, inclusive esse sobre o tempo de amamentação.”

Projeto
Adaptação e produção de alimentos em baixa escala: Evidências bioarqueológicas em populações pré-históricas litorâneas brasileiras (nº 15/05391-3); Modalidade Bolsa de Pós-Doutorado; Pesquisadora responsável Regina Célia Mingroni Netto (USP); Bolsista Luis Pezo-Lanfranco; Investimento R$ 182.802,89.

Artigo científico
PEZO-LANFRANCO, L. et al. Weaning process and subadult diets in a monumental Brazilian shellmound. Journal of Archaeological Science: Reports. 10 mai. 2018.




Autor: Revista Pesquisa FAPERJ
Fonte: Revista Pesquisa FAPERJ
Sítio Online da Publicação: Revista Pesquisa FAPERJ
Data de Publicação: 10/07/2018
Publicação Original: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/06/18/a-idade-do-leite/

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Unifesp abre 20 vagas de mestrado em Alimentos, Nutrição e Saúde

O Programa de Pós-Graduação Alimentos, Nutrição e Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está com inscrições abertas até o dia 10 de novembro de 2017 para o seu curso de mestrado. Para o processo seletivo de 2018, foram abertas 20 vagas.



O objetivo do programa é formar profissionais capazes de atuar de forma interdisciplinar na área de Alimentos, Alimentação e Nutrição, tendo como foco principal, a saúde dos indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias e políticas de nutrição e saúde pública.

O curso é destinado a profissionais graduados (nível superior) em Nutrição e demais profissionais das áreas da Saúde, Humanas, Biológicas e Exatas, com interesse em temas relacionados a Alimentos, Nutrição e Saúde.

O processo seletivo compreenderá três fases, de caráter classificatório. A primeira fase constará de prova de conhecimentos sobre temas de destaque no cenário da Nutrição nacional e internacional. A prova será realizada no dia 27 de novembro nas dependências da unidade central da Unifesp, situada à rua Silva Jardim, 136, Santos, SP, com início às 14 horas e término às 17 horas.

Na segunda fase, o currículo Lattes dos candidatos será avaliado com ênfase em atividades acadêmicas, profissionais e científicas. Esta etapa será realizada pelos docentes orientadores do programa no mesmo período da terceira etapa da seleção, que consistirá de entrevista.

Será avaliado o pré-projeto de pesquisa apresentado pelo candidato no ato da inscrição, além dos seus objetivos acadêmicos com vistas ao ingresso no Programa de Pós-Graduação. As entrevistas serão conduzidas, no mínimo, por três docentes orientadores do programa e ocorrerão no período de 4 a 8 de dezembro. O cronograma das entrevistas será divulgado no dia 1º de dezembro.

Os resultados finais do processo de seleção serão divulgados no dia 15 de dezembro no site do programa. As inscrições deverão ser efetuadas por meio de formulário eletrônico.

Mais informações sobre o processo seletivo disponíveis no edital em:www.unifesp.br/campus/san7/images/ppgans/edital1_2018.pdf.


Autora: Agência FAPESP
Fonte: Agência FAPESP
Sítio Online da Publicação: Agência FAPESP
Data de Publicação: 07/11/2017
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/unifesp_abre_20_vagas_de_mestrado_em_alimentos_nutricao_e_saude/26577/