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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Estudo com gêmeos revela três genes relacionados a efeitos da zika em bebês

Tomografia de computador de dois pares de gêmos mostra a diferença do desenvolvimento dos cérebros devido à zika (Foto: Hug-Cell)



Estudando pares de gêmeos, cientistas conseguiram encontrar três genes que podem indicar uma maior suscetibilidade aos efeitos do vírus da zika nos bebês em gestação, causando malformações como a microcefalia.


Os resultados da pesquisa, liderada por Mayana Zatz e Maria Rita Passos-Bueno, da Universidade de São Paulo (USP) , foram publicados na revista "Nature Communications", nesta sexta-feira (2).


Jaqueline Jessica Silva de Oliveira é mãe de um dos casos estudados. Ela engravidou de gêmeos em 2015. Aos sete meses de gestação, descobriu que teria um dos bebês com microcefalia. Ela já tinha dois filhos, Paulo, com 9 anos, e Gabrielly, com 4. Há cerca de um ano, quando aceitou participar da pesquisa, ela contou ao G1 que teve os sintomas nos primeiros meses: dor de cabeça, manchas nos braços e mãos e coceira.




Casal de gêmeos Laura e Lucas: um tem microcefalia, o outro não (Foto: Arquivo Pessoal)

As duas crianças nasceram em 17 de novembro de 2015 e se chamam Laura e Lucas. Jaqueline disse que Mayana "a visitava toda a semana" para buscar informações. Hoje, as crianças têm mais de 2 anos.

"Não teve essa evolução que muitos esperavam ver. Ela [Laura] está bem, do jeitinho que ela é. Mas evolução de sentar, de andar, de falar não teve", disse. "O outro [Lucas] se desenvolveu normalmente: ele fala, ele anda", completou.

Nove pares

Para detectar a propensão genética à síndrome congênita de zika -- nome dado às malformações causadas pelo vírus aos bebês em gestação, inclundo a microcefalia --, as pesquisadoras compararam nove pares de gêmeos.


Dois pares eram gêmeos idênticos, ambos com sequelas do vírus; um par não era idêntico, mas também tinha sido afetado; e seis pares eram não idênticos em que uma criança era afetada, e a outra não.

Elas coletaram amostras de sangue e saliva das crianças.

"Não achamos nenhum gene principal. Concluímos que é uma herança complexa. Vou te dar um exemplo: risco para diabetes. A gente sabe que há um componente genético de aumento do risco para a diabetes, mas não existe só um gene principal", disse Mayana.

A pesquisadora explica que, como concluíram que não havia um gene principal, foram para uma segunda saída. "Estudamos o RNA, que é a expressão dos genes", disse. Ou seja, elas passaram a investigar quais são eram os genes cuja ação era silenciada ou ativada para agir em determinadas células.

O RNA de três pares de gêmeos bivitelinos (não idênticos) foi analisado, entre eles, os de Laura e Lucas. As pesquisadoras conseguiram encontrar uma característica genética em comum nos três bebês que apresentaram microcefalia. Diferentemente de seus irmãos, todos eles tiveram uma alteração no gene DDIT4L.

As pesquisadoras notaram que ele estava muito menos expresso nas células afetadas e isso causou uma mudança com relação à proteína mTor, envolvida no crescimento e na morte celular. Outros estudos já haviam relacionado a mTor à replicação do vírus da zika.

Alterações nos genes identificados como FOXG1 e LHX2 também foram encontradas. Eles atuam no processo de desenvolvimento de áreas cerebrais durante o crescimento. O primeiro deles também é associado a distúrbios cerebrais congênitos.

"Demonstramos que existe um componente genético de suscetibilidade, que não é ao acaso, e a partir daí estamos aprofundando o estudo para tentar entender porque o vírus prefere algumas células no lugar de outras", afirmou Mayana.

Os gêmeos bivitelinos (gerados a partir de dois óvulos e dois espermatozoides diferentes) foram fundamentais para os resultados do estudo, porque estiveram expostos às mesmas condições no ambiente: filhos da mesma mãe, entraram em contato com o zika na mesma época. Mesmo assim, o vírus afetou o cérebro de apenas um dos irmãos.


Autor: Carolina Dantas
Fonte: G1
Sítio Online da Publicação: G1
Data de Publicação: 02/02/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/zika-virus/noticia/estudo-com-gemeos-revela-tres-genes-relacionados-a-efeitos-da-zika-em-bebes.ghtml

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Chuva de meteoros da constelação de Gêmeos ocorre nesta quarta e quinta: 'melhor do ano', diz Nasa





Gemínidas no Hemisfério Norte em 2016; chuva deve ser o mais brilhante do ano (Foto: Jeff Dai/Arizona State University)



A chuva de meteoros da Constelação de Gêmeos (Gemínidas), que ocorre todo mês de dezembro, deve iluminar o céu noite de quarta-feira (13) e vai se estender até o amanhecer na quinta-feira (14).


Segundo a Nasa (Agência Espacial Americana), estão previstos em torno de um meteoro por minuto, com a provável melhor chuva de meteoros do ano.


A chuva poderá ser visualizada no mundo inteiro -- inclusive no Brasil -- a olho nu. O céu mais limpo, com o horizonte aberto, facilita a visualização.



"É a melhor chuva de meteoros para os habitantes do hemisfério sul", diz Gustavo Rojas, astrônomo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). "Ela poderá ser visualizada em todo o Brasil".




A lua fina e crescente não estragará o show, garante a Nasa, que transmitirá a chuva de meteoros ao vivo. Segundo Bill Cooke, do escritório de meteoros da agência americana, com a chuva Perseidas em agosto obscurecida pela lua, gemínedeas deve se destacar em 2017.


A chuva de começar às 21: 30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (13) e será possível observá-la até o amanhecer de quinta-feira (14). Os meteoros serão mais visíveis a partir das 2h da manhã (horário de Brasília).




Sobre os meteoros




Os meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, define o Observatório Nacional.


Ao adentrarem na atmosfera, eles queimam parcial ou totalmente, devido ao atrito e ao contato com o oxigênio. O fenômeno deixa um risco luminoso no céu, popularmente chamado de "estrela cadente".


As chuvas de meteoros, diz o Observatório Nacional, não representam riscos para a Terra e acontecem praticamente todos os meses, mas algumas não têm ampla visibilidade.




Autora: G1
Fonte: G1
Sítio Online da Publicação: G1
Data de Publicação: 13/12/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/chuva-de-meteoros-da-constelacao-de-gemeos-ocorre-nesta-quarta-e-quinta-melhor-do-ano-diz-nasa.ghtml