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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Por que é importante implementarmos a economia circular?


Imagem: Euronews
Por que é importante implementarmos a economia circular?

A economia circular é um conceito que busca substituir o modelo linear de produção e consumo, em que se extraem recursos, se produz, se consome e se descarta, por um sistema em que os recursos são preservados e utilizados de maneira mais eficiente, com o objetivo de minimizar o impacto ambiental e prolongar a vida útil dos recursos naturais.

Na economia circular, as empresas trabalham para maximizar a reutilização e a reciclagem de materiais e energia, ao invés de descartá-los. Isso é alcançado por meio de práticas como a concepção de produtos com material reciclável e a criação de sistemas de logística reversa para coletar e reciclar produtos ao final de sua vida útil.

Além disso, a economia circular também promove a eficiência energética e a utilização de fontes renováveis de energia, com o objetivo de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e minimizar as emissões de gases de efeito estufa.


A implementação da economia circular tem vários benefícios, incluindo a preservação dos recursos naturais, a redução dos custos de produção, a criação de novos empregos e a melhoria da segurança alimentar, além de contribuir para a luta contra as mudanças climáticas.
Em resumo, a economia circular é uma abordagem inovadora e sustentável para a produção e consumo, que visa criar um futuro mais verde e próspero para todos.

Exemplos de economia circular incluem:Reciclagem de materiais, como papel, vidro, metais e plásticos, para evitar a extração de novos recursos e reduzir o lixo.
Compartilhamento de bens, como carros ou ferramentas, para aumentar a utilização de recursos já existentes.
Agricultura regenerativa, que busca manter e aumentar a fertilidade do solo, ao invés de usar fertilizantes químicos.
Design de produtos para a reparação e a reutilização, ao invés de serem descartados após o uso.
Geração de energia a partir de fontes renováveis, como sol, vento e biogás, ao invés de combustíveis fósseis.


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in EcoDebate, ISSN 2446-9394




Autor: ecodebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 13/02/2023
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2023/02/13/por-que-e-importante-implementarmos-a-economia-circular/

segunda-feira, 18 de março de 2019

O centro da economia global está voltando para a Ásia, artigo de José Eustáquio Diniz Alves





A Ásia foi o centro econômico do mundo durantes milênios, em função, especialmente, do peso dos Impérios Persa, Hindu e Chinês. A Índia e a China são os dois países mais populosos do mundo há milênios e desenvolveram grandes civilizações que deram importantes contribuições para o avanço intelectual, espiritual e material da humanidade.

No passado, o centro econômico do mundo ficava na Ásia Central, ao norte da Índia e a oeste da China, refletindo os avanços civilizacionais desfrutados no Oriente Médio e Extremo Oriente. Até 1820, a Ásia respondia por dois terços da riqueza mundial, mas foi superada rapidamente pelo Ocidente graças à Colonização da América e à Revolução Industrial e Energética que garantiu a riqueza e o poderio da Europa e dos Estados Unidos.

Em 1900, o centro econômico havia mudado para o norte da Europa, que deu um salto muito à frente do resto do mundo durante o século XIX. Na primeira metade do século XX até 1950, o centro mudou para o Atlântico Norte, refletindo a ascensão econômica e populacional dos Estados Unidos, como mostra o relatório “Urban world: Cities and the rise of the consuming class”, do McKinsey Global Institute (Junho de 2012).

Mas o relatório também mostra que a tendência de Ocidentalização do mundo deu um “cavalo de pau” em meados do século passado, voltou a se direcionar para o norte da Europa e agora essa tendência está se direcionando para o Oriente, em uma velocidade impressionante. O que levou séculos para se deslocar para o oeste, desde as Grandes Navegações iniciadas por Cristóvão Colombo em 1492, agora faz o caminho de volta para o leste em questão de décadas.

A McKinsey calculou onde o centro econômico ponderando o PIB nacional pelo centro geográfico de gravidade de cada país. O relatório liga a grande mudança na economia global à tendência de urbanização, observando que as economias em rápido crescimento sempre têm cidades em rápido desenvolvimento. Até 2025, prevê o relatório, dois terços do crescimento econômico mundial virão de um grupo de 600 cidades, sendo 440 delas em países em desenvolvimento. Por exemplo, o crescimento urbano da China está ocorrendo 10 vezes mais rápido do que a urbanização no Reino Unido, o primeiro país a se industrializar. A China está criando megacidades (população de 10 milhões ou mais) a uma taxa de uma por ano.

De acordo com o relatório da McKinsey, o centro de gravidade econômico vem mudando para leste na última década a uma taxa de 140 km por ano e, em 2025, terá retornado a um lugar na Ásia central, ao norte de onde foi no ano 1.000 DC. “Não é uma hipérbole dizer que estamos observando a mudança mais significativa no centro de gravidade econômico da Terra na história”, conclui o relatório.
O gráfico abaixo, com dados do FMI, mostra como mudou a correlação de forças entre as economias dos principais países ocidentais, da Ásia emergente e da Chíndia (China + Índia). A queda dos países ocidentais foi grande e a ascensão dos países orientais foi surpreendente. A linha azul mostra a participação no PIB global dos EUA mais o Canadá e mais a União Europeia (com 28 Estados-membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, Romênia, Reino Unido e Suécia), enquanto a linha laranja mostra a participação da Ásia Emergente (30 países: Bangladesh, Butão, Brunei, Camboja, China, Fiji, Índia, Indonésia, Kiribati, Laos, Malásia, Maldivas, Ilhas Marshall, Micronésia, Mongólia, Mianmar, Nauru, Nepal, Palau, Papua-Nova Guiné, Filipinas, Samoa, Ilhas Salomão, Sri Lanka, Tailândia, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu e Vietnã).






Os 30 países ocidentais tinham uma participação no PIB global de 53,8% em 1980, caíram para 32,8% em 2018 e devem ficar com 29,9% em 20123. Já os 30 países da Ásia Emergente tinham uma participação no PIB global de somente 8,9% em 1980, passaram para 33,2% em 2018 (ultrapassando os 30 países ocidentais) e devem ficar com 37,7% em 2023.

Mas dentro da Ásia Emergente (que reúne os países do Leste e do Sul da Ásia) o peso fundamental é da China e da Índia (Chíndia). O gráfico também mostra que a Chíndia tinha uma participação no PIB global de apenas 5,2% em 1980 (10 vezes menos que os 30 países ocidentais), mas passou para 26,4% em 2018 e deve chegar a 30,3% em 2023, ultrapassando os 30 países ocidentais que devem ficar com 29,9%.

Portanto, a China e a Índia – as duas grandes civilizações do passado – estão voltando a ter papel central na economia internacional. Como são países que somam quase 3 bilhões de habitantes e crescem muito em termos econômicos estão provocando a mudança do eixo econômico de gravidade para o centro da Ásia.

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br


Referência:

Richard Dobbs et. al. Urban world: Cities and the rise of the consuming class, Report McKinsey Global Institute, June 2012
https://www.mckinsey.com/featured-insights/urbanization/urban-world-cities-and-the-rise-of-the-consuming-class



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/03/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 18/03/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/03/18/o-centro-da-economia-global-esta-voltando-para-a-asia-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

terça-feira, 15 de maio de 2018

Relatório da OIT prevê que 24 milhões de empregos serão criados na economia verde no mundo até 2030

ONU


Ao menos 24 milhões de novos postos de trabalho serão criados no mundo até 2030 se as políticas certas para promover uma economia verde forem implementadas, afirma novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta segunda-feira (14).

De acordo com a publicação, a ação para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius resultará na criação de empregos muito maior do que o necessário para compensar as perdas de 6 milhões de postos de trabalho em outros setores.


Projetos de energia renovável e de eficiência energética nos países em desenvolvimento pode impulsionar cumprimento das metas do Acordo de Paris. Foto: EBC


Ao menos 24 milhões de novos postos de trabalho serão criados no mundo até 2030 se as políticas certas para promover uma economia verde forem implementadas, afirma um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta segunda-feira (14).

De acordo com a publicação “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018: Greening with Jobs”, a ação para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius resultará na criação de empregos muito maior do que o necessário para compensar as perdas de 6 milhões de postos de trabalho em outros setores.

Novos empregos serão criados com a adoção de práticas sustentáveis no setor de energia, promovendo o uso de veículos elétricos e melhorando a eficiência energética dos edifícios.

Os serviços de ecossistemas — incluindo purificação do ar e da água, renovação e fertilização do solo, controle de pragas, polinização e proteção contra condições climáticas extremas — sustentam, entre outros, atividades agrícolas, pesqueiras, florestais e turísticas que empregam 1,2 bilhão de trabalhadores.

No entanto, os aumentos de temperatura projetados farão com que o estresse térmico, particularmente na agricultura, seja mais comum. Isso pode levar a várias condições médicas, incluindo exaustão e derrame. O relatório calcula que o estresse térmico causará uma perda global de 2% nas horas trabalhadas até 2030 devido a doenças.

“As conclusões do nosso relatório reforçam o fato de que os empregos dependem fortemente de um ambiente saudável e dos serviços que ele fornece. A economia verde pode permitir que milhões de pessoas superem a pobreza, além de proporcionar condições de vida melhores para a atual geração e também para futuras. Esta é uma mensagem de oportunidade muito positiva em um mundo de escolhas complexas”, disse a diretora-geral adjunta da OIT, Deborah Greenfield.

No nível regional, haverá criação líquida de cerca de 3 milhões de empregos nas Américas, 14 milhões na Ásia e no Pacífico e 2 milhões na Europa, graças a medidas tomadas na produção e no uso de energia.

Em contraste, pode haver perdas líquidas de empregos no Oriente Médio (-0,48%) e na África (-0,04%) se as tendências atuais continuarem, devido à dependência dessas regiões de combustíveis fósseis e mineração, respectivamente.

O relatório pede aos países que tomem medidas urgentes para treinar os trabalhadores nas habilidades necessárias para a transição para uma economia mais verde, além de lhes oferecer uma proteção social que facilite a transição para novos empregos, contribua para prevenir a pobreza e reduza a vulnerabilidade das famílias e comunidades.

“Mudanças de políticas nessas regiões poderiam compensar as perdas de empregos antecipadas ou seu impacto negativo. Os países de renda baixa e média ainda precisam de apoio para desenvolver a coleta de dados e adotar e financiar estratégias para uma transição justa para uma economia e sociedade ambientalmente sustentáveis, que incluam todas as pessoas de todos os grupos da sociedade”, declarou a principal autora do estudo, Catherine Saget.
Outras descobertas importantes

De acordo com o estudo, a maioria dos setores da economia global se beneficiará da criação líquida de empregos — dos 163 setores econômicos analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos em todo o mundo. Apenas dois setores, extração e refino de petróleo, apresentam perdas de 1 milhão ou mais de empregos.

A pesquisa mostrou ainda que 2,5 milhões de postos de trabalho serão criados no setor de energia renovável, compensando cerca de 400 mil empregos perdidos na geração de eletricidade baseada em combustíveis fósseis.

Além disso, 6 milhões de empregos podem ser criados através da transição para uma “economia circular”, que inclui atividades como reciclagem, reparos, aluguel e remanufatura — substituindo o modelo econômico tradicional de “extração, fabricação, uso e descarte”.
Não haverá ganho sem políticas apropriadas

Embora as medidas para lidar com as mudanças climáticas possam resultar em perdas de empregos no curto prazo em alguns casos, seu impacto negativo pode ser reduzido por meio de políticas apropriadas.

O relatório pede sinergias entre a proteção social e as políticas ambientais que apoiam os rendimentos dos trabalhadores e a transição para uma economia mais verde. Uma combinação de políticas que inclua transferências de renda, seguros sociais mais fortes e limites no uso de combustíveis fósseis levaria a um crescimento econômico mais rápido, maior geração de empregos e uma distribuição de renda mais justa, bem como menores emissões de gases de efeito estufa.

Os países devem tomar medidas urgentes para antecipar as habilidades necessárias para a transição para economias mais verdes e oferecer novos programas de treinamento.

A transição para sistemas agrícolas mais sustentáveis poderia criar empregos em fazendas orgânicas de médio e grande porte, além de permitir que os pequenos proprietários diversifiquem suas fontes de renda, especialmente se os agricultores tiverem as habilidades certas.

O relatório também mostra que leis, regulamentos e políticas ambientais que incluem questões trabalhistas oferecem um meio poderoso para promover a Agenda do Trabalho Decente da OIT e os objetivos ambientais.

“O diálogo social, que permite aos empregadores e aos trabalhadores participar do processo de tomada de decisão política junto com os governos, desempenha um papel fundamental na conciliação dos objetivos sociais e econômicos com as preocupações ambientais. Há casos em que esse diálogo não só ajudou a reduzir o impacto ambiental das políticas, como também evitou um impacto negativo no emprego ou nas condições de trabalho”, conclui Saget.

Clique aqui para acessar o relatório completo.


Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 15/05/2018



Autor: ONU Brasil
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 15/05/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/05/15/relatorio-da-oit-preve-que-24-milhoes-de-empregos-serao-criados-na-economia-verde-no-mundo-ate-2030/

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Poluição das praias poderá provocar um colapso na economia carioca, artigo de Sérgio Ricardo


Poluição na baía da Guanabara. Foto: Movimento Baía Viva

O avanço da poluição das praias no litoral fluminense além de gerar graves problemas ambientais e de saúde pública poderá provocar perdas na economia com redução de empregos

A Constituição Federal brasileira (1988) e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) reconhecem a praia como ÁREA DE BEM COMUM DO POVO.

As praias, são a principal opção de lazer dos cariocas e fluminenses, sendo o Turismo uma das cadeias econômicas mais relevantes do território fluminense que apresenta um extenso e lindo litoral que abrange diversos municípios. A prática de Esportes Náuticos (como vela, canoagem, stand up, canoa, surf) tem sido prejudicados pela crescente poluição ambiental.

Dados de Março/2018, do monitoramento da balneabilidade das praias cariocas coordenado pelo INEA (Instituto Estadual do Ambiente), comprovam que – infelizmente – a grande maioria das praias de nossa baías estão impróprias ao banho tanto nas ilhas, como na Zona Sul e Barra da Tijuca.

A ONU (Organização das Nações Unidas) através dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), recomenda aos governos a adoção de Políticas Públicas voltadas à proteção dos oceanos e dos mares, bem como a preservação da biodiversidade marinha, como um direito humano.

A degradação ambiental no litoral brasileiro poderá gerar, nas próximas décadas, uma forte deseconomia (pois trata-se de uma “produção sacrificada”), com perda expressiva de empregos. Somente na Baía de Guanabara, a crescente degradação ambiental provoca um prejuízo econômico estimado em R$ 30 bilhões por ano!

Os principais impactos irreversíveis da poluição do litoral são: a redução da atividade pesqueira e a extinção de espécies marinhas, graves problemas de saúde pública e a perda de empregos e de receitas pelas cidades que dependem da cadeia produtiva do turismo, além de provocar uma forte desvalorização dos imóveis localizados na orla marítima.

A falta de tratamento de esgotos, o lixo flutuante e a poluição industrial tem contaminado os ecossistemas, como os manguezais, e as águas de uso balneário provocando doenças de veiculação hídrica e poluição visual.

O boto-cinza, que é uma espécie símbolo do Rio de Janeiro encontra-se ameaçado de extinção nas baías urbanas cariocas – Guanabara e Sepetiba: na década de 1990, existiam 800 indivíduos desta espécie na Baía de Guanabara e atualmente estão reduzidos a apenas 34! Já na Baía de Sepetiba, no início deste ano, ocorreu a mortandade de 170 botos.

O movimento Baía Viva, fundado nos anos 1990, defende as seguintes prioridades para reverter a poluição das praias:

1) A conclusão das obras dos Troncos Coletores de esgotos projetados desde 1995 (há 23 anos!) pelo Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que ainda hoje estão incompletas. As ETEs (estações de tratamento de esgotos) foram construídas ou reformadas: no entanto, pela ausência dos Troncos Coletores tratam um volume irrisório, insuficiente de esgotos. A Baía de Guanabara recebe diariamente 18 mil litros de esgotos por segundo.

2) A implementação do Plano Municipal de Saneamento Básico abrangendo as baías, rios e lagoas cariocas. Este plano é de responsabilidade da Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com a estatal CEDAE, com a definição de metas ambientais anuais. Consideramos que há 2 (duas) prioridades para o saneamento do território da Ilha do Governador:

I – A implantação de um Programa de Saneamento Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Jequiá que recebe esgotos de cerca de 100 pessoas por dia. A poluição do manguezal do Jequiá tem ameaçado de extinção a pesca artesanal e as espécies raras da avifauna, além de provocar o adoecimento da população.

II – A implantação de um Programa de Despoluição das Praias e das Favelas com a eliminação das valas à céu aberto que lançam esgotos “in natura” (sem tratamento) nas praias e a construção de galeria de cintura na orla marítima da Ilha do Governador, com sua interligação com a ETIG (estação de tratamento situada no Tauá) que teve sua capacidade de tratamento ampliada pelo PDBG, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (PDBG).

3) Sinalização ecológica das praias com placas ou painéis informativos sobre as condições de balneabilidade, visando garantir o Direito de acesso à Informação Ambiental por parte dos banhistas, praticantes de esportes náuticos e turistas.

4) Participação das Universidades públicas no monitoramento independente da qualidade da balneabilidade das praias e da avaliação das condições parasitológicas e microbiológicas da areia, assim como sua publicidade.

Ao adotar um equivocado e poluente modelo de desenvolvimento insustentável que tem se caracterizado por sacrificar as praias, baías, lagoas e rios, na prática estamos literalmente matando a “galinha dos ovos de ouro”!

Sérgio Ricardo, é ecologista, gestor ambiental e membro-fundador do Movimento Baía Viva.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 02/05/2018



Autor: Sérgio Ricardo
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 02/05/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/05/02/poluicao-das-praias-podera-provocar-um-colapso-na-economia-carioca-artigo-de-sergio-ricardo/

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

FSP-USP oferece Curso de Especialização em Economia e Gestão em Saúde





Oportunidade é voltada a profissionais da área da saúde, com particular ênfase no SUS. Inscrições até 1º de fevereiro (foto: FAPESP)

Agência FAPESP – A Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP realizará o curso de especialização Economia e Gestão em Saúde de 23 de fevereiro a 27 de abril de 2018. O objetivo do curso é oferecer formação especializada em Economia da Saúde a profissionais que atuam na área da saúde, com particular ênfase no Sistema Único de Saúde (SUS).

Candidatos deverão ter formação universitária e disponibilidade de computador conectado à internet. O curso terá 360 horas-aula e 40 horas para elaboração de trabalho de conclusão de curso. A carga horária envolve o desenvolvimento de 10 disciplinas, baseadas em processo interativo por meio de solução de problemas. As aulas serão às sextas, das 17 às 21 horas, e aos sábados, das 8 às 12 horas.

Os temas das disciplinas serão “Fundamentos da Economia da Saúde”; “Gestão Orçamentária e Financeira em Saúde”; “Necessidade, Eficiência e Equidade em Saúde”; “Avaliação Econômica em Saúde”; “Gestão Estratégica de Custos em Saúde”; “Ferramentas Estatísticas para Economia da Saúde”; “Estratégias de Expansão e Políticas do Setor Farmacêutico”; “Ferramentas Microeconômicas para Economia da Saúde”; “Avaliação de Tecnologias em Saúde”; e “Metodologia Científica”.

Para se inscrever, os interessados devem enviar, até 1º de fevereiro, ficha de inscrição, comprovante de depósito bancário, currículo e cópia de CPF, RG, diploma de graduação ou declaração de conclusão para o e-mail ccexfsp@fsp.usp.br. A taxa de inscrição custa R$ 50 e a de matrícula R$ 850. Além disso, há 12 mensalidades de R$ 850.

A seleção dos candidatos será feita por análise curricular e entrevista, que será realizada entre os dias 6 e 8 de fevereiro.

O local do curso será o prédio da FSP-USP, localizada na av. Dr. Arnaldo, 715, Cerqueira César, São Paulo.

Mais informações: www.fsp.usp.br/site/eventos/mostrar/6616.

Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data de Publicação: 30/01/2018
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/fspusp_oferece_curso_de_especializacao_em_economia_e_gestao_em_saude_/27052/