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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Alimentação pouco saudável começa muito cedo: bebês, crianças pequenas e açúcares adicionados

As principais fontes alimentares de açúcares adicionados para bebês incluem iogurte, lanches, doces e produtos de panificação doce. Para crianças pequenas, as principais fontes incluíam bebidas de frutas, produtos doces assados, açúcar e doces

Por Márcia Wirth

Um novo estudo publicado no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics descobriu que quase dois terços das crianças (61%) e quase todas as crianças (98%) consomem açúcar adicionado em suas dietas diárias, principalmente na forma de iogurtes com sabor (bebês) e bebidas de frutas (crianças com até 2 anos). Os bebês tinham entre 6 a 11 meses e as crianças maiores, entre 12 a 23 meses.

A análise documentou algumas boas notícias no declínio, durante o período do estudo (2005-6 e 2015-16), da porcentagem de bebês cujas dietas diárias incluem adição de açúcares, bem como nas quantidades consumidas. No entanto, a ingestão generalizada aponta para um problema sério e persistente: o desenvolvimento precoce de padrões alimentares associados a condições de saúde negativas.

“O estudo, que é o primeiro a analisar as tendências no consumo de açúcar adicionado por bebês e crianças pequenas, documenta que a maioria das crianças consome mais açúcar do que o que pensávamos. Isso tem implicações importantes para a saúde pública, pois pesquisas anteriores já nos revelaram que os padrões alimentares estabelecidos precocemente influenciam os padrões posteriores”, afirma o pediatra homeopata Moises Chencinski.

Pesquisas anteriores sobre dietas para crianças acima de dois anos associaram o consumo de açúcar ao desenvolvimento de cáries, asma, obesidade, pressão arterial elevada e perfis lipídicos alterados.

As organizações de saúde dos Estados Unidos promulgaram diretrizes que recomendam limitar a ingestão de açúcar a 9 colheres de chá ou menos para homens adultos e 6 colheres de chá ou menos para mulheres adultas e crianças entre 2 e 19 anos. No entanto, não havia nenhuma pesquisa comparativa feita com bebês e crianças pequenas, antes deste estudo.

“As descobertas deste novo estudo sobre as dietas de bebês e crianças pequenas devem aumentar a conscientização entre organizações e profissionais de saúde e orientar diretrizes e recomendações futuras”, afirma Moises Chencinski.

Os pesquisadores analisaram dados de 1.211 crianças e bebês (6-23 meses), presentes na Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) 2011-2016, um estudo representativo nacional realizado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Eles usaram o Banco de Dados de Padrões Alimentares Equivalentes e a lista O que comemos na América, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para categorizar os alimentos. Os açúcares contidos no leite materno e na fórmula não foram incluídos nas estimativas de consumo.

O que o estudo mostrou



Os resultados mostraram que os bebês consumiam cerca de 1 colher de chá de açúcar adicionado diariamente (equivalente a cerca de 2% de sua ingestão calórica diária), enquanto as crianças consumiam cerca de 6 colheres de chá de açúcar (cerca de 8% de sua ingestão calórica diária).

Não foram detectadas diferenças no consumo de açúcar adicionado por sexo, nível de renda familiar e chefe de família, mas houve algumas distinções por raça / origem hispânica: crianças asiáticas não-hispânicas consumiam o menor nível de açúcares adicionados e crianças negras hispânicas consumiam os níveis mais altos de açúcares adicionados (8,2 colheres de chá).

Segundo o estudo, “as principais fontes alimentares de açúcares adicionados para bebês incluem iogurte, lanches, doces e produtos de panificação doce. Para crianças pequenas, as principais fontes incluíam bebidas de frutas, produtos doces assados, açúcar e doces”, informa Chencinski.

Os pais devem estar atentos aos níveis de açúcares adicionados nos alimentos escolhidos ao desmamar os bebês. “A transição de uma dieta à base de leite (leite materno e fórmula) para alimentos de mesa tem um impacto na nutrição, na preferência de sabor e nos padrões alimentares. É importante discutir quais alimentos sólidos devem ser introduzidos, durante o desmame, com o pediatra da criança. A leitura do rótulo com os dados nutricionais também é outro recurso para apoiar decisões informadas”, defende o pediatra.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/01/2020




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 15/01/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/01/14/alimentacao-pouco-saudavel-comeca-muito-cedo-bebes-criancas-pequenas-e-acucares-adicionados/

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Mudanças na alimentação e rotina diária podem ser decisórios para o combate ao Diabetes

Dados do Ministério da Saúde revelam um aumento de 40% do número de casos de diabetes nos últimos 12 anos no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 16 milhões de pessoas sofrem com a doença em nosso país.

Mesmo sendo uma enfermidade, que acomete uma grande parte da população, muitos brasileiros ainda sabem muito pouco sobre as formas de prevenir e tratar a disfunção. Com tudo isso, se torna essencial que as pessoas se informem sobre o assunto e saibam identificar os seus sintomas.

Por Luana Moreira

De acordo com o médico generalista e diretor da Clínica Penchel, Lucas Penchel, o diabetes pode ser definido como uma doença de origem crônica e que se faz presente quando o organismo deixa de produzir a insulina ou, quando a produz, ela é incapaz de exercer adequadamente as suas funções. “Relacionado a predisposições genéticas ou a deficiências do organismo, o diabetes mellitus tipo 1, é caracterizado pelo excesso de glicose no sangue. Ele neste caso, pode surgir na infância ou adolescência e possui caráter autoimune, ou seja, as células de defesa do organismo passam a danificar o pâncreas, que é o principal responsável pela produção de insulina. Sede constante, aumento da vontade de urinar, boca seca, perda de peso, sensação de formigamento, e dificuldade de cicatrização de feridas, são alguns dos principais sintomas da doença”, explica.

Segundo Lucas Penchel, os pacientes com essa condição devem adotar uma alimentação isenta de açúcar e ter o total controle sob a ingestão de carboidratos. “Estas pessoas ainda devem praticar exercícios físicos por cerca de 30 minutos ao menos 3 vezes por semana. Na maioria dos casos, também é necessária a aplicação diária de insulina”, conta.

Diferente da primeira variação da doença, no diabetes tipo 2, o organismo permite a produção de insulina, mas pode desenvolver uma resistência ao hormônio. Este que contribui para o transporte da glicose para o interior das células. “Atingindo com maior frequência adultos e idosos, este modelo do distúrbio também pode afetar crianças e adolescentes. Na maioria dos quadros, esse tipo da doença pode ser tratado por meio de mudanças na alimentação e realização de atividades físicas, sem que seja necessária a aplicação de insulina”, comenta.

Penchel ressalta que os pacientes diabéticos devem se emprenhar na definição de uma dieta livre de açúcares e com baixo teor de carboidratos. “Também é indispensável, a realização de exercícios físicos moderados. Lembro, que tais atividades devem ser acompanhadas por um profissional qualificado para que o paciente não passe por um episódio de hipoglicemia. Essa alteração pode levar à perda momentânea da consciência”, adverte.

O médico alerta que abandonar o açúcar não é a única forma de evitar os desdobramentos do diabetes tipo 2. “É um grande erro acreditar que ao parar de comer doces, uma pessoa pode evitar que a doença se desenvolva. O ideal é manter uma nutrição balanceada e saudável baseada na ingestão de fibras, frutas, legumes, verduras, proteínas vegetais e animais. Dando preferência a alimentos in natura ou frescos. Também é recomendável ficar atento ao peso corporal e a pressão arterial, e deixar o sedentarismo de lado”, aponta.

Por fim, Lucas aponta que o diabetes pode influir no aparecimento diversos problemas de saúde. “Quando não há o controle rigoroso da glicemia, a doença pode contribuir para o surgimento de lesões e placas nos vasos sanguíneos, o que por sua vez, compromete a oxigenação dos órgãos e aumenta o risco de infartos e acidentes vasculares. Ainda pode ocorrer a falência dos rins, cegueira, comprometimento de nervos, gangrena e amputações. Por todas estas consequências, é muito relevante enfatizar que a prevenção é o melhor caminho para qualquer paciente. Então, caso os primeiros sinais da doença sejam notados, procure pela ajuda médica”, conclui.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/11/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 21/11/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/11/21/mudancas-na-alimentacao-e-rotina-diaria-podem-ser-decisorios-para-o-combate-ao-diabetes/

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Mitos e verdades sobre a alimentação

Manga com leite faz mal à saúde? Quando o assunto é alimentação, há muitas lendas, dúvidas, desorientações. Para esclarecer sobre o tema, as nutricionistas do Programa Circuito Saudável Débora Neves e Lorhane Meloni realizaram a roda de conversa Mitos e verdades sobre a alimentação, em 13 de agosto, no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz).

As nutricionistas abordaram do cuidado em relação as estratégias para perda de peso e a importância de ser crítico em relação as informações divulgadas nos meios de comunicação, que nem sempre são verdadeiras e não devem ser aplicadas para todos os indivíduos.

Em uma forma geral, a orientação para todos é que o consumo de alimentos mais naturais possíveis seja a base da alimentação, como frutas, legumes, verduras, grãos, cereais, ovos, leite. Não há alimento especifico para perda de peso, mas o equilíbrio e a variedade de alimentos in natura que vão melhorar este processo.

Elas também destacaram a importância de perceber os sinais que o corpo emite, com isso diferenciando a fome emocional da fome fisiológica; anotar o que se come e as quantidades, como ferramenta para visualizar e refletir o consumo alimentar; evitar alimentos ultraprocessados (biscoitos, sorvetes, guloseimas, macarrão e temperos “instantâneos”, salgadinhos “de pacote”, refrigerantes, achocolatados etc); e fazer dietas com acompanhamento de profissionais nutricionistas.

Confira a apresentação em powerpoint com algumas desmistificações e suas respectivas explicações.


Autor: Penélope Toledo (INCQS/Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 20/08/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/mitos-e-verdades-sobre-alimentacao

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Alimentação e saúde mental, artigo de Roberto Naime


Cérebro. Imagem: Por Yurchanka Siarhei / Shutterstock.com


A alimentação e a saúde mental são muito mais relacionadas do que se imagina. São muitas as causas relacionadas com as alterações da química cerebral e que se refletem com os transtornos psiquiátricos, como depressão, esquizofrenia, déficit de atenção e mal de Parkinson ou de Alzheimer.

Um dos muitos fatores está na deficiência de nutrientes da alimentação, que pode ocorrer durante a gestação ou já na fase adulta. O baixo consumo de frutas, hortaliças e grãos, que podem frequentemente serem substituídos por refeições pobres em vitaminas, sais minerais e fibras e ricos em gorduras saturadas e alimentos refinados, como o açúcar e a farinha de trigo é motivo essencial.

Numerosas evidências mostram que fatores nutricionais desempenham um papel importante na determinação do quanto o cérebro envelhece e experimenta desordens neurodegenerativas. Sem a menor dúvida, as motivações hegemônicas se relacionam com alimentação inadequada.

Fibras alimentares estão associadas a maiores taxas de atenção e diminuição da sensibilidade ao estresse, assim como ajudam a manter estáveis os níveis de glicemia, levando a melhora da qualidade de vida e do desempenho intelectual.

Flavonóides pelo alto poder antioxidante, são essenciais ao equilíbrio fisiológico do Sistema Nervoso Central ao inibir o estresse oxidativo. Apresentam ótimas respostas no tratamento de esquizofrenia e depressão.

Ômega 3 são ácidos graxos poli-insaturados, encontrados em peixes de águas geladas, que atuam na sinalização celular, determinação da plasticidade sináptica e modulação de substâncias com atividade neuro-modulatória e neurotransmissora. Existem registros de bons resultados na sua aplicação no tratamento nos casos de esquizofrenia.

Vitamina B12 é importante para a manutenção neurológica, sendo capaz de retardar o aparecimento de sintomas de demência senil, melhora na linguagem e cognição quando usada de forma preventiva. Em adolescentes, sua deficiência pode induzir ao desenvolvimento de sintomas de deficiências cognitivas.

A vitamina D contribui na prevenção de enfermidades neurodegenerativas e neuro imunes. O ferro promove correta oxigenação e produção de energia nos tecidos que formam as funções cerebrais. Sua carência pode ser vista em crianças com Síndrome de Hiperatividade com Déficit de Atenção, além de estar associado ao quociente de inteligência em crianças.

Manganês, cobre e zinco participam de mecanismos enzimáticos de proteção contra os radicais livres e que evitam a indução de alterações do funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC).

Entre os melhores alimentos para o cérebro estão aqueles que contêm o elemento químico selênio, com destaque para a castanha-do-pará, salmão, farelo de trigo, semente de girassol seca, ostra crua, fígado bovino, camarão cru entre outros.

Em vez de tratamentos, manter boa alimentação pode ser fundamental, principalmente em organismos predispostos a serem afetados por distúrbios mentais. Uma boa e saudável alimentação também pode ser um fator importante para o desempenho cotidiano de vida.

Hoje se possui conhecimento sobre como as substâncias químicas reguladoras da atividade cerebral são formadas e a partir desta informação se investigam os alimentos que podem contribuir tanto para esta regulação,

O cérebro precisa de uma dieta equilibrada para manter bom desempenho de seu funcionamento. Então, para pensar, memorizar, lembrar e assim por diante, devem ser ingeridos alimentos que contêm os nutrientes que mantenha a boa “performance” mental

Existem vitaminas e minerais já referidos, que estão diretamente envolvidos na saúde mental como, na concentração, memória, desempenho mental e humor. Se o organismo não estiver adequadamente nutrido, será muito mais difícil para que a mente se mantenha em equilíbrio e o cérebro obtenha máximo rendimento.

Manter uma dieta balanceada e rica em nutrientes é um hábito que traz grandes benefícios para a saúde física e mental. Consumir peixe pode te ajudar a prevenir doenças mentais.

As evidências das relações que existem entre a dieta e a saúde mental está crescendo a um ritmo acelerado.

Além disso, as evidências indicam que a alimentação desempenha um papel importante no desenvolvimento e a prevenção de problemas de saúde mental.

Em uma recente investigação, se descobriu que consumir peixe semanalmente pode ajudar a diminuir o risco de desenvolver mal de Alzheimer e outras doenças mentais.

Se deseja que as informações e reflexões manifestadas possam auxiliar a todos, principalmente aos indivíduos que já apresentam pré-disposições genéticas a serem afetados por doenças mentais a desenvolverem padrões de alimentação mais satisfatórios.



r. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sugestão de leitura: Civilização Instantânea ou Felicidade Efervescente numa Gôndola ou na Tela de um Tablet [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.


Referência:

http://www.utfpr.edu.br/servidores/novo-portal/nutriinforma-2012/saudemental.pdf



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 12/02/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 12/02/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/02/12/alimentacao-e-saude-mental-artigo-de-roberto-naime/

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Alimentos Funcionais, artigo de Roberto Naime


Alimentos na Conferência Green Rio 2015. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

São alimentos ou ingredientes que exercem funcionalidades adicionais no organismo e que exercem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas.

Os alimentos funcionais se sobrepõem aos chamados nutracêuticos, e se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar outras funcionalidades benéficas ao organismo na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes.

É necessário que o consumo destes alimentos seja regular a fim de que seus benefícios sejam alcançados. A indicação fica no maior uso de vegetais, frutas, cereais integrais na alimentação, já que grande parte dos componentes ativos estudados se encontra nesses alimentos.

Outra menção relevante é substituir em parte o consumo de carne de vaca, embutidos e outros produtos à base de carne vermelha por soja e derivados, especialmente carne de soja e isolados proteicos de soja, e ainda peixes que são ricos em ômega 3.

A tabela a seguir resume de forma didática quais são os compostos destas funcionalidades, que ação produzem e em quais alimentos são encontrados mais facilmente, ou por característica (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/220_alimentos_funcionais html).



Composto
Ação
Alimentos onde é encontrado
Isoflavonas
Ação estrogênica (reduz sintomas da menopausa) e anti-câncer
Soja e derivados
Proteínas de soja
Redução dos níveis de colesterol
Soja e derivados
Ácidos graxos ômega-3
Redução do LDL – colesterol; ação antiinflamatória; é indispensável para o desenvolvimento do cérebro e
da retina de recém-nascidos
Peixes marinhos como sardinha, salmão, atum, anchova, arenque, etc
Ácido a – linolênico
Estimula o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória
Óleos de linhaça, colza, soja; e nozes e amêndoas
Catequinas
Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico
Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto
Licopeno
Antioxidante, reduz níveis de colesterol e o risco de certos tipos de câncer, como de próstata
Tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho, melancia
Luteína e Zeaxantina
Antioxidantes; protegem contra degeneração macular
Folhas verdes (luteína). Pequi e milho (zeaxantina)
Indóis e Isotiocianatos
Indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama
Couve flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete, mostarda
Flavonóides
Atividade anticâncer, vasodilatadora, anti-inflamatória e antioxidante
Soja, frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja
Fibras solúveis e
insolúveis
Reduz risco de câncer de cólon, melhora o funcionamento intestinal. As solúveis podem ajudar no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dão maior saciedade.
Cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo, etc.; leguminosas como soja, feijão, ervilha, etc.; hortaliças com talos e frutas com casca
Prebióticos – fruto oligossacarídeos, insulina
Ativam a microflora intestinal, favorecendo o bom funcionamento do intestino
Extraídos de vegetais como raiz de chicória e batata yacon
Sulfetos alílicos (alilsulfetos)
Reduzem colesterol, pressão sanguínea, melhoram o sistema imunológico e reduzem risco de câncer gástrico
Alho e cebola
Ligninas
Inibição de tumores hormônio-dependentes
Linhaça, noz moscada
Tanino
Antioxidante, antisséptico, vasoconstritor
Maçã, sorgo, manjericão, manjerona, sálvia, uva, caju, soja
Estanóis e esteróis vegetais
Reduzem risco de doenças cardiovasculares
Extraídos de óleos vegetais como soja e de madeiras
Probióticos – Bífido bactérias e Lactobacilos
Favorecem as funções gastrointestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon
Leites fermentados, Iogurtes e outros produtos lácteos fermentados



Para que os resultados sejam eficazes, é importante que o consumidor siga as instruções na rotulagem, utilizando o produto da forma recomendada pelo seu fabricante, quando se certificar sobre a proveniência idônea, no caso de alimentos processados industrialmente.

É lícito ressaltar que estes alimentos somente exercem toda sua potencialidade quando estão inseridos em uma dieta equilibrada e balanceada. Se estiver sendo utilizado um alimento para o controle do colesterol, os resultados somente ser positivos, serão favoráveis, se a ingestão estiver associada a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol.

Não existem ações mirabolantes. Todos os resultados dependem de ações sistêmicas e persistentes, para a obtenção de resultados que incrementem a qualidade de vida das populações consideradas.

Referência: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/220_alimentos_funcionais.html



Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sugestão de leitura: Civilização Instantânea ou Felicidade Efervescente numa Gôndola ou na Tela de um Tablet [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

Nota da Redação: Sobre o mesmo tema, sugerimos que leia, também:

Alimentos Nutracêuticos, artigo de Roberto Naime



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 24/05/2018




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 24/05/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/05/24/alimentos-funcionais-artigo-de-roberto-naime/