segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Redes sociais elevam depressão entre meninas adolescentes, diz pesquisa

Uso excessivo de redes sociais pode causar depressão, conclui estudo divulgado em Londres

ABr





Meninas adolescentes são duas vezes mais propensas que os meninos a apresentar sintomas de depressão em conexão ao uso das redes sociais, segundo estudo do University College London (UCL) divulgado em Londres.

Ativistas pediram ao governo britânico que reconheça o risco de páginas como Facebook, Twitter e Instagram para a saúde mental dos jovens.

Uma em cada quatro meninas analisadas apresentou sinais clinicamente relevantes de depressão, enquanto o mesmo ocorreu com apenas 11% dos garotos, segundo o estudo. Os pesquisadores constaram que a taxa de depressão mais elevada é devido ao assédio online, ao sono precário e a baixa autoestima, acentuada pelo tempo nas mídias sociais.

Acesso internet celular

O estudo analisou dados de quase 11 mil jovens no Reino Unido. Os pesquisadores descobriram que garotas de 14 anos representam o agrupamento de usuários mais incisivos das mídias sociais – dois quintos delas as usam por mais de três horas diárias, em comparação com um quinto dos garotos.

Cerca de três quartos das garotas de 14 anos que sofrem de depressão também têm baixa autoestima, estão insatisfeitas com sua aparência e dormem sete horas ou menos por noite.

“Aparentemente, as meninas enfrentam mais obstáculos com esses aspectos de suas vidas do que os meninos, em alguns casos consideravelmente”, disse a professora do Instituto de Epidemiologia e Cuidados da Saúde do University College London, Yvonne Kelly, que liderou a equipe responsável pela pesquisa.

Depressão

O estudo também mostrou que 12% dos usuários considerados moderados e 38% dos que fazem uso intenso de mídias sociais (mais de cinco horas por dia) mostraram sinais de depressão mais grave.

Quando os pesquisadores analisaram os processos subjacentes que poderiam estar ligados ao uso de mídias sociais e depressão, eles descobriram que 40% das meninas e 25% dos meninos tinham experiência de assédio online ou cyberbullying.

Os resultados renovaram as preocupações com as evidências de que muito mais meninas e mulheres jovens apresentam uma série de problemas de saúde mental em comparação com meninos e homens jovens, e sobre os danos que os baixos índices de autoestima podem causar, incluindo autoflagelação e pensamentos suicidas.

Os pesquisadores pedem aos pais e responsáveis políticos que deem a devida importância aos resultados do estudo. “Essas descobertas são altamente relevantes para a política atual de desenvolvimento em diretrizes para o uso seguro das mídias sociais. A indústria tem que regular de forma mais rigorosa as horas de uso das mídias sociais para os jovens”, diz Kelly.

Uso excessivo das mídias sociais

A ministra adjunta para Saúde Mental e Cuidados Sociais, Barbara Keeley, afirmou que “esse novo relatório aumenta as evidências que mostram o efeito tóxico que o uso excessivo das mídias sociais tem na saúde mental de mulheres jovens e meninas […] e que as empresas devem assumir a responsabilidade pelo que ocorre em suas plataformas”.

Tom Madders, diretor de campanhas da instituição beneficente YoungMinds, diz que, embora sejam uma parte da vida cotidiana da maioria dos jovens e tragam benefícios, as redes sociais proporcionam uma “pressão maior” porque estão sempre disponíveis e fazem com que os jovens comparem “as vidas perfeitas de outros” com a sua própria.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)



Por Agência Brasil*, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 07/01/2019





Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 07/01/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/01/07/redes-sociais-elevam-depressao-entre-meninas-adolescentes-diz-pesquisa/

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O que é o 'lado escuro da Lua' e por que a China quis chegar lá


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A China já compartilhou as primeiras imagens da superfície o lado desconhecido da Lua

A China anunciou que chegou ao "lado escuro da Lua". Uma sonda chinesa pousou com sucesso às 10h26 do horário de Pequim, ou pouco depois de meia-noite de Brasília, segundo informou a mídia estatal chinesa.

A sonda não tripulada Chang'e-4, uma espécie de "rover", pousou na Bacia do Polo Sul-Aitken, como é conhecida uma enorme cratera que fica no lado oculto da Lua. A sonda carrega instrumentos consigo para analisar a geologia de uma região nunca explorada antes e conduzir experimentos biológicos.

As primeiras fotos da superfície foram enviadas pelo rover e compartilhadas pela mídia estatal. Sem comunicação direta possível, todas as fotos e informações tiveram que ser enviadas por meio de um outro satélite antes de chegarem à Terra.




China faz as primeiras imagens de perto do lado oculto da Lua

O pouso está sendo visto como um marco na exploração espacial.
Mas o que é o 'lado escuro da Lua'?

O "lado escuro" da Lua não tem nada a ver com "falta de luz" - os dois lados da Lua experimentam o dia e a noite. Na verdade, a expressão se refere ao lado da Lua que nunca foi visto da Terra.

Por causa de um fenômeno chamado "rotação sincronizada" nós só conseguimos ver uma face da Lua. Isso quer dizer que o tempo de rotação da Lua é igual ao seu período orbital. Ou seja, o tempo em que a Lua gira em torno de seu próprio eixo é igual ao tempo que ela leva para girar ao redor da Terra. Então essa sincronia entre rotação e translação faz com que só possamos observar um lado da Lua.

O outro lado da Lua tem uma crosta mais grossa, com mais crateras. Também há menos "mares" - planícies basálticas escuras formadas pelo impacto de meteoritos na superfície lunar.


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À esquerda, o lado da lua que já conhecemos e vemos da Terra; à direita, o "novo" lado da Lua, que nunca vemos da Terra
E por que a China quis chegar lá?

Houve diversas missões à Lua nos últimos anos, mas a grande maioria foi em sua órbita. A última missão a pousar no satélite foi a Apollo 17 em 1972.

Missões prévias à Lua pousaram na parte visível para a Terra, mas essa é a primeira vez que uma sonda pousou na parte inexplorada e "escura".

Ye Quanzhi, astrônomo do Instituto de Tecnologia da Califórnia, disse à BBC que essa foi a primeira vez que a China "tentou algo que outras potências espaciais nunca tinham tentado antes".

O Chang'e-4 foi lançado do Centro de Lançamentos de Satélites de Xichang no dia 7 de dezembro. A sonda chegou à órbita lunar no dia 12 de dezembro com foco em explorar um lugar chamado Von Kármán, uma cratera localizada na Bacia do Polo Sul-Aitken. Acredita-se que a cratera tenha sido formada por um impacto gigante.

"A estrutura gigante tem mais de 2,5 mil km de diâmetro e 13 km de profundidade, uma das crateras de maior impacto no sistema solar e a maior, mais profunda e mais velha bacia da Lua", afirma Andrew Coates, professor de física no Laboratório de Ciências Espaciais de Mullard, em Surrey, no Reino Unido.


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EPA/CNSA
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Primeiras imagens captadas pela sonda chinesa mostram a superfície do lado que não podemos ver da Terra, por caisa da 'rotação sincronizada'

O evento que formou a bacia é tido como um fenômeno que deve ter sido tão poderoso que atingiu e penetrou a crosta da Lua até a zona chamada de manto. Pesquisadores pretendem usar seus instrumentos nas pedras expostas nessa área.

A equipe também espera estudar partes de rocha derretida que pode ter preenchido a bacia, permitindo com que eles identifiquem variações em sua composição.

Um terceiro objetivo é estudar o chamado "regolito" desse "novo" lado da lua - rochas quebradas e poeira que ficam na superfície lunar - que nos ajudará a entender a formação da Lua.
O que mais poderemos aprender com essa missão?

O Chang'e-4 está carregando duas câmeras, um experimento alemão com radiação chamado LND e um espetrômetro que vai fazer observações astronômicas de baixas frequências.

Cientistas acreditam que o "lado escuro" pode ser um lugar excelente para praticar astronomia porque está protegido de ruídos da Terra. O espectrômetro vai mirar nessa ideia.


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Um modelo do Chang'e-4 em Dongguan, na China

A sonda carrega um contêiner de 3 kg com sementes de batatas e Arabidopsis(planta da mesma família da mostarda e da couve) - além de ovos de bicho-da-seda para experimentos biológicos. O experimento da "mini biosfera lunar" foi criado por 28 universidades chinesas.

Outro equipamentos/experimentos incluem:
Uma câmera panorâmica
Um radar para espreitar a parte embaixo da superfície lunar
Um espectrômetro de imagem para identificar minerais
Um experimento para examinar a interação do vento solar (um fluxo de partículas energizadas do Sol) com a superfície lunar

A missão faz parte de um grande programa chinês de exploração lunar. A primeira e segunda missões Chang'e foram projetadas para reunir dados da órbita lunar, enquanto a terceira e quarta foram construída para operações na superfície.

Chang'e-5 e 6, atualmente em fase de desenvolvimento e previstas para 2024, colherão amostras de rochas e terra lunares para serem analisados em laboratórios na Terra.
Como que cientistas vão acompanhar a sonda?

Em um artigo na página da organização não governamental americana Planetary Society em setembro, Long Xiao, da Universidade de Geociências da China (Wuhan) afirmou: "O desafio da missão do outro lado da Lua é a comunicação. Sem visão da Terra, não há maneira de estabelecer ligação de rádio direta".

Então o rover deve se comunicar com a Terra usando um satélite chamado Queqiao - ou Magpie Bridge - lançado da China em maio do ano passado.

O Queqiao orbita a 65 mil quilômetros de distância da Lua, ao redor de um Ponto de Lagrange - uma espécie de vaga gravitacional no espaço de onde ficará visível de estações na China e outros países como a Argentina.
Quais são os planos da China no espaço?

A China quer se tornar a líder em exploração especial, ao lado dos Estados Unidos e da Rússia.

Em 2017, ela anunciou que estava planejando mandar astronautas para a Lua.

Ela também vai começar a construir sua própria estação espacial no ano que vem, com a expectativa de que comece a operar em 2022.


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Um modelo da estação espacial chinesa

O marketing dos avanços da China em seu programa espacial tem sido filtrado por uma gestão cuidadosa da mídia. Houve poucas notícias das tentativas de pouso do Chang'e-4 antes do anúncio oficial de que fora um sucesso.

Para o astrônomo Fred Watson, que promove iniciativas espaciais da Austrália, diz que o segredo pode ser simplesmente cautela, similar à demonstrada pela União Soviética no começo de sua competição com a Nasa.

"A Agência Espacial chinesa é jovem, mas talvez nos próximos anos ela chegue à altura das outras", afirma.

Ye Quanzhi, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, diz que a China tentou ser mais aberta. "Eles mostraram por streaming, em tempo real, o lançamento do Chang'e-2 e 3, assim como o pouso do Chang'e-3. Habilidades de relações públicas levam tempo para se desenvolver, mas acho que a China vai chegar lá", afirmou.

A China começou tarde na exploração espacial. Só em 2003 que o país mandou seu primeiro astronauta à órbita, o terceiro país a fazer isso, depois da União Soviética e dos Estados Unidos.

Chegar ao "lado escuro da Lua" já está sendo considerado por especialistas como "uma primeira vez para a humanidade" e "um feito impressionante".




Autor: BBC News Brasil
Fonte: BBC News Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data: 03/01/2019
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-46735877

O que o Museu Nacional, incendiado em 2018, fará em 2019 com os R$ 85 milhões previstos para sua recuperação


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Museu Nacional, no Rio, pegou fogo no início de setembro

Em 2 de setembro de 2018, o Museu Nacional do Rio de Janeiro foi consumido pelas chamas, uma tragédia que repercutiu no Brasil e no exterior devido à importância da instituição com 200 anos recém-completados e um dos mais ricos acervos de antropologia e história natural da América Latina, com mais de 20 milhões de itens.

Muitos deles eram únicos e foram destruídos, como fósseis humanos e de dinossauros, múmias e utensílios de civilizações antigas. Apesar do fogo, peças simbólicas se salvaram, como o Bendegó, o maior meteorito brasileiro conhecido pela ciência, ou foram resgatadas ainda que parcialmente destruídas, como fragmentos do crânio e o fêmur de Luzia, o fóssil humano mais antigo de que se tem registro no Brasil.

Há muito a ser recuperado no meio dos detritos do prédio - não existe um número oficial de quantas peças se salvaram ou quantas peças foram destruídas - mas Alexander Kellner, diretor da instituição, diz que não é mais o momento de olhar para trás com pesar.

"Temos que aprender com o que houve e planejar a reconstrução do Museu no mais curto espaço de tempo. Dentro deste contexto, estamos muito bem", afirma.


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TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL
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Kellner, diretor do museu, diz que "não se faz uma coleção de dois séculos em duas décadas" e que é importante pensar em como viabilizar a manutenção do local após sua recuperação

À frente da instituição desde fevereiro de 2018, Kellner está mais preocupado em como aplicar os R$ 85 milhões que o Museu Nacional deverá ter em caixa no próximo ano para obras emergenciais, recuperação do prédio histórico e reconstrução do acervo.

A verba veio após a repercussão do incidente, que causou grande comoção e debates acalorados em redes sociais em torno da manutenção da instituição histórica.

"(A maior parte do dinheiro) está 'na nuvem' ainda. Vai demorar um pouco a chegar por causa da burocracia. Quando entrar, será via reitoria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro, que administra o Museu Nacional). Mas é importante que a população saiba que não é um dinheiro 'que está na mão', porém está carimbado e não tem como ser desviado", afirma.

O orçamento anual do museu, repassado pela UFRJ - mantida com recursos do governo federal -, havia caído drasticamente nos últimos cinco anos: de R$ 531 mil, em 2013, para R$ 54 mil, em 2018. Muitos culparam a falta de manutenção do prédio pelo incêndio.


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MUSEU NACIONAL | UFRJ
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Andar onde ficavam insetos e outros animais invertebrados no Museu desabou
De onde virá o dinheiro?

Dos R$ 85,4 milhões destinados ao Museu Nacional, R$ 55 milhões virão do Orçamento da União para 2019, aprovado pelo Congresso Nacional em 19 de dezembro. A verba foi indicada por deputados da bancada do Rio de Janeiro e apresentada como emenda impositiva, aprovada pela Comissão Mista de Orçamento.

O dinheiro, segundo Kellner, será utilizado na reconstrução do palácio localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, e que foi moradia da família real brasileira no século 19.

Outros 15 milhões, já em caixa, vieram do Ministério da Educação para obras como a contenção de paredes que ficaram em pé após o incêndio e a criação de estrutura para proteger os destroços, além da elaboração de um novo projeto museológico.

O Ministério da Ciência e Tecnologia destinou R$ 10 milhões que também serão aplicados na reconstrução do prédio e na compra de equipamentos dos laboratórios de pesquisa da instituição. A retomada de pesquisas interrompidas com o incêndio receberá mais R$ 2,5 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao MEC para expansão de programas de pós-graduação no país.

Kellner informou também que já está sob os cuidados da UFRJ o montante de 180,8 mil euros (cerca de R$ 802 mil) doados pelo governo da Alemanha - a verba é parte do montante de até um milhão de euros que o governo alemão vai destinar ao Museu. Além disso, foi negociada com a empresa Vale a doação de mais R$ 2 milhões para recomposição do acervo de mineralogia e etnografia. Outros R$ 100 mil foram arrecadados desde o incêndio pela campanha SOS Museu Nacional.


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Museu Nacional do Rio pegou fogo em setembro
Manutenção é essencial

O diretor Kellner explica que a verba prevista é excepcional para começar a reconstruir a instituição, mas ressalta que "não se faz uma coleção de dois séculos em duas décadas". Para ele, mais importante no momento é discutir como viabilizar a manutenção do local após sua recuperação.

"Antes do incêndio, o Museu Nacional precisaria de US$ 3,8 milhões (R$ 14,7 milhões) para manutenção básica de sua estrutura. No entanto, só recebia R$ 500 mil. Eu estimo que, numa janela de até seis anos, vamos precisar de US$ 10 milhões (R$ 38,8 milhões) anuais para mantê-lo em condições razoáveis."

Ele compara a situação da mais antiga instituição científica brasileira com o Museu de História Natural de Nova York, nos Estados Unidos, que destinou US$ 35,8 milhões (R$ 139,1 milhões) para cobrir custos operacionais referentes à sua estrutura.

De acordo com o mais recente relatório anual da instituição - que, assim como o Museu Nacional, fomenta pesquisas científicas -, 27% de sua receita foram provenientes de ingressos e contribuições de visitantes.


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Museu Nacional, que pegou fogo, foi fundado por Dom João 6º em 1818

Para 2019, Kellner afirma que serão três as prioridades. A primeira delas é a recuperação do palácio, em seguida o resgate e recomposição do acervo, e, por último, o fomento à pesquisa na instituição.

Até o início de dezembro, 51% das obras emergenciais tinham sido concluídas, incluindo etapas como escoramento das lajes, retirada das estruturas metálicas, cobertura provisória e remoção de escombros com a ajuda dos pesquisadores.

"Precisamos retomar a normalidade institucional, fazer com que as pessoas tenham um lugar para trabalhar, para que continuem suas teses e pesquisas", afirma. "Se estou satisfeito com o ritmo que as coisas estão seguindo? Não. Mas tudo tem seu tempo para acontecer."




Autor: Everton Lima
Fonte: Eduardo Carvalho
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data: 03/01/2019
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46721344

Ciência e diversão nas férias: conheça a programação do Museu da Vida



Fonte: Museu da Vida


Chegou aquela época do ano tão aguardada: férias! Se você está em busca de atividades que combinem lazer, arte, natureza, cultura, ciência e saúde, seu lugar é o Museu da Vida. Preparamos uma programação especial que tem tudo isso e muito mais. A partir de janeiro, a cada dia da semana, de terça a sexta, um tema em destaque, com oficinas e outras atrações para mexer com a curiosidade, divertir e entreter públicos de todas as idades: Segredos do Castelo, Ciência e Arte, Experimentações e De Olho na Natureza. Detalhes importantes: todas as atividades são gratuitas e não é necessário agendar. Aos sábados também estaremos em funcionamento.

Ao chegar ao campus Manguinhos da Fiocruz, é só se dirigir ao Centro de Recepção do Museu da Vida, mais conhecido como Estação do Trenzinho. É lá que tem início a visita, onde você recebe todas as orientações necessárias para aproveitar ao máximo o passeio.

Conheça os horários:

De terça a sexta, das 9h às 16h30, com atividades de férias começando às 9h, 10h, 11h, 13h30, 14h30 e 15h30.

Aos sábados, visite nossos espaços das 10h às 16h (as visitas ao Castelo iniciam a cada 50 minutos até as 15h10).

Endereço: Av. Brasil, nº 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ.

O Museu da Vida conta com estacionamento (gratuito) e não dispõe de guarda-volumes. Não esqueça de trazer um documento com foto para apresentar na portaria da Fiocruz.

Clique nos links abaixo para conhecer as atividades especiais de cada dia da semana:

Terça-feira é dia de... "Segredos do Castelo"

Quarta-feira é dia de... “Ciência e Arte”

Quinta-feira é dia de... “Experimentações”

Sexta-feira é dia... “De Olho na Natureza”

Sábado também é dia de... “Museu da Vida”

Se preferir, acesse a programação completa.





Autor: Museu da Vida
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 03/01/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/ciencia-e-diversao-nas-ferias-conheca-programacao-do-museu-da-vida

Zika: Fiocruz lança guia prático para familiares e profissionais de saúde



Por: Everton Lima (IFF/Fiocruz)


Aconteceu o lançamento do Guia Prático de Direitos para Profissionais de Saúde e Famílias de Crianças com a Síndrome Congênita do Zika Vírus no Rio de Janeiro, no dia 19/12, no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). O guia, fruto do Projeto de Pesquisa Caminhos do Enfrentamento às Implicações Sociais do Zika Vírus, coordenado por Alessandra Gomes Mendes, assistente social do IFF, é um instrumento prático que visa orientar o acesso a direitos e o fluxo das famílias na rede intersetorial. Ao realizar a recepção do evento, Daniel Campos, assistente de pesquisa que participa do projeto, explicou que o encontro teve o objetivo de promover um espaço de construção do diálogo com a rede intersetorial e pensar a construção de ações efetivas para essas famílias.

Em sua fala, a coordenadora do projeto e responsável pelo guia sinalizou que o produto é um instrumento para divulgação, problematização dos direitos e acesso às políticas intersetoriais, mas que ele não substitui o trabalho dos profissionais da rede. Pelo contrário, seu papel é, justamente, fazer com que as famílias consigam chegar até esses profissionais. Alessandra avaliou que o guia só faz sentido se conseguir dar materialidade aos direitos que estão nele descritos, e o evento era uma forma de promovê-los. “O diagnóstico da síndrome congênita do vírus zika impõe uma nova realidade para as famílias, que são obrigadas a ingressar numa luta diária por acesso a direitos, peregrinando cotidianamente por serviços e instituições em busca de atendimentos. São famílias que, diferentemente dos profissionais e pesquisadores, não escolheram lidar com essa realidade. Portanto, cada família que ingressa nessa rede precisa ser muito bem acolhida, e o guia pretende oferecer um mapa sobre como a rede funciona. Num momento difícil como o do diagnóstico, é uma responsabilidade dos profissionais oferecerem o acesso a essas informações, e não do Google”, ressaltou ela.

Os fotógrafos Georges de Paula Racz e Leandro Pimentel mencionaram a alegria em participar da elaboração do Guia. “Foi uma honra participar desse projeto tão bacana, buscamos uma abordagem com simplicidade, mas sem faltar nada do que a nobreza do tema pedia”, disse Georges. “Fiquei muito emocionado com a força das mães. O resultado me surpreendeu e as imagens dão vida ao guia”, completou Leandro.

Vanessa Godoy, mãe do Dimitri, paciente do ambulatório de zika IFF/Fiocruz, realizou a maquiagem das mães que participaram da sessão de fotos do guia. “Como mãe de criança especial, a gente passa a viver a vida do filho. Então, eu encontrei na maquiagem uma terapia, uma forma de me distrair, de resgatar minha autoestima e ganhar uma renda extra”, contou ela. Raquel Valente dos Santos, avó do paciente Anderson Taylor, adorou a experiência. “Para mim foi maravilhoso, foi um momento muito agradável e são recordações que ficam marcadas. É muito gratificante quando a gente encontra pessoas para nos ajudar e nos dar um conforto”, disse ela. Já Tatiana de Souza Madeira, mãe da paciente Sara Vitória, emocionou-se ao contar a história da filha. “Quando ela nasceu, ela foi rejeitada pela família, eu a adotei e aqui no IFF/Fiocruz todos me acolheram e me ajudaram muito porque tudo para mim era novo. Adotar uma criança especial é um aprendizado diário, pois tudo mudou na minha vida. Participar do guia foi um momento muito especial e eu agradeço a toda equipe pelo belo trabalho e pela oportunidade de participar”, finalizou ela.

Representando a Associação Lotus, Amanda Mota iniciou a mesa de abertura de diálogos pontuando que a informação sobre a temática precisa ser transmitida, a união precisa acontecer e a luta precisa ser de todos. “A mensagem que eu deixo para as mães e cuidadores é que falem, lutem e questionem. A gente precisa se unir, não só as vítimas da Zika, mas toda a sociedade, para lutar pelos direitos de um todo”, esclareceu ela. O coordenador da Rede Zika e Ciências Sociais, Gustavo Matta, sugeriu a produção de uma agenda para o compartilhamento de experiências e ações, as vitórias conquistadas e as resistências enfrentadas. “Esse é um momento em que precisamos nos unir, ser mais organizados e criar mais sinergia entre os diversos projetos que estão em curso, no sentido de oportunizar a ação política”, alegou ele.

Com a palavra, a coordenadora de Pesquisa do IFF/Fiocruz, Maria Elisabeth Lopes Moreira, frisou que as mãos principais na produção do conhecimento são das mães e cuidadores que vivem o dia a dia com as crianças. “Quando tiverem uma dúvida, perguntem, pois essa dúvida pode virar uma dúvida de pesquisa e a pesquisa retornar para a sociedade como uma produção de conhecimento que possa facilitar a saúde de todos”, explicou ela. Representando a coordenação do Serviço Social, a assistente social do Instituto Mariana Setúbal avaliou que, apesar de toda a adversidade, o encontro era um dia de celebração. “Cada vez mais o IFF/Fiocruz consolida a conversa qualificada com a rede, damos lugar e voz para os usuários através das estratégias de capacitação, publicação de editais e conteúdos do Portal de Boas Práticas”, enfatizou ela.

A seguir, a coordenadora de Ensino do Instituto, Martha Moreira, afirmou que o direito à saúde deve estar na pauta de todos e valorizou a participação das mães e cuidadores na elaboração do Guia. “De uma forma muito potente, preciosa e valorizada por nós, a gente deseja que vocês continuem sendo nossos parceiros na construção do conhecimento”, destacou. Finalizando a mesa-redonda, o diretor do IFF/Fiocruz, Fábio Russomano, frisou que o Guia é interessante porque ele transcende a saúde. “A gente tem um compromisso de retorno de informações que sejam úteis para melhorar a vida dessas famílias e esse trabalho é um exemplo concreto disso. Ninguém é dono do saber, todos aprendemos juntos, então gostaria de agradecer as famílias pela confiança que depositaram nesta instituição”, concluiu ele.

Estiveram presentes ao evento representantes da Cruz Vermelha, Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Assistência Social de Duque de Caxias, Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Secretaria Municipal de Assistência Social de Nova Iguaçu, Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e Coordenação de Saúde Escolar do Município do Rio de Janeiro.

Ao final do evento, Alessandra avaliou que o lançamento do guia superou os objetivos propostos, que eram: promover um retorno para as famílias e sociedade em geral, acerca do trabalho desenvolvido; promover um espaço público de fala e reconhecimento para as mulheres (mães) que protagonizam o cuidado cotidiano das crianças e a luta diária por direitos; fortalecer os laços já existentes com a rede intersetorial, promover a distribuição do guia e capilarizar a discussão sobre o acesso a direitos.

Deseja ter acesso ao Guia Prático?
A versão digital será disponibilizada no Repositório Institucional da Fiocruz (Arca).

Para mais informações, entre em contato: Alessandra G. Mendes. Tel.: 2554-1864. alessandra.mendes@iff.fiocruz.br 



Autor: Everton Lima
Fonte: IFF/Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 03/01/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/zika-fiocruz-lanca-guia-pratico-para-familiares-e-profissionais-de-saude

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Leishmanioses: estratégia de controle vetorial prevê a utilização de iscas açucaradas



Por: Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)*


Assim como os beija-flores, os insetos flebotomíneos – transmissores das leishmanioses, conhecidos como mosquitos-palha – alimentam-se naturalmente do néctar das flores e são atraídos por soluções açucaradas. Tendo em vista essa característica, algumas estratégias de controle vetorial lançam mão de uma armadilha: soluções de água com açúcar combinadas com inseticidas são borrifadas sobre plantas ou pedaços de algodão, transformando-os em iscas açucaradas, que são espalhadas nos locais conhecidos de concentração dos insetos. Recém-publicado na revista Parasites and Vectors, um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) abre portas para o desenvolvimento de uma versão sustentável do método. O trabalho avalia a ação de compostos naturais de plantas, chamados de glicosídeos, e seus derivados. A pesquisa aponta atividade contra os parasitos Leishmania, causadores das leishmanioses, e mostra que, quando administrados aos flebotomíneos através de iscas açucaradas, alguns desses compostos diminuem a quantidade de parasitos presente nos insetos, assim como reduzem a longevidade dos vetores.

Segundo os autores, os resultados indicam que as moléculas são promissoras para o desenvolvimento de iscas açucaradas para controle vetorial e bloqueio da transmissão das leishmanioses, com menor risco de desenvolvimento de resistência entre os insetos e de danos ambientais. “Os glicosídeos são açúcares de plantas que constituem uma defesa natural contra isentos herbívoros e já vêm sendo estudados para o controle de pragas agrícolas. Por isso, decidimos avaliar sua ação contra os flebotomíneos, como uma alternativa sustentável aos inseticidas. Para nossa grande surpresa, observamos que eles não são tão tóxicos para os flebotomíneos, mas atuam sobre os parasitos Leishmania, que se desenvolvem no intestino dos insetos, o que pode ser positivo para o desenvolvimento de novas ferramentas de controle vetorial”, conta o pesquisador Fernando Genta, do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos do IOC e coordenador do estudo.

Primeira autora do artigo, Tainá Neves Ferreira aponta mais uma vantagem dos compostos naturais. Ela destaca que as leishmanias apresentam dois estágios de vida: um nos insetos, chamado de promastigota, e outro nos hospedeiros vertebrados, incluindo os seres humanos, chamado de amastigota. “Isso é importante porque ao utilizar moléculas que agem nos insetos contra a forma promastigota dos parasitos não deve haver efeito de seleção de resistência sobre a forma amastigota, encontrada nos pacientes e alvo no tratamento das leishmanioses”, diz a estudante, que realizou a pesquisa durante o mestrado no Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular do IOC e atualmente dá continuidade ao trabalho no doutorado no Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária do Instituto.

O projeto contou com a colaboração de pesquisadores dos Laboratórios de Bioquímica e Fisiologia de Insetos, de Biologia Molecular de Doenças Endêmicas e de Doenças Parasitárias do IOC, além do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular e da Universidade de Glasgow, no Reino Unido.

Molécula de amêndoas, ameixas e pêssegos

A pesquisa avaliou quatro substâncias, sendo dois açúcares glicosídeos – esculetina e amidalina – e duas moléculas derivadas desses compostos – esculina e mandelonitrila. Soluções de água com açúcar combinadas com as diferentes substâncias foram utilizadas para produzir as iscas açucaradas, oferecidas aos flebotomíneos como fonte de alimentação. Os melhores resultados foram observados com a mandelonitrila. Testes em cultura de células mostraram efeito sobre todas as espécies de Leishmania avaliadas, incluindo L. mexicana, L. amazonensis e L. braziliensis, causadoras da leishmaniose tegumentar americana, e L. infantum, agente da leishmaniose visceral americana. Nos ensaios com flebotomíneos infectados por L. mexicana, a mandelonitirila diminuiu em 1/3 a quantidade de vetores infectados e provocou redução de 65% no número médio de protozoários encontrado nos insetos. Além disso, a substância reduziu a longevidade dos vetores. Entre os machos, o tempo de vida média foi reduzido em 59% (de 17 para sete dias), enquanto entre as fêmeas, a queda foi de 33% (de 15 para dez dias). Todos os experimentos foram realizados com flebotomíneos da espécie Lutzomia longipalpis, principal transmissora da leishmaniose visceral americana, utilizada como modelo para pesquisas.


Soluções de água com açúcar combinadas com diferentes substâncias foram utilizadas para produzir iscas (Foto: Josué Damacena)

Os pesquisadores ressaltam que a mandelonitirila é um composto estável e de baixo custo, que apresenta muito baixa toxicidade para mamíferos. As características são consideradas favoráveis para o desenvolvimento das iscas açucaradas como ferramenta de controle vetorial. “A mandelonitrila é um derivado do glicosídeo amidalina, encontrado em sementes, raízes e folhas de amêndoas, ameixa e pêssego, entre outras plantas. Considerando sua baixa toxicidade em mamíferos, compostos relacionados a essa substância podem ser avaliados para o controle das leishmanioses também em outros projetos de pesquisa”, reforça Tainá.

Contribuições para pesquisas

Além de apontar novos caminhos para o desenvolvimento de métodos de controle vetorial, o artigo apresenta inovações que podem contribuir para futuras pesquisas. Naturalmente fluorescente, a molécula esculina tem potencial para ser usada como marcador em estudos de campo com flebotomíneos. “A marcação é necessária, por exemplo, em pesquisas nas quais os insetos são liberados no ambiente e depois recapturados. Também pode ser usada para avaliar a ingestão de alimento de uma fonte específica. Observamos que a esculina apresentou baixo impacto sobre a fisiologia dos insetos, o que é fundamental para um bom marcador”, diz Genta.

De forma inédita, o trabalho utilizou a fluorescência natural da esculina para medir a quantidade de açúcar ingerida pelos vetores. O estudo apontou que os machos ingerem cerca de 35% menos açúcar do que as fêmeas. Além disso, enquanto as fêmeas costumam ingerir de 0,1mg a 0,6mg de sangue em uma única refeição, o volume da alimentação açucarada é sete a 42 vezes menor. De acordo com os cientistas, este conhecimento pode ser importante no desenvolvimento de pesquisas e de ferramentas de controle vetorial que têm a alimentação açucarada dos insetos como foco.

Impacto no Brasil

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, são estimados até um milhão de novos casos de leishmaniose tegumentar e 90 mil de leishmaniose visceral. O Brasil é um dos países com maior número de registros, figurando entre os sete mais afetados do planeta para as duas formas do agravo. Classificadas como doenças tropicais negligenciadas, as leishmanioses afetam principalmente populações pobres, sendo associadas a condições como moradia precária, deslocamentos populacionais e desnutrição. A infecção também está ligada a mudanças ambientais, incluindo desmatamento, urbanização e construção de barragens.

O ciclo de transmissão das leishmanioses envolve os protozoários do gênero Leishmania, hospedeiros animais e os insetos flebotomíneos. Os parasitos são transmitidos às pessoas pela picada de fêmeas do vetor, que se infectam ao sugar o sangue de animais infectados, caracterizados como reservatórios do agravo. Na leishmaniose tegumentar, mamíferos silvestres, como preguiça, gambá, roedores e canídeos, são normalmente identificados como reservatórios. Já na leishmaniose visceral, além dos reservatórios silvestres, os cães domésticos podem ser fonte de infecção para os vetores no ambiente urbano.

As leishmanioses tegumentares geralmente provocam lesões na pele. Nos casos mais graves, as mucosas do nariz e da boca também são afetadas. Na leishmaniose visceral, órgãos internos, como fígado e baço, são atingidos e o agravo pode levar à morte. Em todos os casos, o tratamento é feito com medicamentos específicos, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). “O controle vetorial é apenas uma das ferramentas para o enfrentamento das leishmanioses, que precisa ser adotada juntamente com medidas como diagnóstico e tratamento precoces, ações de proteção individual e manejo de reservatórios”, enfatiza Genta.




Autor: Maíra Menezes
Fonte: IOC/Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 02/01/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/leishmanioses-estrategia-de-controle-vetorial-preve-utilizacao-de-iscas-acucaradas

Estação Oscar Freire recebe mostra “Do macaco ao Homem”

Foto: Cecília Bastos/ USP Imagens

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A estação Oscar Freire, da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, recebe a partir do dia 7 de janeiro a versão itinerante da exposição Do macaco ao homem, que tem como curador o professor Walter Neves, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. A mostra estará na estação até o dia 31.

A proposta é apresentar ao público, especialmente ao jovem, esse tema científico de forma atraente e lúdica. “A intervenção artísitca tem como objetivo transmitir informações sobre o desenvolvimento da nossa espécie. No momento, já é possível caracterizar, com um elevado grau de certeza, os principais passos da nossa linhagem evolutiva”, explica o antropólogo, arqueólogo e curador da exposição Walter Neves, coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da USP.

Foto: Divulgação / Catavento Cultural

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A exposição foi organizada em parceria entre a ViaQuatro, o Museu Catavento, o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH -IB -USP) e o Instituto de Estudos Avançados da USP.




Autor: Jornal da USP
Fonte: Jornal da USP
Sítio Online da Publicação: Jornal da USP
Data: 02/01/2019
Publicação Original: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-biologicas/estacao-oscar-freire-recebe-mostra-do-macaco-ao-homem/