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quinta-feira, 21 de junho de 2018

A blogueira que faz sucesso explicando como é fazer sexo tendo bolsa de coleta de fezes


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Hannah Witton tem quase 500 mil seguidores em seu canal no YouTube

A britânica Hannah Witton é uma das centenas de youtubers que se tornaram populares entre os millennials - como são chamados os jovens nascidos entre o começo dos anos 1980 e o final dos anos 1990 - falando sobre sexo, relacionamentos e os dilemas que essa geração enfrenta.

Witton está na internet desde 2011, mas foi só há pouco tempo que um aspecto de sua vida pessoal mudou e acabou influenciando diretamente o trabalho que vem realizando online.

Sofrendo de colite ulcerativa, uma doença inflamatória intestinal que provoca crises persistentes de diarreia, ela teve que se submeter a uma cirurgia de emergência em janeiro de 2018.

No procedimento, seu cólon, a parte do instestino grosso que absorve água e armazena as fezes, foi removido e um novo caminho, chamado "estoma", foi criado.

Ele leva a um orifício artificial permanente aberto na parede do abdômen para que as fezes sejam liberadas, o que a obriga a usar uma "bolsa externa" acoplada ao corpo na qual os excrementos são coletados.

É "um saco de cocô", diz Hannah para definir a bolsa, que batizou de "Mona".

Um "saco" que ela é obrigada a usar até mesmo na hora do sexo e cujos truques ensina para quem, como ela, precisa conviver com isso.
Inspiração online

Desde que passou pela cirurgia, grande parte do conteúdo em seu blog, em seu canal no YouTube, e em suas contas no Instagram, Twitter e em seus podcasts tratam de temas relacionados a doenças inflamatórias do intestino e servem para inspirar pessoas que vivem com doenças crônicas.

"Aqui está minha bolsa de ileostomia e minha cicatriz da cirurgia. Quis registrar como meu corpo está agora. Está diferente, mas eu ainda o amo e tenho orgulho dele por não desistir diante de tudo isso! Acabei de enviar meu primeiro vídeo para o YouTube em meses, falando sobre o que aconteceu", diz ela no post abaixo, um dos que publicou sobre o assunto no Instagram.


Pule Instagram post de hannahwitton
Final de Instagram post de hannahwitton

Apenas cinco semanas depois da cirurgia, Hannah retomou a abordagem de temas relacionados a sexo.

Em um artigo para o site Metro, a blogueira deu detalhes de como é sua vida sexual agora que tem um estoma.
Conselhos práticos

"O sexo espontâneo é coisa do passado", adverte em seu artigo, se referindo ao fato de, antes de cada relação, precisar esvaziar sua "bolsa" - algo que, embora pareça pouco atraente, compara a tomar uma ducha, escovar os dentes ou fazer xixi antes de entrar em ação.

Hannah menciona também o inconveniente de a bolsa se mover de um lado para outro durante o ato. Algo que descreve como "uma distração".

Uma solução nesse caso, ensina ela, é usar bolsas menores, cintas ou algum outro tipo de proteção que mantenha a bolsa no lugar.

"Quando se trata de sexo e intimidade, se você tem um estoma, não é apenas da cirurgia que você tem que se recuperar", escreve no artigo. "Há coisas práticas em que você nunca teria de ter pensado antes."
Odores e posições

Hannah reconhece que o odor pode ser uma preocupação ou "uma barreira mental" no momento do sexo oral, já que a bolsa fica bem no rosto do parceiro.

Em relação a isso, ela recomenda o uso de acessórios para manter a bolsa distante e o uso de gotas aromáticas para mascarar os cheiros.


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Blogueira aborda em textos, fotos e vídeos como é viver com uma bolsa de ileostomia, a bolsa externa que é forçada a usar no abdômen

Em um vídeo que publicou em meados de maio, ela explica que mais do que a presença da bolsa, o que a preocupava ao voltar a fazer sexo depois da operação era a movimentação durante o ato, já que se sentia muito fraca e incapaz de adotar certas posições.

Hannah aborda estas questões com um tom leve e bem humorado. E, além das recomendações práticas, enfatiza que a comunicação é fundamental para acalmar a ansiedade e superar as dificuldades de viver com um estoma.

"Na intimidade, a linguagem é sua melhor ferramenta", diz ela.




Autor: BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC Brasil
Data de Publicação: 20/06/2018
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-44493961

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Peixe fêmea da Amazônia se reproduz sem sexo e desafia teoria de extinção da espécie





O pequeno peixe da Amazônia se reproduz de forma assexuada e desafia teoria de extinção da espécie (Foto: Reuters)



A teoria da evolução sugere que as espécies que se reproduzem de forma assexuada tendem a desaparecer rapidamente, uma vez que seu genoma acumula mutações mortais ao longo do tempo.


Mas um estudo sobre um peixe amazônico lançou dúvidas sobre a velocidade desse declínio.


Apesar de milhares de anos de reprodução assexuada, o genoma das molinésias da Amazônia é notavelmente estável ​​e a espécie sobreviveu.


Os detalhes do trabalho foram publicados na revista "Nature Ecology and Evolution".


Há dois caminhos fundamentais pelos quais espécies se reproduzem – a forma sexuada e a assexuada.


A reprodução sexuada depende de células especiais reprodutivas masculinas e femininas, como os óvulos e os espermatozóides, juntando-se durante o processo de fertilização.


Cada célula sexual contém metade do número de cromossomos das células parentais normais. Depois da fertilização, quando o óvulo e o espermatozóide se fundem, o número normal do cromossomo celular é reintegrado.


A reprodução assexuada é diferente.




Uma vida nasce do celibato




Em vez de criar uma nova geração misturando medidas iguais de DNA das mães e dos pais, a reprodução assexuada dispensa o macho e, em vez disso, cria novos descendentes contendo uma cópia exata do genoma da mãe – uma clonagem materna natural.


Essa é uma maneira incrivelmente eficiente de criar uma nova vida. Ao não desperdiçar material genético na criação de machos, todos os descendentes nascidos a partir da reprodução assexuada podem continuar se reproduzindo.


Mas há um ponto negativo. Como os descendentes são fac-símiles genéticos da mãe, eles apresentam uma variabilidade limitada.


E a variabilidade genética pode proporcionar uma grande vantagem. É justamente o que permite que as populações respondam e superem as mudanças no meio ambiente e outras pressões seletivas, ao permitir a sobrevivência dos mais adaptados.


A reprodução sexuada proporciona um grande espaço para gerar essa variabilidade genética, quando os pedaços de cromossomos individuais se recombinam assim que os óvulos e os espermatozóides se fundem e formam combinações únicas de cromossomos.



Outra vantagem da reprodução sexuada é que as mutações nocivas, que se acumulam naturalmente ao longo do tempo, são diluídas e seus efeitos anulados durante essa mistura genética.


Já os organismos que dependem da reprodução assexuada são propensos a perder essas vantagens.


O professor Manfred Schartl, da Universidade de Würzburg, é um dos principais autores do estudo e diz: "As previsões teóricas eram que uma espécie assexuada passaria por decomposição genômica e acumularia muitas mutações ruins e, sendo clonada, não seria possível depender da diversidade genética para reagir a novos parasitas ou outras mudanças no meio ambiente."




Molinésia da Amazônia pode ser um híbrido surgido após a reprodução entre duas espécies (Foto: Science Photo Library)



"Havia previsões teóricas de que um organismo assexual desapareceria depois de cerca de 20 mil gerações".




Nos círculos da biologia evolutiva, essa acumulação gradual e fatal de mutações mortais é conhecida como catraca de Muller, em homenagem ao cientista vencedor do prêmio Nobel Hermann Muller, que desenvolveu a teoria.


Mas o último estudo sobre a estabilidade a longo prazo do genoma das molinésias da Amazônia lançou algumas novas descobertas surpreendentes sobre o potencial custo da reprodução assexuada.




Derrubando as probabilidades




Acredita-se que o peixe molinésia da Amazônia seja um híbrido surgido após a reprodução entre duas espécies de peixes aparentados – o molinésia do Atlântico e o molinésia de Sailfin.



É um dos poucos animais vertebrados que se reproduzem de maneira assexuada.


O molinésia fêmea da Amazônia pode se reproduzir apenas ao ser exposto ao esperma de uma espécie relacionada de molinésia, mas o DNA do espermatozoide geralmente não se aproxima dos descendentes.


Para definir o impacto desse estilo de vida celibatário, a equipe de pesquisadores comparou as sequências do genoma de peixes molinésia da Amazônia aos coletados de vários locais, como o México e o Estado do Texas, nos EUA.


Usando as sequências do genoma, a equipe de pesquisadores conseguiu construir uma árvore genealógica.


A árvore mostrou que todos os peixes compartilharam o mesmo antepassado e que o peixe progenitor nadou em águas americanas há cerca de 100 mil anos.




Sobrevivente persistente




A molinésia da Amazônia sobrevive há cerca de meio milhão de gerações - muito além do que a teoria sugeria.


Mas não foi só isso. Quando os cientistas procuraram indícios de decadência genômica a longo prazo, havia muito poucos, como o professor Schartl explicou:



"O que encontramos é que esse peixe preservou seu genoma híbrido e o que sabemos da criação de plantas ou animais é que, quando tentamos fazer algo melhor, criamos um híbrido".




E ele acha que é esse "vigor híbrido" que sustenta a sobrevivência persistente da molinésia amazônica.



"O que a natureza tem feito é criar desde o início um bom híbrido, que prosperou".





"É claro que há mutações, mas o que sentimos e que não foi levado em consideração é que a evolução eliminará as mutações deletérias e somente aqueles que se tornam melhores, com boas mutações, prosperarão".



Ao comentar o trabalho, Laurence Loewe, professor assistente no Instituto para a Descoberta de Wisconsin, da Universidade de Wisconsin-Madison, disse à BBC:


"Normalmente, as espécies sem recombinação regular não são muito duradouras na forma evolutiva. No entanto, a molinésia amazônica parece ter encontrado uma maneira de sobreviver por um tempo surpreendentemente longo sem acumular sinais de decomposição genômica".



"Para descobrir como isso ocorre, provavelmente teremos que combinar muitos dos grandes avanços na genética evolutiva dos últimos 100 anos".




Autor: BBC
Fonte: G1 Globo Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Globo Saúde
Data de Publicação: 18/02/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/natureza/noticia/peixe-femea-da-amazonia-se-reproduz-sem-sexo-e-desafia-teoria-de-extincao-da-especie.ghtml

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Tapa, sexo e outros flagras da vida selvagem vencem prêmio de fotografia animal cômica





Coruja 'pede socorro' na foto vencedora da competição (Foto: Tibor Zercz)



O mundo animal tem, mesmo inadvertidamente, seus momentos cômicos, como mostra o Prêmio de Fotografia de Comédias da Vida Selvagem, que acaba de divulgar seus vencedores.


A competição se descreve como uma forma "alto-astral e despretensiosa" de celebrar "animais selvagens fazendo coisas engraçadas".


De 3,5 mil fotos inscritas, foram escolhidas 5 campeãs e diversas menções honrosas que mostram diferentes espécies em momentos inusitados - e até mesmo íntimos.


É o caso, por exemplo, de um casal de ursos fotografado em pleno acasalamento à noite, na foto finalista "Pegos no flagra", de Bence Mate.





'Pegos no flagra' é a foto de Bence Mate (Foto: Divulgação)


O vencedor principal do prêmio foi o húngaro Tibor Kercz, com uma série de fotos de um trio de corujas - sendo uma delas um pouco mais atrapalhada que o resto do grupo.


Kercz é um engenheiro químico que se aventura na fotografia animal desde 2013. Seu prêmio na competição será um safári no Quênia.




Tapa de tartaruga em peixe ficou entre finalistas (Foto: Troy Mayne)



A principal foto de "Fundo do Mar" foi clicada por Troy Mayne, mostrando um peixe levando um tapa de uma tartaruga.


Na categoria "Em Terra", a vitória coube a Andrea Zampatti pela foto de um aparentemente eufórico roedor campestre divertindo-se em cima de uma flor.


O Prêmio de Fotografia de Comédias da Vida Selvagem tem, segundo seus criadores, a intenção de usar o humor para incentivar esforços de conservação da vida animal.




Cantoria de anfíbios (Foto: Daniel Trim)


Outras "gracinhas" clicadas na competição incluem uma dupla de anfíbios que cantam "a plenos pulmões" e um voo de aves em que uma delas parece ter deixado sua "marca" nos céus.


Essa última rendeu a John Threlfall a vitória na categoria No Ar.




Pato parece ter deixado marca no ar, assim como fazem os aviões, em foto premiada (Foto: John-Threlfall)



Autor: BBC
Fonte: BBC
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 18/12/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/natureza/noticia/tapa-sexo-e-outros-flagras-da-vida-selvagem-vencem-premio-de-fotografia-animal-comica.ghtml