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segunda-feira, 26 de março de 2018

Integração ensino-serviço-comunidade na perspectiva da reorientação da formação em saúde

Em 2003, o Ministério da Saúde (MS) instituiu dispositivos importantes de articulação entre a educação e o trabalho em saúde. A partir de diálogos com o Ministério da Educação, desenvolveu parcerias em programas para fortalecer o processo de formação e desenvolvimento profissional, com vistas a qualificação da Atenção Básica (AB). Entre as ações relacionadas à educação superior para melhoria dos cursos de graduação, destacamse: o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde) e o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde). 

O Pró-Saúde, lançado em 2005 com o objetivo de promover transformações no ensino na saúde, teve como foco cursos de graduação em enfermagem, medicina e odontologia, três categorias que integram as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), dispositivo prioritário para a reorientação do modelo de AB no Brasil. Em 2008, um novo edital inclui os demais cursos da área da saúde, acompanhando a iniciativa do MS de instituição dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF). Um terceiro edital, lançado em 2011, articula a organização de projetos de reorientação da formação à criação das Redes de Atenção à Saúde (RAS), destacando ainda o papel da AB como coordenadora nas linhas de cuidado em saúde. 

O Pró-Saúde propõe que a criação de modelos de reorientação apoia a construção de um novo panorama na formação profissional, com vistas ao ensino integrado com o serviço público, tendo como base as reais necessidades da população e dos trabalhadores da saúde (BRASIL, 2007a). Por sua vez, lançado em editais anuais de 2008 a 2013, o PET-Saúde tem como pressuposto a educação pelo trabalho, disponibilizando bolsas para tutores (docentes universitários), preceptores (profissionais dos serviços) e estudantes de graduação da área da saúde (BRASIL, 2010). Esses programas têm como orientação comum a proposta de integração ensinoserviço-comunidade no processo de formação, destacando os cenários de prática como lócus singular para a reflexão sobre a real condição da produção de cuidados e a necessidade de transformação do atual modelo de atenção, centralizado no profissional e nas técnicas. Essa interação consiste no trabalho coletivo, pactuado e integrado entre docentes e discentes dos cursos de formação, trabalhadores, gestores e usuários dos serviços (BRASIL, 2007b; VENDRUSCOLO; PRADO; KLEBA, 2016). 

A integração ensino-serviço-comunidade está ancorada aos pressupostos conceituais que incorporam o processo de educação à transformação social, com base na análise das necessidades reais dos sujeitos, no âmbito do seu contexto histórico e social. Freire (2001) defende a educação como uma possibilidade em que educando e educador atuem de forma compartilhada, como sujeitos de sua prática, e que esta deve ser criada e recriada por meio da ação-reflexão-ação sobre o cotidiano. Schimidt (2008) refere-se aos espaços de ação e de reflexão como mundos em transformação: o mundo do trabalho e o mundo da educação em saúde. 

Quando em intersecção, esses mundos se transmutam em algo novo, uma espécie de imagem objetivo, em que é possível instituir o diálogo com outras realidades, originando novos fatos.


Autor: Carine Vendruscolo, Maira Tellechea da Silva, Maria Elisabeth Kleba da Silva
Fonte: Revista SUSTINERE
Sítio Online da Publicação: Revista SUSTINERE
Data de Publicação: 23/11/2017
Publicação Original: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/article/view/30559/23152

sexta-feira, 23 de março de 2018

Análise do conforto ambiental e ergonômico em uma instituição de ensino

A palavra “trabalho” é tão antiga quanto a própria história humana, uma vez que seus primeiros relatos aparecem nos textos bíblicos e é definida como forma de punição ao homem devido ao pecado (GÊNESIS, 3-19).

Ao longo de sua história a concepção de trabalho está associada a fardo, uma vez que o conceito atribuído é de que existe uma troca do seu esforço físico e mental por uma recompensa econômica conhecida como salário (MASSON et al., 2015).


No entanto, vários pensadores já criaram uma série de teorias para descrever o comportamento humano frente aos seus anseios, dentre as quais podemos destacar a teoria da equidade (Homans, Adams), a teoria das necessidades (Maslow, McClelland, Alderfer), a teoria dos dois fatores (Herzberg, Mausner, Snyderman), a teoria do reforço (Skinner, Connellan), a teoria das expectativas ou instrumentalidade (Vroom), a teoria dos objetivos (Locke, Bryan), para mencionar apenas as mais influentes.


Dentre todas as teorias apresentadas, a teoria das necessidades de Maslow ainda hoje é uma das teorias sobre motivação mais conhecidas, embora seja atualmente questionada em termos de sua validade, pelo fato de estar apoiada em evidências muito restritas de pesquisas realizadas sem experimentação (BERGAMINI, 1997; ROBBINS, 2002). Sua grande contribuição deve-se, principalmente, à lógica intuitiva da teoria e à sua facilidade de compreensão (ROBBINS, 2002).


Porém, há uma discussão entre Robbins que a considera como lógica intuitiva e Sampaio (2009) que trata como equivocada a interpretação da teoria de Maslow, por simplificar em demasia os conceitos de sua teoria das necessidades. Na verdade, a lógica da “hierarquia das necessidades", buscava demonstrar que o bem estar humano físico e psíquico depende do atendimento em uma ordem lógica das principais necessidades humanas, sendo divididas em fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de auto- realização que mostrava que o ser humano dependia de algo mais que simplesmente do trabalho e que, além disso, não se buscava no trabalho apenas recompensa econômica.


De acordo com Sampaio (2009), em diversas conferências realizadas pelo próprio Maslow destacava que as pessoas possuem diferentes necessidades de motivação.


Na verdade, a complexidade do tema motivação é descrita tanto por Vries (1993) que diz que apesar de ser um dos temas mais abordados, é sem dúvidas um dos temas menos compreendido do comportamento organizacional, quanto por Herzberg (1997) para quem por meio da utilização da psicologia da motivação é muita complexa e o que se desenvolveu com algum grau de certeza é ainda muito pouco. Herzberg (1968), mostrava que além do fator econômico existiam dois fatores: os higiênicos, que estavam relacionados com o ambiente de trabalho que tinham a função de reduzir ou impedir a insatisfação, e os fatores motivacionais, que estavam ligados a satisfação no trabalho, de outros subfatores como a realização, o reconhecimento, do próprio trabalho, da responsabilidade, da possibilidade de crescimento e do desenvolvimento ou progresso atestada anos mais tarde por Abergo (2014).



Autor: Eduardo Nunes de Magalhães, Ester Melo Vieira
Fonte: Revista Sustinere
Sítio Online da Publicação: Revista Sustinere
Data de Publicação: 07/12/2017
Publicação Original: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/article/view/30168/23156

quinta-feira, 22 de março de 2018

Abrascão 2018: ciência, tecnologia, ensino e saúde são temas de seminário

O Rio de Janeiro receberá o próximo Seminário Preparatório do 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. O encontro terá como tema Ciência e Tecnologia, Universidade Pública e Saúde, acontecerá em abril e está sendo organizado pelo Comitê de C&T da Abrasco, através de seu coordenador Luis Eugenio Souza.

O seminário preparatório é aberto ao público e acontecerá nos dias 5 e 6 de abril de 2018 no Salão Internacional da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).

Confira a programação.


Serviço

Seminário Ciência e Tecnologia, Universidade Pública e Saúde
Data: 5 e 6 de abril de 2018
Local: Salão internacional da Ensp. Rua Leopoldo Bulhões, 1480, Manguinhos – Rio de Janeiro.
Para mais informações sobre eventos preparatórios, acesse o site da Abrasco.







Autor: Abrasco
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 21/03/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/abrascao-2018-ciencia-tecnologia-ensino-e-saude-sao-temas-de-seminario

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Comunidade científica foi pra rua no Dia C da Ciência

Durante a manhã e tarde desta quarta-feira (25), a UFCSPA, UFRGS, UERGS e Santa Casa estiveram engajadas na divulgação científica e na defesa do investimento em pesquisa! Quem passou pela esquina da Rua Sarmento Leite com Avenida Osvaldo Aranha pôde conferir um pouco da produção acadêmica das instituições e seu impacto na sociedade.


As instituições de ensino e pesquisa mostraram o que estão fazendo para melhorar a vida das pessoas.


Na ocasião ocorreu a exibição de vídeos com depoimentos de pesquisadores e a distribuição de materiais informativos aos pedestres que passaram pelo local.

O Dia C da Ciência faz parte da programação da Semana Nacional da Ciência, sendo uma iniciativa de universidades federais, centros e institutos tecnológicos para conscientizar a população da importância do investimento em pesquisa científica.


Autora: Fapergs
Fonte: Fapergs
Sítio Online da Publicação: Fapergs
Data de Publicação: 26/10/2017
Publicação Original: http://www.fapergs.rs.gov.br/conteudo_puro.php?cod_conteudo=1719&cod_menu=6