quarta-feira, 24 de abril de 2019

Brasil e China debatem bioinformática e medicina de precisão

Pesquisadores do Instituto de Genômica de Pequim (Beijing Institute of Genomics - BIG) estiveram na Fiocruz para o seminário Brasil-China de Bioinformática, BigData e Medicina de Precisão. O evento aconteceu no Auditório do Museu da Vida, no campus de Manguinhos da Fiocruz, na quarta-feira (17/4), e foi uma continuação do seminário que ocorreu na segunda-feira (15/4), no Auditório do LNCC, em Petrópolis. A atividade foi promovida pelo Centro de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em parceria com a Fiocruz, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Na ocasião, cientistas chineses e brasileiros apresentaram suas pesquisas e descobertas em diversas áreas de computação com aplicações a grandes bases de dados em ciências da vida, em especial a área de Genômica, Bioinformática e Medicina de Precisão. Entre as pesquisas apresentadas estavam estudos de bactérias resistentes, viromas de plasma de doadores do norte brasileiro e avanços no diagnóstico e tratamento do câncer.

Cientistas no auditório do Museu da Vida

“É uma honra receber esses convidados, ainda mais para debater esse tema particularmente importante para a Fiocruz e a saúde pública”, declarou a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima. A Fiocruz possui relações com instituições chinesas desde 2017, quando foi assinado o primeiro Memorando de Entendimento (MdE) com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças Chinês (CDC-China). Desde então, essa coooperação foi reforçada com a assinatura de dois outros acordos com instituições chinesas.

Na segunda-feira, o LNCC, com quem a Fiocruz também já tem parcerias, e a Academia Chinesa de Ciências (CAS) assinaram um acordo visando o fortalecimento da cooperação entre os centros de bioinformática de Pequim e de Petrópolis.

O BIG é uma instituição pública que faz parte da Academia Chinesa de Ciências (CAS), com quem a Fiocruz possui uma cooperação assinada em 2018. Inaugurado em 2003, o Instituto participou do Projeto Internacional do Genoma Humano e possui projetos de big data e medicina de precisão.

Os projetos de bancos de dados são geridos pelo Big Data Center, que busca fornecer acesso aberto a uma variedade de recursos, com o objetivo de transformar grandes volumes de dados em descobertas na área de ciências da vida e da saúde.

O diretor do Centro, Yming Bao, apresentou alguns dos projetos da instituição, como o Genome Sequence Archive (GSA), um repositório de dados brutos de genoma, que aceita envios de todo mundo e com acesso gratuito para comunidade científica global; o Database Commons, um catálogo de bases de dados biológicos, o ScienceWikis, um catálogo de “wiki” de conhecimento biológico, e o iDogs, que reúne bases de dados genômicos de cachorros.

“Na China, não temos ainda uma cultura de compartilhamento de dados, não temos uma política que incentive o compartilhamento e ainda temos algumas questões técnicas. Mas estamos tentando reverter esse quadro, estabelecendo um centro nacional de dados e criando mecanismo que facilitem o compartilhamento”, afirma Yming Bao. O Big Data Center já é considerado um dos principais do mundo e possui cooperação com diversos países.

A medicina de precisão foi outro assunto abordado pelo seminário. A técnica busca utilizar a tecnologia para individualizar diagnósticos e tratamentos. Para os participantes, essa é uma área que tem potencial não só para revolucionar o tratamento de pacientes, mas também para reduzir custos.

No caso do Estados Unidos, estima-se que cerca de 70% dos gastos com os pacientes de câncer são para controlar e mitigar os efeitos colaterais, que poderiam ser reduzidos com um tratamento individualizado, exemplifica a pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Fiocruz, Tatiana Tilli. Na China, apenas 20% das drogas usadas para o tratamento de câncer são eficazes para os pacientes. “Isso quer dizer, que cerca de 80% é desperdiçado”, explica Yonbiao Xue.




Autor: Julia Dias
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Sítio Online da Fiocruz
Data: 22/04/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/brasil-e-china-debatem-bioinformatica-e-medicina-de-precisao

Farmacopeias jesuítas do século 18 são tema do Encontro às Quintas

“Farmacopeias jesuítas dos quatro cantos do mundo (século 18)” será o tema da próxima edição do Encontro às Quintas, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). A apresentação da pesquisadora Ana Carolina Viotti, pós-doc do PPGHCS, será realizada no dia 25/04, às 10h, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), em Manguinhos (RJ). O evento é aberto aos interessados, sem necessidade de inscrição prévia.

Em sua palestra, Ana Carolina Viotti vai explorar a experiência dos religiosos da Companhia de Jesus na manipulação, criação e aplicação de remédios, registradas em quatro coleções de receitas produzidas no aquém e no além mar. “Das múltiplas frentes de ação dos inacianos entre os séculos 16 e 18, salta aos olhos sua atuação, para além das atividades missionárias, na criação e manutenção de boticas e santas casas em locais onde os médicos e boticários especializados dificilmente eram encontrados”, explica.

De acordo com a pesquisadora, em lugares diferentes como Paraguai, Brasil, Macau e Goa, são fartos os registros sobre o cuidado que disponibilizavam aos habitantes também no âmbito “corporal”, desenvolvendo, fabricando, aplicando, distribuindo e comercializando toda sorte de medicamentos nesses estabelecimentos de saúde. Ana Carolina Viotti debaterá também a ampla rede de informações e conhecimento produzida e transmitida entre os membros da Ordem e os caminhos que a historiografia tem apresentado para tratar desse universo que mesclava as matérias do corpo e da alma.

Encontro às Quintas

Coordenação: Tânia Salgado Pimenta
Tema: Farmacopeias jesuítas dos quatro cantos do mundo (século 18)
Convidada: Ana Carolina Viotti (PPGHCS)
Data: 25/04
Horário: 10h
Local: Salão de Conferência – Prédio CDHS
Endereço: Av. Brasil, 4365 – Manguinhos (Rio de Janeiro-RJ)
Informações: (21) 3882-9095 | E-mail: historiasaude@coc.fiocruz.br




Autor: COC/Fiocruz
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 22/04/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/farmacopeias-jesuitas-do-seculo-18-sao-tema-do-encontro-quintas

terça-feira, 23 de abril de 2019

OMS anuncia primeiro teste em grande escala de vacina contra malária

Mosquito Anopheles stephensi é vetor da malária. — Foto: Jim Gathany/CDC/Reuters

Mosquito Anopheles stephensi é vetor da malária. — Foto: Jim Gathany/CDC/Reuters


A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira (23) que iniciará a implementação da primeira vacina contra a malária. A vacina, desenvolvida ao longo de 30 anos, tem proteção parcial contra a doença em crianças pequenas.


O primeiro país a receber doses da vacina será o Malaui. Nas próximas semanas, Gana e Quênia receberão doses também.


Segundo comunicado da OMS, a vacina RTS, S é a primeira e, até hoje, a única vacina que mostra um efeito protetor contra a malária em crianças pequenas e entrará para o calendário de vacinação destes países.


Nos testes, além da proteção parcial, a vacina também conseguiu reduzir a necessidade de transfusões de sangue em 29%. As transfusões são necessárias contra a anemia severa causada pela doença.


A eficácia da vacina foi estabelecida em teste anteriores envolvendo mais de 15 mil crianças da África subsaariana. Ficou comprovado que crianças que receberam 4 doses da vacina tiveram um risco significativamente menor de desenvolver malária.


Segundo a OMS, a malária mata 435 mil pessoas por ano, a maioria delas crianças menores de cinco anos.


“Temos visto ganhos tremendos de mosquiteiros e outras medidas para controlar a malária nos últimos 15 anos, mas o progresso estagnou e até reverteu em algumas áreas. Precisamos de novas soluções para recuperar a resposta da malária, e essa vacina nos oferece uma ferramenta promissora para chegar lá ”, disse o diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus.



"A vacina contra a malária tem o potencial de salvar dezenas de milhares de vidas de crianças"-Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.




A doença infecciosa é causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Os sintomas podem incluir febre alta, dor de cabeça, tremores e calafrios.




Quem pode tomar a vacina?




Cerca de 360 mil crianças por ano nos três países escolhidos devem receber as doses da vacina.


São necessárias 4 doses, sendo a primeira dose dada após os cinco meses de idade, seguida das doses 2 e 3 em intervalos mensais e a quarta dose perto dos dois anos de idade.


Segundo a OMS, os efeitos colaterais conhecidos incluem dor e inchaço no local da injeção e febre, efeitos semelhantes às reações de outras vacinas infantis.


Outro efeito relatado foi de convulsões ocasionais em crianças com febre. De acordo com a organização, as crianças que tiveram convulsões após a vacinação se recuperaram completamente e não houve consequências duradouras.




Países selecionados




A OMS explicou como selecionou os três países para o programa de vacinação contra malária. Em dezembro de 2015, a organização pediu que ministérios africanos da saúde interessados em colaborar no programa de implementação da vacina se apresentassem.


Dos dez países que se apresentaram, três foram selecionados para o programa com base em critérios como desejo de participação e programas de malária e imunização que funcionassem bem.


Outros critérios usados foram:



bom controle da malária e de vacinações infantis
transmissão de malária de moderada a alta, apesar da boa implementação de intervenções contra a doença
um número suficiente de crianças pequenas que vivem nas áreas de transmissão da doença onde a vacina será introduzida
forte pesquisa de implementação ou experiência de avaliação no país
capacidade de avaliar os resultados de segurança




O programa de vacinação nestes países durará até 2022 e pesquisadores avaliarão seus resultados para uma possível implementação em larga escala.


A farmacêutica GSK é a responsável pelo desenvolvimento e fabricação da vacina e doou 10 milhões de doses de vacina para este teste inicial.






Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 23/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/23/oms-anuncia-primeiro-teste-em-grande-escala-de-vacina-contra-malaria.ghtml

Dia da Terra: Nasa divulga imagens para 'celebrar beleza do planeta'

No Dia da Terra, comemorado em 22 de abril, a Nasa divulgou imagens feitas por seus telescópios e por astronautas na Estação Espacial Internacional. A intenção da agência espacial americana é "celebrar a beleza do planeta".

"Por décadas, usamos o ponto de vista do espaço para entender melhor nosso planeta e melhorar vidas. Hoje, nós olhamos mais uma vez das estrelas, desta vez apenas para aproveitar a beleza do mundo que chamamos de lar", dizia o post em uma rede social.


O Dia Internacional da Mãe Terra, ou Dia da Terra, foi instituído pelas Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 como forma de conscientizar as pessoas para a preservação do meio ambiente.



Imagem da Terra vista da Estação Espacial Internacional — Foto: Nasa


Imagem feita da Estação Espacial Internacional do Parque Nacional Everglades, na Flórida (EUA). — Foto: Nasa


Imagem do rio Dniepre, na Rússia, congelado — Foto: Nasa



Estação Espacial Internacional registra paisagem de Madagascar — Foto: Nasa


As Bahamas em foto feita por astronauta da Estação Espacial Internacional — Foto: Nasa


Imagem de satélite mostra a Terra vista do espaço — Foto: Nasa/NOAA


Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 23/04/2019 
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/23/dia-da-terra-nasa-divulga-imagens-para-celebrar-beleza-do-planeta.ghtml

Tratamento inovador devolve movimentos a pacientes crônicos de Parkinson

Um tratamento desenvolvido por pesquisadores canadenses se mostrou capaz de recuperar movimentos de pacientes com doença de Parkinson.


Pessoas que mal saiam de casa agora são capazes de caminhar com mais liberdade como resultado de uma estimulação elétrica na espinha dorsal.


Um quarto dos pacientes com Parkinson acaba desenvolvendo dificuldades para andar, conforme a doença avança.


O professor Mandar Jog, da Western University, em Ontário, no Canadá, disse à BBC News que os benefícios de seu novo tratamento foram "além de seus sonhos mais improváveis".


"Os nossos pacientes têm a doença há pelo menos 15 anos e não se sentiam seguros para caminhar havia muitos anos", disse.


"É incrível vê-los agora indo além dos limites de casa, sendo capazes de fazer passeios no shopping ou viagens de férias."


Uma caminhada comum envolve o envio de instruções do cérebro para as pernas se moverem. O cérebro, então, recebe sinais de volta, quando o movimento é concluído, para então enviar novas instruções para o próximo passo.



Partes do cérebro responsáveis pelos movimentos (em vermelho na imagem da esquerda) não estavam funcionando adequadamente. Após três meses de tratamento, essas regiões foram reativadas — Foto: BBC NEWS/WESTERN UNIVERSITY


O professor Jog acredita que a doença de Parkinson reduz os sinais que retornam ao cérebro, interrompendo o ciclo e fazendo com que os pacientes "congelem" no processo de movimentação.


O implante com eletrodos desenvolvido por sua equipe ajuda a fortalecer esses sinais, permitindo que os pacientes caminhem normalmente.


Mas Jog se surpreendeu com a duração dos efeitos do tratamento. Os pacientes conseguiam caminhar mesmo depois de o implante com eletrodos ser desligado.


Ele acredita que o estímulo elétrico desperta o mecanismo de feedback das pernas para o cérebro, que havia sido danificado pela doença de Parkinson.


"É um tratamento de reabilitação completamente diferente", diz.


"Antes, a gente pensava que os problemas de locomoção ocorriam em pacientes com Parkinson porque os sinais do cérebro para as pernas não chegavam até elas. Mas parece que o problema está nos sinais que retornam das pernas para o cérebro."




Caminhadas no parque




Tomografias mostram que, antes de os pacientes receberem o tratamento de estimulação elétrica, áreas do cérebro que controlam movimentos não estavam funcionando adequadamente. Alguns meses após o tratamento, essas regiões do cérebro haviam se reativado.


Gail Jardine, de 66 anos, está entre os pacientes que receberam o tratamento. Antes de passar a usar o implante com eletrodos, há dois meses, ela costumava congelar, de repente, no meio de um movimento, além de tropeçar e cair entre duas e três vezes por dia.


Gail passou a se sentir insegura e parou de fazer, com o marido, as caminhadas de que tanto gostava na região de Kitchener, em Ontário.


Agora, ela e o marido, Stan, voltaram a caminhar no parque pela primeira vez em mais de dois anos.


"Consigo andar muito melhor", diz. "Eu não caí desde que comecei o tratamento. Ele me deu mais segurança. Estou ansiosa para fazer mais caminhadas com o Stan e, quem sabe, sozinha também."


Outro paciente que passou pelo tratamento é Guy Alden, de 70 anos, diácono numa igreja católica de Ontário. Ele acabou tendo que se aposentar em 2012, em decorrência do Parkinson.



Guy Alden — Foto: Arquivo Pessoal


Guy lamenta que a doença o tenha forçado a interromper trabalhos comunitários, como visitas ao presídio da cidade.


"Eu congelava no meio de um movimento com frequência, no meio da multidão. Todos ficavam me olhando. Era constrangedor", disse.


"Agora eu posso andar no meio da multidão de novo. Minha esposa e eu até tiramos férias no Mauí, no Havaí, e eu não precisei usar minha cadeira de rodas em nenhum momento. Tinha várias ruas estreitas e desníveis e consegui fazer tudo muito bem."


Beckie Port, diretora de pesquisas do Parkinson's UK, entidade do Reino Unido dedicada a estudos sobre a doença de Parkinson, disse: "Os resultados vistos nesse piloto de pequena escala são promissores e o tratamento certamente merece mais investigação."




Autor: BBC
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 23/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/23/tratamento-inovador-devolve-movimentos-a-pacientes-cronicos-de-parkinson.ghtml

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Com chamada de R$ 100 milhões, MCTIC e Ministério da Educação lançam programa Ciência na Escola

Ciência na Escola no-quotes


Na cerimônia, os ministros do MCTIC e do MEC assinaram documento que autoriza a chamada pública para instituições, com recursos de R$ 100 milhões provindos do MEC, a ser publicada nos próximos dias. Outras três iniciativas já foram lançadas dentro do programa Ciência na Escola uma chamada pública para pesquisadores, a Olimpíada Nacional de Ciências e a plataforma Ciência é 10, para especialização de professores. Todas as etapas do programa serão acompanhadas por meio de uma plataforma desenvolvida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que inclui mecanismos de gestão, monitoramento e avaliação das ações.


Durante o evento de lançamento do programa, o ministro Marcos Pontes falou da importância de encorajar alunos e professores e ajudar as crianças a realizarem seus sonhos. Temos milhões de crianças que necessitam apenas de um empurrãozinho para se tornarem professores, empresários, cientistas e cidadãos produtivos, disse o ministro. Ciência e tecnologia são a ponta de lança do desenvolvimento de qualquer país e são coisas apaixonantes, que podem motivar a garotada para o estudo.

O ministro do MCTIC também ressaltou o fato de que o programa irá ajudar a formar a nova geração de cientistas brasileiros. Nossos pesquisadores estão envelhecendo e formar novos cientistas leva tempo, afirmou. O Ciência na Escola terá parte nesse processo em 15 ou 20 anos teremos uma nova geração de profissionais, mas precisamos dar a partida agora.

Participaram da mesa de abertura do evento, além dos ministros, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) João Luiz Filgueiras de Azevedo, o Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Ribeiro Correia, e o Presidente do Conselho Nacional de Educação, Luiz Curi.


Após a solenidade de assinatura, foi realizada uma mesa redonda com a presença da vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader, e a coordenadora-geral da Febrace, Roseli Lopes. Em seguida, foram realizadas apresentações de experiências relacionadas ao ensino de ciências da professora Débora Garofalo, uma das dez finalistas do Global Teacher Prize, considerado o 'Nobel' da Educação, e da professora Dávila Correa, diretora adjunta do Instituto do Desenvolvimento Social Sustentável do Instituto Mamirauá.

O secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do MCTIC, Marcelo Morales, concluiu as apresentações com uma palestra sobre o funcionamento do programa.


O Programa Ciência na Escola


O programa é uma iniciativa conjunta do MCTIC, CNPq, MEC e Capes, dividido em quatro ações simultâneas.

A chamada pública institucional no valor de R$ 100 milhões, que será publicada nos próximos dias, irá selecionar propostas apresentadas por redes de instituições que envolvam escolas de educação básica, instituições de ensino superior, espaços de ciência e outras instituições de ciência, tecnologia e inovação.

As instituições serão encorajadas a apresentar propostas em consórcios, com recursos distribuídos da seguinte forma: até R$ 4 milhões de reais para o nível estadual, com uma unidade da federação de uma mesma grande região do país envolvida, até R$ 10 milhões de reais para o nível interestadual, em que menos duas unidades da federação de uma mesma grande região do país são envolvidas, e até R$ 20 milhões de reais para o nível regional, com ao menos três unidades da federação de uma mesma grande região do país envolvidas.


Esta é a principal ação do programa, afirma o secretário Morales. É o que irá levar os alunos e professores para dentro dos equipamentos de ciência das instituições.

As demais ações já foram lançadas. Uma delas é a Chamada MCTIC/CNPq nº 05/2019 Programa Ciência na Escola: o Ensino de Ciências na Educação Básica, com investimento previsto de R$ 10 milhões. Serão apreciados projetos que versem sobre o ensino de qualquer uma das disciplinas que fazem parte do currículo escolar dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. O objetivo é privilegiar o letramento científico, o uso de abordagens investigativas e de metodologias ativas de ensino, a aproximação entre as Instituições de Ensino Superior (IES) e as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) com as escolas públicas, a disseminação dos métodos científicos das diferentes áreas do conhecimento, a integração entre as disciplinas e o despertar da vocação dos alunos e professores da educação básica para as carreiras científicas.


É uma chamada para pesquisadores, explica Morales. Eles irão pensar em como trazer a ciência para dentro da sala de aula e as metodologias associadas.

Também no âmbito do programa, foi lançada pela Capes, com investimentos de R$ 3 milhões, a Especialização à Distância em Ensino de Ciências - "Ciência é Dez!". Trata-se de um curso de especialização para professores graduados que estão atuando no sistema público de ensino e dando aulas de ciências nos anos finais do Ensino Fundamental, ou seja, do 6º ao 9º ano.

É um curso na modalidade ensino a distância (EAD), com garantia de qualidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e certificação do Ministério da Educação (MEC).

Ciência na Escola no-quotes

A última das ações iniciais do programa, que também já está em operação, é a expansão da Olimpíada Nacional de Ciências, promovida pelo MCTIC em parceria com a Universidade Federal do Piauí e implementado o programa de quatro Sociedades Científicas: a Sociedade Brasileira de Física (SBF) a Associação Brasileira de Química (ABQ), o Instituto Butantan e a Sociedade Astronômica Brasileira.

Com recursos no valor de R$ 1 milhão, o objetivo é atingir um milhão de participantes neste ano, com ampliação da capilaridade e do escopo de disciplinas.

O secretário Marcelo Morales também deu destaque à plataforma de gestão, monitoramento e avaliação do programa, desenvolvida pela RNP. Ela permitirá que o programa seja acompanhado em tempo real. A cada três meses vamos extrair os impactos dessas ações, por um período de dois anos, afirma. De posse dessas informações poderemos então renovar nossos investimentos, totalmente baseados em uma metodologia científica.


Autor: Notícias Redação Olhar Digital
Fonte: Notícias Redação Olhar Digital
Sítio Online da Publicação: Notícias Redação Olhar Digital
Data: 19/04/2019
Publicação Original: https://amp.olhardigital.com.br/noticia/com-chamada-de-r-100-milhoes-mctic-e-ministerio-da-educacao-lancam-programa-ciencia-na-escola/84946

Garis ameaçam entrar em greve a partir da próxima segunda-feira no Rio

O município do Rio de Janeiro poderá enfrentar nova greve dos garis a partir da próxima segunda-feira (22). A paralisação das atividades foi decidida pelos funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) durante assembleia no último dia 18.

O presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro (Simaeco-Rio), Antonio Carlos da Silva, que representa a categoria, está aguardando contraproposta da Comlurb para marcar nova assembleia que definirá a manutenção ou não da greve. "Assim que (a empresa) apresentar a contraproposta, eu vou comunicar aos trabalhadores para ver o que a gente faz. O ideal é marcar nova assembleia para discutir essa contraproposta e definir o movimento, se continua ou se cessa".

A categoria reivindica 10% de aumento salarial, além de implantação imediata do novo Plano de Cargos e Salários, extensão do adicional de coleta para todos que realizam este trabalho, inclusão de vigias e agentes de preparo de alimentos no adicional de insalubridade, aumento no tíquete alimentação, entre outros pleitos. A Comlurb ofereceu inicialmente 3,73% de reajuste.

Antonio Carlos da Silva pretende negociar durante este fim de semana nova contraproposta que atenda aos pleitos dos trabalhadores, visando encaminhar o tema para a categoria ainda na segunda-feira, em nova reunião, para definir os novos rumos do movimento. Ele informou que para que a greve seja iniciada, é preciso um aviso prévio de 72 horas, como determina a legislação, porque a coleta de lixo é considerada serviço essencial.

Comlurb

Garis da Comlurb recolhem lixo deixado nas ruas por foliões

Em nota, a Comlurb disse que mantém conversas constantes com a direção do Simaeco-Rio, com o objetivo de "mostrar os avanços da proposta, que inclui o maior e melhor pacote de benefícios do país da categoria, e fechar um acordo definitivo para evitar a paralisação dos garis".

A proposta da companhia prevê reajuste baseado no índice de inflação, extensivo ao tíquete refeição e alimentação, que passará a ter valor mensal de R$ 736,48, além de concessão de insalubridade para os agentes de preparo de alimentos de escolas municipais e conclusão da implantação do Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS). A Comlurb salientou que seus empregados "têm planos de saúde e odontológico, auxílio-creche e diversos outros benefícios".



Autor: Alana Gandra
Fonte: Repórter da Agência Brasil
Sítio Online da Publicação: Agência Brasil
Data: 20/04/2019
Publicação Original: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-04/garis-ameacam-entrar-em-greve-partir-da-proxima-segunda-feira